E a falta de água?

O ano letivo começa daqui a pouco e um dos temas centrais do dia a dia das cidades que vai correr em paralelo é a questão da (falta) água e, consequentemente, do consumo consciente. A Região Sudeste, segundo as previsões, é uma das mais afetadas. Para auxiliar escolas e professores, a revistapontocom selecionou alguns infográficos bem interessantes que podem inspirar e disparar boas e necessárias discussões. Neste período de volta às aulas, é um bom material para o planejamento das atividades.
Confira:

A crise da água
Fechar a torneira, armazenar chuva e buscar água no espaço. A Superinteressante aponta 8 caminhos para resolver a crise hídrica, do mais simples ao mais esdrúxulo.
http://super.abril.com.br/crise-agua/home.shtml

Como prevenir a seca
O uso indiscriminado de água está esgotando rapidamente as reservas globais desse recurso vital. Mas não faltam ideias para usá-la de modo mais racional e prevenir secas.
http://planetasustentavel.abril.com.br/pops/prevenir-a-seca-infografico-super-agosto.shtml

A água que você não vê
Nós temos sede e o que consumimos, também. Veja o quanto de água potável é necessário para produzir itens do nosso cotidiano que já compramos “prontos”, como manteiga, carne, arroz e cerveja
http://planetasustentavel.abril.com.br/infograficos/popup.shtml?file=/download/stand2-painel4-agua-virtual.pdf

A água na estação de tratamento
Saiba como funciona a maior estação de tratamento de água da cidade de São Paulo, a Guaraú, que fica na zona norte da capital e abastece de água potável 8,1 milhões de pessoas todos os dias
http://planetasustentavel.abril.com.br/infograficos/popup.shtml?file=/imagem/como_funciona_estacao_pop1306x940.jpg&img_src=/imagem/como-funciona-estacao-261x161px.jpg

Quanta água o mundo gasta?
A ONU recomenda que uma pessoa gaste, por dia, 50 litros de água potável para viver de forma digna, mas gastamos bem mais do que isso. Veja quanto a população de cada país consome por dia.
http://planetasustentavel.abril.com.br/infograficos/popup.shtml?file=/download/stand2-painel5-agua-por-pessoa2.pdf

Uma boa ideia

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o ano de 2015 como o Ano Internacional da Luz. O objetivo é promover o conhecimento sobre o papel essencial que a luz desempenha na vida humana e reiterar algumas datas científicas importantes que têm a ver com o tema. Em 2015, completam-se, por exemplo, 100 anos da teoria da relatividade geral, de Albert Einstein. E os 110 anos da explicação do efeito fotoelétrico, também de Einstein e que lhe valeu o Nobel da Física de 1921. “Um Ano Internacional da Luz é uma oportunidade tremenda para garantir que os políticos tomam consciência dos problemas que a tecnologia da luz pode resolver”, sublinhou o presidente da comissão para a celebração do Ano Internacional da Luz, John Dudley.

Aqui no Brasil, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) prepara diversas atividades específicas sobre o tema da luz para 67ª Reunião Anual da SBPC – a se realizar no período de 12 a 18 de julho de 2015 nas dependências da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no município de São Carlos, a 230 quilômetros da capital paulista. Dentre as atividades previstas para as comemorações destacam-se palestras com renomados cientistas nacionais e internacionais; aulas sobre luz e suas aplicações; atividades de treinamento de professores de Ciências – aulas práticas de ótica no Ensino Fundamental e Médio.

Um dos destaques dessas atividades é que nos programas de treinamento de professores, que deve contar com a parceria do Ministério da Educação (MEC), serão utilizados kits de óptica (kits de óptica dos raios de luz; de óptica física; de cores e sensações; e ondas e seus efeitos) – previstos para serem lançados este mês, em comemoração ao ano da luz. Será realizado também treinamento sobre o kit de astronomia. Outra importante atração prevista para o Ano Internacional da Luz, dentro da programação da Reunião Anual da SBPC, é a atividade “Ensino de óptica para deficientes visuais”. Nesse caso, a Equipe do Grupo de Óptica apresentará os materiais, em fase de desenvolvimento, para ensinar óptica aos deficientes visuais.

Acompanhe http://www.luz2015.org.br/

Obras em domínio público

Por Sérgio Branco
Diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro e doutor em Direito Civil pela Uerj
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Anualmente, em primeiro de janeiro, o mundo comemora o dia do domínio público. A data é importante porque marca o momento em que obras, antes protegidas por direitos autorais, podem ser usadas independentemente de autorização ou pagamento. Neste ano, entraram em domínio público as obras de Antoine de Saint-Exupéry, Edvard Munch, Glenn Miller e Eliseu Visconti, entre outros. Na prática, o que isso significa? O que pode ser feito com músicas, livros, filmes e pinturas que ingressam em domínio público? Com o término dos direitos econômicos, qualquer pessoa fica livre para:

a) usar a obra original, inclusive com fins lucrativos;
b) modificar a obra original, fazendo adaptação, tradução, remix, de modo quase ilimitado, também com fins lucrativos, se assim desejar.

É importante observar que o nome do autor da obra que entra em domínio público precisa sempre ser mencionado, mesmo que tenha havido grande modificação em seu trabalho. Por isso, se você decidir adaptar um livro de Shakespeare ou de Machado de Assis para qualquer mídia ou formato, pode fazer sem medo, mas precisa informar o nome do autor da original que você está adaptando.

E o ingresso em domínio público das obras de Glenn Miller, Exupéry, Munch e Visconti, entre outros, vale no mundo inteiro? Não. Cada país precisa decidir como contar o prazo de proteção. Em razão de tratados internacionais, o prazo mínimo geral é de 50 anos a partir da morte do autor. O Brasil adotou o prazo de vida do autor mais 70 anos para todas as modalidades, menos fotografias e obras audiovisuais, cujo prazo de proteção também é de 70 anos, mas contados da divulgação da obra (ou seja, fotos e filmes divulgados até 1944 também entraram em domínio público no Brasil em 2015).

Por isso, é verdade que os trabalhos dos autores mencionados no início do texto ingressaram em domínio público no Brasil, na União Europeia, na Argentina, na Austrália e em todos os países que adotam a regra dos 70 anos. Contudo, há exceções. Na Colômbia, que prevê proteção por 80 anos após a morte do autor, a obra pode entrar em domínio público só em 2025, dependendo da regra aplicável a obras estrangeiras. A mesma lógica se aplica à Costa do Marfim (prazo de 99 anos depois que o autor morre) e ao México (vida do autor e mais 100 longuíssimos anos).

O caso mais polêmico deste ano é o ingresso em domínio público do “O Pequeno Príncipe”, um dos maiores fenômenos editoriais de todos os tempos. Como se pode perceber, o esgotamento dos direitos econômicos sobre a obra depende do lugar em que a proteção é reclamada. Em países que protegem direitos autorais por menos de 70 anos (Canadá e Coreia do Sul, por exemplo), o livro já não está mais protegido pelo menos desde 1995. Por outro lado, em países como Colômbia e México, talvez só daqui a alguns anos. Pela lei brasileira, o livro está em domínio público porque o Brasil aplica a todas as obras do mundo o prazo de sua própria lei.

Assim, não importa a origem da obra, o prazo aplicado será sempre o de setenta anos após a morte do autor. Essa regra é permitida nos termos dos acordos internacionais e se encontra expressa na lei brasileira de direitos autorais (lei 9.610/98, art. 2º).

Na França, contudo, existem prazos de prorrogação de direitos de autor por conta das guerras mundiais do século XX. Como as obras intelectuais não puderam circular adequadamente nos períodos de conflito, o legislador decidiu aumentar o prazo de proteção em 6 anos e 152 dias para compensar os danos da Primeira Guerra Mundial e em 8 anos e 120 dias para os da Segunda. Além disso, foram conferidos 30 anos extras para o caso de o autor ter morrido em combate. Por isso, caberá ao intérprete da lei francesa definir qual regra incide no caso. Não será a primeira vez que a corte da França precisará analisar a questão. Por conta das prorrogações de guerra, nos anos 1990 o poder judiciário francês teve que decidir se os quadros de Monet ainda estavam protegidos. De toda forma, como as prorrogações valem apenas na França, não devem causar qualquer impacto no Brasil.

Para o ano que vem, esperem ainda mais polêmica. Em 2015, completa-se o prazo de 70 anos da morte de Hitler. Por isso, em 01 de janeiro de 2016 ingressa em domínio público o “Mein Kampf” (além de todas as pinturas de Hitler – de talento duvidoso, segundo os críticos). Por enquanto, os direitos autorais sobre o livro pertencem ao governo alemão, que se empenha em proibir qualquer reprodução da obra. Claro que em alguns países, a obra já não está mais protegida, mas a grande questão é o ingresso em domínio público na Europa. A partir do ano que vem, quando for possível a apropriação do “Mein Kempf” inclusive por grupos extremistas europeus, estaremos diante de um interessante e raríssimo caso em que o domínio público promove o acesso lícito a uma obra indesejada. Neste momento em que se discute tanto liberdade de expressão, o que não vai faltar é assunto.

Cinema: balanço 2014

As salas de cinema do Brasil receberam, em 2014, um total de 155,6 milhões de espectadores, número 4,1% superior ao registrado em 2013. O crescimento de renda foi ainda mais acentuado, de 11,6%, com a arrecadação totalizando R$ 1,96 bilhão. Os dados constam no Informe Anual Preliminar da Agência Nacional do Cinema (Ancine). De acordo com o levantamento, em 2014, os filmes brasileiros tiveram participação de 12,2% no total de espectadores, levando 19 milhões de pessoas às salas de cinema. No entanto, houve queda em relação a 2013, tanto no número de lançamentos quanto no número de espectadores e na renda do cinema brasileiro.

Em 2014, foram lançados 114 filmes brasileiros, número superior à média histórica, mas inferior aos 129 títulos que chegaram às salas de exibição em 2013. Quanto à renda, houve queda de 25,5%, totalizando R$ 221 milhões, ante R$ 297 milhões no ano anterior. Seis filmes brasileiros superaram a marca de mais de 1 milhão de ingressos: Até que a Sorte nos Separe 2 e O Candidato Honesto, de Roberto Santucci; Os Homens São de Marte…e É para Lá que Eu Vou, de Marcus Baldini; S.O.S Mulheres no Mar, de Cris D’Amato; Muita Calma nessa Hora 2, de Felipe Joffily; e Vestido para Casar, de Gerson Sanginitto. Desses, apenas Até que a Sorte nos Separe 2 entrou na lista das 20 maiores bilheterias no ano, na 17ª posição. Mais 21 lançamentos nacionais tiveram público superior a 100 mil espectadores.

O balanço preliminar da Ancine traz ainda informações sobre o parque exibidor brasileiro. Em 2014, foram inaugurados 38 complexos cinematográficos, com 182 salas de exibição. Cinco complexos foram reabertos durante o ano e seis aumentaram o número de salas. Com isso, o país chegou ao fim do ano com um total de 2.830 salas de cinema. Outro dado do informe é quanto à crescente digitalização do parque exibidor. O país tem hoje 1.770 salas de cinema com tecnologia digital, equivalentes a 62,5% do total. De acordo com a Ancine, ainda não há data prevista para divulgação do balanço definitivo, com dados mais amplos sobre o desempenho do setor em 2014.

Fonte: Agência Brasil

Oscar, versão em lego

Já saiu a lista dos filmes indicados ao Oscar 2015. São eles: A Teoria de TudoBoyhood – Da Infância à JuventudeO Jogo da ImitaçãoSelma – Uma Luta pela IgualdadeBirdmanO Grande Hotel BudapesteSniper Americano e Whiplash – Em Busca da Perfeição. Assim que a Academia divulgou a relação, os cartazes das obras ganharam novos pôsteres, todos na versão ‘lego’, do famoso brinquedo de encaixes. A cerimônia da entrega das estatuetas está marcada para o dia 22 de fevereiro. Veja os cartazes e compare.

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14ª edição cinema infantil

Estão abertas até o dia 7 de março as inscrições para a 14ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, que ocorre no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, de 5 a 14 de junho. Podem participar da seleção produções nacionais de todos os gêneros e formatos de curta-metragem, preferencialmente inéditas. As obras serão exibidas na mostra competitiva e não-competitiva. Em uma parceria com a TV Brasil, o festival premia o Melhor Filme de Animação, de Ficção e a Melhor Série, escolhidos por um Júri Oficial, e também dá voz as crianças, com o Prêmio Especial escolhido pelo público infantil. Todos receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de R$ 5 mil.

Os filmes inscritos e selecionados serão exibidos gratuitamente aos estudantes da rede pública e particular de ensino durante os dias de realização da Mostra e em mostras itinerantes em comunidades na Grande Florianópolis e outros municípios catarinenses. A Mostra, pioneira no país, promove o fortalecimento e a circulação do cinema brasileiro voltado às crianças e jovens e discute questões ligadas à educação, à cultura e ao audiovisual para a infância, além de promover uma ampla inclusão social. É uma realização da Lume Produções Culturais, com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.mostradecinemainfantil.com.br. Todo o processo é online, incluindo o envio dos filmes. A relação das obras selecionadas será divulgada no início de abril. Para mais informações: inscricoes@mostradecinemainfantil.com.br ou (48) 3065 5058.

Ensino híbrido

Do site Conexão Professor

O primeiro curso sobre ensino híbrido do país estará, em breve, disponível gratuitamente. Resultado da parceria entre o Instituto Península e a Fundação Lemann e fruto de processo de pesquisa e validação, o curso Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação será oferecido na plataforma online Veduca.

Cada aluno possui sua maneira e tempo de aprendizado, e o ensino híbrido fornece ao professor ferramentas e estratégias de ensino que, além de facilitar seu trabalho, possibilitam que todos os alunos tenham uma experiência mais personalizada. A tecnologia por si só não amplia a conexão do aluno com o aprendizado, mas o curso de Ensino Híbrido irá ensinar os professores a usá-la como facilitador e potencializador desse processo.

Os educadores participantes poderão escolher entre assistir às videoaulas e fazer os exercícios gratuitamente ou realizar o programa de certificação que contém conteúdos exclusivos, tutoria personalizada, provas online e oferece um certificado. Esta segunda opção de formação é paga. Em ambos os formatos, o curso apresentará aos interessados ferramentas e recursos para a personalização do ensino, utilizando a tecnologia para benefício do aluno. O professor aprenderá novas formas de engajá-lo no estudo e também como aproveitar melhor seu próprio tempo e potencial impacto de trabalho.

Professores de Ensino Fundamental ou Médio que têm interesse em integrar tecnologias digitais à sala de aula estão no foco da formação, mas qualquer interessado poderá cursar o Ensino híbrido.

O início do curso está previsto para março, mas já é possível fazer a pré-inscrição clicando aqui.

Em defesa da infância

Quem realizar uma busca no Google da Argentina, usando termos como pornografia, porno, sexo, combinado com palavras como infância, criança, bebês ou menores terá uma surpresa. O buscador mostrará como primeiro resultado da lista uma advertência sobre “a legalidade deste conteúdo e os riscos potenciais para acessar determinados links”. Trata-se de uma medida, firmada entre o Ministério da Justiça e o Google, a fim de combater a pornografia infantil e o abuso sexual. De acordo com o Ministério da Justiça, o Google também vai exibir uma tela com as funções e detalhes de contato da Brigada Niñ@s y el Programa Nacional de Rescate y Acompañamiento a las Personas Damnificadas por el Delito de Trata (Programa Nacional de Resgate da Brigada Nin@s e Acompanhamento as pessoas vítimas do crime de tráfico), ambos do departamento de Justiça e Direitos Humanos.

O Governo Federal também pretende “desencorajar o download e o compartilhamento de tais materiais”. O Ministério da Justiça disse que o acordo com a empresa “não proíbe ou filtra o acesso aos resultados de uma pesquisa e, portanto, o direito de acesso à informação por parte dos cidadãos não é afetado.” O combate está voltado apenas para pornografia infantil e abuso sexual. Segundo as autoridades, a medida é “um verdadeiro instrumento de política criminal preventiva, uma vez que pretende desencorajar a produção, a oferta, comercialização, distribuição, publicação e divulgação de material pornográfico envolvendo menores de idade, proibido pelo artigo 128 do Código Penal”.

O Google responde por 98% das consultas feitas na Argentina. O convênio foi coordenado pelo Programa Nacional Las víctimas contra las Violencias y la Dirección Nacional de Política Criminal (Programa Nacional às Vítimas contra as Violências e da Direcção Nacional de Política Criminal).

Inscrições abertas

A Cinemateca Brasileira, a Secretaria de Audiovisual (SAv) do Ministério da Cultura (MinC) e Universidade Federal de São Paulo (FAP-UNIFESP), em parceria com as universidades federais, estão lançando um edital que vai premiar jovens documentaristas de todo o país. Serão selecionados 10 projetos de autoria de jovens de 18 a 29 anos de idade. Os projetos selecionados receberão um prêmio de R$ 100 mil para ser usado na produção do documentário. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de fevereiro de 2015 pelo endereço www.jovemdoc.org.br

O edital pode ser acessado aqui

Os projetos deverão contemplar aspectos relacionados à participação social e política dos jovens: inclusão, liberdade e participação do jovem na vida em sociedade; culturas urbanas, digital e cidadania; produção cultural, prática esportiva, mobilidade territorial. Para participar, os jovens deverão se associar a uma empresa produtora registrada na Agência Nacional de Cinema (ANCINE). Os 10 documentários contemplados serão exibidos em tevês públicas e educativas. O edital será lançado em oito capitais brasileiras.