Turma do planeta

Ziraldo e Zuenir Ventura já entraram para a Turma do planeta.
E você? Participe e apoie esta ideia.

Um grupo de crianças e animais que está disposto a salvar o mundo. Eis a Turma do Planeta, uma criação da jornalista e escritora Silvana Gontijo, presidente do planetapontocom. Ela acaba de lançar uma campanha de financiamento coletivo que pretende dar vida à turma, encantando e divertindo crianças, jovens e adultos. E ao mesmo tempo: conscientizando todos sobre a importância da sustentabilidade, da preservação e recuperação dos rios de nossas cidades. A campanha termina hoje, às 23h59. Participe!

Acesse e participe

Confira os depoimentos de Zuenir Ventura e Ziraldo.

“O projeto reúne um livro e quatro revistas da Turma do Planeta. Cada tarefa que essa turma se dispõe a cumprir é uma aventura. A primeira delas é salvar o rio do bairro onde moram. Esta é a história do livro “Fala, Bia”. Já as revistas trazem outras peripécias do grupo e passatempos. Os personagens da Turma do Planeta também estão presentes em games e aplicativos que misturam muita diversão a conteúdos escolares, meio ambiente e educação para valores”, esclarece Silvana.

Para apoiar é simples. Basta que você escolha uma recompensa, no site da Bookstart, e colabore com a campanha. São vários recompensas e prêmios que têm o objetivo de estimular as crianças e jovens a pensar um pouco mais sobre o planeta. De acordo com Silvana, 10% do resultado líquido da campanha será investido em pesquisa nas áreas de inovação para a educação através do planetapontocom e na recuperação dos rios urbanos brasileiros através do movimento O rio do Rio.

Sonho de criança

A campanha Papai Noel dos Correios chega à 26ª edição. A ideia é simples: a instituição recebe cartas de crianças endereçadas ao Papai Noel. Os interessados em concretizar os sonhos respondem aos pedidos de presentes de natal. Participam do processo crianças em situação de vulnerabilidade social. A campanha contempla também cartas de estudantes das escolas da rede pública (até o 5º ano do Ensino Fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.

Saiba mais no portal dos Correios

No ato da retirada da carta, deverão ser informados nome e telefone de contato. Os presentes deverão corresponder aos pedidos formulados nas cartas. Não há limite de cartas por padrinho, mas lembre-se de que você é responsável pelas cartas que pegar para adotar. Uma desistência impede que a carta seja adotada por outro padrinho.

Caso o brinquedo seja frágil, acondicione-o de forma adequada, utilizando caixa e escreva “Frágil” no pacote. Bicicletas devem ser entregues, preferencialmente, em caixas. Escreva o número de identificação da carta na embalagem do presente. Os presentes deverão ser numerados com a mesma numeração da carta, pois é este número que identificará o endereço da cartinha adotada. É preciso entregar os presentes nos locais e prazos definidos pelos Correios da sua localidade.

Caso os presentes não possam ser entregues às crianças (em razão de endereço insuficiente, incorreto ou mudança de destinatário, entre outros motivos), serão doados pelos Correios a instituições sem fins lucrativos.

Terrorismo e as crianças

Da Revista Exame

Desorientadas e impotentes, muitas famílias percebem que a ameaça terrorista está em suas vidas e se perguntam como explicar às crianças eventos trágicos como os atentados ocorridos em Paris. Procurando responder algumas dessas perguntas, os jornais franceses Le Monde e Le Figaro conversaram com especialistas em psicicologia infantil.

Veja a seguir as principais dicas.

Não entre em pânico
Os sentimentos são contagiantes e as crianças são altamente susceptíveis às angústias de seus familiares. Por isso, a melhor maneira para os pais abordarem o assunto é, antes de tudo, controlar suas próprias emoções, aconselha o psicólogo Jean-Luc Aubert, em entrevista ao Le Monde. “É preciso estar vigilante para a apresentação dos fatos, evitando o palco e a dramatização”, diz.

Evite a expor as crianças à imagens violentas
Quando tragédias de grande comoção ocorrem é comum que os noticiários repitam à exaustão imagens do evento em questão. Por este motivo, o ideal é que os adultos reduzam a exposição das crianças a esse “sofrimento sem fim”. “Não devemos deixar a televisão ligada, com estas imagens que passam em ‘loop’. Para os pequenos parisienses, a situação é ainda mais angustiante, porque eles sentem de perto o perigo. Mas, em tais situações extremas, as distâncias não têm nenhum significado para as crianças, porque o mundo está encolhendo”, explica ao Le Fígaro Genevieve Djenati, psicólogo e psicoterapeuta.

Terrorismo, fanatismo… até onde ir na explicações
Estado Islâmico, terrorismo, fanatismo…A lista de palavras associadas ao atentado em Paris e seus desdobramentos pode confundir até mesmo um adulto, imagine então uma criança? Para resumir os principais fatos, o melhor segundo Jean-Luc Aubert é ficar nas palavras simples.: “Tem ocorrido ataques em Paris, com alguns mortos”, e ponto. Antes da idade do primário, não há necessidade de dizer mais, defende o psicólogo em entrevista ao Le Monde. É possível que a criança ouça mais coisas fora de casa, aí, o especialista sugere que os pais reabram a discussão em casa, mas evitando tanto quanto possível antecipar as perguntas dos pequenos. Pode-se, por exemplo, explicar que os ataques são obra de pessoas “muito, muito doentes”, que atacam os outros por razões que até mesmo os adultos nem sempre entendem. O psicólogo também sugere trabalhar na repetição com as crianças, a fim de destacar o caráter excepcional do evento. “Por exemplo, podemos dizer-lhes que se trata de ‘muito, muito poucas’ pessoas na sua cidade”, diz.

Procure manter a rotina; vida que segue
Outra dica preciosa dos especialistas em psicicologia infantil é que os adultos mantenham, dentro do possível, a sua rotina. “Embora nas cabeças dos pais tudo se torne perigoso, é importante não ficar bloqueado. Confinamento gera psicose e fobias. Em crianças, isso pode se traduzir em fobia escolar”, alerta Genevieve Djenati, em entrevista ao Le Fígaro. Ele defende que as famílias busquem viver o mais normalmente possível e que sejam cautelosas no uso das palavras. A dica também vale para outras entidades. “Em escolas, eu acho que seria bom organizar grupos de discussão para criar trocas e não hesitar, em alguns casos, em corrigir as palavras negativas pronunciadas pelos pais e repetidas pelas criança”, defende.

Paz: do lar para o mundo

Leia a mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da Unesco.
Por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres
Dia 25 de novembro de 2015

A violência contra as mulheres é um grande obstáculo para o cumprimento dos direitos humanos fundamentais. É uma ameaça direta à vida e à saúde de milhões de meninas e mulheres. Também é um sério impedimento para a construção de sociedades inclusivas e sustentáveis. Isso enfraquece a sociedade por dentro, ao criar um clima de medo – às vezes até no próprio lar – que solapa a confiança mútua e enfraquece todo o tecido social, para homens e mulheres, sem distinção.

Este ano, o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres destaca as formas pelas quais esse tipo de violência é prejudicial para a educação de meninas e de mulheres. A educação é um direito humano não negociável. É um pré-requisito para o pleno gozo de muitos outros direitos fundamentais. Muitas meninas e mulheres têm de abandonar a escola devido a casamentos precoces ou forçados. Uma menina em cada cinco admite que é intimidada de forma regular na escola. Em 2015, em todo o mundo, uma garota em cada dez, entre 15 e 19 anos, já foi vítima de abuso sexual – e muitas vezes esse tipo de abuso ocorre no caminho para a escola ou na própria escola. A escola é o lugar ideal para se adquirir a confiança necessária para crescer e se desenvolver: deve ser um refúgio seguro para o estudo. Não podemos permitir que as escolas sejam lugares de medo, violência e perseguição.

A educação também é nossa aliada no combate a abusos, protegendo meninas e as ajudando a se protegerem. Com os seus parceiros, a Unesco está empenhada em promover uma educação inclusiva de qualidade para todos. Como parte da Iniciativa das Nações Unidas para a Educação de Meninas, a Unesco desenvolve ferramentas para os professores na Ásia combaterem a discriminação contra as mulheres e reduzirem os abusos. Com a ONU Mulheres, desenvolvemos políticas para ajudar os Estados-Membros a eliminar a violência de gênero relacionada com a escola. Em países como Filipinas, Senegal, África do Sul, Líbano, Argentina e outros, trabalhamos com sindicatos de professores para encontrar soluções. Essa também é a razão de ser da resolução sobre “Aprender sem medo”, aprovada recentemente pelo Conselho Executivo da Unesco.

Nenhuma sociedade pode florescer se metade da sua população vive com medo da violência e sofre com o preconceito. Esta é a hora de chamar atenção para alguns princípios simples. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Assim como os homens, as mulheres devem ser capazes de usar suas liberdades e fazer suas próprias escolhas, bem como desempenhar seu papel nas decisões que determinam o curso futuro da sociedade. Elas devem ser remuneradas igualmente pelo mesmo trabalho. Vinte anos após a Declaração de Pequim e sua Plataforma de Ação, em um momento em que as Nações Unidas acabam de adotar um novo programa mundial para o desenvolvimento sustentável até 2030, a igualdade e o empoderamento das mulheres nunca foram tão urgentes. Este dia internacional é uma oportunidade para tomar medidas para garantir que eles sejam alcançados.

Livro: o remédio

Os primeiros anos da vida de uma criança são fundamentais para seu desenvolvimento. É nesse período que a formação de conexões cerebrais é mais propícia. Além disso, há cada vez mais evidências de que a arquitetura do cérebro é construída a partir das experiências vivenciadas. Por isso, os médicos afirmam que é muito importante oferecer cuidado, afeto e estímulos o mais cedo possível à criança, até mesmo durante a gestação, para que ela possa desenvolver de forma plena habilidades como pensar, falar e aprender. Neste sentido, um dos principais estímulos que pais e cuidadores podem oferecer à criança – da gestação até aos 6 anos – é a leitura. Prática que se tornou uma recomendação médica dentro e fora do país.

Com o objetivo de mobilizar médicos pediatras a estimularem a leitura parental, a Sociedade Brasileira de Pediatria, em parceria com a Fundação Itaú Social e a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, acaba de lançar a campanha Receite um livrocujo foco é alcançar crianças de zero a seis anos como forma de promover o desenvolvimento infantil integral. Como parte da campanha serão distribuídas aos pediatras a publicação Receite um livro: fortalecendo o desenvolvimento e o vínculo, que traz conteúdo atualizado e baseado em evidências científicas sobre os impactos da leitura no desenvolvimento infantil, bem como orientações de como incluir o estímulo à leitura na prática clínica. Os pediatras também receberão por um ano newsletters bimestrais “Receite um livro”, com exemplos de profissionais e/ou instituições que já realizam o estímulo à leitura em sua rotina, dicas de acesso à livros, conteúdo científico, entre outras informações relevantes sobre o tema.

Clique aqui e confira o livro

Chamada para estudantes

A 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental lançou o Concurso Curta Ecofalante, que premiará os melhores trabalhos realizados por universitários e estudantes de escolas técnicas e de ensino médio. Podem participar trabalhos finalizados a partir de 2013, de até 15 minutos, com temáticas ambientais como: cidades, campo, energia, água, consumo, recursos naturais, mudanças climáticas, povos e lugares, ativismo, poluição e contaminação, políticas públicas socioambientais, economia verde, globalização, mobilidade, habitação, alimentação, vida selvagem, sustentabilidade, entre outras.

Saiba mais no site do concurso

As inscrições podem ser feitas até 10 de dezembro, através do site www.ecofalante.org.br. Todos os filmes que completarem a inscrição no festival serão analisados pela comissão de seleção da mostra. Os critérios de seleção terão como base as qualidades artísticas, técnicas e a relevância temática da obra. A Seleção Oficial do Curta Ecofalante será divulgada no site do festival em fevereiro. Os filmes selecionados concorrem aos seguintes prêmios: Prêmio Curta Ecofalante – Categoria Ensino Médio; Prêmio Curta Ecofalante – Categoria Ensino Técnico e Universitário; Prêmio Melhor Filme pelo Público.

Os curtas serão projetados durante a 5ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que acontecerá em março, na cidade de São Paulo, e o público poderá escolher o melhor trabalho exibido. Os outros dois prêmios – Categoria Ensino Médio e Categoria Ensino Técnicos e Universitário – serão indicados por um júri nomeado especificamente para a seleção. Com a estreia do Concurso Curta Ecofalante, a Mostra, que já realiza uma Competição Latina, passa a ter dois programas competitivos, além dos outros não-competitivos – mostra contemporânea internacional, panorama histórico, homenagem, mostra escola e circuito universitário.

Star wars e programação

Via Gizmodo e Olhar Digital

A organização não-governamental Code.org, em parceria com a Disney, lançou esta semana um game virtual com os personagens de ‘Star Wars: O Despertar da Força’, que estreia em dezembro nos cinemas. O objetivo é ensinar crianças a respeito dos princípios básicos de linguagens de programação.

No jogo, o usuário precisa controlar o robô BB-8 pelo deserto do planeta Jakku, seguindo as instruções da personagem Rey, uma espécie de catadora de sucata. Para isso, é preciso clicar e arrastar os blocos com as funções de movimento do androide e vê-los sendo executados em uma animação à esquerda da tela.

Após os primeiros níveis, o game então pede que o jogador escreve as funções manualmente, seguindo algumas das ordens usadas em JavaScript – uma das linguagens de programação mais populares do mundo. Entre cada nível, um engenheiro de software que trabalhou em “O Despertar da Força” comenta a respeito do trabalho de um programador.

Ao longo das fases, os cenários vão mudando e você pode jogar também com R2-D2, recebendo instruções da Princesa Leia. Por enquanto, porém, o jogo não roda em português e, para jogar, é preciso definir o idioma da página como inglês. Em breve, a Code.org pretende lançar o jogo em novos idiomas, além de uma versão para smartphones. Confira o game clicando aqui.

Não é censura

Por Bia Barbosa
Jornalista, especialista em direitos humanos e mestra em políticas públicas. Integra a coordenação executiva do Intervozes

Na retomada do julgamento da ADI 2404, na semana passada, o ministro Edson Fachin divergiu de seus colegas do STF e defendeu a manutenção das sanções às emissoras que veicularam conteúdo em horário diferente do recomendado, desrespeitando a classificação indicativa. A ação direta de inconstitucionalidade, movida pelo PTB em 2001 a pedido das emissoras de radiodifusão, busca revogar o artigo 254 do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O texto do artigo prevê multa para as emissoras que desrespeitarem a Classificação Indicativa dos programas de televisão, veiculando conteúdo em horário não apropriado. As empresas de comunicação defendem a tese de que a vinculação horária da programação a faixas etárias para as quais seriam recomendadas representa uma violação à liberdade de expressão.

O julgamento estava parado desde novembro de 2011, após pedido de vistas do então ministro Joaquim Barbosa, e retomou nesta quinta com o voto de Fachin. Para o ministro, o Supremo deve se posicionar sobre o artigo 254 do ECA explicitando que sua interpretação não pode significar a proibição da veiculação de qualquer conteúdo pelo Estado – isso, sim, caracterizaria a prática de censura. Mas pode, sim, significar a indicação de uma faixa horária recomendada para proteger crianças e adolescentes de impactos no seu desenvolvimento psicossocial. E que isso não é censura.

Nas palavras do ministro, “liberdade de expressão e proteção das crianças não são incompatíveis”. Para ele, “esta restrição pontual à liberdade de expressão pode existir em função do que estabelece o artigo 227 da CF”, que garante prioridade absoluta para as crianças e afirma o papel do Estado e da sociedade para protegê-la de todas as formas de violência.

Edson Fachin defendeu sua posição com base no que afirmam diversos tratados internacionais, como o Pacto de San José da Costa Rica (Convenção Interamericana de Direitos Humanos) e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças e Adolescentes.

O ministro também citou decisões da Corte Européia e Interamericana de Direitos Humanos, e da Corte Suprema dos Estados Unidos, que em casos semelhantes reafirmaram a importância da existência de um horário protetivo para a veiculação de determinados conteúdos na TV.

Num voto muito denso e aprofundado, Fachin buscou ainda referências internacionais em documentos como o “Guidelines for Broadcasting Regulation” (Orientações para a Regulação da Radiodifusão), editado pela ONU, e no trabalho de órgãos reguladores como a Federal Communications Commision, dos Estados Unidos, e o Ofcom, do Reino Unidos. E elencou os inúmeros países que contam com mecanismo semelhante à Classificação Indicativa entre as regras que devem ser respeitadas pelos veículos: França, Irlanda, México, Alemanha, Espanha, Canadá, Filipinas, entre tantos outros.

Deixou muito claro, assim, que a política brasileira de Classificação Indicativa está em acordo com o direito internacional e com os padrões internacionais de liberdade de expressão. Ou alguém acha que todos esses países censuram os meios de comunicação? Depois do voto do ministro Fachin, o ministro Teori Zavascki pediu vistas, e por enquanto não há data para a nova retomada do julgamento.

Animação a um passo do Oscar

A animação brasileira O Menino e o Mundo, do diretor Alê Abreu está na lista dos pré-selecionados que disputam as cinco vagas para concorrer ao Oscar de Melhor Animação na premiação de 2016. A Academia divulga a lista final no dia 14 de janeiro, e a cerimônia, que será a 88ª edição, acontecerá no dia 28 de fevereiro.  A obra do brasileiro concorre ao lado do seguintes finalistas: Anomalisa, The Boy and The Beast, O Bom Dinossauro, Cada Um na Sua Casa,  Hotel Transilvânia 2, Divertida Mente, Kahlil Gibran’s The Prophet, The Laws of the Universe, Minions,  Os Moomins na Riviera, Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, O Filme, Regular Show – The Movie, Shaun, o Carneiro, Bob Esponja – Um Herói Fora D’Água, e As Memórias de Marnie.

Leia a entrevista que o diretor concedeu à revistapontocom

O longa nos EUA será distribuído pela empresa GKids, que tem uma forte tradição em lançar animações indicadas ao Oscar. Nesta semana, foram divulgados o cartaz do filme (foto acima), bem como o trailer (assista acima) para o público americano. Na trama, um garoto mora com o pai e a mãe, em uma pequena casa no campo. Diante da falta de trabalho, no entanto, o pai abandona o lar e parte para a cidade grande. Triste e desnorteado, o menino faz as malas, pega o trem e vai descobrir o novo mundo em que seu pai mora. Para a sua surpresa, a criança encontra uma sociedade marcada pela pobreza, exploração de trabalhadores e falta de perspectivas.

Pedofilia e infância

Por Lais Fontenelle
Psicóloga. Instituto Alana
Texto originalmente publicado no site Outras Palavras

No ultimo mês, um triste episódio sobre abuso sexual infantil invadiu as mídias e nos fez parar para refletir sobre o olhar que a sociedade atual, adoecida e machista, tem para mulheres e meninas. Demorei a decidir se escreveria ou não sobre o ocorrido. A demora se deu, talvez, por um desejo de preservar um pouco mais a menina, ou simplesmente porque o tempo demorou a passar para a digestão do fato. Contudo, como mulher, mãe de menina e ativista pelos direitos da infância, não poderia me omitir. Poderia parecer uma aceitação tácita dos fatos, e eu não aceito os fatos. Não podemos mais fechar os olhos para a falta de valores e de limites da sociedade de consumo contemporânea – em que tudo, até as meninas, transformam-se em mercadoria.

Para quem não sabe, Valentina teve que ser valente já aos 12 anos de idade. Após sua primeira aparição no reality show de culinária MasterChef Júnior, foi bombardeada nas redes sociais – não por elogios às suas habilidades, mas pelo assédio sexual de milhares de homens adultos. O episódio teve grande repercussão social, desencadeando reações de proteção à infância e repúdio aos responsáveis. A emissora que veicula o programa divulgou nota lamentando o ocorrido. Os pais, indignados, evitaram falar.

A campanha #meuprimeiroassedio, mobilização contra a cultura do estupro criada pelo coletivo feminista, trouxe à tona pelas redes sociais duros relatos de milhares de mulheres, hoje já adultas, ainda marcadas pelos assédios e abusos sofridos desde a mais tenra idade, não só por desconhecidos, mas por homens bem próximos.

Não é novidade que estamos sendo assaltados pela cultura do estupro e da pedofilia. Basta lembrar que “novinha” é o termo mais usado na busca em sites de pornografia no Brasil. O mesmo acontece com “teen” em diversos países do mundo, demonstrando que acontecimentos como o do último mês, na estreia do programa Masterchef, são mais comuns do que gostaríamos de pensar. Outros dados mais antigos da WCF (World Childhood Foundation), mostram que no Brasil existem mais de 241 rotas de tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual e 1.820 pontos de exploração sexual infantil nas rodovias federais. De acordo com o Disque 100, serviço que recebe e encaminha denúncias desse tipo de todo o Brasil, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2012 foram registradas 37.726 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes em todo o Brasil. Em 2013, esse número caiu para 31.895.

Seria talvez desnecessário relembrar que, segundo a lei, qualquer tipo de relação de natureza sexual com crianças é estupro e, portanto, crime. Uma criança, pela peculiar fase de desenvolvimento psíquico, cognitivo e emocional em que se encontra, não pode ter relação sexual consensual. Por ser criança é vulnerável, sem condições de tomar esse tipo de decisão. Sendo assim, que fique claro: sexo com menores de 14 anos é crime.

Ocorre que, em nossa cultura de consumo, a pedofilia ou estupro não são problemas isolados, de homens doentes. São também fruto do imaginário de uma sociedade que aceita a venda de sutiãs com bojo para meninas de 8 anos e investe milhões em publicidade de maquiagem para meninas de 6 anos, erotizando-as precocemente na tentativa de transformá-las em mulheres objeto, para vender.

Parece natural, hoje, crianças com milhões de seguidores em shows ou nas redes dançando funk com trejeitos sensuais e letras eróticas, como o caso da Mc Melody, ou meninas de 11 anos seminuas em ensaios fotográficos de moda – como apontei em artigo sobre o Caso Vogue Kids, levado ao Ministério Público e cuja decisão judicial tirou a revista de circulação nacional em menos de 48 horas. Outro dado igualmente importante é: 65% das meninas declararam usar o dinheiro da exploração sexual para comprar celular, tênis, roupa o que demonstra que a exploração sexual não se restringe a bolsões de pobreza e se manifesta de diversas formas, assim como o desejo de consumo não é despertado apenas naqueles investidos de poder aquisitivo segundo pesquisa da WCF.

Reforço o papel da cultura de consumo para afirmar, mais uma vez, que a culpa ou responsabilidade pelos abusos sofridos não é das meninas. Elas são vitimadas pelo assédio – não só de homens, mas de toda uma cultura que lucra com seu corpo. Vítimas de uma sociedade que não as protege – antes, só as expõe. É comum hoje vermos os fatos distorcidos em discursos tipo “as meninas já têm sexualidade de mulher adulta ou usam saias e shorts provocativos para atrair a atenção masculina”. Discurso esse que as responsabiliza pelo que sofreram e reforça a cultura do estupro, na qual o agressor torna-se vítima, e não autor de um crime que não poderia ficar impune.

Outro ponto que não pode ficar fora desse debate é a responsabilidade enorme que os pais têm, hoje, ao assumir o papel de educadores em tempos de apelo ao consumo em mídias e redes sociais, como já debati em artigos anteriores (aqui e aqui). Os velhos conselhos passados de mães para filhas – “não aceite balas de estranhos, siga em frente ao ouvir assobios na sua direção, nunca pegue carona” – caem por terra diante da complexidade das relações experimentadas na rede, onde crianças e adolescentes acessam, sem filtro, o mundo adulto e seus perigos.

A partir do momento em que burlamos o limite de idade para criar canais no Youtube ou contas no Instagram e Facebook para nossos filhos, estamos consentindo em abrir as portas para o desconhecido. Essa é nossa responsabilidade enquanto pais, além, é claro, de educar nossas meninas – e meninos também – para se proteger, não tolerar abusos e a denunciá-los quando acontecerem. Já mães e pais de meninos têm o dever de educá-los com outro olhar para o sexo oposto, mais empático, protetor e respeitoso.

Quando deformamos a imagem de uma criança, como no episódio de Valentina, estamos colocando em risco seus direitos. Em 20 de novembro comemora-se a Convenção dos Direitos das Crianças e Adolescentes da ONU, que não tem saído do papel. É tempo de olharmos para Valentina e tantas outras crianças como seres em formação que são sujeitos de direitos. Porque destituídas de direitos, são vítimas. Infelizmente, muitas vezes dentro de suas próprias casas, no convívio familiar ou ambiente escolar.

Façamos valer o artigo 227 da nossa Constituição Federal, que afirma ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Espero que minha menina possa ver florescer no Brasil uma cultura mais humana, feminina e respeitosa para ela e todas as meninas e meninos deste país.

Curtas universitários

A Fundação Cesgranrio e a Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro firmaram uma parceria com o objetivo de desenvolver iniciativas para fomentar a produção cultural e revelar novos talentos. Entre os projetos lançados, está o edital Elipse (Programa Estadual de Fomento ao Curta Universitário), voltado para estudantes universitários dos cursos de Comunicação Social, Cinema e TV, Rádio e TV, Estudos de Mídia, Produção Cultural, Cinema e áreas afins.

Clique aqui e veja a chamada pública na íntegra

A chamada pública, que seguirá com inscrições abertas até 30 de novembro, vai selecionar 12 projetos de curta-metragem para apoio total de realização, com o valor de R$ 12.500,00 para cada um. A produção deverá ter duração mínima de cinco minutos e de, no máximo, 15. Para fazer a inscrição, é necessário que os alunos tenham pelo menos 18 anos e sejam estudantes do ensino superior das redes pública ou privada. A temática do conteúdo a ser desenvolvido no filme é livre.

A abrangência do edital “Elipse”, que compreende não só alunos dos cursos de Cinema, mas também estudantes de outros cursos, como o de Estudos de Mídia, é um dos fatores essenciais para estimular a diversificação da produção audiovisual e inserir novos profissionais no mercado, como avalia o secretário do Centro Cultural da Fundação Cesgranrio, Leandro Bellini.

E se a moda pega por aqui ?

Da BBC Brasil

Enquanto no Brasil escolas que “obrigam” alunos a ajudar na limpeza das salas são denunciadas por pais e levantam debate sobre abuso, no Japão, atividades como varrer e passar pano no chão, lavar o banheiro e servir a merenda fazem parte da rotina escolar dos estudantes do Ensino Fundamental ao Médio. “Na escola, o aluno não estuda apenas as matérias, mas aprende também a cuidar do que é público e a ser um cidadão mais consciente”, explica o professor Toshinori Saito. “Ninguém reclama porque sempre foi assim.”

Nas escolas japonesas também não existem refeitórios. Os estudantes comem na própria sala de aula e são eles mesmos que organizam tudo e servem os colegas.
Depois da merenda, é hora de limpar a escola. Os alunos são divididos em grupos, e cada um é responsável por lavar o que foi usado na refeição e pela limpeza da sala de aula, dos corredores, das escadas e dos banheiros num sistema de rodízio coordenado pelos professores.

“Também ajudei a cuidar da escola, assim como meus pais e avós, e nos sentimos felizes ao receber a tarefa, porque estamos ganhando uma responsabilidade”, diz Saito.
Michie Afuso, presidente da ABC Japan, organização sem fins lucrativos que ajuda na integração de estrangeiros e japoneses, diz ainda que a obrigação faz com que as crianças entendam a importância de se limpar o que sujou.

Um reflexo disso pôde ser visto durante a Copa do Mundo no Brasil, quando a torcida japonesa chamou atenção por limpar as arquibancadas durante os jogos e também nas ruas das cidades japonesas, que são conhecidas mundialmente por sua limpeza quase sempre impecável. “Isso mostra o nível de organização do povo japonês, que aprende desde pequeno a cuidar de um patrimônio público que será útil para as próximas gerações”, opina.

Michie Afuso, presidente da ABC Japan, organização sem fins lucrativos que ajuda na integração de estrangeiros e japoneses, diz que, aos olhos de quem não é do país, o sistema educacional japonês pode parecer rígido, “mas educação é um assunto levado muito à sério pelos japoneses”, defende.

Os pais e a escola

Por Marcus Tavares
Editor da revistapontocom.
Artigo originalmente publicado no Jornal O DIA

Quando foi a última vez que você – mãe, pai ou responsável – foi até a escola do seu filho para saber como andam as coisas? Faz muito tempo, não é? Bem-vindo ao clube dos pais que pouco ou quase nada participa da vida escolar dos filhos. Nesta semana, presenciei uma conversa que me deixou bem supresso. Duas mães estavam na escola, aguardando o elevador, para se dirigirem à reunião dos pais, mais uma convocada pela instituição. Neste momento, uma vira para a outra e diz que estava colocando os pés na escola pela segunda vez em … três anos.

Impressionante. Em três anos, a responsável estava comparecendo à escola pela segunda vez. Entrando no elevador, ela explicou que a primeira foi quando seu filho foi aprovado no concurso que lhe garantiu a vaga na unidade. A segunda, nesta semana, exatamente um mês antes da formatura de seu filho no Ensino Médio. Ela disse isso tudo sorrindo, achando graça. Deu uma vontade de perguntar qual era a graça, mas preferir ficar calado.

Bem, talvez, ela estivesse feliz e envaidecida, querendo dizer que o filho dela nunca deu ‘trabalho’, sempre se comportou bem e, ainda por cima, foi um estudante nota 10. Que bom. Parabéns. Mas não é por aí. A presença da família não deve ocorrer somente quando as coisas não estão bem. Estar presente e acompanhar a vida escolar dos estudantes são atitudes importantes. Não estou dizendo que os pais devem ir todos os dias à escola, prática mais comum de se ver na Educação Infantil e em parte do Ensino Fundamental. Mas devem estar presentes de forma contínua tanto nos bons quanto, e principalmente, nos maus momentos.

Sem a parceria dos pais, como é que a escola vai conhecer mais a fundo o contexto em que vivem os estudantes? Essa conversa é fundamental. E digo mais: ela pode e deve ser feita de forma proativa pelos responsáveis. Por que esperar à convocação da escola para se reunir? Se há algo importante a ser dito, conversado, mediado, é bom se adiantar. A relação entre família e escola precisa ser produtiva e solidária.

Infelizmente, o que se vê, na prática, são pais bastante ausentes, que, muitas vezes, não gostam e não querem ser perturbados. Acreditam que cabe unicamente à escola instruir e educar seus filhos da melhor forma possível. Estão enganados.

Livro gratuito

Em comemorações ao Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo dia 20, a revistapontocom indica o livro África em Artes, produzido pelos pesquisadores Renato Araújo da Silva e Juliana da Silva Bevilacqua. Trata-se de uma obra do Núcleo de Pesquisa do Museu Afro Brasil, que está acessível a qualquer interessado.

Clique aqui e faça o download da publicação

Os autores selecionaram 15 obras de arte africana tradicional que pertencem ao acervo do Museu Afro Brasil, localizado em São Paulo, buscando oferecer ao leitor não apenas um primeiro contato com obras de diferentes povos da África, mas também uma introdução aos diversos tipos de produções do continente, que englobam máscaras, estatuárias, e ainda os chamados “objetos de realeza”, aqueles relacionados ao poder dos chefes ou reis. O livro tem introdução de Emanoel Araujo, diretor curatorial do Museu Afro Brasil.

O livro “África em Artes” descreve a produção artística de 13 povos da África, entre eles os Luba, localizados no sudeste da República Democrática do Congo; Iorubá, que vivem principalmente no sudoeste da Nigéria, sudeste do Benim e em menor número nas regiões do centro-sul do Togo; e os Dogon que vivem, dentre outras regiões do sudeste do Mali, nas falésias de Bandiagara.

“Esse livro serve como um convite ao professor e aos demais interessados explorarem o rico universo da produção artística da África e esperamos que esta publicação seja apenas um ponto de partida”, afirmam os autores.

Infância e publicidade em debate

O Midrash Centro Cultural, localizado no Rio de Janeiro, apresenta este mês o Ciclo Assédio e Infância. Nesta terça-feira, a partir das 20 horas, especialistas falarão sobre a tríade infância, publicidade e consumo. Na mesa, a psicóloga Lais Fontenelle, a especialista em comunicação Nádia Rebouças e a educadora Regina de Assis. Para mediar o debate, o jornalista Marcus Tavares.

“Nossa identidade é cada vez mais reflexo do que compramos. As crianças, desde muito cedo, recebem fortes influências da sociedade de consumo, sendo transformadas pelo marketing e pela publicidade em potentes consumidores. Essas mesmas crianças têm a infância encurtada pela erotização precoce e por meio de valores que elas e, talvez, nem os próprios pais tenham escolhido conscientemente. Com olhares diferentes sobre a questão,os especialistas debatem a publicidade para o público infantil, os youtubers, o papel dos pais e educadores, além dos avanços no campo da política pública”, destaca trecho da programação do Midrash.

O encontro é gratuito. O espaço fica na Rua General Venâncio Flores, 184, Leblon.
Telefone – 2239-1800.

A Copa da Rua

Grupo de estudantes da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch, da rede Faetec, acaba de produzir o vídeo A Copa da Rua. Trata-se de um documentário que traz o futebol de uma forma diferente. Dribles. Gírias. Regras. Histórias de jogadores que veem no futebol um futuro melhor, onde a bola é o lápis que traça o destino rumo ao sucesso. O local não importa na hora de mostrar o seu talento, seja na rua, na praia, na quadra ou no campinho. O curta foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Arquivo.

Confira, abaixo, um relato de um dos integrantes do grupo: Pedro Lucas.

Por Pedro Lucas
Estudante da Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch

O curta A Copa da Rua foi um projeto produzido por nós, alunos do curso de Produção de Áudio e Vídeo na Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch (Eteab), para a matéria de Produção Executiva da instituição, na qual contamos com auxílio de agências de comunicação e parceiros para alcançar o objetivo. A pré-produção durou cerca de um mês e meio, onde pesquisamos aspectos específicos do futebol de “rua” em várias áreas do Rio de Janeiro, seguido por roteirização, escolha de trilhas sonoras e locações.

A produção contou com duas semanas de duração, em que a equipe precisou se locomover por diversas áreas do estado do Rio de Janeiro realizando as gravações. Cada lugar foi um novo aprendizado, pois aprendemos com nossos erros e aprimoramos nossos acertos. Foi a primeira produção externa e de tamanha magnitude da produtora Storm Productions, criada e formada por nós, estudantes da Eteab.

Passamos por dificuldades durante a produção, por que estávamos dependentes de equipamentos de terceiros. Também vivenciamos problemas com cartões de memória e de mobilidade, sem contar os contratempos de segurança sobre o qual passamos com equipamentos em campo.

A pós-produção levou um mês para ser concluída, pois havia muito material gravado em tempo tecnicamente curto para ser alcançado. A edição foi realizada com toda a equipe presente, para opinar e auxiliar o editor. Ao término da edição observamos cada ponto da gravação mais atentamente, vendo o que poderia ser melhorado.

Tendo ciência que tudo estava correto, principalmente as questões de luz e cor, que foram as que mais nos deram trabalho ao logo da pós-produção devido as trocas de tempo que tivemos no dia de cada gravação, conseguimos finalizar o documentário e obter sucesso na nota final de avaliação.

Participar da produção foi bem legal, pois ganhamos muita experiência durante todo o possesso de gravação, desde o primeiro dia de pré-produção ao último dia da pós-produção. Montamos o documentário com o objetivo de mostrar aos telespectadores os tipos de “peladas” que ocorrem em diversas cidades do Rio de Janeiro e os estilos diferentes de se jogar futebol em diversos locais. A intenção também era mostrar as gírias usadas pelos jogadores, os dribles, as posições no jogo e as histórias de algumas pessoas que fazem do futebol um pedaço de sua história.

Foi muito gratificante ter sido selecionado para a mostra  do Festival Internacional de Cinema de Arquivo, promovido pelo Arquivo Nacional.  É muito bom ver o resultado de todo o esforço da equipe para o sucesso do documentário. A exibição acontecerá no dia 13 de novembro, às 10h30, no próprio Arquivo Nacional, que fica na Praça da República, 173, Centro.

Troca de saberes

Da redação da revistapontocom, com colaboração de Roan Saraiva

Nas últimas semanas, as duas escolas do projeto Nave (Núcleo Avançado em Educação), uma localizada em Recife (Escola Técnica Estadual Cícero Dias) e outra no Rio (Colégio Estadual José Leite Lopes), abriram as portas para compartilhar suas práticas com educadores, pais, responsáveis e estudantes de outras escolas da rede pública e privada. Intitulado de Nave de Portas Abertas, o evento contou com a presença dos gestores do projeto: o Instituo Oi Futuro e as respectivas secretarias estaduais de Educação. Em ambas as escolas, foi lançada a primeira edição da Revista Nave – inspirações para novas práticas. A publicação reúne artigos produzidos pelos professores das duas unidades que, divididos em times de pesquisa, desenvolvem durante o ano uma reflexão de suas práticas pedagógicas com o objetivo de socializa-las com outros educadores.

“Acreditamos que a pesquisa pode trazer contribuições importantes para as demandas educacionais do século XXI, pois, a atividade de investigação tem o poder de formar melhores educadores, mudar práticas e gerar novas metodologias. O espaço aberto para experimentar e ousar promove reflexão pedagógica e renovação, estimulando novas formas de ver, entender e fazer educação”, destaca o Instituto Oi Futuro, em trecho da publicação.

acesse a publicação

Em Recife, a abertura do evento contou com a participação do Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, do gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos e da gestora da unidade de ensino, Aldineide Queiroz. Já no Rio, o diretor pedagógico da Regional Metropolitana VI, Leonardo Trotta, e o vice-presidente do Oi Futuro, Roberto Terziani, deram boas-vindas ao público, abrindo a programação.

“O Oi Futuro foi criado em 2001 e desenvolve três programas importantes, no âmbito cultural, de sustentabilidade e de educação. O Nave deu início ao programa dupla escola do Rio de Janeiro e é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, com o apoio da PUC, do C.E.S.A.R e do planetapontocom. O projeto foi pensado para a formação do jovem no mundo contemporâneo. Por aqui já passaram mais de 1000 jovens que são encaminhados para o mercado profissional”, destacou Terziani.

Nas duas unidades, os estudantes e professores mostraram suas atividades, metodologias de ensino e trabalhos produzidos. Uma série de oficinas, como de games, roteiro e produção multimídia, também foi ministrada com o objetivo de socializar conhecimentos e métodos.

Segundo a estudante Larissa Moreira, do NAVE/Recife, a troca com os visitantes é a parte mais bacana do Nave de Portas Abertas. “O melhor momento é quando você explica como a escola funciona e as coisas que fazemos ao longo do ano para os jovens que desejam entrar na escola. Eles ficam encantados e saem comentando que querem muito estudar aqui. A gente fica contente, né”.  Sentimento compartilhado pela colega carioca, Letícia Coelho, aluna do primeiro ano do Ensino Médio: “Está sendo muito legal apresentar para outros alunos o que temos aqui dentro. Passamos a valorizar mais nossa escola e as muitas horas diárias de estudos”.

Fernanda Sarmento, coordenadora do programa Nave, faz coro às afirmações das estudantes: “É gratificante ver educadores, educandos e familiares dialogando sobre diversos aspectos, como a educação integral, a escola como espaço de criatividade e os desafios de mulheres que estudam e atuam na área Tecnológica”.

No Rio, foram realizadas três mesas-redondas. A primeira teve como título Como inovar dentro de um modelo tradicional de ensino. Participaram da discussão a secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro, Helena Bomeny; o professor de Filosofia do Nave/Rio, Daniel Gaivota; e o aluno da 2ª série da unidade, Tobias Marconde. A mediação da mesa coube ao gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos.

Mais um capítulo

Da redação da ANDI

Está na pauta do Supremo Tribunal Federal, para a próxima quinta-feira (5/11), a retomada do julgamento da ADI 2404, que busca revogar o art. 254 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990). O texto prevê multa para as emissoras que desrespeitarem a Classificação Indicativa dos programas de televisão, veiculando conteúdo em horário não apropriado. O julgamento foi paralisado em novembro de 2011, após pedido de vistas do então ministro Joaquim Barbosa.

A ação direta de inconstitucionalidade, movida pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), a pedido das emissoras de radiodifusão, defende a tese de que a vinculação horária da programação a faixas etárias para as quais seriam recomendadas representa uma violação à liberdade de expressão das empresas. Para a Procuradoria Geral da República, a ação é improcedente e a previsão de sanção para os canais de desrespeitarem a política pública, que só pode ser aplicada pelo Poder Judiciário, é legítima. O Ministério Público Federal entende que a liberdade de expressão dos canais deve estar em consonância com outros direitos, como a proteção de crianças e adolescentes diante de conteúdos que podem lhes causar danos.

O relator da ADI, Dias Toffoli, votou em acordo com o pedido das emissoras de TV. Os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e o então ministro Ayres Britto acompanharam o relator. Ainda restam sete votos para a conclusão do julgamento.

Na avaliação de organizações da sociedade civil defensoras dos direitos humanos e que integram o processo no STF como amici curiae, a política pública que regula a classificação indicativa no Brasil é fundamental e deve ser mantida. Elas acreditam que, caso o Supremo derrube o art. 254 do ECA, as emissoras passarão a ignorar o horário indicado para veiculação dos conteúdos violentos e de teor erótico, causando sérios danos ao desenvolvimento psicossocial de meninos e meninas em todo o país.

Convergência de direitos – Em nota, cerca de 80 organizações repudiaram a ação movida no STF e, considerando os avanços da política de Classificação Indicativa desde o início do julgamento, em 2011, solicitaram a realização de uma audiência pública pelo tribunal antes da retomada da análise do caso. No documento, as entidades lembram que a Classificação Indicativa está de acordo com o direito internacional e se baseia na experiência de diversos países, como França, Alemanha, Canadá, Chile, Argentina, Colômbia, Costa Rica e Estados Unidos, refletindo uma preocupação da sociedade com a proteção da criança e do adolescente no que diz respeito à comprovada influência dos conteúdos veiculados pelos meios de comunicação sobre seu processo de socialização.

Elas também destacam a adequação da vinculação horária da classificação aos padrões internacionais de liberdade de expressão de acordo com o entendimento da ONU e Comissão Interamericana de Direitos Humanos, uma vez que está claramente definida em lei; tem um objetivo absolutamente legítimo, tomando por base os textos internacionais ratificados pelo Brasil e pela própria Constituição Brasileira; e mostra-se indispensável para garantir a eficácia da norma referente à proteção das crianças e adolescentes.

Em dezembro de 2014, pesquisa de opinião realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, no âmbito de uma cooperação técnica entre a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) e a Unesco, mostrou que 94% dos entrevistados consideram a política de Classificação Indicativa importante ou muito importante – o percentual cresce de acordo com o aumento da escolaridade dos entrevistados. Já 71% acham muito importante que as emissoras de TV aberta respeitem a vinculação horária, 85% defendem a continuidade da política como ela funciona atualmente e 94% concordam com a aplicação de multas para os canais que desrespeitarem a classificação. Segundo o estudo, 98% dos pais concordam que deve haver algum tipo de controle sobre o que as crianças e adolescentes assistem na TV.

Professores em formação

O que é e como utilizar softwares educativos em práticas de aprendizagem? São as questões respondidas pela pesquisadora Ana Cristina Barbosa da Silva, do Centro Acadêmico do Agreste (CAA/UFPE), e pelo pesquisador Alex Sandro Gomes, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn/UFPE) no livro Conheça e utilize software educativo: avaliação e planejamento para a educação básica com lançamento online nesta semana.

A obra traz discussões sobre a utilização de softwares educativos nas práticas pedagógicas. Dividido em três partes o livro apresenta em detalhes o que caracteriza um software educativo, além de propor classificações para esse tipo de recurso e oferecer cenários que mostram ao educador como planejar suas aulas e avaliar a aprendizagem dos estudantes em situações nas quais os recursos estejam presentes.

“A proposta deste livro é guiar os profissionais de sala de aula à familiarização e à realização de avaliações de softwares educativos, além do planejamento de cenários de aprendizagem com os mesmos. A obra foi concebida com a intenção de apoiar professores e gestores escolares em seu esforço para entender o que é um software educativo, orientar a sua experimentação e o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias ao uso desses materiais de forma efetiva e criativa”, concluem os autores.

A publicação faz parte da Série Professor Criativo, iniciativa conjunta do Grupo de Pesquisa Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional (CCTE/UFPE), do Estúdio Abble de Aprendizagem e da Pipa Comunicação. O projeto, que já conta com um livro publicado e está com chamada de capítulos aberta à participação, tem o objetivo de reunir educadores criativos em torno da produção e compartilhamento de conhecimento que contribua efetivamente para a construção de novos cenários de aprendizagem.

Conheça e utilize software educativo já está disponível para aquisição em edição digital nos formatos PDF, ePub e MOBI. Assim como as demais obras da Série Professor Criativo, o livro foi planejado para ter valor acessível a todos os professores custando R$ 9,90 em sua versão digital. As edições digitais já foram adquiridas por educadores de todas as regiões do país.

Pesquisa Brasil-Portugal

Consumo Midiático na Infância em Tempos de Convergência é o nome do encontro que vai reunir, na Universidade Federal Fluminense, no dia 25 de novembro, as professoras/pesquisadoras Inês Vitorino Sampaio (Universidade Federal do Ceará) e Cristina Ponte (Universidade Nova de Lisboa). As professoras/pesquisadoras convidadas apresentarão dados de pesquisas realizadas no Brasil e em Portugal sobre o consumo midiático infantil no contexto atual de convergência.

O evento é promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense e pelo projeto de extensão “Contatos: (re) construindo a publicidade”, vinculado ao grupo de pesquisa ESC – Ética na Sociedade de Consumo, em parceria com o GRIM – Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia da Universidade Federal do Ceará.

O debate será realizado das 18h30 às 21h30, no auditório Interartes, do IACS, localizado na Rua Lara Vilela, 126, Ingá, Niterói.