Editais para produção de séries para a TV Escola

A Unesco e o Ministério da Educação estão recebendo propostas de empresas que queiram participar do processo de licitação de produção de séries para a TV Escola. Os programas têm o objetivo de capacitar os professores e reforçar o material didático para as salas de aula. O projeto prevê a elaboração completa da série, da pesquisa e roteiro até a finalização.

Confira os temas dos editais:

– Produção de 15 programas de 26 minutos da série “Sua Escola Nossa Escola – Educação Integral”. A contratada será responsável pela realização dos vídeos documentários, registrando os trabalhos das escolas selecionadas e promovendo a troca de experiências com professores convidados. clique aqui

– Produção de 21 programas de 13 minutos, divididos em sete áreas temáticas da Educação Física: atletismo, basquetebol, futebol de campo, futsal, handebol, voleibol e práticas esportivas alternativas na escola. clique aqui

– Produção de série de cinco episódios de 20 minutos de duração cada sobre Educação Sexual. A série deve transmitir ao jovem informações sobre saúde sexual e exercício da sexualidade, assim como auxiliar no processo de formação de professores para o ensino em sala de aula. clique aqui

– Produção de série educativa de literatura – interpretação e produção de textos composta por 15 episódios de 13 minutos de duração cada e 15 interprogramas com 60 segundos de duração. clique aqui

– Produção de série de programas televisivos sobre Língua Portuguesa para os quatro últimos anos do Ensino Fundamental. A série é composta por 30 programas com duração aproximada de 15 minutos, divididos em duas partes, sendo a primeira parte composta por 15 episódios destinados ao aluno; e a segunda parte, composta por 15 episódios, destinada ao professor. clique aqui

– Produção de duas séries de interprogramas, em animação e imagens de arquivo, sobre a fauna brasileira e origens das bandeiras brasileiras. A primeira terá 25 programas, com duração média de 3 minutos, utilizando diversas técnicas de animação. A segunda terá 28 programas, com duração média de 3 minutos. clique aqui

Tati: nova personagem da Turma da Mônica

Em comemoração ao cinquentenário da descoberta da trissomia da Síndrome de Down, o Instituto Maurício de Sousa lançou, no último sábado (dia 21), a revista Viva as Diferenças, que traz uma nova personagem para a Turma da Mônica: a menina Tati, portadora da Síndrome de Down.

“Essa era uma ideia antiga que exigiu muita pesquisa e cuidado, pois há muita lenda e preconceito sobre Down. Na história, Tati entra na escola e a professora fala um pouco sobre a síndrome. É um primeiro passo para conscientizar as crianças”, diz o desenhista Maurício de Sousa.

Segundo Sousa, a tiragem inicial da revista é de 17 mil exemplares, que serão distribuídos em associações de pacientes com Síndrome de Down e em consultórios de pediatras.

Leia o manifesto ser diferente é normal e participe da campanha

Você sabe o que o seu filho faz na internet?

Essa pergunta é para os pais: vocês realmente sabem o que seus filhos fazem na internet? Por onde navegam? O que acessam? E por quanto tempo? Pesquisa divulgada, este ano, pela Norton Online Living Report revela exatamente o que crianças e jovens estão fazendo na rede e, detalhe, sem o conhecimento dos seus responsáveis.

Para a grande maioria dos pais americanos, por exemplo, meninas e meninos navegam duas horas mensais. Ledo engano. Segundo eles, são cerca de 20 horas. De acordo com o levantamento, mais da metade dos pais não estabelecem controles familiares nem monitoram as atividades das crianças.

O estudo chama atenção também para o fato de que os internautas mirins criam, cada vez mais, fazem amizades virtuais. E mais do que isso: depositam nos amigos online grande confiança, inclusive divulgando informações pessoais.

A pesquisa foi realizada em oito países: Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França, Brasil, China e Japão. Foram entrevistados 2.717 crianças e jovens, com idades entre 8 e 17 anos, que navegam uma ou mais horas por mês.

Confira os principais resultados da pesquisa:

Amigos virtuais – Crianças e jovens fazem amigos virtuais. 60% dos jovens, de 13 a 17 anos, afirmam que têm amigos virtuais. De cada três crianças nos Estados Unidos, uma relata que gosta de passar seu tempo com amigos virtuais tanto quanto com os amigos da vida real.

Relacionamento social – 67% dos adolescentes, de 13 a 17 anos, visitam constantemente ou frequentemente sites de relacionamento. Nos EUA, a taxa é de 46%. Na China, 85%.

Compras online – Um terço das crianças e jovens se considera confiante ou muito confiante em realizar compras online. Esse número atinge 69% entre as crianças chinesas.

Informação pessoal – De cada 10 adolescentes, quatro já forneceram dados pessoais na web.

Desconhecidos – 16% das crianças americanas já foram abordadas por desconhecidos na internet.

Acesse o site do Norton Online Living e confira outras informações do estudo

Dia Mundial da Água

Há 18 anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água. A ideia, já naquela época, era chamar a atenção da sociedade mundial para a questão da escassez da água e, consequentemente, buscar soluções para o problema. No mesmo ano, a instituição elaborou a Declaração Universal dos Direitos da Água.

De lá para cá, poucas iniciativas foram adotadas. Segundo analistas, ainda é preciso uma conscientização maior, bem como investimentos maciços, caso contrário muitas pessoas continuarão morrendo por não ter acesso à água potável ou terão, cada vez mais, dificuldades de pagar pelo produto. De acordo com o relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a falta de acesso à água potável causa 1,6 milhão de mortes ao ano, a maioria delas entre crianças com menos de cinco anos. Outras cinco mil são mortas devido ao consumo de água contaminada.

Soma-se a isto o fato de que o abastecimento hídrico global pode ser duramente afetado nas próximas décadas por causa da mudança climática associada à queima de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, e ao aumento da população global. A previsão não é nada otimista.

Mesmo remando contra a maré, uma série de atividades vem sendo realizadas por escolas, ONGs e grupos de ativistas. Muitos projetos são, inclusive, voltados para o público infanto-juvenil. Para destacar a importância da data e contribuir para a reflexão sobre o tema, a revistapontocom elencou, abaixo, alguns links de interesse de pais, professores, crianças e jovens.

Confira, acesse e participe desta discussão:

– Conheça o Projeto Água na Escola. Site traz revistas para estudantes e material para professores.

– O SESC Rio realiza a exposição H2O: o futuro das águas.

Seminário debate as perspectivas no mundo e no Brasil sobre a questão da água.

– Site voltado para crianças, com jogos e informações. Produzido pelo Instituto da Água, de Portugal.

– Leia a história criada por Léa Barbalat e Ziraldo: Água nossa de cada dia.

– Conheça o programa educar: textos, sugestões de atividades e histórias em quadrinhos.

– Que marcas você quer deixar no planeta Terra? Faça o teste.

Agência Nacional de Águas. Textos, notícias e projetos do Governo Federal.

– Conheça a cartilha Amigo da Água, da Associação Amigos do Futuro.

– Leia a Declaração Universal dos Direitos da Água.

Games sobre consumo e preservação da água no Blog LatinoAmericano Aqua Vitae.

Crianças por dentro da ecologia

Projeto: Criança Ecológica
Instituição: Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo
Localização: São Paulo

Com o objetivo de sensibilizar e despertar nas crianças atitudes capazes de contribuir com a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente, o Governo do Estado de São Paulo está promovendo junto aos alunos da rede de Ensino Fundamental o Programa Criança Ecológica. Iniciado na última semana, o projeto vai discutir o aquecimento global, o desenvolvimento sustentável, a importância das bacias hidrográficas, bem como o uso racional da água. Cinco espaços na capital Paulista – o Parque Villa Lobos, o Parque Ecológico do Guarapiranga, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, o Jardim Botânico e o Pomar Urbano – foram escolhidos para colocar os alunos em contato com a natureza e com os ensinamentos ambientais.

Para preparar os estudantes para as atividades que serão desenvolvidas, os professores têm acesso a materiais didáticos com conteúdos que tratam sobre a temática de cada assunto que será debatido. As crianças recebem o livro intitulado Criança ecológica, sou dessa turma e participam das propostas pedagógicas disponíveis no site do programa www.criancaecologica.sp.gov.br.

Contato
http://www.ambiente.sp.gov.br

Prêmio Jovem Cientista

O Prêmio Jovem Cientista está com inscrições abertas até o dia 31 de julho. O tema desta 24ª edição é Energia e Meio Ambiente – Soluções para o Futuro. Reconhecido como uma das mais importantes iniciativas do gênero na América Latina, o prêmio tem o objetivo de estimular a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros.

Serão avaliados trabalhos nas seguintes categorias: graduado, estudante do ensino médio, estudante do ensino superior, orientador e mérito institucional. Os prêmios vão de R$ 10 mil a R$ 30 mil. 

Confira o regulamento

Os 100 melhores games

Com base na opinião de 27 especialistas e jornalistas na área de games do Brasil, a Editora Europa acaba de lançar o livro Os 100 melhores jogos. A lista traz o inesquecível Super Mario, bem como o Final Fantasy e os que são bastante consumidos pelas crianças e jovens, embora não sejam indicados: os violentos Grand Theft Auto e Street Fighter.

O livro é fruto de uma parceria com a britânica Future Publishing. A lista original dos 100 jogos, do volume em inglês The 100 Best Videogames, foi composta por leitores da respeitada revista Edge e, então, escrita por profissionais da indústria e jornalistas da revista. Tornou-se um trabalho célebre pela forma como tratou os jogos eleitos, com textos aprofundados que explicam a essência dos games e sua importância como produto cultural.

A edição brasileira tem a mesma proposta: mostrar ao leitor as questões artísticas e tecnológicas da produção, bem como o valor cultural de cada obra, fugindo da mera descrição.

Oscar para os games

Na semana passada, a Academia Britânica de Artes Fílmicas e Televisivas (BAFTA) divulgou a lista dos vencedores da British Academy Video Games Awards, premiação dos melhores games lançados a partir de novembro de 2007.

Super Mario Galaxy, a aventura do bigodudo da Nintendo, foi eleito o melhor jogo, enquanto o título de guerra Call of Duty 4: Modern Warfare ganhou nas modalidades mecânica de jogo, enredo e júri popular. O game de terror da Electronic Arts Dead Space se destacou por seu som e Left 4 Dead ficou com a categoria de melhor jogo multiplayer.

Confira a lista dos vencedores:

Ação e aventura: Fable II
Realização artística: LittleBigPlanet
Jogo casual: Boom Blox
Mecânica de jogo: Call of Duty 4: Modern Warfare
Jogo para portátil: Professor Layton and the Curious Village
Multiplayer: Left 4 Dead
Trilha sonora original: Dead Space
Jogo esportivo: GRID
Jogo de estratégia: Sid Meier’s Civilization Revolution
História e personagem: Call of Duty 4: Modern Warfare
Realização técnica: Spore
Uso de áudio: Dead Space
Prêmio BAFTA de revelação: Boro-Toro
Júri popular: Call of Duty 4: Modern Warfare
Melhor jogo: Super Mario Galaxy

Mostra de cinema infantil de Florianópolis

Já estão abertas as inscrições da 8ª Mostra de cinema infantil de Florianópolis, que acontecerá entre os dias 26 de junho e 12 de julho. Podem participar da competição produções de todos os gêneros e formatos, mas que tenham, como tema central, o universo infantil. Os  interessados têm até o dia 30 de abril para enviar o material.

A escolha do vencedor ficará a cargo de um júri – formado por crianças – que elegerá o melhor filme ou vídeo de curta-metragem infantil brasileiro. Além do troféu, o primeiro colocado receberá um prêmio de mil reais.

O Festival também sediará o 5º Encontro nacional do cinema infantil, que vai discutir a produção cinematográfica para crianças e adolescentes no Brasil e no mundo, com a participação de produtores brasileiros e estrangeiros. O objetivo principal é tornar o mercado do cinema infantil forte e estratégico.

Acesse o edital

Reality show no desenho animado

O reality show chegou agora aos desenhos animados. Sucesso nos EUA, o cartoon Ilha dos Desafios (Total Drama Island), uma espécie de Big Brother Brasil, estreou, por aqui, no início deste mês no canal Cartoon Network.

Exibido semanalmente – toda quinta-feira, às 19h30 –, o desenho apresenta 22 adolescentes na corrida pelos US$100 mil. Para levar o dinheiro, cada participante, dividido em duas equipes – Esquilos Berrantes e Robalos Assassinos –, terá que passar por várias provas, como pular de um penhasco com tubarões embaixo ou comer lagartas vivas. A cada semana, um é eliminado. A exemplo do BBB, o desenho também conta com um apresentador, o Chris.

Entre os integrantes da turma estão: Owen, o grandalhão; Izzy, a magrinha assustadora e linda; Trent, o cara que faz o estilo alternativo; Lindsay, a princesa burrinha; Leshawna, a menina que só pensa em cuidar do corpo; e Heather, a menina que joga sujo para vencer as provas. A idéia do programa também é “tirar onda” dos reality shows, mostrando o que está por trás de tanta exibição.

Visite o site oficial do desenho animado e saiba mais

Casulo: veja os vencedores do concurso

Saiu o resultado do Concurso Casulo de Arte Pública. Promovido pela OI Futuro, em parceria com a empresa de comunicação Vinte Zero Um, o pleito teve o objetivo de selecionar imagens criativas, construídas a partir das tecnologias digitais e criadas por estudantes universitários e ou de escolas técnico-profissionalizantes.

Das 24 imagens recebidas pelo júri, duas foram vencedoras: o grande farol azul, da dupla Sergio de Moraes Bonilha Filho e Luciana Ohira Kawassaki; e a instigante ilusão de ótica, produzida por Glaucia Cristina Hokama.

O primeiro trabalho já está exposto na fachada do prédio do NAVE – Núcleo Avançado em Educação, que fica localizado na Tijuca, no Rio de Janeiro. No segundo semestre, será a vez de o público conferir o segundo trabalho vencedor.

O concurso Casulo de Arte Pública foi concebido para expor obras de arte e tecnologia inéditas, revelando novos talentos e democratizando o acesso à arte. No site do projeto, confira os outros trabalhos que participaram da disputa, bem como o conceito de Arte Pública.

Vcs naum axam?

Por Zuenir Ventura
Jornalista

Numa de minhas viagens a Porto Alegre, me chamou a atenção a reportagem de um jornal: “A linguagem utilizada por jovens na internet já atrapalha alunos na hora de fazer provas e trabalhos escolares”. Professores reclamavam que até nos trabalhos manuscritos, não apenas nos digitados, está aparecendo um novo “idioma”, sem acentos, cheio de abreviações (tb, naum, vc), alternando maiúsculas e minúsculas dobradas (XxXHh) e com sinais gráficos como J, que quer dizer “feliz”.

Assim, nessa forma de escrever, o título daquela matéria seria grafado da seguinte maneira: “A LINGUaGi  utiliZAdah  por  JovenxX  Nah  NeT  jAh  aTRAPalha  aLUnux  Nah  hOrah di FaZe  provAx  i trabaAlhus escOLAREx”. Se você tem mais de 16 anos, experimente cantar esses versos: “mEU  kOrAxxaUM  NAUm sei pq/ BaTI feliz QDU Ti Ve”. Não sabe? Sabe, sim. Nas palavras de Pixinguinha isso quer dizer: “Meu coração, não sei por quê,/ bate feliz quando te vê”. Quer outro exemplo? “Ti dolu”. Esse já é muito usado: é o jeito infantilizado de dizer “te adoro”.

Fiquei sabendo também que o programador Aurélio Jarbas batizou essa ocorrência lingüistica pós-moderna de miguchês e criou uma ferramenta de tradução que em poucos dias teve mais de 10 mil acessos. Hoje são mil por dia. Segundo ele, há três opções: miguchês arcaico, moderno e o neo-miguchês, que é o nível mais radical, o dos exemplos lá do começo. “Não inventei nada, está tudo no Orkut”, garante em bom português.

Como Umberto Eco, sou otimista em relação à internet (embora ela já tivesse noticiado que eu morri, mas isso é outra história. Pelo jeito, a notícia não se confirmou).
Acreditamos que ela veio para salvar a palavra escrita, condenada à morte pela televisão, e para permitir pela primeira vez escrever “na mesma velocidade com que se pensa”, como se fosse a escritura automática dos surrealistas. O autor de “O nome da rosa” chega ao ponto de classificar o computador como “a civilização do alfabeto”.

Menos, Eco, menos, eu diria. Mas de qualquer maneira, nunca se escreveu tanto quanto hoje no mundo. Mesmo entre os pouco letrados é difícil encontrar quem não troque dezenas de e-mails por dia. O problema é o que está sendo feito com a ortografia. As palavras estão sendo estropiadas. “Ah, mas sempre foi assim”, dirão alguns, argumentando que a língua é um organismo vivo que se transformou ao longo da história – a exemplo do latim vulgar, que resultou no nosso Português, inclusive o da norma culta.

É verdade, sempre mudou, e muito, mas nunca em tal velocidade. Tah rapidu d+, vcs naum axam? Naum sei in q vai dar td ixXo.

Vcs naum axam?

Ajuste o seu relógio para a Hora do Planeta

No dia 28 de março, às 20h30, moradores de cerca de 600 cidades, de 75 países, participarão da Hora do Planeta 2009. Do oriente ao ocidente, a população vai apagar as luzes, por sessenta minutos, em um ato simbólico contra o aquecimento global. O objetivo é chamar a atenção de toda a sociedade mundial sobre a ameaça das mudanças climáticas. O Brasil participará pela primeira vez do ato, iniciado em 2007.

Assista ao vídeo da campanha

A Prefeitura do Rio de Janeiro já anunciou que importantes monumentos e espaços cariocas, como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e a orla de Copacabana, terão suas luzes desligadas.

“É a primeira vez que o Brasil participa da Hora do Planeta e os brasileiros têm se mostrado muito receptivos à iniciativa. Isso mostra o quanto o nosso povo está preocupado com o aquecimento global. As adesões ao movimento estão crescendo a cada dia e esperamos que outras cidades, além do Rio de Janeiro, também anunciem em breve sua participação oficial nesse ato simbólico”, afirma Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil, instituição que está à frente da campanha no Brasil.

Participe do evento, cadastre-se

Faça a sua parte por um mundo mais sustentável

Violência escolar: manual para professores

A violência nas escolas é uma dura realidade que, infelizmente, vem ganhando espaço no dia-a-dia da sociedade. E muitas vezes, professores, pais, funcionários e os próprios alunos – vítimas ou protagonistas – não sabem como devem proceder. Com o objetivo de reduzir a violência e, ao mesmo tempo, promover a Cultura da Paz dentro e fora das instituições de ensino, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal distribuiu, no final de 2008, nas unidades escolares, um manual com procedimentos a serem adotados em casos específicos de violência.

Com 106 perguntas e respostas, o documento traz informações básicas sobre cidadania, violência de gênero e assédio moral; explica quais são as atribuições de juizados da infância e adolescência, delegacias especiais e conselhos comunitários; dá dicas sobre direitos e deveres de alunos, funcionários e professores; e apresenta um roteiro sobre como proceder e para onde ligar em determinados casos.

De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o manual, com pequenas alterações, também será adotado, este ano, pela Secretaria de Estado de Educação de São Paulo e distribuído para os professores de toda a rede.

Para socializar o material com outros professores e profissionais interessados no tema, a revistapontocom traz o link da publicação.

Línguas em perigo de extinção

A Unesco acaba de divulgar o Atlas interativo de línguas em perigo no mundo. Elaborado por um time de 30 linguistas internacionais, o estudo revela que o Brasil é o terceiro país do mundo com maior número de línguas ameaçadas de extinção. O kaixána, por exemplo, é falado por apenas uma pessoa em Japurá, no Amazonas, e o mawayana é preservado somente por dez indígenas, na fronteira com a Guiana. No contexto mundial, 2,5 mil línguas estão ameaçadas de desaparecer até o final deste século.

A Índia lidera o ranking, com 196 línguas ameaçadas, seguida pelos Estados Unidos, Brasil, Indonésia, México e China. As línguas pesquisadas foram classificadas em cinco categorias: vulnerável, em perigo, seriamente em perigo, situação crítica e extinta.

Acesse o atlas interativo e conheça mais detalhes

De acordo com o levantamento, das cerca de 6,7 mil línguas faladas no mundo, 200 já desapareceram completamente nas últimas três gerações, 538 estão na categoria de risco crítico e 199 são faladas por menos de dez pessoas.

“O desaparecimento de uma língua conduz ao desaparecimento de várias formas de patrimônio cultural e, em particular, ao legado incalculável das tradições e expressões orais da comunidade que fala a língua. Além disso, a perda dos idiomas indígenas, por exemplo, também leva ao detrimento da biodiversidade, já que as línguas veiculam numerosos conhecimentos tradicionais sobre a natureza e o universo”, destaca o diretor geral da Unesco, Koichiro Matsuura.

Campanha contra a obesidade

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A ONG Active Life, localizada em Austin, no Texas, nos EUA, vem trabalhando há alguns anos por um estilo de vida mais saudável, combatendo, principalmente, a obesidade. No mês passado, a ONG, em parceria com a agência Latinworks, passou a veicular uma série de campanhas, na mídia impressa, com o objetivo de manter a obesidade longe das crianças.

Para conscientizar os pais e, de tabela, as crianças, a agência recorreu aos super-heróis, brinquedos e ídolos da garotada que aparecem com alguns quilos a mais e sempre cercados de refrigerantes, salgados, biscoitos e guloseimas, o que os americanos chamam de fast food. Os Playmobils gordinhos comem coxinhas de galinha enquanto o Super-Homem se delicia com uma casquinha de sorvete.

Visite o site da instituição e saiba mais sobre o trabalho

A astronomia na Educação

Marcelo Gleiser fala sobre o fascínio que a ciência exerce sobre os jovens

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Por Marcus Tavares

A Organização das Nações Unidas (ONU) elegeu 2009 como o Ano Internacional da Astronomia. Com o tema O Universo a ser descoberto por você, a celebração tem o objetivo de aproximar, principalmente, o público jovem dos temas da astronomia e da ciência. Mais de 100 países participam da comemoração. O Brasil é um deles e já programou diversas atividades ao longo do ano. Em agosto, a cidade do Rio será a sede da conferência da União Astronômica Internacional.

Acesse o site oficial do evento

Mas afinal: os jovens se interessam pela astronomia? Para o cientista Marcelo Gleiser, não há dúvidas. Em entrevista à revistapontocom, ele diz que, na verdade, os adolescentes não se interessam pela ciência que é ensinada de modo “precário e pouco motivante” nas escolas.

Professor de física e astronomia da Dartmouth College, em Hanover, nos EUA, Gleiser acredita que é possível reescrever a história, possibilitando que as crianças, desde cedo, tenham acesso não somente às ideias, mas também aos fatos e às observações. “Espero que [com o Ano Internacional da Astronomia] aumente a conscientização popular da importância e do fascínio da astronomia. Poucas aventuras são mais empolgantes do que a nossa exploração do espaço”, destaca o cientista.

Acompanhe a entrevista:

revistapontocomA astronomia ainda é uma ciência que está muito longe do dia-a-dia da sociedade?
Marcelo Gleiser
– Acho que não tanto quanto parece. Basta que as pessoas olhem para o Sol, para a Lua ou para as estrelas para perceberem que moram num cosmos maior do que as suas cidades. Infelizmente, a maioria das pessoas não olha para os céus ou, se olha, não conecta o que vê com o contexto astronômico. Para isso, é necessário um trabalho de educação científica da população, que apenas engatinha no Brasil.

revistaponcom –  O senhor acha que o Brasil incentiva as crianças e os jovens a descobrirem o mundo da ciência?
Marcelo Gleiser
– Muito pouco. A TV aberta quase que nada faz, com exceção do Globo Ciência exibido num horário que não é voltado para os jovens e que tem poucos recursos. O espaço para laboratórios nas escolas públicas (e em muitas privadas também) é mínimo e precário por falta de verbas. Existem ainda poucos museus de ciência no Brasil, o mesmo com planetários. Temos um enorme trabalho a fazer nessa direção. Existe a falsa impressão de que os jovens não se interessam por ciência. Eles não se interessam pela ciência ensinada de modo precário e pouco motivante. São coisas diferentes.

revistapontocom – Estamos comemorando o Ano Internacional da Astronomia. O que isto significa?
Marcelo Gleiser
– É uma celebração do conhecimento, dos triunfos da curiosidade humana. O Brasil participará ativamente, com inúmeros eventos pelo país afora. Em agosto, o Rio será a sede da conferência da União Astronômica Internacional, com mais de seis mil astrônomos do mundo
inteiro participando.

revistapontocom – De que forma as escolas e os jovens podem participar?
Marcelo Gleiser
– Através da inclusão da astronomia – ou ao menos de aspectos dela – no currículo escolar, com visitas a planetários e a museus da ciência, com a organização de palestras e eventos para pais e alunos. É muito importante que as escolas se mobilizem para incentivar esses esforços. As
crianças e os jovens têm enorme fascínio pela astronomia.

revistapontocom –  Mas como aproximar os jovens da astronomia?
Marcelo Gleiser
– A melhor receita é a prática. Crianças precisam ser expostas não exclusivamente às ideias da ciência, mas aos fatos, às observações. Portanto, passeios noturnos para examinar os céus e, como já disse antes, visitas a museus, planetários e palestras. Outro caminho é o uso dos inúmeros portais da internet com belíssimas imagens astronômicas (http://hubblesite.org/gallery) Esse ano, com um grupo em São Paulo chamado Redalgo, criamos o videogame educacional Operação Cosmos sobre a exploração do sistema solar. O game é desenhado para ser usado por instituições educacionais. Esse é um outro caminho que espero que funcione. (www.redalgo.com.br).

revistapontocom – A mídia vem contribuindo para a democratização dos conhecimentos da área e para despertar o interesse das crianças e jovens?
Marcelo Gleiser
– Menos do que poderia fazer, especialmente a TV. Por outro lado, vejo com muito otimismo a proliferação de revistas científicas populares no Brasil, como a Galileu (para a qual eu contribuo mensalmente), a Scientific American e a National Geographic. Claro, jornais poderiam seguir o exemplo da Folha de S. Paulo e dedicar maior espaço à ciência. Acho que ao menos a mídia escrita está indo na direção certa.

revistapontocom – O que o senhor espera do Ano Internacional da Astronomia?
Marcelo Gleiser
– Espero que aumente a conscientização popular da importância e do fascínio da astronomia. Poucas aventuras são mais empolgantes do que a nossa exploração do espaço. De expedições aos planetas Marte e Titã até as imagens de estrelas nascendo ou de galáxias a bilhões de anos-luz de distância, nosso conhecimento do cosmo define quem somos, nos revertendo às nossas origens. Olhar para as estrelas é olhar para nós mesmos.