Governo federal financia feira de ciência escolar

Atenção diretores e professores: se sua escola pretende desenvolver uma feira de ciências ou uma mostra científica, não percam tempo. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, por meio dos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, vai financiar boas propostas. O investimento é de mais de R$ 7 milhões. Os interessados têm até o dia 8 de novembro para preencher o formulário e enviar seus respectivos projetos.

De acordo com Maria Ângela Cunico, coordenadora-geral do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do CNPq, a iniciativa pretende obter informações sobre limites e possibilidades dos estudantes dos níveis Fundamental e Médio, criar vínculos entre alunos e escolas, além de aproximar a academia dos níveis de ensino, especialmente o público. “Como benefícios adicionais podem ser citados o aperfeiçoamento dos professores de ciências da rede pública, a inclusão social gerada pela difusão do conhecimento, o estímulo ao trabalho em equipe e a opção por carreiras científicas entre os mais jovens”, afirma.

Os principais objetivos são promover a realização de Feiras de Ciências e Mostras Científicas de âmbito nacional, estadual e municipal, como um instrumento para a melhoria dos ensinos fundamental, médio e técnico, além de despertar vocações científico-tecnológicas e identificar jovens talentosos. Dentre outros requisitos, o interessado deve ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes, ser obrigatoriamente o coordenador do projeto e ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto.

Os projetos precisam se enquadrar em uma das três categorias. A Nacional tem valor de até R$ 500 mil e 80 bolsas por proposta; a Estadual/Distrital destina até R$ 240 mil e 20 bolsas por proposta e a Municipal disponibiliza valor de até R$ 55 mil e três bolsas por proposta. Ao todo serão investidos R$ 10,2 milhões.

Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Fundos Setoriais), com R$ 3 milhões; do MEC/SEB, R$ 3 milhões; da Capes, R$ 3 milhões; e do CNPq, R$ 1,2 milhão, com a concessão aproximada de até mil bolsas de Iniciação Científica Júnior.

Os projetos devem ser encaminhados ao CNPq exclusivamente por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas, até 8 de novembro. Os resultados serão conhecidos a partir de novembro próximo e as contratações a partir de dezembro.

Para saber mais consulte o edital

Games em debate no Rio e em Madrid

Os jogos eletrônicos estão definitivamente na moda. Do telejogo, console de conexões frágeis e pouca definição gráfica em seus jogos, comercializado timidamente a partir de 1977, aos dias de hoje, muito foi aperfeiçoado. Trinta e três anos depois, a realidade é outra. O mercado apresenta uma imensidade de jogos, muitas vezes com cenários dignos de um filme hollywoodiano, com riqueza de detalhes e definição gráfica impressionantes. Celulares, computadores, internet e consoles de última geração conquistaram a população mundial de todas as idades e, como consequência, os games passaram a adquirir importância em diversos outros segmentos.

No âmbito educacional, por exemplo, professores já estão descobrindo o potencial que esta ferramenta tecnológica apresenta, já que atrai a atenção dos estudantes e, portanto, pode ser muito útil para os educadores associarem aprendizagem e ludicidade. O mercado de trabalho também adotou os profissionais da área de games, e presente e futuro reserva aos trabalhadores deste segmento uma ampla possibilidade de ótimos salários e carreira promissora.

Para quem se interessa sobre o assunto, dois eventos sobre o tema estão programados para os próximos dias. O primeiro, uma série de mesas-redondas, oficinas e palestras com especialistas, acontecerá, entre os dias 35 e 29 deste mês, na Espanha, em Madri, e terá transmissão online diariamente. Trata-se da Semana del Videojuego, com agenda que prevê discussões sobre games, educação e mercado de trabalho. Já o Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital apresenta o terceiro programa TV Web na Cultura Digital, que discute o tema “Games e Jogos Eletrônicos: o que podemos aprender com eles?”.

Acesse o site do evento

Já nos dias 20 e 21 de novembro, acontecerá a 3ª edição da Brasil Game Show, no Rio de Janeiro, evento com aproximadamente 60 expositores que apresentam as mais recentes novidades do mercado de games. A expectativa é receber um público de 20.000 pessoas, que poderá transitar entre ambientes como a Exposição do túnel do tempo dos videogames, palestras com profissionais da área e um palco com atrações musicais. A organização anuncia transmissão online de algumas ações.

Acesse o site do evento
Fonte – Educa Rede

Por um mundo sem preconceito

Projeto – Preconceito e discriminação: passado e presente
Instituição – Escola Municipal Dr. João Alves dos Santos
Localização – Campinas, São Paulo

Reconhecer a diversidade étnica, racial e cultural da sociedade brasileira e identificar, respeitar, criticar e repudiar todas as formas de relações preconceituosas, discriminatórias e excludentes são alguns dos objetivos do projeto desenvolvido na Escola Municipal Dr. João Alves dos Santos, em Campinas, desde 2004. Trata-se do projeto Preconceito e discriminação: passado e presente, criado pelo professor de história, Eduardo Benedito Leite de Almeida.

Para Eduardo, a ação educativa é valiosa para a superação do preconceito e da discriminação: “A escola sempre trabalhou por uma cultura de respeito mútuo, respeito às diferenças, compreensão da diversidade étnica, racial, cultural e religiosa”.

De acordo com a diretora da escola, Márcia Maria Gomes Silva, o projeto envolve a participação de todos os professores da instituição.“Professores de diferentes disciplinas, séries, turmas e períodos incorporaram a temática das relações étnico raciais, história e cultura africana e afro-brasileira nos planejamentos, projetos e ações desenvolvidas”, explica.

Segundo Márcia, a seleção de temas e conteúdos é realizada nos diferentes momentos de planejamento e nas reuniões de trabalho docente coletivo (TDCs). “A adesão à temática da história e cultura negra é voluntária e espontânea, professores que ainda não estão sensibilizados ou preparados para desenvolver a temática não são obrigados abordar o tema”.

O projeto inclui diversas atividades: discussões, debates e produção de textos a partir da projeção de vídeos; seminários e apresentações de pesquisas e produções em sala de aula; trabalhos com letras de música que retratam questões relativas a preconceito e discriminação; trabalhos utilizando diferentes linguagens visuais, como vídeo, fotografia, iconografia; e confecção de cartazes, desenhos, charges, e histórias em quadrinhos, são algumas delas.

Além disso, os alunos participam de manifestações da cultura afro-brasileira, como o Encontro de Grupos de Congada realizado no município de Itatiba e a Festa da Lavagem das Escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Participam, também, de vivências e oficinas, como a Oficina de Maracatu com a Casa de Cultura Tainá. Em 2010, devido à realização da Copa do Mundo na África do Sul, ocorreram algumas reformulações e adaptações no projeto, a fim de dar mais destaque ao estudo do continente africano.

Para Márcia Maria, é possível observar os resultados positivos trazidos pela realização do projeto: o despertar da consciência crítica e o repúdio a qualquer forma de preconceito e discriminação, além da reflexão acerca da diversidade étnica, cultural e religiosa.

Fonte: MEC

Deputados mirins aprovam três projetos de leis

Assentos infantis nos ônibus, cães para deficientes e dispositivo para fixação de bicicletas. Estes foram os três projetos de lei aprovados pelos estudantes que participaram do programa Câmara Mirim 2010, no qual alunos da 5ª a 9ª séries do Ensino Fundamental de todo o país são convidados a vivenciar o dia a dia de um deputado federal, criando, defendendo e votando leis na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Os projetos aprovados pelos deputados mirins são posteriormente sugeridos aos deputados e podem se transformar em propostas legislativas, com tramitação normal na Câmara. Os congressistas que tiverem interesse podem apadrinhar as propostas.
Neste ano, o Câmara Mirim recebeu 857 projetos contra 582 do ano passado. As 857 propostas foram analisadas por uma equipe de consultores que escolheu as três melhores. Os autores foram convidados para ir à Brasília, no último dia 21, para participar da sessão de votação no plenário. Quarenta e cinco estudantes de seis escolas brasileiras foram sorteados para participar do pleito.

Confira os projetos aprovados:

– Projeto: Assentos infantis nos ônibus
Autora: Lorena Gomes Mendes Resende – Sobradinho/DF

Artigo1º
Todos os ônibus deverão ter cadeirinhas com cinto de segurança para crianças até cinco anos.

Artigo 2º
Segurança para crianças menores de 5 anos, caso haja freadas bruscas ou batidas, para evitar transtornos.

Artigo 3º
Os ônibus que não cumprirem com essa lei, as empresas responsáveis, terão de pagar uma multa entre R$ 100,00 A R$ 1.000,00.

Artigo 4º
Essa lei entra vigor na data de sua publicação.

Justificativa:
Na maioria das vezes, em um ônibus, as crianças ficam no colo dos seus pais, ou até mesmo em pé. Para a própria segurança das crianças, todos os meios de transporte público devem ter cadeirinhas para as crianças.

– Projeto: Lei do Cão Herói
Co-autoras: Milena Rodrigues Azevedo da Silva e Maria Carolina Sardinha Rodrigues – Campos dos Goytacazes/RJ

Artigo 1º
Todo deficiente visual tem direito a um cão guia, sendo obrigação do governo federal disponibilizar cães treinados para todo deficiente visual que necessite.

Artigo 2º
É obrigatória a construção de canis de adestramentos em todas as capitais, com mais de 100.000 habitantes.

Artigo 3º
Deficientes visuais que moram em cidades com menos de 100.000 habitantes devem solicitar o seu cão em entidades autorizadas pelo governo federal.

Justificativa:
Todos têm o direito de ir e vir, previsto na Constituição. Para o deficiente visual que não tem recursos suficientes para comprar um cão guia, se esse direito não for cumprido, violará a constituição. Esses deficientes, serão dependentes de uma pessoa para guiá-los, tirando-lhe a liberdade.

– Projeto: Dispositivo para fixação de bicicletas
Autora: Patrícia Bezerra da Rocha – João Ramalho – SP

Artigo 1º
Fica obrigatória a instalação de dispositivo para fixação de bicicletas nos prédios e logradouros públicos, em todos os municípios brasileiros §1º – Entende-se como local privado de grande circulação os Postos de Saúde, estabelecimentos bancários e escolas. §2º – O equipamento de que trata este artigo deverá ter no mínimo dez vagas para bicicletas.

Artigo 2º
Os bicicletários instalados deverão ser franqueados a todos, sem qualquer distinção, sendo vedada sua utilização com fins lucrativos.

Artigo 3º
Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.

Justificativa:
O maior número de usuários de bicicleta não se encontra no lazer ou na prática esportiva do ciclismo, mas no uso diário de bicicleta como meio de transporte. Este projeto tem a finalidade de incentivar ainda mais o uso da bicicleta como meio alternativo ao uso do automóvel, propondo locais para estacionamento de bicicletas. Sendo um transporte não poluente, cada vez mais favorável a adoção dessa alternativa, pois diante dos avisos globais sobre o efeito estufa, camada de ozônio, recursos energéticos limitados e outros problemas ecológicos, estes não agravados com o uso da bicicleta, sem falar em combate ao sedentarismo. Nas cidades verificamos o uso crescente da bicicleta como meio de transporte para o trabalho, estudo e lazer, e esse meio de transporte deve ser estimulado, necessitando, assim de regulamentação e incentivos adequados dentro da importância que representa. Trata-se assim de uma nova perspectiva, por meio de bicicletas e não por veículos. Visamos, deste modo, atingir dois objetivos: incentivar a prática de hábitos mais saudáveis para se locomover e contribuir para diminuir o fluxo de automóveis em todos os municípios brasileiros.

A arte perdida da escrita à mão

Por Umberto Eco
professor de semiótica, crítico literário e romancista. Entre seus principais livros estão “O Nome da Rosa” e o “Pêndulo de Foucault”.

Recentemente, dois jornalistas italianos escreveram um artigo de jornal de três páginas (impresso, infelizmente) sobre o declínio da escrita à mão. Agora não é mais novidade: a maioria das crianças – por causa dos computadores (quando os usam) e mensagens de texto – não conseguem mais escrever à mão, a não ser em letras de forma feitas com esforço. Numa entrevista, um professor disse que seus alunos também cometem muitos erros de ortografia, o que me parece um problema diferente: os médicos sabem ortografia, mesmo assim escrevem feio; e você pode ser um calígrafo experiente e ainda assim escrever “obcessão” ou “obseção” em vez de “obsessão”.

Conheço crianças cuja letra é razoavelmente boa. Mas o artigo fala de 50% das crianças italianas – e, portanto, suponho que seja graças a um destino indulgente que eu conheça apenas os outros 50% (algo que acontece comigo na arena política também). Mas a tragédia começou muito antes do computador e do telefone celular. A escrita dos meus pais era um pouco na diagonal porque eles colocavam a folha em ângulo, e suas letras eram, pelo menos para os padrões de hoje, pequenas obras de arte.

Na época, alguns – provavelmente aqueles com caligrafia ruim – diziam que a escrita elaborada era a arte dos tolos. É óbvio que a escrita elaborada não significa necessariamente uma grande inteligência. Mas era agradável ler bilhetes ou documentos escritos como deveriam ser. Minha geração foi educada na boa caligrafia, e passamos os primeiros meses da escola elementar aprendendo a fazer os traços das letras.

Depois, o exercício passou a ser estúpido e repressor, mas nos ensinou a manter os pulsos firmes enquanto usávamos nossas canetas para formar letras redondas e cheias de um lado e finas do outro. Bem, nem sempre – porque os tinteiros, com os quais nós sujávamos nossas escrivaninhas, cadernos, dedos e roupas, produzia com frequência uma sujeira endurecida que grudava na caneta e exigia dez minutos de contorções para limpá-la.

A crise começou com o advento da caneta esferográfica. As primeiras esferográficas também faziam muita sujeira e se, logo depois de escrever, você passasse o dedo sobre as últimas palavras, inevitavelmente provocava um borrão. E as pessoas não tinham mais interesse em escrever bem, uma vez que a escrita, quando feita com uma esferográfica, mesmo uma que não borrasse, não tinha mais alma, estilo ou personalidade.

Por que devemos lamentar o fim da bela escrita? A capacidade de escrever bem e rapidamente no teclado encoraja o pensamento rápido, e frequentemente (nem sempre) o corretor ortográfico sublinha os erros.

Apesar de o telefone celular ter ensinado à geração mais jovem a escrever “kd vc?” em vez de “cadê você?”, não vamos esquecer que nossos antepassados teriam ficado chocados ao nos verem escrever “farmácia” em vez de “pharmácia” e “você” em vez de “vossa mercê”. Os teólogos medievais escreveram “respondeo dicendum quod”, o que teria feito Cicero se contorcer de horror.

A arte de escrever à mão nos ensina a controlar nossas mãos e encoraja a coordenação entre a mão e o olho. O artigo de três páginas afirmava que escrever à mão nos obriga a compor a frase mentalmente antes de escrevê-la. Graças à resistência da caneta e do papel, isso faz com que a pessoa tenha que desacelerar e pensar. Muitos escritores, apesar de acostumados a escrever no computador, às vezes prefeririam até mesmo imprimir letras em um pedaço de argila, para que assim pudessem pensar com mais calma.

É verdade que as crianças escrevem mais e mais nos computadores e telefones celulares. Apesar disso, a humanidade aprendeu a redescobrir esportes e prazeres estéticos em muitas coisas que a civilização havia eliminado por considerar desnecessárias.

As pessoas não viajam mais a cavalo, mas algumas vão a escolas de montaria; existem iates a motor, mas muitas pessoas são devotadas à vela assim como os fenícios eram há 3 mil anos; há túneis e estradas de ferro, mas muitos ainda gostam de andar ou escalar os caminhos nos Alpes; as pessoas colecionam selos até mesmo na era do e-mail; e os exércitos vão para a guerra com Kalashnikovs, mas também fazemos torneios pacíficos de esgrima.

Seria bom se os pais enviassem seus filhos a escolas de caligrafia para que eles pudessem participar de competições e campeonatos – não só para se consolidarem naquilo que é belo, mas também pelo bem-estar psicomotor. Essas escolas já existem; basta procurar por “escola de caligrafia” na internet. E talvez para aqueles que têm uma mão firme e não têm um emprego firme, ensinar esta arte pode se tornar um bom negócio.

O poder do merchandising nas novelas

Por Marcus Tavares
Editor da revistapontocom

Caro leitor você já percebeu o quanto as novelas estão cada vez mais recheadas de merchandising? É personagem bebendo tal marca de bebida, abrindo a conta em determinado banco, dirigindo o carro daquela fábrica, comprando roupas da loja da esquina.  E tudo como se fosse natural, como se aquelas marcas fizessem parte da vida dos personagens.

Pois é, já não bastam os intervalos comerciais nos incitando a desejar coisas que não precisamos. Agora, temos também os personagens que, por meio de suas histórias, nos incitam. Talvez, dirão alguns publicitários, de forma subliminar. Será?

Absolutamente. O merchandising nas novelas tem um impacto muito maior do que os comerciais sobre os telespectadores. Afinal, não são os personagens que ‘vendem’. São os atores que com a empatia e o dom de interpretar conquistam a atenção e despertam o desejo por determinado produto e ou serviço.

Nesta história, quem lucra de imediato é o autor da novela e os atores. O autor da novela ganha para escrever a cena, onde ele inclui a propaganda. Ganham também os atores que participam da cena. Um merchandising em um capítulo de novela – dependendo do horário e do canal –  não sai por menos do que R$ 500 mil. Já pensou! Segundo matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, a atual novela das oito da Rede Globo, Passione, possui 11 inserções de merchandising. Cada uma por R$ 950 mil. Sim, por capítulo.

Da onde vem este dinheiro? Ora, boa parte do seu bolso. Exatamente naquela hora que você compra ou adquire aquele produto ou serviço do seu personagem preferido. Que mal tem isso?  Para nós adultos, talvez nenhum. Já somos bem crescidinhos e donos de nossas ações. Mas o que dizer das crianças? Será que elas têm consciência dessa estratégia?

Bem, do jeito que a coisa anda não devemos nos preocupar com o público infantil. O merchandising está tão institucionalizado que vem sendo difícil de identificá-lo. Para as crianças, deve estar tudo certo. A não ser, é lógico, que você leia os créditos finais da novela. Lá está claro que os produtos não fazem parte da ficção.

Lápis e papel: coisa do passado?

Na era do computador e da internet, escrever à mão é uma ação cada vez menos praticada. Diga-me, professor, qual é o aluno que não reclama de ter que escrever a prova com a mão? Qual é o aluno que não fica com a mão doendo de tanto escrever para responder à avaliação? E o que dizer da caligrafia da atual geração de meninos e meninas? Pois é, com o uso frequente do computador, lápis e papel são cada vez mais peças de museu.

Atitude nada saudável. Pelo menos, essa foi a conclusão que pesquisadores do departamento de psicologia e neurociência da Universidade de Indiana. Eles detectaram maior atividade neural no cérebro de crianças que haviam praticado a escrita à mão, em comparação com aquelas que apenas observavam letras numa tela. Para os pesquisadores, a escrita é de grande importância para o desenvolvimento do cérebro e da cognição, o que ajuda as crianças a aprimorar suas habilidades motoras finas e expressar e gerar ideias.

Leia o artigo de Umberto Eco
A arte perdida da escrita à mão

O que acontece com as crianças e os jovens também se observa com os adultos. Imagens de cérebros de adultos, analisadas pela Universidade de Washington, indicam que os movimentos sequenciais das mãos necessários para a escrita ativam as áreas cerebrais responsáveis pelo raciocínio, linguagem e processamento da memória.

A revistapontocom pergunta: escrever à mão é ou não é importante para a formação das crianças? Escreva para nós e avalie!

Planetapontocom na Semana de Ciência e Tecnologia

Entre os dias 18 e 24 deste mês acontece a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Realizada desde 2004, a sétima edição tem como tema a ciência para o desenvolvimento sustentável. No Rio, uma tenda de 800m2, armada na Cinelândia, reúne diversas instituições governamentais e não governamentais ligadas à produção e difusão da ciência e da tecnologia. Entre elas, Petrobras, Casa da Ciência da UFRJ, Sebrae, Finep e Museu da Maré.

O Planetapontocom também foi convidado a participar em virtude das ações de midiaeducação que vem desenvolvendo no Rio e em Recife. Ações em prol da chamada tecnologia social.

saiba mais sobre o evento

O Planetapontocom convida todos os professores para visitar o espaço e participar da sua programação especial que terá o objetivo de discutir a importância dos meios de comunicação no dia a dia das pessoas, em particular na vida escolar. Na ocasião, será apresentado e debatido o curso a distância Por Dentro dos Meios, uma criação do Planetapontocom, já implantado pelas secretarias do município e do Estado do Rio de Janeiro.

Confira:

– Nesta quinta-feira, dia 21, às 11 horas
  debate com o jornalista Zuenir Ventura.

– Nesta sexta-feira, dia 22,  às 13 horas
  debate com os publicitário Lula Vieira e os jornalsitas Loureiro Neto e Milton Gonçalves.

– Neste sábado, dia 23, às 15 horas
  debate com o jornalista Ancelmo Góes.

Ser professor(a)

Por Soraia Aparecida de Oliveira,
Professora do Ensino Fundamental da Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.

Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.

Enquanto professores…

Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal. Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances. Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.

Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura, que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer. Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos, das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo. Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.

É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada profissão existente um traço de nós professores. Contudo, ser professor, ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos, é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.

Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas. Estamos sempre tentando. Às vezes, acertamos, outras erramos, sempre mediamos. Ser professor é ser emoção. Cada dia um desafio. Cada aluno uma lição. Cada plano um crescimento.

Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias “não sei o que aqui faço, por que aqui fico?” Fica a certeza de que…Educar parece latente, é obstinação.

Ser professor é peculiar, pulsa firme em nossas veias. Professor ama e odeia seu ofício de ensinar.

Ofício que arde e queima. Parece mágica ou mesmo feitiço. Na verdade, não larga essa luta que é de muitos. O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar, a realização que vem da alma e não se pode explicar.

Não basta ser bom… tem que gostar.

Professor, qual é o seu nível de estresse?

Preparar aulas. Corrigir provas. Reuniões de equipe e com pais. Problemas de gestão. Outras vezes de carência de recursos. Dois ou três empregos. Turmas cheias. Trabalho dobrado. Vida de professor não é nada fácil. Soma-se a isto outras questões: a indisciplina dos alunos, o dia a dia das grandes cidades, a vida particular… Haja paciência. Haja bom humor. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), profissões como a de professor, estão entre as mais desgastantes, de modo que entre esses profissionais, a incidência de afastamento por recomendação médica é significativa.

Professor, você já avaliou o seu nível de estresse? Que tal aproveitar o Dia do Professor e fazer uma avaliação.O teste a seguir, idealizado pela Revista Nova Escola e publicado no site de dicas do UOL,  apesar de não ter caráter científico oficial, serve de base para uma auto-avaliação dos profissionais da área educacional.

Avalie

Os brinquedos dos artistas

   

A exposição “Los juguetes de las vanguardias” (“Os brinquedos da vanguarda”) – em cartaz no Museu Picasso de Málaga – reúne mais de 200 obras e manuscritos de artistas que buscaram inspiração na arte moderna para criar brinquedos. Segundo os curadores da exposição, muitos artistas foram influenciados pelas teorias de Sigmund Freud sobre a importância da infância no desenvolvimento psicológico dos indivíduos.

Para mostrar as relações entre arte e educação, os curadores reuniram bonecos, teatros em miniaturas, fantoches, jogos, móveis e livros criados por artistas renomados, como Pablo Picasso, Paul Klee, Joan Miró, Henri Cartier-Bresson, Alexander Rodchenko, Bruno Munari, El Lissitzky e Joaquín Torres-García.

A mostra é separada em duas seções. Uma contém brinquedos do final do século 19 e 20. A segunda mostra jogos criados apenas por artistas de movimentos de vanguarda, como Construtivismo, Funcionalismo e Futurismo. A exposição estará em cartaz até o final de janeiro de 2011, no Museu Picasso de Málaga, na Espanha.

Os inovadores do Brasil de ontem

 

Responda rápido: qual é a juventude brasileira mais desafiada: a dos séculos anteriores ou a que hoje se empenha na construção do futuro? No time dos empreendedores do passado estão, por exemplo, Francisco Matarazzo, Guilherme Guinle, José Ermírio de Moraes, Mauricio Klabin, Julio Mesquita, Jorge Street e Roberto Marinho. E no atual?

Para entender um pouco mais sobre esta história e tentar responder à questão, vale a pena conferir a exposição Pioneiros & Empreendedores: a saga do desenvolvimento no Brasil, em cartaz no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro.

A mostra se divide da seguinte forma: no primeiro módulo, são apresentados os personagens centrais da exposição (24 empresários); em seguida, é traçado um paralelo entre eles, seus empreendimentos e os momentos da história do Brasil (da monarquia ao Brasil contemporâneo). Na sequência, são indicadas as rotas e os percursos que os pioneiros percorreram para a busca de inovação e ampliação de seus negócios, para depois se divulgar alguns diálogos entre eles que marcaram questões relevantes de diversos períodos do país.

O último módulo, dedicado à ação educativa, é constituído por um conjunto de atividades que tem o objetivo de discutir os principais desafios para o empreendedorismo nos dias de hoje

Uma aula de história vista sob outra perspectiva: a inovação.

Há visitas especiais com oficinas e debates para estudantes do Ensino Médio, Técnico, Jovens e Adultos e universitários. Elas acontecem de terça a sexta-feira, às 10 e às 14 horas. No sábado, às 14 horas. Informações pelo telefone (21) 2550-9260

Visite o site da exposição

Matemática mais fácil

Os anos de trabalho na área de Educação Infantil fizeram a professora Milene de Fátima Soares perceber que o ensino de Matemática ainda é visto como um “bicho papão”. Acostumada a utilizar jogos e brincadeiras na sala de aula, ela decidiu provar que o processo de aprendizagem pode ser prazeroso. 

Milene desenvolveu um estudo de caso, durante um ano e meio, onde adaptou jogo de regras para auxiliar a aprendizagem de matemática em uma turma do 3° ano do Ensino Fundamental e concluiu que elas aprenderam melhor com os jogos. A pesquisa foi realizada em uma escola pública de Brasília, com 14 crianças, sete meninos e sete meninas, de diferentes faixas de renda e contextos familiares. O trabalho resultou na tese de mestrado O Jogo de Regras na Aprendizagem Matemática: Apropriações pelo Professor do Ensino Fundamental, onde a professora catalogou mais de 60 jogos educativos.

De acordo com a educadora, a escola analisada já desenvolvia atividades lúdicas e, no começo do ano letivo, as crianças montavam uma “caixinha matemática”, com materiais como palitos, moedinhas, fita métrica e botões. Os materiais eram usados em atividades organizadas pela professora para auxiliar o ensino da disciplina. A pesquisadora acompanhou o desenvolvimento das crianças e auxiliou algumas atividades. 

Para Milene, os professores precisam ver criança como criança e adaptar os conteúdos de ensino à realidade dos pequenos. Os jogos oferecem atividades envolventes e apresentam o conteúdo matemático no cotidiano infantil. Eles podem simular, por exemplo, compras e situações que exijam a tomada de decisão.

A pesquisa também ajudou a desenvolver um projeto em escolas públicas do Distrito Federal. “Visitamos as escolas interessadas e ajudamos os professores a refletir sobre como podem melhorar a prática pedagógica”, explica Milene. De acordo com ela, a introdução dos jogos no processo de aprendizagem é importante, mas é fundamental que os professores desenvolvam o pensamento crítico das crianças. “Os professores devem perceber que podem fazer melhor o que fazem todos os dias”, conclui.

Escolas interessadas em participar do projeto podem entrar em contato com a pesquisadora pelo e-mail milene.fsoares@gmail.com

Com informações do portal UNB

Pra que serve a literatura?

 

“Cada página literária vai preenchendo dentro do pequeno leitor/ouvinte uma arca de ideias, paisagens, ardis, singelezas, bondades, encantamentos, sustos, indignações, ternuras ? os ingredientes da aventura humana na Terra”, Maria Betânia Ferreira – educadora.

“Os livros ajudam as crianças a reconhecer, dentro de si mesmas, monstros, príncipes e fadas que neles habitam. E as auxilia a inspirar-se na coragem de Pedrinho, na inteligência de Ulisses, ou a compreender que momentos de desânimo acometem até um herói como Aquiles”, Paulo Bloise  – psiquiatra.

“Com a leitura pode-se ir a épocas nas quais não se pode mais viver. Com a leitura pode-se ir a lugares distantes e inatingíveis. Com a leitura entra-se em contato com pessoas que nunca serão conhecidas pessoalmente. E isso desde a mais tenra infância”, Yves de La Taille – professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

“A literatura areja as palavras, faz animar a língua, criando novos sentidos. Com o sopro literário as palavras vão a outros lugares e cada leitor fica um pouco diferente, um pouco mais esperto, um pouquinho mais gente”, Lucila Pastorello – fonoaudióloga.

“No processo, vamos entendendo que fazemos parte de uma grande família, que inclui gente que nem conhecemos, mas que celebra em conjunto a festa da palavra, capaz de criar beleza e sentido com os sons que saem da boca humana, mas podem ficar guardados em livros, passados adiante para cada um de nós”, Ana Maria Machado – escritora.

Estes e outros profissionais tentam responder à pergunta – Pra que serve a literatura? – no livro que leva o mesmo título. Trata-se de uma iniciativa do Instituto EcoFuturo que acaba de lançar uma biblioteca virtual com textos e documentos que dão dicas de como as pessoas podem promover a leitura, seja em casa, na escola ou na própria rua. Há também orientações para pais e responsáveis que desejam incluir a literatura no universo infantil de seus filhos.

O livro Pra que serve a literatura? também está na biblioteca. De acordo com Christine Castilho Fontelles, diretora de Educação e Cultura do Instituto EcoFuturo, já há alguns anos a instituição promove iniciativas em prol da literatura. A publicação é mais uma ação. “Daí convidamos 10 educadores e pesquisadores para escrever o que descobriram e desenvolveram a partirde sua área de estudo e atuação, e também em sua vida pessoal com relação a esta pergunta: “Por que é importante ler literatura desde a primeira infância?”, destaca.

Acesse a biblioteca

Curso em midiaeducação para professores do Estado do Rio

Os professores dos Institutos de Educação e das escolas de Ensino Médio Inovador e Ensino Médio Integrado da rede estadual do Rio de Janeiro têm uma boa oportunidade de aprender mais sobre as ferramentas virtuais de comunicação. Estão abertas as inscrições para o Por Dentro dos Meios, curso de formação de professores em midiaeducação.

Realizado via internet e gratuito, o curso é uma realização da OSCIP planetapontocom, que foi convidada pela Secretaria de Estado de Educação do Rio para oferecê-lo aos professores. Os interessados têm até o dia 15 deste mês para confirmar a participação.

Serão nove semanas de aulas on-line gratuitas que vão reciclar o professor, ensinando-o a ter uma visão crítica e ser bem informado sobre o mundo da comunicação e suas ligações com a sala de aula. Além disso, os participantes que tiverem um bom desempenho nas primeiras semanas de aulas, terão direito a três meses de assinatura da revista Nova Escola, da Editora Abril, além de todos receberem o certificado de conclusão.

O curso será dividido em três módulos: “Midiaeducação no Ensino Médio – panorama e significado”, “Conhecendo os Meios – A evolução das linguagens e tecnologias de comunicação e  seus impactos em nossas vidas” e “A Escola e os Meios – A midiaeducação e sua aplicabilidade em sala de aula”.

Textos, vídeos, animações, histórias em quadrinhos, dicas culturais, sugestões de atividades, banco de projetos, além de um livro e o acervo da Biblioteca  Virtual  apoiam o curso. Tudo isso no  ambiente  interativo e de  intercâmbio  educativo  do planetapontocom.

É  possível assistir a  uma aula demonstrativa no site www.planetapontocom.org.br/pdm antes de fazer a inscrição. As aulas começam no dia 18 de outubro, mas as inscrições vão até o dia 15, por isso não perca tempo!

Para fazer a  inscrição, acesse www.planetapontocom.org.br/pdm

Melhor remédio é prevenir

Projeto – Drogas, o melhor remédio é prevenir
Instituição – Escola de Ensino Médio Francisco Vieira Cavalcante
Localização – Ceará

Situada em uma comunidade que enfrenta problemas com drogas, a Escola de Ensino Médio Francisco Vieira Cavalcante, em Pedra Branca, no Ceará, resolveu utilizar diferentes atividades pedagógicas para enfrentar a situação. Um exemplo é o projeto Drogas, o melhor remédio é prevenir, lançado em 2008.

“O projeto tem um caráter interdisciplinar, almejando envolver os professores de todas as áreas do conhecimento, junto aos alunos, com o apoio da equipe gestora da escola”, explica a diretora, Aurilene Pereira Silva. De acordo com ela, o projeto visa não só conscientizar sobre os males causados pelas drogas como também demonstrar que a vida tem muito mais a oferecer, de modo a evitar o primeiro contato do jovem com os entorpecentes. “É um passo pequeno, porém muito importante para amenizar os grandes problemas causados pelo uso de drogas entre nossos jovens e adolescentes”, enfatiza a diretora.

Segundo Aurilene, o primeiro passo foi adequar o conteúdo e as atividades à faixa de idade mais propícia ao nível de compreensão dos alunos. Foram organizados grupos de estudantes para atuarem na escola e na comunidade como protagonistas de conscientização para a prevenção e o combate às drogas. Além disso, os professores relacionaram o conhecimento a questões de cunho social derivadas do uso de drogas, tais como a violência.

No ano do lançamento do projeto foram realizadas muitas atividades tendo a prevenção como foco: seminários, vídeos, confecção de cartazes, leitura de livros, e trabalhos em sala de aula são algumas delas. “Ex-usuários de drogas fizeram palestras, dando depoimentos fortes para os jovens, que tocaram muito. Também deram dicas para os professores sobre formas de abordar os temas”, destaca Aurilene.

Ela esclarece que, de lá para cá, o projeto teve continuidade, embora não com a mesma ênfase. Em 2009, a escola criou o blog Jovem e Consciente. O responsável é o professor Antonio Claudiano Matias, coordenador do Laboratório de Informática da escola. E em 2010, o tema das drogas tem sido abordado pelos professores em trabalhos na sala de aula, fazendo parte da feira de ciências. “As drogas eram uma realidade muito distante, mas estão cada vez mais fortes”, acredita a diretora.

Fonte – Jornal do MEC

Contos infantis e poemas: concurso recebe inscrições

Escolas de Língua Portuguesa de todo o mundo podem participar da 12ª edição do Correntes d’ Escritas, evento literário realizado todos os anos em Portugal, na cidade de Póvoa de Varzim. A exemplo dos anos anteriores, alunos de países lusófonos poderão concorrer a dois prêmios: o de conto infantil ilustrado e de poema.

O prêmio de conto infantil ilustrado é voltado para os alunos do 4º ano da Educação Básica. Podem concorrer contos infantis ilustrados, realizados pela turma e coordenados pelo professor responsável. Já o prêmio de poemas é dirigido a jovens, que tenham entre 15 e 18 anos. Os interessados devem ficar de olho no calendário. O prazo de entrega para o primeiro prêmio encerra no dia 15 de dezembro. Para o segundo, no dia 30 de novembro.

A 12ª edição do Correntes d’ Escritas acontecerá entre os dia 23 e 28 de fevereiro de 2011.

Confira o regulamento

Vote na sua música digital preferida

Com a popularização da internet e da tecnologia digital ao longo das últimas duas décadas, o modo de fazer, produzir e consumir música passou – e ainda está passando – por uma verdadeira revolução que tem provocado profundas mudanças no mercado fonográfico mundial. Hoje, a grande maioria dos artistas, produtores, fãs e, finalmente, as gravadoras, estão se adaptando – em maior ou menor grau – à nova realidade da era digital e às novas tendências e fórmulas de difusão da música em geral.

Se no início desta nova era da música a indústria fonográfica foi pega de surpresa pelo surgimento da pirataria virtual, com a conseqüente e exponencial queda na venda de discos, hoje o mercado musical vem dando bons sinais de uma (ainda tímida, porém potencialmente gigantesca) recuperação que vem, justamente, do universo virtual.

A cada dia que passa os LPs, K7s e CDs, que outrora reinavam em nossas estantes, estão dando lugar aos novos formatos digitais, cada vez mais comuns entre os bilhões de consumidores de música ao redor do mundo. Expressões como download, MP3, truetones, ringtones, iPod, iTunes, MP3 Player, fulltrack, fullvideo, shortvideo, Bluetooth, entre outras, já são usadas correntemente pela imprensa mundial e entre pessoas de praticamente todas as classes e grupos sociais ao redor do globo.

Diante desta nova realidade e atento às mudanças do mercado, o produtor musical Marco Mazzola resolveu criar o primeiro prêmio de Música Digital. O objetivo é estimular, valorizar e reconhecer este novo segmento no Brasil. E incentivar – e tentar conscientizar – o publico e fãs em geral a consumirem legalmente o conteúdo digital de seus artistas preferidos, no lugar da opção pela pirataria virtual que não remunera artistas, compositores, músicos e produtores.

O prêmio envolve três categorias: Vendas (as gravadoras, bandas e artistas independentes fornecerão seus dados de comercialização virtual, que passarão por uma auditoria que definirá as músicas vencedoras nas 10 categorias do prêmio, divididas por gêneros musicais); Voto Popular (conselho, formado por jornalistas especializados e representantes de cada canal de distribuição participante escolherá, sob os critérios de presença e engajamento nos meios digitais, cinco músicas que irão a voto popular em três categorias – artista do ano; música do ano; e artista revelação); e Reconhecimento Digital (divididos em duas categorias: marca mais engajada digitalmente, que vai destacar a empresa que mais apoiou a música digital no ano; e artista mais engajado digitalmente, que vai premiar o artista que mais marcou presença nos meios digitais com iniciativas que visam promover a legalidade e a venda de conteúdos digitais).

A votação para a categoria voto popular está aberta.

Mais informações no site oficial do projetodo prêmio

14% dos internautas brasileiros são crianças

Das 32,3 milhões de pessoas que usam a interne em casa no Brasil, 14 % são crianças de 2 a 11 anos de idade. Isso representa 4,5 milhões de meninas e meninos conectados. Os dados são da pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online-NetView.  O número vem crescendo. Em comparação com o ano passado, a taxa subiu 10%.

De acordo com o levantamento, a criançada, ao navegar, procura entretenimento. Elas são impacientes, confundem-se facilmente, gostam de animações e sons, não distinguem propaganda de conteúdo e preferem recorrer aos favoritos a fazer buscas.

O mesmo estudo afirma também que a garotada também já ganha espaço nas redes sociais. Os menores de 11 anos já são 10% dos usuários. Os que têm entre seis e 14 anos gastam 60% do tempo que ficam na web em sites de entretenimento, programas de mensagens instantâneas e nas redes sociais.

Outras pesquisas também ratificam o crescimento de crianças na web, bem como o desconhecimento de seus pais e responsáveis. Em muitas delas, fica claro que os adultos não sabem o que seus filhos fazem quando estão navegando. Especialistas no assunto recomendam atenção, diálogo e interação entre pais e filhos.

Leia a entrevista concedida à revistapontocom pela pediatra Evelyn Eisenstein, uma das autoras do livro Geração Digital.
Evelyn fala sobre os riscos que as crianças e os jovens estão submetidos na web

A era do hiperindividualismo

sf-gilles_8396.jpg lipovetsky image by OMEUSOFA

O escritor e professor de filosofia e sociologia da Université de Grenoble, Gilles Lipovetsky esteve em São Paulo no último dia 24 de setembro. Ele participou do Fórum Mundial Amforht 2010, que tem o objetivo de debater as últimas tendências na área de turismo.  O tema de sua palestra foi: as experiências contemporâneas e o consumo. Autor dos livros A felicidade paradoxalO Império do efêmero, Gilles falou sobre o que chama de hiperconsumo, no qual tudo – hospitalidade, sexo, saúde, bem-estar, luxo, prazer… – se transformou em mercadoria, produto ou serviço.

Em entrevista ao caderno Equilíbrio da Folha de S. Paulo (edição do dia 28 de setembro), o escritor explicou que o hiperconsumidor está “preso num emaranhado de informações e ele tem muitas regras a seguir. No hiperindividualismo, a gestão do corpo é central”. O que explica, portanto, a onda do emagrecimento, do parar de fumar, dos anabolizantes, dos remédios e vitaminas.

Qual a saída para toda essa ansiedade? Segundo Gilles: as compras. “Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping Center. Comprar, ir ao shopping, viajar – são terapias modernas para depressão, tristeza, solidão. Você pode comprar terapias de desenvolvimento pessoal. Um fim de semana zen, um pacote de massagens. Todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado”.

Na entrevista à Folha de S. Paulo, Lipovetsky explica que o hiperindividualismo aparece quando a sociedade nega as instituições da coletividade. “A religião, a comunidade, a política. Os deuses são os homens. O indivíduo é um agente autônomo que deve gerenciar a própria existência. Esse indivíduo pode fazer escolhas privadas – que profissão seguir, com quem se casar, o que comprar – mas está submetido às regras da globalização econômica de eficácia, de produtividade, juventude, consumo”.

Ele completa: “O acesso ao conforto material, enquanto sociedade, não nos aproximou da felicidade. Há tanta ansiedade, tanto estresse, tanta angústia e tanto medo que a abundância não consegue proporcionar um sentimento de plenitude”.