Concurso de vídeo

Água, me dá um balde aí este é o mote do concurso de curtas Brasil em Cartaz, promovido pelo Portal Tela BR em parceria com a rede Cinemark. Os interessados têm até o dia 15 de junho para enviar seus vídeos em qualquer gênero (animação, documentário ou ficção), com duração mínima de 30 segundos e máxima de um minuto.

Acesse o regulamento

“A reflexão sobre a água deve ser bem inspiradora neste momento para jovens interessados em contar boas histórias. Queremos encontrar esses talentos”, afirma a cineasta Laís Bondansky, que ao lado do cineasta Luiz Bolognesi vai fazer parte do corpo de jurados, composto ainda por um representante da equipe Cinemark e um profissional renomado da área audiovisual.

O vencedor será premiado com um kit cineasta (Câmera Canon 60D 18MP +Lente 18-135mm + Cartão de memória de 16GB + Bolsa) e a exibição do curta-metragem para um milhão de espectadores. Além disso, o escolhido terá como prêmio a finalização de som e imagem de seu curta a ser realizada pelos profissionais da produtora Buriti Filmes e, ainda, a exibição do vídeo em alguns eventos e festivais do universo cinematográfico.

Para Bettina Boklis, diretora de Marketing da Cinemark, estimular a produção de curtas-metragens e garantir a distribuição do conteúdo nas salas de cinema em todo o Brasil é algo que inspira a equipe da rede de cinemas. “Queremos projetar a produção brasileira nas telas, descobrir novos talentos com potencial de falar com o grande público”, afirma. A Rede Cinemark representa cerca de 30% do mercado brasileiro de cinema e é maior que seus três principais concorrentes juntos, com 528 salas de cinema em 67 complexos distribuídos por 16 estados e Distrito Federal.

Produtividade e tecnologias

Por João Batista Araújo e Oliveira
Presidente do Instituto Alfa e Beto

No início da década de 1970 o Professor Patrick Suppes pôs os administradores da Universidade Stanford contra a parede. Usando as tecnologias disponíveis na época, ele atendia quatro vezes mais Alunos do que os seus colegas e, portanto, exigia remuneração quatro vezes maior. Essa lembrança retornou à minha mente ao observar os embates que ocorrem, atualmente, na implementação de tecnologias nas Escolas.

No caso concreto, trata-se de introduzir no cotidiano Escolar o uso de software para Alfabetização. As crianças são curiosas, interagem com as novidades, encontram respostas para as suas dúvidas. Enquanto isso, os Professores, embora fascinados pelas novas perspectivas, pedem para ser capacitados, solicitam “manuais de instrução” e encontram ou inventam dificuldades de toda espécie, mesmo onde elas não existem.

Nenhum programa para introduzir milhões de computadores em Escolas deu certo em nenhum país do mundo. Mesmo nos países onde já há praticamente um computador por Aluno a tecnologia não conseguiu fazer diferença significativa nem na eficácia nem na eficiência das Escolas.

Por que os ganhos de produtividade e as mudanças de paradigma de produção que ocorreram e continuam a ocorrer no setor industrial, nos serviços e mesmo na vida privada encontra tanta dificuldade no mundo da Escola? Onde estão os entraves? O que torna o modelo Escolar tão impermeável e resistente?

É preciso reconhecer haver evidências irrefutáveis a respeito do potencial de alternativas ao modelo de Ensino da Escola convencional. O autodidatismo é uma realidade: podemos aprender sozinhos. Há mais de um século sabemos do sucesso comprovado dos cursos por correspondência, hoje denominados Ensino a distância. A partir da 2ª Guerra Mundial foram desenvolvidos sistemas de instrução que deram origem aos modelos posteriores de Ensino individualizado, instrução programada e outras inovações, que se tornaram a base para o desenvolvimento dos sistemas informatizados de Ensino. Centenas de experimentos em situações de laboratório e de sala de aula comprovam o sucesso de programas de Ensino e oportunidades de aprendizagem bem elaborados.

Tem mais: modernos sistemas de avaliação e monitoramento da aprendizagem dos Alunos, usando recursos como os da inteligência artificial, são altamente eficazes e tornam os métodos de diagnóstico e feedback de um bom Professor parecidos com vodu. Por que preferimos o vodu?

A resposta não está nas limitações da tecnologia, mas na estrutura impermeável da Escola. A Escola, tal como a conhecemos, foi desenvolvida no modelo das fábricas do século 18. A fábrica desapareceu ou mudou. A Escola resiste.

Na indústria e no setor de serviços, tecnologia é sinônimo de eficiência. Aumentar eficiência pode aumentar, reduzir ou realocar empregos. Pode aumentar ou reduzir a intensidade de conhecimentos requeridos. Pode criar desemprego aqui e empregos e bem-estar acolá. Os benefícios são apropriados pelos indivíduos, pelas empresas, pelas sociedades e pelos governos, que cobram impostos.

O modelo de Educação Escolar não permite que ninguém se aproprie de ganhos de produtividade. Tecnologias podem servir para substituir, complementar ou enriquecer o trabalho do Professor. Em qualquer dos casos, a estrutura Escolar torna impossível reduzir custos, dado o sistema de regulação negociado entre governos e sindicatos. Tudo é custo a mais. E quase sempre a tecnologia só funciona bem, no contexto Escolar, com Professores que seriam bons de qualquer maneira.

O problema não está na resistência dos Professores, nem mesmo no pavor da trabalheira ou da falta de sinal da internet. O problema reside na estrutura organizacional e na estrutura de incentivos.

Tecnologia jamais substituirá algumas das funções da Escola. Quando o Massachusetts Institute of Technology (MIT) põe à disposição seus cursos pela internet, sabe que isso não ameaça a experiência de uma vida numa instituição acadêmica de excelência. Não se trata, portanto, de propor que a tecnologia substitua a Escola.

É curioso observar que as tentativas de introduzir tecnologias fora do contexto Escolar são bem-sucedidas, caso dos joguinhos para ensinar habilidades, cursos de línguas ou o imenso êxito dos cursos a distância promovidos pelas empresas e instituições de todo tipo. Também cabe observar que tudo o que não é Ensino também chega à Escola ou perto dela: sistemas de controle de entrada e saída de Alunos, sistemas de registro de notas, comunicação com os pais, avaliação, belezuras de todo tipo. Mas quando se trata de usar tecnologias para substituir o que se faz na sala de aula, ou fazer melhor do que o que se faz nela, nada funciona. Mesmo os mais recentes sistemas de blended learning não passam de mais uma vitória do modelo convencional da Escola – se não passar pelo Professor e não for contido dentro das quatro paredes da sala de aula, não entra.

O Brasil gosta de regular tudo, até mesmo o que ainda não existe. Ou de forçar o uso de tecnologias dentro de uma estrutura institucional engessada, na qual tecnologias não poderão ajudar a reduzir custos e aumentar a produtividade. Por exemplo, um curso a distância no Brasil, para dar diploma, precisa ter sede regional e um número mínimo de tutores por Aluno, tudo dentro do mais requintado regime cartorial.

Quem sabe não seria melhor criar incentivos para Escolas de todos os níveis experimentarem modelos institucionais, organizacionais e sistemas de incentivo para fazerem bom uso das tecnologias? Aí, sim, as promessas da tecnologia poderão tornar-se realidade. E Patrick Suppes se sentirá vingado.

Guarda compartilhada em HQ

Sam Hart e Alexandre Montandon desenvolveram um projeto importante: usaram a técnica da HQ para falar sobre a Guarda Compartilhada – A Importância da Nova Lei. A proposta é explicar aos pais e familiares a importância da Lei da Guarda Compartilhada, aprovada em dezembro de 2014 no Brasil. A HQ serve para esclarecer algumas dúvidas que naturalmente surgem em volta do tema. A publicação também convida os leitores a uma reflexão sobre os benefícios da lei, mostrando a sua importância para o desenvolvimento e formação psicológica das crianças. A revista está disponível para leitura gratuita no blog do projeto e para patrocínio das edições impressas, feitas sob demanda. No blog também há links para entrevistas e cartilhas sobre o tema.

Direitos para todos

Quais são as diferentes possibilidades de promover a acessibilidade da leitura? Quem for ao CCBB-Rio, entre os dias 5 e 8 de junho, poderá conferir, pela primeira vez no Brasil, uma instalação inovadora, que demonstrará de forma interativa e lúdica as possibilidades de leitura. Os nove formatos presentes no livro da jornalista Claudia Werneck estarão expostos nas estações tecnológicas da exposição, que tem como foco receber crianças com e sem deficiência.

O objetivo é elas conhecerem a história do livro na medida em que juntas compartilham as experiências de cada formato. Viverão juntas o que é a inclusão e receberão exemplares. Claudia Werneck estará em todas as visitas para contar o fim do livro e também promover uma dinâmica que permita as crianças compartilharem entre si o que viveram na visita, também aberta a qualquer pessoa que queira conhecer. Mas o foco é o público infantil.

“Leitura Acessível” é um projeto nacional que começará no Rio de Janeiro. A instalação estará disponível no CCBB até 8 de junho, das 9h às 21h, com visitas a cada 3 horas: 9h, 12h, 15h, 18h, com a presença de monitores. Para as visitas, as senhas serão distribuídas 30 minutos antes.

O projeto também é realizado através de oficinas em outros locais, além do CCBB, como Instituto Benjamin Constant, escolas públicas e o Hospital da Lagoa. Trata-se de um projeto inédito e inovador, sem precedentes no Brasil e exterior, que reúne tecnologia de ponta aliada à metodologia e práticas de ações democráticas de atuação social, cultural e educacional. A instalação foi criada pelo renomado cenógrafo de novelas da TV Globo, como “Meu Pedacinho de Chão”, Tadeu Catharino.

Para Drummond…

Por Artur Melo, 12 anos
Estudante do 7º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Ao ler o poema Verbo Ser, de Carlos Drummond de Andrade, o menino Artur Melo ficou intrigado e pensativo. O poema mexeu com ele. Não pensou duas vezes e resolveu dar um retorno ao poeta. Confira abaixo:

Verbo Ser – Drummond 
Que vai ser quando crescer? 
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.

Resposta do menino Artur Melo ao poeta Carlos Drummond de Andrade

Prezado Drummond, li o seu poema Verbo Ser e fiquei com vontade de responder a algumas de suas perguntas em forma de um poema, porém me falta o seu talento, então, resolvi escrever uma carta mesmo.

Que vai ser quando crescer? desse primeiro verso, você criou todo o poema e, pelo jeito, percebi que você também não gosta muito dessa pergunta, eu não gosto mesmo. Nenhuma criança deve viver pensando no que vai ser quando for adulto, nem pode, nem dá para pensar nisso, mesmo que os adultos queiram. Se insistirem, nós inventamos e nos livramos.

A cabeça de uma criança está sempre pensando em outras coisas, como você disse, ela já tem um corpo e um jeito. O coração de uma criança está sempre mais acelerado, o corpo de uma criança está sempre em movimento, o pensamento de uma criança está sempre onde tem brincadeira e alegria.

Acho que, mesmo se ela estiver sofrendo, se tiver um jeito, ela vai querer brincar e se alegrar. Pensando bem, acho que é por isso que faz travessura: o coração acelera o corpo, o corpo acorda os pensamentos para as melhores traquinagens.

Eu acho que o ser de uma criança só pode ter a ver com isso, o restante “não dá para entender”. Vamos ver, deixar acontecer… “Tenho de mudar quando crescer?” Você pergunta. Uma vez criança, sempre criança , bem poderia ser. Mesmo bem velhinho, como você, não esteve criança para escrever? Eu também quero “crescer assim mesmo, sem ser. Esquecer”

Além da sala de aula

Para quem acredita no poder da comunicação além da sala de aula, acaba de ser lançada a versão em português , pela Fundação Lemann,do Remind, aplicativo que permite criar grupos com as turmas e mandar mensagens gratuitas para alunos e seus responsáveis. O professor se conecta pela internet e os estudantes e pais recebem os comunicados por e-mail – ou pelo celular e tablet, nos sistemas iOS e ou Android.

O objetivo da Remind, que já faz sucesso nos EUA, é tornar os estudantes e os pais mais envolvidos nos estudos e economizar tempo dos professores. De acordo com pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard, uma comunicação eficaz entre professores e familiares dos alunos aumenta em 42%, em média, as chances dos estudantes completarem os deveres de casa e reduz em 25% o número de vezes em que o professor precisa redirecionar a atenção dos alunos para a tarefa principal.

Além de baixar o aplicativo gratuitamente, os educadores também podem participar da comunidade Remind. Os membros têm acesso prioritário a novos recursos e recebem vídeo-tutoriais e dicas de uso.

O aplicativo deve ser baixado no seguinte endereço: www.remind.com

Flipinha: Mário de Andrade

Entre os dias 1 e 5 de julho, em mais uma Festa Literária Internacional de Paraty, a Flipinha 2015 avisa que vai chegar com conteúdos ricos, histórias emocionantes e encontros surpreendentes em sua esperada Ciranda dos Autores. Este ano, 14 escritores e ilustradores se reúnem para representar a diversidade de gêneros e a criatividade da literatura infanto-juvenil brasileira.

Homenageado da Flip 2015, o escritor Mário de Andrade será lembrado na Flipinha por meio da obra de dois autores: Luciana Sandroni, autora de O Mário que não era de Andrade (Companhia das Letrinhas), e Odilon Morais, ilustrador do livro Será o Benedito! (Cosac Naify, 2008). A clássica literatura brasileira estará presente também nas obras de outra convidada, a ilustradora Simone Mathias, que ilustrou, entre outros, o livro O estribo de prata (Record), com texto de Graciliano Ramos. Para a cidade de Paraty, que está na rota de se tornar uma cidade leitora, o maior sentido dessa Festa é o envolvimento de toda a comunidade, em especial as crianças e os jovens.

Acompanhe as novidades da Flipinha

O que significa educação para você?

Respostas diferentes, às vezes antagônicas, viriam de pais, educadores e alunos, se assim fossem questionados. Para alguns, Educação seria uma forma de qualificação profissional e consequente aumento de renda. Para outros, o ensino de valores e princípios éticos.Considerando um conceito de educação ampliado, que aqui denominamos de Educação Integral Transformadora, pedimos que 39 educadores cocriassem essa definição, o que resultou no texto abaixo:

Educação

É um processo de desenvolvimento integral de todas as potencialidades do indivíduo. Requer atuação conjunta de todos os sujeitos envolvidos no ato de educar (pais, professores, comunidade etc.) e pressupõe um olhar sistêmico para o processo de aprendizagem, de maneira a propiciar a autotransformação do ser.

Para bem educar é necessário amar, ouvir, respeitar e acolher as diferenças. Juntamente ao comprometimento e responsabilidade por parte de quem educa e pelo educando. Esses aspectos permitirão que o educando possa superar suas dificuldades e a educação possa se constituir em uma ponte capaz de gerar a verdadeira liberdade.

A educação é também um processo cultural, é formar opinião, é desejo e vontade de aprender. Quando consegue gerar vínculos torna-se uma experiência capaz de nutrir. Quando, na condição de educadores, nos permitimos perceber e sentir a subjetividade que é inerente à educação e guiar os educandos pelo exemplo positivo de nosso ser e agir coerentes.

Integral

Dentro das especialidades, a Educação abrange o máximo possível as outras áreas. Envolve a diversidade, plenitude, ligações, conexões, inter-relação, consistência, totalidade, inteireza, completude, diversidade e flexibilidade, funcionamento orgânico e em rede com foco na vida. Requer presença real e significativa do educador. Contempla aspectos de ordem micro e macro dentro de um todo complexo.

Transformadora

Educação que é capaz de desabrochar o potencial da semente latente em cada educando, por meio de ciclos contínuos de transmutação, aspecto típico de seres que hospedam a Vida. É a educação que consegue produzir mudanças em atitudes, que não mudam a essência do ser, mas conseguem torná-lo melhor, alterar seu estado de consciência. Que constrói pontes que permitem o crescimento contínuo.

Educação que é libertadora, que consegue afetar o desabrochar do querer do educando para sua autotransformação. Que provoca a inquietude interna e externa do educando para o aprendizado. Que é capaz de trazer o educando junto ao processo de aprendizagem e inspira ao querer crescer e transformar-se.

*Este artigo foi cocriado por 39 educadores, no primeiro dia da pós-graduação em Educação Integral Transformadora da Associação Gente de Bem (www.gentedebem.org), realizada em parceria com a Embaixada da Finlândia (http://www.finlandia.org.br), país que têm um dos sistemas educacionais mais admirados do mundo. A Associação Gente de Bem colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

25 anos do ECA

Os jovens estudantes, de 6 a 16 anos, que gostam de desenhar, vão poder mostrar seus talentos. O Plenarinho, portal infanto-juvenil da Câmara, lançou um concurso para escolher a ilustração da capa da edição comemorativa dos 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. O prazo para enviar o desenho é até 29 de maio, exclusivamente pelos correios.

O objetivo do concurso é divulgar o ECA para as novas gerações, para que entendam seu conteúdo e sua importância, marcar os 25 anos do ECA, resgatando sua trajetória histórica e contribuindo para a reflexão acerca dos desafios atuais; e valorizar a criatividade e o imaginário associado aos direitos da infância, sob o ponto de vista das crianças e dos adolescentes.

A proposta da ilustração para ser utilizada na composição da Capa da Edição Comemorativa dos 25 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente deve ser desenvolvida à mão livre. A ilustração poderá ser produzida com as técnicas de desenho ou pintura,  deve ser de autoria da(o) participante e também  deverá ser apresentada em formato A4, com margens de 1,5 cm, em papel de gramatura 180g ou aproximada ou espessura cartolina.

Veja aqui o regulamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O endereço é: Plenarinho, Anexo I da Câmara dos Deputados, 16º andar, sala 1609, CEP 70.160-900, Brasília – DF. Para maiores informações, acesse www.plenarinho.leg.br ou ligue para (61) 3216-1804

Direitos humanos – avanços e desafios

Para comemorar os seus 21 anos, a Andi – Comunicação e Direitos vai promover o seminário ANDI 21 anos – A mídia brasileira e os direitos humanos: avanços e desafios. O evento busca estimular as boas práticas jornalísticas no Brasil, com vistas à defesa e a proteção de direitos e ao desenvolvimento humano. Ao longo dos dias 16, 17 e 18 de junho,  especialistas do Brasil e da América Latina estarão reunidos, em Brasília, para discutir a trajetória dos meios de comunicação em relação aos direitos humanos, ao enfrentamento das desigualdades e ao desenvolvimento inclusivo e sustentável.

A Andi promove este espaço qualificado, ao comemorar mais de duas décadas de aplicação de tecnologias sociais inovadoras, de forma a compartilhar metodologias de vanguarda no apoio a comunicação em favor de sociedades mais justas e democráticas. Estas iniciativas foram replicadas no Brasil e internacionalmente pela Rede ANDI Brasil e Rede ANDI América Latina.

O encontro vai oportunizar o balanço dos impactos de ações de monitoramento, qualificação e mobilização da mídia, orientadas para o debate público em torno de algumas das mais relevantes temáticas socioambientais do país. Nos três dias do evento, a programação terá como foco: a) a Andi, sua trajetória e a redução da maioridade penal; b) Primeira infância e mídia no Brasil; c) A mídia, direitos humanos e inclusão socioambiental. e d) Violações de direitos na mídia brasileira – debate necessário.

Confira a programação

 

Toren: produção nacional

Acaba de ser lançado o game brasileiro Toren. A mídia especializada vem divulgando o lançamento pois o game de R$ 400 mil, da produtora Swordtales, de Porto Alegre, foi a primeira produção nacional a captar recursos através da Lei Rouanet, criada pelo Ministério da Cultura para incentivar a arte brasileira.

Com versões para PC e PS4, Toren chega às lojas virtuais por R$ 19,99 e R$ 29,99 na PSN, e espera elevar o nível de qualidade dos games nacionais. Em entrevista ao IGN Brasil, Alessandro Martinello, diretor criativo da Swordtales, avisa: “Queremos ser um exemplo de qualidade e de superação. Ainda dá para contar nos dedos os jogos brasileiros que fazem isso”.

O jogador assume o papel da Criança da Lua, uma garota que deve enfrentar monstros e resolver quebra-cabeças enquanto escala a gigantesca torre que dá nome ao game. Com influências de jogos como “The Legend of Zelda” e “Ico” em termos de exploração e ambientação, “Toren” tem um visual bonito, bem artístico, e acompanha o crescimento da Criança da Lua. Ao longo da história, a protagonista deixa de ser uma menina frágil para se tornar em uma verdadeira guerreira.

Visite o site do jogo

Animação para professores

Durante o Festival Internacional de Animação do Rio – o Anima Mundi, que acontece entre os dias 10 e 15 de julho, no Rio, uma série de cursos serão oferecidos ao público. Um deles é voltado para professores. O curso básico responde a uma demanda que surgiu com a implantação do projeto Anima Escola na rede municipal do Rio de Janeiro. Diferentemente do projeto, a inscrição para este curso pode ser individual.

O curso pretende apresentar aos professores o potencial educacional da linguagem da animação e possibilitar sua utilização em sala de aula. Durante as cinco aulas (carga horária de 15 horas), filmes selecionados serão exibidos para debate. Através da manipulação e confecção de brinquedos ópticos, os professores conhecerão a história da animação. Além disso, haverá aulas práticas para a produção de pequenos filmes animados em diferentes técnicas de animação.

Para que o professor possa realizar esses filmes na escola, ele irá conhecer as alternativas técnicas existentes para a captura, edição e sonorização de filmes de animação e, em especial, o sistema MUAN (Manipulador Universal de Animação – www.muan.org.br). Todas as aulas serão realizadas na sede do Anima Mundi no Rio de Janeiro, que fica na Rua Elvira Machado, 5 – Botafogo. Contato pelos telefones: 2543-8860 / 2541-7499. Investimento R$400,00. Todo material do curso será fornecido por Anima Mundi.

Um dia no senado

Estão abertas as inscrições do Concurso de Redação do Senado Federal. Trata-se do Projeto Jovem Senador 2015, uma seleção anual do Senado Federal que tem o objetivo de promover, aos estudantes do Ensino Médio das escolas públicas, conhecimentos sobre a estrutura e funcionamento do Poder Legislativo no Brasil. Os interessados devem escrever uma redação com o tema “Participação política: no parlamento, nas ruas e nas redes sociais”.

Vinte e sete redações serão selecionadas, uma por unidade da Federação. Seus autores irão à Brasília para conhecer o trabalho do legislativo, bem como o processo de produção de um projeto de lei. Também poderão apresentar sugestões a serem debatidas pelos senadores.

De acordo com a diretora da Secretaria de Relações Públicas do Senado, Andréa Valente, o programa é importante em dois quesitos: estimula a escrita da Língua Portuguesa e fomenta a cidadania entre os jovens. “Ao conhecerem como funciona o parlamento, os estudantes entenderão a sua importância para a vida deles, da sua família e da sua comunidade. Após, conhecerem esse processo, terão a compressão de que todo cidadão brasileiro pode e deve acompanhar, bem como participar do trabalho legislativo”, afirma a entrevistada.

Para participar os estudantes devem estar matriculados na rede de ensino público e devem ter, no máximo, 19 anos. As redações deverão ser entregues, até o dia 21 de agosto. Após, este prazo, elas serão enviadas para uma comissão de especialistas da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc) de cada estado que vai escolher as três melhores redações, que posteriormente encaminhará para a comissão julgadora do Programa Jovem Senador.

Leia o regulamento e participe

Canal da Educação é lançado

Do Canal Tela Viva e do Portal do Ministério da Comunicação

O ministro das Comunicações Ricardo Berzoini assinou, no dia 14 de maio, portaria conjunta com o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, para implantação do Canal da Educação, um dos quatro canais públicos previstos no decreto da TV digital. O canal poderá ser assistido por todos os residentes dos municípios onde houver pedido de consignação por parte do MEC.

O Canal da Educação poderá veicular até cinco programações diferentes ao mesmo tempo, utilizando o recurso da multiprogramação. Além disso, terá prioridade na faixa do chamado VHF alto, que hoje engloba os canais 7 a 13 da TV analógica. Além do mais, pode contar com os recursos da interatividade, caso os telespectadores desse canal disponham de um sep-top box com Ginga C. “Certamente a doação desses conversores para as escolas está contemplada nas estratégias do MEC”, disse o ministro.

Berzoini disse que o sucesso do canal depende de acesso à web de qualidade nas escolas. Para isso, já está conversando com o ministro Janine para juntar orçamentos e estratégias para que a melhor banda larga do Brasil seja a das escolas. “Nós queremos ter um projeto pedagógico que efetivamente possa usufruir de todos os avanços tecnológicos e o estudante mais carente tenha acesso também e essa diversidade cultural e tecnológica”, completou.

O MEC deverá solicitar ao Ministério das Comunicações a consignação do canal tão logo haja viabilidade técnica. Em relação ao conteúdo do canal, o MEC prevê a criação de uma ouvidoria e de um conselho de programação, formado inclusive por membros representantes da Câmara e Senado, além do governo e sociedade civil. Os critérios para operacionalização e contratação de conteúdos ainda serão regulamentados pelo MEC.

Promoção social na TV

Por Lawrenberg Advíncula da Silva
Professor de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso

Para quem assistia incrédulo à estreia do antigo programa A porta da esperança, do SBT, em idos de 1984, jamais seria possível imaginar que o formato popularesco e apresentado por Silvio Santos se consolidar ao longo das últimas três décadas como solução de entretenimento pedante na TV aberta no Brasil.

A fórmula é previsível, mas o suficiente para arrebanhar a audiência de uma parcela da população brasileira, cuja tradição televisiva tem como referência nomes como Ratinho, Netinho de Paula, Gugu Liberato ou mesmo Luciano Huck.

São programas conduzidos por apresentadores carismáticos, mas pouco politizados. Sob a lógica nefasta da audiência, transformaram-se em verdadeiros abutres por histórias de tragédia e total miséria humana. Quando encontram estas histórias, atribuem-lhes a aparência de telenovela da vida real, ao fazer uso de trilhas musicais de forte apelo emocional, de entrevistas invasivas em planos fechados e superclose, de exploração melodramática senão forçada de entrevistados totalmente fragilizados.

Afinal, o objetivo é chocar e comover, espevitando por tabela a argúcia de quem senta no sofá. O choque é para chamar a atenção de uma audiência cada vez mais indiferente ao mórbido e sanguinolento, nem que por alguns minutos. Já a comoção visa a assegurar e prolongar esta atenção com base em estudos científicos na área de psicologia comportamental e psicanálise freudiana. Nessas ações também se fazem notar a identificação e a subestimação, assim que em cada biografia capciosamente espetacularizada evidencia-se um cínico interesse desses programas em serem portadores da esperança, senão assumirem a imagem de tutores dos oprimidos.

Manipulação midiática

Trata-se de um arsenal audiovisual e capaz de converter biografias comuns de um país historicamente desigual em sucessos cinematográficos. No SBT, seus maiores representantes são o Programa do Ratinho e o Domingo Legal (“De Volta para Minha Terra” e “Construindo um Sonho”), sem falar do extinto Show da Gente, que tinha o quadro “Um Dia de Princesa”. Na Record, o programa O Melhor do Brasil, apresentado por Rodrigo Faro, tem os quadros “Hora da Virada” e “Confesso que vivi”. Enquanto na Globo o destaque é o Caldeirão do Huck, com quadros como “Lar Doce Lar” e “Lata Velha”.

O verdadeiro objetivo desses programas é o de assumirem a imagem de tutores dos oprimidos, ludibriando a fé de indivíduos com predisposição a reagir passionalmente a todo tipo de mensagem persuasiva. Ou seja, uma manipulação midiática de caráter capcioso e manifestada de acordo com o grau de sagacidade de produtores e diretores de televisão, que mais uma vez ressalta a gradual queda de criatividade na programação televisiva no Brasil.

Oficina ecológica

O projeto Rede Escola Rio (RER), iniciativa que promove a valorização dos processos de aprendizagem entre professores e alunos da rede municipal de ensino, realiza, nesta sexta-feira, dia 15, no Jardim Botânico, uma oficina ecológica. A atividade, que vai das 14 às 17 horas, é aberta a educadores da rede municipal.

“A proposta do RER é incentivar os participantes, por meio de oficinas multimídias, a explorar a importância de áreas verdes em seus bairros e expressar seus olhares, em produções audiovisuais que falem sobre a relação dos cariocas com o espaço natural do Rio”, destaca Juliana de Carvalho, da Bang Filmes & Produções, responsável pela realização do projeto que tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura /Lei de incentivo a Cultura – ISS, e Americanas, Americanas.com, Estácio e HOPE Serviços.

Ricardo Torres, engenheiro florestal, vai comandar a oficina. Ele vai falar sobre o bioma Mata Atlântica e o papel da escola na sua preservação. Haverá também uma visita guiada com a equipe do Jardim Botânico. Para Ricardo, “O RER traz, também em sua essência, a escola como a indutora de todo e qualquer processo de mudança de consciência para uma ação cidadã na busca por recuperar e preservar seus espaços naturais e paisagísticos. É um projeto que, literalmente, nasce com a semente”, teoriza.

Bioma da Mata Atlântica
Na época do descobrimento cobria vastas extensões da zona costeira brasileira, desde o Rio Grande do Sul até o Rio Grande do Norte. Encontra-se hoje reduzida à aproximadamente 10% de sua cobertura original. Não obstante a destruição ao longo de séculos, projetos que buscam restaurar condições de cobertura vegetal em importantes bacias hidrográficas brasileiras, têm se tornado casos de sucesso e multiplicadores.

A importância de práticas de plantio na escola
Desde a semente, desenvolvimento da muda, plantio e manutenção inserem a comunidade escolar no ciclo completo de formação de uma árvore. Essa semente inicial pode e deve ser plantada no próprio espaço da escola, pois é ali que estudantes e educadores vão diariamente e serão os vigilantes do seu desenvolvimento.

Mais informações no contato – contato@redeescolario.com.br

Lixo eletrônico

Até 90% do lixo eletrônico do mundo, com valor estimado em 19 bilhões de dólares, é comercializado ilegalmente ou jogado no lixo a cada ano, de acordo com um relatório divulgado na última terça-feira, dia 12 de maio, pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma). A indústria eletrônica, uma das maiores e que mais crescem no mundo, gera a cada ano até 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico de bens como computadores e celulares smartphones. Segundo previsões, este número pode chegar a 50 milhões de toneladas já em 2017.

Entre 60 e 90% destes resíduos são comercializados ilegalmente ou jogados no lixo, de acordo com o Pnuma. A Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) estima que o preço de uma tonelada de lixo eletrônico gira em torno de 500 dólares.

Seguindo esse cálculo, estima-se que o valor do lixo eletrônico não registrado e informalmente manuseado, incluindo os que são comercializados ilegalmente e despejados, encontra-se entre 12,5 a 18,8 bilhões de dólares por ano. O mercado global de resíduos, desde a coleta até a reciclagem, é estimado em 410 bilhões de dólares por ano, gerando emprego e renda.

O relatório aborda questões relacionadas ao tratamento e descarte apropriado dos resídios em geral, inclusive seus possíveis danos para a saúde e custos relacionados. Entre os casos citados, inclui as novas orientações sobre pneus usados e reformados no comércio brasileiro, que proibiu a importação de todos os pneus usados e reformados em 2000.

Esta restrição provocou uma ampla discussão entre os países vizinhos e o Brasil foi acusado de violar o acordo de comércio regional. Argumentos ambientais e de saúde pública foram a principal defesa das medidas.

Fonte – ONU

Infância e cultura

Redação do MinC

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, reuniu-se, no dia 11 de maio, em Brasília, com o Grupo Nacional Cultura Infância para discutir a busca de alternativas viáveis para a inclusão da infância no âmbito da cultura. Formado em 2008 por iniciativa do MinC, o grupo reúne profissionais de diversas áreas de todas as regiões do país com o objetivo de incluir a infância, de forma integral, na política cultural brasileira.

Uma das propostas surgidas na reunião foi a criação de um plano de trabalho abrangente da cultura da infância, no qual estejam contempladas diferentes áreas, como audiovisual, artes e cidadania, além de possíveis parcerias com a educação.

“É preciso que a questão da infância seja incluída na pauta da cultura como um direito e uma forma de aumentar o repertório da criança”, destacou Karen Acioly, do Centro de Referência da Cultura da Infância do Rio de Janeiro e uma das integrantes do grupo. Segundo ela, nesse processo, é preciso ter em conta a perspectiva da identidade e um olhar para a economia da cultura da infância.

Juca Ferreira afirmou que, além do programa Mais Cultura nas Escolas, que atende a crianças do ensino fundamental, o ministério está buscando um diálogo mais amplo com o Ministério da Educação. “É um tema que precisa ser incluído na discussão sobre o Plano Nacional de Cultura”, ressaltou.

Juana Nunes, que será responsável pela Secretaria de Educação e Formação Artística e Cultural (Sefac), que está sendo criada no MinC, será a responsável pela coordenação de um grupo de trabalho específico sobre a cultura da infância dentro do ministério. A proposta é que todas as secretarias participem. “É preciso ter uma dimensão mais ampla da cultura da infância, além da educação, e incluir outros aspectos, como o da produção, do acesso e da identidade”, destacou.

Por parte do ministério, além do ministro e de Juana Nunes, participaram da reunião a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Ivana Bentes, e o secretário do Audiovisual, Pola Ribeiro. Representando o Grupo Nacional Cultura Infância, estiveram presentes Luiza Lins, da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis; Clarice Cardell, da Rede Nacional pela Primeira Infância, e Emidio Sanderson, diretor do Festival TIC e articulador do Plano Cultura Infância do Estado do Ceará.

Para rir ou chorar?

Vivemos em uma sociedade marcada pela tecnologia, em que os celulares, aplicativos e fotografias tomaram conta de praticamente todos os espaços e momentos de nossa vida. Mesmo que algumas pessoas não se incomodem com isso, é comum nos questionarmos o quão saudável é esta relação. Um deles é o ilustrador Jean Jullien.

O artista francês divulgou, recentemente, em ilustrações irônicas, algumas situações do dia a dia da sociedade, promovendo uma reflexão sobre a estranheza do mundo moderno. Nas imagens abaixo, ele retrata como a tecnologia pode servir de barreira para disfarçar a frieza de nossos relacionamentos interpessoais e lembra-se de expor ainda mais o narcisismo dos nossos tempo.

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Jovens sonhadores

Um livro para instigar e provocar os jovens (e por quê não os adultos?). Em o Manual para jovens sonhadores, a autora Nathalie Trutman ensina que “uma das melhores coisas dessa vida é a capacidade que temos de sonhar. Jovens, essa habilidade que temos de sonhar e acreditar que tudo é possível é o maior bem que possuímos. E sabe o que é o mais legal? Quando se trata de sonhos, o que mais conta não é alcançá-los. O que mais conta é a jornada. A jornada é, no final, a nossa vida”, destaca.

Acesse o livro aqui

Dividido em 11 capítulos, o livro traz ilustrações de Emily Chen. A obra fala sobre as escolhas, o envolvimento dos adultos e da escola nas opções dos jovens, na produção e ou aniquilação da criatividade. Aborda também os medos, as angústias e os processos de desenvolvimento, formação e amadurecimento dos jovens.

“A vida é assim”. Quantas vezes já ouvimos essa resposta? Enquanto somos jovens, indecisos, pensamos em todo o longo futuro que temos pela frente e nas inúmeras possibilidades que se vislumbram. Os adultos, nos seus papéis de orientadores, muitas vezes tratam de colocar-nos “com os pés no chão”, julgando-se cautelosos e com a melhor das intenções. E, assim, aprendemos a mentir para nós mesmos e a sufocar nossos sonhos”, frisa.