Estudante ganha prêmio internacional

Do Jornal de Londrina

A londrinense Nayara Orsi, de 17 anos, acaba de conquistar um prêmio cobiçado até pelos pesquisadores mais experientes. No dia 23 de março, a estudante recém-formada no Ensino Médio foi consagrada pelo prêmio Excelência em Ciências do Instituto Weizmann, em Israel. O Instituto foi apontado, em 2011, pela revista científica The Scientist como o melhor local fora dos Estados Unidos para se trabalhar com pesquisa. Ainda neste semestre, ela irá participar de dois eventos para jovens cientistas em Los Angeles e Nova Iorque, nos Estados Unidos.

O prêmio foi em reconhecimento ao trabalho de Nayara desenvolvido durante todo o Ensino Médio no Colégio Interativa, em Londrina. Nele a estudante desenvolveu uma identificação de organismos bioindicadores do litoral paranaense por meio de análise do índice de algas como uma ferramenta para análise da qualidade ambiental. “O atual método de análise das águas do nosso litoral é muito precário. Apenas os índices de coliformes fecais são analisados na época de temporada, mas isso não é fidedigno a real qualidade daquela água”, defende a precoce cientista.

Graças ao prêmio do Instituto Weizmann, Nayara irá passar o mês de julho em um acampamento de verão em Israel dedicado especialmente a talentos reconhecidos nas escolas do mundo. Segundo ela, neste período os estudantes terão que desenvolver, em grupos, novos projetos em áreas como matemática, física, química e biologia. “Eu ainda não sei muitos detalhes de como isso vai acontecer, mas eu sei que alguns dos orientadores do projeto têm, até, Prêmio Nobel”, conta empolgada.

Além da experiência em Israel, ainda neste semestre Nayara irá participar de outras duas feiras internacionais. Junto com a colega de escola Flávia Faggião, a estudante irá representar o Brasil na Feira Internacional de Ciência e Engenharia (Internacional Science and Engineering Fair – Intel), em Los Angeles, entre 11 e 16 de maio. No mês seguinte, Nayara irá participar sozinha da Olimpíadas de Gênios (Genius Olympiad), no estado de Nova Iorque.

Nayara quer ser cientista

Atualmente, Nayara Orsi é estudante do primeiro ano do curso de Oceanografia na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Itajaí, Santa Catarina. Ela conta que a paixão pelo mar surgiu quando ela ainda era criança e foi intensificado na 8ª série quando ganhou apoio do então professor de Biologia, e também oceanógrafo, em realizar pesquisas no litoral. “No nosso colégio a gente tinha essa coisa de participar de projetos de pesquisas, o que eu sempre gostei muito. Tenho certeza que assim que eu me formar quero me dedicar às pesquisas e me tornar uma cientista.”

Além do reconhecimento do Instituto Weizmann, Nayara também já ganhou o 1º lugar em Ciências Biológicas na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, promovida pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Por conta disso, a estudante conquistou uma bolsa no Programa Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), válida até 2015.

2ª edição tem como tema personalidades negras

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Prêmio Curta Histórias, concurso de vídeos de curta metragem para estudantes da Educação Básica da rede pública de ensino. Nesta edição os vídeos terão como tema personalidades negras e os vídeos podem ser inscritos até 25 de abril.

Saiba mais no site do concurso

O concurso valoriza a educação para as relações étnico-raciais e tem como objetivo incentivar novos talentos e estimular o desenvolvimento das atividades pedagógicas e audiovisuais de cunho cultural e educativo em escolas públicas brasileiras.

Para a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC, Macaé Evaristo, é necessário integrar os estudantes na promoção da educação para as relações étnico-raciais. “Esses vídeos podem ser produzidos no celular, nos laboratórios das escolas, mas em uma agenda coletiva”, disse.

Os estudantes podem participar em quatro categorias: ensino fundamental – anos iniciais; ensino fundamental – anos finais; ensino médio; educação de jovens e adultos. Cada escola pode inscrever um vídeo de até um minuto, sem contar os créditos, por categoria e os grupos devem ser formados por um professor ou educador responsável e até cinco alunos.

O prêmio Curta Histórias selecionará cinco finalistas em cada categoria. Entre esses, serão escolhidos um pelo júri popular e outro pela comissão julgadora final. Os vencedores serão anunciados na página do Curta Histórias na internet e deverão comparecer à Cerimônia de Premiação que ocorrerá no Ministério da Educação no dia 28 de maio.

Seminário para os professores do município do Rio, no MAR

Entre os dias 9 e 11 de abril, o Instituto Desiderata e o Museu de Arte do Rio (MAR) realizam o encontro Intervalo: Mídia-Educação em debate, no próprio MAR, que visa a promover uma discussão a respeito da mídia-educação como linguagem no ambiente pedagógico. O evento é voltado para professores, diretores e coordenadores pedagógicos das escolas municipais do Rio de Janeiro e as inscrições são gratuitas.

Uma série de workshops será oferecida aos interessados nos dias 10 e 11. Há vagas para as oficinas de cineclube, música, tecnologia, literatura e rádio, teatro e jogos de aprendizagem.

Os educadores Lucia Santaella (PUC-SP), Rosália Duarte (PUC-RJ), Cezar Migliorin (UFF), entre outros, participarão de debates. Lucia, Rosália e Cezar farão uma aula inaugural sobre cinema e educação.

Inscrições
Programação completa

Uma grande amizade

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 6º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Um certo dia, Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança estavam no meio de uma batalha contra os moinhos de vento. Para Dom Quixote, eles eram gigantes, bravos e cruéis. Foi quando Sancho atirou uma lança, acertando a perna do cavalo de Quixote, que era muito amado por ele. A batalha contra os moinhos acabou na hora e uma nova briga verbal entre os dois amigos começou. Quixote estava muito bravo com Sancho. Mandou ele embora e o demitiu do cargo de escudeiro. Assim acabou a briga e cada um foi para o seu lado.

Dom Quixote ficou então à procura de um veterinário para curar seu cavalo. Foi quando avistou um homem completamente nu. Quixote pensou: “que homem corajoso é esse. Ele está super hiper pelado!!!  Aposto que está querendo mostrar sua ousadia e talento”.

O cavaleiro cavalgou o mais rápido que podia até chegar ao homem. Quando chegou, perguntou se ele queria ser o seu fiel escudeiro. Pietro –  o homem nu – aceitou imediatamente. Então, Quixote fez todo aquele esquema para Pietro virar seu escudeiro. [Caro leitor, é só ler a história do Cavaleiro Andante que você descobrirá o passo a passo necessário  para se tornar um escudeiro].

Em seguida o cavaleiro perguntou ao Pietro onde tinha um veterinário naquela região. O novo amigo falou que era bem longe, mas mesmo assim lá foram os dois. Chegando ao veterinário, logo foram atendidos. O veterinário fez um curativo e falou que, dentro de sete horas, o cavalo já estaria preparado para galopar sem sentir dor. Sete horas: tempo suficiente para Quixote e Pietro descansarem para as aventuras que estavam por vir.

No dia seguinte, realmente o cavalo estava bom. Quixote e Pietro saíram sem rumo, à procura de novas aventuras. Depois de um certo tempo, enquanto eles andavam a cavalo, apareceu, do céu, um dragão imenso, jorrando fogo em muitas casas, vilas e florestas.

Dom Quixote não se apavorou. Ficou ali com Pietro para deter o grande dragão. Não, amigos, dessa vez não eram os gigantes que não passavam de moinhos de vento. Dessa vez, o dragão não estava na imaginação de Quixote, estava ali, na real, e prestes a matar o nosso cavaleiro, com uma rabada violenta

.E nesse exato momento uma lança percorre o cérebro do dragão e ele morre. Como será que isso aconteceu? A essa altura Quixote estava prestes a agradecer eternamente a seu novo escudeiro, mas, de repente, ao olhar para o lado, viu Sancho montado em seu burrinho. Então, Quixote foi até ele e os dois fizeram as pazes. O cavaleiro foi conversar com Pietro, ele  teria que sair do seu cargo de escudeiro. Pietro  aceitou numa boa e falou que ele não nasceu mesmo para ser escudeiro, que só aceitou o convite porque, na verdade,  estava querendo de todo modo encontrar o ladrão terrível que tinha lhe tirado tudo, até a roupa, mas, agora, já conformado, queria voltar para o sossego de sua casa, sua família já deveria estar preocupada.Pietro foi embora. Sancho Pança e Dom Quixote voltaram a ser superamigos, vivendo aventuras atrapalhadas e divertindo a gente. 

Liberdade de expressão ameaçada

As novas tecnologias têm empoderado indivíduos com oportunidades sem precedentes de acesso, produção e compartilhamento de conteúdos de mídia, por meio de múltiplas plataformas. Não há dúvidas quanto a isso, Mas o relatório World Trends in Freedom of Expression and Media Development adverte que o crescente controle de conteúdos online, realizado por intermediários da internet, como os mecanismos de busca e as redes de mídia social, ameaça a transparência do fluxo livre de informação e causa preocupações sobre a “privatização da censura”. O estudo, produzido pela Unesco e por um grupo consultivo composto por 27 especialistas internacionais, pede apoio à liberdade de expressão e mais especificamente à imprensa.

Veja o estudo na íntegra (em inglês)

“A liberdade de expressão é essencial para a dignidade, o diálogo, a democracia e o desenvolvimento sustentável”, disse Irina Bokova, diretora-geral da Unesco. “Nós devemos agir de forma realista – fortalecer marcos legislativos nacionais, treinar jornalistas, capacitar e avançar na alfabetização midiática e informacional. Devemos continuar a apoiar a independência da mídia, promovendo padrões profissionais e a autorregulação”, acrescentou ela.

O relatório analisa a liberdade de expressão dos países em quatro dimensões: liberdade, pluralismo, independência e segurança de jornalistas. Segundo o estudo, o progresso em direção a uma maior liberdade da mídia perdeu sua força em algumas regiões que sofreram transições políticas, e leis relativas à liberdade de imprensa nem sempre têm sido efetivamente implementadas. A censura direta e a autocensura continuam sendo os desafios dos jornalistas de todo o mundo.

Apesar da contínua dominância econômica de várias empresas, tanto na mídia tradicional quanto na mídia online, a vasta expansão de fontes de informação e plataformas tem impactado positivamente o pluralismo da mídia. O relatório também descobriu que a propaganda governamental ou pública continua a afetar o jornalismo independente. Ao mesmo tempo, novos modelos de negócios levam ao surgimento de organizações jornalísticas independentes, como grupos de jornalismo investigativo sem fins lucrativos.

A conscientização internacional sobre a importância da segurança de jornalistas tem aumentado significativamente nos últimos seis anos, devido em grande parte à implementação do Plano de Ação das Nações Unidas sobre Segurança de Jornalistas e a Questão de Impunidade. No entanto, o número de assassinatos de jornalistas também continua aumentando.

Conforme os dados da Unesco, 430 jornalistas foram assassinados entre 2007 e 2012, incluindo 23 mulheres; estas ainda enfrentam formas crescentes de intimidação e perseguição, incluindo abusos sexuais. Apesar de as zonas de conflitos continuarem sendo os lugares mais perigosos para jornalistas, entre 2007 e 2011 mais profissionais de mídia foram mortos fora dessas áreas, e a impunidade desses crimes continua sendo a regra, como revela o levantamento. Em maio, serão publicadas seções regionais adicionais a cada um dos quatro capítulos temáticos, como anexos online do relatório.

Prêmio de ilustração é do Brasil

Além de ser o país homenageado na edição deste ano da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, o Brasil está em alta. A mais antiga e prestigiada honraria da literatura infanto-juvenil mundial, o prêmio Hans Christian Andersen de ilustração, foi anunciada,no dia 24 de março, ao ilustrador e escritor Roger Mello. Concorrendo com outros 29 profissionais, Roger é reconhecido como autor de livros-imagem, cujas histórias são conduzidas apenas por ilustrações.

Roger é o primeiro ilustrador do país a ganhar essa premiação, uma das mais prestigiadas, já concedida anteriormente às escritoras Ana Maria Machado e Lygia Bojunga. Na categoria de escritor, quem venceu a disputa foi a japonesa Nahoko Uehashi. Ambos vão receber seus prêmios em setembro, no México, durante congresso do IBBY.

Em entrevista à revista Crescer, Roger disse que o prêmio é de todos os ilustradores brasileiros. “Espero que outros brasileiros concorram e ganhem. Mas é para nós todos. Nós, os ilustradores, somos uma família imensa. [Espero que os jovens ilustradores] continuem sendo criativos, incompletos, inconclusivos, abertos, que a pesquisa seja sempre feita e acho que o Brasil está fazendo isso. E não é de hoje isso, não é de agora. Santa Rosa, Aldemir Martins, Graça Lima, Mariana Massarani, Angela Lago, Fernando Vilela… A gente tem uma história de grandes ilustradores que pensam através do traço, através da narrativa visual. E para o ilustrador não existe diferença de idade; para o artista tem o incômodo, não estar nunca satisfeito, estar sempre em busca.

Sobre sua obra, que inclui Meninos do Mangue e João por um Fio, o júri afirmou que ela permite “explorar a história e a cultura do Brasil sem subestimar a habilidade da criança de reconhecer e decodificar fenômenos e imagens culturais”, permitindo que sejam “guiadas pela imaginação”.

Roger nasceu em 1965. Recebeu o prêmio suíço Espace-enfants em 2002 e no mesmo ano foi vencedor do prêmio Jabuti nas categorias literatura infanto-juvenil e ilustração comMeninos do mangue. Com vários trabalhos premiados, tornou-se hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Por sua obra como ilustrador, foi indicado para a edição de 2010 do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil.

Suas obras
 CARVOEIRINHOS (2009) – Autor | Ilustrador
 CONTRADANÇA (2011) – Ilustrador | Autor
 EM CIMA DA HORA (2004) – Autor | Ilustrador
 JOÃO POR UM FIO (2006) – Autor | Ilustrador
 MENINOS DO MANGUE (2001) – Autor | Ilustrador
 TODO CUIDADO É POUCO! (1999) – Ilustrador | Autor
 VIZINHO, VIZINHA (2002) – Capista | Autor | Ilustrador
 ZUBAIR E OS LABIRINTOS (2007) – Autor | Ilustrador
 O MEDO E O MAR (2009) – Ilustrador
 MEMÓRIAS DA ILHA (2003) – Ilustrador

Prêmios
 Prêmio FNLIJ 2001, categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours). Livro:MENINOS DO MANGUE (2001).
 Prêmio FNLIJ – Prêmio Ofélia Fontes 2001, categoria Criança (Hors-Concours). Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).
 Prêmio Espace Enfants 2002, categoria . Livro: MENINOS DO MANGUE(2001).
 Prêmio FNLIJ 2002, categoria Criança. Livro: VIZINHO, VIZINHA (2002).
 Prêmio Jabuti 2002, categoria Literatura Infanto-Juvenil. Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).
 Prêmio Jabuti 2002, categoria Ilustração Infanto-Juvenil. Livro: MENINOS DO MANGUE (2001).
 Prêmio Jabuti 2003, categoria Ilustração Infantil ou Juvenil. Livro:VIZINHO, VIZINHA (2002).
 Prêmio FNLIJ 2005, categoria Melhor Ilustração (Hors-Concours). Livro:JOÃO POR UM FIO (2006).
 Prêmio FNLIJ 2005, categoria Criança (Hors-Concours). Livro: JOÃO POR UM FIO (2006). 

Animação brasileira

O longa-metragem de animação “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, venceu no último fim de semana o Grande Prêmio Monstra 2014 de melhor longa-metragem da Monstra – Festival de Cinema de Animação de Lisboa, em Portugal. Além do prêmio principal, o filme de Alê trouxe ao Brasil a premiação recebida pela Melhor Trilha Sonora, e conquistou a preferência dos espectadores do evento, fazendo juz ao Prêmio do Público.

Releia a entrevista que o diretor concedeu à revistapontocom

A animação de Alê Abreu conta a história do menino Cuca, que deixa a sua aldeia em busca de seu pai e descobre um mundo fantástico, dominado por seres estranhos e máquinas-bichos.  O júri do evento chamou atenção para a “forma original, sensível e bela” com a qual o realizador “concretizou uma visão ingênua e poética do mundo globalizado”.

Em dezembro de 2013, “O Menino e o Mundo” já havia trazido de Cuba o Prêmio Coral de Melhor Longa de Animação no 35º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, em Havana. Confira aqui a lista completa de premiados na Monstra – Festival de Cinema de Animação de Lisboa.

Para a Educação Infantil

Ao celebrar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, no dia 21 de março, a Unesco, o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançaram o livro História e cultura africana e afro-brasileira na educação infantil. A publicação traz conteúdos para a formação e o conhecimento sobre a riqueza, as diferenças e a diversidade da história e da cultura africana e suas influências na história e na cultura do povo brasileiro, em especial, da população afro-brasileira. Por meio dos projetos pedagógicos presentes na publicação, os professores poderão construir atividades e desenvolver práticas pedagógicas promotoras da igualdade étnico-racial.

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Edição especial voltada para a infância

De 31 de março a 3 de abril, a Ciranda de Filmes, uma co-realização do Instituto Alana, do Circuito Cinearte e da Aiuê Produtora de Conteúdo, com patrocínio do Instituto Alana e Península, vai exibir filmes em três eixos temáticos: nascimento e infância, espaços de aprendizagem e movimentos de transformação. O evento acontecerá no Cine Livraria Cultura, em São Paulo.

Com curadoria de Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães, essa é a primeira mostra de cinema focada em educação e infância do Brasil – e uma das poucas do mundo. Na abertura, na noite do dia 31 de março, acontecerá a pré-estreia do documentário “Tarja Branca” – uma produção da Maria Farinha Filmes com direção de Cacau Rhoden – e uma apresentação especial com o artista Antonio Nóbrega, fundador do Instituto Brincante. Durante o festival também será lançado o Pequeno Fugitivo, filme americano da década de 50, dirigido por Ray Ashley e Morris Engel, citado por François Truffaut como um dos grandes inspiradores da Nouvelle Vague.

Todos os dias haverá uma roda de conversa com a presença de um diretor dos filmes exibidos, além da participação de três especialistas. Maria Amélia Pereira (Péo), pedagoga e fundadora do Centro de Estudos Casa Redonda, Stela Barbieri, educadora, artista plástica e curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo, Renata Meireles, pesquisadora e criadora do Projeto Território do Brincar e German Doin, diretor do filme La Educación Prohibida, são alguns dos especialistas que participarão dessas rodas.

De acordo com Ana Claudia Arruda Leite, do Instituto Alana e que integra a Coordenação Geral da Ciranda de Filmes, “a mostra é um grande caldeirão poético, que pretende nos conectar com a essência da infância e inspirar educadores e pais a construírem experiências ricas em sentido e aprendizado para si e para as novas gerações”.

Mais informações no site: www.cirandadefilmes.com.br

Serviço
Local: Cine Livraria Cultura
Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo, SP
Tel. (11) 3285-3696

Criador da web defende declaração de direitos online

Tim Berners-Lee
Observatório da Imprensa – 18/03/2014
Tradução: Fernanda Lizardo, edição de Leticia Nunes. Com informações de Jemima Kiss 


Vinte e cinco anos depois da criação do primeiro rascunho para o que hoje é a internet no modelo World Wide Web, seu inventor, Sir Tim Berners-Lee, acredita na necessidade de uma “Carta Magna” online para proteger e consagrar a independência do meio que ele criou, bem como para garantir os direitos de seus usuários no mundo inteiro.

Berners-Lee alega que a web tem sofrido crescentes ataques de governos e influência corporativa, e que as novas regras seriam necessárias para manter o sistema aberto e neutro. “Precisamos de uma constituição global – de uma declaração de direitos”, defende.

O plano da Carta Magna de Berners-Lee é parte de uma iniciativa intitulada “a rede que queremos”, na qual ele convida as pessoas a gerarem um projeto de direitos de leis digitais em cada país – uma declaração de princípios que, ele espera, seria apoiada por instituições públicas, por funcionários do governo e por grandes corporações.

Crítico da espionagem

Berners-Lee é um crítico aberto à vigilância dos cidadãos por parte das agências americanas e britânicas de espionagem. À luz dos acontecimentos recentes, como as revelações de documentos vazados por Edward Snowden, ele diz que as pessoas desejam uma vistoria no modo como os serviços de segurança são geridos.

Seus pontos de vista também ecoam em toda a indústria de tecnologia, onde existe uma fúria em particular sobre os esforços da Agência Nacional de Segurança americana (NSA) e da britânica GCHQ (Sede das Comunicações do Governo) para minar a criptografia e as ferramentas de segurança online – algo que muitos especialistas em segurança cibernética dizem ser contraproducente, pois afeta a segurança de todos.

Em função disso, a Carta Magna também abordaria princípios de privacidade, liberdade de expressão e anonimato responsáveis?. “Nossos direitos estão sendo cada vez mais violados, de todos os lados, e o perigo é nos acostumarmos”, declarou Berners-Lee. “Quero aproveitar este 25º aniversário do atual modelo da internet para fazermos isso, para recuperar nossa rede e definir a rede que queremos para os próximos 25 anos”.

A proposta também deve examinar o impacto das leis de direitos autorais, assim como questões culturais e sociais em torno da ética da tecnologia. Embora a regulamentação regional e as sensibilidades culturais variem, Berners-Lee disse acreditar que um documento comum sobre princípios poderia fornecer um padrão internacional para os valores da internet.

Ele está otimista de que a campanha “a rede que queremos” possa se tornar mainstream, apesar da aparente falta de consciência do interesse público no caso de Edward Snowden. “Precisamos que nossos advogados e nossos políticos entendam de programação, a fim de compreender o que pode ser feito com um computador. Também precisamos rever um enorme volume de estrutura legal, rever as leis de direitos autorais… Muitas delas foram criadas para proteger os produtores de cinema. Mas não há nada criado para preservar o discurso cotidiano entre indivíduos e a democracia cotidiana da qual necessitamos para governar um país”, afirma.

Criador da web livre para todos

Nascido em Londres, Tim Berners-Lee cresceu familiarizado ao conceito dos computadores: seus pais trabalharam na criação do primeiro computador do mundo construído comercialmente, o Ferranti Mk1.

Berners-Lee graduou-se em física na Universidade de Oxford e trabalhou em uma série de cargos de engenharia. Mas foi no Cern, a Organização Européia para Pesquisa Nuclear, em Genebra, que embarcou em projetos que levariam à criação da World Wide Web.

Seu objetivo era permitir que pesquisadores de todo o mundo pudessem compartilhar documentos; suas primeiras propostas foram julgadas por um gerente no Cern como “vagas, porém interessantes”. Ele combinou a tecnologia já existente – como a internet e o hipertexto – para produzir um imenso sistema de armazenamento de documentos interligados. A World Wide Web foi aberta a novos usuários em 1991, e em 1992 foi inventado o primeiro navegador para digitalizar e selecionar os milhões de documentos já existentes.

Atualmente, Berners-Lee trabalha para várias organizações a fim de garantir que a web seja acessível a todos e que o conceito de neutralidade da rede seja observado por governos e corporações.

A TV ainda é a preferida dos brasileiros

Mesmo com todo o avanço da internet e das redes sociais no país, a televisão ainda é o meio de comunicação mais utilizado para a busca de informações. É o que indica a pesquisa elaborada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). O estudo, que contou com a consultoria de professores de oito universidades brasileiras e do Ibope Inteligência, aponta que 89% da população têm o hábito de se informar sobre o que acontece no Brasil pela televisão. O rádio aparece em segundo, com 30% das citações, seguido pela internet (29%), jornal impresso (8%) e revista impressa (1%).

Acesse aqui a pesquisa na íntegra

Não é à toa que o meio de comunicação preferido também é a TV (76,4%), seguido pela internet (13,1%), pelo rádio (7,9%), pelos jornais impressos (1,5%) e pelas revistas (0,3%) – outras respostas somam 0,8%. Entre os mais jovens, na faixa de 16 a 25 anos, a preferência pela TV cai a 70% e a citação à internet sobe a 25%, ficando o rádio com 4% e os demais com menções próximas de 0%.

Quando o assunto, no entanto, é confiança, as notícias dos jornais impressos são as que apresentam o maior nível de confiança entre os entrevistados: 53% dos que utilizam esse meio confiam sempre ou muitas vezes em suas notícias. O rádio e a TV aparecem na sequência, citados por 50% e 49% dos entrevistados, respectivamente.

Blogs apresentam o menor nível de confiança (22%). Em posição pouco melhor aparecem as redes sociais (24%) e os sites (28%). Os jornais também lideram na confiança em publicidade. Quase metade (47%) dos entrevistados que utilizam esse meio dizem confiar sempre ou muitas vezes nos anúncios. Novamente televisão e rádio empatam na segunda colocação, com 42% das citações.

Foram entrevistados 18.312 brasileiros, em 848 municípios, entre 12 de outubro e 6 de novembro de 2013. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra.

Literatura e teatro na ABL

A versão de 2014 do Projeto “Literatura e Teatro-Educação” da ABL, que vem sendo apresentado desde 2005, inicia-se no dia 31 de março, segunda-feira, às 10 horas. O objetivo é proporcionar aos alunos das redes públicas (estadual e municipal), com idade entre 8 e 12 anos, a oportunidade de estar em contato com a arte e a educação de  maneira criativa e lúdica.

Realizado pelo Grupo Ecoarte, formado pelos atores Joana D’Arc, Max Nevez, Morena Buzar e Priscila Fialho, o projeto consiste na dramatização de textos acadêmicos, seguida de dinâmicas de arte-educação” que põem o aluno em contato com o teatro, a música e diferentes temas, estimulando-o a expressar-se e a experimentar inúmeras possibilidades do criar literário”. Neste ano, de Copa do Mundo, será apresentado aos participantes o texto A bola e o goleiro, de Jorge Amado.

O teatro-educação será realizado toda segunda-feira do ano (com exceção das que forem feriados), sempre às 10 horas, e o agendamento, da semana que a escola desejar deverá ser feito pelo telefone (21) 99663-8864, com Max Nevez. Cada grupo deverá ser composto de no máximo 25 alunos por instituição, acompanhados de dois professores. A condução é gratuita.

De acordo com os atores do Ecoarte, após cada encenação, que terá início no pátio da ABL e percorrerá o prédio até chegar ao teatro, os alunos deixarão de ser apenas espectadores e passarão a ser criadores. Terão exercícios que lhes proporcionarão construir suas próprias cenas teatrais, músicas em grupo e textos literários sobre o tema proposto.

Estão abertas as inscrições para o Câmara Mirim 2014

Já estão abertas as inscrições da 9ª edição do concurso Câmara Mirim, projeto que oportuniza a experiência de estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental vivenciarem a rotina de um deputado federal. Durante um dia, eles ocupam o Plenário da Câmara, em Brasília, discutem e votam em seus projetos de lei, numa verdadeira aula de cidadania e democracia. Mas, diferentemente das edições anteriores, desta vez os alunos serão selecionados a partir dos melhores projetos pedagógicos inscritos pelos professores.

De acordo com o edital, serão escolhidos seis projetos pedagógicos. Seus autores e turmas de estudantes terão vaga garantida no Câmara Mirim 2014. Antes do evento, os professores serão convidados para participar do programa “Missão Pedagógica no Parlamento”.

Para participar, basta seguir os seguintes passos:

1 – O professor interessado deverá escrever um projeto pedagógico cujo tema é o Câmara Mirim. O professor deve escrever uma proposta de experiência educativa direcionada a alunos de 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, utilizando o programa Câmara Mirim como referência. O período para envio dos projetos é de 17 de março a 22 de abril. No dia 13 de maio, será divulgado o resultado com os seis professores selecionados com as melhores propostas. Os demais serão classificados numa lista e serão chamados caso haja impossibilidade de alguns dos seis primeiros participarem do restante do processo.

2 – Os professores selecionados deverão se inscrever para participar do curso online “Educação para a Democracia”, organizado pelo programa Missão Pedagógica no Parlamento e que acontecerá de 9 de junho a 18 de julho, com carga horária de 30 horas. O candidato do Câmara Mirim será considerado aprovado se  obtiver pontuação igual ou superior a 50% do total exigido. O não cumprimento da pontuação mínima exigida implicará na perda da vaga para participação no Missão Pedagógica no Parlamento e do Câmara Mirim.

3 – Os professores irão a Brasília com todas as despesas pagas pela Câmara para participar do curso “Programa de Capacitação Missão Pedagógica no Parlamento”, cujo módulo presencial vai acontecer de 31 de agosto a 6 de setembro. Essa etapa presencial consistirá em aulas dialogadas, palestras, visitas, oficinas pedagógicas e temáticas, privilegiando a integração entre a teoria e a prática. Os selecionados do Câmara Mirim apresentarão aos demais participantes os resultados das atividades realizadas junto aos alunos e que tiveram como base as propostas pedagógicas vencedoras do concurso.

4 – De 15 de setembro a 21 de novembro, acontecerá o módulo de aplicação, período em que os professores terão a oportunidade de aperfeiçoar seus projetos pedagógicos, com apoio tutorial online. Todos os participantes que cumprirem todos os passos receberão certificado de conclusão do Programa Missão Pedagógica.

5 – No dia 30 de outubro, acontecerá o Câmara Mirim e os seis professores selecionados terão espaço garantido para trazer a Brasília até duas turmas de 5º ao 9º ano do ensino fundamental, com no máximo 40 alunos cada. Essas crianças passarão pela experiência de ser deputado por um dia, discursando, discutindo e votando em projetos de lei elaborados por elas próprias. Nesse caso, a Câmara não se responsabiliza pelas despesas de hospedagem, alimentação e transporte, ficando a cargo de cada escola mobilizar recursos próprios ou de seu município para trazer as crianças para a sessão-mirim.

“Com todos esses passos realizados, acreditamos que, além de proporcionar aos alunos a oportunidade única de serem deputados por um dia, estaremos contribuindo para o engajamento dos professores, maiores incentivadores de nossa juventude, para a importância da democracia e da cidadania”, diz informe do Plenarinho da Câmara dos Deputados.

Clique 
aqui para ver um infográfico com o passo a passo dos professores.
Clique aqui para ler o regulamento completo da inscrição dos professores.

Desafio: produzir um curta-metragem em tempo recorde

O desafio é criar, produzir e editar um curta metragem em 72 horas. Topa? Anote então: a primeira edição do 72 horas Rio vai acontecer, em maio, na Zona Portuária da Cidade do Rio de Janeiro. A produção dos filmes terá início às 19 horas do dia 1º de maio e terminará às 19 horas do dia 4, com a entrega dos filmes prontos. Os interessados têm até o dia 10 de abril para inscrever sua equipe. Inscrições gratuitas. Informações no site: http://www.72horasrio.org/

De acordo com o edital, no lançamento do evento, as equipes receberão uma frase e um objeto gerador com a finalidade de garantir que os filmes sejam produzidos no prazo das 72 horas. Poderão ser ficções, documentários ou animações. As equipes devem possuir seus próprios equipamentos (imagem e som poderão ser captados por celulares) e todos devem ser voluntários.

Exigências: um morador da Zona Portuária do Rio deve estar integrado ao grupo; as equipes deverão incluir nos filmes a frase e o objeto que serão fornecidos na cerimônia de lançamento do evento; e os filmes devem ter a maior parte das suas imagens captadas na Zona Portuária, nos bairros da Gamboa, Saúde e Santo Cristo e nos Morros do Conceição, Livramento, Providência e Pinto. Os curtas terão no máximo seis minutos.

Quando a TV sai de cena

Por Cris Rowan
Terapeuta Ocupacional Pediátrica
Publicado no dia 6 de março, no Huffington Post  

Desde que entramos em uma escola Waldorf, fomos alertados sobre os muitos efeitos negativos que a televisão causa nas crianças. Hiperatividade, incentivo ao consumo, informações precoces, enfim, eu comecei a dosar a quantidade de televisão em casa. Mas quando entramos na escola Waldorf aqui em Miami, a coisa foi um pouco diferente. Tivemos que assinar um contrato dizendo que nossos filhos não iriam assistir à televisão. Com aquele gingado brasileiro, assinamos, mas não estávamos pensando em levar aquilo assim tão ao pé da letra. Se é que você me entende.

Acontece que logo que conheci o professor do João, fiquei muito encantada com a seriedade e comprometimento dele. Ele veio em nossa casa nos conhecer antes do início das aulas. Como de cara não viu nenhuma televisão, demonstrou uma tranquilidade ao falar: Ah, vocês não têm televisão? E nós respondemos com o rabo entre as pernas: É… na verdade temos. Mas eles assistem pouco. E o professor falou: Eu peço para que o João assista a apenas nos finais de semana. Porque o cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado. Se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola.

E isso para mim fez todo o sentido, me lembrei das várias vezes que o João acordou no meio da noite falando sobre o filme que tinha assistido, ou acordou com pesadelos relacionados às histórias dos filmes. Então essa frase do professor foi suficiente para eu não precisar ler as três páginas de estudos de Harvard que a escola distribuiu comprovando a relação direta entre excesso de televisão e déficit de atenção, dificuldade de aprendizado e descontroles emocionais e na visão, devido à exposição à telinha. Respirei fundo, e como regra você tem que falar uma vez só e seguir em frente, com muito medo de fracassar, disse com toda certeza: a partir de hoje, televisão só no final de semana.

Isso foi em agosto, minha gente! Estamos há quase seis meses sem televisão nos dias de semana. E de lá para cá, a vida mudou muito por aqui. Eu fiquei mais cansada, mas até aí tudo bem, afinal cuidar deles é meu trabalho agora. Mas eles ficaram mais calmos e agora têm tempo para brincar. Aqueles brinquedos no armário não são mais meras peças decorativas.

Incentivo que façam o mesmo. Estabeleçam uma rotina. Das 14 às 16 horas: brincar livre. (E eles que se virem para achar graça em alguma coisa, se for para ficar com tédio, fica. Que problema tem isso?) Das 16 às 16:30, lanche. Das 16:30 às 17:30 colorir, pintar, desenhar, fazer um cartão para a vovó, fazer biscoito, enfim trabalhar com as mãos. Depois é banho, jantar e história para dormir (sim, sem a TV, o sono chega mais cedo). E pode variar, claro. Segunda e quarta, das 14 às 16 horas, é dia de passeio. Pode ser com a babá ou avó, não importa. O que importa é a rotina. Criança adora sentir que não está “solta”. Lembra aquele paninho (cueiro) de enrolar bebê, que eles ficam super calminhos? Pois a rotina dá essa sensação para os grandinhos também.

E quando a televisão fica seletiva, você percebe como a maioria do que passa ali é inadequado para as crianças. Excesso de barulho, excesso de efeitos especiais, excesso de gírias, ironia, muitas vezes excesso de bullying e excesso de publicidade. Aliás, até os próprios filminhos incentivam o consumo. Um dia eu vi a Barbie falando: “Amigas, esse vestido está fabuloso, ou está muito “last week” (semana passada). Fala sério. Inclusive, no que sua filha vai sair ganhando em ter a Barbie como influência para o que quer que seja?

Acredite. Sua vida vai mudar muito quando a televisão deixar de ser a protagonista da história da sua casa. As crianças param de pedir o tempo inteiro para você comprar o que viram ali e a imaginação volta para o lugar onde precisa estar: dentro delas.

Aulas no cinema

Aproveitando o clima de volta às aulas, o Cinema Nosso oferece nos meses de  março e abril sessões gratuitas, voltadas às crianças e aos adolescentes, onde o principal objetivo é trazer para a sala de cinema os assuntos que serão abordados neste ano letivo. A atividade acontece com a exibição de um filme seguido de debate, dentro destes seguimentos: Cientista Mirim, Cine Literatura, História no Cinema e Conhecendo o Brasil. O público mínimo para agendamento é de 30 pessoas. Quer participar? Entre em contato pelo telefone (21) 2505-3300. O Cinema Nosso fica no Centro do Rio.

Futebol e livros

A criação literária sobre o esporte-paixão do país da Copa volta a campo com o projeto “Brasil, Futebol e Livros” que a Caixa Cultural Rio de Janeiro apresenta de 18 a 20 de março. A série de encontros, em sua segunda edição, colocará 13 escritores em diálogo com o público leitor e apreciador das letras e do futebol em seis sessões, com entrada franca.

A nova temporada do projeto mantém o propósito de atrair a atenção do público para uma compilação relevante e colecionável da recente produção editorial sobre futebol. Para esta edição, foram escalados escritores que pouco ou nunca participaram de encontros literários sobre o tema, autores de livros recém-lançados – caso de Clara Albuquerque, de “Os Sem-Copa” e de Beatriz Farrugia e Murilo Ximenes, dois dos quatro autores de “1950: O preço de uma Copa” –, e ainda responsáveis por obras que estavam esquecidas ou por grandes referências do gênero, como a dupla João Máximo e Marcos de Castro, do fundamental “Gigantes do Futebol Brasileiro”.

Os encontros terão a participação, como mediadores, do radialista e produtor Edison Viana, criador e curador do projeto; do historiador e antropólogo dedicado ao futebol, Marcos Alvito; do editor Rodrigo Ferrari (da livraria Folha Seca, especializada no assunto); do jornalista da revista Piauí, Rafael Cariello; e da jornalista Cristina Dissat, editora do site ?mdejogo.com.br, dedicado à prestação de serviços de informação ao torcedor.

Serão realizados, diariamente, dois debates, às 17h30 e às 19h30, sempre no Cinema 2 da Caixa Cultura do Rio. As senhas serão distribuídas meia hora antes do início. O espaço fica na Av. Almirante Barroso, 25 – Centro (Metrô: Estação Carioca) – Rio de Janeiro – RJ. Mais informações: (21) 3980-3815.

Confira a programação

18/03, às 17h30 – A escrita
Clara Albuquerque (autora de “A Linha da Bola” e do recém-lançado “Os Sem-Copa”), e Rodrigo Viana (autor de “A Bola e o Verbo – O Futebol na Crônica Brasileira”), falam sobre a escrita do futebol contando o trabalho de pesquisa, produção de texto, gêneros e estilos narrativos adotados por eles e por grandes escritores no histórico da literatura de futebol brasileira.

19h30 – A paixão
Arthur Muhlenberg com sua produção editorial sobre o Flamengo (“Manual do Rubro-Negrismo Racional”, entre outros) e Rafael Casé com sua obra dedicada ao Botafogo (“Como esta estrela veio parar em meu peito”) falam sobre a paixão pelo futebol.

19/03, às 17h30 – O torcedor
O torcedor é o tema de encontro que reúne autores de duas obras pertinentes na re?exão sobre amores e ódios que o futebol desperta: Bernardo Buarque de Hollanda, de “O clube como vontade e representação: O Jornalismo Esportivo e A formação das torcidas organizadas”, e Rosana Teixeira, de “Os perigos da paixão”.

19h30 – A ficção
A ficção é o enfoque da conversa com Sérgio Rodrigues, escritor do romance “O drible”, e José Roberto Torero, que entre muitos livros relacionados ao futebol é autor de “Nove contra o Nove” e o infantil “Uma História de Futebol”.

20/03, às 17h30 – A Copa
Gisella Moura, de “O Rio corre para o Maracanã”, Beatriz Farrugia e Murilo Ximenes, dois dos quatro autores do novíssimo “1950: O preço de uma Copa”, falam sobre os investimentos e preparativos feitos 64 anos atrás para a primeira Copa do Mundo no Brasil, o que certamente dirá muito sobre a realização do torneio neste 2014 e o momento atual do país.

19h30 – O craque
João Máximo e Marcos de Castro, autores de “Gigantes do Futebol Brasileiro” se reúnem para falar sobre a figura do “craque” no futebol, no Brasil.

GT vai discutir a regulação da programação de rádio

Por Marcus Tavares

Desde o último dia 14, está em vigor a nova portaria de Classificação Indicativa. O documento atualiza e unifica as disposições e regras que devem ser atendidas pelos exibidores e comerciantes de material audiovisual, jogos eletrônicos e aplicativos. Na prática, o texto não traz mudanças significativas com relação aos programas de televisão. Cenas de sexo, violência e drogas continuam orientando a autoclassificação feita pelas emissoras de TV e monitorada pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (Dejus), do Ministério da Justiça. As novidades ficam em outras duas frentes: a criação de um grupo de trabalho para debater a regulação da classificação da programação de rádio e a liberação da autoclassificação de filmes, ainda não classificados pelo Ministério, pelas empresas que trabalham como vídeo sob demanda (VoD).

“Com relação à regulação dos programas de rádio, a nossa ideia é adotar o modelo que aplicamos quando discutimos a classificação indicativa dos programas veiculados na TV por assinatura. Chamamos todos os envolvidos e interessados no tema. Faremos a mesma coisa com o rádio. Acredito que iremos encaminhar para uma autoclassificação dos programas por parte das emissoras, com um monitoramento aleatório nosso e com a fiscalização e denúncia da sociedade. Em nossas oficinas, encontros e debates, verificamos que há de certa forma uma demanda em torno desta discussão. Há algumas rádios que já fazem uma autoclassificação, mas são poucas”, explica Davi Pires, diretor adjunto do Dejus.

Em entrevista à revistapontocom, Davi disse ainda que a portaria ao estabelecer a autoclassificação dos filmes, no âmbito do vídeo sob demanda, foi um grande passo na discussão da classificação indicativa na internet. “De forma alguma queremos controlar o conteúdo na web. Isso seria inaceitável no Brasil e não é objetivo do Estado brasileiro. Também creio que as discussões serão encaminhadas com o objetivo de se promover uma autoclassificação dos conteúdos por parte dos provedores, que se mostram receptivos a este debate”.  Segundo adiantou Davi, a empresa Netflix, que oferece filmes e séries por demanda, por exemplo, agora no mês de abril, vai disponibilizar a classificação indicativa de todo o seu conteúdo. Com a nova portaria, os conteúdos que ainda não tiveram a classificação indicativa do Ministério Justiça poderão ser autoclassificados pela empresa. “Mas já nos colocamos à disposição para trabalharmos em conjunto e ajudá-los neste processo”, adiantou Davi. Leia a nova portaria

Além da nova portaria, o Ministério da Justiça lançou também o Projeto Classifique, que visa a seleção de 21 pessoas da sociedade interessadas em compor um grupo de classificadores voluntários do Dejus. Os selecionados comporão três diferentes grupos: os que vão monitorar os jogos eletrônicos e aplicativos; os que ficarão responsáveis pelos programas da televisão aberta e fechada, focando, inclusive, na programação regional; e os que farão parte do grupo de classificação prévia de obras audiovisuais, por exemplo os filmes exibidos no cinema. Os interessados têm até o dia 30 de março para se inscreverem.

Leia o edital
Ficha de inscrição

“A proposta não é substituir o trabalho de nossa equipe de monitoramento [hoje, em torno de 30 profissionais], mas, sim, somar este trabalho que será desenvolvido ao nosso. Será uma boa oportunidade para analisarmos como a sociedade vê a classificação. Temos mais de 16 candidatos por vaga. É interessante observar a justificativa dos interessados na vaga. Muitos dizem que querem participar, no caso voluntariamente, pois trata-se de um senso de cidadania. Outros são pais que estão preocupados com o que os filhos jogam e assistem na TV”, conta Davi.

Parceria com a academia

Com o objetivo de ampliar e apoiar pesquisas que tenham como objeto a classificação indicativa, a Unesco e a Secretaria Nacional de Justiça estão anunciando cinco editais de fomento à pesquisa. De acordo com o Dejus, todos os editais deverão ser divulgados nesta semana. Podem participar do edital centros e institutos de pesquisa com interesse no tema da classificação indicativa, e o prazo de execução das pesquisas é de seis meses. Não há limites orçamentários definidos, mas os projetos devem ter orçamento compatível com o tempo de trabalho e a metodologia escolhida. Cada edital terá um projeto selecionado.

Os eixos temáticos serão: identificação dos impactos de mídias, como jogos de RPG, eletrônicos e aplicativos, no desenvolvimento de crianças e adolescente; redes de governança colaborativa, accountability e transparência; problematização dos desafios regionais de implementação de política nacional de classificação indicativa; impactos biopsicossociais dos conteúdos audiovisuais na população infanto-juvenil e a percepção dos alertas da classificação indicativa em crianças, adolescentes e pais; e a classificação indicativa nos tribunais: elementos jurídicos da política. Acesse os editais

Projeto incluir brincando

A TV Cultura e a Sesame Workshop, organização sem fins lucrativos responsável pela criação e coprodução da série Vila Sésamo, uniram-se para a realização da segunda fase do Projeto Incluir Brincando, direcionado à inclusão de crianças com deficiência por meio da conscientização do direito de brincar de forma segura e inclusiva. O primeiro programa do projeto será lançado no dia 17 de março na TV Cultura, na TV Rá Tim Bum! e no portal cmais.com.br.

O projeto é inédito na tevê brasileira ao incluir ações com educadores, familiares e cuidadores por meio de uma campanha transmídia. Além de vídeos promocionais com a participação de personalidades, episódios especiais e conteúdos digitais exclusivos para a internet; conta ainda com o curso de formação de educadores e com a distribuição da coleção Incluir Brincando (que reúne diferentes materiais de formação) em escolas públicas de educação infantil.

A iniciativa do programa faz parte da proposta da TV Cultura. “Colocar no ar o Projeto Incluir Brincando é uma enorme satisfação e atesta a preocupação permanente da Fundação Padre Anchieta (FPA) com a educação de qualidade e com a diversidade de conteúdos para todos os públicos”, afirma o presidente da FPA, Marcos Mendonça.

Para o diretor regional da América Latina da Sesame Workshop, Jorge Baxter, essa temática é parte do DNA da Sesame. “Estamos felizes por lançar um dos primeiros projetos transmídia sobre o assunto no Brasil e na América Latina. Acreditamos que conteúdos divertidos e de alta qualidade disponibilizados  em diferentes plataformas (TV, mídias digitais, mídias sociais, escolas e atividades comunitárias) podem aprofundar o envolvimento do público nesta questão tão importante”.

As estratégias educacionais estão articuladas em torno de sete temas transversais: brincar é um direito da criança, brincadeiras inclusivas, brincando em família, brincando na comunidade, brincando com os amigos, feira de brinquedos e brincadeiras do Brasil.

A cada mês um dos temas transversais da campanha será promovido durante as programações infantis da TV Cultura e da TV Rá Tim Bum!, no portal cmais e no perfil oficial do programa no Facebook, utilizando vídeos promocionais, episódios especiais, jogos digitais, atividades para imprimir, artigos e chamadas para ações no site e nas redes sociais.

Todos os vídeos contam com interpretação em linguagem brasileira de sinais (Libras), recurso de audiodescrição e closed caption. Nos vídeos promocionais, personagens da Vila Sésamo interagem com personalidades como o ator Lázaro Ramos, embaixador do UNICEF no Brasil; o atleta paralímpico Daniel Dias, com seis medalhas de ouro em Londres; a atriz Isabel Fillardis; a medalhista olímpica de vôlei Ana Moser; o cantor Daniel; a cantora Fernanda Takai; e o músico e bailarino Antonio Nóbrega.

Nos episódios especiais, historinhas são centradas nos temas da campanha, protagonizadas pelos personagens da Vila Sésamo. Garibaldo e Bel ganham uma convidada especial para participar do projeto. É Sivan, uma boneca cadeirante vinda diretamente da Vila Sésamo de Israel. Sua participação reforça a ideia de que toda criança tem o direito de brincar, inclusive as que possuem algum tipo de deficiência, além de ressaltar o respeito à diversidade e a importância da colaboração e da criatividade durante o brincar inclusivo. Sivan tem 7 anos de idade e adora se divertir. Inventa novas maneiras para brincar e nunca fica de fora. Ela tem um grande senso de humor e está sempre pronta para ajudar os seus amigos.

No portal cmais, os jogos digitais contam com conteúdo educativo; as atividades para imprimir trabalham conhecimento de si, reflexão, atenção, psicomotricidade, expressão artística e corporal. Há ainda os artigos, que são textos informativos sobre os temas da campanha para educadores, familiares e cuidadores, e as chamadas para ação no site e nas redes sociais.

Para educadores

O curso de formação e a coleção Incluir Brincando contam com a parceria das secretarias municipais de Educação de Paraty (RJ), Marechal Deodoro e Barra de São Miguel (AL). O objetivo é construir referenciais teóricos e práticos para o desenvolvimento integral das crianças por meio do brincar inclusivo e seguro, utilizando os diferentes recursos do Projeto Incluir Brincando. Até junho deste ano, serão formados cerca de 200 participantes, entre professores de educação infantil, coordenadores pedagógicos, diretores de escolas e representantes da sociedade civil.

As pessoas interessadas pelo desenvolvimento inclusivo, brincar e infância poderão ter acesso gratuito à coleção Incluir Brincando pelo portal cmais, além de suas versões com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Produção para a infância

O que é inovação para crianças? Quais são os processos de inovação social e cultural voltadas para crianças? O que caracteriza produções criativas e inovadoras? Como criar modos inovadores de desenvolvimento e produção para e com crianças? Como oferecer uma produção cultural que potencialize a iniciativa, a curiosidade e a criatividade das crianças (e dos profissionais que trabalham com a infância)?

Estas são as indagações que o seminário comkids inovação vai tentar responder. O evento, que será realizado em São Paulo, no dia 24 de abril, reunirá profissionais e convidados especiais que vão abordar temas relacionados à inovação cultural, social, tecnológica e artística; à criatividade na linguagem e na metodologia de produção para a infância; à apresentação de iniciativas nacionais e internacionais de projetos inovadores em audiovisual e plataformas digitais e interativas.

A programação é voltada para produtores, game-designers, escritores, diretores de arte, ilustradores, educadores e agentes culturais. As inscrições são gratuitas. Mais informações no site http://comkids.com.br/comkids-inovacao/

Confira a programação:

Seminário (Inscrições para o seminário abrirão no dia 7 de abril)
Mesa 1: Inovação e criatividade – Quais são as características de um projeto inovador? O comkids reúne nesta mesa projetos que tenham desenvolvimento, abordagens e produção criativas que potencializam um olhar especial para a infância e sobre o mundo,  inspirando as crianças a serem crianças em toda sua potência.

Mesa 2: Inovação cultural e social – Neste momento, o comkids pretende reunir projetos que tenham em seu processo de realização caminhos inovadores, com gestão e interação infantil, ou de público misto de adultos e crianças. Quais são os projetos que discutem e criam dinâmicas colaborativas para composição comunitária de processos e produção cultural? É isso que o comkids está dedicado.

Mesa 3: Modos de produção, processos criativos – Laboratórios, núcleos criativos, salas de criação, coletivos. O comkids está interessado em discutir os modos de fazer, os outros modos. Aqueles não tão tradicionais, que permitem novas dinâmicas de gestão criativa que, estimuladas ou não pela internet, criam novas composições de desenvolvimento de projetos.

Rodada de projetos (Inscrições abertas a partir do dia 17 de março de 2014, pelo email comkidsinovacao@comkids.com.br)
Com a intenção de fomentar a produção e o desenvolvimento de projetos com esse olhar criativo  e reconhecer trabalhos que tenham potencial de desenvolvimento e produção, o comKids Inovação também abrirá inscrições para selecionar cinco projetos com potencial de desenvolvimento, que serão apresentados publicamente no comkids inovação. O primeiro lugar ganhará prêmio, e um dos projetos ainda ganhará menção do Goethe-Institut para melhor abordagem de inovação cultural.