Uma ideia real

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira


Esta é a história de um rei que um dia teve uma ideia e adorava brincar com ela. Como não era um rei muito diferente, preferiu guardar a ideia, trancá-la numa das salas de seu castelo, a sala do sono, em vez de dividi-la com os outros, ou pelo menos com um alguém. A ideia ficou dormindo por lá, anos e mais anos. O rei foi envelhecendo. E, com tantos afazeres reais, nem tinha mais tempo de ter ideias ou de brincar com aquela, de tão ocupado que estava.

Até que um dia, já bem velho, resolveu deixar o trono e ir em busca de sua ideia dorminhoca. Mas aí, o tempo já tinha passado. A ideia estava lá, mas ele já não tinha mais disposição para brincar, já não achava tanta graça das coisas.

Então o rei recolheu a ideia. Mas, já que não tinha mais disposição para fazer nada com ela, resolveu contar para todos. Mesmo não sendo mais o rei, ele era muito respeitado. Pediu então para reunir todo o povo. Estava decidido a contar a ideia pra todo mundo.

No dia seguinte, acordou bem cedinho, se arrumou com capricho, se dirigiu ao seu antigo trono e se sentou. Todos já estavam à sua espera. Estavam ansiosos. Queriam saber que ideia era aquela. Então ele falou: “A minha ideia é encher o castelo de crianças. Cada ministro terá um conselheiro criança. Essas crianças devem ser as mais criativas do reino, aquelas que nunca colocarão suas ideias para dormir, mas brincarão com elas até cansar e mudarem de ideia”.

Vivas ao Rei!

Alimentação saudável?

O caso do menino holandês, Tom Watkins, de 15 anos, que só come frutas e legumes crus, por uma suposta determinação de sua mãe, adepta a dieta crudivegana, ganha este final de semana projeção internacional. O documentário Rawer (cru), de Anneloek Sollart, que narra o dia a dia do jovem, participa do Festival de Cinema e Gastronomia, na Espanha, O filme foi produzido no final do ano passado. Trata-se de uma segunda parte de um documentário anterior, chamado Raw. Desta vez, a diretora Sollart mergulha na intimidade da família.

O filme mostra que Tom é um menino como qualquer outro de sua idade, mas que não come nenhuma proteína animal, produto cozido ou industrializado.  Nem peixe grelhado e legumes cozidos no vapor. Somente frutas e vegetais crus. Sua mãe, Francis Kenter, decidiu adotar a dieta quando Tom tinha cinco anos. E uma década depois continua convencida dos efeitos positivos. Para ela, alimentos cozidos ou animais são prejudiciais à saúde.

Acesse o site do documentário

O caso é polêmico na Holanda. Equipes de médicos e assistentes sociais já se posicionaram contra a atitude da mãe. Segundo alguns exames, a alimentação de Tom não contribui para o seu desenvolvimento. Peso e altura estão comprometidos. Exames já comprovaram que Tom está desnutrido, como uma criança africana, e que ele já possui comprometimento ósseo. Algumas tentativas do poder público de conseguir a guarda de Tom já foram realizadas, mas sem êxito.

O vídeo coloca em xeque os direitos dos pais e das crianças e, concomitantemente, o dever do Estado. Quais são os limites da liberdade pessoal? Há limites? O Estado precisa intermediar? No filme, a mãe do menino diz que o peixe está cheio de mercúrio; que carne causa câncer e que os amendoins estão contaminados por fungos que impactam o crescimento das crianças.

Sem defender um ponto de vista, o documentário também dá espaço para o posicionamento da mãe. Respondendo às autoridades, Francis argumenta que o Estado não tem coerência em desacreditá-la, uma vez que ele não faz nada contra o junk food que comprovadamente faz mal à saúde. “Se uma mãe não deixa seus filhos beber álcool, fumar ou se viciar em drogas, por que ela aceitaria alimentar seus filhos com alimentos igualmente nocivos?”, indaga Francis.

Em entrevista ao jornal El País, a diretora resumiu: “Não é fácil de resolver este problema. Minha opinião não é importante, sou apenas um documentarista. Espero que com este filme as pessoas comecem a pensar sobre seus próprios hábitos alimentares”, destaca.

Leitura no século XXI

Texto de João Pedro Pereira
Do jornal Público-PT, de Portugal

Quer se trate de livros ou de jornais em formato digital, a leitura em suportes eletrônicos continua a ser uma prática individualizada, tal como acontece com a leitura em papel. Esta é uma das conclusões de um inquérito feito em 16 países, para um estudo sobre os livros e a leitura encomendado pela Fundação Calouste Gulbenkian e cujas conclusões foram apresentadas no dia 28 de outubro na sede da fundação, em Lisboa.

Mesmo numa altura em que o Facebook e demais redes sociais fazem parte do quotidiano de milhões de utilizadores da Internet, incluindo em Portugal, os aspectos mais valorizados pelos leitores de produtos digitais estão relacionados com a possibilidade de obter informação adicional e não de comentar ou partilhar informação.

A característica mais destacada na leitura digital, referida por 48% dos inquiridos, foi a possibilidade de, através de um motor de busca, saber de imediato mais sobre o autor ou o tema do texto. Seguem-se 44% de inquiridos que referiram como positivo o acesso a outros textos e os links associados.

O inquérito, coordenado pelo investigador do ISCTE Gustavo Cardoso, foi feitoonline, no primeiro semestre deste ano, a utilizadores de Internet de países de todos os continentes: Inglaterra, Brasil, Espanha, Alemanha, França, Índia, Canadá, China, África do Sul, Rússia, EUA, Itália, Turquia, México, Austrália e Portugal.

Na lista de aspectos valorizados na leitura digital, e ainda antes das funcionalidades sociais, 43% dos inquiridos salientaram a possibilidade de gravar instantaneamente o texto lido. Só depois surgem a possibilidade de associar um comentário, destacada por 32% dos inquiridos, a partilha em tempo real (30%) e a possibilidade de saber quem já leu aquele mesmo texto (23%).

A existência de funcionalidades que permitem partilhar e comentar um texto é comum nos sites noticiosos e vários oferecem ferramentas para fazer a partilha directamente nas redes sociais mais populares, como o Facebook e o Twitter. Também os leitores de livros electrónicos (como o Kindle) e as aplicações de leitura de livros para tablets e smartphones integram funcionalidades sociais, como, por exemplo, a possibilidade de fazer e partilhar anotações ou de publicar online que já se terminou um livro (isto, sabendo que na definição de livro electrónico cabem ainda os que são lidos no computador, mesmo em formatos como o comum pdf).

O estudo indica ainda que a maioria já leu livros electrónicos: 58% dos inquiridos disseram já o ter feito. Mas a tendência é muito maior na China (88%) e no conjunto de países normalmente chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China, com uma média de 79%) do que nos EUA (53%) e nos seis países europeus onde o inquérito foi feito (43%).

Tal como é habitualmente notado neste género de estudos, os mais novos e aqueles com maior nível de escolaridade são os que tendem a ler mais em formato digital. O inquérito apurou ainda que quem é um leitor assíduo nos suportes digitais é, tipicamente, um leitor frequente de formatos impressos. Já o inverso não é verdade: quem lê muito em papel não é necessariamente um grande leitor digital.

Portugal “possui ainda um segmento de grandes leitores em formato digital incipiente”, notam as conclusões do estudo que foram disponibilizadas antes da apresentação. Dez por cento dos inquiridos disseram ter lido mais de oito livros electrónicos no ano anterior, um valor que é de 30% na média dos 16 países analisados.

O documento ressalva ainda que, “ao contrário de um receio várias vezes expresso na opinião pública, os dados indicam que a leitura de livros em formato digital não substituiu a leitura de livros em formato papel”.

No estudo, Gustavo Cardoso classifica a leitura digital como “um conceito vago e multidimensional”. Segundo o investigador, sob esta designação estamos a agrupar existências extraordinariamente díspares: estamos a falar de livros e jornais, mas também de pequenos textos escritos e partilhados nas redes sociais, de mensagens no Twitter, que têm, no máximo, 140 caracteres, deemails e outros conteúdos textuais que são constantemente publicados numa Internet onde os utilizadores são simultaneamente consumidores e produtores.

Outra conclusão do estudo é que estamos, em muitos casos, perante “novos leitores” de livros e jornais, uma ideia que Gustavo Cardoso explica no seu estudo: “Novos, porque alguns que liam em papel passaram a ler agora também em digital e novos também, porque alguns não leriam em papel e passaram a fazê-lo.”

Segundo o investigador, são as “novas formas de leitura” que criam esses “novos leitores”, os quais, embora não necessariamente lendo livros ou jornais, chegam aos conteúdos destes através de outros formatos de leitura: blogues,tweetsemailsposts do Facebook.

Muitos dos inquiridos (44%) afirmam que, de futuro, vão ler mais em formato digital.

Japan Prize premia game americano

Em sua edição deste ano, o Japan Prize, um dos maiores prêmios internacionais de mídia educativa, concedeu o prêmio de Melhor Trabalho na Categoria Jovem (The Best Work in the Youth Category) para o game Flight to Freedom, uma produção americana assinada pela Public Broadcasting Service.

conheça o jogo, clique aqui

O jogo foi criado para instigar os alunos do Ensino Médio nas aulas de História. Os jogadores assumem o papel de Lucy King, uma escrava de apenas 14 anos de idade. A história se passa dentro de uma fazenda escravocrata de Kentucky, no ano de 1848. O jogador tem a opção de escapar da fazenda e iniciar sua jornada em direção a Ohio, pela estrada de ferro, enfrentando todos os desafios e dificuldades de sua rota de fuga. Por meio do game, os estudantes conhecem parte da história da nação americana e descobrem como as escolhas dos escravos foram determinantes, inclusive, para a constituição da identidade do povo do país.

O jogo também traz conteúdos e reflexões que favorecem o fortalecimento do pensamento crítico e das habilidades para resolver problemas, tais como raciocínio lógico, pensamento sistêmico, tomada de decisão e comunicação eficaz.. Há também materiais voltados exclusivamente para os professores.

Realizado desde 1965 pela TV Japonesa NHK, o Japan Prize reúne produtores de todo o mundo. Neste ano, o evento recebeu 331 inscrições, de 208 organizações diferentes, em 57 países, para concorrer nas seis categorias da premiação: pré-escola, infantil, juvenil, educação continuada, bem-estar e inovação.

Pergunte ao Brasil

Reconhecer e qualificar o ouvinte. Esta é a proposta do projeto Pergunte ao Brasil que vai possibilitar aos ouvintes da rádio serem os autores de cinco perguntas que serão feitas a milhares de brasileiros. Por meio do e-mail pergunteaobrasil@cbn.com.br os ouvintes podem mandar suas sugestões de perguntas a serem feitas aos brasileiros. Há espaço para questões sobre qualquer assunto – tudo vai depender da imaginação dos participantes. A ação está sendo desenvolvida pelo  Conecta, plataforma web do Ibope Inteligência, e da rádio CBN.

As perguntas deverão ser enviadas de 4 a 15 de novembro e os autores das cinco questões vencedoras serão conhecidos no dia 29 de novembro. A pesquisa será respondida por mais de 100 mil consumidores cadastrados no Conectaí, painel de pesquisas online do Conecta,  no início de dezembro e os resultados serão divulgados com exclusividade pela CBN no dia 16 dezembro.

O Pergunte ao Brasil se inspirou no Ask the World (Pergunte ao Mundo), feito pela rede mundial de pesquisa de mercado Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) com o programa britânico de rádio BBC Today: os ouvintes eram convidados a enviar perguntas que, depois de selecionadas, foram respondidas por dezenas de milhares de pessoas em mais de 70 países.

Para responder as perguntas vencedoras do Pergunte ao Brasil, é preciso se cadastrar no 
Conectaí. É rápido e não custa nada. Integrantes do Conectaí, além de participarem de outras pesquisas sobre diversos assuntos, acumulam pontos que podem ser trocados por prêmios e participam de sorteios.

Leia o regulamento completo abaixo:

1. Objetivo
1.1 A RÁDIO EXCELSIOR S.A (doravante CBN), sediada na Rua das Palmeiras, nº 315, Vila Buarque, São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 02.015.014/0002-95, em parceria com IBOPE CONECTA SOLUÇÕES PARA PESQUISA ONLINE LTDA (doravante CONECTA), sediado na Alameda Santos, 2101 – 3º andar parte, 14019-100 SP, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 04.264.201/0001-57, realiza o Projeto Pergunte ao Brasil (doravante Projeto), no qual ouvintes da CBN serão convidados a enviar perguntas que, depois de selecionadas, serão respondidas online em pesquisa realizada pelo CONECTAí, painel do IBOPE/CONECTA que reúne mais de 100 mil participantes.

2. Inscrição
2.1. Os interessados deverão enviar suas perguntas para o Projeto através do e-mail pergunteaobrasil@cbn.com.br.
2.2.  Só serão aceitas perguntas diretamente pela internet, através do e-mail acima divulgado.
2.3. As perguntas deverão ser enviadas no período de 4 a 15 de novembro de 2013.
2.4. Não serão aceitas perguntas formuladas por estagiários e funcionários do denominado Sistema Globo de Rádio ou do IBOPE/CONECTA, ou por seus parentes até o 3º grau.
2.5. Poderão ser enviadas perguntas sobre qualquer assunto ou tema.

3. Seleção das Perguntas
3.1. A seleção das perguntas enviadas será realizada por uma comissão constituída por funcionários da CBN e do IBOPE.
3.2. A comissão avaliará as sugestões de perguntas enviadas conforme critérios do tema, criatividade e clareza.
3.3. Serão selecionados, ao todo, cinco perguntas.
3.4. A divulgação das perguntas selecionadas ocorrerá no dia 29 de novembro de 2013, através do site da CBN (www.cbn.com.br) e durante a sua programação.

4. Disposições Finais
4.1. Todas as questões omissas neste regulamento, assim como a interpretação de seus dispositivos, serão decididas pela comissão organizadora do Projeto de forma soberana, e suas decisões não serão objeto de questionamento ou impugnação por qualquer das partes envolvidas.
4.2. O ato de inscrição (envio do e-mail) se traduz na manifestação total e incondicional de aceitação a todo o disposto neste regulamento, bem como na renúncia a qualquer questionamento sobre os critérios de seleção adotados pela Comissão.
4.3. O não cumprimento de todos os requisitos deste regulamento implicará a desclassificação da pergunta sem comunicado prévio.
4.4. Todas as perguntas enviadas ao Projeto poderão se expostas, veiculadas e reproduzidas em publicações, programas e eventos de caráter educativo ou cultural, ou de divulgação das organizadoras do Projeto, pelo prazo de 01 (um) ano, a contar do término do Projeto, em qualquer meio de transmissão, independentemente de qualquer remuneração, autorização ou licença de seus autores que, para os fins acima descritos, cedem todos os seus direitos autorais, patrimoniais aos organizadores do Projeto, sem qualquer tipo de compensação ou indenização.
4.5. Os participantes assumem e declaram que as perguntas criadas e enviadas para o Projeto são de sua autoria, colocando a CBN e o IBOPE a salvo de toda e qualquer responsabilidade quanto a eventuais acusações de plágio, bem como por quaisquer pleitos ou reivindicações que envolvam direitos autorais e conexos de terceiros, inclusive indenizando-as regressivamente, caso as mesmas venham a ser acionadas e/ou condenadas.
4.6. Os organizadores do Projeto poderão, livremente, aditar, reduzir, editar e realizar quaisquer alterações nas perguntas enviadas, de forma a adaptá-las e adequá-las ao painel que será respondido pelos participantes do painel CONECTAí.
4.7. Aplica-se a este Projeto e às regras ora previstas a legislação brasileira e fica eleito o foro central da capital do Estado de São Paulo para dirimir quaisquer controvérsias.

ONG cria ‘menina virtual’ que atrai mil pedófilos

Da Folha de S. Paulo

A ONG Terra de Homens anunciou nesta segunda-feira (4) que se fez passar por uma menina filipina virtual de 10 anos e assim identificou mais de 1.000 “predadores sexuais”, que estavam dispostos a pagar para ver apresentações sexuais virtuais, via webcam. “Criamos uma menina virtual de 10 anos, uma filipina”, declarou o diretor da seção holandesa da Terra de Homens, Albert Jaap van Santbrink, em uma coletiva de imprensa em Haia, informando que dezenas de milhares de pedófilos entraram em contato com a menina virtual, batizada de Sweetie, em bate-papos da internet. “Estavam dispostos a pagar a Sweetie para que realizasse atos sexuais e se exibisse por sua webcam”, disse.


Entre estes predadores, mais de 1.000 foram identificados facilmente em 65 países diferentes. A ONG conseguiu descobrir seus endereços, números de telefone e fotos e transmitiu suas identidades às autoridades competentes, em particular à Interpol.

“Já que tudo isso ocorre na internet, pensam que ninguém os observa, razão pela qual foi mais fácil reunir informações sobre estas pessoas”, declarou Hans Guyt, responsável pelo projeto. A ONG deseja sensibilizar a opinião pública e as autoridades para o fenômeno da prostituição infantil na internet e está indignada pelo baixo número de pessoas detidas pelo que a ONG classifica de ‘turismo sexual por webcam’. Segundo a ONG, 6 criminosos foram presos nos últimos anos. Van Santbrink sustenta que se a Terra de Homens conseguiu identificar mais de 1.000 predadores, as autoridades do mundo inteiro deveriam poder identificar muitos outros. “Com mais recursos teríamos podido identificar facilmente 10.000”, exclama Guyt.

A Terra de Homens, que realizou uma petição mundial, explicou que informou sua forma de operar às autoridades de diferentes países, em particular a forma como o perfil e a foto da menina foram criados, além de ter esclarecido como se conectou a chats para fazer os predadores caírem na armadilha. A ONG também afirmou, com números da ONU, que, em qualquer momento, 750 mil predadores pedófilos estão on-line na internet.