Danúbio Azul

Danúbio Azul é o nome do novo filme da equipe de jovens cineastas da Produtora Escola Cinema Nosso, que conta a história de Luana, jovem adepta de novas tecnologias que se envolve em um esquema de exploração de mulheres, colocando em risco, inclusive, Bia, sua melhor amiga. As filmagens terminaram no dia 1º de outubro, no município de Barra do Piraí, Rio de Janeiro.

A equipe, composta por 35 pessoas, contou com a participação de jovens realizadores da Produtora Escola, oriundos de universidades (PUC, UERJ e UFF), estudantes do Pólo Audiovisual de Barra do Piraí, alunos da Escola Audiovisual Cinema Nosso e técnicos convidados. Entre eles: André Pinto (direção), Bia Marques (diretora de fotografia), Lúcio Andrey (coordenador de equipe), Paulo Vespúcio (ator), Pedro Salomão (roteirista), Rosália Duarte (consultora de recepção de conteúdo), Claúdio Fonseca (maquiador), Henrique Medeiros (preparador de elenco), Pedro Rodrigues (técnico de som direto) e Jordana Berg (montadora).

Produção

O projeto Danúbio Azul, foi escolhido no segundo pitching de projetos realizados pela Produtora Escola em 2012 e concorreu com outras duas propostas de argumento. Desde então, a equipe de jovens trabalha no roteiro e vem organizando a produção.

O curta é mais uma realização da Produtora Escola Cinema Nosso e conta com patrocínio da Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID) e Interartes, patrocínio institucional do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania e apoio  da Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Barra do Piraí e Film Commission Barra do Piraí.

Produtora Escola Cinema Nosso

A produtora funciona como uma Empresa Júnior e tem o intuito de possibilitar uma maior vivência do jovem no ambiente de trabalho do mercado audiovisual. Trata-se de uma oportunidade para que jovens que passaram por todos os ciclos de estudo da Escola Audiovisual Cinema Nosso e oriundos de outros espaços de diferentes metodologias na formação da área audiovisual possam aprimorar seus conhecimentos técnicos por meio da produção de filmes institucionais, comerciais e projetos autorais de ficção e documentário. A Produtora Escola oferece toda orientação, estímulo e qualificação para a gestão da carreira profissional do jovem.

Criança deve usar tablet?

A Folhinha, suplemento infantil da Folha de S. Paulo, trouxe, em sua última edição, 29 de setembro, uma reportagem sobre tablets. Uma das matérias questionava o seu uso pelas crianças. Entrevistaram o professor Valdemar W. Setzer,  do departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP, e Andréa Jota, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP. Setzer condena o uso. Andréa recomenda, mas de forma moderada. A revistapontocom transcreve a opinião dos dois. As entrevistas foram concedidas para o repórter Bruno Romani.

CONTRA
“Qualquer aparelho eletrônico é terrível para a criança.” A frase, que costuma gerar polêmica, é de Valdemar W. Setzer, 71, professor do departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da USP. Veja trechos de sua entrevista à “Folhinha”. (BR)

Apertar botões
Qualquer aparelho eletrônico é terrível para crianças. Elas deveriam brincar ativamente. O que fazem, por exemplo, quando brincam com um carrinho de controle remoto? Mexem os dedos para apertar botões. Um bom brinquedo deve ser simples. A criança deve entender o seu funcionamento, como uma boneca de pano. Nenhum adulto compreende o funcionamento de um tablet. Se eu quebrar o chip, não saberei montar.

O bom brinquedo
O brinquedo também deve despertar a imaginação. No caso da boneca, por exemplo, a criança usa a imaginação. Aparelhos com tela, como computador, tablet e TV, entregam imagens prontas. Não há o que imaginar. Os brinquedos também deveriam exigir movimento, como jogar bola ou pular corda. Os meios eletrônicos, começando pelo iPad, deixam a criança parada.

Sem conversa
Graças ao iPad e a outros jogos eletrônicos, os pais estão falando menos com os filhos. Você vai a um restaurante e vê famílias com crianças jogando seus tablets na mesa. Não há conversa e brincadeiras. Isso é cômodo para os pais.

A FAVOR
“O uso do tablet por crianças só é prejudicial se houver abuso. Do contrário, é uma brincadeira.” Essa opinião é de Andréa Jotta, 38, psicóloga do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC São Paulo. Leia a seguir.

Demônio?
A tecnologia é inevitável. Não adianta olhar para isso como algo do demônio [ruim]. As crianças não fazem diferença entre algo que é tecnológico [como tablet ou computador] e algo que não é [bola ou boneca, por exemplo]. Para elas, é tudo igual. Brincam com um ou outro sem problemas. O tablet faz parte de um mundo cheio de informações, que chegam com facilidade às pessoas -e isso pode deixá-las mais inteligentes.

Brinquedo?
A criança precisa aprender a brincar no tablet, mas também a montar quebra-cabeça e a visitar parques. São os pais que devem decidir se uma criança deve ou não ganhar um iPad como brinquedo, que custa R$ 1.500. Mas a criança não é preparada para ter um brinquedo num valor tão alto. Não é recomendado que os pais briguem se ela quebrar ou perder o tablet.

Uso moderado
Não há idade certa para usar tablet. O importante é a criança, independentemente da idade, ter opções diferentes de atividades, brincar das mais diferentes maneiras. Uma criança que aos cinco anos só brinca com tablet, aos dez ganha console e aos 12 está viciada em tecnologia não foi estimulada a brincar sem os eletrônicos.

 

Era uma vez…uma crise

Por Mariana Barbosa
Folha de S. Paulo

A crise em Portugal é tal que chegou à seção de livros infantis. Em “A Crise Explicada às Crianças” – para ‘miúdos’ de direita ou de esquerda, dependendo de que lado se começa a ler o livro – o jornalista, escritor e humorista João Miguel Tavares conta a fábula de ursos gordos que comeram mel demais e agora precisam de dieta. São duas versões das mesma história, cada qual com seu vilão (abelhas/mercados ou ursos gordos/deficit público), que se encontram no meio do livro.
Mas mais do que ajudar os pais a traduzirem as notícias dos jornais e as aflições do dia a dia para as crianças, o livro -que ainda não tem edição prevista no Brasil- é, na verdade, “um grito de alerta” sobre a infantilização do debate político em Portugal, afirma o autor, que é pai de quatro filhos.

Folha – Por que escrever um livro sobre crise para crianças?
João Miguel Tavares – Na verdade, este é um falso livro para crianças e, como tal, um objeto incaracterístico. Está escrito numa linguagem infantil, mas, para poder ser lido a uma criança antes de ela adormecer, é preciso ter pais muito competentes na explicação do que ali se está a passar, na medida em que a estrutura se afasta muito da de um livro para crianças convencional. A linguagem quer ser, desde logo, um grito de alerta sobre o modo como infantilizamos o debate em Portugal e na Europa. Eu não deveria conseguir escrever uma metáfora sobre esquerda e direita na economia usando abelhas e ursos -mas a verdade é que, modéstia à parte, acho que o livro funciona. Portanto, há também um lado sarcástico, mais dirigido aos pais, uma vontade de denunciar a falta de sofisticação do pensamento atual: “vejam como o nosso debate político se tornou tão primário que parece história da carochinha”.

Folha – Seus filhos perguntam muito sobre crise?
João Miguel Tavares – Felizmente, a crise é mais uma preocupação dos pais do que deles, que estão mais entretidos com brincar e esfolar joelhos. Como eu tenho muitos filhos, as pessoas acham que o livro nasce como uma resposta às suas dúvidas. Seria mais bonito se tivesse sido assim, mas não foi.

Folha – A crise está no dia a dia das crianças portuguesas?
João Miguel Tavares – 
Claro que sim. Se um pai está desempregado ou informa o filho que ele não pode ir aqui ou ali porque não há dinheiro, é impossível que a crise não marque os mais jovens. Se isso é suficiente para as torná-las infelizes, acho que não. As crianças são naturalmente felizes, e isso é independente do tamanho do deficit português.

Folha – Você se considera de direita ou de esquerda?
João Miguel Tavares –  
Em Portugal, considero-me de direita. Se vivesse nos EUA, considerar-me-ia de esquerda. O problema é que o espectro político português pende em demasia para a esquerda e qualquer pessoa que defenda uma diminuição do peso do Estado é logo acusada de “neoliberal”. Mas apesar de me assumir de direita, procurei escrever um livro equilibrado.

Folha – Portugal é o urso gordo e insaciável?
João Miguel Tavares – 
Diria que sim.

Folha – E como está a dieta do urso? Precisa de dietas mais drásticas? Ou essa dieta acabará por matá-lo?
João Miguel Tavares – 
Diria que o urso aguentou um ano de dieta com uma paciência e um empenho extraordinários. Recentemente, está a achar menos graça à coisa, porque tarda a ver a tal luz no fundo do túnel. É compreensível. O urso já percebeu que tem de diminuir a barriga mas, como é óbvio, ele não quer ter de continuar a emagrecer enquanto, ao lado, tem outros bichos que continuam a comer do bom e do melhor. Ou há moralidade ou comem todos.

IV Encontro de Educomunicação

A Escola de Comunicações e Artes (ECA) está com inscrições abertas para o IV Encontro Brasileiro de Educomunicação, marcado para os dias 25, 26 e 27 de outubro, na USP, em São Paulo. O evento tem o objetivo de propiciar um espaço para profissionais de educação e comunicação, pesquisadores e alunos trocarem experiências e informações sobre seus programas. A ideia também é discutir resultados de pesquisas para auxiliar a definição de políticas voltadas para a articulação de ações conjuntas de Educomunicação. O encontro tem custo de R$50,00 e as inscrições deve ser realizados no site do encontro. De acordo com a coordenação do encontro, o evento contará com quatro mesas redondas, 20 painéis e 78 papers.

Inscrição e mais informações, clique aqui

TIC Kids online Brasil

O uso da internet é elevado entre crianças de 9 e 16 anos no Brasil: 47% usam a web todos os dias ou quase todos os dias. A rede é acessada preferencialmente na escola (42%), no domicílio (40%), na lanhouse (35%) e por meio do celular (18% ). Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil, divulgados nesta terça-feira, dia 2 de outubro, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Conduzida em 25 países da Europa em 2010, a pesquisa visa levantar dados sobre o comportamento de crianças e jovens na web. O levantamento é resultado de um acordo entre o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) e a London School of Economics (LSE). O CETIC.br adaptou o modelo europeu da pesquisa europeia à realidade brasileira, mantendo a comparabilidade com os resultados dos demais países. Foram realizadas 1.580 entrevistas com crianças/adolescentes de 9 a 16 anos e o mesmo número de pais. Os dados da pesquisa estão disponíveis em www.cetic.br.

Atividades realizadas na Internet

Entre as atividades realizadas pela criança/adolescente na internet no mês anterior à pesquisa, as mais mencionadas são: fazer trabalho escolar (82%), visitar uma rede social (68%), assistir vídeos no YouTube, por exemplo (66%), jogar online e usar mensagens instantâneas (54%). Atividades mais complexas ou interativas, como postar conteúdos, são menos citadas: 40% postaram fotos, vídeos ou músicas, e 24% postaram uma mensagem em um sítio. A proporção de usuários de internet de 9 a 16 anos que escreveu num blog no último mês é de 10%.

Uso de redes sociais: segurança e privacidade

Entre crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, 70% possuem o próprio perfil numa rede social. A presença das crianças e adolescentes brasileiros nessas redes aumenta de acordo com a faixa etária: 42% dos usuários de 9 a 10 anos têm o próprio perfil, proporção que alcança 83% na faixa etária de 15 a 16 anos. Entre os que possuem o próprio perfil, 42% são privados, configurado de forma que apenas os amigos consigam visualizá-lo. Outros 31% permitem que contatos dos seus amigos também possam visualizar seu perfil, ou seja, é parcialmente privado. Ainda, 25% possuem perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa. Apenas 2% desconhecem a configuração do perfil na rede social.

Além disso, 54% dos usuários de Internet declaram que sabem mudar as configurações de privacidade no perfil de rede social. 59% sabem bloquear as mensagens de uma pessoa e 44% declara ser capaz de bloquear spam. Já em relação a questões mais complexas, 55% declararam saber encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança e 41% sabem comparar diferentes sítios para verificar se as informações são verdadeiras, o que aponta para os desafios de um uso seguro da rede.

Outro indicador demonstra que 23% dos usuários de Internet de 11 a 16 anos já tiveram contato na Internet com alguém que não conhecia pessoalmente. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu primeiro na Internet.

Em relação às experiências vividas pelas crianças e adolescentes, 22% declarou ter passado por alguma situação de incômodo ou chateação nos últimos 12 meses. Entre esses, praticamente metade (47%) declarou que esse tipo de situação aconteceu na internet.

Percepção do uso da Internet de crianças e adolescentes pelos pais ou responsáveis

37% dos pais/responsáveis acreditam que não é nada provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na Internet nos próximos seis meses; 71% dos pais/responsáveis creem que os filhos usem a internet com segurança e 35% acham que os filhos são suficientemente capazes de lidar com situações que o incomodem na internet.

Outro dado é que 47% dos pais/responsáveis usam a Internet, o que pode influenciar na mediação do uso que as crianças fazem da rede. Quando questionados sobre onde obtêm informações sobre o uso seguro da Internet, a maioria dos pais (52%) declara TV, rádio, jornais ou revistas como fontes recorrentes.

Eduardo Paes e seu projeto de Educação

Educação: o que eu quero para minha cidade? Este é o slogan da campanha da revistapontocom.Conheça a proposta e participe. Abaixo, você confere a entrevista concedida pelo candidato Eduardo Paes à Prefeitura do Rio. A entrevista não foi publicada junto a dos outros candidatos (Aspasia Camargo, Otavio Leite, Marcelo Freixo e Rodrigo Maia), pois as respostas, enviadas pela assessoria do candidato à reeleição, chegaram depois do fechamento da última edição da revistapontocom.

As entrevistas aqui publicadas não traduzem a opinião da revistapontocom. Sua publicação obedece ao propósito de promover o debate da política pública municipal de educação, no Brasil, com ênfase no Rio de Janeiro, e de refletir as diversas tendências de pensamento. O espaço está aberto a todos os interessados em se manifestar.

 

Por Marcus Tavares

revistapontocom – 
Como o senhor avalia a qualidade da Educação pública no município do Rio?
Eduardo Paes – O resultado do Ideb, recém divulgado pelo Ministério da Educação, mostrou que estamos no caminho certo. Ficamos entre as cinco melhores capitais do Brasil no Ensino Fundamental e fomos a que mais cresceu no país com relação ao Ideb 2009 no 2º segmento. O que havia no Rio antes era um equívoco pedagógico, com o absurdo da aprovação automática, mas dei um fim nisso assim que assumi, foi meu primeiro ato como prefeito. O carioca tem de ter orgulho da rede municipal de ensino, que apesar de ser a maior do país está em visível crescimento de qualidade. Contratamos 18 mil professores, diminuímos o índice de analfabetos de 13,6% em 2008 para 6,5% em 2011, alfabetizando mais de 25 mil alunos, com o programa de reforço escolar. Criamos os Espaços de Desenvolvimento Infantil, já são 87 unidades, além das Escolas do Amanhã, um novo modelo de gestão e ensino que hoje atende a 107 mil alunos em 152 unidades de áreas de risco.  É um grande desafio de gestão, mas também um grande ativo para a cidade do Rio de Janeiro. Se tivermos uma secretária de Educação competente, como é o caso da Claudia Costin, e adotarmos as políticas públicas corretas, chegaremos ao primeiro lugar no Ideb nos dois segmentos até 2016.

revistapontocom
– Quais são os dez principais desafios da Educação pública municipal do Rio?
Eduardo Paes – 1º) Obter uma nota média, entre as escolas públicas municipais, igual ou superior a 6,0 para os anos iniciais e igual ou superior a 5,0 para os anos finais no Ideb, em 2015; 2º) Chegar a 2016 em primeiro lugar no ranking do ensino público entre as capitais; 3º) Ter 240 mil crianças estudando em tempo integral até 2016; 4º) Manter o Programa Reforço Escolar, que já realfabetizou 25,5 mil alunos e está realfabetizando outros 7 mil; 5º) Garantir o ensino da língua inglesa a todas as crianças do 1º ao 9º anos até 2014; 6º) Manter as Escolas do Amanhã, um projeto de ensino em tempo integral que tem como objetivo diminuir a taxa de evasão escolar e melhorar o desempenho de alunos em áreas socialmente vulneráveis; 7º) Dar à Educação Infantil a atenção que ela merece, com a criação de mais 30 mil vagas e a construção de mais 120 EDIs entre 2013 e 2016; 8º) Continuar reforçando o quadro de professores, evitando que voltemos a sofrer com o drama do déficit de profissionais; 9º) Atingir o índice de pelo menos 95% das crianças com 7 anos de idade alfabetizadas nas escolas públicas do município ao final de 2016; 10º) E continuar motivando os profissionais da educação. Atualmente, nas escolas que batem as metas, os funcionários ganham até um salário e meio como prêmio.

revistapontocom –
 O senhor conhece o dia a dia das escolas municipais e de seus professores ou é algo distante de sua realidade?
Eduardo Paes – Faço questão de ser um prefeito presente. Eu gosto de visitar as escolas, comer com as crianças no refeitório, conversar com os professores, porteiros e merendeiras. Esse contato com os profissionais é fundamental para o gestor público e ajuda a humanizar as decisões que são tomadas no gabinete.

revistapontocom – Qual é a proposta de sua campanha para a área da Educação? Existe algum documento? Podemos ter acesso?
Eduardo Paes – As nossas propostas para todas as áreas estão sendo amplamente divulgadas na campanha, inclusive no nosso site (http://www.eduardopaes15.com.br/um-rio-para-todos/), no link “Um Rio para Todos”, onde é possível fazer o download do programa completo. Para os próximos quatro anos, caso reeleito, a política para a educação será uma continuidade dos projetos que temos implantado, desde 2009, com sucesso. Como disse anteriormente, as estatísticas comprovam o avanço na qualidade da educação do Rio. Mas sabemos que ainda temos muito para fazer. Nossos compromissos estão listados nos dez principais desafios acima. Entre eles, eu destacaria as nossas metas de atingir o primeiro lugar do Ideb entre as capitais até 2016 e de aumentar para 240 mil o número de alunos estudando em tempo integral.

revistapontocomSe eleito, o que é possível ser feito em curto prazo? Há alguma prioridade?
Eduardo Paes – O aumento de vagas na Educação Infantil tem sido uma das nossas prioridades. Já criamos cerca de 30 mil novas vagas para creche e pré-escola. Fizemos 87 EDIs, as nossas supercreches. Nos próximos quatro anos, vamos criar mais 30 mil vagas. A previsão é inaugurarmos 30 EDIs já em 2013. Entre 2013 e 2016, serão abertos 30 EDIs por ano, totalizando 120 no período. Em média, cada EDI oferece vagas para 250 crianças. Também no ano que vem, vamos inaugurar mais 11 unidades de Ginásio Experimental, além das 19 já existentes.

revistapontocom – O que está sendo realizado pela atual gestão da secretaria municipal de Educação que merece ter continuidade? O que é preciso mudar de imediato?
Eduardo Paes – O que precisava acabar de imediato era a aprovação automática. E foi o que fiz no meu primeiro dia na prefeitura. De lá para cá, a Secretaria de Educação, sob o comando da Claudia Costin, tem realizado um excelente trabalho e obtido bons resultados. Daremos continuidade a todos os projetos, como as Escolas do Amanhã, o Ginásio Experimental, o programa Reforço Escolar, a construção de novos EDIs, a expansão do ensino de inglês para todos os alunos do 1º ao 9º anos e a ampliação da oferta de ensino em tempo integral na rede.

revistapontocom – Pode-se dizer que a educação será prioridade em seu governo? Como um prefeito pode, de fato, torná-la prioritária entre tantas demandas?
Eduardo Paes – Educação e Saúde sempre foram e continuarão sendo as minhas prioridades. Costumo dizer que o Rio parou de se lamentar do passado e começou a olhar para frente, para o futuro. A secretária de Educação trabalha em parceria com os professores. Estabelecemos metas e alcançamos todas, tais como acabar com a aprovação automática, contratar mais professores, investir em qualificação e remuneração, triplicar o número de vagas em creches e instituir aulas de reforço. E, se quisermos sonhar com um futuro melhor para essa cidade, temos que começar dando a melhor educação a esses pequenos cariocas.

revistapontocom – Por que professores, funcionários, estudantes e suas famílias deveriam votar no senhor para prefeito?
Eduardo Paes – Em menos de quatro anos, conseguimos reverter um quadro triste na educação do município. Quando assumimos, identificamos 28 mil analfabetos funcionais na rede municipal. Eram crianças que passavam de ano, mas continuavam analfabetas. Elas eram vítimas de um sistema equivocado. Em três anos, colocamos o Rio entre as cinco melhores capitais no ensino fundamental no país. Até 2016, continuaremos avançando e queremos chegar ao topo do ranking. Para isso, vamos continuar trabalhando sério, seguindo o caminho que vem dando excelentes resultados nos últimos anos.

revistapontocom – Se eleito, que perfil de secretário de educação o senhor buscaria?
Eduardo Paes – Se reeleito, não deixo a Cláudia Costin sair de jeito nenhum. Ela vem desempenhando um excelente trabalho, que foi coroado com os resultados do Ideb 2011. Esse sucesso veio a partir de uma política de reordenamento gerencial da rede municipal de ensino, com destaque para o fim da aprovação automática, a execução de programas de realfabetização, para acabar com o analfabetismo funcional, e eliminação da defasagem entre a idade do estudante e a série em que está matriculado. Foi um trabalho feito com muita dedicação, parceria e planejamento.