Rádio educativo em pauta

Ocorre entre os dias 9 e 12 de agosto, em Fortaleza, o Seminário Latinoamericano Rádio e Educação – Vozes em Sintonia. Promovido pela ONG Catavento Comunicação e Educação, em parceria institucional com a Universidade Federal do Ceará, o seminário vai discutir a temática do rádio educativo a partir de três eixos: Rádio Educativo e Educação, Rádio Educativo e Escola e Rádio Educativo e Mobilização Comunitária. Está confirmada a participação de palestrantes do Equador, Colômbia, Argentina, Venezuela e Brasil. Entre eles, Fernando López, da Associação Latinoamericana de Educação Radiofônica (Aler), Marubi Arcas, do Ministério do Poder Popular para a Educação da Venezuela, Ismar Soares, do Núcleo de Comunicação e Educação (USP), e Cicília Peruzzo, da Universidade Metodista de São Paulo.

A ideia do seminário é realizar um intercâmbio entre as várias experiências desenvolvidas com rádio educativo, possibilitar uma mostra das produções radiofônicas que vêm sendo elaboradas nessas experiências e, ainda, o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre a temática. É também objetivo do evento sensibilizar os gestores públicos para a importância de se fomentar políticas públicas visando à inserção da comunicação nos ambientes educativos. A inscrição para apresentação de trabalhos acadêmicos está aberta.

São convidados a participar professores e pesquisadores de universidades e centros de ensino, estudantes universitários, estudantes de educação básica, educadores, comunicadores, técnicos de organizações que desenvolvem ações de comunicação e educação, gestores públicos e demais interessados na temática.
Informações no site
www.catavento.org.br/seminario2010

Novas ideias para a infância

Giro o Girafo e Onofre são os dois personagens ganhadores do 3º Concurso de Criação de Personagens, promovido pela revista Licensing Brasil. O resultado foi divulgado neste mês, em São Paulo. Os inscritos tiveram que criar um personagem que atendesse aos seguintes critérios: criatividade, maturidade, sofisticação da técnica escolhida, público-alvo, conceito e facilidade para aplicações em diversas plataformas.

Entre os finalistas, foram escolhidos dois vencedores, um para cada categoria (profissional e estudante). O estudante Lucas Pelegrineti Grynszpan recebeu um prêmio de R$ 2 mil pela criação do personagem Giro o Girafo, e o profissional Fabricio Pretti levou R$ 3 mil, com Onofre. O objetivo do concurso é promover a ousadia. De acordo com os organizadores, não há mais espaço para a mesmice na área de personagens/brinquedos para as crianças e os jovens.

Confira as criações:

Giro o Girafo
Público-alvo – crianças dos 8 aos 12 anos
Giro é um girafo cool, estiloso e confiante. Gosta de música e de sair à noite para impressionar as charmosas girafas da selva. Porém, um dia, sem nenhum motivo, um passarinho azul fofo resolveu morar no lombo de Giro, acabando com seu estilo. Mesmo assim, Giro não desiste e continua mantendo a pose.

Onofre
Público-alvo – crianças dos 4 aos 6 anos
Onofre é um porquinho muito fofo e gentil, porém não é lá muito educado. Ele nasceu em um chiqueiro como todos os porcos nascem, por isso cresceu sem muitos modos. Mas com as crianças, ele irá aprender a se comportar nas mais diversas situações do dia a dia. Onofre mostra como as crianças devem ou não se comportar no seu convívio social e familiar.

Os jovens estão realmente desinteressados da política?

O número de eleitores entre 16 e 18 anos diminuiu pela primeira vez em eleições gerais desde o pleito de 1998. Neste ano, 2,391 milhões de jovens com voto facultativo estão registrados, contra 2,566 milhões cadastrados para as eleições de 2006. Trata-se de uma queda de 6,81%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo ainda com o levantamento, entre as eleições presidenciais de 2006 e as municipais de 2008, houve um aumento de quase 14% no eleitorado jovem. O número chegou a 2,923 milhões. Assim, no comparativo com a última eleição realizada no país, a queda da participação de jovens no pleito deste ano chega, na verdade, a 18,2%.

A faixa etária que mais colaborou para a diminuição foi a de jovens de 17 anos, que registrou a pior participação desde 1994, ano no qual, pela primeira vez, o TSE registrou os eleitores por idade nas eleições gerais. Em 2010, 1,1 % do eleitorado está nessa faixa etária, contra 1,34% em 2006, 1,37% em 2002, 1,23% em 1998, e 1,55% em 1994.

O TSE não sabe o que causou a redução. “É difícil estabelecermos o que causou essa diminuição, precisamos fazer um estudo para determinar isso”, disse Sérgio Cardoso, assessor-chefe da corregedoria do tribunal. “O decréscimo não é tão significativo, não parece que é um desinteresse generalizado”, afirmou Giseppe Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE.

Será? A revistapontocom quer saber a sua opinião.
Afinal, os jovens estão realmente desinteressados da política?

O número de jovens eleitores é quatro vezes menor que o de outro grupo de eleitores que também tem voto facultativo: os idosos acima de 70 anos. Neste ano, 6,2% do eleitorado está acima dos 70 (4,6% entre 70 e 79 e 2,32% acima de 79 anos).

Na Índia, computador para estudantes sai por US$ 35

Um dia antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançar oficialmente o Programa Um Computador por Aluno (Prouca), que prevê financiamento de 600 milhões de reais do BNDES e incentivos fiscais para que Estados e municípios possam comprar notebooks a preços mais baixos para uso nas escolas, o governo da Índia divulgou para a imprensa mundial o protótipo de um computado portátil parecido com o tablet da Apple, o iPad. Voltado também para os estudantes, o computador indiano, que permite navegação na internet, vídeo conferências e vem com processador de texto, sairá bem mais em conta, cerca de R$ 62. Pelo Prouca, o computador deverá custar R$ 550.

Diferentemente do Brasil, a Índia investiu em pesquisa e na criação de seu próprio modelo de computador portátil voltado para a educação. O novo tablet foi desenvolvido pelas principais universidades de tecnologia da Índia. O dispositivo não tem disco rígido. Em vez disso, usa um cartão de memória como um telefone celular, podendo inclusive funcionar com energia solar.

O ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos da Índia, Kapil Sibal, afirmou que o governo está procurando um fabricante para o produto. “Agora convidamos indivíduos, empreendedores, firmas e indústrias para produzir o dispositivo a preços mais baratos do que este. Mostramos ao mundo que produzimos um dispositivo mais barato enquanto os preços dos computadores sobem”, disse o ministro ao jornal indiano Economic Times.

Ao revelar o projeto, Sibal afirmou ao jornal que o laptop em formato de prancheta é a resposta indiana aos laptops de US$ 100 (cerca de 176) desenvolvidos pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) nos Estados Unidos – tecnologia que vem servindo de inspiração para muitos projetos brasileiros.

O projeto americano, de 2005, visava distribuir um laptop de US$ 100 para cada criança nos países em desenvolvimento, mas o dispositivo acabou custando o dobro do preço prometido. Em maio deste ano, Nicholas Negroponte, do Media Lab do MIT, anunciou os planos de desenvolver um tablet básico de US$ 99 (R$ 175) por meio de sua organização sem fins lucrativos One Laptop Per Child.

Brasil: 10º lugar em redes sociais

Pesquisa do Ibope e da Worldwide Independent Network of Marketing Research (WIN) revela que o Brasil é o décimo país que mais acessa redes sociais do mundo. Segundo o estudo, 87% dos internautas brasileiros usam sites de relacionamento e 20% da população do país pretende entrar numa rede social em um futuro próximo. Quem lidera o ranking é a Índia. Entre os dez que mais acessam estão: Sérvia, Coreia do Sul, Rússia, Espanha, China, Turquia, Romênia e Itália.

O levantamento mostrou também que 75% dos acessos a redes sociais no Brasil são feitos por razões pessoais, enquanto apenas 25% são realizados por motivos relacionados a trabalho. De acordo com o relatório, o uso pessoal dos sites de relacionamento é feito por 83% dos internautas brasileiros, enquanto que a utilização profissional destes meios é realizada por 33% dos usuários de internet do país.

Mas, afinal, você sabe o que são redes sociais?

Confira o vídeo feito pela Agência Click, que traz outros dados do perfil do brasileiros:

Em defesa do computador na mão do aluno

“Da mesma maneira que não se questiona o papel alfabetizador da escola, não podemos mais abrir mão da presença dos computadores na rotina escolar”, Denise Vilardo

Por Marcus Tavares

Para quem ainda tem dúvidas sobre a importância de os alunos estarem munidos, em sala de aula, de computadores conectados à internet, Denise Vilardo destaca: “O sucesso escolar não depende das máquinas, mas certamente o uso que se fará delas nos trará inúmeras possibilidades de novos conhecimentos, de circulação de informação mais atualizada e de uma ressignificação da aprendizagem com mais sentido”.

Professora e supervisora escolar da Secretaria Municipal de Educação do Rio e coordenadora pedagógica do Colégio Graham Bell, Denise Vilardo é uma das defensoras do Programa Um Computador por Aluno, que funciona como um projeto piloto do Governo Federal em algumas cidades do país há pelos menos três anos e que acaba de ser lançado oficialmente, como programa, de fato, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Denise conhece o assunto. É dela a iniciativa de promover o chamado Encontro sobre Laptop na Educação. Já foram realizadas duas edições. A terceira está prevista para setembro ou outubro deste ano. Aberto a todos os interessados, o encontro tem um único objetivo: socializar as informações sobre o projeto.

Acompanhe a entrevista que a professora concedeu à revistapontocom:

revistapontocom – A senhora acha que demorou muito para que o Programa Um Computador por Aluno, de fato, saísse do papel?
Denise Vilardo
– O UCA (Um Computador por Aluno) já saiu do papel há pelo menos três anos. Ele tem sido implementado em algumas escolas brasileiras que formaram o projeto piloto. O PROUCA (Programa Um Computador por Aluno) que chega agora – com uma abrangência bem maior – chega com “atraso” para nós, educadores e alunos ansiosos. Do ponto de vista do governo, é o momento possível. A trama burocrática “amarra” os processos, mas também nos dá alguma pista sobre os cuidados e a seriedade dos mesmos.

revistapontocom – Qual a avaliação que a senhora faz do programa nas cidades em que foi implantado como projeto piloto?
Denise Vilardo
– Não tenho muitos dados para responder. Sei que aé orientação contínua aos professores é mais efetiva em alguns locais que em outros. Sei que as questões técnicas tornam-se mais ou menos problemáticas – dependendo da marca do laptop utilizado.

revistapontocom – O programa está, de fato, transformando o dia a dia das escolas? De que forma?
Denise Vilardo
– A rotina escolar é transformada pela presença das próprias máquinas. Cada escola e, às vezes cada segmento dentro da mesma escola, dispõe de dinâmica diferenciada. O que é comum é o interesse despertado nos alunos; a freqüência; a baixa evasão e os currículos se organizando por projetos.

revistapontocom – Aposta-se muito em computadores/internet como forma de promover o tão sonhado sucesso escolar. É indispensável mesmo?
Denise Vilardo
– Apostar em computadores/internet nas escolas, hoje, é indispensável para o desenvolvimento do espaço escolar em todos os aspectos. Da mesma maneira que não se questiona o papel alfabetizador da escola, não podemos mais abrir mão da presença dos computadores na rotina escolar. O sucesso escolar não depende das máquinas, mas certamente o uso que se fará delas nos trará inúmeras possibilidades de novos conhecimentos, de circulação de informação mais atualizada, de uma ressignificação da aprendizagem com mais sentido. A utilização de computadores traz ainda uma visão de atitude que deve ser muito explorada que é a do compartilhamento de ideias, de produção de projetos coletivos, de colaboração entre os diferentes alunos.

revistapontocom – Como funciona o cotidiano da escola que participa do programa? Cada aluno tem o seu laptop? Leva pra casa? Como são dadas as aulas?
Denise Vilardo
– As rotinas são variadas, em função dos planejamentos de trabalho das diferentes escolas. Também variam de acordo com a faixa etária e ano de escolaridade dos alunos. Não há uma receita única. Em algumas escolas, cada aluno tem o seu próprio laptop. Em outras, as máquinas são compartilhadas por dois e até três alunos de turnos diferentes. Os laptops têm permanecido nas escolas. As aulas também não seguem um único modelo de utilização das máquinas. Dependendo dos objetivos que se queira alcançar em uma determinada aula, pode ser utilizado algum software educativo, ou a elaboração de um texto coletivo, num editor de textos compartilhado, ou uma pesquisa na internet, ou a visualização de um filme, uma experiência fotográfica etc

revistapontocom – O que vem dando certo com o programa?
Denise Vilardo
– Creio que a questão do interesse dos alunos pelas aulas é fundamental. A maneira como passam a se relacionar com o conhecimento, com curiosidade e buscando respostas e alternativas e criando novas situações desafiadoras.

revistapontocom – O que não vem dando certo? O que precisa ser revisto?
Denise Vilardo
– As questões que envolvem uma manutenção mais efetiva das máquinas e a conexão com a internet ainda precisam de mais atenção.

revistapontocom – Quando se fala em computador/internet nas escolas públicas… o Brasil não está muito atrasado?
Denise Vilardo
– Está muito atrasado em relação a outros países que também estão trabalhando com a idéia original da OLPC (One Laptop per Child)? Talvez, mas desconheço outro país participante do tamanho e com a complexidade do nosso. Creio que o momento é o que está se apresentando e devemos aproveitá-lo da melhor maneira possível. Para mim, significa acompanhar, divulgar e colaborar à medida em que estamos tendo a oportunidade de testemunhar um momento histórico para a Educação do país.

Mais informações no site: http://www.uca.gov.br/institucional/

E no dia seguinte? O que dizer?

Por Marcus Tavares
Editor da revistapontocom

Vocês se lembram das crianças Gabrielli Eichholz, 1 ano e meio; João Hélio, 6 anos; e Alana Ezequiel, 12 anos? Talvez, não. Mas elas, infelizmente, foram vítimas da violência urbana, assim como o menino Wesley Gilbert Rodrigues de Oliveira, que morreu, recentemente, vítima de uma bala perdida. Wesley estava na sala de aula do Ciep Rubens Gomes, em Barros Filho, na Zona Norte do Rio, quando a Polícia Militar fazia uma operação contra o tráfico de drogas em duas favelas próximas à escola.

Gabrielli, João Hélio, Alana, Wesley…. A cada novo triste episódio, a mídia aborda o assunto, ouvindo as famílias e as autoridades envolvidas. Na TV, na internet, nas rádios e nos jornais, o tema, corriqueiro e chocante, ganha manchetes e análises. Discursos, palavras de ordem, manifestações e um sentimento de intolerância. Mas, aos poucos o assunto vai perdendo espaço. Cai no esquecimento, exceto no cotidiano da família.

Infelizmente, esta é a realidade…

Mas o que será que acontece na escola? Sim, nas escolas onde essas crianças estudam. O que acontece no dia seguinte de uma tragédia? Como explicar para os alunos que seus amigos, que ontem brincavam juntos na sala de aula ou na hora do recreio, foram vítimas de uma bala perdida, de um assassinato cruel e covarde ou de uma violência sexual? Como os professores, que na maior parte das vezes ficam mais tempo com as crianças do que os pais , enfrentam e trabalham os questionamentos, os receios e medos de meninos e meninas?

Talvez, o ato de explicar não seja o mais difícil da história. Afinal, infelizmente, as crianças – queiramos ou não – sabem que a violência faz parte de suas realidades. Está estampada nos noticiários, às vezes, em casa, e, quem diria, nas escolas. Mas deve ser muito duro encarar, abordar e conviver com esse tipo de problema num ambiente historicamente criado pela própria sociedade para constituir conhecimentos e valores – hoje cada vez mais necessários.

Passadas algumas semanas, me pergunto: como deve ser o dia a dia do Ciep Rubens Gomes? Como deve ser o cotidiano da sala de aula onde o Wesley estudava? O que mudou? Como continuar trabalhando como se nada tivesse acontecido?

Já entrevistei alguns professores que vivenciaram estas situações. Eles dizem que, diante destes fatos, sentimentos como solidariedade e compaixão afloram na sala de aula, assim como, de outro lado, preocupação e medo de viver. Sentimentos negativos que acabam tendo que ser trabalhados pelas escolas. Afinal, como constituir conhecimentos e valores numa cidade ameaçadora, onde nem a escola está livre da violência?

É muito triste. Mas enquanto essas sensações – tanto positivas quanto negativas – ainda existirem entre as crianças, menos mal. Pior será o dia em que elas – assim como muitos adultos – considerarem esses episódios normais, banais e mais grave: sem soluções e esperança. Se esse dia chegar, o que fazer? Que valores deverão ser então ensinados?

Em que mundo viveremos?

Para lembrar:

Gabrielli Eichholz – Bebê de um ano e meio, em Santa Catarina, foi levada para um culto de igreja e desapareceu depois de ter sido deixada em uma sala para brincar com outras crianças. Seu corpo foi encontrado no tanque batismal do templo. Um laudo do Instituto Médico-Legal apontou que ela foi violentada e estrangulada.

Alana Ezequiel – Menina de 12 anos foi atingida por uma bala perdida, durante uma operação da polícia no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

João Hélio – Ao serem rendidas por assaltantes, mãe e filha deixam carro, em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio. A mãe tenta tirar seu filho do banco de trás, preso ao cinto de segurança. Não consegue. Um dos assaltantes bate a porta e arranca com o veículo. Menino, de seis anos, fica preso pelo lado de fora do carro e é arrastado por sete quilômetros.

Exercendo a cidadania do voto

Projeto – Eleitor do Futuro
Instituição – Centro de Ensino Fundamental 03 do Riacho Fundo I
Localização – Brasília

Pela primeira vez, os alunos do Centro de Ensino Fundamental 03 do Riacho Fundo I, no Distrito Federal, exerceram um dos mais importantes direitos de um cidadão: o ato de votar. Eles fizeram parte do projeto Eleitor do Futuro, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TER-DF), desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do DF. O projeto tem o objetivo de mostrar aos alunos como é feito o processo eleitoral e conscientizar os jovens sobre a ética, a cidadania e a importância de votar.

Cinco chapas concorreram: Partido Vida e Saúde (PVS), Partido Liberdade, Respeito e Dignidade (PLRD), Partido Esporte e Lazer (PEL), Partido Segurança Pública e Combate à Violência (PSPCV) e Partido Educação, Profissionalização e Cultura (PEPC). Dentre as propostas e temas abordados em cada chapa estão as drogas e a sexualidade na adolescência, a cidadania e os direitos humanos e a importância da educação.

Cada partido teve cinco representantes de diferentes turmas. Durante os quatro meses de preparação para as eleições, os candidatos fizeram campanhas e comícios para apresentação de suas propostas. Além disso, os professores adaptaram os temas trazidos pelos partidos para dentro da sala de aula. Alguns aplicaram redações e questionários, outros decidiram abordar os temas em um formato de debate entre os alunos.

Para as professoras Simone de Barros e Lelis Amaral, o projeto foi importante porque despertou a cidadania nos estudantes. Segundo elas, dessa forma os alunos aprendem desde cedo a exercer o seu papel como cidadãos responsáveis por seus atos e seus direitos. “Com essa visão, o aluno passa a ser um multiplicador”, garantem.

Gênesis Kelvin é candidato pelo PVS, diz que vai votar nas eleições de outubro e garante que o projeto fez parte dessa decisão. Já a candidata pelo PLRD, Sara de Oliveira, garante que aprendeu a votar: “O projeto me deu uma consciência, me fez ver a política de outra forma”.

A orientadora educacional, Tânia Bicho, coordenadora do projeto na escola, explica que o processo de eleição obedeceu as principais regras de uma eleição normal: inscrição das chapas, campanhas, comícios, treinamento de mesários, apuração, divulgação de resultados e diplomação. De acordo com ela, os alunos se empolgaram muito com a ideia. “O projeto superou minhas expectativas, os alunos se engajaram muito. Além disso, eles aprenderam que exercer o papel de cidadão é importante”, diz.

É a primeira vez que o CEF 03 participa de um projeto que envolve todos os alunos. As 15 turmas, entre sexto ao oitavo ano, participaram do processo, e no dia da eleição, em 16 de junho, 339 estudantes votaram na urna eletrônica cedida pelo TRE. No próximo semestre, o partido vencedor exercerá um papel fundamental que é o de colocar em prática as propostas que divulgaram nas campanhas, buscando palestrantes e parcerias com outros órgãos para execução do tema proposto em sua chapa.

Contato – (61) 3901-7955

Fonte – Jornal MEC
Sara Scaringi

Colaboração e interação, novos conceitos de internet

Por Flavia Sbragia
Da equipe do Planetapontocom

Vivemos hoje em um mundo cada vez mais tecnológico em que muitas vezes não compreendemos certos termos que sempre se modificam. Algumas vezes, uma prática já inserida em nosso dia a dia ganha uma nova denominação e nem a notamos. Isso me remete aquele antigo desenho animado, “Os Jetsons”, onde toda a vida da família era tão cheia de inacreditáveis aparatos tecnológicos que ao assisti-los, era difícil crer que se tornariam realidade. Começaremos com a web 2.0.

Web 2.0, o que seria isso? Normalmente seria mais um dos inúmeros nomes indecifráveis do mundo moderno ou língua da internet, mas nem tanto. Simplificando ao máximo e tentando passar para o nosso bom português, basta sabermos que esse é o termo criado para denominar uma segunda geração de serviços e comunidades na rede (web).

Mas o que seria essa segunda geração? É a possibilidade do usuário da rede participar do seu conteúdo, gerando e organizando informações tanto através de conteúdos próprios quanto enriquecendo os já existentes por meio de comentários e avaliações.

Isso já pode ser visto em muitas páginas da internet, onde podemos organizar e personalizar todo o conteúdo das páginas dos sites, tirando e colocando componentes, visando sempre os assuntos que mais nos interessam. Um dos maiores e mais claros exemplos desse fenômeno é a Wikipedia, espécie de enciclopédia colaborativa.

Uma inovação que bem ao estilo dos Jetsons, é uma ferramenta que já pode ser encontrada e utilizada em Florença, capital da Região Toscana, na Itália. Um aplicativo, ou melhor, um programa de computador faz com que o celular, a partir de uma foto, reconheça o local e colete as informações sobre pontos turísticos, dando toda a sua descrição, e também sobre os locais mais próximos, tais como restaurantes, lojas, farmácias, hotéis, mapas, etc. Tudo isso, entre outras possibilidades possíveis navegando na internet pelo telefone. Um guia completo, rico em informações que pode ser adquirido gratuitamente em sites, mas que, infelizmente, atualmente só é compatível com os Iphones, Apple.

Outra interessante relação entre tecnologia e informação, mas tendo a arte como tema, é uma exposição que haverá em Xangai entre junho e julho. Obras-primas de Botticelli, Caravaggio, Ticiano, Leonardo e outros artistas importantes do século XVI, que estão expostas no museu Uffizi, em Florença, poderão ser vistas em nove instalações multimídia, de grande formato com interfaces touch screen. Basta um toque na tela para ver todos os detalhes da obra, muitos até imperceptíveis ao analisarmos a obra no próprio museu.

A tecnologia já está aí, onde menos esperamos e fazendo coisas que nunca imaginamos que um dia iríamos ver. Nos ajudando a compartilhar e complementar informações para que com as quais cada indivíduo possa também crescer como pessoa, estando ele onde estiver.

“Não Bata, Eduque” pode virar lei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na última quarta-feira, uma mensagem apresentando ao Congresso um Projeto de Lei  que visa abolir a prática de castigos corporais contra meninos e meninas. O ato marcará os 20 anos de vigência da lei 8.069, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A proposta foi encaminhada ao governo federal por organizações e pessoas físicas representadas pela Rede Não Bata, Eduque, com o objetivo de suprir lacunas existentes no ECA e criar mecanismos que garantam a integridade física e psicológica de menores.

De acordo com a proposta, a definição de “castigo” passa a ser incluída no artigo 18 do Estatuto como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente”. Aqueles que infringirem a lei podem receber penalidades como advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

“Ninguém quer proibir a mãe de ser mãe, queremos apenas dizer: é possível fazer as coisas de forma diferenciada”, afirmou o presidente Lula no ato da assinatura da mensagem.

Bater para educar?

Os castigos físicos e humilhantes contra crianças e adolescentes são uma prática ainda presente na cultura da maioria dos países do mundo, sendo plenamente aceitos como recurso pedagógico. Em 2006, um estudo realizado pelo especialista Paulo Sérgio Pinheiro, por solicitação do ex-Secretário-Geral da ONU Koffi Anam, mostrou que as próprias crianças consideram a violência uma questão crucial em suas vidas. O trabalho do pesquisador brasileiro, que gerou um relatório com recomendações a todos os países signatários da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Adolescente, ouviu os depoimentos de crianças em todos os continentes. Entre as recomendações está a orientação para que todos os países incorporem em suas legislações nacionais leis que assegurem a proteção de meninos e meninas contra todo e qualquer tipo de violência, mesmo a conhecida como “moderada” e com propósito “educativo”.

Mais recentemente, em abril de 2009, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão da OEA (Organização dos Estados Americanos) confirmou a obrigação de que todos os estados membros proíbam os castigos físicos e humilhantes contra crianças, considerando-os incompatíveis com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e a Declaração Americana de Direitos e Deveres do Homem. Na prática, entretanto, a violência continua presente no cotidiano de crianças e adolescentes de todo o mundo. Apenas 25 países aprovaram leis sobre castigos físicos. Entre eles: Venezuela, Uruguai, Costa Rica, Espanha, Portugal e a pioneira Suécia, onde os castigos corporais e humilhantes contra crianças são proibidos desde 1979.

Rede Não Bata, Eduque

No Brasil, em 2005, foi criada a Rede Não Bata, Eduque, um movimento social formado por instituições e pessoas físicas para mobilizar a sociedade pela erradicação dos castigos físicos e humilhantes no país. Hoje com 300 membros, a Rede trabalha para o fim da prática da violência contra crianças adolescentes seja nos meios familiar, escolar ou comunitário, disseminando um modelo de educação sem uso de violência.

Para Márcia Oliveira, coordenadora da campanha permanente da Rede Não Bata, Eduque, a apresentação do projeto – um dia depois do aniversário de 20 anos do ECA – é um marco dno avanço dnos direitos humanos de crianças e adolescentes, que passam a ser vistos como sujeitos plenos de igual direito a todos os demais integrantes da sociedade. “A iniciativa vai fazer uma interrupção no aprendizado precoce das crianças de que a violência é uma forma legítima de resolver conflitos. A lei está também a serviço da convivência familiar e comunitária mais harmônica”, diz.

Angélica Goulart, da secretaria executiva da Rede, esclarece que a preocupação de que aconteça uma normatização nas relações familiares – que são privadas – não procede. “A criança e o adolescente têm o direito à mesma proteção que os adultos à sua integridade física e psicológica, e esse direito não pode cessar quando se fecha a porta de casa”, lembra. “Trata-se de um grande desafio para todos nós o de buscar formas alternativas para educar, para colocar limites em nossos meninos e meninas sem o uso de violência”, salienta Carlos Zuma, do Instituto Noos e Rede Não Bata, Eduque. E o que se pede agora é que a sociedade entenda que esse momento é uma grande oportunidade de transformação nas práticas naturalizadas e automatizadas de educar.
Saiba mais
Rede Não Bata, Eduque
www.naobataeduque.org.br

Hipertexto e Tecnologias na Educação

Já estão abertas as inscrições da 3ª edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação, promovido pelo Núcleo de Estudos em Hipertexto e Tecnologias na Educação da Universidade Federal de Pernambuco e pela Associação Brasileira de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional (Abehte). Programado para acontecer nos dias 2 e 3 de dezembro, no Centro de Artes e Comunicação da Universidade, o evento abre espaço para apresentação de pesquisas empreendidas em diferentes áreas do conhecimento científico, tendo como eixo central a relação entre Hipertexto e Educação.

O evento também terá como foco a utilização das Redes Sociais, como ferramentas potencializadoras para o ensino e aprendizagem. Dirigido a professores, alunos e pesquisadores em geral, o simpósio vai oferecer conferências, mesas-redondas, sessões de comunicação, além de minicursos e apresentação de pôsteres digitais. Entre os participantes confirmados estão os pesquisadores Antônio Carlos Xavier e Nelly Carvalho (UFPE); Luiz Fernando Gomes (UNISO) e; Ana Elisa Ribeiro (CEFET/MG), entre outros.

As inscrições para apresentação de trabalhos já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, no endereço eletrônico http://www.ufpe.br/nehte/simposio2010. Os interessados podem efetuar a inscrição nas modalidades: sessão de comunicação (professores e estudantes de pós-graduação) e pôsteres (estudantes de graduação). Haverá premiação para o melhor pôster apresentado entre os alunos de graduação.

Como forma de estímulo à divulgação de pesquisas, todos os inscritos que tiverem trabalhos aprovados para o evento estarão automaticamente filiados à Abehte e terão a primeira anuidade subsidiada pelo valor da inscrição no evento. Sócios da Abehte, que efetivaram sua filiação até junho deste ano, terão desconto no valor da inscrição.

Mais informações no site

Brasil: capital mundial da animação

Os números impressionam. São nada menos do que 452 filmes de animação, sendo 108 brasileiros. Assim é a 18ª edição do Anima Mundi, Festival Internacional de Animação que começa neste final de semana.  Trata-se de um dos três maiores eventos de animação mundial e o maior do hemisfério do Sul. Até o dia 25 de julho, o público carioca, além de conferir os vídeos, também poderá participar de debates e oficinas gratuitas. A programação acontecerá em diferentes locais da cidade: Centro Cultural do Banco do Brasil, Casa França-Brasil, Centro Cultural dos Correios, Odeon BR, Oi Futuro e cinemas do Arteplex. Confira a programação

– Os bastidores do Bob Esponja

A edição 2010 do Anima Mundi vai trazer ao Brasil Stephen Hillenburg, criador do personagem-fenômeno Bob Esponja, exibido em dezenas de países e responsável por movimentar milhões de dólares com direitos e licenciamentos mundo afora. Ele contará um pouco da história da animação – criada de forma despretensiosa por ele, um ex-professor de Biologia Marinha – e exibirá vídeos exclusivos do personagem.

Jordi Grangel, co-diretor do estúdio Grangel, em Barcelona, dará uma Master Class sobre a criação de personagens, adereços, figurinos, cenários e esculturas de um de seus trabalhos mais celebrados, o longa ‘A Noiva Cadáver’, dirigido pelo americano Tim Burton.
O técnico de som canadense Andy Malcom da Foot Steps Studios vai dividir com o público brasileiro as suas quatro décadas de experiência demonstrando o processo de criação de sonoplastia para uma animação.

Já o brasileiro Guilherme Marcondes, diretor do bem-sucedido ‘Tyger’, sucesso na edição 2006 do festival, completa a trinca de ‘professores’ da Master Class. Informações sobre os encontros

Participe do Júri do Anima Mundi Web & Cel

Foram selecionadas 20 produções internacionais. Você internauta assiste aos vídeos pela internet, se cadastra e participa da votação do Júri Popular. Há duas categorias: 18 anos e tema geral. Confira a relação dos finalistas:

– E se tivéssemos 18 anos?
Jorge Gomes Lima Junior
2010 / Brasil
Cansados de suas rotinas, um garoto e seu avô decidem viver o sonho de ter 18 anos.

– Dingbats
Henrique Moraes Kopke
2010 / Brasil
Diversas combinações de tipografia Dingbat escrevem a frase “Uma imagem muda o mundo” através da animação.

– Dia de Festa
Diego da Rocha Rangel Pinheiro
2010 / Brasil nos
Um jovem foge de seu aniversário, rouba o carro do pai e resolve curtir a noite sozinho…

– E agora o que nois ramú cumê?
Daniel Luiz dos S. Batista
2010 / Brasil
Zé é um nordestino comum com três filhos e uma mulher furiosa (e um cachorro…) que necessitam comer.

– >18
Thiago Calçado
2010 / Brasil
Situações constrangedoras no cotidiano de um menor.

– Meu diário
Rogério Marques de Godoy
2010 / Brasil
Fazer 18 nem sempre traz a liberdade tão sonhada…

– É Big, É Big, É Boom!
Cleiton C. de Oliveira; Ena Caren Lima Neiva
2010 / Brasil
Um garoto ganha um presente mágico ao fazer 10 anos. Mas sua alegria dura pouco quando a situação perde o controle.

– Respiro
Kartika Mediani
2010 / Estados Unidos
Metáfora para várias questões da vida, e como diferentes circunstâncias afetam nossas memórias e emoções.

– De um coração para o outro
Candy Kugel; Vincent Cafarelli
2010 / Estados Unidos
Um hino para pessoas com Afasia (inabilidade para usar a linguagem depois de um trauma cerebral, como um derrame).

– Europa Colorida
Peter Vadocz
2010 / Hungria
Ao andar pelas ruas, as bandeiras do países europeus aparecem em quase tudo para o que olhamos.

– Esse Beijo tem Manha
Melanie Beisswenger
2010 / Alemanha; Singapura
Uma princesa em busca do príncipe encantado dá chances aos candidatos mais estranhos…

– Banheiros e Paixões
Éverton Francisco Rosa
2010 / Brasil
O símbolo masculino na porta do banheiro resolve se aventurar até o toalete feminino…

– dEVOLUÇÃO
Candy Kugel
2010 / Estados Unidos
Guerra, poluição de recursos naturais e violência revertem o progresso para a decadência – e não evolução.

– Espera Palpitante
Ji-Suk Jung
2010 / Coreia do Sul
Homenagem a uma cantora de blues e jazz que deixou sua cidade natal.

– Kochwurst
Sérgio Eduardo Buzetti Dumont
2010 / Brasil
Kochwurst é um típico prato da cozinha alemã que 3 porquinhos em breve irão conhecer.

– Máquina Labirinto
Omar Alonso
2010 / Colômbia; Espanha
Um percurso por dentro de um labirinto

– Confronto Final
Lucas Eduardo Nascimento
2010 / Brasil
Nada pode interromper a luta final da guerra nas estrelas…

– Constelação
Dimitri Kozma
2010 / Canadá
Um triste conto sobre o amor, solidão, vida e morte.

– 1.8 – O Filme
Lin Marx; Lin Marx; Lin Marx
2010 / Brasil
Ele queria ter 18 para ser adulto e dirigir um carro. Mas ao crescer descobriu… um pesadelo.

– O Colecionador
Dimitri Kozma
2010 / Canadá
Um estranho homem e sua bizarra coleção.

Cinema de arquivo: inscrições abertas

Revisitar a História da Música Brasileira por meio da sétima arte. Esta é a proposta da 9ª edição do Festival  Internacional de Cinema de Arquivo (ReCine), promovido pelo Arquivo Nacional. De 13 a 17 de setembro, o evento vai exibir e debater a música produzida para o cinema e os filmes que falam de música. O objetivo principal é levar o público a entender um pouco mais da trajetória da MPB – numa linha histórica que vai do século XVI até o início do XXI.

“A história da música no Brasil faz parte de uma monumental obra em construção – do incrível encontro do indígena com o europeu, e, em seguida, o africano. A contribuição da música sacra, os estilos europeus dos salões nobres, os batuques africanos, enfim, uma trajetória extraordinária e empolgante da música nacional, que se consolidou em realidade a partir da primeira gravação em disco, ficando armazenada na memória de pessoas que cantarolam preciosidades, talvez sem saber que estão trazendo à tona a história de uma nação”, destacam os coordenadores do Festival.

Aberto ao público em geral e gratuito, o evento contará com mostra competitiva cinematográfica, exposição, debates, palestras e uma oficina, destinada a dez alunos interessados no tema. Durante as aulas, os estudantes terão acesso ao acervo do Arquivo Nacional que está em domínio público. Os estudantes terão que produzir um vídeo de curta metragem com tema livre e duração média de cinco minutos. O principal objetivo é oferecer uma chance a quem deseja produzir um vídeo, principalmente aos iniciantes, de colocar toda a sua criatividade em um produto que tem como base as imagens de acervos históricos.

Os interessados em participar da oficina têm até o dia 27 de julho para se inscreverem no site do festival. De acordo com a programação, na primeira semana, os alunos terão um curso teórico sobre as diversas modalidades do documentário brasileiro contemporâneo, incluindo os filmes que utilizam imagens de arquivo em suas narrativas. Na segunda semana, a prática será a tônica, terá chegado o momento de elaborar roteiros, fazer a edição, sonorização e finalização.

Os filmes produzidos pela oficina são parte integrante da Mostra Competitiva do evento, concorrendo aos prêmios de melhor filme de curta metragem segundo o júri popular, melhor curta-metragem, melhor direção de curta-metragem, melhor roteiro, melhor edição de imagem, melhor contribuição à linguagem cinematográfica, melhor concepção sonora e melhor pesquisa.

Clique aqui e faça a inscrição
http://www.recine.com.br/2010/inscricao_oficina.php

Pais, crianças e internet: uma relação delicada

 

Você acha que seus filhos passam tempo demais online? Você sabia, por exemplo, que as crianças brasileiras são as que mais ficam online, passando em média 18,3 horas online por semana? Você se preocupa com o fato de eles verem imagens violentas ou indecentes e bater-papo com estranhos? Você teme que eles se encontrem com alguém que conheceram online? Em caso afirmativo, você não está sozinho. Bem, pelo menos, é o que revela pesquisa realizada pela empresa Norton Online.

Mais de 7.000 adultos e 2.800 crianças e adolescentes, com idades entre 8 e 17 anos, em 14 países, participaram do estudo. O objetivo era examinar o comportamento e a experiência online das crianças e adolescentes em comparação com o conhecimento e entendimento dos mesmos pelos pais. O relatório destaca os principais contrastes e desconexões entre os pais e seus filhos e oferece conselhos e orientação para os pais sobre como preencher as lacunas.

Clique aqui e confira a pesquisa na íntegra

O levantamento constata que as crianças estão passando cada vez mais tempo online, e de maneira geral, os pais estão cientes disso e têm uma boa ideia das principais atividades que seus filhos realizam online. Os pais estão preocupados se seus filhos estão acessando material impróprio ou distribuindo informações pessoais on-line, mas ainda subestimam o quanto seus filhos baixam jogos, músicas e vídeos pela internet. Essas são atividades-chave que podem expor as crianças a conteúdo inadequado e incentivá-las a divulgar seus detalhes pessoais.

A boa notícia é que as crianças querem, de fato, um envolvimento maior de seus pais em suas vidas on-line. A maioria afirma que gostariam de conversar com seus pais, pedindo ajuda e conselhos quando as coisas dão errado.

”Como uma consultora profissional em segurança na internet, até mesmo eu me surpreendi com algumas das constatações nesse novo relatório. Os pais realmente se preocupam com predadores, mas parecem negligenciar ameaças mais comuns, como o cyberbullying. E mais da metade de todas as famílias está se colocando em situação de risco uma vez que os filhos estão realizando download sem qualquer controle. A tecnologia é parte da solução, mas grande parte dela envolve um bom controle dos pais.A maneira singular mais eficaz de ajudar a manter seus filhos seguros online é manter um diálogo constante com eles. Há muitas coisas que podemos fazer para assegurar que nossos filhos tenham uma experiência positiva online. Esse relatório nos mostra onde devemos focar os nossos esforços imediatamente”, afirma Marian Merritt, conselheira de segurança na internet.

O que as crianças fazem online
83% – jogam
73% – navegam pela internet
71% – fazem tarefas escolares
67% – conversam com os amigos

Dicas para os pais
Os pais podem melhorar as experiências online dos filhos por meio da tecnologia, conversando abertamente sobre os problemas e preparando as crianças para aquilo que podem encontrar online.

– Tecnologia
Os pais devem se certificar de que o software de segurança de internet esteja instalado e que seus filhos saibam verificar o software de segurança de internet e dizer se não está funcionando ou expirou.

Os pais podem verificar que sites seus filhos visitam utilizando o botão de Histórico no seu navegador web e o guia de Busca.

– Conversando
Os pais precisam envolver os filhos na definição das regras familiares. Explicar por que você não quer que seus filhos acessem determinados materiais é mais positivo que simplesmente bloquear sites. Da mesma forma, diga que você se sentiria melhor em monitorar sua atividade do que se intrometer sem discussão. Conversar sobre suas experiências online ajudará as crianças a enxergar o panorama global e como seu comportamento afeta toda a família.

– Dicas de segurança em redes sociais
• Peça às crianças para adicionar apenas os amigos que elas conhecem e para não adicionar ‘amigos de amigos’.
• Faça com que seus filhos o adicionem como um amigo, para que você possa ver quem são os amigos.
• Certifique-se de que seu filho lhe diga se alguém online deseja conhecê-lo pessoalmente.
• Se você concordar que ele se encontre com um colega na vida real, sempre o acompanhe.

– Ouvindo
As crianças precisam saber que podem contar com os pais, que sempre estarão ao seu lado. Portanto, esteja pronto para ouvir, ajudar e dar apoio. Preste atenção nas mudanças de comportamento e incentive seus filhos a conversar.

– Telefones
Os pais também precisam estar cientes dos riscos online apresentados para as crianças, pelo telefone celular. Eles deverão verificar regularmente as faturas telefônicas e atividade da conta e certificar-se de que os telefones sejam deixados e carregados em um recinto familiar, e não levado para os quartos à noite.

Não proibir o acesso
Certifique-se de que as crianças conheçam as consequências de não cumprir as regras familiares, mas
não proíba o acesso a suas tecnologias favoritas. Ao apenas proibir, as crianças tendem a buscar acesso em outro local e ficarem “bravas”.

ECA 20 anos: você conhece o estatuto?

O tão polêmico Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), muitas vezes deixado de lado, acaba de completar 20 anos. Para ratificá-lo mais uma vez, o Portal Pró-Menino criou a Cidade dos Direitos, uma animação que apresenta de maneira lúdica os artigos do ECA. A Cidade foi concebida pelo pedagogo Antônio Carlos Gomes da Costa como uma forma didática de explicar a estrutura e o espírito do Estatuto a partir de uma representação gráfica e lúdica. Confira

Veja também o documentário realizado por jovens da favela da Rocinha, Rio de Janeiro, sobre o estatuto.  Um grupo de estudantes da comunidade entrevistou moradores do local.

Dossiê Educação, Comunicação e Tecnologia

Cerca de 60 professores, pesquisadores e produtores de conteúdo participaram do 3º Fórum de Cinema e Educação, dentro da programação da 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, realizado no último dia 28.Durante o evento, as professoras Monica Fantin e Gilka Girardello, ambas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) lançaram duas publicações: o livro Práticas culturais e consumo de mídia entre crianças e o dossiê Educação, Comunicação e Tecnologia, para a Revista Perspectiva, este com a colaboração também da professora Elisa Quartiero. Para os leitores da revistapontocom, publicamos abaixo os links dos principais artigos do dossiê Educação, Comunicação e Tecnologia.

Boa leitura.

Currículo e “Novas Tecnologias” em tempos de globalização
Fernando Cesar Sossai
Geovana Mendonça Lunardi Mendes
José Augusto Pacheco

Cultura, mídias e identidades na Pós-modernidade
Lidia Miranda Coutinho
Elisa Maria Quartiero

Diante do abismo digital: midiaeducação e mediações culturais
Monica Fantin
Gilka Girardello

MidiaEducação – entre a teoria e a prática
Birgitte Tufte
Ole Christensen

Midiaeducação e pesquisa educativa
Pier Cesare Rivoltella

Ambiente das mídias digitais: reflexões sobre comunicação e Educação
Belarmino Cesar Guimarães da Costa

Professora defende ampliação das formas de avaliar alunos

Em uma sala de aula, algumas dezenas de alunos se debruçam sobre as carteiras. Em cima da mesa, apoiada entre os cotovelos, está a prova. E com uma caneta, que percorre ansiosamente os espaços em branco entre as palavras, estudantes tentam provar seu valor. Mostrar quanto de conhecimento adquiriram nas aulas que assistiram ali mesmo, naquele espaço. Só que o modelo tradicional de avaliação pode ser uma armadilha. Como medir em algumas questões o complexo processo de aprendizado de um estudante?

Quem faz a pergunta é a professora Benigna Maria Freitas Villas Boas. Doutora em educação, ela fala a outros tantos professores que chegaram recentemente à Universidade de Brasília para ensinar o que aprenderam. E avaliar, principalmente pelas provas, o quanto conseguiram ensinar. A necessidade de ampliação do atual modelo de avaliação das instituições de ensino foi o enfoque principal do curso de formação dos novos docentes da Universidade de Brasilia (UnB), realizado na última quinta-feira.

Benigna questiona o uso de provas como único método de avaliação e defende que outras ferramentas, como relatórios e entrevistas, sejam usadas nas salas de aula. Segundo ela, as provas deixam marcas que acompanham o estudante por toda vida acadêmica e profissional. “É muito importante nos questionarmos sobre que marcas queremos que permaneçam em nossos alunos”, provocou.
Ela acredita que a lógica das provas é excludente. Todos são analisados ao mesmo tempo e do mesmo jeito por meio de comparações.
“Professores lotam os anfiteatros com a aplicação de provas. Como saber se aquele horário, aquele momento ou aquele dia é ideal para que cada um mostre o que sabe?”, indaga. A maior valorização dos resultados em detrimento do processo de aprendizagem reduz os espaços de solidariedade e estimula a competição. “O grande negócio é passar de ano. Não é aprender”, sentencia.

A professora mostrou aos docentes depoimentos colhidos de seus alunos sobre a relação deles com as notas e a escola. “Nunca acho que me saí bem em uma avaliação. Percebo isso pelo medo que sinto em fazer um trabalho ou prova. Sempre fico contando os pontos para ver se consegui a média. Acho que isso não é bom”, revela um dos depoimentos. “A escola gostava daqueles que eram estudiosos e pouco questionadores”, conta outra. “Tenho alunos que até hoje têm dor de barriga na véspera de uma prova. Como isso pode ser bom?”, questionou Benigna.

Uma reinvenção do atual modelo é a proposta da professora. A avaliação formativa analisa o que o estudante aprendeu e o que não foi assimilado, mas não interrompe o processo de aprendizagem. “Devem ser proporcionados meios para que o aluno aprenda”. Além da prova, outros procedimentos como relatórios, portfólios, entrevistas e auto-avaliações devem ser adotados. O feedback dos professores também é importante nesse processo. “Se não houver retorno das atividades, o momento de aprender passa”, afirma.

A professora explica que os alunos precisam ser preparados para atuarem de acordo com esse novo modelo. “Toda formação deles foi baseada em notas”, diz. De acordo com ela, a aplicação desse processo de avaliação precisa ser feito em parceira com alunos e professores. “Os docentes não conseguem fazer isso sozinhos. Eles podem elaborar esses critérios com os alunos”.

Fonte – UnB

Midiaeducação, ciência e inovação

Entrevista exclusiva com Ildeu de Castro Moreira, diretor do Departamento de Popularização e Difusão de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Equipe revistapontocom

Logo após a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em maio passado em Brasília, um dos coordenadores do evento, o físico e professor Ildeu de Castro Moreira, visitou, no Rio, a sede do planetapontocom. Depois de conhecer o trabalho desenvolvido pela instituição, Ildeu concedeu uma entrevista exclusiva à revistapontocom.

O professor falou sobre os bastidores do encontro, ressaltou a importância da diversidade de saberes e da sociedade não acadêmica no processo de construção da ciência. Destacou o trabalho dos cerca de 400 Centros Vocacionais Tecnológicos e a responsabilidade de escolas e universidades investirem na constituição de crianças e jovens curiosos e inovadores.  E ainda ratificou o pouco espaço que a ciência ocupa na mídia brasileira.

Confira a entrevista:

Robô infantil: você ainda vai ter um?

Ficção científica? Que nada. Tudo é invenção humana mesmo. E o mais interessante é que cada vez mais a robótica está ligada ao universo infantil. Pelo menos, no Japão. Veja estes dois exemplos: estudantes da Universidade de Tsukuba criaram um robô com a aparência de bebê para encorajar os casais a terem filhos e pesquisadores da Universidade de Tóquio projetaram  um bebê robô para compreender melhor como crianças se desenvolvem.

Assista ao vídeos produzidos pela BBC Brasil:

Veja mais vídeos sobre o robô Noby:

Escolas públicas recebem histórias em quadrinhos sobre sexualidade

Uma linguagem visual e moderna para tratar de assuntos pertinentes à juventude e relacionados à aids e ao preconceito contra quem vive com HIV/aids. Essa é a proposta de uma série de histórias em quadrinhos de educação em sexualidade para estudantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), que foi lançada no mês passado, em Brasília. A publicação vai ser enviada às escolas públicas que fazem parte do programa.

As histórias abordam questões como adolescência, gênero, diversidade sexual, direitos sexuais e reprodutivos e viver e conviver com HIV/aids. Desenhistas renomados como o brasileiro Eddy Barrows, atual desenhista do Superman (DC Comics) ilustraram as revistinhas. Eddy já emprestou os traços para Lanterna Verde e Spawn. Ilustrações de Júlia Bax, Edh Muller e Yure Garfunkel também podem ser vistas nas publicações.

Um guia para utilização em sala de aula pelo professor e um CD-ROM complementar (com jogos, perfil dos ilustradores, wallpapers e idéias de aplicação do material em sala de aula) vão auxiliar nos debates. A ideia é que o material ajude docentes e estudantes a refletir, aprender e criticar de forma divertida dilemas da juventude relacionados ao uso de álcool e outras drogas, além do enfrentamento de estigmas e preconceitos.

Conheça o conteúdo de cada história:

História 1

História 2

História 3

História 4

História 5

História 6