Inovação na sala de aula

Por Marcus Tavares

À procura de inovações na sala de aula, políticas públicas educativas algumas vezes deixam de prestar atenção no seu principal protagonista: o estudante. Há dez anos, o planetapontocom pesquisa e investe seu conhecimento em diferentes projetos e públicos, com o objetivo de contribuir de forma contundente para o desenvolvimento pleno dos alunos. No ano passado, a instituição lançou um desafio para sua equipe de professores e comunicadores que trabalha diretamente com jovens do Ensino Médio: promover uma educação na qual o aluno seja o protagonista da sua transformação e do meio em que vive.

“É uma forma de fazer com que o estudante se interesse pelo conhecimento de uma maneira participativa. Nos dias de hoje, quando desafiamos os jovens a resolver um problema social ou a lutar por uma causa, eles se mobilizam. E se associarmos esse desafio ao conteúdo curricular temos um contexto muito mais propício para o aprendizado. Os neurocientistas ensinam que, a cada dia, nosso quociente de atenção fica menor. Isso quer dizer que temos menos espaço no nosso hard disk. Nossos sentidos são bombardeados por milhares de estímulos e nossa atenção é disputada o tempo todo. Temos menos disponibilidade para direcionar e manter nosso foco a menos que nosso interesse esteja em sintonia com o apelo. O protagonismo inverte essa lógica. Trabalhamos com o estudante como parte integrante de um processo social, como sujeito de transformação de si e dos que estão em seu entorno e, portanto, como ser político”, destaca Silvana Gontijo, presidente do planetapontocom.

No segundo semestre do ano passado, quando o Brasil estava às voltas com as eleições para presidente da República e governador de Estado, a turma 3004, do curso de Roteiro para Mídias Digitais, do Colégio Estadual José Leite Lopes – Nave, cuja área técnica é de responsabilidade do planetapontocom, se envolveu com a temática.

Em um primeiro momento, estudantes passaram cerca de dois meses pesquisando e se aproximando por diferentes ângulos do assunto política. Nas aulas de Projeto e Conteúdo, escolhiam, de uma lista de cinco atividades, a cada aula semanal, qual delas gostaria de fazer: assistir a um longa metragem sobre publicidade e política; pesquisar o movimento estudantil brasileiro; produzir uma matéria jornalística sobre o papel dos partidos políticos; entrevistar especialistas em políticas públicas; ou realizar uma pesquisa com seus pares sobre a importância do voto aos 16 anos. Depois, foram instigados a criar uma ação social política que, não apenas englobasse os conhecimentos técnicos apreendidos durante os três anos do curso técnico, bem como os conteúdos do núcleo comum, mas que também fosse capaz de transformá-los e transformar outras pessoas.

Um dos grupos criou o projeto Vista-se. Com o mote Qual é a sua camisa?, a ação tinha o objetivo de chamar a atenção de jovens e adultos para a importância da consciência política e do exercício da cidadania e, por outro lado, provocar a necessidade de se posicionarem, defendendo de forma ética suas ideias e sonhos. “Produzimos duas cartilhas explicativas sobre o processo eleitoral, fizemos dois vídeos para fazer com que adolescentes e adultos refletissem sobre o tema e criamos uma página no Facebook”, recorda Larissa Maia, hoje estudante do curso de Cinema, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

veja um dos vídeos produzidos:

E não foi só isso. O grupo idealizou e promoveu uma ação social dentro da própria escola, convidando outros estudantes, professores e responsáveis para criarem a sua camisa. “Apresentamos o projeto e depois distribuímos camisas brancas para que os cidadãos brasileiros registrassem suas ideias, desejos. Foi uma ode à democracia”, conta Larissa.

“O Vista-se foi maravilhoso. Fazer com que as pessoas reflitam sobre política é uma experiência um tanto diferente. Nos surpreendemos e aprendemos bastante sobre as formas de se pensar política. O projeto provocou não só em nós, organizadores, mas em todos que participaram, uma transformação, seja a respeito do voto, dos políticos ou da politica em geral”, comemora Amanda Brum, que ingressou no curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

confira o evento:

2015: a ‘causa’ é a questão da água

Neste ano, avisa Silvana Gontijo, a ideia é trabalhar com a questão da água, mais especificamente com o projeto O rio do Rio. “A água é uma causa planetária. Dela dependem a subsistência e sobrevivência da espécie humana. Estive em 2014, na Dinamarca e constatei que o país conseguiu despoluir todos os rios, lagos e enseadas. E tudo começou com a Educação. Por que não replicar isso aqui no Brasil, no Rio, em nossas escolas? Mas como transformar uma utopia em algo tangível para os estudantes cariocas? Como até hoje nenhum rio urbano foi recuperado no Brasil, pensamos no Rio Carioca, um rio que nasce e deságua no mar dentro de um único município: o Rio de Janeiro. Além disso, devemos a esse rio o nosso gentílico, a preservação da maior floresta urbana do mundo – a da Tijuca e uma série de patrimônios materiais e imateriais de nossa história. Recuperá-lo tem tudo a ver com a cidade que está celebrando os seus 450 anos”.

Para quem não sabe, a história do rio é curiosa e rica. Por exemplo: foi às margens do rio que Mem de Sá abastecia os navios de água potável e que a primeira grande obra de engenharia urbana da América Latina, os Arcos da Lapa, envolveu o próprio rio.

“É um desafio. Já começamos o processo com a aproximação dos estudantes com o tema. Inclusive com o incentivo de eles participarem de encontros e discussões que estão acontecendo pela cidade. Recentemente, participaram de um ciclo de palestras sobre a preservação da água no Sesc, unidade Tijuca”, destaca o coordenador do curso, Tiago Dardeau.

Mas, a proposta do planetapontocom vai além da educação formal e do Colégio Estadual José Leite Lopes – Nave. Na verdade, o projeto O rio do Rio acabou se transformando, no início deste ano, numa iniciativa da sociedade civil organizada, capitaneada pelo planetapontocom, que visa mobilizar de toda a cidade do Rio – seus moradores – para a recuperação e a renaturalização do rio.

“Neste sentido, uma série de ações voltadas para o público infanto-juvenil, mas que propõe uma interação com os adultos, nos diferentes ambientes de ensino aprendizagem, como a escola, a família e a comunidade, está sendo planejada. Já fizemos caminhadas, eventos culturais e reconhecimento do leito do rio. Mais do que ouvir o barulho da água, gostaríamos que o carioca pudesse entrar no rio, pescar e ter aulas vivas de ciência da natureza. E principalmente, começasse a reconhecer que tudo que ele faz, gera impacto na vida que está ali”, conta Silvana.

Acompanhe as ações na fanpage do projeto

Grupo do planetapontocom está entrando em contato com as escolas que estão localizadas no curso do rio, que nasce no Alto da Boa Vista e desemboca na Praia do Flamengo, para conhecerem o projeto e trazerem seus estudantes para a causa. Mas todas estão convidadas. “Afinal essa causa é de todos nós”, finaliza Silvana.

Questão de crítica

Cinema e crítica. Quem é apaixonado pela sétima arte não pode perder essa. De 5 a 10 de maio, a Caixa Cultural, do Rio, vai promover o ciclo de debate “Questão de Crítica”, com a participação do professor de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF), José Carlos Monteiro. Há 80 vagas gratuitas, mediante inscrição prévia e análise de currículo. Os interessados deverão enviar os dados para o seguinte e-mai: prod.questaodecritica@gmail.com.

O ciclo é composto de seis palestras.

Dia 5/5,terça.
1 – Crítica, clássicos, obras primas:pode existir um cânone do cinema? – das 18 às 20h45

Dia 6/5, quarta.
2 – Crítica e ideologia:quem tem medo do cinema político? – das 18 às 20h45

Dia 7/5, quinta
3 – Crítica semiológica:os signos podem decifrar a realidade? – das 18 às 20h45

Dia 8/5, sexta
4 – Crítica e sociologia:o cinema é uma arte social? – das 18 às 20h45

Dia 9/5, sábado
5 – Cinema e psicanálise/crítica psicanalítica:Freud explica? – das 16 às 20h45

Dia 10/5, domingo
6 – Crítica de cinema na internet:um novo horizonte? – das 16 às 20h45

 

Corrupção? Diga não!

Em 2015, a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza a 7ª edição do Concurso de Desenho e Redação. Com o tema “Pequenas Corrupções – Diga não”. O objetivo da iniciativa é despertar nos estudantes o interesse por assuntos relacionados ao controle social, à ética e à cidadania, por meio do incentivo à reflexão e ao debate desses temas nos ambientes educacionais.

Na categoria “Desenho”, poderão participar alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Enquanto na categoria “Redação”, poderão participar alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio, incluindo alunos matriculados na modalidade jovens e adultos (EJA). O concurso é voltado a estudantes de escolas públicas e privadas do país. Os trabalhos poderão ser enviados até 30 de junho de 2015 por correio ou por formulário eletrônico que será disponibilizado pela CGU a partir do dia 30 de abril.

Acesse aqui os regulamentos, bem como as fichas de inscrição

Ciranda de filmes

A Ciranda de Filmes, a primeira mostra de cinema do país voltada para a infância e a educação, retorna às telas entre os dias 21 e 24 de maio, no Cine Livraria Cultura e no Cinesesc, em São Paulo. Com exibições gratuitas de filmes sobre infância, aprendizagem e movimentos de transformação, a mostra destaca-se por trazer também debates, oficinas e vivências lúdicas. A segunda edição da mostra trará mais de 40 filmes – nacionais e estrangeiros. Destacam-se o lançamento de “Território de Brincar”, de Renata Meirelles e David Reeks, “Ciências Naturais”, do argentino Matias Lucchesi, “Indomável Sonhadora”, de Benh Zeith, o drama turco “Um Doce Olhar” e os documentários inéditos no Brasil , “Project Wild Thing”, de David Bond e “School’s out”, de Lisa Molomot.

O educador Rubem Alves, o poeta Manuel de Barros e o escritor Ariano Suassuna, falecidos em 2014, serão homenageados com os documentários “Rubem Alves: o professor de espantos”, “Só dez por cento é mentira” e ”O Sertãomundo de Suassuna”. Haverá também rodas de conversa com pensadores e especialistas com os temas de “Relação criança e natureza”, “Família” e “Protagonismo Infantil”. Vivências lúdicas corporais e musicais também serão realizadas, assim como oficinas de crítica e linguagem cinematográfica.

Confira a lista de filmes

Abuso sexual infantil

A questão é polêmica e delicada, mas é preciso encará-la, afinal o abuso sexual infantil existe. De acordo com a última pesquisa do Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes – Viva, do Ministério da Saúde, um em cada quatro casos de violência sexual infantil (exatamente 22% dos 14.625 casos pesquisados) envolve uma criança de até um ano de idade.

De acordo com o órgão, em três a cada quatro casos (77%), a vítima tem até nove anos. A agressão sexual é o segundo tipo de violência mais praticado nesta faixa etária, com 35% dos casos, contra 36% provocados por abandono ou negligência. Entre dez e 14 anos, 10,5% das notificações de violência infantil no Brasil são sexuais, o segundo tipo, atrás apenas da física (13,3%). De 15 a 19 anos, a agressão sexual fica em terceiro lugar, com 5,2% dos casos, seguida da psicológica (7,6%) e da física (28,3%).

O que a escola e os professores podem fazer?  Ao menos, identificar. O site Diario Digital Femenino, da Argentina, produziu e publicou uma cartilha voltada para os docentes, com o objetivo de informá-los de como identificar possíveis vítimas de abuso infantil. O material em espanhol é uma boa dica.

Acesse a cartilha

Imagens e palavras

Por Beth Carmona
Diretora geral e editorial do ComKids
Texto publicado originalmente no site ComKids 

Os livros ilustrados sempre estiveram próximos do audiovisual, e vice-versa. Com frequência, algumas animações se inspiram no universo literário (e às vezes ao contrário). Na maioria das vezes, o resultado é brilhante. Autores, ilustradores e animadores contribuem para a vida dos pequenos, ampliando seu imaginário, convidando-os a um mergulho em outros mundos. A verdade é que contar histórias para as crianças através das imagens e das palavras tem muitos caminhos possíveis. A reunião de profissionais vindos de diferentes áreas traz riqueza às obras e ao público.

Eva Furnari, autora brasileira consagrada, fez um ação interessante com o seu imenso repertório sobre bruxinhas: Trudi e Kiki saíram das telas para os livros. Tratando um tema sempre urgente como a diversidade, consegue chegar a um número maior de crianças.

“O Livro dos Grandes Contrastes Filosóficos” de Oscar Brenifier e Jacques Després ganhou adaptação animada. Criada pela produtora francesa Planet Nemo, produzida pelo canal CBeebies (BBC) e pela Skyline Entertainment Productions, a série traz questões filosóficas para desenvolvimento do pensamento infantil. Com a participação da Argentina e Colômbia, a série é exibida pelos canais Pakapaka e señalcolombia na América Latina. Tratando dos grandes temas da humanidade, a série “ What’s The Big Idea” traz para a infância o debate filosófico de maneira simples e lúdica. Ainda não há previsão de exibição em canal brasileiro.

Baseada no livro “Der Kleine und das Biest”, de Marcus Sauermann e de Uwe Heidschötter, o curta de animação “The Little Boy and The Beast” trata com delicadeza o desafio de ter pais separados.  O curta foi produzido em 2009 pelo canal alemão ZDF, teve a direção de Johannes Weiland e Uwe Heidschötter, roteiro de Marcus Sauermann e edição de Annick Hillger. A produção ganhou inúmeros prêmios em festivais por todo o mundo.

O mesmo tema foi tratado com maestria em Lá e Aqui, por Carolina Moreira e Odilon Moraes. Com simplicidade e sensibilidade, e a partir do ponto de vista de uma criança, ao sentimos as dores do processo de entendimento infantil sobre a nova dinâmica familiar em uma narrativa linda. Ao fim, quase como no alívio da compreensão, o assunto ganha frescor e um olhar tranquilo. O livro é uma publicação da editora Pequena Zahar.

O Pássaro na Gaiola, baseado em uma das 600 cartas que Vincent Van Gogh escreveu ao seu irmão Theo, fala sobre liberdade e afeto. Com ilustrações do premiado ilustrador Javier Zabala, fica como mais um livro para compor a lista. Aos produtores em busca de inspiração para seus projetos, fica a dica para um passeio e pesquisa no mundo da literatura infantil. A mesma sugestão vale também aos pais que buscam conteúdos sensíveis para seus filhos.

ComKids Prix Jeunesse

Estão abertas, até o dia 10 de maio, as inscrições para o Festival comKids – Prix Jeunesse Iberoamericano 2015. Podem se inscrever produções e/ou coproduções dedicadas à crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, realizadas nos últimos 2 anos em português e espanhol por canais ou produtoras independentes da América Latina, da Ibero América, do Brasil e dos demais países de Língua Portuguesa. As categorias do Festival se dividem em: Audiovisuais e Interativas, que acolhem produções de televisão, cinema, apps e sites.

Acesse o edital

As Categorias audiovisuais estão divididas em: até 6 anos ficção;  até 6 anos não ficção;  7 a 11 anos ficção;  7 a 11 anos não ficção;  12 a 15 anos ficção; e 12 a 15 anos não ficção. As categorias interativas receberão dois tipos de inscrições: apps e sites pensados especialmente para crianças e jovens. Elas visam atender ao crescente cenário de produções interativas que vêm trazendo produções interessantes, mesclando interatividade, educação, entretenimento e cultura para esse público. A inscrição é gratuita.

O Festival comKids – Prix Jeunesse Iberoamericano é uma das principais ações do comKids em 2015 e acontecerá entre 13 e 23 de agosto no Sesc Consolação, no Goethe-Institut e em outros aparelhos culturais de São Paulo. O evento conta com a realização do Midiativa (Centro Brasileiro de Mídia para Crianças e Adolescentes), do Sesc SP, do Goethe Institut e com a coordenação da Singular – Arquitetura de Mídia e parceria da Fundação Prix Jeunesse. O júri é formado por educadores, criativos, diretores, roteiristas, entre outros profissionais dedicados à infância. As inscrições para participar do júri estarão abertas mais adiante. Haverá também um júri infantil.

Os premiados nas categorias audiovisuais receberão uma passagem para Munique (Alemanha), para acompanhar o Festival Prix Jeunesse Internacional, competição de prestígio internacional no setor de mídia infantojuvenil. O SESC TV vai oferecer prêmio de aquisição no valor de 3 mil reais. Outros prêmios especiais também estão previstos.

Festival 2015 – Infância e Diversidade

Produções de ficção e não-ficção, com ou sem interatividade, ganham importância em nossa sociedade que, a cada dia, precisa oferecer diversos e complementares caminhos para a educação plena das crianças e adolescentes. Na atualidade, temas, abordagens e questões de linguagem precisam absorver a diversidade em contextos infantis também. O comKids 2015 se dedicará a investigar e discutir algumas questões relacionadas a acessibilidade e inclusão, gênero e diversidade, bullying, resiliência e alteridade, entre outros pontos. Durante o Festival, nas discussões e workshops, especialistas e público terão oportunidade de conversar sobre a diversidade e infância com essa amplitude. Em breve divulgaremos toda a programação.

Para mudar o país

Por que não despertar, desde cedo, as crianças para a política? E que tal apresentá-las ao dia a dia do parlamento e incentivar que elas pensem e criem leis pertinentes? Essa é a proposta do projeto Câmara Mirim. Na versão 2015, as crianças matriculadas do 5º ao 9º ano têm até o dia 30 junho para se inscrever, via email. Como participar? Basta enviar uma proposta de lei para a coordenação do concurso.

As inscrições devem ser feitas aqui

Em julho, uma equipe da Câmara dos Deputados vai escolher as seis melhores propostas. Em agosto, os estudantes vão discutir as seis propostas em suas próprias cidades e escolher os três melhores projetos, que serão divulgados no dia 31 de agosto.  Os autores das três melhores propostas irão a Brasília com seus responsáveis, com tudo pago, para defender sua ideia na Câmara dos Deputados, no Câmara Mirim 2015, que acontece em 22 e 23 de outubro. É uma chance e tanto de crianças e adolescentes vivenciarem, na prática, o que é viver democracia, tomando consciência da importância da cidadania.

Leia o regulamento

Novas turmas

A Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia está com inscrições abertas para novas turmas, voltadas para a formação de jovens dos 16 aos 21 anos. São 60 vagas para os cursos de Computação Gráfica, Design Gráfico, Fotografia e Vídeo. A formação é intensa: são quatro horas de aulas diárias durante 9 meses. Além das áreas específicas, os jovens se dedicam a linguagens transversais como Web, História da Arte e Tecnologia, Oficina da Palavra e Arte Digital. O prazo termina no dia 19 de abril.

Acesse a página e inscreva-se

A metodologia do curso baseia-se na aprendizagem por projetos, ou seja: os estudantes aprendem as técnicas a partir de projetos artísticos de sua autoria. Por isso são convidados a refletir e debater sobre seus interesses e sua identidade, desenvolvem sua autonomia e responsabilidade e exercitam o senso crítico sobre questões sociais e de cidadania. As produções dos jovens da Oi Kabum! são apresentadas em exposições e eles prosseguem atuando nos meios artísticos e culturais da cidade, por meio de projetos próprios, criação de coletivos e participação em editais.

O processo seletivo consiste de duas etapas. Primeiro os interessados devem se inscrever pelo site www.oikabumrio.org.br. Destes serão selecionados 180 jovens para participar da oficina Click, de experimentações multilinguagem, que tem 20 horas de duração e acontecerá entre maio e junho. Em julho sai a lista dos 60 selecionados para a formação básica, que começa em agosto. Todas as atividades são gratuitas e destinadas a jovens de baixa renda, que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio na rede pública de ensino.

A Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia é um programa do Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi. No Rio de Janeiro, conta com a parceria do Centro de Criação de Imagem Popular (CECIP), organização que há 28 anos se dedica ao fortalecimento da cidadania por meio da educação e da comunicação. Há escolas Oi Kabum! também em Salvador, Recife e Belo Horizonte, sempre em parceria com ONGs locais. Mais de 250 jovens já passaram por essa escola de arte e tecnologia, e muitos deles hoje atuam profissionalmente no mercado de fotografia, design e produções audiovisuais no Rio de Janeiro.

Futuro, ontem

Olha que bacana. O curta-metragem “Télévision, oeil de demain” (Televisão, olho do amanhã, em tradução livre), realizado em 1947, foi recuperado pelo Instituto Nacional do Audiovisual francês e, apensar de sua idade, prevê alguns de nossos comportamentos atuais com incrível precisão. Incluindo o vício dos smartphones. O vídeo é em francês. Vale a pena.

Jogo inesquecível


Por 
Artur Melo, 10 anos

Estudante do 6º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Essa história é, especialmente, para o Bento.

Tudo pronto para o início da partida. Jogadores em suas posições, torcidas animadas como nunca, juiz e bandeirinhas atentos… e APITA O ÁRBITRO! A bola está em jogo, redonda e doida para ir na gaveta. Fortes emoções num jogo importantíssimo, de final de campeonato. Messi já começa trabalhando a bola com Neymar, que parte para o ataque, tabelando com Suarez. Está muito difícil passar pela zaga de Sérgio Ramos e Pepe. O jeito é  voltar a bola para Inesta, mas, Barcelona, com toda a sua classe, vai envolvendo o adversário com o toque de bola…

A bola está, novamente, com o gênio Lionel Messi, que percebe um espaço na zaga adversária e, com sua extrema velocidade e controle de bola, parte para o ataque. Rapidamente, Pepe e Marcelo tentam desarmá-lo, mas Messi dá uma linda caneta em Sérgio Ramos e limpa Marcelo. Fica de cara para o gol.

Como é especial demais para perder um lance desses, Messi realiza o desejo da bola, para o delírio da torcida catalã. Faz um verdadeiro gol de placa. Mas, no futebol nem tudo é alegria e beleza de lances e jogadas. Depois de mais um lindo gol de falta do Messi, no ângulo, alterando o placar para 2 a 0 para o Barça. O atacante Ronando, o Cr7, do Real Madrid, furioso, quer virar o jogo de qualquer jeito, mas… acaba o primeiro tempo!!!

Após os quinze minutos de descanso, a bola rola de novo… Ronaldo vem tabelando a bola com Benzema, que dá um passe majestoso para Cr7 fazer o 2 a 1 no placar, mas antes mesmo de chegar à bola, Cr 7 é puxado por Mascherano. Não houve jeito, o sangue subiu-lhe a cabeça e aproveitando a força de seu preparo físico dá um chute no zagueiro, lesionando-o gravemente.

Confusão armada! Juiz expulsa Cr7. Mascherano urra de dor e sai carregado do campo imediatamente. A torcida se desespera: o craque foi embora. Mas, no futebol, o jogo não pode parar. Nada adiantou essa irritação não contida. O placar continuou o mesmo e o Barça foi campeão.

Tudo isso aconteceu, mas com outros personagens e em outro lugar. Os jogadores eram dois, depois chegaram outros dois. Time completo: Artur, Antônio, Bento e João. Num play no bairro do Humaitá, Rio de Janeiro. Não tinha torcidas, nem juiz nem bandeirinhas, mas tinha gols perdidos, escorregão, irritação, jogo de corpo e… chateação: um jogador no chão, machucado, com braço quebrado e muita dor.

Essa história vai acabar assim sem final. A história do Barça com o Real Madrid terminou, mas a nossa ainda está começando. Vamos ver como o Bento se recupera pra gente terminar esse jogo. Aguarde!

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Um dedo de prosa

No último dia 14 de abril, o mundo inteiro celebrou o Dia do Café, a segunda matéria prima mais comercializada em todo o mundo, após o petróleo. No Brasil, a bebida é a segunda mais consumida, perdendo apenas para a água. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o consumo interno de café no Brasil em 2014 foi de 4,89 kg habitante/ano de café torrado e moído, o que equivale a aproximadamente 81 litros por habitante/ano. Embora tão popular no Brasil, pouco se sabe sobre sua história e, mesmo integrando o currículo tradicional nas aulas de história, nem sempre percebemos o impacto do cultivo do café no Brasil.

Foi pensando nisso, que Maurício Squarisi dedicou-se durante cinco anos à produção do desenho animado “Café, um dedo de prosa”. O filme de 72 minutos, que deve estrear ainda este ano no Brasil, teve uma pré-estreia internacional no dia 14 de março, no Monstra – Festival de Animação de Lisboa, um dos mais importantes eventos da animação mundial. “Sempre tive interesse por temas históricos. Dos quinze curtas-metragens que realizei, vários abordam biografias e história. Meus filmes são bem autorais, sobre temas que têm muito a ver com minha vida. No caso do “Café”, há anos que venho observando que tudo que me rodeia é influenciado por ele: o chão onde piso, meus rituais diários, até minha origem, pois a parte materna de minha família veio da Itália para plantar café no interior do Estado de São Paulo”, comenta Squarisi.

Squarisi começou em 2009 a desenvolver o projeto do filme, após encontrar o livro “História do Café”, da historiadora Ana Luiza Martins, que foi também a consultora e revisora histórica da obra. O enredo se desenrola a partir do encontro de um casal de amigos, Wandi Doratiotto e Vera Holtz. Apaixonados pela bebida, eles se encontram em uma cafeteria e iniciam uma conversa agradável e recheada de informações históricas, mas apresentadas de forma leve, descontraída e bem humorada, que torna a obra acessível até mesmo para o público infantil.

Segundo Squarisi agora começa uma nova etapa de trabalho, para viabilizar o lançamento comercial da obra, e em seguida, o filme deve seguir em sessões especiais em escolas. “Estamos agora numa etapa bem desafiadora, que é a distribuição. Temos contrato com uma distribuidora, a Polifilmes, e estamos trabalhando para viabilizar o lançamento comercial ainda este ano”, comenta o diretor, que, ao lado de Wilson Lazaretti, é um dos fundadores do Núcleo de Animação de Campinas

A vez dos jovens

A América Latina e o Caribe contam com mais de 150 milhões de jovens entre 15 e 29 anos e têm um grande desafio pela frente: a luta pelo fim da desigualdade que as diferentes gerações enfrentam na construção de soluções e políticas públicas para combater esse problema. Para a diretora do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) para a América Latina e o Caribe, Jessica Faieta, é preciso facilitar o compromisso e a participação da juventude.

Conheça a plataforma Juventud con Voz, que reúne jovens mulheres, homens, representantes dos povos indígenas, da comunidade LGBTI, entre outros, com o objetivo de fortalecer habilidades de liderança por meio de capacitação e participação em importantes encontros regionais.

Segundo Faieta, a representatividade política dos jovens nos parlamentos da América Latina e do Caribe é baixa, especialmente entre as mulheres e ou descendentes de africanos ou indígenas. Somente 2,7% dos parlamentares e 1,3% das parlamentares da região têm menos de 30 anos; apesar de os jovens representarem mais de um quarto da população da região. Entre os parlamentares com menos de 40 anos, 15% são homens enquanto o número de mulheres não chega a 6,5%.

Na visão do Pnud, a América Latina conta com uma oportunidade única de combater e reduzir a lacuna entre as expectativas, as respostas e os direitos aliando-se aos jovens que já estão envolvidos nas soluções dos problemas de suas comunidades, nas mobilizações sociais, nos partidos políticos.

“A efetiva participação e inclusão é uma dimensão essencial não apenas para melhorar a vida e a participação da juventude na sociedade e na política, mas também para fortalecer a governança democrática, reduzir as desigualdades e traçar o desenvolvimento sustentável da região”, concluiu a diretora.

Projetos em leitura

O edital de ocupação da Casa da Leitura da Biblioteca Nacional está aberto até amanhã, dia 17 de abril. O pleito busca promover a seleção de um projeto que tenha como objetivo a ocupação da Casa da Leitura, com atividades primordialmente voltadas para a leitura, estimulando a reflexão e a experiência do público, além do compromisso com a sustentabilidade e com a inclusão social. Os projetos devem: valorizar e fortalecer o livro e a leitura, a memória e a diversidade da cultura brasileira, contemplando atividades e temas relevantes, novas linguagens e educação.

O resultado esperado com este edital é levar à Casa da Leitura uma ampla atividade cultural de excelência com apresentações de oficinas, debates, conferências, leituras, performances, exposições e pequenos espetáculos com linguagens variadas. A diversidade de propostas na ocupação obterá avaliação diferenciada.

Acesse o edital

 

 

Publicidade, criança e ética

Pedro Affonso D. Hartung
Conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda)
Advogado do Instituto Alana.

Completou-se no dia 4 de abril um ano da publicação no Diário Oficial da Resolução 163 do Conanda – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que teve como objetivo detalhar o conceito de abusividade da prática da publicidade infantil. Esse detalhamento foi realizado dentro da lógica da Doutrina de Proteção Integral da Criança e do Adolescente, cuja efetivação é uma das atribuições máximas deste órgão público legalmente criado e socialmente legitimado.

Considerada por mães, pais, organizações da sociedade civil e organismos internacionais como um marco histórico para a efetiva proteção das crianças no Brasil, a Resolução 163 não inovou em matéria legal. Ela apenas deixou ainda mais claro e evidente o que já existe há mais de 25 anos nos artigos 37 e 39 do Código de Defesa do Consumidor, nas garantias do Estatuto da Criança e do Adolescente e, especialmente, no artigo 227 de nossa Constituição Federal, que estabelece a prioridade absoluta dos direitos da criança no Brasil.

A restrição do direcionamento da publicidade ao público menor de 12 anos de idade deveria, na verdade, ter sido posta em prática na data da promulgação da Magna Carta de 1988 e de seu internacionalmente admirado artigo 227. A Resolução 163 do Conanda só nos fez lembrar disso.

Ocorre que as empresas que abusam da vulnerabilidade infantil e realizam cotidianamente publicidades às crianças optaram por ignorar a existência da legislação protetiva e continuaram até os dias de hoje com sua ilegal, injusta e antiética prática de persuasão e sedução das crianças para o consumo. Como se acima da lei estivessem, resolveram engrossar o coro daqueles que não se constrangem moralmente e fazem com que as normas jurídicas no Brasil “não peguem”.

Em um tempo em que se almeja o enfrentamento estrutural da cultura da corrupção na sociedade e nas instituições brasileiras, as empresas, e as pessoas que nelas trabalham, não podem se furtar à obrigação de cumprir a lei, mesmo que ela represente uma contrariedade aos seus interesses e uma suposta ameaça a seus ganhos econômicos.

Diz-se suposta a ameaça, pois as normas existentes, inclusive a Resolução, não regulam a veiculação comercial de determinado produto ou serviço, mas sim seu direcionamento. Portanto, qualquer produto que hoje é massivamente direcionado às crianças – como macarrões instantâneos, frangos empanados, brinquedos ou até mesmo seguros ou carros –, continuará a ter publicidades, mas eticamente redirecionadas aos adultos.

Essa simples, mas fundamental mudança, tornará a relação comercial entre anunciantes e consumidores mais justa, equilibrada e potencialmente mais rentável, pois a publicidade será finalmente feita para os devidos responsáveis e os verdadeiros detentores do poder de decisão e de compra em uma família.

Se sempre é, de forma equivocada e falaciosa, atribuída aos pais e mães a exclusiva responsabilidade pela formação e educação de uma criança, como não concordar com o direcionamento da publicidade apenas a eles?

Se o que se quer realmente é um novo Brasil para todas e todos, igualmente para as crianças, faz-se imperativo que essa mudança ocorra hoje em todas as esferas, inclusive e especialmente nas decisões e estratégias empresariais e publicitárias. “Fazer pegar” a Resolução 163 do Conanda e todas as leis de proteção à infância como marco de conduta, mais do que uma obrigação constitucional, é um passo civilizatório na construção de uma sociedade mais justa, baseada na ética e no entendimento de que a infância não pode continuar a ser mercantilizada.

Artigo publicado no jornal El País

A maioridade penal e a educação

Por Vinícius Silva
Poeta, escritor e professor de sociologia do Colégio Pedro II.
Doutor em planejamento urbano pelo IPPUR/UFRJ. 

Autor do Blog Palavras sobre qualquer coisa

Não, não há muito espaço nesta coluna de estreia para revelar o óbvio. Não posso e não tenho linhas a gastar para prová-los que Paulo Freire foi e é um dos maiores pensadores sobre educação que habitou este planeta. A própria comunidade internacional se encarregou de nos ressaltar sua importância após o ataque que sofreu.

Talvez o maior espanto e torpor a todos que vivem a educação e seus processos, sejam professores, alunos ou simplesmente quem enxerga a educação como construção do presente e do futuro, foi observar em uma manifestação popular, e tida como democrática, uma faixa a dizer “menos Paulo Freire”. Nenhum pensador ou pensamento é bastião da verdade. Qualquer um pode e deve ser criticado, pois este movimento faz parte da realização cotidiana e consistente do próprio conhecimento. A questão é: onde fundamentar a crítica?

O dizer de repúdio a Paulo Freire foi seguido da afirmação para que tivéssemos menos “doutrinação marxista”. O mais surpreendente foi saber que tal associação foi realizada por um jovem professor de… História. O reducionismo e a superficialidade de tal assertiva se comprovam na incapacidade de reconhecer que as pedagogias desenvolvidas pelo professor pernambucano poderiam ser classificadas de várias formas, a única impossível seria justamente a forma… doutrinária.

Liberdade, autonomia, esperança, superação da opressão, são algumas palavras e termos fartamente encontrados na obra do pensador, mas doutrinação não está no rol de sua filosofia. O mais interessante é atentar que um jovem professor de História afirma que há uma doutrinação marxista em nossa educação, porém o que mais vemos entre redes sociais e mídias tradicionais é a total falta de pensamento crítico, a ausência de aprofundamento teórico, reproduções requentadas do senso comum e o completo desconhecimento de… História do Brasil ou do mundo. Se a doutrinação marxista estivesse a pleno vapor, pelo menos um pouquinho do processo dialético na busca do conhecimento pudesse ser encontrado minimamente. Ledo engano.

Na aprovação do prosseguimento do texto da PEC 171/93 pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados no que tange a redução da maioridade penal, fica evidenciada justamente a falta da pedagogia de Paulo Freire em nossas vidas. Pois a construção e percepção da opinião pública de que a saída punitivista para jovens e adolescentes a partir de dezesseis anos será uma resposta eficaz para a redução da violência, é a prova de que a possibilidade de supressão de direitos já parcamente garantidos é próxima, clara e perigosa.

O Brasil é um país que oprimiu politicamente, economicamente e socialmente milhares e milhares de pessoas, e as crianças e adolescentes que fazem parte deste contingente sempre conviveram com as piores condições possíveis de sobrevivência, porém e ainda assim menos de um por cento dos crimes violentos são praticados por menores de dezoito anos no país, apesar do efetivo aumento da violência em números absolutos. Nunca implementamos realmente o Estatuto da Criança e do Adolescente, e antes de efetivá-lo, queremos destruí-lo em uma corrida não por justiça, mas pela vingança mais simples e fácil, o encarceramento de cada vez mais gente pobre, jovem e negra.

E diante das centenas de citações que poderia fazer em referência à obra de Paulo Freire ao término deste texto, uma reflete exatamente a necessidade que temos em buscar a liberdade em lugar da opressão.

“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor” (Paulo Freire).

Este texto é em memória de Eduardo de Jesus Ferreira, brutalmente assassinado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro aos dez anos de idade.

 

Boa animação

Da redação, Correio Nagô.

Apesar da existência de milhares de crianças africanas e afrodescendentes pelo mundo, o mercado do entretenimento, especialmente infantil, ainda é baseado na estética européia ou estadunidense com seus contos, fadas e medievais. Essa ausência da imagem negra é bastante nociva pois, em geral, as crianças negras crescem sem referencial e muitas crescem com problemas de autoestima.

Mas, apesar dessa falta de diversidade, existem algumas experiências no mundo que vem mudando esse cenário. Uma delas é Bino e Fino, que é uma série de desenhos animados sobre irmãos africanos que vivem com seus avós ‘Mama’ e ‘Papa’ em uma cidade moderna em África. O desenho tem muitas aventuras onde, com a ajuda de seu amigo Zeena, a borboleta mágica, eles descobrem e aprendem coisas sobre o mundo.

Bino e Fino foram criados para fornecer um entretenimento infantil mais etnicamente diverso. Voltado especialmente para crianças africanas e afrodescendentes do mundo, com idades de 3 a 5 anos, o desenho vem ganhando grande repercussão na internet e em canais como CNN.

Dia do Índio

O Museu do Índio do Rio promove uma série de contação de histórias indígenas, exposições e atividades lúdicas, além de encontros com representantes da tribo Guarani. Trata-se do projeto Aldeia de Histórias que busca a valorização da cultura indígena e faz parte das comemorações do mês do Índio e dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro.

Serão realizadas 50 apresentações de contação de histórias para estudantes da rede pública de ensino e 17 intervenções artísticas para o público em geral durante os finais de semana. Na programação do projeto haverá também encontros com representantes Guarani do Rio de Janeiro que serão convidados para falarem sobre as questões atuais das comunidades indígenas.

“Hoje cerca de 180 tribos habitam nosso país. Essas tribos estão cada vez mais preocupadas em preservar sua cultura. Por isso, para elas é importante que as pessoas conheçam seus hábitos e costumes, sobretudo quando também são protagonistas na difusão desses saberes. Afinal, os índios são tão importantes para a história do Brasil quanto os nossos ancestrais portugueses e africanos”, explica a idealizadora do projeto, Eliza Morenno.

Projeto “Aldeia de Histórias”
Data: De 04 a 30 de abril
Horários: De terça a sexta das 10h e 15h; sábado e domingo às 15h
Local: Museu do Índio – Rua das Palmeiras, 55 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 3214-8700

Mostra direitos humanos

O Entretodos 8 – Festival de Curtas Metragens de Direitos Humanos, evento promovido entre os dias 5 e 9 de outubro, em São Paulo, está com inscrições abertas até o dia 8 de junho. Poderão ser inscritos curtas de qualquer formato, amadores ou profissionais, com duração de até 25 minutos, falados ou legendados em português, que envolvam temas relacionados aos Direitos Humanos.

Acesse o site com o regulamento

O evento acontece em diversos pontos de cultura e educação da cidade de São Paulo e busca enfatizar o tema cidade educadora, valorizando o audiovisual como ferramenta de formação de educadores. Todas as sessões têm entrada gratuita. Os filmes selecionados para a 8° edição do Entretodos concorrerão a prêmios que variam de R$5 mil a R$7mil nas seguintes categorias: melhor curta-metragem estrangeiro, melhor curta-metragem nacional, melhor roteiro, melhor curta-metragem escolhido pelo público, cidade educadora e educação em direitos humanos.

As inscrições são gratuitas e poderão ser realizadas através do site oficial do evento, onde também está disponível o regulamento. O Entretodos 8 é uma realização da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME) e da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).

Estado da arte

Já está disponível aos interessados a segunda edição do Caderno Legislativo da Criança e do Adolescente, produzido pela Fundação Abrinq – Save the Children. A publicação apresenta uma análise crítica e posicionamento institucional a respeito de 48 projetos de lei referentes aos direitos de crianças e adolescentes, e seus respectivos apensados, em trâmite no Congresso Nacional, considerados como prioritários pela instituição.

Acesse o documento na íntegra

Trata-se de um completo mapa analítico de projetos de lei existentes, sobre temas como: redução da maioridade penal, financiamento da educação, trabalho infantil, abuso e exploração sexual, crianças e adolescentes desaparecidos, uso e abuso de drogas e álcool, entre outros.

“Dentre nossas ações e iniciativas de incidência política, uma de grande importância é o monitoramento sistemático das proposições legislativas que incidem sobre a infância e a adolescência, e que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado Federal”, afirmou o presidente da Fundação Abrinq, Carlos Tilkian.

“Esse Caderno tem o objetivo de poder contribuir para o debate, trazendo elementos técnicos e dados da realidade, para que, através dessa analise, nós possamos tomar as melhores medidas para o nosso país”, completou.

Em 2014, o número de matérias acompanhadas pela Fundação Abrinq chegou a 1.015 – compreendendo as apresentadas no ano passado e outras que já se encontravam em tramitação na Câmara e no Senado, das quais foram selecionadas as 48 prioritárias analisadas na publicação. A organização considera “proposições prioritárias” aquelas que promovem impacto relevante na promoção e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes; que apresentam importante inovação ou aperfeiçoamento jurídico; propõem soluções para problemas sociais que precisam de mais atenção por parte dos parlamentares; ou as que representam riscos, pois reduzem direitos na área da infância e da adolescência.

Flávio Debique, gerente técnico de incidência política da Plan International Brasil, falou sobre como o Caderno Legislativo será um instrumento para as organizações que trabalham na promoção dos direitos de crianças e adolescentes. “É realmente um presente da Fundação Abrinq para todas as organizações. A utilidade disso transcende só o que está aqui, trazendo também a importância de que a sociedade civil esteja atenta ao que está acontecendo no legislativo”, disse.