Doces, balas e cigarros

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebe até o dia 31 de março sugestões da sociedade para o processo de consulta pública que quer ouvir a sociedade civil sobre a sua proposta de restringir ainda mais a exposição de marcas de cigarro nos pontos de venda.

A agência reguladora propõe que cartazes das embalagens de cigarros, charutos e cigarrilhas não sejam expostos em bares, bancas de jornais, padarias e supermercados. Desde a proibição da publicidade de cigarros no Brasil nos canais de mídia, esses pontos de venda são ‘porto seguro’ para a comunicação da indústria tabagista.

Se o pleito da Anvisa for adiante, as ações nos pontos de venda se resumirão aos displays de publicidade instalados nos checkouts, que serão tolerados, mas o espaço para as mensagens restritivas devem ser ampliados. A Anvisa também propõe que as embalagens tenham 50% de alerta sobre os males do tabagismo. A foto com advertência permanece inalterada.

Em seu artigo Propaganda descarada, o médico Drauzio Varella destaca que a Pesquisa Datafolha/Aliança de Controle do Tabagismo, conduzida, em maio de 2010, em São Paulo, destaca que a grande maioria dos estabelecimentos de São Paulo que comercializa cigarros possui nas proximidades, num raio de até um quilômetro, alguma escola de nível fundamental ou médio; mais de um terço têm uma faculdade na vizinhança.

Segundo o médico, proibido o acesso à TV e aos jornais, os fabricantes investem pesado na divulgação de material publicitário (displays, cartazes, luminosos e etc) para promover as vendas em locais como padarias, lanchonetes, bancas de jornal e lojas de conveniência. Cerca de 70% desses pontos de venda expõem cartazes promocionais coloridos, desenhados com a finalidade precípua de atrair os mais jovens. Em 83% dos estabelecimentos visitados, os cigarros estão expostos junto às balas, chocolates ou doces. Nas padarias, esse número chega perto da totalidade.

De acordo com a publicitária Regina Blessa, o ponto de venda é a única mídia que reúne os três elementos essenciais para uma compra: consumidor, dinheiro e produto. No Brasil, 85% das compras são decididas no interior desses pontos comerciais, não são planejadas anteriormente”.

Segundo Regina, como nossos olhos “escaneam” a 100 km/h a publicidade e as mercadorias presentes nesses locais, não é de estranhar que os fabricantes de cigarro invistam cada vez mais nos espaços em que a decisão de comprar acontece.

“Até quando nós, brasileiros, conviveremos com esse crime continuado? Para proteger nossos filhos, proibimos propaganda de cigarro na TV, rádio, jornais e revistas, mas fazemos vistas grossas ao aliciamento da criança que entra na padaria para comprar um chocolate. Tem lógica, leitor? Se a venda de cigarro em padaria, lanchonete ou banca de jornal é uma aberração há muito banida dos países mais desenvolvidos, permitir nesses locais a exibição de material publicitário que visa a criar imagens benevolentes de um tipo de dependência química, que provoca sofrimento e leva à morte precoce, é descaso com a saúde de nossos filhos ou falta de coragem para enfrentar o lobby da indústria. Irresponsabilidade ou covardia, não há outra explicação. A sociedade admitiria a presença de cartazes que apregoassem a venda de maconha junto aos doces e aos pães que a mãe pede para o filho comprar na venda da esquina?

Essa publicidade acintosa nos pontos de venda precisa ser terminantemente proibida. É absurdo não fazê-lo. Os maços de cigarro não podem ficar expostos aos olhares curiosos das crianças. Por que razão não criamos leis que obriguem os comerciantes a guardá-los em gavetas ou estantes fechadas?”, indaga Drauzio Varella.

Confira as imagens dos maços de cigarro

Como a tecnologia mudou minha vida?

A Fundação Telefônica, por meio de seu programa Arte e Tecnologia, o portal Terra e o Instituto Vivo lançaram na última sexta-feira, dia 21, durante a Campus Party 2011, o concurso cultural “Minha vida mudou”. Para participar, basta se inscrever no hot site do concurso e enviar um vídeo, uma foto ou um texto com o tema “Como a tecnologia transformou a sua vida?”. As inscrições estão abertas a todos os interessados até o dia 21 de março. O participante pode enviar quantas obras quiser, nas seguintes categorias: Mensagens por SMS, foto, vídeo e texto.

Serão distribuídos prêmios como Ipads, celulares e filmadoras aos primeiros colocados de cada uma das quatro categorias, além de duas menções honrosas por categoria. O principal critério para a seleção das melhores obras será a criatividade. O concurso, que conta com assessoria do Instituto Sérgio Motta, terá um corpo de jurados formado por especialistas externos da área de arte e tecnologia.

Confira os posts que já foram enviados

Crianças com auto-controle vivem melhor

Estudo inglês foi publicado na semana passada em revista científica

As crianças com baixo auto-controle têm tendência a serem adultos mais pobres, com menos saúde e maior propensão para cometer crimes e consumirem substâncias que causam dependência. O estudo, publicado esta semana na edição online da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, acompanhou o dia a dia de mil pessoas durante mais de 30 anos.

A equipe de Terrie Moffitt e Avshalom Caspi, da Universidade de Duke, em Durham, na Inglaterra, analisou o auto-controle de 1037 indivíduos nascidos em 1972 e1973 em Dunedin, na Nova Zelândia quando tinham entre três e cinco anos. Os dados foram recolhidos a partir de observações junto de professores, pais e cientistas. Depois, os investigadores voltaram a verificar os comportamentos daquelas 1037 pessoas já durante a adolescência e vida adulta, quando tinham 32 anos.

“O nosso estudo, mostra, pela primeira vez, que a força de vontade que se tem quando se é uma criança influencia as probabilidades de se ser saudável e rico durante a vida adulta”, disse Terrie Moffit, uma das autoras.

Segundo o artigo, as crianças com pouco auto-controle tinham mais tendência a ter problemas de saúde durante a vida adulta, como pressão arterial elevada, obesidade, problemas de respiração ou doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, era mais provável serem dependentes de substâncias como o tabaco, o álcool e as drogas, tornarem-se pais solteiros, terem dificuldade em gerir dinheiro e terem um registro criminal aos 32 anos.

“Conseguir ter auto-controle e gerir os impulsos é uma das exigências que as sociedades pedem mais cedo às crianças”, explicou a cientista Terrie.

Dia da Internet segura

Brasil e mais 64 países participam da campanha

Vem aí o Dia Mundial da Internet Segura (“Safer Internet Day”). A iniciativa, que mobiliza 65 países de todo o mundo para promover o uso seguro da Internet, será celebrada no dia 8 de fevereiro. O tema deste ano é: “Estar online é mais que um jogo. É sua vida”. A ideia é proveniente da INSAFE, uma rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia (EU). Na edição 2009 do Dia da Internet Segura, o evento contou com a adesão de 50 países, passando para 60 em 2010.

No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil (https://www.safernet.org.br/), do Ministério Público (http://www.prsp.mpf.gov.br/) e do Comitê Gestor da Internet (http://www.cgi.br/). Parcerias com  instituições, como escolas, governos e veículos de comunicação são muito importantes para a realização de oficinas, debates, chats, concursos, cartilhas, matérias de conscientização, e demais atividades relacionadas ao Dia da Internet Segura.

De acordo com a SaferNet Brasil as atividades para 2011 estão sendo montadas de forma educativa conforme se estabelecem as parcerias. Mais informações podem ser obtidas pelo site: http://www.diadainternetsegura.org.br.

Cota de tela de filmes nacionais

Poucos, talvez, saibam, mas o Brasil, desde a década de 30, estabelece todos os anos a Cota de Tela. Trata-se de um decreto presidencial que determina a quantidade de filmes nacionais devem ser exibidos pelas salas de cinema de todo o país. 

Os números da Cota de Tela para 2011 foram fixados pelo Ministério da Cultura e pela Presidência da República a partir de estudos técnicos feitos pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) após a realização de audiências com entidades representativas de produtores, exibidores e distribuidores da indústria cinematográfica, realizadas ao longo dos meses de novembro e dezembro de 2010.

Ao longo de 2011, dependendo do número de salas de exibição do complexo, os cinemas terão que exibir, no mínimo, entre 3 e 14 filmes nacionais diferentes. Desde o ano de 2005 anos a quantidade de títulos obrigatórios variava de 2 a 11 filmes. Já o período mínimo de exibição de filmes nacionais foi fixado em 28 dias para cinemas de uma sala.

O aumento da diversidade mínima de títulos é compatível com o crescimento no número anual de lançamentos nacionais, que era da ordem de 30 títulos em 2001, e alcançou o número de aproximadamente 80 títulos no biênio 2009-2010.

Teatro na escola

Projeto – Teatro no dia a dia da escola
Instituição – Colégio Estadual Manoel Vilaverde
Localização – Inhumas – Goiânia

O Colégio Estadual Manoel Vilaverde, no município goiano de Inhumas, Goiânia, desenvolve desde 2007 um projeto de teatro com a participação de alunos de diversas turmas de ensino médio. De lá para cá, o projeto ‘O Teatro está em nós’ cresceu, conquistou toda a escola e ultrapassou os muros da escola, despertando vocações.

“Sempre nos norteou a perspectiva de um trabalho ‘costurado’ com outras disciplinas, o que ampliava as possibilidades de aprendizagem e outras vivências”, explica o professor José Carlos, que é formado em História e em Artes Cênicas.

Segundo ele, a idéia inicial das encenações partiu de uma parceria entre as disciplinas arte, história e química, na abertura de uma feira de ciências onde foi feito um retrospecto das principais descobertas científicas do homem ao longo da história. Com o passar do tempo, foram surgindo novos caminhos para as encenações, a partir de textos coletivos vinculados à realidade. “Pensava-se em um problema social e, em seguida, em sua possível solução. Isto gerou uma troca de informações e, claro, nos possibilitou ir além ao trabalho à medida que as discussões avançaram”, salienta o professor.

No ano passado, o colégio implantou algumas disciplinas optativas no currículo e o projeto foi inserido na disciplina de artes cênicas. O trabalho foi centrado, primeiramente, em jogos de socialização e sensibilização e, posteriormente, na criação de encenações pelos alunos. Reunidos em grupos, eles deviam elaborar esquetes sobre os temas enfocados – tais como família e geriatria, – construindo diálogos por meio da improvisação.

De acordo com o professor, os alunos relataram que as aulas de teatro proporcionaram uma maior concentração nos estudos, além de terem facilitado a socialização dos mais tímidos. Alguns alunos que já deixaram a escola continuam na universidade o estudo do tema.

Fonte – Jornal do MEC

Química em destaque

2011: ano internacional da química

Professores de química terão um incentivo a mais para trabalhar este ano. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o ano 2011 como o Ano Internacional da Química. O objetivo é valorizar este campo de conhecimento e chamar a atenção da sociedade para a importância da química. Além disso, pretende-se estimular o interesse dos jovens pela química, gerar entusiasmo pelo futuro criativo da química e celebrar o papel das mulheres na química. Ao longo do ano também serão revisitados os principais eventos históricos na química, inclusive os centenários do Prêmio Nobel de Marie Curie, além da fundação da Associação Internacional de Sociedades Químicas. O lançamento oficial acontecerá no dia 28 deste mês, em Paris, na França.
 
O Ano servirá para que o mundo celebre a arte e a ciência da química, assim como suas contribuições essenciais para o conhecimento, a proteção ambiental, a melhoria da saúde e o desenvolvimento econômico. No site (www.chemistry2011.org), você encontra informações sobre o evento.

Abaixo, a revistapontocom traz links interessantes de projetos desenvolvidos no Brasil já por conta do ano internacional.

Confira:

– Amarelinha  química
O Núcleo de Ensino de Ciências de Toledo – Necto da Universidade estadual do Oeste do Paraná – Unioeste está organizando ações para o Ano Internacional da Química, que acontecerão no Campus de Toledo em conjunto com o Curso de Química desta universidade e, para chamar a atenção dos acadêmicos e comunidade em geral, já neste final de ano, foi criada e desenhada a “Amarelinha Química” no piso de uma das áreas mais movimentadas da universidade. As ‘casas’ do jogo são ilustradas com símbolos dos elementos químicos.

– A química perto de você
Conheça o projeto ” A Química perto de você: experimentos de baixo custo para a sala de aula do ensino fundamental e médio”. Para esta primeira edição, foram compilados preferencialmente os experimentos que não envolvessem solventes com alta volatilidade, a necessidade de aquecimento mais efetivo e que praticamente não envolvessem a geração de resíduos, visto que o foco era gerar material para apoio à sala de aula. Baixe o arquivo.

– QuiD+ 
Site Infanto-juvenil da Sociedade Brasileira de Química

– Em síntese
Blog que apresenta uma variedade de textos, vídeos, imagens e dicas nas mais diversas áreas da química

– Tabela periódica
Uma tabela periódica dinâmica, com vídeos, fotografias, textos e informações sobre os elementos químicos.

Google à procura de jovens

Interessados têm até o dia 4 de abril para participar


O Google está à procura de jovens mentes brilhantes ao redor do mundo. Esta semana, a empresa lançou o concurso científico Google Science Fair. Para participar, é preciso que o candidato tenha entre 13 e 18 anos e apresentar um bom projeto (em inglês), até o dia 4 de abril. É possível concorrer individualmente ou em grupos de dois ou três integrantes. O vencedor ganha uma viagem às ilhas Galápagos e uma bolsa de estudo no valor de 50 mil dólares.

O projeto pode ser apresentado em vídeo (de dois minutos), ou em texto (20 páginas), explicando o que se pretende fazer e porque a ideia é relevante no mundo de hoje. Em maio, serão divulgados os 60 projetos pré-selecionados e o público é quem vai escolher os 15 melhores.

Os semifinalistas vão visitar a sede do Google, na Califórnia. Na votação final, um júri vai escolher os vencedores em três categorias (de acordo com a faixa etária): 13 a 14, 15 a 16 e 17 a 18 anos. O concurso é uma parceria entre o Google, a Organização Européia para Pesquisa Nuclear, a Lego, a National Geographic e Scientific American.

O robô-professor vem aí

Experiência bem sucedida acontece na Coréia do Sul

Filme de ficção científica ou realidade cada vez mais próxima do dia a dia do mundo do século XXI? Deixamos para vocês, leitores, opinarem. O fato é que em Daegu, Coréia do Sul, uma escola resolveu inovar. Colocou 30 robôs-professores em 20 escolas de Ensino Fundamental para ver a reação das crianças e verificar se o nível de aprendizagem melhoraria. A experiência, na avaliação do Governo do país, foi aprovada. As máquinas, criadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia do país, tem a intenção de ensinar a língua inglesa para alunos sul-coreanos que não têm contato com o idioma. A meta é implementar a ação.

O robô atende pelo nome de Engkey e parece com um ovo, inclusive nas cores. Sua locomoção é realizada através de quatro rodas. Possui braços articulados que auxiliam na interação com os alunos. Ele é controlado ao vivo por professores de verdade, que se encontram nas Filipinas. Tem pouco mais de 1 metro de altura e possuem uma tela que capta e mostra o rosto do professor que está, à distância, dando a aula. Os “Engkey” ainda conseguem ler os livros físicos dos alunos e dançar, movimentando a cabeça e os braços

Segundo Sagong Seong-Dae, cientista do Instituto, a questão financeira contou para a substituição do humano pela máquina. “Com boa formação e experiência, os professores filipinos são uma mão-de-obra mais barata do que os daqui”, contou ao site britânico Daily Mail.
Kim Mi-Young, uma oficial do departamento de educação do país, afirmou também ao site que a experiência foi bem-vinda. “As crianças parecem amar os robôs porque eles são bonitinhos. Mas alguns adultos também mostraram um interesse especial afirmando que se sentem menos nervosos de conversarem com máquinas do que com pessoas de verdade”, contou.

Mi-Young fez questão de destacar, no entanto, que os robôs não vão substituir completamente a atuação dos professores humanos, apesar do investimento governamental de cerca de US$ 1,5 milhão, algo em torno de R$ 2,5 milhões. Cada robô tem o preço de aproximadamente R$ 12 mil.

Planejar indica a certeza de que há um caminho a seguir

Por Vânia Musse
Professora Rede do Estado do Rio de Janeiro
Em qualquer atividade, o ser humano tem, no planejamento, a maneira de saber que seu objetivo será atingido. Mas atento ao fato de que um planejamento precisa levar em conta a flexibilidade, que possibilitará sua alteração parcial ou total. O que não se pode é perder o foco do que se quer atingir.

O planejamento de uma escola é o ponto principal para a sua qualidade de gestão e, consequentemente, da qualidade do ensino. O importante é que esse planejamento seja feito levando-se em conta as sugestões dos membros da equipe, nos seus variados setores de atuação. Quando todos participam, as responsabilidades para se alcançar às metas tornam-se compromisso de todos.

A partir do planejamento da unidade escolar, iniciam-se os planejamentos mais específicos, onde o ideal é que seja feito pelo grupo de professores seja por série ou disciplina. O importante é que se perceba a unidade, coerência e integração. Não se pode esquecer que o conhecimento é um todo e precisa acontecer de forma plena. Não se pode limitar a aprendizagem a uma determinada série ou disciplina sem levar em conta o entrelaçamento que ela sugere.

O planejamento do professor é a última etapa, mas é o mais decisivo. É o professor que está na ponta desse processo. De sua atuação dependerá efetivamente todo o planejamento da escola. A cada turma caberá um planejamento, pois as turmas se diferem. Além disso, dentro da própria turma o planejamento precisará ser adequado, levando-se em conta as individualidades dos alunos.

Para que um planejamento esteja fadado ao sucesso é imprescindível que se faça inicialmente uma observação detalhada sobre uma série de fatores. Entre eles: a realidade material; os recursos humanos; o cronograma; o público-alvo; o objetivo; e a observância de alterações previstas.

Por exemplo, o planejamento do meu projeto de sala de aula, do ano passado, partiu da constatação, através de pesquisa feita, da subutilização do aparelho celular pelos professores. Levando-se em conta o grande acesso dos alunos a essa mídia, a proibição de seu uso em espaço escolar, a necessidade da escola em preparar o aluno para a sociedade informatizada, achei importante fazê-lo.

Para isso, é essencial que o professor entenda que a educação precisa acompanhar a modernidade, trazendo para dentro da escola as possibilidades pedagógicas das mídias. Dessa forma, alguns desafios serão travados. Neste sentido, iremos tornar o professor mais acessível ao novo paradigma pedagógico; incentivá-lo a se capacitar para a utilização das mídias; oferecer a capacitação de acordo com a sua disponibilidade de tempo; ajudá-lo na implantação das atividades propostas na oficina; e criar possibilidades para a divulgação do seu trabalho.

Os animais pelas lentes dos jovens

Young Photographer Awards 2010

Jovens artistas com uma câmera fotográfica na mão. Foi assim que crianças e adolescentes ganharam prêmios no Young Photographer Awards 2010, promovido pela ONG inglesa de proteção de animais, a RSPCA. A grande vencedora foi a britânica Catriona Parfitt, de 17 anos. Ela conseguiu fotografar uma gaivota em uma geleira no arquipélago de Svalbard, na Noruega.

Confira os trabalhos:

 

   

 

 

 

Apostando nos alunos da escola pública

Por Katia Machinez da Cunha
Professora da Rede Municipal do Rio de Janeiro

  

Sou professora de matemática da Escola Municipal Presidente Médici, da Prefeitura do Rio de Janeiro.  Gostaria que muitas pessoas conhecessem a história da Aluna Jesielle Ferreira Santos da Escola Municipal Presidente Médici em Bangu – RJ. Uma aluna que termina o ensino fundamental com o futuro garantido, conquistando bolsas de estudo do ensino médio ao mestrado.

Quando iniciei na Prefeitura do Rio em 2001 tive o privilégio de ser professora de um aluno muito esperto e inteligente, podemos dizer “acima da média”. Saber que aquele menino poderia não aproveitar o potencial que tinha me incomodava profundamente. Tentei encontrar formas de ajudá-lo a desenvolver seu potencial. Não encontrei nenhum lugar que oferecesse ajuda. Daí, resolvi eu mesma orientá-lo e prepará-lo para estudar em uma escola federal no ensino médio.

Jessiel Jr. foi o motivo de eu ter começado o projeto Abrindo Horizontes. Fui orientando e informando a todos os alunos sobre as oportunidades que teriam ao terminar o ensino fundamental. Que precisariam se esforçar para passarem em concursos públicos para ingresso em escolas Federais, militares ou na Faetec.

Esses alunos correram na frente e começaram a se preparar, não esperando o futuro e, sim, se preparando para ele. Em 2004, Jessiel foi o 2º colocado no Pedro II, 3º na Faetec, sendo ainda aprovado e classificado na CEFET e na Rural. Ele escolheu o Pedro II, onde concluiu o ensino médio e hoje é sargento do exército e está cursando matemática na UFF, pelo consórcio CEDERJ.

Desde então todos os anos alunos na Médici são presença constante no Pedro II de Realengo, e passam para federais sem fazer cursinho. Temos, por exemplo, a Ana Carla na Engenharia Química da UFRJ, a Camila na Matemática da UFRJ, a Gerlaine na Biblioteconomia da UNIRIO e o Rodrigo Cesar no Desenho Industrial da PUC-Rio, com bolsa de 100%. Em 2008, Pedro e Alisson  ingressaram no Colégio Naval. Formaram-se este ano com mérito. Alisson foi o 4º da turma. Estão iniciando a Escola Naval neste ano.

Nesta caminhada, iniciei, em 2009, reforço gratuito aos sábados na escola a pedido da aluna Keila que era excelente e queria muito se preparar para as provas, mas não podia pagar cursinho. Ela conseguiu. Passou para o CEFET, Rural e Pedro II, onde está estudando.

As histórias desses e outros alunos podem ser vistas no blog profkatia2007.blogspot.com

Este ano a vitória da Jessiele (irmã do Jessiel) foi maior ainda. Ela também, desde o início, mostrou-se interessada, esforçada e dedicada aos estudos. Em 2008, inscrevi  nove alunos para o ISMART (www.ismart.org.br), organização que visa a ajudar alunos brilhantes. Destes, quatro eram os mais esforçados: Jessiele, Thaiane, Rafaela e Marcos.

Somente dois passaram: a Jessiele e a Thaiane que fizeram curso preparatório com tudo pago em 2009 e 2010, visando nivelamento para prova do Santo Inácio. Elas estudavam na Médici pela manhã, saiam às 11:30, pegavam o ônibus 393 para o Centro da cidade e faziam o curso na Lapa até às 17h. Retornavam para casa (no Viegas, Bangu, Zona Norte do Rio) às 21 ou 22h. Um sacrifício grande, mas elas conseguiram.

Jessiele Ferreira Santos foi medalha de prata na OBMEP em 2008 e ganhou bolsa do PIC (programa de iniciação científica) promovida pela OBMEP. Em 2009, ela foi Menção Honrosa na OBMEP. E, no ano passado, foi novamente medalha de prata na OBMEP e menção honrosa na OMERJ (Olimpíadas de Matemática do Estado do RJ). Tirou 10 (gabaritou) a prova de matemática do Pedro II, passando em 2º lugar. Na EPSJV-FIOCRUZ foi a 4ª colocada. Passou na prova conquistando a bolsa de estudo no Santo Inácio com tudo pago (condução, material escolar e alimentação). Mantendo média acima de sete, ela terá bolsa de estudo garantida na PUC-Rio.  Além disso, pelas medalhas de prata, ela também terá direto a uma bolsa de iniciação científica e de mestrado pela parceria entre o IMPA, a CAPES e o CNPq no programa PICME (www.obmep.org.br).
Thaiane Costa de Andrade foi menção honrosa na OBMEP em 2008 e 2009. Este ano não fez a prova, mas conquistou 9,5 na prova de matemática do Pedro II. Rafaela da Silva Vieira foi menção honrosa na OMERJ e também conquistou 9,5 na prova de Matemática do Pedro II somente com o reforço do projeto aos sábados. Marcos Vinicius da Cruz Minas passou em 2009 para o projeto Colibri da Aeronáltica – Campo dos Afonsos, iniciando a preparação em 2010, conseguiu média 7,5 na prova do Pedro II.

Em resumo, desde 2001 tenho conseguido orientar muitos alunos e fico muito feliz acompanhando a trajetória deles após o ensino fundamental, todos que aprenderam a aprender, a se esforçar para alcançar seus objetivos, encaram o ensino médio como um pré-vestibular e se dedicam ao máximo. Alunos como esses é que nos enchem de esperança e nos fazem acreditar que nosso trabalho ainda vale a pena.

Acredito que a história da Jesielle e dos demais servirá de inspiração e motivação para muitos estudantes. Uma aluna que termina o ensino fundamental em uma escola pública do subúrbio do Rio e sai com o ensino médio, superior e pós-graduação garantidos nas melhores instituições de ensino do RJ, merece ser exemplo.

Educação e mídia na Campus Party 2011

 

Está tudo pronto para a 4ª edição da Campus Party Brasil, que acontece entre os dias 17 e 23 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Para a edição deste ano, a organização do evento aumentou o número de vagas. São 6.500. E, acredite, todas já preenchidas. Mas quem se interessar,pode acompanhar as notícias pelo site oficial e nas próximas edições da revistapontocom.

Além de debates, oficinas, painéis e mesas-redondas sobre diversos temas ligados à cultura digital, há muitas palestras interessantes. Entre os convidados: Tim Berners-Lee, o criador da web; Al Gore, o ex-vice presidente dos EUA e autor do documentário Uma Verdade Inconveniente; Jon “Maddog” Hall, presidente e diretor-executivo da Linux International; Ben Hammersley, editor da Wired UK, publicação sobre tecnologia respeitada mundialmente; Steve Wozniak, ou iWoz, como também é conhecido, co-fundador da Apple; Kul Wadhwa, diretor gerente da Wikimedia Foundation/Wikipedia, e Stephen Crocker, personalidade presente na criação dos protocolos da Arpanet, que serviram como base para a Internet de hoje.

quer saber mais? visite o site oficial

A educação e sua interface com os meios de comunicação também não estão de fora.

Confira, abaixo, alguns encontros sobre o tema:

Dia 18/01 – terça-feira
17:15 – Debate: Redes sociais na Educação
A internet socializou o conhecimento, e o professor não é mais o principal provedor de informação para o aluno. Como essa realidade afeta as relações na sala de aula e o nosso sistema de ensino?

Participantes
Priscila Gonsales – Jornalista com mestrado pela Pontifícia Universidade de Salamanca, na Espanha, é responsável pela coordenação do Programa EducaRede Brasil.
Sam Shiraishi – Jornalista em mídia social, com foco na coordenação de trabalhos em redes sociais para várias empresas.
Reinaldo Pamponet – Presidente do Instituto Eletrocooperativa, organização que trabalha com inclusão digital por meio da conexão entre música e tecnologia.
Fernando ‘Tucano’ Russel – Professor da Universidade Católica de Santos, também é colaborador do site Jovem Nerd e escreve contos para a web.

Dia 19/01 – quarta-feira
16:45 – Painel: Geração interativa: Nada será como antes
Interativa. Y. Z. Millenium. Nativos digitais. Tantas definições para uma mesma geração: jovens que nasceram já imersos na cultura digital e que não conhecem um mundo sem redes sociais, e-mail, celular com câmera, tablets…, sem conexão, enfim. Uma geração que está provocando uma revolução silenciosa, deixando muitas vezes seus pais, chefes e educadores perplexos e confusos, sem saber quem é e o que esperar dela. E ela, o que espera de nós? Antes da discussão, será exibido o vídeo “We all want to be young”, da produtora gaúcha Box, sobre a geração Y.

Convidados
Ivelise Fortim – Psicóloga, mestre em Ciências Sociais e doutoranda do Programa de Psicologia Clínica pela PUC-SP. Atualmente é professora da Faculdade de Psicologia e do Curso de Jogos Digitais da PUC-SP e membro do NPPI- Núcleo de Pesquisas de Psicologia e Informática da Clínica Psicológica da PUC-SP.
Rene Silva – blog e twitter Voz da Comunidade, do Complexo do Alemão – Estudante de 17 anos e morador do Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, Rene é repórter, fotógrafo, redator, editor e colunista do “Voz da Comunidade”, jornal que criou há cinco anos para denunciar os problemas da sua região. Em 2010, Rene liderou a cobertura em tempo real pelo Twitter sobre o cerco e a invasão da polícia no Complexo do Alemão, tornando-se um dos principais porta-vozes da comunidade. Em seu perfil no Twitter afirma que vai ser jornalista.
Volney Faustini – Empresário, consultor, autor, preletor e administrador de empresas formado pela FAPEI 1983. Atualmente é diretor da FIT – Faustini, Inovação e Tecnologia, uma prestadora de serviços voltada à transformação do ambiente empresarial. Tem dedicado suas atividades à inovação com ênfase no futuro da gestão corporativa, às dinâmicas humanas, ao impacto da internet na Sociedade e ao perfil da Geração Nativa Digital. Recentemente organizou e editou Filhos Seguros, Pais Tranquilos como um e-book, disponível gratuitamente para download na Internet.
Luciana Cavalinho – Especialista de Responsabilidade Social Corporativa da Telefônica e membro do Fórum Gerações Interativas, instituição criada na Espanha pelo Grupo Telefônica, Universidade de Navarra e Organização Universitária Interamericana com o objetivo de promover o uso seguro das tecnologias por crianças e adolescentes. É jornalista, graduada pela Universidade Estadual de Londrina (Paraná), e trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil.

Dia 20/01 – quinta-feira
11:00 – Palestra: O Desenvolvimento da Cognição em Ambientes de Robótica Educacional: saberes vividos são compartilhados
Articula o desenvolvimento da cognição na cultura digital. Ressalta a apropriação do constructo de cidadania digital em ambientes de robótica educacional e o surgimento de valores imateriais que permeiam a formação dos sujeitos. O norte é a inclusão para a formação social, que resulta nas interações e na aquisição de habilidades cognitivas que propiciam a colaboração, a criatividade, formação social e mobilidade econômica para uma geração de novos atores.

Palestrante
Maria das Graças Pinto Coelho – Doutora em Educação (PPGED/UFRN) e professora/pesquisadora dos programas de pós-graduação em Estudos da Mídia- PPgEM/Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da pós-graduação em Educação – PPGEd/UFRN. Coordenadora do mestrado em Estudos da Mídia – PpgEM/UFRN.

Dia 20/01 – quinta-feira
14:30 – Palestra: Parece impossível, mas não é – Educação e diversão podem andar juntas
Educação e Diversão podem andar juntas. Nesta palestra será mostrado o caminho encontrado pela produtora m.gaia studio para a produção de games divertidos e também educativos, como o City Rain, que pudessem trazer noções de cidadania, planejamento urbano e o mais importante, sustentabilidade.

Participante
Túlio Soria – Um dos integrantes da equipe Mother Gaia Studio (atual empresa de desenvolvimento de games m.gaia studio), vencedora de três competições internacionais com o game City Rain. É Bacharel em Sistemas de Informação pela Unesp e cursa MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV.

Dia 20/01 – quinta-feira
15:00 – Palestra: Aprendizagem real, no mundo virtual de Second Life
Os prós e os contras do aprendizado no mundo virtual do Second-Life.

Palestrante
Mayara Setubal – Pedagoga especializada em Psicopedagogia clínica e institucional, com experiências nos segmentos de Educação Infantil, Especial e Orientação Educacional.

Dia 20/01 – quinta-feira
16:45 – Mesa redonda: Educação e Cultura Digital – uma combinação necessária
De que maneira os meios tecnológicos podem favorecer a produção do conhecimento em contextos educativos? Isso já está acontecendo? Se o século 21 oferece a possibilidade de a Web 2.0 enriquecer o modo de aprender e ensinar, formar o cidadão para as competências e habilidades que emergem destas novas práticas sociais tornou-se o grande desafio para a educação.

Convidados
Bianca Santana – Coordenadora do Projeto Recursos Educacionais Abertos na Casa da Cultura Digital. No mestrado em Educação da Universidade de São Paulo, pesquisa os usos das tecnologias digitais na Educação de Jovens e Adultos. Jornalista, formada pela Faculdade Cásper Líbero, já colaborou com publicações impressas e digitais da Editora Abril e com a edição de livros e objetos educacionais multimídia nas editoras Ática e Moderna. Trabalhou em projetos de cultura digital para o Ministério da Cultura. É ativista da cultura livre e membro da Rede pela Reforma da Lei do Direito Autoral.
Priscila Gonsales – Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, GEO- ECD Jornalista, máster em Educação, Família e TIC pela Pontifícia Universidade de Salamanca (ES), especialista em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA-USP, atua na área de educação desde 1997, principalmente em organizações do 3º Setor. Pesquisadora do Cenpec desde 2001, é responsável pela coordenação do Programa EducaRede Brasil, baseado em um portal educacional aberto e gratuito que desenvolve uma metodologia de comunidade virtual entre escolas baseada em projetos de aprendizagem.
Luciano Meira – Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OjE). Graduado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia do Recife (1984), Mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (1987), Ph.D. em Educação Matemática pela University of California at Berkeley (1991). Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da UFPE e pesquisador da Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva da mesma instituição. Foi pesquisador do CNPq de 1992 a 2007, e é atualmente bolsista de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologia da Informação do SOFTEX-PE (2008-2011). Também é consultor em educação da Joy Street, empresa do Porto Digital (PE) que desenvolve a Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OjE) e de estudos de usabilidade do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), uma organização sem fins lucrativos associada ao Centro de Informática da UFPE.
Debora Sebriam – educadora do Centro Educacional Pioneiro, com experiência de uso da Web 2.0 na Educação Básica. Mestre em Engenharia de Mídias para a Educação pela Universidade Técnica de Lisboa, Université de Poitiers e Universidad Nacional de Educación a Distancia. Atua com integração de tecnologias ao currículo, tecnologias e formação de professores, inovação pedagógica.

Dia 21/01 – sexta-feira
9:30 – Painel: Software livre e a educação participativa e de qualidade
Discussão sobre o uso do software livre nas escolas e outros ambientes educacionais. A ideia é apresentar diferentes visões de utilização desses softwares nos diversos níveis e ambientes de ensino.

Oficineiros
Frederico Gonçalves Guimarães – Biólogo e ativista do movimento de software livre, coordena o grupo Software Livre Educacional e trabalha atualmente no CRC BH Digital.
Daniervelin Renata Marques Pereira – Membro do grupo Texto Livre, vinculado à Faculdade de Letras/UFMG. Experiência na área de Letras, com ênfase em Linguística, principalmente nos temas: Linguagem e Tecnologia, Educação mediada pelo computador, Cultura Livre e Semiótica.
Marinez Siveris – mestrado em educação; Especialista em Ed. Matemática. Trabalha na Secretaria Municipal de Educação de Passo Fundo – SME/RS. Coordenadora do Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM) e dos Cursos de Informática Educativa. Participa do Grupo de estudo e pesquisa em inclusão digital da Universidade de Passo Fundo (UPF). Realiza estudo e análise de aplicativos para o Software livre.
Simone Garófalo Carneiro – Possui graduação em Letras pela UFMG. Atua como professora de PLE e nas áreas de Linguagem e Tecnologia e Linguística Aplicada ao Ensino. Integrante dos projetos Taba Eletrônica e SLEducacional.

Dia 21/01 – sexta-feira
16:30 – Mesa-redonda: Tecnologia e Cultura: Produção, difusão e acesso
Vamos discutir o papel que a tecnologia tem desempenhado em benefício da cultura, ampliando meios de produção artística e cultural e facilitando sua distribuição, acesso e inclusão social. E vamos aproveitar para lançar o Concurso Cultural “Minha Vida Mudou”, voltado para jovens que, usando dispositivos tecnológicos, falem sobre como a tecnologia tem mudado suas vidas.

Convidados
Gabriel C. Farias – Jovem de 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio, na Escola Estadual de Ensino Médio Waldemar Maués. Está envolvido em projetos comunitários desde os 10 anos de idade. Foi representante do projeto Bel Água em Brasília em 2009 na III CNIJMA (Conferencia Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente). Há três anos, trabalha como monitor de turma no Telecentro de Inclusão digital de Belterra (PA).
André Mintz – Jovem artista vencedor do Prêmio Conexões Tecnológicas 2008, voltado à estudantes que trabalham com arte e tecnologia. Após essa premiação, motivou-se a continuar desenvolvendo trabalhos e pesquisas nessa área ganhando mais reconhecimento e se estabelecendo no meio. Apoiado pela Vivo.
Kollontai Diniz – Designer gráfica e, na Brasiliana USP, desenvolveu o projeto gráfico do Tema Corisco para DSpace, parte da Plataforma Corisco.
Henry Grazinoli – Projeto Tela Brasil – Cineasta e educador. Coordenou as Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil, nas quais supervisionou a realização de dezenas de curtas metragens. É criador de conteúdo e editor do Portal Tela Brasil, primeiro site de ensino da arte audiovisual no Brasil.

Dia 21/01 – sexta-feira
20:30 – Oficina: Quem quer usar software livre na escola levante a mão!
Uma oficina para apresentar uma série de opções de softwares livres educacionais, apresentando características gerais e usos pedagógicos de cada um deles.

Oficineiros
Frederico Gonçalves Guimarães – Biólogo e ativista do movimento de software livre, coordena o grupo Software Livre Educacional e trabalha atualmente no CRC BH Digital.
Marinez Siveris – Possui mestrado em educação; Especialista em Educação Matemática. Atualmente trabalha na Secretaria Municipal de Educação de Passo Fundo – SME/RS. Coordenadora do Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM) e dos Cursos de Informática Educativa. Participa do Grupo de estudo e pesquisa em inclusão digital da Universidade de Passo Fundo (UPF). Realiza estudo e análise de aplicativos para o Software livre.
Ana Cristina Geyer de Moraes – Professora de Ciências e Biologia das Redes Pública e Privada do Rio de Janeiro, Orientadora Tecnológica do Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, em Niterói.

Dia 22/01 – sábado
11:45 – Palestra: Zappiens.br
O Zappiens é o portal de vídeos do Comitê Gestor da Internet no Brasil, que tem por objetivo incentivar a divulgação de conteúdo multimídia de qualidade, em língua portuguesa, na Internet. O portal integra hoje acervos do CGI.br/NIC.br, Arquivo Nacional, USP e RNP. Na apresentação será abordada a importância do projeto e dos conteúdos em português na Internet, seu histórico, características técnicas, o acervo já disponível, bem como algumas possibilidades de evolução e participação, por exemplo usando a exportação dos dados via sitemaps e OAI-PMH para importar os vídeos em outros sítios.

Palestrante
Antonio M. Moreiras – Engenheiro do CEPTRO.br, equipe do NIC.br responsável por ações que visam melhorar a infraestrutura da Internet no Brasil, e fomentar seu crescimento.

Fonte – RedeEduca e site oficial da Campus Party 2011

Você sabia dessa?

O governo chinês proibiu jornais, editoras e donos de sites de usarem palavras estrangeiras, especialmente em inglês. A Administração Geral de Imprensa e Publicações, órgão estatal que controla a imprensa e as editoras da China, informou que essas palavras estão destruindo a pureza da língua chinesa e determinou que o chinês padrão deve ser a norma.

Siglas e abreviaturas estrangeiras devem ser evitadas, segundo a determinação, que amplia normas que já se aplicavam ao rádio e à TV. Se uma palavra tiver de ser escrita em uma língua estrangeira, deve ser acompanhada de uma explicação em chinês – determinou o órgão.

revistapontocom pergunta:
você aprova a determinação do governo chinês?

Traduções de nomes de pessoas e de lugares estrangeiros devem ser padronizadas. Até o momento, no entanto, a mídia chinesa não parece estar dando muita atenção à medida. No portal chinês Baidu, por exemplo, palavras como punk, rap e iPhone aparecem na grafia original. E a própria agência de notícias oficial do país, Xinhua, usa siglas inglesas como GDP (Gross Domestic Product, ou Produto Interno Bruto) e até UFO (Unidentified Flying Object, Objeto Voador Não Identificado).

Desenrola chega às telas dia 14

Produção contou com a participação de jovens

“A convergência de mídias, o tal consumidor participativo e o conceito de transmídia como forma de apresentar o produto cultural nas diversas telas, são ideias, no mínimo, na moda entre os produtores”, destaca Rosane Svartman.

   

Por Marcus Tavares

Desenrola estréia nos cinemas do país no próximo dia 14. A história é sobre adolescentes e para adolescentes. A diretora Rosane Svartman espera que o público goste, afinal ela não mediu esforços – nem tecnologia e redes sociais – para elaborar um filme com a cara deles.

Saiba mais sobre o filme 
Assista, abaixo, ao trailer oficial

Só aqui no Rio, mais de vinte escolas – públicas e particulares – receberam a equipe de produção do filme, que lia e discutia o roteiro com os estudantes. Ela garante que o resultado final respeitou a opinião dos estudantes e que muita gente da equipe foi contratada via interesse e participação on-line. Leitora assídua da revistapontocom, Rosane Svartman conversou conosco sobre o seu novo filme.

Acompanhe:

revistapontocom – Desenrola chega às telas depois de quanto tempo de trabalho?
Rosane Svartman –
Depois de cinco, seis anos. É que a pesquisa para o filme começou como uma série de documentários pra TV. Depois essa pesquisa virou uma web-série participativa. Depois teve o trabalho de campo nas escolas, lendo o roteiro em sala de aula. Durante esse processo, que durou alguns anos, tentávamos captar dinheiro para o filme. Então o caminho para o filme gerou vários outros produtos culturais. As filmagens propriamente ditas foram no segundo semestre de 2009, mas achamos importante esperar passar a Copa do Mundo e esperar as férias de verão para lançar o filme, já que é um filme com e para adolescentes.

revistapontocom – Trata-se de um novo case de produção cinematográfica?
Rosane Svartman –
A estratégia do Desenrola não é exatamente nova, vários ingredientes foram utilizados em outros filmes brasileiros e estrangeiros. A convergência de mídias, o tal consumidor participativo e o conceito de transmídia como forma de apresentar o produto cultural nas diversas telas, são ideias, no mínimo, na moda entre os produtores. Estamos tentando colocar essas ideias em prática, experimentando, já que o nosso público está justamente nas novas mídias e plataformas interativas. Para isso, fizemos vários trailers diferentes (trailer pra românticos, pra quem tá na seca, para pais e etc); realizações colaborativas como por exemplo na música tema do filme (composta a várias mãos através de ferramentas sociais); promoções para participar do elenco do filme e por aí vai.

revistapontocom – Depois de todo este processo, qual foi de fato a participação dos jovens na construção do roteiro?
Rosane Svartman –
O roteiro modificou muito depois que começamos a trocar ideias com adolescentes. Diálogos inteiros, a construção de alguns personagens e até um pouco da estrutura foi modificada depois das críticas mega construtivas que recebemos. Não sou adolescente há algum tempo e apesar de durante a pesquisa (foram centenas de entrevistas) me surpreender com o que havia em comum entre a minha geração e a atual, nada como a opinião de quem está passando por isso.

revistapontocom – Além de encontros presenciais, a produção fez uso da internet. Qual foi a participação ‘on line’ no projeto?
Rosane Svartman –
Além da web-série em parceria com o Oi Futuro, que ajudou muito na construção do roteiro, tivemos muitas participações online sim: uma parte do elenco de apoio foi escolhida via web, a música tema foi feita de forma colaborativa, uma assistente minha foi escolhida via web, uma outra música da trilha também, durante os créditos exibimos beijos de cinema de pessoas que enviaram pra gente pela web, fizemos a promoção “tô na edição” durante a montagem.

revistapontocom – O filme tem, portanto, a cara dos jovens brasileiros?
Rosane Svartman –
Espero que sim, já que eles ajudaram bastante a fazer esse filme ser como é.

revistapontocom – Quantas cópias, em quantas salas o filme estreia?
Rosane Svartman –
Ainda não sei, acredito que entre 80 e 100.

revistapontocom – O que ficou de lição do processo de produção do Desenrola?
Rosane Svartman
– O diálogo – offline e online – é imprescindível para falar do universo adolescente.

revistapontocom – E o que vem por aí?
Rosane Svartman
– Gostaria de continuar fazendo filmes para adolescentes. Acho que é um gênero do cinema que faz falta no Brasil. Temos algumas (boas) experiências, mas ainda há espaço para mais filmes sobre essa fase incrível da vida de todo mundo, quando as emoções se embolam, quando tudo é muito intenso e surpreendente.

Classificação indicativa: novo prazo

Consulta pública vai até o dia 28 de janeiro.

“Não é verdade que a consulta seja fruto da pressão das emissoras. Se assim fosse, certamente a participação das emissoras seria bem maior do que tem se manifestado”, destaca Davi Pires, diretor do Dejus.

 

Por Marcus Tavares

Prevista para se encerrar no último dia 18 de dezembro, a consulta pública – via internet – sobre as normas e os critérios da classificação indicativa dos programas de TVs, cinema, jogos eletrônicos, cinema e afins foi prorrogada para o dia 28 de  janeiro. A decisão foi anunciada pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), do Ministério da Justiça, no final do ano passado.

Até o presente momento, cerca de 800 comentários já foram postados no site da consulta. Para o diretor do Dejus, Davi Ulisses Brasil Simões Pires, a consulta vem cumprindo com seus objetivos. Em entrevista à revistapontocom, Davi destaca que a consulta é um procedimento natural e que não tem nenhuma relação com os interesses comerciais das emissoras de televisão. Ele explica que, sim, alguns pontos poderão ser revistos.

“O que pode mudar, então? Podem mudar as faixas de classificação (hoje são seis: Livre, Não Recomendado para Menores de 10, 12, 14, 16 e 18), podem ser alteradas as faixas de vinculação horária, podem ser ampliadas as informações prestadas acerca de conteúdo, a informação pode conter também áudio. Pode haver novas sugestões específicas para veículos como cinema, mercado doméstico de vídeos e jogos eletrônicos. O segmento de TV por assinatura, cujo público está em crescimento, pode, igualmente, receber sugestões de tratamento específico. Enfim, as possibilidades são variadas”, explica.

Acompanhe a entrevista.

revistapontocom – Por que o Ministério da Justiça resolveu ouvir novamente a população brasileira sobre a classificação indicativa, se há cerca de três anos foi feita uma grande consulta? De lá para cá, muita coisa mudou assim na opinião pública?
Davi Pires
– O objetivo do debate público da classificação indicativa que está se desenvolvendo em ambiente virtual (http://culturadigital.br/classind/) é consolidar, atualizar e aprimorar a regulação da classificação indicativa, com a discussão de seus critérios e normas. Hoje a classificação indicativa é regulada por cinco portarias do Ministério da Justiça e há um manual de análise que deve ser atualizado. A regulamentação de jogos eletrônicos, por exemplo, é muito vaga e precisa ser aperfeiçoada. A classificação indicativa, nos moldes atuais (pós-2006) foi precedida por consultas públicas que movimentaram e motivaram a participação da sociedade. O rico material colhido naquelas audiências públicas resultou nas Portarias do Ministério da Justiça nº 1.100/2006 (cinema, vídeo, dvd e jogos) e nº 1.220/2007 (TV) e mais três Portarias que hoje regulam a classificação indicativa. Desde que foram criadas estas normas, os critérios e o Manual da Nova Classificação Indicativa ainda não haviam sido expostos à consideração pública, ou seja, a sociedade se manifestou para dizer quais direitos de crianças e adolescentes deveriam ser protegidos, mas ainda não havia sido ouvida para expressar se concorda com o quê foi estabelecido a partir de suas ideias; e se as normas e critérios efetivamente funcionam para proteger os direitos de crianças e adolescentes. Em síntese, o debate público busca uma sintonia fina entre a política pública da classificação indicativa e seu público – a sociedade civil. De 2006 para hoje muitas coisas mudaram. A classificação indicativa, como política pública, passou a ser melhor compreendida por emissoras, produtores e distribuidores de filmes e a população. A impressão de que a classificação seria revestida de censura acabou – ou está próxima de acabar. Está cada vez mais claro que a classificação é indicativa e, não, proibitiva. O Ministério da Justiça não solicita o corte de cenas ou a proibição da abordagem de qualquer assunto nas obras classificadas. Assim, para tornar mais clara a maneira como o Ministério faz a classificação, cinco oficinas técnicas foram realizadas para expor detalhadamente os critérios utilizados na classificação indicativa. Destas oficinas participaram as emissoras de TV, produtores e distribuidores de cinema e vídeo, o ministério público e também a comunidade acadêmica. Com isso, hoje há uma grande aproximação entre as classificações auto atribuídas pelas emissoras de TV e a homologação (deferimentos) do Ministério da Justiça – em torno de 95%.

revistapontocom – Mas dizem que, na verdade, a nova consulta – especificamente com relação à programação das TVs – é fruto de uma forte pressão das emissoras de televisão. Por coincidência uma das principais emissoras de TV aberta do país vem veiculando continuamente a importância de suas novelas. Há algum fundamento?
Davi Pires –
Não. Não é verdade que a consulta seja fruto da pressão das emissoras. Se assim fosse, certamente a participação das emissoras seria bem maior do que tem se manifestado. Um ponto de tensão para a TV aberta é a vinculação horária da classificação etária. Este é um pressuposto da classificação indicativa – uma previsão do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Portanto, não está em discussão se deve ou não existir vinculação horária. No entanto, é possível discutir-se se as faixas etárias e horários de vinculação estão adequadas e condizem com a realidade. O que o Ministério da Justiça gostaria de saber é se a sociedade vê diferenças fundamentais entre adolescente de faixas etárias, por exemplo, entre 12 e 14 anos ao ponto de justificar diferenciação de faixa horária (a partir das 20h ou a partir das 21h). No cotidiano de um país continental como o nosso – com diferenças de fuso horário – essas questões assumem maior importância. Quanto às novelas, é inegável que hoje se constituem em importante produto cultural do país, e são, também, produtos de mercado – é natural que se anuncie os produtos se ressaltando suas qualidades.

revistapontocom – Outro grande questionamento é o tempo curto de consulta e o meio pelo qual a consulta a sociedade vem sendo feita. Somente menos de 30% da população brasileira tem computador em casa com acesso à internet. Além disso, pesquisas indicam que a faixa etária dos pais é a que menos acessa a web.
Davi Pires –
O Ministério da Justiça pretendia reunir, até o final de 2010, subsídios para a atualização e unificação das portarias e critérios da classificação indicativa. No entanto, para ampliar e aprofundar a discussão o prazo foi ampliado até 28 de janeiro de 2011. Com isso, ampliaram-se as participações e contamos que até o final do prazo, teremos levantado argumentos suficientes para a Portaria ministerial da Classificação indicativa. A propósito do formato do debate público, trata-se de uma ferramenta nova – já utilizada com sucesso (no MJ) na discussão do anteprojeto de lei do marco civil da Internet. Efetivamente é de se considerar o número de pessoas que têm computador em casa, mas muitos têm acesso à Internet no trabalho – a maioria das participações se dá mesmo em horário comercial. E, por outro lado, uma questão interessante seria quais (e quantas) pessoas se disporiam (considerando tempo e recursos financeiros) a participar de uma audiência pública presencial para discutir políticas públicas? A ferramenta utilizada permite maior participação da população, dá transparência ao debate – uma vez que todos os argumentos estão expostos e acessíveis a qualquer pessoa –, permite que não só o público diretamente afetado com a questão – que já tem opiniões e argumentos bastante conhecidos – participe, como também todos aqueles direta ou indiretamente envolvidos com a questão. A ideia foi mesmo popularizar o debate. Quanto às mencionadas pesquisas que indicam a relação entre faixa etária de pais e acesso à web, é importante fazer um corte (ou um cruzamento) das informações: o público alvo da classificação indicativa são pais e responsáveis por crianças e adolescentes, o que subentenderia uma faixa etária majoritária entre 18 e 36 anos de idade – nos dias de hoje, esta faixa apresenta índices consideráveis de inclusão digital.

revistapontocom – O Dejus tem alguma ideia do que poderá ser modificado com esta consulta? A ideia é unificar as portarias, mas pretende-se também mudar a questão da vinculação do conteúdo à faixa horária e etária?
Davi Pires
– Talvez possa ficar mais claro se começarmos pelo que não pode mudar. O debate público não vai mudar (e nem poderia) as previsões constitucionais, legais ou questões já decididas pelo Poder Judiciário. Em outras palavras, não se questiona se deve ou não existir classificação indicativa – isto é uma disposição constitucional – ou se deve ou não existir uma vinculação horária da classificação etária para TV – esta é uma determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente – e também não se questiona se tal vinculação horária deve respeitar as diferenças de fuso horário existentes no país – esta é uma questão já decidida pelo Poder Judiciário. O que pode mudar, então? Podem mudar as faixas de classificação (hoje são seis: Livre, Não Recomendado para Menores de 10, 12, 14, 16 e 18), podem ser alteradas as faixas de vinculação horária, podem ser ampliadas as informações prestadas acerca de conteúdo, a informação pode conter também áudio. Pode haver novas sugestões específicas para veículos como cinema, mercado doméstico de vídeos e jogos eletrônicos. O segmento de TV por assinatura, cujo público está em crescimento, pode, igualmente, receber sugestões de tratamento específico. Enfim, as possibilidades são variadas.

revistapontocom – Pretende-se também revisitar a questão dos critérios de classificação indicativa: sexo, violência e drogas?
Davi Pires
– Os critérios da classificação indicativa são objetivos, mas a análise conta com uma margem de subjetividade. Estes critérios também podem receber sugestões e argumentos para sua alteração. É natural que isso aconteça, pois, desde que foram criados e estabelecidos no Manual da Nova Classificação Indicativa, eles ainda não haviam sido expostos a consideração pública. No entanto, para que mudanças possam ocorrer e para que a política pública tenha proximidade com o anseio popular, é fundamental a participação da sociedade.

revistapontocom – A última pesquisa que o Dejus fez não ratificava todos os critérios/propostas e encaminhamentos da portaria que está em vigor?
Davi Pires
– A pesquisa apontou que sexo, drogas e violência estão entre as principais preocupações dos pais quanto ao que crianças e adolescentes assistem na televisão. Quanto à ratificação da portaria, os entrevistados apontaram para a necessidade de aperfeiçoamento de alguns pontos previstos na portaria MJ nº 1.220/07 como, por exemplo, a veiculação dos símbolos da classificação indicativa e a forma da apresentação da classificação indicativa na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

revistapontocom – Até o presente momento, qual a taxa de participação dos brasileiros na consulta?
Davi Pires
– Até o momento temos mais de 800 comentários pontuais sobre normas e critérios. A temática mais frequente dos comentários das normas são os jogos eletrônicos. Os comentários sobre critérios, em sua maioria, questionaram a rigidez das tendências de sexo. Além de contribuições pontuais há também os posicionamentos em bloco (comentários gerais sobre norma e critérios, em documento único), apresentado por pessoas jurídicas, como: Associação dos Roteiristas (AR), Fundação Getúlio Vargas (FGV), SKY TV por assinatura, Motion Pictures Association (MPA), Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) e Associação Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA). A AR posiciona-se contra a vinculação horária, classifica-a como inconstitucional e afirma que a classificação indicativa fere a liberdade de expressão. A FGV apresentou extenso e completo relatório com sugestões quanto à classificação de jogos eletrônicos. Os argumentos, no entanto, seguem na mesma linha dos comentários sobre jogos feitos pontualmente pelas pessoas físicas. A ABTA e ABPTA abordaram e comentaram praticamente todos os itens da norma. A SKY, por sua vez, defende a necessidade de regulamentar a auto-classificação em TV por assinatura e questionou a necessidade de utilização de LIBRAS, por considerar a informação redundante. A MPA sugere mudanças na vinculação horária, no prazo de classificação e na redação das portarias de modo esclarecer os procedimentos. Todas as contribuições estão no portal: culturadigital.br/classind