Game Criança Segura

Por Luanna Tavares

Pais, responsáveis e professores: vocês já ouviram falar do jogo “Criança Segura”? Ele foi lançado, pela OSCIP Criança Segura, com o objetivo de disseminar a cultura de prevenção de acidentes de forma lúdica e prazerosa junto ao público infantil. O game, que conta com 10 atividades e é indicado para meninos e meninas com mais de seis anos de idade, apresenta situações nas quais as crianças aprendem a identificar os perigos em ambientes domésticos ou no trânsito, dando dicas de como evitar acidentes.

A iniciativa é bem-vinda, afinal, para quem não sabe, a principal causa de morte de crianças – de zero a 14 anos no Brasil – é por algum tipo de acidente em casa ou na rua, como atropelamento, afogamento e queimadora.  Todos os anos, mais de 4 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 122 mil são hospitalizadas. Os dados são da plataforma de dados do Ministério da Saúde, o Datasus.

Para jogar, basta acessar o site: http://criancasegura.org.br/game/.  O jogo já está disponível. Apresenta dez atividades/desafios.  Foi lançado no dia  30 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes.

Para entender mais sobre a proposta do game, a revistapontocom conversou com Carla Lerner, responsável pela área de mobilização da OSCIP Criança Segura e pelo desenvolvimento do game.

Acompanhe:

revistapontocom – Como surgiu a ideia de criar um jogo com intuito de ensinar e entreter as crianças ao mesmo tempo?
Carla Lerner – A partir da necessidade de termos uma ferramenta direcionada para o público infantil, de forma a ensinar os pequenos desde cedo identificarem e reconhecerem algumas situações de risco, o que pode contribuir na redução dos acidentes. No entanto, ainda entendemos que o adulto é o responsável pela segurança das crianças e o game vem como um complemento para a geração da autonomia e desenvolvimento de algumas noções de um comportamento seguro para a criança. Outro ponto é proporcionarmos aos nossos cursistas, que participam das nossas formações à distância, mais uma atividade para suas ações, que poderão ser utilizadas em sala de aula.

revistapontocom – Você acha que aprender brincando é mais fácil?
Carla Lerner – Sem dúvidas. Sabemos que a educação por meio do jogo e da descoberta resulta em uma real e significativa aprendizagem para a criança. O lúdico é sempre o melhor caminho para ensinarmos as crianças.

revistapontocom – Qual a importância desse game para a família toda?
Carla Lerner – Ensinar as crianças desde pequenas a cuidarem do seu próprio corpo e desenvolverem algumas noções de um comportamento seguro, o que tornará adultos mais conscientes em relação à segurança. Além do mais, o game pode ser utilizado pelas crianças acompanhadas pelo adulto, que ajudará a reforçar ainda mais os conhecimentos trabalhados nas atividades.

revistapontocom – Quais são as situações que as crianças vão encontrar no game?
Carla Lerner – Desde cenas no ambiente doméstico que apresentem algum tipo de risco, como queimaduras, intoxicações, afogamentos, quedas, sufocações etc, e também situações no trânsito. O retorno já é muito bom. Tivemos uma boa procura grande por parte da mídia e muitos elogios dos nossos parceiros e das pessoas que acompanham o nosso trabalho. O jogo pode ser vivenciado por meio do site. O aplicativo estará disponível gratuitamente a partir do início de outubro.

revistapontocom – O Criança Segura já pensa em novos projetos como este?
Carla Lerner –  Sim. A Criança Segura sempre está com um olhar voltado para novos projetos que envolvam a educação, pois acreditamos na tecnologia aliada a educação. Logo mais, teremos novidades para os familiares e responsáveis por crianças.

Formar para o futuro

Por Érica Fraga
Jornalista com mestrado em Economia Política Internacional no Reino Unido. Venceu os prêmios Esso, CNI e Citigroup. Escreve sobre educação, às quartas, na Folha de S. Paulo
Artigo originalmente publicado na Folha de S. Paulo

Seis em cada dez alunos do ensino fundamental no município de São Paulo acreditam que trabalhos em grupo, debates e o uso de tecnologia pelo professor facilitam a aprendizagem. Os dados revelados em reportagem do jornalista Paulo Saldaña, no Jornal Folha de S. Paulo, mostram que os estudantes brasileiros estão de alguma forma antenados com o que será esperado deles no mercado de trabalho.

Segundo uma nota recente do FMI sobre educação, assinada por Nagwa Riad, a geração nascida entre 1980 e 2000 — mesmo os que já estão empregados — enfrentará mudanças constantes e profundas em seu universo profissional. O documento ressalta que isso “significa que muitos, se não a maioria, precisarão se ‘reequipar’ e aprender novas habilidades diversas vezes durante sua vida laboral”.

Um estudo do Fórum Econômico Mundial sobre o futuro do trabalho, publicado em 2016, cita uma estimativa de Karl Fisch e Scott McLeod segundo a qual 65% dos alunos que iniciam a educação primária trabalharão em ocupações hoje inexistentes.

Por isso os estudantes paulistanos estão certos em querer maior interação com colegas e a aplicação da tecnologia como apoio pedagógico. São ferramentas que aumentam a atratividade do conteúdo escolar, claro, mas que, além disso, serão essenciais para a necessidade de frequente reciclagem ao qual serão expostos no futuro.

Uma pista de como isso ocorrerá está na lista de dez habilidades que serão mais valorizadas em 2020 em comparação com as mais buscadas em 2015. Segundo profissionais de RH de dezenas de países —incluindo o Brasil— ouvidos pelo Fórum, a criatividade, que estava no pé da lista de 2015, será a terceira característica mais importante para o candidato a uma vaga daqui a três anos. A tecnologia é aplicada de forma crescente em processos criativos das mais diversas áreas.

Inteligência emocional —capacidade de se relacionar bem com os outros, de superar problemas e de persistir em desafios— que nem aparecia no ranking de dois anos atrás surge em sexto lugar no de 2020.

Aí surgem perguntas como: fala-se tanto agora dessas habilidades não cognitivas, de sua importância, de como empregadores darão enorme valor a elas, isso significa que a formação nas disciplinas tradicionais perderá valor?

Não, dizem os entendidos. O mercado continuará à busca de indivíduos que dominem muito bem o básico, a matemática, o raciocínio lógico, as ciências, a língua. Uma evidência disso é que resolução de problemas complexos aparece no topo da lista de habilidades mais demandadas em 2015 e não é desbancada por nenhuma outra em 2020.

Tanto o FMI quanto o Fórum ressaltam que as profissões ligadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática – classificados em inglês como “Stem” – continuarão a prosperar. A diferença em relação ao passado é que haverá menos espaço para o profissional genial com números que não gosta muito de conversa e passa a maior do tempo isolado. Um trabalho muito interessante do economista David Deming, de Harvard, analisou o crescimento das profissões – tanto em termos de vagas quanto de remuneração – considerando o grau de “habilidades sociais” exigido nas mesmas.

O pesquisador concluiu que cargos que exigem muita matemática, mas baixa interação com pessoas, estão em declínio no mercado norte-americano. Mas os que exigem muita matemática combinada com grande interface social estão em alta. Um exemplo: será cada vez mais esperado que programadores de computação interajam com clientes para entender suas necessidades especificas. A adoção de estruturas menos verticais nas empresas também é outra mudança que terá impacto nas habilidades exigidas dos profissionais.

Cargos intermediários como gerentes administrativos devem ser drasticamente reduzidos. Uma série de reportagens que fiz com as jornalistas Mariana Carneiro e Ingrid Fagundez em 2014 mostrava que isso já começava a ocorrer no Brasil. Essa tendência, diz o Fórum Econômico Mundial, vai exigir mais comunicação direta entre funcionários em níveis hierárquicos mais baixos e chefes em cargos importantes que talvez antes nem se encontrassem. Ou seja, as pessoas vão precisar falar bem, se expor bem, se comunicar bem, com públicos diferentes. Isso valerá para empregados e chefes.

Todas essas mudanças significam que a escola e os formuladores de políticas educacionais precisam pensar em conteúdos e estratégias pedagógicas que olhem mais para o futuro. Ouvir os alunos —como parece estar fazendo o município de São Paulo —é essencial.

Estar antenado com o mundo empresarial e acadêmico para entender o que vem pela frente também. Escolas, empresas e academia ainda são separadas por enormes muros que não beneficiam ninguém.

Júri popular: participe

A Rede de Sementes do Xingu (Mato Grosso – Cerrado e Amazônia) é uma das oito iniciativas finalistas do Desafio Ambiental: inovação e empreendedorismo em restauração florestal, promovido pelo WWF. A rede é uma articulação que produz sementes nativas para o processo de restauração ecológica nas cabeceiras do Xingu através da inclusão socioeducativa e cultural de povos indígenas e agricultores familiares. Com isso, ela busca apoio para aprimorar o plano de negócios e a preparação para crescer e disseminar a iniciativa em vários territórios, além da formação em gestão de negócios de impacto na Amazônia.

Gostou da proposta? Então até o dia 21 de setembro, o público poderá votar no melhor projeto inscrito no Desafio Ambiental: ação da WWF que busca identificar e fortalecer experiências inovadoras e modelos de negócio e de produção que promovam a restauração florestal no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atlântica e na Amazônia.

A finalidade é reconhecer organizações, grupos, comunidades e startups que estão atuando no campo da restauração, promover colaboração entre iniciativas, gerando uma onda de impacto positivo, além de apoiar e impulsionar o desenvolvimento e o impacto de projetos existentes e de inovações, ferramentas e modelos sustentáveis

O Laboratório de silvicultura tropical (São Paulo – Mata Atlântica); Viveiro Lua Nova – Nucleário (Rio de Janeiro – múltiplos biomas), Instituto Auá (São Paulo – Mata Atlântica), Idesam (Amazonas – Amazônia), Associação Caatinga (Ceará – Caatinga) e o Zoneamento Climático (Minas Gerais – múltiplos biomas) completam a lista dos finalistas.

A premiação vai acontecer no dia da árvore. As melhores propostas vão participar de um processo de imersão em grupo, com troca de experiências, consultoria e workshops para melhoria das práticas. O 1º lugar ganhará R$ 5.000. O 2º colocado, R$ 3.000. A iniciativa escolhida pelo júri popular levará R$ 2.000.

Assista aqui aos vídeos que trazem os outros finalistas

Tempo de qualidade

Por Rodrigo Ratier
Editor da revista Nova Escola, Dr. Educação e professor da Faculdade Cásper Líbero
Artigo originalmente publicado pela Nova Escola

O conceito é conhecido na Psicologia. “Tempo de qualidade” é um período em que dedicamos exclusivamente nossa atenção a alguém, com o objetivo é estreitar a relação com essa pessoa. Me parece uma noção interessante, mas que tem sido desvirtuada quando se trata do contato com os filhos. Navegue na internet em busca de sugestões para “tempo de qualidade” com os pequenos e encontre as seguintes atividades: artesanato, piquenique, cabana na sala, imitação, sombras e por aí vai.

Fiquei na dúvida. Estamos falando de pais ou de animadores de circo? Me incomoda essa associação entre qualidade e diversão. Um sinônimo que me parece falso.

Pensei bastante nisso durante o fim de semana. Estive na casa dos meus sobrinhos. Bernardo tem quatro anos e Tomás, um e meio. O menorzinho é um menino adorável e muito energético. Sua rotina é um grande circuito de crossfit. Corre, sobe escadas, chuta bola, abre porta – e sai correndo de novo, sobe escada, chuta bola, abre porta.

Naturalmente, depois de algumas horas ele está exausto. Aconteceu lá pelo meio dia no sábado. Esgotado, começou a chorar e se debater – e aí entrou naquela espécie de piloto automático em que o choro realimenta a agressividade e assim por diante.

Coloquei-o no carrinho. Ele resistiu. Deitei-o, pus a mão com força em seu peito. Disse: “Calma. Calma. Calma”. Ele foi parando de chorar. Pus o carrinho em movimento. Em dois minutos, ele estava dormindo.

Nada mais trivial. Foi nessa simplicidade – e não numa rotina com atividades mirabolantes, ditas “divertidas” – se deu o momento de maior conexão, até agora, entre mim e o pequeno. Por alguns
instantes, ele confiou em mim. E relaxou.

Penso também na Luiza e nossos momentos cotidianos. Quando volto com ela da escola a pé. Quando ela está no banheiro e me pede para contar uma historinha. Quando jantamos eu, ela e a Marina. Quando ela pede “me nana”. São as horas mais prosaicas e também as mais profundas. É quando nos olhamos nos olhos, fazemos carinho, conversamos e até brigamos.

As relações afetivas crescem com tempo e dedicação. Isso independe de sua natureza. A vida é suficientemente rica para nos trazer qualidade em suas atividades diárias. Refeições. Trocas de roupa. Banho. Caminhadas. Supermercado. E até o médico.

Pensando bem, tempo de qualidade, no fundo, é só tempo.

Cinema negro

Zózimo Bulbul, o Jorge da Silva, foi o grande homenageado da 10ª edição do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul – Brasil, África e Caribe. Ator, cineasta, produtor, roteirista e fundador do Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul, ele completaria 80 anos no próximo dia 21 de setembro. Jorge da Silva se tornou o primeiro negro a ser protagonista de uma novela brasileira, “Vidas em Conflito” da extinta TV Excelsior.

Com recorde de inscrições, o evento terminou no último dia 9, e a programação ocupou os espaços do Cinema Odeon e Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, e Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá. Foram mais 80 filmes, sendo 66 nacionais e 22 internacionais, todos feitos por cineastas negros e também jovens revelações. Destes, 5 curtas infantis foram apresentados.

“Lá do alto”, com duração de 8 minutos, conta a história de um menino sonhador que sente saudades de sua avó que morreu. Ele tenta convencer o pai a levá-lo para o alto de uma pedra, na comunidade do Vidigal. O garoto acredita que chegando lá, ficará mais perto do céu e poderá se comunicar com a avó. O filme ganhou vários prêmios em Festivais. Além do curta dirigido por Luciano Vidigal, também estiveram na programação: “Nana e Nilo e o tempo de brincar”, de Sandro Lopes, “Òrun Àiyé”, de Jamile Coelho e Cintia Maria, “Esconde-Esconde” de Don Felipe e Luciana Bollina e “El Reflejo”, de Everlane Moraes.

Desde 2014, a convite de Zózimo Bulbul, o premiado cineasta Joel Zito Araújo realiza a curadoria do evento. Na edição de 10 anos, o encontro recebeu cineastas da África do Sul, Nigéria, Guadalupe, Senegal, Burkina Faso, Etiópia, Camarões, Gana e Ruanda.

Organizado pelo Centro Afrocarioca de Cinema, o encontro é referência no Brasil e no mundo e mantém o objetivo do fundador cumprindo o papel de fortalecer a identidade negra através de processo formativo com exibições, debates, seminários e diferentes ações.

Brasil e China

Por mais de uma década o acordo de coprodução cinematográfica entre Brasil e China vinha sendo negociado pelo Ministério da Cultura, através da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Mas foi no inicio deste mês, que finalmente um dos maiores mercados do mundo se abriu para o cinema brasileiro. O objetivo do acordo bilateral, assinado pelos dois países, é impulsionar o setor cinematográfico.

Na prática como isso irá funcionar? Na vigência do acordo, as coproduções realizadas por empresas do Brasil e da China vão possuir tratamento nacional em ambos os territórios. Os filmes realizados em conjunto terão acesso aos mecanismos públicos de financiamento disponíveis nos dois países, como o Fundo Setorial do Audiovisual, no Brasil. Além disso, serão considerados produtos nacionais nos respectivos mercados e também será possível a participação de produtores de países com os quais Brasil ou China tenham firmado acordo de coprodução.

“Espero que haja num futuro próximo um grande número de coproduções envolvendo produtoras brasileiras e chinesas. Será um grande estímulo ao crescimento do setor audiovisual do Brasil, que hoje já responde por cerca de 0,46% do PIB e apresenta um vasto potencial de expansão e de contribuição para o desenvolvimento do país.”, afirmou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

O MinC acredita que o acordo vai contribuir para uma efetiva cooperação entre os setores produtivos dos dois países, em sintonia com a proposta de estimular a circulação das obras brasileiras no mercado internacional e de promover a realização de coproduções internacionais envolvendo criadores e produtores brasileiros.

Filme e debate

Nunca me sonharam: esse é o nome do documentário que retrata depoimentos de jovens e aborda o Ensino Médio brasileiro. Dirigido por Cacau Rhoden, com duração de 80 minutos, o longa-metragem tem o objetivo de destacar o valor da educação, tendo como base os relatos e opiniões de estudantes e especialistas de diversas áreas. O filme será exibido durante a quarta edição do encontro internacional Educação 360, que será realizado nos dias 21 e 22 de setembro, na Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. No encontro internacional, que será gratuito, experiências e reflexões sobre temas importantes no dia a dia de professores e estudantes serão discutidas.

Confira a programação do evento

Nunca me sonharam mostra os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive essa realidade e prova que os adolescentes têm voz e iniciativa para promover mudanças que podem transformar o Brasil em um país melhor e menos desigual.

“Ao começar a desenvolver o filme, fui investigar em que condições se dá o Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil e porque os jovens estão abandonando a escola. Os obstáculos que os estudantes enfrentam no convívio em sociedade impactam diretamente não só suas vidas particulares, mas a escola e a educação como um todo, o que gera um ciclo vicioso. Ao dar voz aos jovens, percebemos que, apesar de todas as adversidades enfrentadas, eles estão se autoproclamando protagonistas de seus caminhos, da sua educação, em busca de seus sonhos”, disse Cacau Rhoden, em entrevista a Rádio Brasil Atual.

Teatro Universitário

Voltado para jovens estudantes que desejam um espaço para mostrar e desenvolver trabalhos, a 7ª edição do Festival de Teatro Universitário apresenta uma maratona teatral de esquetes e espetáculos, passando por gêneros como drama, musical, teatro-dança e palhaçaria. O evento, que promove uma intensa troca entre as escolas de artes cênicas e revela novos talentos, foi criado, em 2010, pelo produtor Miguel Colker e pelo diretor e ator Felipe Cabral.

Até o dia primeiro de outubro a programação da mostra de espetáculos acontecerá no Teatro Cesgranrio, onde serão apresentados 13 espetáculos selecionados de universidades do Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.

Veja a programação

No  dia 4 de outubro, será realizada a Mostra Competitiva Nacional, no Teatro SESI. Vinte e sete esquetes foram selecionadas. O público poderá acompanhar todas as apresentações e votar na melhor. As produções concorrem em dez categorias: Melhor Esquete, Melhor Ator, Melhor Atriz, Esquete pelo Júri popular, Melhor Direção, Melhor Direção de Movimento, Texto Original, Melhor Iluminação, Melhor Cenografia e Melhor Figurino. O grande vencedor recebe um patrocínio de R$ 40 mil para montar um espetáculo que já tem sua participação garantida no Festival de Curitiba, em 2018.

Prêmio Shell

Com um projeto sobre a eletroquímica, o professor de ciências Saulo Paschoaletto, do CIEP 456 Marco Polo, localizado no bairro Cantagalo, em Três Rios, município do Rio de Janeiro, ficou em primeiro lugar na categoria Ensino Médio da última edição do Prêmio Shell de Educação Científica. Com seus alunos, ele produziu, por meio de componentes químicos, equipamentos que geram corrente elétrica. Trabalhou com pilhas, celulares, tablets e produtos de limpeza.

Quem tem algum trabalho na área ou que contemple Matemática, Ciências, Biologia ou Física pode fazer que nem o professor Saulo: participar do Prêmio, só que da edição deste ano. É preciso apenas que o projeto de sala de aula tenha sido desenvolvido no ano letivo de 2016 ou 2017.  As inscrições vão até o dia 13 de outubro.

O Prêmio, que é dividido nas categorias Ensino Fundamental II (professores de Ciências e Matemática) e Ensino Médio (professores de Biologia, Física, Química e Matemática), busca contemplar educadores que pensam diferente, que transformam a sala de aula em um ambiente inovador e criativo, tornando os estudantes interessados pelo conhecimento científico.

Os três primeiros colocados de cada categoria vão ganhar um prêmio em dinheiro e uma viagem educativa para Londres, na Inglaterra, onde farão uma imersão ao mundo das ciências, com atividades, palestras e visitas a museus e diversas organizações educacionais.

Além disso, as escolas dos professores premiados também ganharam prêmios. Escolas dos primeiros colocados levarão um kit de robótica, um laptop e um projetor multimídia. Já as os segundos colocados ficarão com um laptop e um projetor multimídia, e por fim, as escolas dos terceiros colocados ganharão um projetor multimídia.

Para mais informações acesse o site: www.premioshelldeeducacaocientifica.com/