O que pensam os jovens?


Foram três meses de mobilização e 132 mil jovens de 13 a 21 anos, de todas as regiões do Brasil, ouvidos. Iniciativa do Porvir em parceria com a Rede Conhecimento Social, a pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção perguntou a jovens e adolescentes o que eles pensam sobre a educação atual e como seria a escola dos seus sonhos. As respostas geraram dados desafiadores que foram divulgados no último dia 22 de setembro. A apresentação  foi feita pela editora do Porvir, Tatiana Klix; pela diretora executiva da Rede Conhecimento Social, Marisa Villi, e por um dos jovens que contribuiu no processo da pesquisa, Rodrigo Hermogenes.

Os resultados mostram uma avaliação pouco favorável de aspectos estruturantes da escola. Só 1 em cada 10 jovens está satisfeito com as aulas e os materiais pedagógicos. Oito em cada 10 jovens acreditam que as relações dos alunos com a equipe escolar e com seus colegas precisam melhorar. Metade dos jovens considera o prédio e a estrutura de suas escolas inadequados. Entre as atividades oferecidas pelas escolas, as artísticas são as preferidas dos estudantes Ainda que 69% dos jovens classifiquem como regular ou ruim o uso da tecnologia na escola, a prática recebeu a segunda melhor avaliação entre 11 itens pesquisados.

O relatório completo da pesquisa pode ser acessado aqui www.porvir.org/nossaescola.

Entre outras análises, os jovens também avaliam a participação deles no dia a dia das instituições. As respostas mostram que a presença dos jovens na tomada de decisão ainda é baixa, embora muitos considerem que esses espaços não podem faltar na escola dos sonhos. 72% dos jovens dizem que não participam das decisões da escola. 41% consideram que atividades que integram professores, pais e alunos são imprescindíveis na escola ideal.

Atividades voltadas para a saúde, a qualidade de vida e as artes também são desejadas pelos estudantes, embora elas estejam pouco presentes nas escolas. Entre as iniciativas voltadas para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e cuidados com o corpo, os campeonatos esportivos são as mais frequentes. Sete em cada 10 jovens não têm atividades e oficinas culturais nas escolas. Cerca de 6 em cada 10 jovens afirmam que há campeonatos esportivos em suas escolas e que eles não podem faltar na escola dos sonhos. Há poucas atividades que ajudam a lidar com emoções, mas 4 em cada 10 jovens consideram que elas precisam acontecer na escola ideal.

Educação ambiental

Por Waleska Barbosa
Do site do Ministério do Meio Ambiente

Até domingo, dia 25 de setembro, estão abertas as inscrições do curso online Educação Ambiental e Comunicação nas Unidades de Conservação: estratégias que fazem a diferença, promovido pelo Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (DEA/MMA), em parceria com a Coordenação de Educação Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Com 2 mil vagas, o curso é voltado a gestores e ao público em geral e tem como objetivo propiciar um olhar para a unidade de conservação (UC) e o seu território, analisando o seu contexto socioambiental, a educação ambiental como instrumento de implementação da UC e a participação social nos processos da gestão.

As aulas terão início no dia 28 de setembro e se encerram em dezembro, abordando, em 70 horas, os temas: A Unidade de Conservação e o Território: reconhecendo o contexto socioambiental e geopolítico; A participação social e a ação pedagógica na implementação da unidade de conservação; e O desafio de garantir participação no complexo universo da gestão.

Educação Ambiental e Comunicação nas Unidades de Conservação é o primeiro de uma série de três, que acontecem ainda neste ano, como parte das ações de implementação da Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental em Unidades de Conservação (Encea).

De acordo com os organizadores, a formação é uma oportunidade de unir gestores, conselheiros e pessoas que atuam nas UCs em um processo de formação, diálogo, troca de experiências e articulação em torno dos temas propostos. “É um passo fundamental para avançarmos, em momento posterior, na elaboração de estratégias territoriais, regionais ou estaduais de implementação da Encea”.

O conteúdo aplicado se baseia nos cadernos temáticos elaborados pelo ICMBio e pelo MMA, lançados no ano passado, para auxiliar na ampliação dos processos inclusivos de participação social na gestão ambiental e de fortalecimento da cidadania durante a criação, implementação e gestão das UCs.

Inscrições devem ser feitas pelo endereço: ava.mma.gov.br

Porto papel

Matilde é uma menina de 12 anos que, a cada dia, acorda com um poder diferente. Só que seus poderes não são exatamente úteis, nem controláveis. Um dia, é capaz de mudar o clima com um espirro, noutro, põe fogo nas coisas toda vez que diz a palavra “queijo” Com isso, ela e seus amigos, Carlos, Ferni e Boldo vivem se metendo em confusão. Em compensação, terão as melhores férias de suas vidas. Esta é a sinopse da nova série de animacao: Porto Papel, que estreia no dia 26 de setembro, no Gloob, às 20h30.

Porto Papel é uma coprodução do Gloob com a Zumbástico Studios, CNTV e TVN, do Chile; Señal TV, da Colômbia; e PakaPaka, canal infantil da Argentina. Trata-se de uma série infantil que mistura stop motion de paper toys com animação 2D. Batizada pelos produtores como “paper motion”, a técnica usada para criar a série consiste na construção à mão, totalmente em papel, dos personagens, cenários e objetos. Este material recebe um esqueleto interno de aço, o que os dá mobilidade, enquanto a animação em 2D trabalha as expressões faciais e, principalmente, movimenta personagens durantes os diálogos.

Denuncie

Assistiu a uma programação da TV Aberta e percebeu que houve uma violação de direitos? Foi lancada, no dia 14 de setembro, a Plataforma Mídia sem Violações de Direitos, na Câmara dos Deputados. A ideia é que , qualquer cidadão poderá fazer reclamações sobre possíveis abusos cometidos por emissoras de televisão. As denúncias serão analisadas por um grupo de monitoramento e, na sequência, gerarão o Ranking Nacional de Violações de Direitos Humanos na TV aberta. A iniciativa é do Intervozes, organização que atua pela efetivação do direito humano à comunicação, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo.

A proposta nasceu do projeto Violações de Direitos na Mídia Brasileira, realizado pela Andi, em parceria com a Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos (PFDC), o Intervozes e a Artigo 19. Uma das etapas desse projeto consistiu na realização de monitoramento de 28 programas de rádio e TV, totalizando cerca de duas mil narrativas com violações de direitos, ao longo de 30 dias. O estudo revelou a ocorrência de 4.500 violações, as quais afrontam, pelo menos, 12 leis brasileiras e 7 tratados multilaterais.

cliquei aqui e conheça os tipos de violação

Diante desta realidade, mostrou-se necessário dar continuidade à análise desses programas, sensibilizar a sociedade para os graves impactos deles e pressionar para que os órgãos responsáveis pela fiscalização dos meios de comunicação e pela garantia de direitos atuem. Apostando no engajamento da população e tendo em vista a ausência de espaços para denunciar problemas que vemos na mídia, surgiu, então, a ideia de usar a Internet para receber e encaminhar denúncias, bem como de produzir o Ranking Nacional de Violações de Direitos Humanos na TV aberta.

 

14 anos de Fil

Mais uma vez subvertendo o conceito de entretenimento e investindo em uma programação de criações que apostam na mistura de linguagens, chega ao Rio a 14 edição do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens – o Fil. De 30 de setembro a 9 de outubro, artistas da França, Bélgica, Peru, Bósnia, Finlândia, Dinamarca, Canadá e claro, do Brasil, vão se apresentar em pré-estreias teatrais, lançamento de livros de HQ, exposições, performances, rodas de conversa com grandes artistas da cena de renome internacional e surpresas ao ar livre. “Há um tanto de tudo no FIL: reflexão, profundidade, contundência, inovação e entretenimento para toda a família; da primeira infância à adolescência e fervelhescência”, brinca a diretora do Festival Karen Acioly.

Em seu 14 ano, o festival assume seu apelido FIL. Como um adolescente inquieto, sem sobrenome, em plena transformação.  Sua identidade múltipla revela ainda mais a intensa transformação no corpo, na alma, na origem pulsante e irreverente do festival. Intercâmbio: troca, conversas, convergência, parcerias, colaboração, mistura alquímica, diversidade, cruzamento de mundos, espaço das “coisas que não têm nome”. Tudo isto é o FIL e sua proposta rara, de trazer cada vez mais gente para a arte, para assistir, para participar e para criar junto.

A programação completa pode ser conferida no site www.fil.art.br.

“O FIL convida o público a se divertir, experimentar, e desafia você a refletir sobre sua identidade e sobre o lugar que deseja ocupar no mundo. O Festival poderá acontecer a seus pés, em todos os sentidos e também ao pé dos seus ouvidos”, complementa a diretora. Nesse ano, a programação estará concentrada no Oi Futuro Flamengo, Oi Futuro Ipanema, Espaço Cultural Sergio Porto, Jardim Botânico e Espaço Tom Jobim. Todos os ingressos do FIL são vendidos a preços populares: R$20 inteira e R$10 a meia. Muitas das atividades são gratuitas.

Nas redes ou fora delas

Por Artur Melo, 13 anos
Estudante do 8º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Rede social é lugar de amizade? Papo furado? Namoro? Piada? Laços? Informação? Conhecimento? Troca? Violência? Inimizades? Discussão? O que será esse espaço da internet?

Ele era uma homem meio covarde, meio medroso, meio esquisito. Pela internet, gostava mesmo era de atacar as pessoas. Desconfio que fora das redes também. Passava horas e horas nisso. Sem amigos, na verdade, sem praticamente ninguém, um homem sozinho. Já de idade, não tinha aprendido quase nada. Não tinha aprendido a ser generoso com o mundo porque só gostava de atacar, tornando-o violento, mundo cinza e sem graça, embora ele achasse que violência fosse coisa apenas de mocinhos e vilões. Também não tinha aprendido isso.

Não tinha aprendido a ser amoroso com as pessoas nem com as de perto, muito menos com as de longe. Com as de perto não era capaz de carinho, cuidado e delicadeza. Com as de longe, poderia o homem aproveitar as redes sociais para ser gentil e afetivo (se a gente pensar que talvez ele tivesse dificuldade de se abrir com quem divide o cotidiano). Não, não era esse o caso. Mas reclamava dizendo que são os jovens de hoje em dia que não se relacionam porque vivem em seus eletrônicos.

Não tinha aprendido a ser respeitoso com as ideias dos outros. E já era tão de idade… Achava que era o dono da razão e sabia de tudo. Não respeitava a opinião dos outros nem sabia escutá-las. Ninguém podia contrariá-lo. Sempre era ele que estava certo. Não estava disposto a abrir a sua mente para novas ideias e opiniões de jeito nenhum. As dele eram sempre as melhores. Mas vira e mexe dizia que onde já se viu gente tão ignorante, no tempo dele é que era bom.

Talvez o homem não tivesse espelho em casa. Talvez tivesse, mas o espelho não podia lhe mostrar tudo porque os olhos também precisam olhar para dentro. As pessoas que não são generosas, amorosas e respeitosas na “vida real” também não serão nas redes sociais. Talvez nas redes elas apenas despejem para um número maior de pessoas aquilo que elas são.

Produção infanto-juvenil

Mais uma opção para crianças e jovens mostrarem seus trabalhos audiovisuais. Aqueles que têm entre 8 e 17 anos já podem inscrever seus filmes para a Mostra Arquivos do Amanhã, que integra a programação da segunda edição do Arquivo em Cartaz – Festival Internacional de Cinema de Arquivo. O evento será realizado de 7 a 16 de novembro de 2016, no Rio de Janeiro. O objetivo é incentivar a produção de registros audiovisuais a partir do ponto de vista de crianças e adolescentes que documentem fatos, lugares e tradições significativas de seu tempo e sirvam de memória para os arquivos futuros.

Serão aceitos filmes produzidos com câmeras portáteis ou celulares, com até 10 minutos de duração. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até 28 de setembro, por meio do preenchimento do formulário.

No link também é possível ter acesso ao regulamento completo, com os procedimentos para inscrição. A ação, desenvolvida no âmbito educacional do festival, visa atingir crianças e jovens vinculadas ou não a escolas públicas ou privadas. Cada participante poderá inscrever até dois registros. Os filmes serão exibidos durante o Arquivo em Cartaz no auditório do Arquivo Nacional (Praça da República, 173 – Centro, Rio de Janeiro). Todos receberão certificados de participação.

Parabéns!

Informações da WWF/Brasil

São inúmeros os motivos que fazem do dia 5 de setembro, Dia da Amazônia, um momento de celebração. Afinal, trata-se da maior floresta tropical úmida do mundo e da maior bacia hidrográfica do planeta, com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco milhões e meio de florestas – tamanho que equivale ao território de 14 Franças. A Amazônia é também um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade, fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta, possuindo 10% das espécies do planeta e 20% de toda a água potável do mundo.

Mas o que falar das pessoas da Amazônia? Quem são, onde vivem, com o que trabalham, como contribuem com a conservação do bioma? Para responder essas e outras perguntas é que o WWF-Brasil acaba de lançar o site Somos Amazônia, que apresenta seis histórias de amazônicos que, em conjunto com o WWF-Brasil, têm feito a diferença e contribuído com a conservação da natureza. Os personagens são apresentados por meio de vídeos, fotos e textos.

Histórias como a do Charles, o pescador que tira o seu sustento da pesca sustentável em Feijó (AC); do Pedro e do Raimundo, os maiores seringueiros do Acre, que têm mostrado ao mundo a importância da Amazônia e dos povos da floresta; ou ainda do Simar e Luis, que têm transformado uma comunidade isolada do Tapajós a partir de um trabalho de turismo de base comunitária, dando a possibilidade aos brasileiros de conhecerem as belezas dos rios e da floresta amazônica. Descubra ainda com Carlos, produtor rural do Sul do Amazonas, como é possível unir a produção rural com a conservação da floresta.

De acordo com o coordenador do Programa Amazônia do WWF-Brasil, Ricardo Mello, com a campanha #SomosAmazônia, o WWF-Brasil pretende mostrar uma Amazônia que está além de toda a sua exuberância e que é pouco conhecida da maior parte do povo brasileiro. “São as pessoas da Amazônia que fazem a diferença e é com elas que temos trabalhado em conjunto para construir um bioma que traga orgulho para nós e para as futuras gerações. O WWF-Brasil tem grande paixão em construir essas histórias junto dessas pessoas e de suas famílias. Esperamos que eles sirvam de inspiração e mostrem que a Amazônia é de todos nós e que, com um esforço conjunto, é possível preservá-la”, explica.

Como parte da campanha, os internautas ainda poderão deixar um recado para a Amazônia no site e ajudar a construir um mural de mensagens simbólicas para a maior floresta do mundo. As melhores frases vão virar posts no facebook.

Youtuber na Amazônia

Ainda em comemoração ao Dia da Amazônia, a organização fez um convite a uma das maiores e mais influentes youtubers no Brasil, Julia Tolezano, conhecida como Jout Jout, para conhecer a Amazônia pela primeira vez. A ação teve como objetivo oferecer uma experiência amazônica para a jornalista de forma que traga informações em um formato diferenciado e curiosidades sobre o bioma.

Com linguagem simples e espontânea, a youtuber se destaca pela forma didática e a qualidade com que aborda os conteúdos de seus vídeos. Ela encanta seu público de aproximadamente 1 milhão de seguidores com vídeos bem-humorados onde expõe opiniões e experiências sobre temas diversos.

Ao todo são dois vídeos que mostram a experiência da jornalista durante sua viagem a Manaus e a Rio Branco. Durante sua imersão, ela nadou com botos, andou por florestas, brincou e deu comida a macacos selvagens, visitou casas flutuantes, experimentou comidas típicas, tirou látex das seringueiras, conheceu o processo de transformação da borracha e visitou a fábrica de camisinhas Natex, em Xapuri (AC). Os vídeos serão publicados nos dias 5 e 10 de setembro nas redes sociais da youtuber e compartilhados nos perfis do WWF-Brasil.

Temática: mídias e educação

Já está no ar a Revista Educação e Cultura Contemporânea, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá. O novo número tem como temática mídias e educação. A publicação pode ser acessada, gratuitamente, via web. Quem assina a organização do livro é a professora Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa.

A revista pode ser acessada aqui

Confira os títulos dos artigos publicados:

 

– O cinema como canal de entendimento do Domínio da Capacidade Física
Carina Alexandra Rondini, Ana Luiza Mendonça dos Santos

– Cinema na escola pra quê? 
Mirna Juliana Santos Fonseca

– O uso do game como ferramenta de educação e sensibilização sobre a reciclagem de lixo
Simone Keller Fuchter, Trung Pham, Artur Perecin, Luiz Eduardo Ramos, Amanda Keller Fuchter, Mário Sergio Schlichting

– Pensando com e sobre games 
Stella Maria Peixoto de Azevedo Pedrosa

– A leitura crítica midiática na Educação de Jovens e Adultos 
Gicele Weinheimer, Julio Cesar Bresolin Marinho

Audiovisual e aprendizagens contemporâneas por jovens youtubers 
Adriana Hoffmann Fernandes, Lucinéia Batista de Oliveira

– Modos de ler imagens em contextos de formação inicial de professores
Lucia Pralon, Guaracira Helena Pralon de Gouvea, Carmen Irene Correia Oliveira, Maria Auxiliadora Delgado Machado

– “A tecnologia não tem que ser maior do que o professor”: visão dos professores quanto ao uso da tecnologia no contexto escolar 
Adda Daniela Lima Figueiredo Echalar, Joana Peixoto, Rose Mary Almas de Carvalho

– Tecnologias e formação para o trabalho docente na sociedade contemporânea 
Crizieli Silveira Ostrovski, Tânia Regina Raitz

– A monitoria e a educação digital: reflexões sobre a formação docente
Glaucia Silva da Rosa, Luciana Backes,

– As contribuições do Facebook para a formação médica: estudo de caso dos cursos de medicina de Curitiba 
Gabriel Lincoln do Nascimento, Gabriela Eyng Possolli

– Mídia-Educação (Física) e metodologias participativas: A produção de imagens como possibilidade didático-pedagógica na educação física
Marcio Romeu Ribas de Oliveira, Lyana Virgínia Thédiga de Miranda

– Mídias musicais contemporâneas e juventude: consumo, permissividades e experimentações 
Juliana Ribeiro Vargas, Maria Luisa Merino Xavier

– Espaços de cultura e consumo em eventos para a criança 
Juliana Costa Muller, Monica Fantin

– Prática mídia-educativa de análise de produtos e conteúdos midiáticos nas escolas da Prefeitura do Rio de Janeiro 
Marcus Tadeu Tavares, Rosalia Duarte, Carolina Jordão

– Fatores associados a desigualdades regionais no desenvolvimento de habilidades de uso de computador e internet entre estudantes brasileiros de escolas públicas 
Rita Peixoto Migliora

– Cidadania na era digital: um projeto-piloto de formação de crianças dos 3 aos 9 anos em contexto formal e informal de aprendizagem 
Vitor Tomé

– Different Aspects of the Emerging OER Discipline 
Martin Weller

Mostra Geração: os selecionados

Saiu a lista dos selecionados para o programa Vídeo Fórum da Mostra Geração 2016. Ao todo foram escolhidos 34 filmes para participar desta edição. Todos serão apresentados durante o Festival do Rio, que vai de 6 a 16 de outubro. As sessões serão seguidas de debates, em três dias a serem definidos.

O programa Vídeo Fórum é o espaço dentro da Mostra Geração onde crianças e jovens apresentam seus filmes e trocam impressões sobre linguagem audiovisual. Ao longo dos últimos 17 anos, assistimos trabalhos com mais abrangência e apuro técnico. A iniciativa vem dando a este público a possibilidade de se expressar.

Leia a entrevista com as coordenadoras da Mostra Geração

Veja a lista dos selecionados:

A CARTEIRA
Realização: Casa dos Pandavas – Escola Aberta

A DELICIOUS ENGLISH CLASS
Realização: Escola Municipal General Humberto de Souza Mello

A DEMOCRACIA EM DEBATE
Realização: Colégio Pedro II – Cinema Crítico CP2

A ESCOLHA
Realização: Núcleo de Arte Grécia

A PICHAÇÃO AMALDIÇOADA
Realização: Escola Municipal Professora Márcia Francesconi Pereira

AI, CADÊ MEU CARTÃO?
Realização: Escola Municipal Narcisa Amália

CINEMENTO – CINEMA MOVIMENTO
Realização: Escola de Cinema Cinemento – Escola de Educação Infantil da UFRJ

CINQUENTA TONS DE ALEGRIA
Realização: Educom. Arte-Projetos e Serviços LTDA.

CORAÇÃO DE MADEIRA
Realização: Colégio Estadual José Leite Lopes – NAVE

CREAR Y DESTRUIR
Realização: Taller de Cine “El Mate”

DEIXE AS PESSOAS FALAREM
Realização: Escola E.E.M.I. Presidente João Goulart

DE OITO ÀS DEZ
Realização: Breno Klemm

DESPERTAR
Realização: Colégio Estadual Dom Pedro II

DIZEM POR AÍ
Realização: Escola Municipal Comunidade de Vargem Grande

FRAGMENTOS DE UM DIA QUALQUER
Realização: Imagens em Movimento – Panapaná Produção Artísticas ME

GATITAS ESPACIALES
Realização: Taller de Cine “El Mate”

INTOLERÂNCIA
Realização: ASBRINC

LA NIT MÉS LLARGA
Realização: Cinema en curs – A Bao A Qu

LUZES DO SERTÃO
Realização: Inffinito

MARIA VAI COM AS OUTRAS
Realização: CIEP Presidente Agostinho Neto

NOSSA ESCOLA É
Realização: Colégio Pedro II

O ESPELHO DA MENTE
Realização: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz)

O EXPERIMENTO
Realização: Núcleo de Arte Copacabana

O FILME ERRADO
Realização: Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias

PASSEIO DAS FORMAS
Realização: Escola Municipal Roraima

PASSEIO PELO RIO DE JANEIRO
Realização: Centro de Pesquisa e Formação de Ensino Escolar de Arte e Esporte – Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles

REFLEXOS
Realização: Colégio Pedro II – Centro

SI VAS FULL CHOLA ESTÁS FRITO
Realização: Lulomotion / Tifa

SOMOS TODOS IGUAIS
Realização: Roda Produtiva – Produção Artística

STOP BULLYING
Realização: Escola Municipal Orsina da Fonseca

TÔ SOZINHO
Realização: Centro Educacional Anísio Teixeira

TRAILER IAN ASSOMBRADO
Realização: Casa dos Pandavas — Escola Aberta

UMA QUESTÃO DE GÊNERO
Realização: Escola Sá Pereira

VIOLENTA
Realização: SPECTACULU – Escola de Arte e Tecnologia

Não ficção para as crianças

Do site da ComKids

A diversidade de histórias e realidades infantis e o desafio de criar produções audiovisuais para crianças e jovens que tratem dessas realidades, dos fatos da vida e do mundo baseados nos olhares das crianças e adolescentes são temas do comKids não ficção, no dia 23 de setembro, em São Paulo. O evento terá um dia de programação com debates, mostra e uma Masterclass com Kez Margrie (Inglaterra), produtora-executiva do CBBC (o canal infantil da rede britânica BBC) e de produções como a série My life.

Além da participação de Kez, temos, nas mesas de conversa, confirmada a presença de profissionais como Gabriela Romeu (Projeto infâncias), Mauro D’Addio (Hora Mágica Produções), Ana Pacheco (3 tabela Filmes), Nayana Brettas (Criança Fala) e Tayla Nicoletti e Inês Figueiró (TV Cambridge).

Durante o dia inteiro teremos exibições de conteúdos de referência na área da produção de não ficção feita para e com o público infantil, contando com depoimentos em vídeo feitos especialmente para o evento por profissionais como Karolina Villarraga (Colômbia, diretora do projeto Migrópolis), Claudia Patricia González (Colômbia, La Lleva) e Paula Gomez Vera (Chile, ¿Cón que sueñas?).

Produtores, criadores e outros interessados no tema podem ser inscrever gratuitamente pelo site do comKids a partir de segunda-feira (29 de agosto). O evento é uma realização do Midiativa e do Goethe-Institut São Paulo, em parceria com a Singular Mídia & Conteúdo.

Programação

O seminário faz uma reflexão sobre a percepção infantil da realidade e sua relação com a imaginação, os afetos e o imaginário. Em compromisso com mediações sensíveis que apoiem as crianças na construção do seu repertório e sentido de sua experiência e estar no mundo, o comKids cria um espaço para discutir formas de diálogos e representações dos vários modos de ser criança. Entre os convidados das mesas estão especialistas e produtores que vêm criando novos formatos e linguagens de produções de não-ficção para o público infantojuvenil no cinema, na TV e na literatura.

Inspirado no debate sobre o que é realidade e verdade dentro da não ficção no audiovisual, o comKids acrescenta à pergunta: o que é realidade para criança e qual sua relação com o universo e linguagens infantis? Como o audiovisual pode apoiar o constante exercício da expressão infantil? Como pode trazer a representação de infâncias e realidades diversas? Como os formatos de não ficção podem potencializar o protagonismo e intervenção poética das crianças na realidade?

A mostra audiovisual vai ilustrar bons exemplos nessas reflexões, com a exibição de séries de TV, documentários, reportagens, noticiários e outros formatos de não ficção criados ao longo das últimas décadas em vários países. A programação terá ainda como convidada a premiada produtora-executiva de não ficção do CBBC. Kez Margrie vai fazer uma masterclass para produtores e criadores interessados no tema.

Ao enfocar as histórias infantis, o comKids não ficção pretende abrir o diálogo sobre as fronteiras entre realidade/ficção e realidade/imaginação e imaginário infantil, limiares tão íntimos à perspectiva infantil e inspirar novos projetos de não ficção para crianças.

O comKids não ficção conta com o apoio da SPCine, da Roquette Pinto Comunicação Educativa e da Brazilian TV Producers, programa de exportação da BRAVI em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Inscrição
Para fazer a inscrição, clique aqui. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Serviço
comKids não ficção – Debates, mostra e masterclass
Data: 23.09.16 (sexta-feira), das 9h às 18H30
Local: Auditório do Goethe-Institut São Paulo
Endereço: Rua Lisboa, 974 – Pinheiros – 05413-001 | São Paulo – SP
Inscrições: de 29/08 a 22/09, link para formulário .
Público-alvo: Produtores e estudantes de audiovisual, representantes de canais de televisão e profissionais das áreas cultural e educativa em geral (escritores, artistas, fotógrafos, game-designers, ilustradores, educadores, agentes culturais e sociais).
Capacidade: 160 pessoas

Classificação indicativa

Informações da Assessoria de Imprensa do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade de dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que estabelece multa e suspensão de programação às emissoras de rádio e TV que exibirem programas em horário diverso do autorizado pela classificação indicativa. O tema foi analisado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2404, na qual o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) questionou a regra.

O julgamento foi retomado na sessão do dia 31 de agosto com voto-vista do ministro Teori Zavascki, que seguiu o entendimento do relator da ação, ministro Dias Toffoli. Segundo Teori Zavascki, a Constituição Federal estabelece um modelo de classificação indicativa que busca colaborar com as famílias, informando os pais ou responsáveis na tutela do conteúdo acessível aos menores de idade. “O texto constitucional formatou um modelo prevendo que a competência da União para classificar tem efeito indicativo, cabendo ao poder público, por lei federal, apenas informar sobre a natureza das diversões e espetáculos públicos”, afirmou.

“Esse paradigma constitucional de atuação do poder público não se compraz com medidas de conteúdo sancionatório, sob pena de transformar a indicação em uma obrigação para as emissoras de radiodifusão”, destacou o ministro.

O ministro chamou atenção, contudo, para a ineficiência do modelo atual, no qual há a indicação da classificação logo no início da programação, mas não ao longo dela. A posição foi compartilhada pelo relator, Dias Toffoli, para quem essa observação deve ficar registrada na decisão sobre a ADI.

O voto proferido pelo relator (leia a íntegra) foi acompanhado pelos demais ministros que votaram hoje. O ministro Marco Aurélio deu procedência à ação em maior extensão. Já a ministra Rosa Weber e o presidente do Tribunal, ministro Ricardo Lewandowski, acompanharam a divergência aberta pelo ministro Edson Fachin.

Em seu voto, proferido antes do pedido de vista de Teori Zavascki, o ministro Edson Fachin deu interpretação conforme a Constituição ao dispositivo para evitar qualquer interpretação que condicione a veiculação da programação à censura da administração pública, admitindo apenas, como juízo indicativo, a classificação de programas para a sua exibição nos horários recomendados ao público infantil.

Justiça Restaurativa: curso

Estão abertas as inscrições para o Curso de Introdução à Justiça Restaurativa. O objetivo é capacitar interessados na mediação de conflitos e na construção de uma Cultura da Paz, na qual qualquer cidadão pode e deve expressar suas opiniões, percepções e necessidades e, portanto, se responsabilizarem por acordos que restaurem as relações. Em resumo, a ideia é trabalhar resolução e transformação de conflito na perspectiva da Justiça Restaurativa.

Segundo as coordenadoras e professores do curso, Mônica Mumme e Silvia Vieira, espera-se que os participantes estejam aptos a atuar em círculos de construção de paz, promovendo novas formas de resolução de conflitos e violência, a partir dos procedimentos restaurativos e das mudanças de concepção diante das dinâmicas existentes.

Serão realizadas oficinas totalizando 62 horas de formação. O grupo será capacitado nos conteúdos teóricos e práticos referente à Justiça Restaurativa: Justiça Restaurativa: base teórica, princípios e valores; Comunicação não Violenta; Conceitos complementares: autonomia, heteronomia, participação; Processos circulares: seus princípios e valores; Etapas do processo circular; Papel do Guardião no processo circular; Práticas sobre o procedimento; Mudanças individuais e coletivas: outro paradigma na construção da convivência; Cultura de Paz: sua importância no contexto da Justiça Restaurativa; Justiça Restaurativa: sua aplicação nas dinâmicas institucionais; Fluxo e Rede de Garantias de Direitos: Interinstitucionalidade; e Polo Irradiador: metodologia de Expansão da Justiça Restaurativa

Datas do Curso: setembro – 16 e 17, 30; outubro – 1, 21 e 22; novembro – 11,12, 18 e 19; e dezembro – 9. Horário: sexta: 18:30h às 21:30h e sábados: 9:00h às 18:00h

Inscrições RJ: cursoslaboratoriodeconvivencia@gmail.com ou Tel: (11) – 3672-2706

Cursos gratuitos

Foi lançada, no dia 30 de agosto, a plataforma Lúmina, destinada a oferecer cursos online, massivos e abertos ao público, conhecidos como MOOCs (Massive Open Online Course). Criada pela Secretaria de Educação a Distância (Sead), juntamente com o Centro de Processamento de Dados (CPD), seu lançamento oficial ocorreu no mezanino do Museu da UFRGS, oportunidade em que também foi comemorado o aniversário de 14 anos da Sead.

Gratuita e de acesso livre, a plataforma possibilita a auto-organização dos estudos no ritmo do aluno. A professora Mara Lúcia Fernandes Carneiro, secretária de Educação a Distância, salientou esse tipo de oferta de curso já era desejada pelos discentes. “O desafio é incentivar os professores a tomarem conta do Lúmina. Eles produzirem e disponibilizarem os seus cursos nesse espaço”, ressalta a secretária.

Baseada na plataforma Moodle, mas totalmente reconfigurada, a ideia foi desenvolver um ambiente próximo ao que os professores já estão acostumados e que pudesse ser utilizado, inclusive, para disponibilização de materiais didáticos e exercícios aos alunos da graduação, em complemento às aulas presenciais.

O reitor Carlos Alexandre Netto realçou, durante o seu discurso, o significado da plataforma para a Universidade. “Lançar uma plataforma como o Lúmina numa universidade como a UFRGS é muito importante. É a proposta de luminar a sociedade com o conhecimento e saber”, salientou.

Inicialmente, serão publicados oito cursos, produzidos pelos professores junto com a equipe do Núcleo de Apoio Pedagógico à Educação a Distância (Napead): Avaliação de Enfermagem, Poesia Grega, Química Geral, Cinética Química, Odontogeriatria, Literatura Russa, Avaliação em Usabilidade e Karatê-do. “Avaliação de Enfermagem” será o curso-piloto, com previsão de início em setembro de 2016. Em breve serão disponibilizadas mais informações sobre os demais cursos.

Congresso Vídeo estudantil

 

Foram prorrogadas até o dia 13 de setembro as inscrições para o I Congresso Brasileiro de Produção de Vídeo Estudantil, que acontecerá em Pelotas em novembro.  Acesse o site e veja o regulamento do congresso

Confira a entrevista concedida pelo coordenador à revistapontocom

Por Marcus Tavares

Como as escolas estão produzindo vídeos dentro do espaço escolar? Esta é a pergunta central do I Congresso Brasileiro de Produção de Vídeo Estudantil, que será realizado nos dias 16 e 17 de novembro, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul. O objetivo é  fomentar a pesquisa e a elaboração de trabalhos acadêmicos com ênfase na realização de vídeos nas áreas de Cinema e Educação.

Em entrevista à revistapontocom, o professor Josias Pereira, coordenador do Projeto de Extensão Produção de Vídeo Estudantil, da Universidade Federal de Pelotas, explica que o diferencial do evento está no ,deslocamento conceitual de tirar o vídeo da questão técnica e trazê-lo para o debate artístico. ”A novidade é justamente refletir qual é o referencial que está sendo usado dentro da produção de vídeo estudantil? Na prática como isso acontece? Qual é a dificuldade? Queremos sair das TICs e NTICs e caminhar para narrativas digitais”, afirma.

Acompanhe a entrevista:

revistapontocom – Quem está à frente do evento? O grupo tem alguma percepção sobre a produção de vídeo nas escolas do país?
Josias Pereira –
O grupo é composto de cinco pessoas: quatro professores que têm ligação com produção de vídeo estudantil e um profissional da área de cinema. Além de pesquisadores, todos possuem contato com diversos outros professores que produzem vídeo estudantil no Brasil. No meu caso, desde 1998, venho realizando oficina em escolas sobre produção de vídeo. Já ajudei a criar oito festivais de vídeo nas cidades do Rio de Janeiro (videvídeo – UFRJ), Maringá, Pelotas, Rio Grande, Capão do Leão, São Lourenço do Sul, São Leopoldo e São José do Norte.

revistapontocom – O evento é aberto para as escolas de Educação Básica? Como participar?
Josias Pereira –
 O evento é aberto a todas as escolas que desejam participar. Os interessados devem enviar um vídeo, um texto acadêmico ou um relato de experiência sobre produção de vídeo nas escolas. A novidade é que quem não puder vir a cidade de Pelotas poderá fazer um vídeo sobre sua apresentação e enviar para o congresso.

revistapontocom – Qual é a importância da produção audiovisual nas escolas?
Josias Pereira –
A possibilidade de o professor contemplar as múltiplas inteligências dentro da sala de aula.  A neurociência aponta que aprendemos de forma diferenciada, no entanto e a escola é focada no ensino linear. Queremos estimular professores a produzir vídeos, possibilitando assim experiências diferentes para os alunos. O vídeo não vale pelo produto final, mas pelo processo que os alunos passam, da ideia inicial até o final do processo. Vemos a produção de vídeo como possibilidade para professores e alunos experimentarem, dentro de um espaço educacional, diversos debates que o vídeo proporciona, do uso da linguagem coloquial (já que o roteiro é escrito para ser filmado) até a parte da matemática. Por exemplo: quanto tempo uma bateria dura? Qual o tamanho de um arquivo HD ou Full HD? Acreditamos que professores e alunos aprendem juntos na produção de filmes.

revistapontocom  Você acha que essa produção de vídeos estudantis vem ocorrendo de forma satisfatória?
Josias Pereira –
Aqui na região do Rio Grande do Sul contribuímos para abrir seis festivais além de outros três que já temos. Temos o primeiro festival de vídeo estudantil do Brasil: o Festival de vídeo de Guaíba, que é coordenado pelo professor Valmir Michelon. Completa este ano seu 15 aniversário. Percebemos a importância pedagógica e técnica desta produção, além do fato de vários professores trabalharem de forma integrada e interdisciplinar. Em nossa região, também há o Festival de São Leopoldo, coordenado pela professora Eliane Candido. Tem se mostrado um sucesso em vários sentidos. Neste ano, o evento contou com 85 vídeos inscritos.

revistapontocom – O que o grupo espera do evento?
Josias Pereira –
Esperamos do congresso um espaço para debate, rever os amigos e pensar em uma ação que contribua para que professores e alunos possam, ao produzir vídeos, refletir sobre o país, compreender a importância do quarto poder (mídia), repensando o seu espaço, o seu bairro, a sua cidade. Defendemos que o lúdico contribui para o aprendizado e que cada vez mais a escola deve se abrir para novas ações, sendo assim, de fato, uma escola do século XXI e não uma escola que reproduz métodos do século passado.