Legislação infantil em debate no dia 22 de outubro

No dia 22 de outubro, o Congresso Nacional vai parar. Richard Santos Oliveira, de São Paulo; João Pedro de Souza Mello, de Brasília; e Carlos Marcus da Silva, do Ceará, assumirão a tribuna da plenária da Câmara dos Deputados para apresentar seus respectivos projetos. Os três foram os vencedores do concurso Câmara Mirim, promovido pelo site plenarinho da Câmara dos Deputados.

A coordenação recebeu cerca de 600 projetos de lei de autoria de crianças e jovens de todo o Brasil. Uma equipe de consultores analisou cada proposta e acabou selecionando as três vencedoras. Richard Santos apresentará seu projeto de reaproveitamento da água da chuva em prédios coletivos. João Pedro falará de sua proposta sobre a proibição do fumo perto de crianças. Já Carlos Marcus pretende reformular o Estatuto da Criança e dos Adolescentes.

A psicopedagoga do Plenarinho, Ana Lustosa, lembra que os projetos dos estudantes são posteriormente sugeridos aos deputados e podem se transformar em propostas legislativas, com tramitação normal na Câmara. “Ao fim do Câmara Mirim, os projetos aprovados  pelas crianças são enviados às comissões temáticas. E os deputados que têm interesse podem apadrinhar esses projetos”, afirma.

Foi o que aconteceu, em 2007, com a proposta apresentada pela deputada-mirim Mallena Nogueira Lira, na época com 13 anos de idade e moradora de Iracema, Ceará. O projeto de Mallena proibia o uso do chamado “pau-de-arara” no transporte escolar, irregularidade comum no Nordeste, onde estudantes costumam ser carregados em veículos de carga no trajeto até a escola.

O deputado Paulo Henrique Lustosa apadrinhou o projeto (PL 2561/07), que passou a tramitar na Câmara e já foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes. Atualmente, o projeto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A menina, hoje com 15 anos e já cursando o Ensino Médio, afirma que o Câmara Mirim ajuda a chamar a atenção para problemas que afetam as crianças.

Confira os projetos vencedores da 4ª edição do Câmara Mirim

Reaproveitamento de água da chuva
 
Mudanças no ECA – sobre conselhos tutelares

Proibido fumo perto de crianças

Participe e assine o Manifesto por um Brasil Literário

Lançado em junho deste ano, durante a Festa Literária Internacional de Paraty, o Manifesto por um Brasil literário já conseguiu 2.160 adesões. Trata-se de uma iniciativa de um grupo de instituições e pessoas envolvidas com a leitura literária no país que pretende ampliar o debate em torno da importância da leitura de livros de literatura, acolher propostas e engajar o maior número de pessoas em torno desta causa. É o primeiro passo para a criação de um Movimento por um Brasil literário. O texto, na ocasião, foi lido pelo escrito Bartolomeu Campos de Queirós.

Com o objetivo de promover o manifesto e acreditando no potencial da leitura, a revistapontocom adere ao movimento e chama a participação de todos. No site do movimento, é possível participar de um fórum bem interativo sobre formas de promover a literatura no país, ler o manifesto e assiná-lo.

Concurso de animação prorroga inscrições

Foram prorrogadas até o dia 9 de outubro as inscrições para o VIII Festival Brasileiro de Animação – Anim!arte 2009. A oitava edição do evento ocorrerá entre os dias 26 e 29 de outubro, na Universidade Federal Fluminense (UFF), aqui no Rio de Janeiro, e nos dias 6, 7 e 8 de novembro, em São Paulo. Há três categorias: Melhor Animação feita por Universitários, Melhor Animação feita por Estudantes do Ensino Médio e Fundamental e Melhor Animação feita por Estudantes Internacionais.

De acordo com o edital, só serão aceitos vídeos que contenham no mínimo 70% de seu conteúdo em animação (em qualquer tipo de técnica). O tema das animações é livre. Cada autor (proponente ou diretor) poderá inscrever no máximo três animações. O proponente responsável pela inscrição do filme deverá obrigatoriamente ter participação no filme.

A obra deverá estar finalizada no momento da inscrição em DVD, CD Rom, VHS (NTSC) ou mini DV. O tempo máximo de duração é de 20 minutos. É necessário enviar a ficha de inscrição preenchida (e assinada) com o filme para a coordenação do festival.

Informações no site

Debate sobre games no NAVE reúne especialistas

Se você é fã de games e tem várias dúvidas sobre os bastidores da produção que movimenta bilhões de dólares, superando a sétima arte, não perca a 5ª edição do Descolagem, evento promovido no Núcleo Avançado em Educação (NAVE) que discute o impacto da mídia no dia a dia da sociedade do século XXI. O encontro, marcado para o dia 6 de outubro, às 15 horas, reunirá Glenn Entis e Dante Anderson, dois veteranos da indústria de games que compartilharão suas experiências e reflexões com a plateia.

Por que choramos ou damos risadas quando assistimos a um personagem animado nas telas? Como os animadores conseguem despertar essas emoções em imagens geradas por computador e projetadas numa tela cheia de pixels? E, na medida em que estamos cada vez mais rodeados de telas por tudo quanto é lado, como estes dispositivos se “comunicarão” com a gente? Eis algumas das perguntas que serão respondidas pelos palestrantes.

Glenn Entis fará um retrospecto da história da animação, desde as pinturas e as primeiras obras, passando pela incrível técnica
desenvolvida pelos artistas dos estúdios de Walt Disney – capazes de criar a “ilusão de vida nas telas” –, até os personagens interativos “nascidos” em computadores e que estão hoje presentes em inúmeros videogames.

Dante Anderson vai explicar como os avanços nas mídias digitais estão favorecendo o surgimento de novos tipos de diversão, como games transmídia, entretenimento locativo (com o uso de tecnologia GPS) e jogos em redes sociais.

“Os maiores estúdios de Hollywood estão fazendo parcerias inéditas com as grandes produtoras de games do mercado. Pequenas companhias estão fundindo TV e game pela internet. A tendência da proliferação de games está em todo lugar. Um dos games do Facebook, por exemplo, já atingiu a marca de 10 milhões de jogadores”, diz Anderson. Ele vai explicar como esta onda começou e quer, junto à plateia, debater sobre o que podemos esperar desta área no futuro próximo.

A entrada é gratuita e haverá tradução simultânea. Os interessados em participar devem enviar uma mensagem para o e-mail descolagem@oi.com.br, com o título “Quero Participar” e no corpo da mensagem informar nome, idade e ocupação. O NAVE fica localizado na Rua Uruguai, 204 – Tijuca.

A 5ª edição do Descolagem faz parte das atividades do SBGames 2009, que será realizado de 4 a 10 de outubro na PUC-Rio.

Crianças e jovens escolhem o herói da década

Quem é o herói dos direitos da criança da década? A resposta será dada este ano, no dia 20 de novembro, pelas próprias crianças, aproximadamente 23 milhões de estudantes, de 52 mil escolas de 99 países, por meio de uma votação mundial. A iniciativa é do Prêmio das Crianças do Mundo pelos Direitos da Criança, criado pela associação sueca Childrens World, que completa dez anos de existência. A votação vai até o dia 25 de outubro.

Os indicados são os premiados dos nove anos anteriores, como Nelson Mandela, eleito em 2005, e a adolescente Somaly Mam, do Camboja, eleita em 2008. O objetivo da votação é fortalecer a voz de crianças e adolescentes, além de promover seus direitos e o intercâmbio humanitário de diferentes culturas. Para apoiar a iniciativa, as TVs Cultura e Rá Tim Bum estão veiculando, na grade da programação, vídeos sobre o prêmio e sobre os 13 indicados.  Assista aos vídeos

No Brasil, já participam da eleição cerca de 130 mil crianças e adolescentes. Os interessados em participar devem ter entre 10 e 17 anos. Para votar é preciso que a escola das crianças e jovens cadastre-se no site da instituição.

Confira os indicados à Herói da Década

– Iqbal Masih, Paquistão (póstumo)
Iqbal foi uma criança escrava por dívida de uma fábrica de tapetes. Quando ele foi libertado, lutou pelos direitos das crianças escravas por dívida. Iqbal foi assassinado no dia 16 de Abril de 1995.

– Asfaw Yemiru, Etiópia
Asfaw era uma criança de rua aos 9 anos. Aos 14 anos, abriu sua primeira escola para crianças de rua debaixo de uma árvore de carvalho. Desde então, ele devota sua vida há quase 50 anos para oferecer às crianças mais vulneráveis da Etiópia uma chance de ir à escola.

– Nkosi Johnson, África do Sul (póstumo)
Nkosi nasceu com HIV. Ele lutou pelos direitos das crianças que sofrem com o HIV/AIDS até sua morte aos 12 anos de idade.

– Maiti Nepal
Maiti luta contra o tráfico de meninas pobres do Nepal para a Índia, onde elas são forçadas a trabalhar como escravas sexuais em bordéis, e que reabilita meninas vítimas deste tráfico.

– Maggy Barankitse, Burundi
Maggy salvou dezenas de milhares de crianças órfãs da guerra que devastou o Burundi, e ofereceu a elas um lar, amor e acesso à escola, nos últimos 15 anos.

– James Aguer, Sudão
James libertou milhares de crianças sequestradas e vítimas do trabalho escravo no Sudão nos últimos 20 anos.  James já foi preso 33 vezes e quatro de seus colegas foram assassinados.

– Prateep Ungsongtham Hata, Tailândia
Prateep foi uma criança trabalhadora aos 10 anos. Desde que abriu sua primeira escola aos 16 anos, ela se dedica há quase 40 anos à luta para oferecer às crianças mais necessitadas a chance de ir à escola.

– Dunga Mothers, Quênia
Vinte mães no Quênia lutam há 12 anos pelos direitos das crianças órfãs da AIDS de frequentarem a escola, terem uma casa, alimentação, amor e seus próprios direitos respeitados.

– Nelson Mandela, África do Sul / Graça Machel, Moçambique
Mandela pela sua vida de luta pelos direitos iguais para todas as crianças da África do Sul e seu trabalho em defesa dos direitos das crianças. Machel pelos seus 25 anos de luta pelos direitos das crianças vulneráveis de Moçambique, em especial pelos direitos das meninas.

– Craig Kielburger, Canadá
Craig fundou a organização “Free the Children” aos 12 anos. Ele luta pelo direito das crianças e adolescentes de serem ouvidos e para libertar crianças da pobreza e de violações aos seus direitos.

– AOCM, Ruanda
AOCM reúne 6000 pessoas órfãs vítimas do genocídio em Ruanda, que ajudam umas as outras a sobreviver, compartilhando comida, roupas, educação, um lar, cuidados com a saúde e amor.

– Betty Makoni, Zimbabwe
Por meio da Girl Child Network, Betty encoraja meninas à reinvidicarem seus direitos, apóia aquelas expostas ao abuso e protege outras do casamento forçado, do tráfico e da exploração sexual.

– Somaly Mam, Camboja
Somaly, que após ter sido uma escrava sexual quando criança se dedica há 13 anos a libertar meninas da escravidão sexual, e oferece à elas reabilitação e educação. Ela foi punida pelo trabalho que realiza quando sua filha de 14 anos foi seqüestrada, drogada, estuprada e vendida para um bordel.

planetapontocom comemora cinco anos

São muitas as atribuições da escola dos nossos dias e cada vez mais a comunicação é um dos pilares essenciais para o seu pleno desenvolvimento. Há quinze anos, um grupo de especialistas ligado à área da educação e da própria comunicação vinha pesquisando e produzindo uma série de estudos com vistas à melhoria da qualidade da educação pública brasileira na sociedade da informação. De diferentes formações, lugares e olhares, o grupo se encontrou, fundou e constituiu o planetapontocom.

evento comemora os cinco anos

O objetivo de contribuir para a reformulação da escola pública sob o ponto de vista da comunicação é nobre, mas nem um pouco fácil. Exige pesquisa, estudo, dedicação, investimento e, acima de tudo, profissionais engajados e comprometidos com a proposta.

Em apenas cinco anos, ousamos. Desenvolvemos uma metodologia própria de trabalho que converge e maximiza a mídia em favor das práticas pedagógicas e do cotidiano do universo de professores e alunos. Criamos uma proposta teórica e prática para o conceito de mídiaeducação, que, hoje, se configura em um novo campo de conhecimento da academia e objeto de políticas públicas consequentes.

Em apenas cinco anos, produzimos. De um projeto piloto em uma escola pública do Rio de Janeiro, nossa equipe resgatou a história comunicação, capacitou professores a distância, disseminou informações e conhecimentos com a publicação de livros, implantou cursos e oficinas e desenvolveu conteúdos em diversas mídias.

Em apenas cinco anos, crescemos. Com metodologias e projetos, estabelecemos uma série de importantes parcerias que nos ensinam cada vez mais. Com Unicef, desenvolvemos um projeto de capacitação dos conselheiros escolares. Com o Instituto OI Futuro, o planetapontocom participa da proposta pedagógica de um dos programas mais inovadores do Ensino Médio público do país: NAVE – Núcleo Avançando de Educação. Isso sem falar nos trabalhos em conjunto com o Discovery Channel, IBM, InfoGlobo, BandNews, Escola Viva de São Paulo e editoras Duetto, Segmento e Moderna.

Em apenas cinco anos, aprendemos. Aprendemos com nossos erros e acertos. Aprendemos com nossos parceiros. E, sim, com os nossos principais interlocutores: professores e alunos. Aprendemos também a trabalhar, internamente, com uma equipe multiprofissional num ambiente colaborativo, onde cada integrante é parte de todo o trabalho. Em reuniões semanais, trocamos ideias, sugestões, desafios e questionamentos. O trabalho em equipe é ponto de partida e chegada de todas as ações e frutos do planetapontocom.

Em apenas cinco anos, queremos mais. Acreditamos no trabalho colaborativo e dinâmico. Acreditamos nas alianças assumidas por governos, instituições, escolas e sociedade. Acreditamos na união de forças. E acreditamos na potencialidade da midiaeducação para a constituição de uma escola pública de qualidade, construtiva, autônoma, crítica, consciente e consequente.

Educar é o meio.
Este é o compromisso do planetapontocom

Silvana Gontijo
Idealizadora e coordenadora do planetapontocom

Universidade cria jogo interativo e gratuito para sala de aula

Projeto: Città
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Localização: Rio Grande do Sul

A criação de maquetes sempre foi uma atividade divertida e eficaz no ensino. Mas um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desenvolveu um sistema que pode tornar esse uso mais tecnológico e atrativo na sala de aula. É o Città, do Projeto Civitas, um jogo elaborado para alunos do 3º e 4º ano de escolas do interior do Rio Grande do Sul, que utiliza software livre.

“O jogo é um programa de computador que permite a construção de ruas e edificações em um plano tridimensional. Posteriormente são agregadas outras funcionalidades, como alertas ecológicos”, explica Daniel Nehme Muller, um dos desenvolvedores. O projeto foi levado para 20 escolas de quatro municípios gaúchos: Sobradinho, Venâncio Aires, Mato Leão e Cruzeiro do Sul.

Uma das usuárias do programa, a professora Fabiana Chagas, diz que o jogo auxilia no desenvolvimento da ética, da cidadania, além da criatividade. “Unimos o lúdico à tecnologia para trabalhar melhor com os alunos. Muitos se sentiam isolados e agora interagem com o restante da turma para administrar as cidades que constroem”, afirma.

Segundo Fabiana, ela não apenas ensina como também aprende muito com os trabalhos e com as reações dos alunos nas atividades “virtuais”. Para a professora, a grande vantagem do desenvolvimento de um software livre está no acesso. “Seria difícil essas crianças terem acesso a esse tipo de atividade. A grande maioria sequer tem computador em casa. Da forma como foi desenvolvido, eles trabalham em conjunto, aprendem e também ensinam”, avalia.

O pesquisador Márcio André Rodrigues Martins trabalha na capacitação dos professores que atuam com o Città. Para ele, o jogo traz novas possibilidades para a educação. “Os educadores podem trabalhar a estética e a filosofia com os alunos na concepção da cidade. Eles aprendem desde cedo a construir conhecimentos voltados para conteúdos científicos, aprendem mais sobre a linguagem tecnológica e trabalham princípios de sustentabilidade”, destaca.

Faça o download do jogo

Conheça a proposta de criação do jogo

Contato – http://www.ufrgs.br/ufrgs/

Fonte – MEC

Filmes sobre infância e adolescência na Mostra Geração

Tudo pronto para a Mostra Geração deste ano, segmento infanto-juvenil do Festival de Cinema do Rio. O evento começa no dia 24 de setembro e vai até o dia 8 de outubro. A coordenação divulgou a relação dos filmes que foram selecionados para a Mostra Geração. Um dos destaques fica por conta do longa O lar das borboletas escuras, produção finlandesa. Confira todos os títulos. Os horários e locais podem ser conferidos no site do festival.

– As aventuras de Gui & Estopa – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

A história de dois produtores inexperientes que decidem fazer uma série de animação chamada As Aventuras de Gui e Estopa. Um dos produtores é estressado e o outro totalmente relaxado. De forma divertida, o público descobre com Stress e Relax como é feito um desenho animado, desde o roteiro até o lançamento nas salas de cinema. Entre uma etapa e outra da produção, Stress e Relax apresentam suas criações. 

– Nossos filhos pontocom – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos
A linguagem usada pelos adolescentes na internet é mostrada por meio da correspondência entre dois jovens que discutem seu relacionamento on-line.

– Kata – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

Quando o circo chega à cidade, Kata, menina trapezista e filha de artistas, começa a frequentar a escola. É recebida com preconceito pelos outros alunos, mas um menino indígena torna-se seu amigo.

– Guido e Gaspar – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

A relação entre dois irmãos que moram e trabalham no campo, com a amizade e os conflitos de interesses reais ou imaginários comuns na infância.

– Gol a gol – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

Gus é o melhor jogador da escola. No seu último dia de colégio, é desafiado pelo irmão menor e deverá escolher entre ganhar o jogo ou perder do irmão. Vencedor do troféu Histórias Curtas para melhor ator coadjuvante.

– As férias do Lord Lucas – Brasil – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

Lucas, um menino de 8 anos, se impressiona com histórias em quadrinhos sobre vampiros. Quando a irmã adolescente aparece com uma marca roxa no pescoço, Lucas resolve agir e acabar com o Vampiro Mestre. Vencedor do troféu Histórias Curtas 2008 nas categorias Melhor Roteiro, Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante, além de ter vencido o prêmio de Melhor Filme na Mostra Internacional de Cinema Infantil de Florianópolis em 2009.

– Valo – Finlândia – 2005
Classificação indicativa – 10 anos

Baseado no diário de infância do artista e filósofo Aleksanteri Ahola-Valo (1900-1997), o filme é ambientado na Finlândia do começo do século XX, quando o país era parte do Império Russo. Aos 8 anos, Valo e o pai seguem exilados para uma aldeia do interior. Lá, o colégio primário é fechado por autoridades que o acusam de subversivo. Motivados pelo desejo de estudar, Valo e seus amigos decidem abrir uma escola. O filme, apoiado pelo Unicef, foi premiado na Mostra Geração 2007 e em cinco festivais internacionais de filmes para o público infanto-juvenil.

– Somos Todos Diferentes – Índia – 2007
Classificação indicativa – 10 anos

Ishaan tem oito anos. É cheio de imaginação e gosta muito de desenhar e brincar. Solitário, tem como amigos os cães e os peixes do aquário. Suas brincadeiras passam por poças d’água e pipas. Ele não presta nenhuma atenção nas aulas. Antes de ser reprovado por preguiça e rebeldia, seus pais o transferem para uma escola interna. Num primeiro momento, o garoto se sente abandonado e sofre com a separação. Mas o professor de arte Nikumbh percebe a existência de um problema e, na busca da solução, devolve a alegria e a auto-confiança de Ishaan. O filme foi aclamado pelo público na Mostra Geração 2008.

– Cadê meu irmão? – Alemanha – 2004
Classificação indicativa – Livre

Não há presente mais desejado pela pequena Marietta, em seu aniversário de dez anos, do que um cãozinho. Mas seus pais não querem saber de um cachorro em casa e a única coisa que ela ganha é uma pedra, presente de um amigo africano. Só que a pedra é mágica e realiza o maior desejo de seu dono. Assim, Marietta acorda no dia seguinte e encontra um cachorrinho, pronto para brincar com ela. Com seus pais viajando e sua avó preocupada com a arrumação da casa, ninguém percebe que Tobias, seu irmão de quatro anos, desapareceu. O filme foi premiado na Mostra Geração 2004.

– O lar das borboletas escuras – Finlândia – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

Na pequena ilha de um lago, existe uma escola para a correção do comportamento de jovens problemáticos. Com 14 anos, Juhani, após pular de um orfanato a outro, é levado para lá numa nova tentativa de (re)educação. Os únicos habitantes da ilha são sete internos adolescentes, o diretor Olavi Harjula com sua família, e Tinny, a responsável pela cozinha e que mantém o espaço em ordem. Isolado do mundo, nesta pequena comunidade de ambiente opressivo, tentando se integrar em meio às situações de conflito, o rapaz tem de lidar com um passado de culpa e de memórias fragmentadas. Baseado na premiada novela homônima da escritora finlandesa Leena Landers.

– Eu sei que você sabe – Reino Unido e Alemanha – 2008
Classificação indicativa – 16 anos

Jamie tem 11 anos e vive com seu pai, Charlie. Os dois são inseparáveis. Com a mudança para um novo endereço, o diálogo que ouve na casa de um conhecido e o aparecimento de uma arma, Jamie suspeita que o pai tenha se tornado um agente secreto britânico. Por ser criança, acredita que pode colaborar com ele em uma nova missão e não levantar suspeitas. Os riscos vão aumentando e a realidade vai se transformando. Pouco a pouco, o menino descobre que para realmente ajudar terá mais dificuldades do que previa.

– Quem tem medo do lobo? – Republica Tcheca – 2008
Classificação indicativa – Livre

Chapeuzinho Vermelho é a personagem favorita de Tereska, que tem seis anos. Nas mais diversas situações, ela se imagina o personagem. Um dia ela percebe que coisas estranhas estão acontecendo. Sua mãe esquece de buscá-la na escola, briga com seu pai e anda sempre com um desconhecido. O que esta acontecendo? As respostas dos adultos são incompreensíveis. Simon, seu melhor amigo, tem uma explicação: sua mãe, na verdade, foi substituída por um alien. Sem compreender o que anda abalando a relação familiar, o lobo da história acaba simbolizando os desafios que Tereska terá de enfrentar.

Quando ignorar é preciso

Por Renato Rocha Souza
Professor da Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG

Where is the life we have lost in living?
Where is the wisdom we have lost in knowledge?
Where is the knowledge we have lost in information?

T. S. Eliot, The rock (1934)

(Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos na informação?)

“Quem lê tanta notícia?”
Caetano Veloso, Alegria, alegria (1968)

Quando a Unesco estabeleceu os pilares fundamentais da educação para o século 21, buscava-se propiciar uma reflexão sobre o fazer pedagógico, de forma a direcionar os esforços para o desenvolvimento de quatro competências fundamentais no aprendiz: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros e aprender a ser.

O que se percebe, entretanto, em um contexto contemporâneo de excedentes informacionais e uma propalada crise nos juízos de valores dos novos aprendizes, é a falta de um quinto pilar: aprender a ignorar. Ao exclamar a frase em epígrafe, vendo a quantidade de publicações exposta em uma banca de revistas, Caetano Veloso nem sonhava que naquele ano estava nascendo a Internet, que viria a mudar nossa relação com a informação.

As redes e tecnologias digitais propiciaram o que vem sendo chamado de “tempos exponenciais”. Os números que refletem a produção atual de registros de informação são alarmantes. Dados estimados sobre a produção mundial de conteúdo digital apontam para a cifra de 281 bilhões de gigabytes gerados apenas no ano de 2007, ou seja, quase 50 gigabytes para cada ser humano vivo. Isto equivale a mais de cinco milhões de vezes o conteúdo de todos os livros já escritos. Supõe-se que o número total de páginas na web seja próximo a um trilhão. E em 2006 estimava-se que havia cerca de seis milhões de vídeos no site YouTube, com taxa de crescimento de 20% ao mês. Comparados com os cerca de 50 milhões de minutos da vida de uma pessoa longeva, já temos hoje seguramente muito mais conteúdo disponível do que um ser humano poderia assistir, se decidisse dedicar toda a sua vida para tal.

Ironicamente, as redes móveis, os dispositivos celulares, os leitores de livros digitais como o Kindle, as bibliotecas digitais e os conceitos emergentes como o de wearable computing tornam cada vez mais fácil consumir informações, embora nossa capacidade de atenção e absorção seja a mesma de sempre. Como apontava T. S. Eliot no início do século passado, não há uma relação direta entre a informação e o conhecimento. Tendo a questão em mente, poderíamos nos perguntar: que conseqüências o excesso de informação traz para o ser humano e, mais propriamente, para o processo de ensino e aprendizagem?

Se pensarmos a relação da sociedade com os estoques de informações disponíveis, há uma inegável democratização do acesso, tanto pela maior disponibilidade dos meios de comunicação e a popularização das tecnologias, quanto pelo alcance a uma gama mais significativa e diversificada da produção cultural da humanidade. Torna-se mais difícil o controle das informações, pois as fontes são tantas e tão variadas que os vieses tornam-se mais explícitos e facilmente contornáveis.

Paradoxalmente, é cada vez mais complexo estabelecer parâmetros para julgamento da qualidade da informação, exatamente porque nenhuma amostra é mais significativa diante do todo. No caso da academia, o trabalho de revisão bibliográfica, fundamental para a pesquisa, está ficando inviável. São necessários recortes explícitos e muitas vezes arbitrários, pois a quantidade de publicações e fontes disponíveis sobre assuntos específicos é freqüentemente intratável. Tanto pior: excetuando estudos em campos de conhecimento mais perenes, como a filosofia, o fenômeno da rápida obsolescência torna o conhecimento produzido cada vez mais datado.

A saúde também tem estudado as conseqüências do excesso da informação e os transtornos físicos e psicológicos decorrentes. Além das bem conhecidas lesões por esforço repetitivo, resultantes do uso excessivo e inadequado de computadores, há hoje uma série de patologias associadas direta ou indiretamente ao fenômeno, como o estresse, a síndrome burnout e alguns casos de depressão, notadamente em crianças superestimuladas. Há situações em que o excesso de estímulos ou a oferta abundante de informações tolhem a capacidade de filtragem e julgamento, fazendo com que a captura do sentido seja prejudicada. E há quem diga que são perceptíveis as mudanças nos comportamentos cognitivos das novas gerações, sendo estas visivelmente mais preparadas para lidar com estímulos simultâneos diversificados, porém dificilmente conseguindo concentrar-se seguidamente em um único deles.

Observando o processo em meus alunos, cunhei, jocosamente, o nome para uma nova doença: Síndrome da Aquisição Desenfreada de Informações, ou simplesmente Sadi. Esta geraria dois grupos distintos de comportamentos, que não raro se manifestam em conjunto: o dos “sádicos” e o dos “masoquistas” informacionais. Os primeiros freqüentemente causam em outros a sensação de que há mais para ler, para atentar, para assistir, para experimentar. Não raro, os professores se encaixam nesta categoria. E os últimos tentam desesperadamente haver-se com a quantidade de referências, fontes, estímulos, sites etc. Não há um só aluno que não se identifique neste último caso. Noto que, na medida em que se torna improvável o aprendizado autônomo pelo excesso de referências e a exigüidade de tempo, este é progressivamente substituído pelos atos de “coleta e organização” de materiais didáticos, num processo que beira o fetiche. Dessa forma, mesmo que não se consiga ler, que não haja tempo para assistir, coletam-se e organizam-se meticulosamente documentos, links, vídeos, apresentações, imagens e gravações em áudio, para consumo em um dia que nunca chegará.

Brincadeiras à parte, é algo para que, como educadores, devemos atentar. O processo de aprendizagem é fruto complexo de, entre outras coisas, aquisição de informações, vivência de experiências, socialização, desenvolvimento de atitudes e experimentação. As novas tecnologias da informação, ao interligar pessoas e recursos, e promover maneiras diversificadas de interação dessas pessoas (e desses recursos), propicia – num alcance inaudito – muitos dos ambientes onde se pode dar a aprendizagem. Há vários exemplos, como as comunidades virtuais de aprendizado, as informações disponibilizadas em bases de dados e bibliotecas digitais, as interações em redes sociais, em ambientes virtuais etc. A Internet tem sido uma janela privilegiada por onde se observam os avanços da ciência, o curso da História e as tendências da sociedade. Pela sua dinâmica democrática e diversificada, é, talvez, o meio menos enviesado para compreendermos o mundo em que vivemos. Por outro lado, a educação em tempos digitais exige novas atitudes, competências e habilidades nos discentes, e o desenvolvimento de visões, metodologias e preocupações por parte dos docentes.

Para evitar a sobrecarga informacional nos aprendizes, há que se estimular a capacidade de distinguir a qualidade, nos excessos e na diversidade, dos recursos disponíveis, e aqueles para os quais se deve dar atenção. Torna-se fundamental não somente confeccionar materiais didáticos, selecionar conteúdos e promover experiências. Devemos ensinar a ignorar seletivamente. Esta talvez seja a grande competência necessária aos profissionais do século 21.

Artigo publicado pela Revista Diversa, da Universidade Federal de Minas Gerais – ano 7, número 16

Parcerias público-privadas na escola: verdades e ilusões

Por Marcus Tavares

As parcerias público-privadas em curso nas escolas municipais da Prefeitura do Rio de Janeiro contribuem para a melhoria efetiva da qualidade da educação pública no município? Em que medida e de que forma? Essas foram as duas perguntas principais que guiaram a pesquisa Parcerias com Escolas Municipais do Rio de Janeiro, promovida pelo Instituto Desiderata. O levantamento, que envolveu um conjunto de 43 escolas e 25 organizações, realizado de janeiro a agosto deste ano, traça uma radiografia de como se dá as atuais parcerias. Conteúdo indispensável de análise e de novos estudos, principalmente em tempos em que a iniciativa privada, é cada vez mais, convocada para participar da gestão pública da educação.

A pesquisa foi realizada em dois momentos. No primeiro, foram analisados 26 projetos desenvolvidos em 43 escolas. Em seguida, foram selecionadas quatro propostas para um estudo mais amplo e profundo.

Os projetos foram indicados pela Secretaria Municipal de Educação e pelas organizações sociais ligadas ao Instituto Desiderata. Os seguintes critérios foram utilizados para selecionar os projetos/escolas: tempo de implementação acima de um ano; existência de um projeto escrito, preferencialmente redigido com a escola; desenvolvimento de processos de monitoramento e avaliação; abrangência dos públicos envolvidos; e objetivos ligados a questões da escolarização formal.

Entre as principais conclusões da pesquisa, já discutidas entre pesquisadores e pesquisados, é que “boa parte das experiências identificadas ainda é incipiente e descolada das necessidades do sistema público de ensino, indicando um longo caminho a percorrer para que as parcerias público-privadas possam de fato contribuir para a melhoria da qualidade da educação no município do Rio de Janeiro”.

Confira, abaixo, os principais pontos do estudo:

– As organizações parceiras nem sempre são vistas como um parceiro da escola, mas, sim, das instâncias superiores, no caso a Secretaria Municipal de Educação e as Coordenadorias Regionais de Educação.

– Na maioria das vezes são os parceiros privados que procuram as escolas. As propostas acabam refletindo o perfil e os interesses dos financiadores. O programa que chega pronto e se mantém sob o controle dos parceiros dificilmente envolve a escola. Em 60% dos casos, analisados na primeira etapa, a escola não participou da elaboração do projeto.

– O projeto de parceria que foca em um determinado tema tem mais chance de se tornar uma referência e produzir um efeito multiplicador sobre a comunidade.

– Muitas vezes o monitoramento dos projetos se resume a uma contagem da frequência dos participantes. A avaliação, realizada pela organização executora do projeto, não é apresentada para a escola, somente para a instituição financiadora.

– Não se verificou correlação significativa entre a existência de parcerias e a melhora dos indicadores educacionais, como a Prova Brasil e o IDEB.

– Justificativas que revelam diferentes perspectivas das escolas em relação às parcerias: 1) diante da carência da rede de ensino, tudo o que for ofertado é bem-vindo; 2) a parceria pode dar visibilidade ao trabalho da escola dentro da rede municipal; 3) a parceria deve se adequar ao projeto da escola e somar esforços.

Leia na íntegra a pesquisa
http://www.desiderata.org.br/docs/pesquisa-parcerias-escolas-municipais-2009.pdf

Jornal e escola: tudo o que você sempre quis saber

revistapontocom conversa com a jornalista Cristiane Parente sobre o papel do jornal na educação 

cris21

Por Marcus Tavares

Pesquisa realizada no ano passado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) destaca que o uso do jornal na sala de aula traz mais benefícios ao sucesso escolar do que se imagina. Melhora nos hábitos de leitura, concentração e disciplina são alguns dos pontos positivos. O estudo foi realizado em sete capitais brasileiras.

Coordenadora executiva do Programa Jornal e Educação da ANJ, Cristiane Parente reforça ainda outro grande valor da interface jornal e escola: “Além do uso do jornal como ferramenta de apoio às disciplinas do currículo escolar e de estímulo à leitura, o jornal também deve ser objeto de estudo. Isso ajuda a formar leitores mais críticos, conscientes de que uma notícia é apenas um ângulo dos muitos possíveis de um fato”, frisa.

Em entrevista à revistapontocom, Cristiane diz como os jornais podem e devem se aproximar dos jovens leitores, analisa os suplementos infanto-juvenis e a transposição do jornal impresso para o meio digital.

Acompanhe:

revistapontocom – O jornal brasileiro se preocupa em atrair a atenção de crianças e jovens?
Cristiane Parente
– Sim, mas enquanto alguns têm tido sucesso e ganhado prêmios internacionais por seus projetos voltados a leitores jovens, como o Zero Hora (RS), outros não têm conseguido sair da preocupação e implementar algo, de fato, que possa atrair esse público. Creio que sem chamar crianças e adolescentes para participarem da construção de qualquer projeto, sem ouvi-los, sem mostrá-los nas páginas dos jornais e dar espaço a eles, fica mais difícil tê-los por perto.

revistapontocom – Então o jornal pode ser um produto voltado para crianças e jovens?
Cristiane Parente
– O jornal não é um produto voltado para o público infanto-juvenil. Na verdade, ele não é voltado especificamente para nenhuma faixa etária. É um produto para todos aqueles que querem ter informação. Mas o público infanto-juvenil pode ter o hábito de leitura de jornal também. Temos visto isso nos programas que envolvem jornal e educação, geralmente desenvolvidos em escolas. Aos poucos, as crianças vão desvendando o jornal, explorando editorias que não são aquelas que os atraíram inicialmente (esportes, suplementos, novelas…), entendendo a importância de serem bem informados, questionando e comparando as notícias com suas realidades. E o que é melhor, com auto-estima elevada, porque passam a ser detentores de informações. Com isso, também se sentem mais seguros para escreverem, serem autores, criarem seus próprios jornais, blogs, fanzines – que é um dos melhores resultados do uso do jornal com esse público.

revistapontocom –  Mas como transformar as crianças e os jovens em leitores de jornal?
Cristiane Parente –
Para a criança ser leitora, é importante o exemplo, o estímulo. Primeiro, em casa. Depois, na escola. Eu diria até que na escola o uso do jornal acaba sendo mais preponderante na formação de leitores, porque é uma aprendizagem compartilhada, um hábito que nasce em grupo, o que é mais prazeroso. No início pode haver certo estranhamento, já que é um formato diferente, grande, com muitas páginas, textos, cadernos. Mas aos poucos crianças e jovens vão entendendo como é o jornal, seus gêneros, editorias e vão começando a criar intimidade com o veículo, com o formato das notícias e seu processo de produção, o contexto em que elas acontecem. A partir daí, quando já conseguem fazer o link de uma notícia com outra, conseguem “navegar” bem pelo jornal, passam a entender o que antes parecia sem sentido. E isso muda a relação desse público com o jornal, seja ele em papel ou digital.

revistapontocom – Mesmo diante das tecnologias interativas e digitais o jornal ainda pode seduzir?
Cristiane Parente
– Creio que sim. Primeiro porque ainda temos uma exclusão digital muito grande e nem todas as crianças têm acesso a essas tecnologias. Depois, porque o manuseio do jornal, o recorte, o compartilhar o jornal com o grupo é fundamental e tem se mostrado uma atividade lúdica. Além disso, eles são estimulados a recriarem o jornal, fazendo jornal mural, fanzines… e tudo isso impresso. Sem falar nas possibilidades que o jornal permite, após sua leitura, para trabalhar a arte. No caso dos jovens, acredito que o apelo do jornal on-line pode ser maior, mas ainda assim, se é uma atividade desenvolvida na escola, junto ao seu grupo, os adolescentes acabam se envolvendo. Desse envolvimento podem nascer jornais estudantis ou escolares ou ainda blogs, o que é extremamente significante, porque estamos trabalhando com a noção de leitores que são, ao mesmo tempo, consumidores e produtores de informação. A leitura do jornal também estimula a autoria.

revistapontocom – De que forma o jornal está presente nas escolas do país? Como ele é trabalhado?
Cristiane Parente –
Muitos professores levam o jornal para sala de aula por intuição mesmo, por acreditar que é uma excelente ferramenta de estímulo à leitura e conhecimento de diferentes tipos de texto, além de levar o mundo pra dentro da escola pelas notícias que publica. No caso do Programa Jornal e Educação, desenvolvido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), e seus associados, os jornais chegam às salas de aula em uma parceria entre as empresas e as escolas (com ou sem patrocínio e/ou apoio de empresas ou órgãos púbicos). Mas projeto vai além disso, porque não basta levar o jornal pra sala de aula e achar que está formando leitores críticos, cidadãos. Em nossas diretrizes, defendemos que cada programa ofereça capacitações, encontros e cursos com os professores e alunos ao longo do ano escolar, visitas de profissionais dos jornais às escolas para bate-papos e realização de oficinas com as crianças (fotografia, charge, jornal escolar), visita dos alunos ao jornal. Além do uso do jornal como ferramenta de apoio às disciplinas do currículo escolar e de estímulo à leitura, o jornal também deve ser objeto de estudo. Como se produz uma notícia? Qual a diferença entre fato e notícia? Como se escolhem as notícias que estarão na capa do jornal? Que fontes são ou devem ser ouvidas na matéria que estou lendo? Que informações existem nas entrelinhas daquela notícia? E o que não é notícia é porque não existiu? Que tipos de texto existem no jornal? Também é interessante a comparação entre jornais e entre jornais impressos e telejornais. Isso ajuda a formar leitores mais críticos, conscientes de que uma notícia é apenas um ângulo dos muitos possíveis de um fato. Essa percepção aumenta ainda mais quando eles são estimulados a produzirem seu próprio jornal. Como trabalham em grupo, precisam respeitar as diferentes visões dos colegas, aprender a editar e debater, entre outras coisas. Também acabam ampliando o vocabulário e preocupam-se com a clareza do texto e a ortografia. Por fim, a auto-estima se eleva, afinal, tornam-se produtores, autores, e não só consumidores de informações. 

revistapontocom – Essas escolas trabalham com os suplementos infanto-juvenis ou com o jornal inteiro?
Cristiane Parente
– Defendemos que o jornal seja trabalhado por inteiro. Claro que dependendo do assunto as crianças vão acabar se interessando mais por uma editoria ou caderno que outros, mas isso é normal, acontece com os adultos também. O trabalho com o jornal inteiro é importante porque tudo está entrelaçado. Há um contexto para que os fatos aconteçam, seja na política ou na economia. E é importante que elas compreendam isso. Além, é claro, de compreenderem a “arquitetura” do jornal, como ele é dividido, que tipos de texto fazem parte do produto.

revistapontocom – Você acha que os suplementos infanto-juvenis atendem realmente aos interesses das crianças e jovens? Eles são, de fato, instigantes e atraentes?
Cristiane Parente –
É difícil generalizar. Na maioria, creio que sim. Mas sinto falta de uma maior participação das crianças no processo de produção desses suplementos. Não é só publicar o texto e a foto delas. O bacana mesmo é convidá-las a participar da produção desses suplementos. O que elas querem ler? O que acham do caderno? Como poderiam melhorá-lo? Criar conselhos de leitores que se reúnam e reflitam sobre o caderno. Fazê-las pensar criticamente sobre ele e agir sobre ele seria um bom exercício para as crianças e, ao mesmo tempo, um exercício de humildade para os editores, que muitas vezes acham que sabem tudo o que é melhor para seu público. Por outro lado, deve haver uma discussão conjunta e as crianças devem ser orientadas, instigadas a refletir sobre o que será publicado, porque o extremo também pode não ser válido, ou seja, colocar tudo do jeito que querem, mesmo que algumas coisas não sejam indicadas.

revistapontocom – Você destacaria algum produto nacional? Algum bom exemplo internacional?
Cristiane Parente
– De forma geral acho que ainda falta uma maior participação das crianças e jovens na criação desses suplementos. Mas temos bons exemplos no Brasil, como a Folhinha, da Folha de S. Paulo. Em termos internacionais cito os jornais “Le Petit Quotidien” e “Mon Quotidien”, da França. São jornais diários voltados apenas para o público infantil, cada um com sua faixa etária definida, e que contam com crianças todas as semanas na redação discutindo as próximas edições, fazendo críticas de livros, jogos, propondo uma ilustração, uma matéria, foto… Quando fui editora de um suplemento infantil, em 98, criei um conselho de leitores formados por crianças de 8 a 10 anos (público do caderno). Nos reuníamos todos os meses na redação do jornal para analisar as edições passadas e pensar nas próximas pautas. Eles também saíam comigo para fazer matérias, entrevistar pessoas, escrever… Passaram a compreender o processo de produção de uma notícia, de um jornal e, ao mesmo tempo, experimentaram a autoria, que para mim é extremamente importante. Não temos que escrever PARA crianças e jovens, mas COM eles.

revistapontocom – Há escolas que já estão trabalhando com o jornal digital em vez do impresso? 
Cristiane Parente
– Essa realidade é mais comum nos EUA. No Brasil, alguns programas estão se preparando para trabalhar de forma conjunta a versão on-line com a versão impressa.

revistapontocom – Você acha que o jornal digital se aproxima mais da criança e do jovem?
Cristiane Parente
– Por enquanto, o que tenho pensado é que se você simplesmente troca o jornal no suporte papel para trabalhar com a versão on-line, aquela em que você passa a página do jornal na tela do computador, há um empobrecimento do trabalho. Por quê? A vantagem da internet é justamente a interatividade, os links, os hipertextos, os blogs, os jogos, a possibilidade de autoria que levam a uma infinidade de possibilidades educativo-culturais. Se você vai para uma tela de computador só virar as páginas de um jornal, acho que perde uma série de vantagens do trabalho olho no olho e, ao mesmo tempo, da interatividade que a internet proporciona. Agora, um jornal que tenha um portal para a escola trabalhar é diferente. Você pode unir a versão impressa ou a versão on-line com o portal cheio de atividades, blogs, possibilidades criativas… Isso é enriquecedor.

revistapontocom – A Associação Nacional de Jornais (ANJ) realizou uma pesquisa nacional sobre as potencialidades do uso do jornal na sala de aula. Quais foram os resultados?
Cristiane Parente –
Verificamos que o uso de jornal em escolas, de forma contínua e coordenado por educadores capacitados para trabalhar com ele, gera os seguintes benefícios: melhora os hábitos de leitura, inclusive de jornal; as notas dos alunos; a assimilação dos conteúdos escolares; amplia o vocabulário e expressão verbal/escrita; a imaginação, interpretação e a criatividade; favorece o trabalho em grupo; o acesso ao jornal para os alunos e seus familiares; a concentração e a disciplina na sala de aula; a aproximação com a família; motiva o aluno a ir para aula; gera impacto positivo em avaliações nacionais e internacionais, como SAEB e PISA; serve de apoio ao livro didático; promove interdisciplinaridade e socialização entre os alunos e professores e uma integração dos alunos com necessidades especiais. Além disso, a partir dos depoimentos dos alunos verificamos como ficaram mais críticos e amadureceram seus argumentos. Não apenas opinam, mas sabem fazer uma crítica. Percebem que seus bairros (no caso de alunos de escolas públicas de bairros pobres) aparecem mais de forma negativa, ligada à violência, do que positiva. A pesquisa foi feita em 2008, pela consultoria John Snow Brasil, que utilizou a metodologia de grupos focais. Tivemos 14 grupos focais, de estudantes e professores, em sete capitais brasileiras (Fortaleza, Recife, Belém, Brasília, Rio, São Paulo e Florianópolis). Esses estudantes e professores pertenciam a escolas atendidas por algum Programa de Jornal e Educação e trabalhavam sistematicamente com jornal na sala de aula.

Uma prova de amor questiona os direitos das crianças

  prova 

Por Marcus Tavares

Dramas no cinema sempre emocionam o público. Dramas que envolvem doença e família nem se falam. O que dizer então de dramas que envolvem doença, família e crianças. Na historiografia recente do cinema, já vi grandes histórias. Cito três: Lado a Lado, onde os filhos têm de lidar com a repentina notícia que sua mãe, que acaba de separar de seu pai, está com câncer terminal;  Óleo de Lorenzo que conta a luta verídica de uma mãe frente à doença terminal de seu filho; e Crianças Invisíveis, que traz a história de uma menina que contrai de seus pais o vírus da Aids.

Mas nada se compara com o filme Uma prova de amor (My Sister’s Keeper), de Nick Cassavetes, que acaba de ser lançado aqui no Brasil. O longa é envolvente, instigante e emocionante. Não há como ficar indiferente à narrativa que se passa na sala escura. Alguns poderão até dizer que a trama é piegas. Não concordo. O roteiro lida, sim, com um enredo que é, por si só, chocante: uma menina, cheia de vida, vítima de câncer (leucemia) e a luta incansável de sua mãe e família pela cura. Mas não é só isso. O filme traz à tona o quanto o ser humano, principalmente na figura materna, aliado hoje às tecnologias e aos avanços da medicina, tenta de todas as maneiras reverter o rumo da história.

Para tentar salvar Kate (a filha com leucemia), Sara (a mãe) resolve – por uma indicação médica – dar à luz a outra menina (Anna), geneticamente criada para salvar a irmã. Anna nasce e é ela que abre o filme, aos 11 anos, dizendo que ela foi, ao contrário de muitos outros nascimentos, planejada e projetada especificamente para um determinado fim: salvar Kate. De cara nos deparamos com um depoimento de uma criança que nos questiona sobre os seus direitos, sobre a sua vida, e sobre o amor de seus pais para com ela.

No desenrolar do filme, descobrimos que Anna, desde os cinco anos, é submetida a uma série de intervenções, inclusive cirúrgicas, para salvar a irmã. No tempo real da história, Anna está prestes a ter que doar um rim, já que o quadro de Kate se deteriora a cada dia. É neste contexto que surpreendentemente vemos Anna procurar um advogado para exigir seus direitos, algo totalmente possível de acontecer, vide os conselhos tutelares.

Ela diz que está cansada de ajudar a irmã. Que nunca – nem sua mãe nem seu pai – lhe pediram autorização para doar sangue, medula ou células. Que ela quer ter o direito de viver bem, sem efeitos colaterais que terá de enfrentar por ter que, agora, doar o rim para a irmã. Afinal, ela é uma criança. Uma criança de direitos.

O argumento de Anna, na sociedade contemporânea que vivemos, é extremamente cabível. Anna, com ajuda do advogado, requer a chamada emancipação médica. Por ser criança de direitos, ela não quer submeter o seu corpo às vontades de seus pais. Anna processa os pais. E, nós observadores, ficamos divididos e angustiados com o drama. Afinal, Anna está errada? Anna é egoísta? Qual é o lugar de Anna na vida de seus pais? Se seus pais defendem Kate, quem defende Anna? Seus pais são culpados?

O drama é construído por uma narrativa envolvente. A história é, na verdade, costurada a partir dos pontos de vista dos principais personagens: Anna, sua mãe Sara, a irmã Kate, o pai Brian e o irmão Jesse. Como observadores, vamos acompanhando como a doença de Kate influencia e transforma o cotidiano de toda aquela família. Somos levados para cenas emocionantes, como o romance de Kate por um outro jovem (Taylor) vítima de câncer, o livro que Kate elabora com as poucas e ricas histórias de sua vida, e o passeio da família à praia.

O processo movido por Anna mexe profundamente com a família. Seu pai Brian se emociona e repensa suas atitudes. Sua mãe, advogada que largou tudo para cuidar de Kate, não entende o desejo de sua filha Anna. Dividida, ela mesmo resolve se defender no tribunal.
A cena que se passa no tribunal é reveladora da cumplicidade dos irmãos – Anna, Kate e Jesse – do sentimento de amizade, de força, de carinho e de superação mesmo na dor. Nesta altura, a história construída cai por terra, mas não tem mais jeito: ela já alcançou seu objetivo.

As cenas que se seguem são de uma sensibilidade tamanha.

Não adianta, não somos super heróis, o que não quer dizer que não somos poderosos, maravilhosos e dignos. A atuação do trio – mãe e filhas – é fenomenal.

Mídia e Educação – reflexões nas páginas do jornal

midiaeed_capaweb1Mídia e Educação – reflexões nas páginas do jornal
Marcus Tavares
Editora Multifoco

Por Silvana Gontijo

O livro do jornalista e educador Marcus Tadeu Tavares é uma preciosidade, para quem acredita ser imprescindível mudar as práticas docentes na era da informação. Uma coleção de artigos publicados no jornal O Dia durante 2006 e 2008 foi reunida nessa edição que revela o olhar acurado de quem transita nos dois mundos e percebe o quanto a mídia e a educação deveriam caminhar juntas e com o mesmo objetivo: formar brasileiros melhores e mais conscientes de seu papel, na construção do país com o qual sonhamos. Tanto os meios de comunicação quanto a escola precisam adequar suas práticas e seus conteúdos a um mundo em mutação cada vez mais veloz. Abrir esse espaço privilegiado na mídia carioca para discutir novas metodologias, relatar experiências exitosas utilizando ferramentas dos meios de comunicação em sala de aula, discutir a comunicação dos diferentes ambientes escolares, propor novas políticas públicas, questionar atuações de gestores, pedagogos e comunicadores e pensar em novos modelos pedagógicos é mais do que uma demonstração de seriedade, trata-se da mais pura generosidade. Tudo isso coube num formato pocket, de diagramação e acabamento simples, elegante e objetivo. É um luxo ter tanta competência no papel de editor da revistapontocom.

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A vida com a TV

8573592478A vida com a TV
Luiz Costa Pereira Junior
Senac Editora

São, em média, quase quatro horas diárias o tempo que o brasileiro passa na frente da televisão. Ela não exige que ele se movimente para isso, nem que seja alfabetizado. Talvez exija de modo sutil que seja submisso, dependente. Que se deixe hipnotizar e aceite o que lhe é servido, reagindo com emoção e sem crítica. Tal é o poder da televisão comercial aberta, a mais vista pelo brasileiro. Há uma evidente vantagem nesse predomínio, que é a convergência da atenção de um povo para uma fonte de entretenimento. Mas que conteúdo essa fonte fornece e o que fazer para melhorá-lo?

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Educação, imagens e mídias

43165Educação, imagens e mídias
Cristina Costa
Editora Cortez

Este livro revela uma profunda convivência com o objeto de análise: a imagem, a comunicação audiovisual e digital no contexto da denominada era da informação. Ao refletir sobre esta nova circunstância histórica, em que os processos de produção e recepção do conhecimento se alteraram profundamente, o livro introduz uma profícua análise das questões educativas, pensadas nos diálogos e mediatizações com as novas tecnologias da informação e da comunicação.

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O que é mídia–educação?

untitled1O que é mídia–educação?
Maria Luiza Belloni
Autores Associados

Coletânea de textos baseados em pesquisas sobre duas vertentes do tema mídia-educação: de um lado, os públicos jovens, as formas como as novas gerações se apropriam das técnicas de informação e comunicação, de outro lado, os modos como a instituição escolar e especialmente os professores vão se apropriando destes instrumentos e os integrando (ou não) ao cotidiano da escola.

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Palavras Meios de Comunicação e Educação

palavras-meiosPalavras Meios de Comunicação e Educação
Adilson Citelli
Editora Cortez

Este livro resulta de rigorosa pesquisa que teve por finalidade analisar questões disciplinares a partir do funcionamento dos livros de ocorrência mais recentemente utilizados por uma escola pública. Assim, procura caracterizar e problematizar o tipo de lógica disciplinar que move tais livros de ocorrências uma lógica que está para além das especificidades desta ou de qualquer escola e articulá-la com um certo tipo de tradição pedagógica, na qual se insere também a predominância de determinados modos de conceber a infância e a disciplina que lhe é necessária. A perspectiva central de análise é a de que a disciplina e a indisciplina são produzidas socialmente e na escola, sendo indissociáveis da lógica que as institui, do conjunto dos elementos definidores do que é necessário ou prejudicial ao seu ordenamento cotidiano.

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A televisão pelo olhar das crianças

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Rosália Duarte (org)
Editora Cortez

As crianças compõem um dos mais expressivos segmentos de espectadores de televisão no Brasil, passado mais de três horas, todos os dias, em contato com essa mídia de que gostam tanto. Tem-se falado e escrito muito a esse respeito, mas tem-se escutado pouco o que as próprias crianças têm a dizer. Este livro convida o leitor a fazer uma inversão de ponto de vista. Traz análises de textos escritos por crianças, nos quais elas expressam suas opiniões, críticas e reflexões sobre o que vêem na televisão. É surpreendente constatar a clareza e a competência com que elas tratam do assunto.

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Por que estudar a mídia?

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Roger Silverstone
Edições Loyola

A centralidade da mídia, de toda mídia, para a experiência humana – da conduta na vida cotidiana ao exercício do poder e à criação de cultura – é inescapável. Vivemos num mundo intensivamente midiatizado. E apesar disso os estudos acadêmicos sobre mídia raramente se tornam acessíveis e relevantes para os muitos que estão fora da limitada esfera dos muros universitários. Eles são não poucas vezes considerados incapazes de nos dizer algo de substantivo sobre o mundo em que vivemos. Escrito em tom de manifesto, “Por que estudar a mídia?”, de Roger Silverstone, traduzido por Milton Camargo Mota, busca definir uma nova agenda intelectual e a importância da mídia para nossa cultura, para nossa sociedade, e a conseqüente necessidade de levar a mídia a sério, como objeto de rigorosa investigação. Simultaneamente humano e humanizador, “Por que estudar a mídia?” tem tudo para ser muito bem aceito por todos os que buscam pensar mais comprometidamente nosso mundo midiatizado.

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Liga, roda, clica: Estudos em mídia, cultura e infância

livro-2Liga, roda, clica: Estudos em mídia, cultura e infância
Monica Fantin e Gilka Girardello (Orgs.)
Editora Papirus

A velocidade das mudanças nos processos e nas tecnologias de comunicação, assim como na subjetividade e na cultura contemporâneas, acarreta desafios tão grandes para quem trabalha com crianças que é freqüente um sentimento de vertigem e desorientação, particularmente entre professores. Este livro leva em conta esse sentimento, reunindo artigos de pesquisadores que há muitos anos investigam possibilidades de crítica e também de construção de alternativas para o campo de cruzamentos entre educação, infância, cultura e comunicação. Entre os temas desenvolvidos estão o papel da memória e das mediações na experiência das crianças com a mídia, a importância da produção cultural infantil nas novas linguagens e a mídia-educação na formação de crianças, jovens e professores. Esses estudos buscam contribuir para uma indispensável redefinição das idéias que temos de escola e de cidadania, e para uma ação educativa e cultural sintonizada com as necessidades das crianças de hoje.

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