Mapa do brincar

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Concurso quer traçar o perfil das brincadeiras das crianças brasileiras

A Folhinha, caderno infantil do jornal Folha de S.Paulo, está com inscrições abertas para o concurso Mapa do Brincar, que selecionará brincadeiras indicadas por crianças e adolescentes de até 12 anos. A ideia é descobrir como meninos e meninas de todo o país estão se divertindo e observar se as brincadeiras são as mesmas.

Para participar, basta que o interessado escreva com detalhes a brincadeira. Quem quiser, poderá também enviar fotos, áudios, desenhos e vídeos. No texto, é preciso explicar como é a brincadeira: nome, regras, objetivo, materiais necessários, número de participantes, letra da canção se tiver, espaço onde brinca etc.

Os participantes selecionados terão o nome e a brincadeira divulgados na edição do dia 3 de outubro da Folhinha. Os vencedores poderão ainda receber uma visita da equipe de repórteres da Folha de S.Paulo, que vai conhecer de perto como as crianças estão se divertindo.

As escolas, ONGs, orfanatos que mandarem trabalhos de 100 ou mais crianças ganharão um certificado de participação do Mapa do Brincar. Já a instituição com maior número de trabalhos inscritos será premiada com uma assinatura semestral da Folha.
As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de julho. O resultado será divulgado em outubro.

Informações:  (11) 3224-4412/3851 ou pelo site.

Aulas sobre homossexualidade na Espanha

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Ativistas espanhóis querem ensino nas escolas para acabar, o quanto antes, com a discriminaçãoA Parada de Orgulho Gay deste ano, em Madri, terá um objetivo educacional. Ao comemorar os 40 anos do evento, a Federação Estatal de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais (FELGTB) exige a inclusão de aulas sobre homossexualidade nos colégios da Espanha. Com o lema Escolas sem armários, a entidade quer acabar com as discriminações que crescem a cada ano dentro das instituições de ensino e que vêm provocando marginalidade, problemas de saúde e até abandono escolar.

 

 

A justificativa da Federação tem como base uma pesquisa sobre Homofobia e Discriminação na União Europeia, divulgada, em março deste ano, pela Agência Europeia de Direitos Fundamentais. Segundo o documento, existe uma “situação de isolamento dos estudantes gays” e os professores “raramente são treinados, preparados ou inclinados a discutir sobre o tema da sexualidade”. O levantamento foi realizado em 18 países da Europa.

O relatório indicou ainda que há instituições religiosas e esportivas em que o tema homossexualidade é tratado como tabu. Esta também foi a conclusão de outro informe espanhol encomendado pela FELGTB.

“O sistema educativo não pode deixar de lado tantos jovens que estão crescendo e se sentindo perseguidos, marginalizados, culpados ou estranhos. É uma questão de resolver cedo os problemas de discriminação através da educação. Parece mentira que no século XXI ainda haja casos de menores ridicularizados nos pátios escolares, chamados de maricas e tratados de forma pejorativa. Por isso, vamos levar esta campanha às ruas, declarando 2009 como o ano da diversidade afetivo-sexual na educação”, disse à BBC Brasil o presidente da FELGTB, Antonio Poveda

A FELCTB criou, no início deste ano, um projeto piloto em uma escola madrilenha, onde uma vez por mês um homossexual conversa com alunos e esclarece dúvidas sobre o cotidiano, preconceitos e hábitos de saúde nas relações sexuais. O poeta espanhol Federico García Lorca, assassinado durante a guerra civil espanhola, acusado de subversivo e homossexual, será o homenageado da parada gay de Madri.

Jovens e segurança pública

Conferência de Segurança Pública convoca a participação dos adolescentes

Com 48 mil homicídios por ano ou uma morte a cada dez minutos, o Brasil ostenta uma das maiores taxas de criminalidade no mundo. Isso sem falar em outros tipos e estatísticas de violência. Neste contexto, segurança pública vem tornando-se um dos temas mais polêmicos e debatidos pela sociedade. Na verdade, segurança pública é um direito fundamental do cidadão, garantido tanto pela Constituição Federal quanto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Com o objetivo de elaborar uma nova Política Nacional de Segurança Pública, será realizada, em agosto deste ano, a 1ª Confererência Nacional de Segurança Pública (Conseg). A expectativa é reunir mais de dois mil representantes de todo o país, eleitos nas etapas municipais e estaduais.

Para os organizadores do evento, a juventude também tem o seu papel. Ela pode ser uma grande aliada no combate à violência e à criminalidade e na construção de uma cultura da paz. Para garantir uma maior participação dos jovens no debate nacional, a 1ª Conseg está promovendo uma Mostra de Vídeos e um Festival de Música. As inscrições estão abertas até o dia 31 de julho.

– Mostra de vídeo
A Mostra de Vídeo é uma forma de valorizar a produção de vídeos com o tema Segurança com Cidadania e mobilizar a sociedade para as discussões sobre a segurança pública brasileira. Os interessados devem produzir um vídeo inédito, com duração máxima de três minutos (incluindo os créditos), em qualquer tipo de equipamento que produza imagem em movimento, e postá-la na internet, no site da conferência.

– Festival de Música
O Festival de Música foi criado para incentivar a composição de músicas com o tema Segurança com Cidadania e mobilizar a sociedade para os debates sobre a segurança pública brasileira. Os candidatos devem compor, individualmente ou em grupo, uma música inédita (melodia e letra) de no máximo três minutos e postá-la na internet, no site da conferência.

O fim da obrigatoriedade do diploma não significa o fim do jornalismo

Por Carlos Castilho
Jornalista e professor

Muito pelo contrário. Pode até representar um avanço, embora muitos profissionais, estudantes e recém formados em jornalismo tenham se deixado contaminar pelo pessimismo e negativismo. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), cujas premissas são discutíveis, representou apenas o fim de uma reserva de mercado sem que isto signifique que a atividade esteja ameaçada de desaparecimento.
 
Os cenários catastróficos esboçados por alguns defensores da obrigatoriedade do diploma para o exercício da função de jornalista não devem se concretizar pela simples razão de que a produção, processamento e publicação de informações é hoje a atividade mais importante dentro da chamada nova economia digital.
 
Não vale a pena discutir as explicações dadas pelos juízes do STF porque elas estão todas vinculadas a uma realidade informativa em rápida extinção. Eles estão desatualizados demais para poderem entender como a informação está mudando a sociedade contemporânea.
 
O que os estudantes, recém formados, profissionais e professores de jornalismo devem preocupar-se é com os desafios que a atividade está enfrentando nesta transição da era analógica para a digital. O jornalismo vai continuar a existir, mas seguramente será um bocado diferente do praticado atualmente.
 
A primeira constatação é a de que temos hoje uma avalancha informativa gerada pela internet. Isto não significa que recebemos toda a informação que desejamos ou necessitamos, mas não há a menor dúvida de que ela é muitíssimo mais numerosa, frequente e indispensável do que na época em que Gutenberg inventou os tipos móveis e a impressão de documentos, no século XV.
 
Quando a informação era escassa e tinha que passar pelo gargalo das gráficas e dos redatores, era inevitável que a atividade acabasse concentrada nas mãos de grupos de profissionais que trataram de proteger o seu emprego com uma série de garantias. Mas no momento em que a informação passou a ser onipresente graças à digitalização e à internet, tornou-se impossível impedir que ela seja usada e transmitida por pessoas comuns.
 
As salvaguardas criadas pelos jornalistas, entre elas a obrigatoriedade do diploma, para coletar, processar e publicar informações tornaram-se simplesmente inócuas. Criou-se uma nova situação onde tarefas, que nos cinco séculos posteriores a Gutenberg eram essenciais à informação pública, passaram a ser corriqueiras e de domínio cada vez mais comum. Em compensação surgiram novas demandas por informações com maior valor agregado e por novas competências no terreno da manipulação digital de narrativas em plataforma multimídia.
 
O jornalista deveria ocupar naturalmente estas novas funções porque sua matéria prima é a informação. Mas acontece que a maioria esmagadora dos que exercem o ofício não tem a preparação necessária porque não foram reciclados pelas empresas e porque as faculdades de jornalismo, com raras exceções, também estão defasadas.
 
Sobram condições para que o jornalismo não só sobreviva, mas principalmente passe a ter uma função social e pública mais relevante e criativa do que a de peça de engrenagem na produção de notícias em redações que se tornaram quase cópias do chão de fábrica.
 
A apaixonada polêmica surgida após a decisão do STF pode dar origem a uma profunda revisão das práticas atuais do jornalismo, principalmente a sua inserção no sistema de produção informativa digital. Assunto não falta e motivação idem. O desemprego de profissionais e as dificuldades financeiras dos jornais começaram antes do voto dos juízes e já vinham provocando efeitos devastadores na categoria.
 
Não adianta jogar toda culpa no STF porque o órgão é quase irrelevante na crise porque passa o jornalismo. O único mérito dos juízes foi o de, involuntariamente, provocar um choque de realismo nas redações e faculdades. Se não fosse a abolição da obrigatoriedade do diploma, a categoria provavelmente continuaria indiferente às transformações em curso na sua área de trabalho.
 
O debate pode estar sendo passional e muitas vezes até agressivo, mas não pode ser descartado. Ele é absolutamente necessário, gostemos ou não da forma como está sendo travado, ou dos argumentos que estão sendo esgrimidos. É impossível prever como ele se desenrolará e só resta torcer para que os jornalistas abram os olhos para o novo contexto da atividade.

Publicado inicialmente pelo Observatório da Imprensa

Homossexualidade na escola

Leia a entrevista com a professora Mônica Pereira dos Santos

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Por Marcus Tavares

Quando é hora de falar sobre homossexualidade com as crianças e os jovens? Afinal, homossexualidade deve ser tema de sala de aula? E em que medida a mídia contribui para o avanço ou retrocesso dessa discussão na sociedade? O Laboratório de Pesquisas, Estudos e Apoio à Participação e à Diversidade em Educação (Lapeade), da Faculdade de Educação da UFRJ, vem discutindo este tema e já promoveu, inclusive, o curso Inclusão em educação: homossexualidade na escola, em discussão.

Voltado para professores, o curso teve o objetivo de discutir o contexto em que a questão da homossexualidade se insere no cotidiano escolar, tendo em vista a reflexão e a transformação das práticas educativas. A revistapontocom entrevistou a professora Mônica Pereira dos Santos, chefe do Departamento de Fundamentos da Educação, da Faculdade de Educação da UFRJ.

Acompanhe:

revistapontocom – A homossexualidade também deve ser tema de sala de aula?
Mônica Pereira dos Santos
– Sem dúvida, assim como todos os temas considerados tabus!

revistapontocom – Por que a discussão sobre a homossexualidade, na escola, é muitas vezes vista como tabu?
Mônica Pereira dos Santos
– Acreditamos que por dois motivos centrais: a ignorância (desinformação) e o preconceito (muitas vezes alimentados por percepções religiosas sobre o tema). Além disso, se a sexualidade em geral ainda é tabu em nossas sociedades, imagine suas derivações. À medida que a homossexualidade representa algo novo, desconhecido e muitas vezes indesejável aos padrões culturais de nossas sociedades, professores, pais e alunos têm medo de abordá-la, como têm em relação a qualquer assunto que se encaixe nestas categorias de desconhecimento e daquilo que se contrapõe à ordem moral comumente aceita como sendo o padrão.

revistapontocom – Em que medida a mídia contribui ou não para a discussão deste tema entre alunos e professores?
Mônica Pereira dos Santos
– A mídia pode contribuir tanto aumentando o preconceito e a continuidade da ignorância, quanto pode se propor a combatê-los. É neste segundo sentido que investimos em nossas relações com a mídia, conscientes de que seu papel educativo pode surtir um tremendo efeito a favor da promoção daquele conhecimento que seja a informação básica necessária para que cada cidadão reveja seus valores com relação a outros cidadãos.

revistapontocom – Na visão do Lapeade, a mídia exerce influência sobre a orientação sexual de meninos e meninas? Em que sentido?
Mônica Pereira dos Santos
– Em nossa visão, a influência tem tentado ser positiva, mas ainda se disseminam informações que, quando não estão equivocadas, não atacam efetivamente o cerne da questão, que é o preconceito. Divulgar com certo sensacionalismo a parada gay, por exemplo, ou trazer à tona casos célebres de homossexuais com um certo tom de bizarrice ao mesmo tempo (como já se fez tantas vezes: Roberta Close, aquela transexual que recentemente engravidou para ter um filho com sua esposa, e tantos outros…), não contribui muito para que o povo reflita sobre o assunto. As pessoas envolvidas são ouvidas em entrevistas curtas. Debates sobre o assunto são raramente promovidos, a não ser em canais fechados, aos quais o povo em geral nem sempre tem acesso. Homossexuais acadêmicos deveriam ganhar mais visibilidade na mídia, mostrando que esta condição não é uma doença, não diminui o sujeito que a apresenta, e também não é uma escolha pessoal. Homossexuais não são menos gente do que qualquer gente.

revistapontocom – Por que os adultos, na maioria das vezes, não se sentem à vontade para debater este tema com crianças e jovens?
Mônica Pereira dos Santos
 – Porque, no senso comum, este assunto sempre esteve fora dos padrões normais e culturais de comportamento socialmente esperado. É justamente por isso que cursos como o que oferecemos são fundamentais para que estes conceitos de normalidade sejam revistos, discutidos e para que a relação respeitosa para com o outro possa ser garantida nas relações sociais.

revistapontocom – Quando é hora de falar sobre homossexualidade com crianças/jovens?
Mônica Pereira dos Santos
– Sempre quando o jovem perguntar ou quando jovens homossexuais frequentarem a escola. Mas a questão maior e mais importante é a inserção deste tema, como de outros que representam grupos em situação potencial ou real de exclusão na escola, no dia-a-dia da mesma. Não é preciso haver a palavra homossexualidade na missão de uma escola para que as coisas sejam discutidas, mas em seu projeto político pedagógico (PPP) seria essencial que houvesse um tópico que contemplasse, dentre seus principais valores como escola, as diferenças e o devido respeito (e a fundamentação legal deste respeito, tanto da parte da escola como instituição quanto da parte de sua comunidade) às mesmas. E que tal tópico – assim como todos os tópicos de um PPP – se refletisse em cada aula, em cada matéria.

revistapontocom – O professor está preparado para lidar com esta questão? O que ele deve fazer? Como agir?
Mônica Pereira dos Santos
– Dificilmente o ser humano está preparado para aquilo que não conhece. Isso fica pior quando aquilo que não conhecemos costuma ser usado como motivo para atitudes preconceituosas. A primeira coisa a fazer é se desarmar: assumir uma atitude disposta ao diálogo e à aquisição de informação e conhecimento sobre o assunto. Daí para diante, cada caso será um caso. A escola precisa se mobilizar como um todo para discutir suas atitudes, suas culturas, políticas e práticas em relação ao que é diferente do padrão a que estamos acostumados, e não ao “objeto” homossexualidade em si, mas o que ela representa em termos do quanto nos desafia a vencer nossas próprias barreiras de preconceito. É preciso reconhecer que a homossexualidade existe, que não é uma questão de escolha ou opção, e que ela não faz do ser humano homossexual um ser humano menor em valor do que nenhum outro. A homossexualidade – assim como outros grupos excluídos – está aí para que aprendamos a (re)significar nossos próprios valores e conceitos homogeneizadores. É nisto que ela nos desafia. É este o desafio do educador. Na linha do “como agir”, é mais fácil dizer como não agir, posto que cada caso será um caso. Não se deve silenciar sobre a questão, não se deve omitir em casos de violência gerada por preconceito a indivíduo homossexual, não se deve alimentar visões desinformadas que tratam a homossexualidade como doença ou pecado, não se deve valorizar ou justificar as agressões, sutis ou abertas, à homossexualidade.

Com Fonte do Rio Mídia

Pitching da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

Pelo segundo ano, a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis realiza o pitching de incentivo à co-produção internacional para longa-metragem infanto-juvenil. Sete projetos foram selecionados e a novidade desta edição é a participação de dois filmes da Argentina. Os outros cinco são de produtoras do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.

O pitching – aberto ao público – acontecerá nos dia 27 e 28 de junho, no Hotel Majestic, em Florianópolis. O representante de cada longa-metragem irá apresentar seu projeto a uma comissão formada por Sannette Naeye, do Festival de Cinema da Holanda (Cinekid), Helder Dacosta, da distribuidora Tropical Storm, e Carla Esmeralda, do Festival Internacional de Cinema Infantil.

A proposta vencedora será anunciada no encerramento da Mostra, no dia 12 de julho, e será contemplada com um convite com passagem para participar do Festival de Cinema da Holanda (Cinekid), em outubro de 2009, e do Festival de Cinema para Crianças e Jovens de Malmö (BUFF), na Suécia, em março de 2010.

Os projetos selecionados são:

– As Aventuras do Avião Vermelho – Camila Gonzatto e Frederico Pinto Ltda – RS
– Bugigangue no Espaço – 44 Toons Produções Artísticas Ltda – SP
– El Inventor de Juegos – Pampa Films S.A. – Argentina
– História Antes de Uma História y) – Núcleo de Cinema de Animação de Campinas – SP
– Nautilus – Indiana Produções Cinematográficas Ltda – RJ
– Tainá 3 – Sincrocine Produções Cinematográficas Ltda – RJ
– Viaje a la Antártida – Encuadre S.A. – Argentina

Filmes que participam da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

– A cidade cargueiro (de Aline Frey, Ficção, BA, 2008, Vídeo Digital HD, 13’50”)
– A festa que caiu do céu (de Karen Akerman, Ficção/Animaçao, RJ, 2008, Vídeo Digital HD, 14′)
– A galinha Dorotéia e a semente dourada (de Andressa Lyrio do Couto, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 3’10”)
– A história de João das alfaces (de Cacinho, Animação, MG, 2007, Vídeo Digital, 15′)
– A ilha (de Alê Camargo, Animação, DF, 2008, Vídeo Digital HD, 8′)
– A menina da lua (de Cézar Duarte Brandão, Animação, SP, 2008, Vídeo Digital HD, 3′)
– A menina-espantalho (de Cássio Pereira dos Santos, Ficção, DF, 2008, Vídeo Digital HD, 13′)
– A menina que pescava estrelas (de Ítalo Cajueiro, Animação, DF, 2008, 35mm, 9′)
– A pequena vendedora de fósforos (de Renan Claudino Reis Jr. e Fernando Diancendo Xavier, Animação, RJ, 2009, Vídeo Digital, 8’40”)
– A princesa e o violinista (de Guto Bozzetti, Animação, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 10′)
– As fadas da areia (de João Batista Melo, Ficção, DF, 2008, Vídeo Digital HD, 16’45”)
– As férias do Lord Lucas (de Tatiana Nequete, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 14’50”)
– A terra a gastar (de Cassia Mary Itamoto e Celina Kurihara, Animação, SP, 2009, Vídeo Digital, 6′)
– A última lenda (de Alexandre Bersot, Animação, RJ, 2006, Vídeo Digital, 11′)
– Brincadeira de criança (de Cristiano Alves de Oliveira, Animação, SP, 2008, Vídeo Digital, 2′)
– Calango Lengo – Morte e vida sem ver água (de Fernando Miller, Animação, SP, 2008, 35mm, 10′)
– Catarina (de Rafael Figueiredo e Márcio Schoenardie, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 15′)
– Como comer um elefante (de Jansen Raveira, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 6′)
– Contatos siderais antes do colegial (de Ale McHaddo, Ficção/Animação, SP, 2009, Vídeo Digital, 15′)
– Dayane e Zé Firo (de Marta Kawamura, Animação, SP, 2009, Vídeo Digital, 11′)
– De ovos e guarda-chuvas (de Alexandre Bersot, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 8′)
– Desenhar é muito fácil (de Pedro Pazelli, Animação, RJ, 2009, Vídeo Digital, 3’30”)
– Dois mundos separados (de Eliane Carneiro, Ficção, DF, 2008, Vídeo Digital, 3’30”’)
– Emília escreve um diário (de Tata Amaral, Ficção, SP, 2009, 35mm, 3’10”)
– Encontro em marte (de Instituto Marlin Azul, Animação, ES, 2008, Vídeo Digital, 2”20”)
– Estamos um milhão de milhas de distância (de Cinema Nosso, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 2′)
– Eu quero paz (de Eliane Carneiro, Experimental, DF, 2008, Vídeo Digital, 2’40”)
– Feito algodão doce (de Natali Assunção, Ficção/Animação, PE, 2009, Vídeo Digital, 9’20”)
– Gol a gol (de Bruno Carvalho, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 15′)
– Guido e Gaspar (de Rafael Figueiredo e Márcio Schoenardie, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 14′)
– História de umbigo (de Michelle Gabriel, Animação, SP, 2009, 35mm, 10′)
– Josemildo (de Walkir Fernandes e Eduardo Gameiro, Animação, PR, 2009, Vídeo Digital, 5’20”)
– Josué e o pé de macaxeira (de Diogo Viegas, Animação, RJ, 2009, Vídeo Digital,12′)
– Juro que vi: O Saci (de Humberto Avelar, Animação, RJ, 2009, 35mm, 13′)
– Kata (de Rafael Figueiredo e Márcio Schoenardie, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 16′)
– Marino (de Rafael Figueiredo e Márcio Schoenardie, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 16′)
– Me dou com todo tipo de gente (de Eliana Carneiro, Experimental, DF, 2008, Vídeo Digital, 2’05”’)
– Menino e menina (de Eliane Carneiro, Experimental, DF, 2008, Vídeo Digital, 1’35”)
– Meninos (de Ernesto Molinero, Ficção, BA, 2007, Vídeo Digital, 5′)
– Mestre Vitalino e nós no barro (do Instituto Marlin Azul, Animação, ES, 2008, 35mm, 11’20”)
– Mocó Jack (de Luiz Botosso e Thiago Veiga, Animação, GO, 2007, Vídeo Digital, 11′)
– Nas asas do Condor (de Cristiane Garcia, Ficção/Animação, AM, 2007, Vídeo Digital HD, 20′)
– O anão que virou gigante (de Marcelo Marão, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 10′)
– O avô do jacaré (de Christian Saghaard e Flavia Thompson, Ficção, SP, 2009, Vídeo Digital HD, 14’45”)
– O Burrico e o Bem-te-vi (de Maurício Squarisi, Animação, SP, 2008, 35mm, 7′)
– O despejo ou… Memórias de Gabiru (de Sergio Glenes, Animação, RJ, 2008, 35mm, 7′)
– O menino quadradinho (de Diego Lopes, Ficção, PR, 2008, Vídeo Digital HD, 16′)
– O pai tá na TV (de Paula Sabbaga, Ficção, SP, 2009, Vídeo Digital, 15′)
– O pescador de sonhos (de Igor Pitta Simões, Animação, SC, 2006, Vídeo Digital, 11′)
– O quarto do Jobi (de Andrés Lieban, Animação, RJ, 2008, Vídeo Digital, 13 episódios – 1′)
– Ornithophonia (de Daniel Paiva, Animação, RJ, 2009, Vídeo Digital, 6′)
– Palhaços (de Eliane Carneiro, Experimental, DF, 2008, Vídeo Digital, 8′)
– Parangolé (de Waltuir Alves, Ficção, MG, 2009, Vídeo Digital HD, 46’10”)
– Pequeno invasor (de Makali Andrezzo, Animação, SC, 2009, Vídeo Digital, 3′)
– Quando o universo conspira (de Caio Bortolotti, Ficção, RJ, 2008, Vídeo Digital HD, 15′)
– Ramiro (de Rafael Figueiredo e Márcio Schoenardie, Ficção, RS, 2008, Vídeo Digital HD, 15′)
– Renascer é possível (de Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, Animação, SP, 2008, Vídeo Digital HD, 3′)
– Rose Dolls – Hora do show (de Rodrigo Santos, Animação, SP, 2008, Vídeo Digital HD, 3′)
– Sete vezes Chica (de Marcelo Branco, Animação, MG, 2008, Vídeo Digital, 4’20”)
– Silêncio e sombras (de Murilo Hauser, Animação, PR, 2008, 35mm, 8′)
– Sob a luz da vela (de Karina de Souza, Ficção, PR, 2008, Vídeo Digital HD, 16′)
– Sofia e o circo (de Kleber Wlader e Luiz Roberto Meira, Ficção, PR, 2008, Vídeo Digital HD, 15′ 50”)
– Tocar as estrelas (de Eliane Carneiro, Experimental, DF, 2008, Vídeo Digital, 3’40”)
– Traçando arte (de Mário Sérgio Cardoso e Ernesto Hypolito, Animação, SP, 2009, Vídeo Digital, 7’15”)
– Um lugar comum (de Jonas Brandão, Animação, SP, 2009, 35mm, 10′)
– Uma flor (de Gilson Junior e Érica Rocha, Ficção, RJ, 2009, Vídeo Digital HD, 11’20”)
– Um menino uma flor (de Caó Cruz Alves, Animação, BA, 2009, Vídeo Digital, 2’20”)
– Visitantes (de Camila Barbizan Kressin, Animação, SP, 2008, Vídeo Digital, 3′)

Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

Luiza Lins, organizadora do encontro, antecipa as novidade da 8ª edição

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Por Marcus Tavares

A 8ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que este ano integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil, será realizada de 26 de junho a 12 de julho, no Teatro Governador Pedro Ivo. Na programação, mais de 80 filmes, entre longas, médias e curtas, raramente difundidos em circuito comercial e que contam histórias de paz, amizade, brincadeiras, tolerância e respeito.

Assista ao making of do evento do ano passado:

Entre os convidados desta edição estão o cineasta francês Michel Ocelot, criador do lendário personagem Kirikou, que vai participar de oficinas e debates com crianças; o diretor Paulo Nascimento com o seu novo longa A Casa Verde; e o pernambucano Wildes Sampaio, da Ong WSP Brasil, que promove projetos sociais de produção audiovisual para crianças e adolescentes.

Além da mostra competitiva – este ano com 68 filmes -, o encontro conta ainda com oficinas, prêmios, pitching, júri infantil, exposições e com o 5º Encontro Nacional da Mostra, que discutirá, a exemplo dos anos anteriores, a questão do fomento para a produção do cinema infantil brasileiro.

confira os filmes que participam da mostra

saiba mais sobre o pitching

À frente de toda a organização, está a cineasta e produtora Luiza Lins, que dias antes do início do encontro, concedeu uma rápida entrevista para a revistapontocom.

Acompanhe:

revistapontocom – Quais são as novidades da 8ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis?
Luiza Lins
– Este ano vamos contar com a presença do cineasta francês Michel Ocelot. Criador de uma premiada cinematografia autoral de animação, que ganhou popularidade com o personagem Kirikou. Serão exibidos quatro longas do diretor e uma seleção de curtas dos anos 80, que foi lançada recentemente em DVD, na França. A vinda do diretor faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil. É a primeira vez que Michel Ocelot vem à América Latina. A 8ª Mostra de Cinema Infantil fará uma homenagem ao cineasta francês. Durante todos os finais de semana, serão projetados os longas Kirikou e a Feiticeira, Kirikou e os Animais Selvagens, Príncipes e Princesas e Azur e Asmar. Haverá também exposição de cartazes e storyboards dos filmes. Ocelot fará uma palestra sobre animação para adultos, no dia 10 de junho, e no dia seguinte vai conversar com as crianças. A presença de Michel Ocelot em Florianópolis reafirma o compromisso de a Mostra exibir obras de qualidade que sejam dirigidas a crianças e adolescentes.

revistapontocom – Além da presença do francês Michel Ocelot, o que é imperdível na programação deste ano?
Luiza Lins
– As sessões Diversidade Brasil. E, é claro, o encerramento com show do grupo Palavra Cantada. A Mostra deste ano recebeu 123 obras. Foram selecionados 68 filmes provenientes de 12 estados brasileiros para concorrer ao troféu Catarininha e ao prêmio de R$ 1 mil. Um júri mirim ajudará a escolher o vencedor. O número de inscrições mais uma vez aumentou em relação a 2008, o que evidencia o crescimento da produção audiovisual infanto-juvenil. As produções foram selecionadas por uma curadoria que avaliou a qualidade das obras e o conteúdo apropriado ao público-alvo da Mostra.

revistapontocom – O debate sobre o cinema nacional para criança vem ganhando espaço?
Luiza Lins
– Sim, este ano, pela primeira vez, o Secretário do Audiovisual, Silvio Pirôpo Da-Rin, participará do 5º Encontro Nacional do Cinema Infantil, que integra as atividades da Mostra. Isto é muito significativo, pois mostra um interesse maior neste segmento. O Edital Curta Criança do Ministério da Cultura [que incentiva a produção de curtas voltados para o público infantil] é uma realidade e, a cada ano, temos mais e melhores produções. Creio que esta demanda logo chegará também ao longa-metragem. Todas as ações feitas em prol do cinema infantil por pessoas que começaram lá atrás, como a Marialva Monteiro [do projeto Cineduc] e tantas outras, começam a dar resultados. O nosso desafio é dar continuidade a estas ações, fazendo parcerias nacionais e internacionais e seguir em busca de mais e melhores produções. Acho que estamos no caminho certo.

revistapontocom – O que a mostra já possibilitou de concreto na defesa do cinema nacional infantil?
Luiza Lins
– Poderia dizer que a parceria que foi firmada com a Programadora Brasil é muito importante, pois possibilita que filmes exibidos aqui na Mostra de Florianópolis possam ser assistidos por mais crianças, no site da própria programadora. O Pitching, que promovemos desde o ano passado, também é importante, pois viabiliza possibilidades de co-produção internacional para projetos de longa-metragem. Divulgar na mídia toda produção que já existe para as crianças – mas que poucas têm acesso e conhecimento – é sem dúvida o que de mais positivo temos realizado nestes oito anos de trabalho.

revistapontocom – São oito anos consecutivos e ininterruptos de mostra. O que isto significa?
Luiza Lins
– Muito trabalho. E também muita alegria em dar visibilidade a algo que considero importantíssimo para a educação e formação das nossas crianças.

revistapontocom – De que forma a sociedade pode contribuir com o desenvolvimento do cinema nacional infantil?
Luiza Lins
– Acho que temos que pensar em mais estratégias de desenvolvimento para o setor. Ainda não temos um cinema infantil forte. Ainda, pois chegaremos lá com certeza.

Coleção: As aventuras do neurônio lembrador

1

O neurônio apaixonado
– O livro relata as reações de paixão de Acumbente dos Prazeres, um simpático neurônio que mora no cérebro de um menino chamado Ptix. O menino se apaixona por Camila, sua nova vizinha, e o Acumbente, um neurônio que processa emoções, se encarrega de sofrer a experiência de seu “dono”.

2

O mico do neurônio escutador – O personagem principal agora é Olivio Gravador, um neurônio da audição que vive no cérebro do Ptix, o menino que não gosta da aula de canto de sua irmã, mas ouve muito bem um assovio esquisito atrás da porta da rua. Será um ladrão? A aventura é vivida intensamente pelos neurônios do seu cérebro.

3

Um neurônio de olho vivo – O personagem principal agora é Ocipitaldo Luzes, um neurônio da visão que vive no cérebro do Ptix. Desta vez Ptix e seus neurônios enfrentam imagens ilusórias, dessas que nos confundem a visão e nos causam os maiores enganos.

4

Atenção, neurônios na bicicleta! – O personagem principal agora é Giraldo Cerebelim, um neurônio motor que vive no cérebro do Ptix, o menino que ganha uma bicicleta de presente de aniversário, mas se recusa a aprender a andar com aquelas rodinhas de criança pequena. Ao tentar aprender sozinho sem as rodinhas, Ptix e seus neurônios se veem em dificuldade.

5

O esquecimento do neurônio lembrador – O último livro da série conta uma aventura do Zé Neurim, um neurônio da memória que vive no cérebro do Ptix, o menino que fica vendo televisão em vez de fazer o dever de casa da escola. Zé Neurim seria o encarregado de lembrá-lo. Mas se esquece de fazê-lo. A turma de neurônios acaba encontrando uma solução que deixa a mãe e a professora satisfeitas.

Ficção científica: formas de se pensar o ser humano, a ciência e a tecnologia

Por André Luiz Correia Lourenço
Doutor em Antropologia Social. Bacharel e licenciado em História. Professor do CEFET-RJ

“Espaço, a fronteira final…” com essas palavras começavam as aventuras da nave estelar Enterprise, do seriado Star Trek, exibido no final dos anos 70 e que foi recentemente (re)adaptado para o cinema. Os diferentes planetas visitados, com as mais variadas civilizações, forneciam elementos para se discutir, na ficção, as atitudes e comportamentos existentes no mundo real.

Os autores de ficção científica, ao construírem realidades alternativas (possíveis apenas na imaginação de seus criadores), utilizam a literatura como forma de jogar com diferentes possibilidades de ser e de viver. Esse tipo de perspectiva é exemplificado pelo raciocínio do antropólogo Edmund Leach ao dizer que “a ficção científica tomou da mitologia tradicional o papel de formadora de fantasias”. Esse tipo de literatura, e de seu equivalente cinematográfico, o cinema de ficção científica, abre possibilidades hipotéticas capazes de colocar questões e de suscitar debates que podem ser úteis para se (re)pensar a realidade em que vivemos.

Racismo, inteligência artificial, desigualdade social, clonagem e ecologia são alguns dos temas que já foram explorados e discutidos em obras que podem ser consideradas parte da literatura de ficção científica. O que diferencia essas obras de outros textos, como a literatura de fantasia, com a qual guardam alguma semelhança (como o fato de se reportarem a realidades imaginadas, mais ou menos descoladas do mundo real) é o fato da literatura de ficção científica ter por base um referencial científico.

Por esse motivo, Star Wars, com suas referências místicas à existência da força, está mais próxima da fantasia do que da ficção científica mais engajada, a qual costuma ter como ponto de partida a presença da ciência e a tecnologia como elementos centrais, em torno dos quais a trama se desenvolve. Essa explicação também esclarece porque obras de Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft e de Guy de Maupassant, que muitas vezes fazem referências à eletricidade e ao magnetismo, apesar de utilizarem referências científicas, são consideradas como literatura de horror, já que esse é o aspecto por elas enfatizado. Daí compreendermos também porque os filmes Alien, o 8° Passageiro e O Predador são geralmente considerados, respectivamente, um filme de terror e o outro de ação (a ciência tem um papel secundário na trama), mais do que filmes de ficção científica.

É claro que essa classificação feita acima é didática, questionável e controversa. O termo “ficção científica” abrange uma vasta gama de manifestações e, dependendo do ponto de vista, pode incluir ou excluir diferentes obras. X-Men, com seu argumento baseado na existência de mutantes, é ficção científica? Então Batman Begins e Homem de Ferro também são? O fato de As Crônicas de Nárnia se passarem em um universo paralelo faz com que essa obra deixe de ser um texto fantástico para se tornar ficção científica? O filme 2001, Uma Odisséia no Espaço termina de forma ambígua, fazendo alusão ao nascimento (ou morte) do ser humano. Isso faz com que deixe de ser ficção científica para se tornar um filme sobre filosofia?

Essa diversidade de possibilidades evidencia a complexidade que caracteriza esse gênero literário. Os diferentes subgêneros que o compõem podem variar em temática, abordagem e em ênfase, dando mais atenção às questões filosóficas ou ao jargão científico do que a uma narrativa fragmentada ou tradicional, bem como podem ser textos sobre avanços no futuro ou sobre a tecnologia nos dias de hoje. Se por um lado temos obras solidamente embasadas na Biologia, Física e Informática, por outro lado é possível encontrar trabalhos que discutem questões filosóficas. O Enigma de Andrômeda seria um exemplo do primeiro caso. Já o 13° Andar poderia evidenciar a segunda possibilidade.

Logo, pode-se dizer que a ficção científica é a uma manifestação da cultura de massa que discute como a crescente presença da tecnologia no mundo atual interfere na nossa vida diária. A literatura e o cinema de ficção científica refletem sobre a influência que a ciência e a tecnologia terão no nosso futuro. Por isso, esse tipo de literatura, surgida no final do século XIX (no auge da segunda Revolução Industrial), está fortemente ligado à modernidade. Essa modernidade – caracterizada pela rapidez das transformações, pelo avanço das novas tecnologias da comunicação (telégrafo, telefone, fax, internet e celular) e pela velocidade dos meios de transportes (navio a vapor, ferrovias, aviões e trens-balas) – traz uma forte confiança no futuro, no poder da tecnologia, símbolo do mundo industrial.

Não é a toa que livros e filmes de ficção científica sejam alvo do interesse dos jovens, os quais crescem convivendo cada vez mais com a presença da tecnologia nas suas vidas. Uma pesquisa com mais de cinco mil alunos de 12 anos de idade, em mais de 20 países, mostrou que “os programas (TV/filmes/vídeo) favoritos das crianças de 12 anos eram histórias de crimes ou ação, ficção científica (grifo nosso) e horror, respectivamente. Os programas/filmes dessas três categorias foram mencionados, cada um, por cerca de 20% das crianças ou tomados em conjunto por quase dois terços dos alunos de 12 anos.” (GROEBEL, 2002, p. 71)

Pode parecer estranho (para alguns) pensar que a literatura que talvez esteja mais próxima dos jovens seja a de ficção científica, porém tal visão seria equivocada. Muitas vezes se esquece que Júlio Verne, um clássico das aventuras infanto-juvenis, pode ser considerado como um autor de ficção científica. Textos como Vinte Mil Léguas Submarinas e Viagem ao Centro da Terra, se enquadram dentro dos parâmetros da ficção científica e são considerados clássicos da literatura infanto-juvenil.

A amplitude do espectro temático da ficção científica lhe permite fazer diferentes cortes e pontos de vista, podendo suscitar as mais variadas discussões, sobre os mais diversos temas. Algumas das questões mais clássicas e presentes nas discussões filosóficas e sociológicas são abordadas pela ficção científica. Quem somos nós? De onde viemos? Qual o melhor tipo de sociedade? Essas perguntas são discutidas em diferentes planetas, povos e tempos. A ficção científica permite criar um laboratório de testes, onde é possível experimentar realidades alternativas, onde é possível postular diferentes formas de ser e de viver.

O processo civilizatório que se desenvolveu no Ocidente, durante a modernidade, tem sido pautado pela ideologia do individualismo. Em função disso, o direito à individualidade é visto como um elemento constituinte da noção de pessoa ocidental. Essa forma de ver o ser humano como autônomo, individualizado, independente, imagem que se desdobraria no sonho do “self-made man” burguês, acabou por se tornar uma representação ideológica hegemônica.

Ela é tão forte que tanto os iluministas quanto os românticos, respectivamente defensores e críticos desse processo civilizatório, têm a mesma perspectiva: a defesa de uma humanidade pautada na existência de um indivíduo. Tanto pode haver uma ênfase na racionalidade – produto de um processo civilizatório (na visão iluminista) – quanto uma valorização da emotividade, da impulsividade, destruídas pelo modelo de civilização defendido pelos iluministas e atacado pelos românticos.

Os textos e filmes de ficção científica também servem para nos lembrar que nossa condição de senhores da natureza, de donos do mundo, é uma posição precária, sempre sujeita a riscos. Se nos consideramos seres superiores, com direito a aprisionarmos outros seres para nossa diversão e/ou alimentação, as obras de ficção científica frequentemente colocam esse pressuposto em dúvida. O direito de se colocar como possuidor de valores e qualidades superiores (qualidades humanas que nos definem como livre-arbítrio e racionalidade) seria uma conquista constante frente aos “seres da natureza”.

A concepção do que seja natureza – dependendo da perspectiva – pode ser encarada positiva ou negativamente. Ela é positiva quando nos humaniza, quando desperta, em nós, valores como o amor, a compaixão, bem como quando nos estimula a exercitarmos nosso direito à autonomia, à liberdade. Contudo, a natureza também pode ser vista negativamente, ao nos submeter aos seus desígnios, aos nos lembrar de nosso lado animalesco, nosso lado instintivo.

A partir das representações do que seja o não-humano, a ficção científica mostra como são concebidos os limites entre o humano e o natural de forma fluída. Ela explicita as representações de humanidade e de humano que caracterizam a civilização ocidental moderna. O natural é visto dentro de uma perspectiva comunitária, onde há uma integração total. Benigna, segundo os defensores da importância da coletividade. Ou maligna, segundo os partidários da supremacia do indivíduo.

Partindo-se da definição de “ser humano”, estabelecida pelo mundo ocidental moderno, pode-se compreender como a ficção científica desenvolve algumas das suas interpretações sobre o que é a natureza:
ou ela é pensada como um elemento separado do homem, estando em oposição a ele – o que significa dominá-la ou ser dominado por ela – ou ela é vista como uma fonte de restauração da nossa humanidade, de nossos valores, nos renovando ética e moralmente. A primeira perspectiva está presente na visão instrumental que temos do mundo natural, tido apenas como fonte de recursos a serem explorados. Atualmente pagamos o preço da nossa arrogância enfrentando problemas como o buraco na camada de Ozônio e o efeito estufa.

Se pudemos subjugar a natureza graças à tecnologia, isso não a tornará uma heroína, pode, inclusive, transformá-la em “vilã”. Se a natureza pode nos desumanizar, a tecnologia também pode. Os perigos que a arrogância humana podem provocar ao pensar na tecnologia como solução para todos os problemas já eram discutidos em Frankenstein, ou o Moderno Prometeu, de Mary Shelley. Enquanto que a natureza pode nos levar ao nosso estado original mais primitivo, sem uma noção de individualidade; a tecnologia pode nos privar do nosso livre-arbítrio, nos prendendo em atividades alienantes, nos deixando dependentes dela.

Essa cristalização que a tecnologia pode provocar, imobilizando-nos, nos tornando incapazes de agir sem ela, pode nos tornar submissos a ela. Filmes como Até o Fim do Mundo (1991), de Win Wenders – onde as pessoas deixam de viver para permanecerem conectadas a máquinas nas quais revivem seus sonhos – e Estranhos Prazeres (1995) – no qual pessoas experimentam o prazer através de CDs com gravações das vivências de outras pessoas – mostram como o uso da tecnologia pode provocar vícios e evidenciam que a discussão sobre a escravização do Homem pelas máquinas não surge no cinema com Matrix, de 1999.

Recentemente, o filme WALL-E chamou a atenção como, apesar de praticamente não possuir diálogos, tendo a tela “dominada” basicamente por duas máquinas, uma delas chamada EVE (EVA). A trama gira em torno de uma Terra devastada pelo lixo produzido pela tecnologia e sobre como um pequeno robô, WALL-E, na sua tarefa de limpar o planeta desenvolve consciência. Ele busca entender através dos dejetos humanos que encontra quem foram seus criadores. O motor inicial da trama é o nascimento de uma pequena planta, início da recuperação do planeta – é a natureza, superando a destruição deixada pelos humanos, que se recupera, garantindo a possibilidade de uma redenção humana, do retorno dos seres humanos, que viviam uma existência sem sentido no espaço.

É interessante que a presença da natureza como fonte de humanização e de renovação apareça de forma singela através de andróides ou robôs, como em O Homem Bicentenário, obra do grande escritor de ficção científica Isaac Asimov (juntamente com Robert Silverberg), transformada em filme dirigido por Chris Columbus. Embora haja muito temor em relação aos autômatos, sejam eles de forma humana ou não, esse receio não era compartilhado por Asimov; ele pensava que os robôs, poderiam ser um desdobramento das melhores qualidades humanas, desde que houvesse precauções, cuidados. Para ele, as máquinas não eram nem boas nem ruins, seu uso indevido deveria ser evitado e seu bom uso garantido. Para isso, ele criou as três leis da robótica: 1ª lei. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal; 2ª lei. Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei; 3ª lei. Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.

Essas leis visavam mostrar que robôs e andróides seriam incapazes de fazer mal à humanidade, e que isso só ocorreria se os seres humanos fizessem um uso indevido deles, ou se os reprogramassem como ocorre no filme Eu, Robô, estrelado por Will Smith. Assim, as máquinas não são boas nem más, bons ou maus são os homens que as utilizam. As máquinas, na visão de Asimov, por estarem sujeitas às três leis, não poderiam prejudicar o ser humano, podendo, em alguns casos (através do convívio com pessoas nobres e gentis), desenvolver qualidades humanas. Isso explica em filmes como A. I. Inteligência Artificial, onde alienígenas dependem de um andróide, com sentimentos humanos, para poderem entender o que tinha sido a espécie humana, extinta séculos antes. São os sentimentos humanos que conferem humanidade ao personagem principal, não por acaso, chamado de Adam (Adão).

Com isso, a ficção científica aparece como uma arena privilegiada para perceber como os ideais de progresso defendidos pelo Iluminismo e fortalecidos pelos avanços da Revolução Industrial acabaram se tornando hegemônicos no Ocidente, definindo nossa relação com o mundo. Em vista do domínio do individualismo, as críticas ao processo civilizatório ocidental são vistas como ameaças a essa própria civilização. É importante deixar claro que o conceito de Individualismo aqui presente não é o mesmo do senso comum, como egocentrismo, egoísmo ou o descaso para com o outro e preocupação para consigo mesmo.

Aqui, ao falar de uma ideologia individualista que é predominante na maioria das sociedades ocidentais,  está se falando da crença de que o indivíduo existe em separado da sociedade, que ele é um átomo independente, em contraposição a uma visão holista, dentro da qual o indivíduo ocupa um espaço dentro de uma hierarquia. Enquanto que no Holismo o indivíduo, mesmo tendo um valor específico intrínseco, deve ser pensado como parte da sociedade que a compõem, no Individualismo o indivíduo aparece como base, como possuindo sentido em si mesmo, sentido esse que, por diversas vezes, a sociedade tenta suprimir.

Essa valorização do indivíduo é frequentemente visível em produções hollywoodianas, onde os heróis são personagens que se não se submetem ao sistema, que possuem um jeito próprio de fazer as coisas. Essa tradição remonta ao bandoleiro Robin Hood e ao pirata heróico, mas de bom coração retratados por Errol Flynn, passando pelo detetive particular (imortalizado em vários filmes de Humphrey Bogart) que investiga crimes com métodos que contrariam a prática policial e pelo policial que nunca cumpre as regras, como o personagem Dirty Harry de Clint Eastwood.

Quando essa perspectiva da importância do indivíduo sobre o todo foi ameaçada por um modelo onde o bem geral se dava através da renúncia ao bem individual, através da instauração do modelo do socialismo real nos países do Leste Europeu após a Segunda Guerra Mundial, o temor que a expansão comunista viesse a anular a individualidade ganhou uma releitura cinematográfica. Daí os filmes dos anos 1950, onde os alienígenas (simbolizando os comunistas) tentavam desumanizar os estadunidenses, retirando-lhes a autonomia, a racionalidade e o livre-arbítrio, as bases da individualidade ocidental.

A perda ou o desaparecimento da individualidade, freqüente nas obras de ficção científica, aparecem como uma expiação simbólica – a adrenalina do medo é sentida, sem perigo real. A ameaça de se deixar de ser um indivíduo, submergindo dentro de um todo indiferenciado, seja através das forças da natureza ou da própria tecnologia, é um temor constante em diversas obras. Assim, a luta pela manutenção dos valores do individualismo expressa uma tomada de posição. Há uma afirmação, por parte do homem ocidental, de que ele existe em sua plenitude apenas fora da natureza. Ele se recusa a ser um animal movido por instintos, sua racionalidade o elevaria, enquanto que sua parte instintiva o rebaixaria. O surgimento de alienígenas “malignos”, que nos parasitam, que desejam nos dominar ou devorar – seres que vivem sob seus impulsos naturais – simbolizam a ameaça da natureza, da sua tentativa de dominar a civilização humana.

Da mesma forma que a natureza é vista como ameaçadora por muitos, a tecnologia é perigosa para alguns. Desde o Iluminismo, com Rousseau criticando os efeitos nocivos da sociedade sobre o indivíduo, o desenvolvimento tecnológico tem sido alvo de críticas de desumanização. Enquanto há os que vêem na natureza o inimigo a ser vencido pela tecnologia, há os que pensam a natureza como depositária dos valores humanos da sensibilidade e da solidariedade, ameaçados pelo mundo mecanicista das máquinas.

Se, por um lado, um ser não-humano (como um extraterrestre, um mutante ou um andróide) pode ser uma figura que se apresenta como uma ameaça, capaz de nos subjugar e tirar a nossa humanidade, ele também pode ser aquele que a renova, enriquece e fortalece. Ao mesmo tempo em que existem os espectros, da série StarGate Atlantis, que se alimentam da energia vital dos seres humanos, também temos o andróide Adam, de AI. Inteligência Artificial, demonstrando que é possível amar e ser amado por uma máquina, demonstrando uma gentileza e inocência que nem todos os humanos são capazes de mostrar.

A máquina também é capaz de possuir aspectos positivos e/ou negativos. Podemos citar os Borgs da série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, que pretendem assimilar outras espécies através da substituição dos órgãos biológicos por próteses mecânicas, tornando-os organismos sem autonomia, integrados dentro de uma entidade coletiva. Por outro lado, o andróide Data, um outro personagem desse mesmo seriado, buscava sempre aprender mais sobre os humanos, tentando se humanizar. Essa atitude nos lembra das qualidades, virtudes e fraquezas humanas, que nos definem como seres humanos.

Dessa forma, a ficção científica nos coloca uma questão: retornar à natureza? Tal decisão preservaria nossa humanidade ou nos levaria a perdê-la, submetida aos ditames do mundo natural, onde seríamos mais uma espécie? Ou permanecer na civilização? A tecnologia poderia nos ajudar a expressar, desenvolver nossa individualidade frente aos nossos instintos básicos ou nos desumanizaria, nos robotizando através de seus instrumentos e recursos alienantes?

Essas dúvidas antagônicas caracterizam os extremos dos debates sobre o que pensamos como humanidade, sobre como entendemos a nossa relação com a natureza. Elas também nos permitem entender a importância que atribuímos à ciência e à tecnologia. As obras de ficção científica aparecem como um palco, onde cada uma dessas possibilidades é testada e caminhos intermediários são sugeridos. Ela surgiu com a industrialização e com o avanço da ciência e tem sido um dos campos que mais reflete sobre os seus efeitos.

Referências bibliográficas:

ALLEN, D. No Mundo da Ficção Científica. São Paulo: Summus Editorial, 1974.
DUMONT, Louis. O Individualismo. Uma perspectiva antropológica da Ideologia Moderna. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2000.
GROEBEL, Jô. Acesso à mídia e uso da mídia entre as crianças de 12 anos no mundo. p. 69-76. IN: FEILITZEN, Cecília Von e CARLSSON, Ulla. A Criança e a Mídia. Imagem, educação, participação. São Paulo: Cortez, UNESCO, 2002.
IRWIN, W. Matrix. Bem-vindo ao Deserto do Real. São Paulo: Madras, 2005.
GONÇALO JUNIOR. Enciclopédia dos monstros. São Paulo: Ediouro, 2008.
LOURENÇO, A. Cinema de Ficção Científica e Guerra. In: yaTEIXEIRA DA SILVA, F. C. (org.) Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX. São Paulo: Campus/Elsevier, 2004. pp. 140-142.
ROWLANDS, M. SciFi = SciFilo: A Filosofia explicada pelos Filmes de Ficção Científica. Rio de Janeiro: Relume, 2005.
SCHOEREDER, G. Ficção Científica. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986.
SF Symposium. FC Simpósio. SC: Instituto Nacional do Livro, 1969.
SICLIER, J. e LABARTHE, A. S. Cinema e Ficção Científica. Lisboa: Editorial Áster, s/d.

Ficção científica: formas de se pensar o ser humano, a ciência e a tecnologia

Por André Luiz Correia Lourenço
Doutor em Antropologia Social. Bacharel e licenciado em História. Professor do CEFET-RJ

“Espaço, a fronteira final…” com essas palavras começavam as aventuras da nave estelar Enterprise, do seriado Star Trek, exibido no final dos anos 70 e que foi recentemente (re)adaptado para o cinema. Os diferentes planetas visitados, com as mais variadas civilizações, forneciam elementos para se discutir, na ficção, as atitudes e comportamentos existentes no mundo real.

Os autores de ficção científica, ao construírem realidades alternativas (possíveis apenas na imaginação de seus criadores), utilizam a literatura como forma de jogar com diferentes possibilidades de ser e de viver. Esse tipo de perspectiva é exemplificado pelo raciocínio do antropólogo Edmund Leach ao dizer que “a ficção científica tomou da mitologia tradicional o papel de formadora de fantasias”. Esse tipo de literatura, e de seu equivalente cinematográfico, o cinema de ficção científica, abre possibilidades hipotéticas capazes de colocar questões e de suscitar debates que podem ser úteis para se (re)pensar a realidade em que vivemos.

Leia o artigo na íntegra

Um computador por aluno

Projeto: Piraí digital
Instituição: Secretaria Municipal de Educação
Localização:  Piraí, Rio de Janeiro

O município de Piraí, localizado a cerca de 90 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, anunciou nesta terça-feira (16/6) a compra de 5.500 netbooks Classmate PC para equipar as 21 escolas do município. O objetivo é que cada aluno tenha o seu próprio computador. Com a iniciativa, a cidade torna-se pioneira, no Brasil, na adoção de um computador por aluno.

Piraí tem 6.200 alunos matriculados e já possuía 700 netbooks como parte do projeto Um Computador por Aluno (UCA). Dessas máquinas, algumas foram doadas pelo Governo federal e outras adquiridas com recursos próprios. Os novos laptops chegarão à rede escolar de Piraí no começo de agosto. Foram investidos R$ 5,28 milhões – R$ 4 milhões do governo estadual e R$ 1,28 milhão da prefeitura de Piraí.

A medida é parte do programa Piraí Digital, desenvolvido em parceria com a Intel. O projeto teve início em 2004, quando a prefeitura instalou banda larga sem fio na cidade. Cada computador foi vendido ao município por cerca de R$ 700. Os demais gastos foram utilizados para preparar a infra-estrutura das escolas e comprar máquinas para professores e capacitá-los para o uso de software livre.

O Classmate PC pode ser usado pelo aluno tanto na sala de aula, como também pode ser levado para a casa. Com isso, espera-se uma maior participação das famílias no processo educacional. Segundo a professora e coordenadora do Piraí Digital, Maria Helena Jardim, os resultados do uso de computador nas salas de aula são visíveis. Ela cita o exemplo do CIEP Professora Rosa da Conceição Guedes, localizado no distrito de Arrozal. Desde que foi iniciado um projeto piloto de informática na instituição, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) saltou de 2,2 para 4,8 e a evasão escolar diminuiu.

Fonte – Site Aprendiz

Contato
http://www.piraidigital.com.br/

A sua história pode virar filme

Se você é aquela pessoa que tem uma história na cabeça e acha que ela daria um ótimo filme, não deixe de participar do I Concurso de Roteiro de Curta-Metragem, promovido pelo Portal Tela Brasil. A seleção é aberta para qualquer interessado. Além de ganhar prêmio em dinheiro, o dono do melhor roteiro pode ver a sua história na tela do cinema. As inscrições terminam no dia 15 de julho.

Para se inscrever, é preciso escrever um roteiro de ficção para um curta-metragem de no máximo sete minutos e elaborar um projeto técnico, explicando por que seu roteiro vale um filme e como você imagina que ele deva ser filmado. Depois, basta preencher um formulário online de inscrição.

Os autores dos três melhores roteiros serão contemplados com prêmios de R$1.000,00, e os roteiros selecionados serão filmados em oficinas itinerantes de vídeo do Tela Brasil. Os vencedores receberão uma cópia do vídeo em DVD.

A oficina itinerante de vídeo Tela Brasil é um projeto social e educacional que tem o objetivo de oferecer ferramentas de criação e expressão audiovisual às comunidades visitadas pelo Projeto Cine Tela Brasil. As oficinas permitem que os alunos tenham uma introdução às áreas técnicas da produção de vídeo e depois desenvolvam um curta-metragem. No Portal Tela Brasil, o interessado encontra uma série de dicas e ferramentas para saber como formatar o roteiro, com diálogos e indicação de cenas.

Confira o regulamento

Roda Viva na internet e de graça

Uma boa dica para pesquisadores, professores, educadores e alunos: já estão disponibilizadas, gratuitamente, na web, todas as entrevistas feitas pelo programa Roda Vida, da TV Cultura de São Paulo. No site, o interessado encontra a entrevista, na íntegra, transcrita, bem como trechos em vídeo, verbetes, pequenas referências e fotos. Trata-se do projeto Memória Roda Viva que traz para a internet entrevistas inesquecíveis, como a do educador Rubem Alves, do sociólogo Alain Touraine, do extrovertido médico Patch Adams, do professor Philippe Perrenoud e dos filósofo István Mészáros e Edgar Morin.

Um sistema de navegação simples permite que o usuário também encontre rapidamente uma determinada entrevista, que também está dividida em cinco grandes temas. De acordo com a coordenação do projeto, a publicação das entrevistas, em formato de texto, cria um registro importante na história recente, assegura sua preservação definitiva, possibilita acesso livre a todo o conteúdo e reconstrói o processo de formação da agenda pública brasileira nas duas últimas décadas, quando se deu a discussão das questões mais relevantes da atualidade.

O Memória Roda Viva permitirá, ainda, retroalimentar a pauta do programa, a partir de críticas e sugestões, que poderão ser registradas no site. A iniciativa do projeto é da Fundação Padre Anchieta, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Acesse e confira o site 

Radialistas em prol da educação

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Segundo veículo de comunicação de massa de maior penetração no país – ele só perde para a televisão – o rádio continua sendo um forte aliado da educação. Que o digam os radialistas e todos os integrantes do projeto No ar: todos pela educação, desenvolvido desde agosto do ano passado. A proposta é muito simples: mensalmente, os radialistas, previamente cadastrados, recebem um kit com dados, informações, depoimentos de artistas e atletas, músicas e spots sobre um determinado tema atual que deve ser explorado na programação do dial. Neste mês de junho, o kit, que conta com a participação da atriz e apresentadora Regina Casé, do ator Rodrigo Lombardi e do cineasta Fernando Meirelles, debate o direito de aprender.

Objetivo do kit de junho é disseminar entre a população a informação de que todas as crianças e jovens têm direito à educação de qualidade e que é dever do Estado garantir escolas com bons profissionais e infra-estrutura adequada. O material incita a sociedade, e principalmente os pais, a cobrar por esse direito que está previsto na Constituição.
 
O kit também traz o boletim do Rádio pela infância, produzido pelo Unicef. Nesta edição, são abordados os resultados do relatório da Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009. Segundo o documento, o país conseguiu melhorar em todos os indicadores educacionais nos últimos anos, entretanto reduzir as desigualdades ainda é o principal desafio, sobretudo nas regiões de alta vulnerabilidade social.

Os kits são enviados para cerca de cinco mil rádios brasileiras. Mas, qualquer cidadão pode ter acesso ao material, que se encontra disponível gratuitamente na internet.

Idealizado pela Unesco, o projeto conta com o apoio do Grupo ABC, da agência DM9DDB e da produtora Friends Áudio, da Associação Brasileira de Rádio e Televisão, das Associações Estaduais de Rádio e Televisão e do Grupo de Profissionais do Rádio.

Os kits já abordaram os seguintes temas:
– Eleições municipais
– A importância dos pais na educação
– A importância dos professores
– Balanço 2008 e feliz 2009
– Novos prefeitos e secretários
– Volta às aulas
– Educação Infantil
– Participação da comunidade
– Abandono

Confira o material e o projeto no site

As aventuras dos neurônios

“As informações selecionadas só serão armazenadas se vierem acompanhadas de elementos de interesse, utilidade, carga afetiva e outras características”, Roberto Lent

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Por Marcus Tavares

Roberto Lent é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde chefia um laboratório de pesquisa. Laboratório é um lugar onde se fazem experiências científicas para descobrir os segredos da natureza. No laboratório dele trabalham cerca de 12 alunos, dois professores e dois técnicos, todos eles interessados em saber como e sobre o quê conversam os neurônios do cérebro. Fora isso, tem quatro filhos que já passaram da época de ler o Zé Neurim, gosta de nadar de manhã cedo, e torce pelo Fluminense do Rio de Janeiro…

É desta forma  que o professor Roberto Lent apresenta-se aos leitores, dos 7 aos 12 anos, em cada um dos cinco livros da coleção Aventuras de um neurônio lembrador (Editora Viera & Lent). Em cinco histórias, Roberto, o cientista, conta as trapalhadas do neurônio Zé Neurim e de sua turma, que moram no cérebro do menino Pedro Tiago Irineu Xavier, o Ptix. Toda vez que Ptix pensa, briga, anda, vê televisão, faz o dever da escola e outras coisas, o Zé Neurim e seus amigos ficam conversando, trabalhando e operando dentro do cérebro do garoto.

conheça a sinopse de cada livro

O objetivo da coleção é ensinar alguns conceitos fundamentais da neurociência para as crianças, de um modo diferente, atraente e lúdico. Voltado para o público infantil, os livros também trazem, na última página, informações para os pais e professores sobre os conteúdos que foram abordados por cada obra. Em tempos em que cresce o número de publicações sobre as potencialidades do cérebro e como é possível maximizar suas funções, a revistapontocom conversou com o autor sobre a produção.

Acompanhe:

revistapontocom – Por que escrever um livro sobre as funcionalidades do cérebro para as crianças? Qual é o objetivo da coleção?
Roberto Lent –
O importante é escrever sobre ciência para crianças, especialmente para estimular seu espírito indagador e para desmitificar a ciência como “coisa de gênios e de excêntricos”. As crianças precisam saber que elas também podem ser cientistas! Escrevo sobre o cérebro porque é o que sei e o que faço. Gostaria que todo cientista tentasse também escrever sobre sua disciplina para as crianças.

revistapontocom – Qual é a importância de se conhecer, desde cedo, as funções cerebrais?
Roberto Lent
– Como mencionei acima, não é particularmente mais importante do que conhecer como funciona o coração, como o meio ambiente interage com os seres humanos, de que é feito o sol… O importante é passar para as crianças um pouco do método científico, o hábito de fazer perguntas à natureza e a noção de que a ciência é um barato, um grande prazer.

revistapontocom – Como as crianças interpretam o livro? O senhor já teve algum retorno delas ou de escolas?
Roberto Lent
– Observo que o que as crianças mais gostam dos meus livros é o jeito gaiato dos neurônios. Isso significa que a aridez, que muitas vezes os temas científicos têm, pode ser contornada com um pouco de humor. Além disso, as aventuras em que os neurônios-personagens se metem são temas do cotidiano das crianças, o que torna o assunto do livro menos esotérico e mais fácil de apreender.

revistapontocom – Cresce o número de publicações de auto-ajuda que mostram de que forma é possível maximizar as potencialidades do cérebro. Conhecendo as funcionalidades do cérebro é, realmente, possível treiná-lo desde cedo?
Roberto Lent
– Há mais especulações do que fatos científicos sobre isso. Conceitualmente, o cérebro é um órgão como todos os outros e por isso se beneficia do “exercício”. Quem usa bastante o cérebro, o desenvolve mais e o otimiza mais ao ambiente. Mas as interações do cérebro com o ambiente são tão complexas que o “treinamento” não é algo tão simples quanto o exercício muscular.

revistapontocom – O fato de as crianças das atuais gerações estarem mergulhadas, ainda bebês, a estímulos audiovisuais de tudo o que é tipo (televisão, computadores, games, celulares, câmeras…) pode causar alguma mudança nas funcionalidades cerebrais?
Roberto Lent
– Certamente as estimulações sensoriais e mentais, abundantes dos tempos atuais, influenciarão as crianças de modo diferente das crianças do passado. Sou otimista e tendo a achar que isso é bom, pois permite desenvolver melhor as potencialidades individuais de cada criança. Mas há o risco de que o excesso de informações possa causar problemas. É preciso aprender também a selecionar, filtrar. Quem não consegue fazer isso se afoga em um excesso de dados e perde a capacidade de processá-los adequadamente.

revistapontocom – Os conhecimentos da ciência sobre as potencialidades do cérebro podem interferir na criação das crianças? De que forma? Quais são as implicações, as consequências?
Roberto Lent
– Sem dúvida o conhecimento da plasticidade cerebral, seus mecanismos, possibilidades e limites, podem permitir um melhor controle das técnicas educacionais. Aprender, atualmente, é saber filtrar o que interessa do que não interessa, em meio à floresta de informações que recebemos todos os dias. As informações selecionadas só serão armazenadas se vierem acompanhadas de elementos de interesse, utilidade, carga afetiva e outras características. Já sabíamos isso intuitivamente, mas agora temos maiores detalhes porque conhecemos os mecanismos cerebrais de armazenamento da memória.

revistapontocom – Os conhecimentos da ciência sobre as potencialidades do cérebro e da genética podem criar seres humanos perfeitos?
Roberto Lent
– Não haverá seres humanos perfeitos, porque a interação da genética com o ambiente tem um elemento de incerteza e aleatoriedade que impossibilita qualquer previsão. A perfeição é um limite inatingível, um objetivo do qual tentamos nos aproximar indefinidamente, sem nunca alcançá-lo.

Games e cultura

Cresce o número de pesquisas na área. SBGames será realizado este ano no Rio, em outubro. Interessados em inscrever trabalhos têm até o dia 30 de junho

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Por Marcus Tavares

Entre os dias 8 e 10 de outubro, o Rio de Janeiro será sede da 8ª edição do Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames), um dos mais importantes encontros de pesquisa e desenvolvimento de jogos de computador e entretenimento digital da América Latina. O objetivo é consolidar e impulsionar a área de jogos no Brasil em três principais frentes: ensino, pesquisa e indústria. O tema central deste ano é Pensando sobre convergência. O encontro será realizado no campus da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

acesse o site oficial do evento

As discussões do evento são divididas em quatro trilhas: Arte e design; Computação; Indústria e Cultura. Produtores e pesquisadores podem inscrever trabalhos para cada uma das áreas. O prazo termina no dia 30 deste mês. A trilha Cultura é destinada às discussões sobre o universo dos games, de seus usuários e do que é construído nessa relação. A área preocupa-se com as possíveis influências dos jogos, como eles modificam as pessoas, as comunidades, enfim a sociedade. A trilha também aborda os conteúdos veiculados, a forma pela qual os usuários se reorganizam através do jogo e os usos, as proibições e as questões que são levantadas em torno do game.

Criada há três anos, a trilha aceita trabalhos nas seguintes áreas: educação, política, trabalho, linguagem, juventude, mídia, violência, sociabilidade, publicidade, emoção, motivação, corpo, arte, gênero, psicologia, religião, filosofia e saúde. Para conhecer um pouco mais sobre o evento e as discussões, a revistapontocom conversou com a professora Lynn Alves, coordenadora da organização da trilha Cultura. Lynn é doutora em comunicação e educação e professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Acompanhe:

revistapontocom – Dizem que o Brasil tem um grande potencial de criatividade na área de produção de games, o mesmo também pode ser dito em relação aos estudos acadêmicos?
Lynn Alves
– Sim. Fizemos, aqui na Bahia, um levantamento no Portal de dissertações e teses da CAPES, relativo ao período de 1996 a 2007 (ainda não estão cadastradas as pesquisas de 2008), tendo como referência as palavras-chave: jogos eletrônicos e jogos digitais. Encontramos 43 trabalhos defendidos nesse período, sendo que a primeira pesquisa foi defendida em 1996, na área de Educação e Cultura, através de uma dissertação de mestrado. Estas pesquisas investigaram os jogos digitais sob diferentes perspectivas, sinalizando um crescimento significativo de investigações nas universidades brasileiras, retirando os games do underground.

revistapontocom – Qual é o objetivo da trilha Cultura?
Lynn Alves
– Este é o terceiro ano que o SBGames traz a trilha Cultura para o debate. Consolidamos a trilha como um espaço de socialização e intercâmbio de diferentes olhares em torno da presença dos games na sociedade contemporânea. Para esse ano, inclusive, incluímos mais cinco subtemas de análise: games e gênero, games e psicologia, games e religião, games e filosofia e games e saúde. Essas novas áreas surgiram devido às discussões que vêm emergindo em torno destas temáticas. Elas também são fruto dos resultados dos trabalhos do ano passado. Desta forma, os pesquisadores poderão trilhar em dezoito vias que podem ser ampliadas a partir de trabalhos que tenham relações com a cultura.

revistapontocom – O que já se pode afirmar sobre a produção acadêmica desta trilha? O que mais chama a atenção?
Lynn Alves
– Penso que ainda é a produção em torno da relação entre games e educação. Embora os espaços escolares ainda não trabalhem com as novas mídias, os pesquisadores da Educação sinalizam uma preocupação em estabelecer uma interlocução com os ambientes interativos, nos quais estão imersos os nativos digitais.

revistapontocom – De que forma o SBGames e outros eventos, como o seminário Construindo Novas Trilhas realizado pela UNEB há quatro anos, contribuem para o diálogo entre a academia e a produção de games? 
Lynn Alves
– Criando um espaço de intercâmbio, dando e fortalecendo a voz dos pesquisadores desta área. Hoje já não estamos mais sozinhos, diferente de quatro anos atrás quando foi realizado o I Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação – construindo novas trilhas, em Salvador, na Uneb, que reuniu, pela primeira vez, investigadores e interessados na área de games e cultura. Foi um marco que foi ampliado e fortalecido através das discussões da trilha Cultura, presente no SBGames.

revistapontocom – Os interessados têm até o dia 30 de junho para inscrever  trabalhos. O resultado final sai quando?
Lynn Alves
– Os interessados têm até o dia 30 de junho para enviar os trabalhos na plataforma do Jems, que é um sistema gerenciador utilizado pelos eventos da Sociedade Brasileira de Computação. Os autores dos trabalhos aprovados receberão a notificação até o dia dez de agosto. É importante registrar que o comitê científico é formado por mestres, doutorandos e doutores com pesquisas na área em Portugal e no Brasil. Como já mencionado, os interessados podem enviar trabalhos para as seguintes sub-áreas: Games e educação, Games e política, Games e trabalho, Games e linguagem, Games e juventude, Games e mídia, Games e violência, Games e sociabilidade, Games e publicidade, Games e emoção, Games e motivação, Games e corpo, Games e arte, Games e gênero, Games e psicologia, Games e religião, Games e filosofia, e Games e saúde. Todos estão convidados a participar intensamente do SBGames, um evento feito por pesquisadores, profissionais, estudantes e demais interessados que cotidianamente constroem um significado diferenciado para os jogos eletrônicos.

Prêmio Viva Leitura

Já estão abertas as inscrições para o prêmio Viva Leitura 2009. O concurso tem o objetivo de premiar relatos de experiências sobre leitura na sala de aula, na biblioteca da escola ou em encontros com escritores locais. A iniciativa é da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Os interessados têm até o dia 24 de julho para se inscrever.

Há três categorias: (1) Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; (2) Escolas públicas e privadas; e (3) Sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais. O prêmio vai distribuir R$ 90 mil, sendo R$ 30 mil para cada vencedor de cada categoria.

A comissão avaliadora selecionará cinco projetos de cada categoria, de acordo com critérios de originalidade, dinamismo da ação na construção da cidadania, recursos utilizados, pertinência da ação desenvolvida com a comunidade e abrangência e duração e resultados alcançados.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.premiovivaleitura.org.br, onde o professor também pode ler os trabalhos dos vencedores das três primeiras edições. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet ou por carta registrada, com aviso de recebimento, para o endereço: Caixa Postal 71.037-7, CEP 03.410-970 – São Paulo (SP). Informações também pelo telefone gratuito 0800-7700987.

Dia nacional e mundial contra o trabalho infantil

Com Educação nossas crianças aprendem a escrever um novo presente, sem trabalho infantil. Este é o tema da campanha que marca as comemorações do Dia nacional e mundial contra o trabalho infantil, celebrado nesta sexta-feira, dia 12 de junho. A iniciativa é do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI). Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 10,8% das crianças brasileiras estão em situação de trabalho.

“Pesquisas indicam que as crianças e os adolescentes que trabalham têm um rendimento escolar muito menor do que aqueles que não trabalham. A faixa etária dos cinco aos 15 anos é a que mais concentra meninos e meninas em situação de trabalho, período da vida em que, por lei, eles deveriam estar estudando”, destaca Isa Oliveira, secretária executiva do FNPETI.

As normas da OIT exigem que os países fixem uma idade mínima de admissão ao emprego e ao trabalho. O Brasil estipulou a idade de 16 anos, prevista a situação especial de aprendizagem a partir dos 14 anos.

Em muitos países, no entanto, podem ser encontradas meninas e meninos, com idades abaixo da idade mínima legal de admissão ao emprego, trabalhando em uma variedade de setores e serviços. Um grande número de meninas trabalha nos setores agrícola e industrial e na maioria das vezes em condições perigosas.

Outra forma muito comum de ocupação de meninas é o serviço doméstico em casas de terceiros. Este trabalho costuma ser oculto, implicando maiores riscos e perigos. A exploração extrema das meninas inclui a escravidão, o trabalho em servidão, a exploração sexual e a pornografia.

Nesse contexto, há no Brasil e no mundo, o entendimento internacional comum de que a Educação é o caminho para o fim do trabalho infantil. O acesso a uma educação integral e de qualidade é a resposta direta e adequada para encerrar esse ciclo perverso que afeta milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

Saiba mais:
http://www.oitbrasil.org.br
www.fnpeti.org.br

Salão do livro para crianças e jovens

criabca20web  Foto divulgação FNLIJ

Com uma programação especial para os professores, começou, nesta quarta-feira, dia 10, a 11ª edição do Salão da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil para Crianças e Jovens. O evento, que vai até o dia 21 de junho, reúne 70 editoras que vão apresentar ao público as novidades do mercado. A estimativa é que sejam lançadas cerca de 150 novas obras e, o que é mais interessante, na presença de seus próprios autores, entre eles Adriana Falcão, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Rui de Oliveira e Ziraldo.

Além de conferir as novidades, o público também pode participar das rodas de leitura de livro, das oficinas com ilustradores, dos bate-papos com escritores e das exposições. Também é possível ler obras de qualidade cuidadosamente escolhidas pela curadoria do evento nas três bibliotecas que funcionam dentro do salão. Uma delas é voltada exclusivamente para os educadores.

As cores e as letras da literatura infantil e juvenil na França e no Brasil é o tema do 11º Seminário FNLIJ, que acontece em paralelo ao salão. O evento será realizado entre os dias 15 e 17 de junho. A França, na verdade, é o país homenageado deste ano. Escritores e ilustradores franceses estarão presentes para contar como funciona o mercado editorial do país voltado para o público infanto-juvenil.

Imperdível também é o lançamento dos novos livros do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, finalista do Prêmio Hans Christian Andersen de 2008, considerado o Nobel da Literatura Infantil. Bartolomeu vai autografar os livros O tempo do voo e Nascemos livres – a declaração universal dos direitos humanos em imagens.

E a exemplo de todos os anos, as crianças que comparecerem ao salão ganharão um livro de cortesia. Foram comprados 35 mil títulos para distribuição gratuita.

Anote:
11º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
– Local: Av. Barão de Tefé, 75, Saúde, RJ – Tel: (21) 2233-7460/ 2253-8177 – Zona Portuária
– Quando: De 10 a 21 de junho. De segunda a sexta, das 8h30 às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10 às 20h
– Ingresso: R$ 3,00 (gratuidade para maiores de 65 anos, portadores de deficiência, professores da rede municipal e instituições que trabalham com crianças e jovens de comunidades de baixa renda, pré-agendadas com a FNLIJ).