Primeiro dia de aula

flavia lobaoPor Flávia Lobão
Professora. Doutoranda em Educação pela UFF

Fico muito mobilizada quando ouço relatos de crianças que não querem ir à escola. Hoje foi um dia desses. Fiquei, especialmente, incomodada, talvez pela pouca idade do filho do meu amigo – quatro anos e meio – que esteve esperneando, dizendo que não queria ir à escola, porque lá é chato. E todos reconhecemos bem que o menino sabe o que está dizendo. Talvez, ainda, o incômodo esteja relacionado ao fato de ser primeiro dia letivo em grande parte das escolas. Dia idealizado por mim, pode ser, mas não apenas porque sou professora. É bonito ver a meninada de volta às ruas, circulando uniformizada – enchendo a cidade com um movimento de colorido e de som especiais -, pois há algo de coletivo e de frescor nesse contexto que me encanta. Primeiro dia de aula. Momento de inaugurar relações com as pessoas e com o conhecimento – por que não? Para alguns, pode mesmo significar algo como renascer.

Deslocar a experiência do meu amigo com o seu filho, vivida visceralmente, como ele mesmo disse, e pensar a situação de tantas crianças, muito menos privilegiadas até, não foi difícil. Reconhecer que várias crianças gostam de ir à escola ou que existem questões particulares que podem deflagrar em alguns uma falta de desejo em torno dela, ou ainda, que existe aquela preguiça natural, porque o corpo ainda está de férias, tudo isso não minimiza o problema que, a meu ver, é social. E como tal, deveria dizer respeito a todos e não apenas aos pais, professores e estudantes.

Submetemos nossas crianças a certa tirania em torno do futuro – bem formulada na indagação “o que você vai ser quando crescer?” – que até esquecemos de olhar o que os meninos(as) estão sendo agora. E, aposto, muitos seguem enfadados(as), infelizes, sem encontrar nenhum sentido para tantas coisas às quais são submetidos(as). Isso porque – e o convívio com as crianças me ensinou – essa experiência da infância tem mais a ver com uma intensidade de situar-se no mundo de modo inusitado, inesperado. O que significa “o futuro” para uma criança? Para ela, a realidade é imaginativa, global, afetiva. Mas, a beleza disso é quando podemos reconhecer essa alteridade e compreender que a criança, a infância, também nos educa.

“Ah, esse conteúdo você vai precisar adiante.” “Depois você vai entender porque precisou estudar tanto.” “Vamos repetir essas letras/sons/sílabas para poder ler e escrever bem quando for adulto.” “Vamos treinar para a letra ficar bem bonita.” Não exagero ao dizer que muitos pais já procuram a Educação Infantil preocupados com o ENEM e com o mercado de trabalho. Num mundo onde tudo o que é sólido parece mesmo desmanchar no ar, em velocidade estonteante – ficamos boquiabertos se pensarmos em transformações em período de uma mísera década – algumas preocupações parecem um tanto sem cabimento, mas continuam determinando escolhas e definindo projetos político-pedagógicos.

Assim é que vamos convertendo a infância aos nossos projetos para o mundo, para o futuro. (Futuro promissor – do indivíduo que deu certo, bem posicionado e competitivo -, no qual o sucesso ou o fracasso são igualmente privatizados). Nessa condição, e com alguma sorte, as crianças seriam completadas pelos adultos ao redor com o que supostamente lhes faltam – ou seja, virão a ser, uma coisa ou outra, depositárias e dependentes dos projetos e expectativas dos adultos com os quais poderão encontrar. Não, a finalidade da infância não é chegar à fase adulta. É viver a infância. Mas me parece que estão prestes a cortar-lhes a cabeça, não observando atentamente os sentimentos e a curiosidade da meninada. Vem-me à mente os passeios de Alice:

É tarde; é muito, muito tarde – exclama o coelho. Alice o segue num país estranho, conversa com animais até encontrar a Rainha de Copas e sua tropa de cartas. Ali era proibido perguntar, mas Alice não se conteve. A Rainha então decretou: – Cortem-lhe a cabeça. (Carrol).

Numa realidade, em geral menos favorecida, e, infelizmente, nada distante, meninos e meninas chegam à escola e, sutilmente (às vezes nem tanto) escutam o “cortem-lhe a cabeça” que os cala, facilmente traduzido por um “cale a boca, menino!” “Vai ficar sem recreio!” Ao longo do tempo, não faltaram estratégias para o controle e a manutenção da disciplina, da ordem, nas mais diferentes salas de aula. Sem esforço, podemos reconhecer cenas de crianças chegando à escola com aquela alegria curiosa de quem está disposto a inaugurar algo importante, e também, rapidamente, nos reportar aos ambientes hostis, em que não faltam práticas de silenciamento, simbólicas ou não; de “sutileza em sutileza” a escola vai interditando o corpo, os sentidos, o afeto. Basta buscarmos em nossas memórias de estudantes e/ou professores e encontraremos lá lembranças de crianças alegres, ávidas por serem desafiadas e descobrirem a aventura do conhecimento que, em pouco tempo, na escola, transformam-se e, apaticamente, já não querem saber, tudo parece pasteurizado, sem vida, sem graça.

Algumas formas de violência são velhas conhecidas nossas: gritos, ameaças, castigos, sanções – e como pretender formar alguém com esse tipo de exemplo, ou será que nos esquecemos que se aprende, fundamentalmente, por meio de exemplos? Outras práticas, no entanto, são bem sutis e sobre elas gostaria de refletir um pouco mais a fundo. Será que, na escola, somos violentos apenas quando gritamos e castigamos? Tenho feito esta pergunta com alguma frequência nos últimos tempos. Bem, se estamos de acordo que a apropriação do conhecimento é um direito de todos, devemos nos preocupar com as possibilidades reais dessa apropriação. O caso é que não podemos dizer que o que acontece na escola é exatamente uma relação de construção de algum conhecimento. E não deve ser mesmo a toa que as crianças não têm interesse em aprender o que seus professores, bem intencionados, desejam ensinar. Não é a toa  que se dispersam; que as queixas sobre a agitação, a bagunça, sejam reiteradamente produzidas; também não é a toa que não aprendam e muitas vezes nem queiram aprender! Esse quadro parece chegar a um esgotamento e novas formas de controle são produzidas. O aumento do número de crianças medicalizadas, por exemplo – inclusive em escolas de classe média alta na cidade do Rio de Janeiro – é alarmante, o que mereceria um estudo e muita discussão. Famílias saem da escola com indicação de especialistas, supostamente competentes, com o diagnóstico cada vez mais previsível: hiperatividade, déficit de atenção e por aí vai.

Medicalizadas as crianças, pais e professores tentam se assegurar de que o desempenho acadêmico poderá ser transformado. Parece que tem sido mais fácil adoecer e tornar dependentes as crianças do que com alguma sensibilidade e inteligência refletir sobre as questões do nosso tempo e repensar a escola. Há mais de 20 anos de trabalho ininterruptos em sala de aula, nunca vi nenhuma delas estando interessada, sendo coautora do seu processo educativo, precisar de remédio, punição ou castigo para melhorar o desempenho. O caso é que a escola, de modo geral, tem sido cada vez menos cativante e vale (quase) tudo para que os programas sejam devidamente cumpridos, tendo em vista o ranking nas próximas avaliações. Na impossibilidade de cativar e produzir sentido, acalma-se a agitação (saudável) das crianças com o remédio, quase uma pílula mágica, sem a qual os docentes já não saberiam o que fazer. Mas… estarão as crianças construindo conhecimento, tendo acesso a esse direito? Não acho! Sabemos que conhecer tem uma implicação não apenas cognoscitiva, mas também estética e ética, não se trata simplesmente de copiar e repetir o que o professor pretendeu ensinar e depois fazer a verificação do aprendizado.

Conhecer sugere beleza porque implica transformações. Não somos os mesmos cada vez que, de fato, aprendemos algo. Ao aprender, temos a oportunidade de nos posicionar melhor como pessoa, porque precisamos reconhecer o outro na construção do nosso conhecimento. Mas muito pouco se vê a esse respeito nas escolas. Em nome do cumprimento dos programas, dos conteúdos pré-estabelecidos à revelia de qualquer possibilidade de participação das crianças, das suas reais questões, perguntas e interesses, inauguram-se formas de coerção inimagináveis. Uma pena! Comumente nos esquecemos que nenhum conhecimento tem força atemporal: tudo se transforma ao longo do tempo. Muitos conhecimentos que, aparentemente não “servem” para nada, são tão formadores! Aprender a dialogar, conquistar a autonomia necessária para a construção de uma postura de estudante adequada, podem ser exemplos disso. A troca entre amigos e parceiros fomenta o crescimento, a autonomia e a responsabilidade consigo mesmo, com o outro, além de alimentar os sonhos, parte fundamental de nosso desenvolvimento emocional. A grande questão é que tudo isso só se faz com exercícios de liberdade e não com aprisionamento. A escola é, potencialmente, o primeiro espaço político e público – coletivo – para as crianças experimentarem a vida democrática ou a Educação como política da vida. Isso pode ser considerado uma utopia, mas, talvez, conseguir fazer da escola uma organização “aprendente” pode ser um primeiro passo. Temos tido exemplos de escolas que ousaram nesse sentido e que obtiveram êxito e são consideradas “escolas felizes”.

Como adultos que somos, sabemos muito bem que são as experiências vividas de forma significativa que ficam, pois estas servirão como alicerce para construções cada vez mais elaboradas e sólidas. Fica aquilo com o qual conseguimos inter(agir), com aquilo que produziu sentido, o que foi “signo-ficante”. Os conteúdos abordados na escola podem ter uma importância circunstancial, momentânea, mas nenhum conhecimento pode ser limitado ao seu respaldo acadêmico ou científico. Ao contrário, redimensionado, deve emergir da nossa história, da nossa cultura, e não cercear a nossa palavra, o nosso conhecimento de mundo.

Mas a questão é que pensar a Educação nesta perspectiva é algo muito mais trabalhoso, ousado – difícil mesmo, porque em permanente construção. E isso não se faz sem colaboração, compromisso, sem um estar junto, sem uma reflexão que extrapola os muros da escola. Sabemos que qualquer ação pedagógica expressa concepções de conhecimento, de ensino e aprendizagem, de sujeito, de mundo, de infância. E dentro de uma concepção de infância baseada nessa ideia de “vir a ser” não há espaço para pensar as crianças como atores sociais, autores de suas narrativas, não há reconhecimento dessa alteridade, desse enigmático da infância e não é difícil imaginar quais desdobramentos isso terá em sala de aula.

Promover a saúde na escola requer nenhuma tolerância/conivência com a violência, inclusive a mais sutil; requer um livre trânsito de ideias, em que ninguém tenha a vez e a voz extirpada, em que “as rosas vermelhas não sejam pintadas de branco por decreto da rainha.” É preciso “conspirar” a favor de uma escola que se ocupe não apenas da formação acadêmica, mas também da formação cultural, que ouse buscar as interseções entre ciência e arte, que instaure um diálogo com as muitas formas de conhecimento e racionalidades. E aí, nessa escola, errar não será um crime; recreio e brincadeira não serão moedas de troca para bom comportamento; nessa escola, o gato-careteiro viverá livremente. Para essa escola, o chapeleiro louco não será louco; não o será, pois viverá apenas livre!

Escrever à mão: boa proposta

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças. A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil. Ela estudou crianças que, apesar de ainda não alfabetizadas, eram capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras. No estudo, as crianças foram separadas em grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão enquanto o outro usou computadores.

A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto. O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treinamento e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigênio no cérebro para mensurar sua atividade.

Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as em um teclado. As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.

Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado. O cérebro parece ficar “ligado” e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler. “Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo”, disse James.

Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever a mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

Computadores em escolas

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.”Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)”, disse Karin James.

Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia. Uma solução poderia seria usar algum programa em um tablet que simulasse o ato de escrever a mão. Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.

De casa nova

larissa maiaMeu nome é Larissa Maia, tenho 18 anos e, recentemente, me formei no Colégio Estadual José Leite Lopes/ NAVE no curso de Roteiro para mídias digitais. Essa semana recebi a notícia de que fui aprovada para a PUC-Rio curso de Comunicação Social – Cinema. E mais do que isso: estou prestes a conseguir uma vaga, por meio do processo de reclassificação, no curso de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Descobri minha paixão por cinema desde que entrei no NAVE. Durante os três anos que estive lá pude ter contato com tudo que há por trás das telas de cinema, dos curtas ou longas metragens e, enfim, do mundo do Audiovisual. Além de me dedicar ao técnico, que era a minha parte favorita, tive que dar uma atenção especial ao ensino médio – especialmente quando chegou o meu terceiro ano – quando prestei o vestibular. Confesso que não foi difícil escolher uma carreira e um objetivo pelo qual deveria lutar, o cinema já tinha pegado o seu espaço dentro de mim.

Foram muitas horas de estudo tanto na escola como em casa. Consultei vídeo aulas, escrevi milhões de redações e, assim como quase todos os alunos do terceiro ano de roteiro de 2014, perturbei muito os professores do ensino regular. Além disso, abri mão de muitas atividades que eu fazia antes. Não pude mais praticar os esportes que pratiquei durante toda a minha vida, não pude sair muito, parei de ir à academia e também não dei atenção pra muitas pessoas.

Foi um ano complicado, cheio de estresse, trabalhos e projetos. Havia dias em que eu tinha de escolher entre terminar um projeto ou dormir. As vezes escolhi estudar ao envés de fazer aquele trabalho semanal das aulas de roteiro – o que me cortava o coração. Porém, nada pior do que estudar o dia inteiro e enfrentar o Metrô na hora de ir pra casa. Minha vida de vestibulando não foi fácil, principalmente com os surtos de mal funcionamento do transporte público mais lotado da cidade.

Assim como os meus colegas, tirei forças de onde não tinha. Não é fácil estudar num colégio cuja carga horária é de 10 horas diárias, bem como não é fácil morar longe dele. Foi um ano difícil, uma prova de resistência, até o dia do ENEM.

Passou a prova e veio aquela agonia de: “ E agora, será que passei?”. Minha família perguntava a todo momento quando é que sairiam os resultados. Confesso que tudo o que eu queria era paz e férias!

Como dito anteriormente fui aprovada na PUC-Rio e devo entrar para a UFF. A notícia foi recebida mediante a gritos e saltos de alegria, afinal, foi uma grande vitória. Não sei o que vou encontrar, não sei a realidade de uma faculdade. Não sei como serão os meus professores, também não sei se irei me surpreender. Tudo o que consigo pensar é que estou me sentindo uma criança indo ao seu primeiro dia de aula no jardim de infância.

Espero que os meus sonhos continuem se realizando, espero uma boa caminhada daqui pra frente, espero bons amigos e companheiros de trabalho. Espero ter, assim como tive no NAVE, um bom ambiente para se viver e conviver – com carinho, amor e atenção das pessoas mais queridas da face da terra.

Finalmente: muito obrigada a todos que fizeram parte da minha jornada até aqui. Família, amigos, professores e diretores, todos com um papel muito importante. E só me resta dizer: adeus NAVE. Olá PUC ou será UFF?!

Novos hábitos

O próximo Dia Mundial dos Direitos do Consumidor – celebrado em 15 de março desde 1983 – terá como bandeira o direito à alimentação saudável. A Consumers International (CI), entidade internacional de defesa do consumidor, escolheu o tema para sua campanha anual dada a gravidade do assunto. O impacto da obesidade sobre o PIB global é equivalente às despesas de uma guerra: os gastos já atingiram o montante de dois trilhões de dólares por ano. No Brasil, o custo com a obesidade é de 2,4% do PIB, ou cerca de 110 bilhões de reais, de acordo com um estudo de 2014 da McKinsey Global Institute.

Saiba mais sobre o projeto da Consumers International

Outra pesquisa realizada pela International Obesity Task Force mostrou que quase 30% da população mundial está obesa ou com sobrepeso. Por aqui os dados também são assustadores: 51% da população está com excesso de peso, segundo o Ministério da Saúde. Entre as crianças brasileiras, os números também desanimam: 33,5% daquelas entre cinco e nove anos estão acima do peso, de acordo com pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde.

A campanha da Consumers quer colocar em destaque esse problema mundial e mobilizar seus mais de 250 associados, entre eles o Instituto Alana, na promoção da conscientização dos governos para a gravidade da situação e para pensarem juntos caminhos possíveis para reverter esses índices que não param de crescer.

As práticas de marketing das grandes indústrias de alimentos não-saudáveis, a falta de informação disponível e a falta de alimentos saudáveis em abundância nos mercados contribuem para distanciar cada vez mais o consumidor de uma dieta saudável. A publicidade dos alimentos pouco nutritivos direcionada à criança está diretamente relacionada ao problema da obesidade infantil. O Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde e lançado em novembro do ano passado, colocou a publicidade de alimentos para crianças como um dos obstáculos à alimentação saudável.

Segundo o Ministério da Saúde, 26,6% das crianças entre cinco e 10 anos consomem balas, biscoitos recheados e outros doces de cinco a sete vezes por semana. Atrelado a esses números está o alto índice de publicidade desses produtos e de fast foods, refrigerantes e sucos artificiais.

A campanha da Consumers em favor de uma alimentação saudável segue a mesma linha desenvolvida pelo projeto Criança e Consumo do Instituto Alana, aqui no Brasil. Trata-se de um trabalho que procura apontar os meios de prevenção dos males causados pela publicidade dirigida às crianças além de buscar uma sensibilização maior da sociedade diante do problema. O Alana se somará à campanha e seguirá trabalhando para pressionar o poder público na implantação de medidas para efetivara garantia de uma alimentação saudável para as crianças e a redução dos índices de obesidade infantil.

Fonte – Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana

Petição pública

A campanha Para Expressar a Liberdade lançou, no dia 5/2, um formulário online de apoio ao Projeto Lei da Mídia Democrática. A ideia é colher 1,4 milhão de assinaturas para que o projeto possa tramitar no Congresso Nacional. Entre os principais dispositivos estão a criação do Conselho Nacional de Comunicação e do Fundo Nacional de Comunicação Pública, veto à propriedade de emissoras de rádio e TV por políticos, proibição do aluguel de espaços da grade de programação e a definição de regras para impedir a formação de monopólio e a propriedade cruzada dos meios de comunicação. A ferramenta estará disponível nesse site.

Cerca de cem mil pessoas já subscreveram a proposta. A plataforma de assinatura online segue o modelo estipulado pelo Regimento Interno da Câmara dos Deputados e ficará disponível indefinidamente. O projeto foi construído coletivamente por dezenas de entidades da sociedade civil e do movimento social e precisa da adesão de 1% do eleitoral nacional para ser protocolizado na Câmara dos Deputados para seguir o trâmite normal até virar lei.

Rosane Bertotti, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), afirma que a estratégia é uma forma de ampliar a visibilidade da proposta e o diálogo com a sociedade: “Nosso projeto articula propostas para regulamentar a Constituição e, acima de tudo, quer dialogar com a sociedade. Acho que a experiência de participação social na construção do Marco Civil da Internet nos mostra que a rede é um instrumento eficiente para articular a sociedade em torno das causas democráticas, por isso, nossa expectativa é de que o apoio à Lei da Mídia Democrática ganhe mais amplitude com essa iniciativa”, afirma.

A campanha Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo é uma iniciativa do FNDC e nasceu da mobilização de dezenas de entidades do movimento social brasileiro, em 2012. Atualmente, reúne mais de 260 entidades. “O envolvimento de todas as entidades que constroem a campanha será fundamental para que essa estratégia atinja seu principal objetivo”, destaca Rosane.

Mapa das violações de direitos

A organização civil Andi – Comunicação e Direitos anunciou que, em parceria com o Ministério Público Federal, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação, a Artigo 19 e a Rede ANDI Brasil, está promovendo um programa de monitoramento de violações de direitos em narrativas de rádio e TV. De acordo com os coordenadores, a iniciativa é decorrente de forte demanda do movimento social brasileiro, provocada pela proliferação de narrativas midiáticas que violam direitos elementares, previstos em lei: as narrativas sobre violências e criminalidades, autoclassificadas como noticiosas e apelidadas de “policialescas” por especialistas e estudiosos do campo da comunicação de massa.

Para o monitoramento, foi construída uma ferramenta de análise de mídia, que será empregada em extensa pesquisa, realizada sobre produções de rádio e TV das diferentes regiões do País. Todo o processo de estruturação da tecnologia social e de ampla articulação social está sendo documentado e registrado na publicação “Guia de monitoramento de violações”. Editada em três volumes, que serão lançados em seminário nacional, realizado ainda em 2015, em Brasília, a coletânea irá referenciar os esforços empreendidos para harmonizar direitos na complexa arena da comunicação midiática.

Passaporte carioca

Daqui a poucos dias, a cidade do Rio de Janeiro vai comemorar oficialmente os seus 450 anos de fundação. Uma série de eventos e celebrações está marcada ao longo do ano. A Prefeitura lançou um site oficial com todas as informações. Uma das iniciativas é a criação do Passaporte Museus Cariocas.

Integrado a um conjunto amplo de atividades comemorativas aos 450 anos do Rio, o passaporte dará ao público acesso a museus cariocas de forma gratuita, em determinados dias da semana, ou a obtenção de descontos nos ingressos.

Resultado da parceria entre Prefeitura do Rio e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o passaporte estimulará a visitação a museus e instituições com exposições em homenagem aos 450 do Rio de Janeiro por meio da criação de um documento que será carimbado a cada museu visitado.

A iniciativa reúne quase quarenta endereços e cria um circuito inédito na Cidade, integrando as instituições e criando uma dinâmica lúdica e atraente para os visitantes. O Passaporte dos Museus Cariocas será distribuído no Museu de Arte do Rio e em outros pontos que serão definidos pelo Ibram.

Rede Escola Rio 2015

O Rede Escola Rio (RER), projeto que comemora os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro oferecendo oficinas multimídia em escolas da rede pública municipal, volta às atividades no dia 27 de fevereiro. Na ocasião, as escolas que participarão desta vez das atividades vão conhecer a proposta geral do projeto e o resultado da 1ª edição do RER, realizada no final do ano passado (confira o making of, no vídeo abaixo).  Até o momento já confirmaram presença as escolas municipais Rio Grande do Sul, Tasso da Silveira, Narcisa Amália e Ciep Armindo Marcílio Doutel de Andrade.

Conheça mais sobre o projeto acessando o site

Resultados

Veja as produções da Escola municipal General de Exército Humberto de Souza Mello


Versão infantil

O Google lançou no dia 23 de fevereiro o YouTube Kids, um aplicativo específico para crianças assistirem a vídeos sem topar com conteúdo inadequado para a idade. A ideia segue na esteira de outros serviços de vídeos online, como o Netflix, que já tem uma área exclusiva para o público infantil. (AndroidiOS).

O novo aplicativo do Google foi projetado para ser mais simples e permitir a navegação intuitiva de crianças sem o auxílio de pessoas adultas. A seleção de vídeos que o aplicativo vai exibir é limitada e será dividida entre as categorias “Apropriado para a família”, “Shows”, “Música” e “Aprender e Explorar”.

Ao digitar palavras como “sexo”, por exemplo, a criança não encontrará nada, apenas uma mensagem sugerindo que tente procurar outra coisa. E os pais podem determinar um limite de tempo de uso; quando esse período termina, o app fecha e só volta a funcionar com senha.

‘Não desvie o olhar’

O tempo é de carnaval, mas também de atenção para com as crianças e os adolescentes. Mais uma vez, a revistapontocom destaca a campanha Não desvie o olhar. Fique atento. Denuncie. Proteja nossas crianças e adolescentes da violência. Lançada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o tema do carnaval 2015 tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de prevenir e denunciar possíveis casos de violação de direitos da população infanto-juvenil neste período de grande movimentação turística no Brasil.

A mobilização do carnaval deste ano abordará o enfrentamento a diversas violações, como violência sexual, maus tratos e negligência. A ação destaca o Disque 100 como o principal canal de recebimento de denúncias sobre violações de direitos humanos do governo federal, além dos conselhos tutelares.

Neste endereço eletrônico, você encontra toda a papelaria da campanha, como adesivo, cartaz, banner, boné e outros materiais.

Marchinhas de carnaval

Por Thaís Ferreira
Editora Saraiva

Preparem o confete, a serpentina e a fantasia: está chegando mais um Carnaval. Mas a folia só está completa com uma boa trilha sonora. Muito antes de os sambas-enredo e os trios elétricos baianos se tornarem as estrelas dessa festa, eram as marchinhas que alegravam os foliões. Com uma origem que remete ao final do século XIX, o gênero foi criado a partir da cadência da marcha portuguesa. O ritmo foi incrementado com os instrumentos de sopro inspirados nas bandas de jazz americanas, como saxofone e trompete.

A primeira música reconhecida como marcha de carnaval foi “Abre Alas”, composta pela pianista e regente Chiquinha Gonzaga, em 1889, para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. O auge desse gênero musical aconteceu anos depois, entre as décadas de 1920 e 1960, mas isso não quer dizer que as músicas foram esquecidas com o tempo. Os sucessos de um ano eram repetidos nos próximos carnavais e até hoje embalam várias festas pelo país.

As marchinhas já foram conhecidas como as caricaturas da sociedade brasileira: as letras são maliciosas e divertidas, têm um humor escrachado e retratam os costumes e a história do país no século passado. O politicamente correto não tem espaço, não existe tema proibido, as frases de duplo sentido são bem-vindas e qualquer tema sério se transforma em uma grande brincadeira.

Entre compositores que se destacaram estão Braguinha, Lamartine Babo, João Roberto Kelly, Roberto Roberti, Manoel Ferreira, Ruth Amaral, Haroldo Lobo e muitos outros. Para cair na folia, conheça as histórias curiosas por trás das marchinhas de Carnaval.

CABELEIRA DO ZEZÉ

A canção foi composta em 1964, pelo apresentador e ator Roberto Faissal e pelo músico João Roberto Kelly. Na época, eles trabalhavam na TV Excelsior do Rio de Janeiro e, durante os intervalos das gravações, frequentavam o bar São Jorge, em Copacabana. Um dos garçons – o José – tinha um cabelo grande, o que era considerado incomum para época. Ele chamava a atenção dos frequentadores e da namorada de Kelly. Com ciúmes da parceira e para fazer troça com o garçom, a dupla começou a compor a música “Cabeleira do Zezé”, que se tornou um grande sucesso dos bailes de carnaval.

Kelly também é autor de outra famosa marchinha, “Maria Sapatão”. Escrita em parceria com o apresentador Chacrinha, a música foi uma das mais executadas no Carnaval de 1981.

Escute “Cabeleira do Zezé”, na voz do cantor Jorge Goulart:

O RETRATO DO VELHO

Depois da ditadura do Estado Novo, Getúlio Vargas queria ser eleito presidente da república em 1950 pelo voto direto. Os compositores Haroldo Lobo e Marino Pinto foram contratados para criar um jingle para a campanha. Dessa forma surgiu a canção “Retrato do Velho”, que falava sobre o hábito de colocar a imagem de Vargas nas repartições públicas. A música ajudou a eleger o candidato e foi além: saiu da disputa eleitoral para animar os bailes. A letra faz apologia a Vargas, mas também foi usada de forma satírica pelos foliões para expressar sua indignação política.

Essa não foi a única vez em que as marchinhas de Carnaval foram utilizadas para ajudar candidatos. Em 1960, Jânio Quadros se utilizou do mesmo recurso com a famosa estrofe “Varre, Varre Vassourinha”.

PIERROT, ARLEQUIM E COLOMBINA

O triângulo amoroso entre os três famosos personagens da Commedia dell’Arte, gênero teatral criado no século XVI, na Itália, foi a inspiração para a marchinha “Pierrot Apaixonado”, composta por Noel Rosa e Heitor dos Prazeres. Na trama, o Pierrot é um serviçal pobre e ingênuo que se apaixona pela Colombina, uma dama de companhia, mas ela só tem olhos para o Arlequim, um servo debochado e preguiçoso. A história também foi tema da música “Máscara Negra”, composta por Zé Keti em 1967.

Escute “Pierrot Apaixonado”, na voz da dupla Joel e Gaúcho:

MULATA IÊ IÊ IÊ

Esse outro sucesso de João Roberto Kelly foi composto em homenagem à primeira mulher negra a concorrer ao título de Miss Brasil. A “mulata bossa nova” da canção é Vera Lúcia Couto, eleita Miss Estado da Guanabara em 1964. Ao vê-la desfilando durante o concurso, Kelly ficou admirado com a beleza e elegância da modelo e escreveu a música. O sucesso da marchinha se estende até os dias de hoje.

E para os que acham que as marchinhas são coisa do passado, confira o projeto lançado neste ano, em que funkeiros dão um novo ritmo para os clássicos do Carnaval.

Assista ao clipe de “Mulata Iê Iê Iê”, na versão do MC Koringa:

Carnaval no túnel do tempo

Também é Carnaval na Casa Rui. Desde o dia 3 de fevereiro, o Museu Casa de Rui Barbosa apresenta uma exposição com registros da festividade. Serão expostos na sala de visitas de Rui Barbosa itens como convites para bailes carnavalescos, fotos da folia, exemplares da revista O Malho (1935) com reportagens sobre a celebração, manuscritos, letra de samba-enredo e croquis de carros alegóricos e fantasias. Estarão nas vitrines 26 documentos desde 1887 até 1999, ano em que Rui Barbosa foi homenageado pela Escola de Samba São Clemente pelos 150 anos de nascimento.

A ideia da mostra surgiu a partir das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro. “O Carnaval é uma marca da cidade. Selecionamos documentos que fazem parte de nosso acervo e que retratem o Carnaval antigo e contemporâneo” explicou Lucia Maria Velloso, chefe do Arquivo Histórico Institucional da Fundação Casa de Rui Barbosa.

O público poderá visitar exposição até o dia 29 de março, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.O Museu fica aberto para visitação das 9h às 20h toda última terça-feira do mês . A taxa de ingresso é R$ 2,00. Menores de 10 anos e maiores de 65 anos não pagam. A entrada é franca aos domingos. Mais informações pelo telefone (21) 3289-8671. Museu Casa de Rui Barbosa está localizado na Rua São Clemente, 134 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ.

 

Samba e contexto social

Escolas de samba em relação ao contexto social
Do Portal Educação

As escolas de samba são estimuladas pela concorrência do desfile oficial do Carnaval, logo, são mantidas através da criatividade dos seus carnavalescos, diretores, chefes de alas, coreógrafos, artistas plásticos, costureiras, aderecistas, ferreiros, marceneiros, eletricistas, comunidades, mantenedores oficiais e dos voluntários, estes que dispensam esforço pessoal e muita habilidade tática para manterem essa prática cultural, que a cada ano agrega maiores admiradores e adeptos mundo afora.

Foi observado que, ao contrário da visão externa que se tem de uma escola de samba, ela desempenha um papel muito importante no contexto-social, dando assim, oportunidade de inclusão social, geração de emprego, estímulo à prática do voluntariado, o que faz o ser humano se sentir melhor com a alta estima elevada, além de ser fonte riquíssima e natural de ensino-aprendizagem das artes: plásticas, cênicas e musicais.

O espaço social na escola de samba, a integração que é buscada pelos componentes, a afetividade, as amizades e o crescimento em decorrência da percepção do outro e da necessidade do espírito de grupo, são fatores determinantes para a participação da comunidade e de pessoas de fora da comunidade nessa prática cultural. Por conseguinte, a comunidade, preocupada em manter esse espaço social e cultural, à participação de crianças, jovens, adultos e idosos, não os abandona e apoia as agremiações, dando o máximo de si na contribuição de todo o trabalho.

Constatou-se também, que, as escolas de samba, passam a assumir um papel social significante na vida da comunidade, principalmente num momento em que, o cidadão brasileiro e principalmente a nossa juventude sofre tanto com a violência urbana, o desemprego, a falta de oportunidade, com o ócio gerado pelo mundo contemporâneo e pela falta de perspectiva em nosso país. Podemos afirmar que, a escola de samba é um território que nivela todos os seus integrantes, numa mesma condição, assim, diante da natureza do trabalho e do prazer de estar inserido no contexto da agremiação, faz com que todas as adversidades, ou posição socioeconômica sejam colocadas de lado, e lá de forma uníssona e homogênea, todos se dedicam e dão o melhor de si em prol de uma única causa, logo, percebe-se que esse fenômeno ocorre em decorrência do processo artístico, pois o integrante é a parte do todo que materializa a arte na avenida, numa espécie de mundo de faz-de-conta, mas que naquele instante efêmero torna-se real.

Notou-se que as agremiações carnavalescas das cidades de São Paulo e principalmente do Rio de Janeiro, hoje são um exemplo de organização, disciplina e profissionalismo, tornando-se fonte de renda e de sustentabilidade para muitas pessoas, além de proporcionar mediante o convívio com as diferenças culturais, o desenvolvimento das habilidades do espírito de equipe, estes extremamente necessários na conjuntura da formação integral de cada cidadão para estar mais preparado para a concorrência do mercado de trabalho e do dia a dia.

Também foi percebido que, devido o apoio da mídia, a abordagem de temas e do desenvolvimento do enredo em sua materialização plástica na avenida como: os ecológicos, históricos, sociais, etc., no momento em que a escola está desfilando e são narradas às explicações de cada ala e/ou alegoria, bem como, as entrevistas dos carnavalescos nos dias que antecedem o carnaval, são informações importantíssimas e atinge o público de maneira direta, no sentido de reforçar o aprendizado e o conhecimento, contextualizar no tempo e espaço e desenvolver a reflexão sobre os vários assuntos de conscientização ecológica e social, tornando então uma espécie de tele-aula.

Além de todos esses aspectos abordados, a parte principal é que apesar das diversidades, das dificuldades econômicas, dos recursos, sociais e administrativos, a escola de samba tem procurado se manter em cena, e cada vez mais atrativa, com toda a sua garra, ocupando o seu espaço, percorrendo a sua trajetória e driblando com muita astúcia as dificuldades do mundo moderno para se manterem em atividade, adequando-se ao contexto-social de nosso tempo e espaço, sem perder as suas tradições.

Concluí-se, este trabalho, esperando que o conteúdo aqui desenvolvido, possa contribuir para o conhecimento e o crescimento dessa prática cultural, não obstante, oferecer algum tipo de base teórica, sobre as várias etapas que são necessárias ao desenvolvimento do trabalho de uma escola de samba, assim, apresentar as nomenclaturas e as definições técnicas, que, caracterizam essa prática cultural tão fascinante de expressão artística: “Escola de Samba: fábrica de sonhos e ilusão”.

 

Carnaval e animação

Em 2011, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio, foi realizado o evento Animódromo, uma mostra de curtas metragens que tinham como tema folia, carnaval e samba. revistapontocom publica, abaixo, os curtas para você conferir.

O Despejo ou…memórias de Gabiru – Sérgio Glenes
Seu Narciso, representante de uma associação de moradores, recebe uma grave notícia do oficial de justiça.  Desesperado na busca de uma solução, ele é levado pelo furacão de suas lembranças ao lugar idílico da infância, um tempo onde os problemas, por mais difíceis que fossem, poderiam ser superados.

Carnaval elétrico – Yomutan Costa Simões e Iaçuã Costa Simões
Uma nave espacial elétrica cruza o espaço com seu solitário tripulante em busca de novas experiências musicais. Em sua procura, “Arman”, equipado com a mais alta tecnologia de captação de som, passeia pelo hiper espaço com certo insucesso. Passando de planeta em planeta, capta apenas ruídos estanhos e incômodos. Enfim encontra na Terra seu objetivo tão esperado. 

A rosa – Gordeeff
De um ambiente totalmente hostil, a vida brota e floresce. Uma homenagem ao mestre Cartola.

Samba Morena – Cacinho
Antônio, um boa praça, devoto de Santo Antônio, acende suas velas e pede ao Santo para não se casar, porém sua namorada Morena, marca em cima e acende velas para o santo pedindo justamente o contrário.

O Pato – Didiu Rio Branco e Robson Minghini
Dois astronautas descem na zona leste de um planeta distante, habitado por criaturas meio homem e meio bicho, e caem no Samba e na bebedeira.

Santa de Casa – Allan Sieber
Baseado em um conto de Aldir Blanc. Depois de uma gravidez difícil, Oséias faz a promessa de colocar sua filha para desfilar por três anos, em um bloco de carnaval e vestida de santa. Logo a menina ganha fama de milagreira.

Sambatown – Cadu Macedo
Sambatown é uma estória sobre três personagens envolvidos num triângulo amoroso. Ambientado em algum lugar nas Américas negras, o filme mistura elementos do candomblé e dos antigos bailes de carnaval.

Ziriguidum – Gabriel Prezoto
Uma caricatura bem humorada da situação brasileira na favela. Samba, miséria, violência e carnaval.

A desconstrução social

O antropólogo Roberto DaMatta analisa o papel que o carnaval exerce nos dias de hoje.

Por Marcus Tavares

Carnaval e criança: o que há em comum? A folia profana e sagrada seria uma festa infantil? Que lugar meninos e meninas ocupam nos dias de samba? Estas foram algumas das perguntas feita ao antropólogo Roberto DaMatta. Entrevistei o professor em 2008. Sim, a entrevista tem quatro anos, mas o tema e a abordagem são atemporais, por isso o convite para a releitura. O texto foi originalmente publicado no site do Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescentes – Rio Mídia.

Ao falar sobre o tema, DaMatta faz com que os leitores reflitam sobre o que é ser criança e qual é o real significado da festa popular. Para o professor, a folia, na verdade, pode ser vista de dois ângulos: “Pelo prisma moderno, é uma festa, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, para enganar os trouxas. Mas lida pelos seus gestos, fantasias, músicas e valores centrais, ela remete a uma antiga, a uma quase soterrada, celebração do desequilíbrio, do excesso, da embriaguez e da libidinagem que os nossos esforços burgueses (de direita e esquerda) não conseguiram apagar”.

Considerado o quarto autor mais citado em trabalhos acadêmicos em Ciências Sociais, no Brasil, atrás apenas de Karl Marx, Max Weber e Pierre Bourdieu, DaMatta traz um olhar antropológico sobre um tema instigante.

Acompanhe a entrevista, republicada aqui pela revistapontocom:

O senhor afirma que todo ritual tem um porquê. As pessoas sabem o que são e para que servem um enterro, o Natal, a Independência, a Páscoa… Mas, quando se fala de carnaval, não há um consenso. Há, principalmente, uma questão dúbia entre o sagrado e o profano. Afinal, para que serve o carnaval em nossa sociedade?
Roberto DaMatta – Essa é grande questão. Na esteira do pessimismo que é marca da religiosidade ocidental (o homem é um pecador desobediente que foi expulso do Éden, o mundo foi destruído por fogo e água, a tendência do homem é a ambição, o poder e a inveja – Lutero e Calvino), celebrar a morte é a regra, mas glorificar a vida, o corpo e a sensualidade, uma exceção. As festas que misturavam sagrado e profano, típicas do catolicismo Ibérico e Mediterrâneo, foram substituídas por cerimoniais cívicos, dominados por Dona Quaresma e não pelo Senhor Carnaval. A pátria, a universidade, o governo, a eleição tomaram o lugar das festas onde as pessoas podiam traçar de lugar e de ponto de vista, e assim ler o mundo por outros ângulos. O Brasil é um dos poucos lugares, senão o único país moderno, que manteve o carnaval, sem abrir mão de uma certa modernidade fundada na economia, no mercado e no civismo. Daí as dúvidas. Visto pelo prisma moderno, o carnaval é uma festa, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, para enganar os trouxas; mas lida pelos seus gestos, fantasias, músicas e valores centrais, ele remete a uma antiga, a uma quase soterrada, celebração do desequilíbrio, do excesso, da embriaguez e da libidinagem que os nossos esforços burgueses (de direita e esquerda) não conseguiram apagar. Eu diria, então, que o carnaval celebra, dentro do mercado e do lucro, o corpo e o prazer sensual do instante. A imensa gratificação que chega com o poder trocar de lugar e a felicidade de poder desmontar um sistema social com dia e hora marcada para começar e, naturalmente, terminar. É a celebração da desconstrução social.

Neste sentido, carnaval é ou não é coisa de criança? Qual o lugar que ela ocupa nesta festa?
Roberto DaMatta – Num mundo marcado pela mitologia e pelo credo da responsabilidade individual, do politicamente correto, da lógica da poupança e da previsão, da ética da verdade e da transparência e da disciplina do corpo, o carnaval é uma bobagem e uma infantilidade. Seria algo regressivo e louco: uma folia, como se dizia antigamente. Um estado de loucura consentida porque era socialmente aprovada e praticamente por todos. Neste sentido, a criança, que exige gratificação imediata dos seus caprichos e desejos, é o grande sujeito do carnaval. Um austero amigo de nossa família dizia que o carnaval era coisa de cretinos ou de criança! De seres infantis que brincavam de máscaras, de fantasias, de reis e rainhas, de esquecer a dureza do mundo: da morte e da finitude. Como festa do riso e da pobre e rara felicidade neste mundo, o carnaval é como a infância: passa logo porque é bom demais. Essa pelo menos é um dos seus mais fortes vetores ideológicos como digo nos meus livros, sobretudo em Carnavais, Malandros e Heróis (Editora Rocco, Rio de Janeiro).

Isto talvez explique o fato de tantas crianças participarem de escolas de samba mirins? Foi a forma que elas encontraram de participar da festa? Ou a forma que os adultos encontraram de integrá-las? Ou ainda: a forma pela qual a indústria cultural encontrou de atrair a garotada?
Roberto DaMatta – Todas as respostas são corretas. Mas é preciso reiterar que o carnaval democratiza uma sociedade hierarquizada. Se no cotidiano todo mundo sabe o seu lugar, no carnaval o barato é brincar de justamente experimentar a possibilidade de sair ou trocar de lugar. Ainda que seja por alguns instantes ou milímetros. Com isso, todo mundo tem direito ao carnaval: até as crianças que são levadas no colo para experimentarem essa festa onde todos dançam, cantam e se divertem igualitariamente, uns com os outros.

Estudiosos afirmam que a TV vem cada vez mais diminuindo a fronteira entre o mundo adulto e o infantil. Sendo o carnaval, ao mesmo tempo, uma festa profana e sagrada, e tendo cada vez mais a participação de todos, ela também contribui para esta não divisão?
Roberto DaMatta – Num certo nível sim. Em outros, não. A ênfase no corpo divide e junta bem o carnaval infantil do carnaval do adulto.

Que relações então se estabelecem entre adultos e crianças nesta festa?
Roberto DaMatta – No carnaval, como na experiência do futebol e de outras festas, as crianças se vêem como iguais aos adultos relativamente a certas dimensões importantes da vida social. Por exemplo: com o direito de usar uma fantasia de sua escolha ou preferência; na capacidade de torcer pelo time A ou B; no papel de devoto do santo ou da santa que conta tanto quanto os outros. Essas são experiências de vida igualitárias que tiram a criança do controle do adulto e da família, que não é pequeno no Brasil. Elas, então, podem realizar coisas que os adultos realizam sem controle, ultrapassando o mero “agradar” ou “ser bem comportado”, para serem cúmplices, parceiros ou torcedores: cidadãos de um mesmo bloco, escola de samba ou entidade sobrenatural.

A mídia vem reformulando o conceito de carnaval? Ao que parece, carnaval hoje é sinônimo de sexo. É esta a imagem que a mídia vende e que chega às crianças?
Roberto DaMatta – A mídia vem reformulando o carnaval em muitas direções. Mas como o carnaval é algo multifacetado e complexo, como eu assinalei no meu trabalho, me parece impossível “controlar” midiaticamente o fenômeno. Assim sempre existe algo que escapa do controle da mídia. No ano passado, foram os blocos que, tudo indica, voltam a ser importantes. Amanhã, pode ser o baile; no outro ano, a fantasia etc. Eu penso, pelo que observo junto aos meus netos, que as crianças se empolgam pela beleza física, pela destreza coreográfica, pelo colorido das roupas e, como todo mundo, pela folga da escola e pela “obrigação” paradoxal de poderem (ou terem), depende dos pais, brincr o carnaval. Existe coisa melhor do que ser obrigado – por um feriadão – a se divertir?

Infográficos e carnaval

Os infográficos são uma boa forma de se informar. Trazem textos breves com ilustrações. Com o advento de novas tecnologias se transformam cada vez mais em infográficos multimídia. A revistapontocom seleciou cinco de muitos infográficos sobre o carnaval. Confira abaixo.

– Entenda como funciona uma bateria de escola de samba. Bateria da Grande Rio. 
Clique aqui

– Passo a passo de um desfile com detalhes de cada setor. Exemplo: Porto da Pedra.
Clique aqui 

– Como funciona uma escola de samba? Veja … em lego!
Clique aqui

– Evolução do Carnaval carioca (infográfico colaborativo)
Clique aqui

– A criação do carnaval: da ideia ao desfile
Clique aqui 

 

 

 

Escola na Avenida

Parte dos 750 mil alunos da Prefeitura do Rio de Janeiro, uma das maiores redes de ensino municipais da América Latina, sabe que a dobradinha samba e sala de aula rende sempre um bom enredo. É  o que acontece, pelo menos, há 30 anos. Fundada em 1985 a pedido do então educador e antropólogo Darcy Ribeiro, a Escola de Samba Mirim Grêmio Recreativo Corações Unidos do CIEP  reúne, deste então, todos os anos, estudantes da rede das escolas.

Segundo a secretária municipal de Educação Helena Bomeny, para o carnaval 2015, a escola vai  apresentar o tema “450 anos de uma cidade que continua apaixonante e apaixonada”. Ressaltando o espírito feminino da cidade e sua história sociocultural, a agremiação, que integra o programa Escola de Bamba, vai homenagear 16 mulheres que fizeram diferença na história da cidade maravilhosa: Tia Ciata, Chiquinha Gonzaga, Princesa Isabel, Fernanda Montenegro, Cecília Meireles, Nara Leão, Nise da Silveira, Berta Lutz, Mercedes Baptista, Ana Botafogo, Zuzu Angel, Maria Clara Machado, Luiza Parente, Clara Nunes e as Cantoras do Rádio.

Em entrevista à TV Brasil, a presidente da escola mirim e alguns estudantes contaram mais sobre a história e o samba deste ano. O desfile acontece no dia 17, terça-feira de carnaval, na Marquês de Sapucaí. As cores da escola são o amarelo, branco e laranja. O símbolo é a letra M, do sambódromo.

Os bichos humanos e o carnaval

Por Artur Melo, 12 anos
A
luno do 7º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Lá pelo ano 2050, havia um lugar descoberto pelos portugueses, onde se reuniam todas as espécies de animais existentes no mundo. Foi uma grande descoberta e, por isso, virou logo notícia em todas as televisões, rádios, internet e novos aparelhos tecnológicos da época.

Não demorou nada: as pessoas, admiradas, começaram a ir para lá, num instante. Fascinadas, querendo conhecer a grande maravilha, elas, às vezes, corriam e nem largavam o que estavam fazendo: eram mecânicos com suas ferramentas, professores com seus materiais de estudo, crianças com seus brinquedos, mães, com seus bebês de fraldas, chupetas, músicos com seus instrumentos, gente de circo com suas pernas de pau e etc.

Claro que, chegando lá e vendo tanta beleza, os humanos logo quiseram construir casas, prédios e tudo o que precisavam para viver. Mas, literalmente, sem exagero, não deu para eles tirarem nem o primeiro arbusto sequer. Como tudo isso aconteceu em 2050, os animais já tinham uma espécie de capacidade mental diferente, que eu não posso explicar…  Então quando eles – os bichos – viram o mal que estava para acontecer, botaram o pessoal – os humanos – para correr.

Nessa correria, os humanos esqueceram malas, ferramentas, brinquedos, instrumentos… e, imaginem só, um fotógrafo, que estava distraído, fotografando e filmando tudo o que via por lá. Quando o fotógrafo percebeu que tinha ficado para trás, resolveu se esconder e observar os animais, bem quietinho.

A bicharada começou a olhar, mexer e usar aquilo tudo que os humanos tinham deixado. Não demorou muito e eles já estavam tocando os instrumentos, brincando, e, para admiração do fotógrafo, se fantasiando de humanos!

O fotógrafo não perdeu nem um minuto, postava tudo o que via para o mundo: lá estava na TV aquela bicharada fantasiada de humanos, tocando instrumentos e dançando. Já que era carnaval, os humanos logo acharam que aquilo era uma espécie de bloco animal.

E aí? Deixo para vocês, leitores, descobrirem o que aconteceu com o fotógrafo perdido e o por que dos animais, a partir daquele dia, começarem a agir como humanos. Quem quer continuar a história, escreve aqui embaixo, nos comentários…

Bom carnaval!

Vamos comemorar?

O clima já é de carnaval, mas antes de a folia começar oficialmente, vem aí o Dia Mundial do Rádio (World Radio Day – WRD 2015), que será comemorado na sexta-feira, dia 13 fevereiro. É uma celebração mundial do rádio como um meio de comunicação. O tema deste ano é “Juventude e Rádio”. Para a Unesco, promotora do evento, a data é uma forma de integrar ainda mais a presença e a participação dos jovens na mídia.

No site oficial, é possível encontrar uma série de sugestões para ser desenvolvida por escolas e empresas de comunicação para refletir sobre o tema. O interessado também encontra cartazes e logomarcas do evento, bem como um guia prático que orienta a interface entre as rádios comunitárias e a participação dos jovens.

Mais informações clique aqui

 

Curso virtual de TV Infantil

“Produção audiovisual infantil de qualidade: da inspiração à realização” é o nome do curso online que a iniciativa ComKids, com sede em São Paulo, vai oferecer para os interessados no tema. A proposta é favorecer e oportunizar a reflexão sobre temas e processos de desenvolvimento e produção de conteúdos para a infância, com o desafio de gerar espaços para a potencialização de competências, a partir de visões e dimensões inovadoras. Na avaliação da coordenação, trata-se de uma grande oportunidade para a troca de informações e experiências profissionais que potencializem a criação de conteúdos audiovisuais, digitais e interativos de qualidade no Brasil e em toda a América Latina.

Com início em março de 2015, a formação tem duração de cinco meses e inclui aulas quinzenais teóricas, acompanhadas de exercícios práticos, referências e debates. No curso, profissionais experientes e renomados atuam como docentes em cada uma das aulas. Entre eles estão Cielo Salviolo (Latinlab, Pakapaka e UBA), Beth Carmona (comKids, TV Brasil, TV Cultura, Discovery Channel) e Carolina Masci (Pakapaka, Telefé, MTV, Discovery Health U.S.). A proposta visa a construção de um espaço aberto de criação e desenvolvimento de projetos infantis em diferentes formatos.Entre os temas das aulas se encontram os direitos da infância, a identidade, a inspiração, a qualidade, as reflexões sobre a audiência, os conceitos e formatos, o roteiro, a formatação de projetos e as convergências de mídia.

O curso é voltado para profissionais e estudantes do setor de audiovisual, cinema e televisão infantil, educadores e interessados em geral. Serão realizadas aulas quinzenais, totalizando 45 horas de curso, que inclui aulas teóricas, exercícios práticos, referências e mesas de debate. A aprovação no curso exige a leitura dos textos, a participação nos fóruns e a realização dos exercícios propostos nas aulas. Como trabalho de conclusão, os participantes são convidados a elaborar um documento com breves reflexões sobre sua percepção sobre a TV infantil na América Latina.

Corpo docente:

– Cielo Salviolo – Latinlab e Universidade de Buenos Aires – Consultora e pesquisadora em comunicação e infância e produtora de conteúdos audiovisuais para crianças
– Valeria Dotro – Pakapaka e Universidade de Buenos Aires – Consultora e pesquisadora em comunicação, meios e infância e produtora de conteúdos audiovisuais para crianças
– Vanessa Fort – Planejadora e produtora criativa da Singular, Mídia e Conteúdo e coordenadora geral e editorial do comKids – Produtora independente de projetos audiovisuais e multimídia e consultora
– Beth Carmona – Diretora de conteúdo da Singular, Mídia e Conteúdo e diretora geral e editorial do comKids – Consultora em meios, especializada em conteúdos infantis
– Silvina Szejnblum – Ronda Pakapaka e Universidade de Buenos Aires – gestão de projetos educativos públicos e privados, assessora de conteúdos e coordenadora cultural
– Nicolás Zalcman – autor, roteirista e diretor – “ZTV y los Pérez”, “Zapa Zapa”, “Amigos invisibles”
– Yanina Mc Kerlie – Pakapaka e Universidade de Buenos Aires – Desenvolvedora, captadora e avaliadora de projetos
– Mariana Loterszpil – Pakapaka e Laboratório de Conteúdos Infantis do Instituto Universitario Patagónico (IUPA) – Produtora, coordenadora e realizadora de televisão
– Carolina Masci – Pakapaka e Universidade de Buenos Aires – professora, coordenadora e produtora de conteúdos televisivos e iniciativas digitais

Custo e formas de pagamento:
Valor: R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais)
Pagamento via PagSeguro, podendo ser parcelado por cartão de crédito.
Inscrições: Interessados favor escrever para cursos@comkids.com.br
Tel: (11) 3074.0080