Via.internet

Por Artur Melo, 13 anos
Estudante do 8º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Via.internet
(História de hoje inspirada em dois textos: “Ponto.com.ponto”, de Marcelino Freire e “José”, de Carlos Drummond de Andrade).

Marcamos nesta praça, pertinho da minha casa. Onde? Ali, no terceiro banco, olhei um, dois, três. Neste sol, que mal dá para olhar, muito forte. Que felicidade! Marcamos. Dentro da tarde, distante da cidade, dos carros. Qual? São Paulo. Conheço bem o caminho, vou me apressar. Moro pertinho. De onde? Da praça, olhei um, dois três bancos. Longe da cidade. Marcamos. Esse chafariz, vou me refrescar. Do quê? Deste sol, muito forte, brilhante. Olhei um, dois, três. Terceiro banco, perto do chafariz. Ali pertinho da minha casa. A cada passo, essa felicidade. Não saio de casa, nunca, nunquinha. Que felicidade! Este sol muito forte, brilhante, escaldante. Marcamos. Ali, terceiro banco. Olhei um, dois, três. Nos conhecemos na rede.

Esqueci o perfume. Ele vai perceber? Pertinho da minha casa. Marcamos, terceiro banco. Como? Via internet. Neste sol, muito forte, brilhante, escaldante, ardente. Marcamos. Aqui pertinho da minha casa. Dentro da tarde. O que cabe na tarde? Sonhos, olhares, conversas, beijos, romance. Distante da cidade, dos carros. Qual? São Paulo – agitada, abafada, cansada, lotada. Esse sol, mal dá para olhar, muito forte, brilhante, escaldante, ardente, desejante. Marcamos. Como? Via Internet. Aqui estamos. Olhei um, dois, três. Perto do chafariz. Me refresco. Esse sol, mal dá para olhar, muito forte, brilhante, escaldante, ardente, desejante, insinuante. Que felicidade!

Ele chegou. E agora? Ele sabe que sou eu? Que felicidade! O que eu faço? Ele é cego. Que alívio! Esqueci o perfume. Ele vai perceber? Vou conversar. Ele me evita. E agora? Vou continuar. Marcamos. Como? Via internet. Esqueci o perfume. Ele vai perceber? Ele não me reconhece. Vou conversar. É de nascença? Pergunto. Ele me evita. Quem você espera? Quer ajuda? Parece estar perdido em pensamentos. O que eu faço? E agora? O que eu faço? E tudo o que dissemos via internet? E agora? “Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum… Se você gritasse, se você gemesse…” E agora ele vai embora. Saí de casa. Encontrei alguém. Nunca faço isso, nunca, nunquinha, e agora “sozinha no escuro qual bicho-do-mato, sem cavalo preto que fuja a galope”, eu marcho.

Para onde?

Inscrições abertas

Terminam no dia 29 deste mês as inscrições para a 8ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA). A competição é voltada para professores e estudantes dos ensinos Fundamental (a partir do 6º ano) e Médio, que poderão inscrever trabalhos nas três modalidades da Olimpíada: Projeto de Ciências, Produção de Texto e Produção Audiovisual. Iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a OBSMA tem como objetivo incentivar a realização de projetos pedagógicos que visem a melhoria das condições de vida e saúde da população brasileira, bem como a preservação ambiental por meio de ações educativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e uso dos recursos naturais.

Acesse o site oficial da Olimpíada.

A Olimpíada está organizada em seis coordenações regionais, sendo a do Norte formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima, que tem como coordenadora a tecnologista em Saúde Pública do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri. A premiação está dividida em duas modalidades (ensino Fundamental e Médio) e nas três categorias da Olimpíada.

A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) é responsável pela coordenação nacional do evento e disponibiliza diversos canais de comunicação com o público, que pode obter informações na página das olimpíadas no facebook, pelo e-mail olimpiada@fiocruz.br, no twitter ou pelos telefones (21) 3865-9740 / 3865-9738 / 2560-8259.

Inscrições

A inscrição dos trabalhos é gratuita, realizada a partir do preenchimento de um formulário eletrônico disponível no site da Olimpíada e do envio do material original, pelos Correios, para a coordenação regional do evento.

A sede da coordenação Norte fica no Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) e os contatos são (92) 3621 2323 e olimpiada.regionalnorte@amazonia.fiocruz.br. A coordenação da regional Centro-Oeste está situada na Fiocruz Brasília e mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3329-4522 ou pelo e-mail olimpiadacentroeste@fiocruz.br. Minas Gerais e a Região Sul são coordenados pelo Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas). A unidade disponibiliza o e-mail olimpiada@cpqrr.fiocruz.br e o telefone: (31) 3349-7872 para dúvidas e informações.

Na regional Nordeste 1 (CE, MA, PB, PE, PI, RN) as ações são coordenadas pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco) e informações podem ser obtidas pelo e-mail olimpiada@cpqam.fiocruz.br ou pelo telefone (81) 2101-2667. Para entrar em contato com o Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), unidade coordenadora da regional 2, basta escrever para olimpiada@cpqgm.fiocruz.br / olimpiada@bahia.fiocruz.br ou telefonar para (71) 3176-2236. Nos outros estados do Sudeste, a coordenação está a cargo da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, que disponibiliza os telefones (21) 2560-8259 | 3865-9741 | 3865-9738 e o e-mail: olimpiada@fiocruz.br para mais informações.

Sobre os projetos

O trabalho dever ser original, inédito, abordar temas sobre saúde e meio ambiente e ter sido realizado no período de 2015 a 2016. Os professores e estudantes podem se inscrever em três categorias: Produção Audiovisual (vídeos de até 10 minutos desenvolvidos por um grupo de alunos, turma ou escola); Produção Textual (trabalhos textuais individuais ou coletivos, com tema livre, de até 10 páginas, podendo ser ilustrado, com uso de qualquer forma ou estilo literário existente); e Projeto de Ciências (trabalhos coletivos que busquem tornar interessante, dinâmico e inovador o processo de ensino-aprendizagem das diversas disciplinas dos ensinos Fundamental e Médio).

A avaliação dos trabalhos será dividida em duas etapas: regional e nacional. Os premiados nas etapas regionais concorrerão à etapa nacional. A premiação será definida pelo Conselho Nacional da Olimpíada/Fiocruz e divulgada posteriormente.

A importância da leitura

Da agência Brasil

O hábito dos pais de ler para as crianças em casa pode trazer mais benefícios do que se imagina. Um estudo da Universidade de Nova York, em colaboração com o IDados e o Instituto Alfa e Beto, divulgado no dia 6 de junho, mostra um aumento de 14% no vocabulário e de 27% na memória de trabalho de crianças cujos pais leem para elas pelo menos dois livros por semana. O estudo concluiu ainda que a leitura frequente dos pais para as crianças leva à maior estimulação fonológica, o que é importante para a alfabetização, à maior estimulação cognitiva em casa e a um aumento de 25% de crianças sem problemas de comportamento.

“Esses dados são bastante impressionantes. Estamos comparando dois grupos que estão dentro do sistema de creches, dentro de um sistema com professores treinados para ler para as crianças. Acrescentamos a leitura dos pais e, quando isso é feito, da forma como foi feito, tem grande impacto”, diz o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira.

Ele explica que o momento de leitura é também um momento importante de interação entre pais e filhos. “Esse é o ponto central, levar os pais a conversar com os filhos. Eles podem também levar as histórias para o real, quando estiverem na rua, podem mostrar para os filhos algo que apareceu na história. Essa forte interação tem impacto em outras dimensões cognitivas”.

A pesquisa foi feita em Boa Vista (RR), onde a prefeitura desenvolve um programa chamado Família que Acolhe, voltado para a primeira infância, que acompanha as crianças desde a gravidez até os 6 anos de idade. O acompanhamento inclui atendimento integrado nas áreas de saúde, assistência social e educação para as famílias, com prioridade para as famílias de baixa renda, que constituem dois terços da população do município.

Para participar do estudo conduzido pelo professor associado de pediatria e saúde populacional da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, Alan Mendelsohn, e pela cientista da mesma instituição Adriana Weisleder, foram selecionadas 1.250 mães com 1.250 crianças de 1 a 4 anos, todas beneficiárias do Bolsa Família.

Parte das crianças recebe apenas o atendimento em creche, o que inclui leitura interativa diária pelos educadores. Outra parte, além da creche, leva para casa dois livros por semana para serem lidos pelos pais. Esses pais participam também de sessões de capacitação a cada três semanas, onde recebem orientações e participam de exercícios e análises de vídeo sobre como conversar e interagir com as crianças no momento da leitura e em situações do cotidiano. Foi analisado ainda um terceiro grupo que não tinha acesso a nenhuma das atividades.

Ao final do estudo, além dos benefícios constatados nas habilidades das crianças, houve também aumento de 50% no número de famílias que passaram a ler com os filhos pelo menos três dias na semana e um aumento de 50% na leitura interativa.

O programa é implementado em Boa Vista há quatro anos e inclui a capacitação dos pais para a leitura desde o berço, segundo a prefeita da cidade, Teresa Surita. Ela conta que implementou o programa após temporada em Harvard, nos Estados Unidos, onde fez um curso voltado à primeira infância. “É impressionante como os estudos de neurociência apontam a importância dessa etapa. Investir na primeira infância é pensar também economicamente no desenvolvimento do país”.

Inscrições para documentário

Do Jornal da Intercom

Estudantes de pós-graduação, regularmente matriculados, poderão enviar, para o Núcleo de Audiovisual e Documentário do CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), propostas de realização de documentários de curta-metragem (até 15 minutos) que explorem a temática “Golpes e Revoluções na História”, tendo como ponto de partida o acervo fotográfico dos arquivos pessoais do CPDOC integralmente digitalizado e disponível para consulta.

O acervo do CPDOC reúne duas centenas de arquivos de homens públicos de atuação destacada no cenário nacional, além de alguns poucos arquivos de partidos políticos, que constituem preciosas fontes para pesquisadores nacionais e estrangeiros interessados na história contemporânea brasileira e área

Os alunos participarão de palestras com professores, técnicos e documentaristas e terão acesso à sala de consulta do CPDOC, onde serão orientados na pesquisa de documentos textuais (manuscritos e impressos), audiovisuais (fotografias, charges, caricaturas e vídeos) e entrevistas de história oral que poderão ser utilizados para complementar a proposta inicial do documentário.

Os interessados devem encaminhar um anteprojeto até o dia 28 de agosto. Doze candidatos serão chamados para participar da oficina que terá duração de quatro dias, entre 27 e 30 de setembro, na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Após a oficina, uma comissão irá selecionar quatro roteiros de documentários.

Confira o edital completo

Leitura no Brasil

Com informações do Globo e Estadão

Como anda a leitura de livros no Brasil? Um pouco melhor, um pouco. É o que concluiu a 4ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope sob encomenda do Instituto Pró-Livro. De acordo com o levantamento, o número de leitores no Brasil subiu seis pontos percentuais entre 2011 e 2015. O país conta com cerca de 104,7 milhões de leitores, ou seja, 56% da população. O brasileiro lê 4,96 livros por ano. Do total, 2,43 foram terminados e 2,53 lidos em partes.

Acesse a pesquisa na íntegra

A metodologia da pesquisa considera como leitor, aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos um livro nos últimos três meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses. As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores. Aumentou o número de leitores na faixa etária entre 18 e 24 anos – de 53% em 2011 para 67% em 2015.

Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais lêem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

Os fatores que mais influenciam na escolha de um livro estão tema ou assunto (30%), autor (12%), dicas de outras pessoas (11%), título do livro (11%), capa (11%), dicas de professores (7%), críticas/ resenhas (5%), publicidade (2%), editora (2%), redes sociais (2%), não sabe/não respondeu (8%), outro (1%). O item O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais alta, atingindo 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já o público entre 5 e 13 anos escolhe pela capa.

Dicas de professores funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos. E blogs respondem por menos de 1%.
Lê-se mais em casa (81%), depois na sala de aula (25%), biblioteca (19%), trabalho (15%), transporte (11%), consultório e salão de beleza (8%) e em outros lugares menos expressivos. E lê-se mais livros digitais em cyber cafés e lan houses (42%) e no transporte (25%).

Aos não leitores, foi perguntado quais foram as razões para eles não terem lido nenhum livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo (32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades (10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%), não há bibliotecas por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem dinheiro para comprar (2%), não tem local onde comprar onde mora (1%), não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem acesso permanente à internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%).

A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).

A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%), livrarias online (15%), igrejas e outros espaços religiosos (9%), sebos (8%), escola (7%), supermercados ou lojas de departamentos (7%), bienais ou feiras de livros (6%), na rua, com vendedores ambulantes (5%), outros sites da internet (4%), em casa ou no local de trabalho, com vendedores “porta a porta” (3%), outros locais (6%) e não sabe/não respondeu (7%). O preço é o que define o local da compra para 42% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, isso valia para 49%.

Radiografia da TV por assinatura

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) acaba de publicar o estudo TV por assinatura no Brasil: aspectos econômicos e estruturais. O trabalho busca apresentar as características econômicas e regulatórias que influenciam as dinâmicas do mercado, bem como um panorama dos grupos econômicos que atuam nas atividades de programação e empacotamento no mercado brasileiro.

De acordo com o levantamento, nos últimos dez anos, houve um forte crescimento da TV por assinatura no Brasil, que passou a atender cerca de 19 milhões de domicílios em 2015, o que representa uma penetração de aproximadamente 30%.  “A expansão do setor, somada ao estabelecimento de cotas de conteúdo nacional na grade das programadoras e nos pacotes das operadoras da TV paga, vem consolidando esse segmento como uma janela fundamental para produção audiovisual brasileira, contribuindo para dinamizar a circulação e consumo de conteúdo nacional”, destaca o estudo.

Acesse aqui o documento na íntegra

Em sua primeira parte, o levantamento expõe os elos da cadeia de valor do mercado de TV por assinatura (produção, programação, empacotamento e distribuição) e os agentes envolvidos em cada elo. Em seguida, apresenta uma breve evolução do marco legal que disciplina o setor, culminando na Lei de TV por Assinatura, que uniformizou os instrumentos normativos que regiam previamente o segmento.

Em seguida se dedica aos aspectos econômicos que influenciam a estrutura de mercado e a competição entre as empresas. Observa-se que as características econômicas da indústria afetam a forma de organização desse setor. A diferenciação dos produtos, reforçada pela importância da marca e da qualidade do conteúdo, a existência de ganhos de escala e de escopo, além da presença de discriminação de preço influenciam o padrão competitivo observado no mercado de TV por assinatura, atribuindo maiores vantagens às firmas que contam com maior audiência ou número de assinantes.

Por fim, é realizado um panorama dos grupos econômicos que atuam na atividade de programação e empacotamento no mercado brasileiro. No mercado de programação brasileiro, observou-se a presença de 39 programadoras que compõem 22 grupos econômicos e oferecem um total de 199 canais em SD e HD. Há, no entanto, uma grande assimetria entre os agentes que atuam nesse elo da cadeia: cerca de 60% dos canais pertencem a dois grupos econômicos. O mesmo acontece na atividade de empacotamento, onde se observa a proeminência de dois grupos econômicos, que possuem uma participação conjunta em número de assinantes de 81% do mercado.