Sonho possível!

A campanha Papai Noel dos Correios chega à 28ª edição. A ideia é simples: a instituição recebe cartas de crianças endereçadas ao Papai Noel. Os interessados em concretizar os sonhos respondem aos pedidos de presentes de natal. Participam do processo crianças em situação de vulnerabilidade social. A campanha contempla também cartas de estudantes das escolas da rede pública (até o 5º ano do Ensino Fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.

Para tirar um sonho do papel, basta adotar uma cartinha.
Para isso, consulte aqui os pontos de adoção de cartas.
Em algumas localidades, também será possível fazer uma adoção on-line.

No ato da retirada da carta, deverão ser informados nome e telefone de contato. Os presentes deverão corresponder aos pedidos formulados nas cartas. Não há limite de cartas por padrinho, mas lembre-se de que você é responsável pelas cartas que pegar para adotar. Uma desistência impede que a carta seja adotada por outro padrinho.

Caso o brinquedo seja frágil, acondicione-o de forma adequada, utilizando caixa e escreva “Frágil” no pacote. Bicicletas devem ser entregues, preferencialmente, em caixas. Escreva o número de identificação da carta na embalagem do presente. Os presentes deverão ser numerados com a mesma numeração da carta, pois é este número que identificará o endereço da cartinha adotada. É preciso entregar os presentes nos locais e prazos definidos pelos Correios da sua localidade.

Caso os presentes não possam ser entregues às crianças (em razão de endereço insuficiente, incorreto ou mudança de destinatário, entre outros motivos), serão doados pelos Correios a instituições sem fins lucrativos.

Próxima página

A nova série audiovisual da MultiRio – Próxima Página –  reúne personagens como a escritora Nélida Piñon e o pedreiro Evando dos Santos, fundador de uma biblioteca comunitária, em torno de um tema em comum: a paixão pelos livros. Os programas mostram bate-papos entre pessoas apaixonadas pela literatura e que trazem à tona as diversas maneiras de entrar nesse mundo e vivenciar a leitura, promovendo o prazer desse hábito e evidenciando sua relação com outras atividades. De forma descontraída e envolvente, Próxima página destaca a importância dos livros na vida de dez pessoas e convida os espectadores a compartilhar as histórias e afetos desses personagens.

Os dez episódios, com dois personagens e cerca de 15 minutos cada, têm a participação de Nestor Capoeira, capoeirista e autor; Patricia Mellodi, cantora e compositora; Evando dos Santos, fundador de uma biblioteca comunitária; Nélida Piñon, escritora; Paulo Sabino, poeta; Eliane Pimenta, professora da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro e autora; André Dahmer, cartunista; Marcio Libar, ator, diretor teatral e palhaço; Ernandes Fernandes, arquiteto; e Tainá Almeida, do coletivo Meninas Black Power.

Próxima página traz o prazer da leitura como seu grande tema e é voltado a um público amplo, que inclui professores e alunos da Rede Pública Municipal de Ensino do Rio de Janeiro e todos que reconhecem, ou desejam conhecer, a importância dos livros. Todos os episódios podem ser acessados no Portal MultiRio

Prêmio Ferreira Gullar

O Universo de Ferreira Gullar, de Elisson Bastos Tavares, de Manacapuru (AM); Ferreirinha Game: os Poemas de Ferreirinha, de João Vitor Cardozo de Oliveira, de Duque de Caxias (RJ); e A Arte Existe Porque a Vida Não Basta, de Hiago Matheus Cunha Pereira, de Itajaí (SC), foram os três classificados do Prêmio Ferreira Gullar. O resultado final foi divulgado pelo Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC).

Além do prêmio em dinheiro, os ganhadores vão receber troféus em solenidade prevista para ocorrer no mês de dezembro. O primeiro colocado receberá R$ 10.000; o segundo, R$ 7.142,86 e o terceiro, R$ 4.285,72. O objetivo foi incentivar o interesse pela leitura, estabelecendo um diálogo entre os jogos digitais e a literatura.

O DLLLB recebeu 60 inscrições e foram habilitados os 11 melhores trabalhos. Os candidatos deveriam criar um jogo ou aplicativo inspirado na obra de Ferreira Gullar. Esta é a primeira etapa do prêmio, voltado para estudantes matriculados em escolas da rede pública ou privada de ensino fundamental ou médio.

Nascido em São Luís, no Maranhão, Ferreira Gullar foi poeta, crítico, ensaísta e líder do movimento literário conhecido como Neoconcretismo, surgido no Rio de Janeiro na década de 1950. Os neoconcretistas acreditavam que a arte tinha sensibilidade, expressividade e subjetividade próprias e eram contrários às atitudes cientificistas e positivistas nas manifestações artísticas.

Gullar iniciou a poesia concreta com o livro A Luta Corporal, publicado em 1954. O poeta também escreveu diversas peças teatrais, em parceria com outros dramaturgos, como Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, e Dias Gomes. Recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção de 2007, com Resmungos. Em 2010, recebeu o Prêmio Camões e, quatro anos mais tarde, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. No ano passado, foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural (OMC) no grau máximo Grão Cruz. Oferecida pelo MinC, a OMC é a principal condecoração pública da área da cultura no Brasil.

TV Surdo

Vocês conhecem a TV Surdo? Esse programa faz parte da principal emissora de Moçambique. A atração entrou no ar em fevereiro. Poucos meses depois, em setembro, a TV Surdo já ingressava na lista dos programas mais vistos aos domingos, ao lado de concorrentes brasileiros que caíram no gosto local.

São oito jornalistas, sete deles surdos e um cadeirante, que formam a redação e se superam a cada reportagem, onde abordam temas ligados a pessoas com deficiências, mas também o noticiário em geral, principalmente saúde e esporte. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, hoje, em Moçambique, existem mais de 60 mil pessoas surdas. Dois terços delas não sabem ler nem escrever português. O mais curioso é que nenhum dos jornalistas surdos cursou o ensino superior, a formação em jornalismo vem de um curso intensivo oferecido por uma ONG. A ideia de criar a TV Surdo partiu de Sousa Pinto Camanguira, o diretor.

Acesse o programa pelo canal do Youtube

Ele ficou surdo aos 6 anos, depois de uma meningite. Assistir à televisão com a família não era uma diversão, pois havia momentos em que todos riam, e ele ficava sem entender nada. Sousa perguntava o motivo das risadas e diziam que iriam explicar depois, porém, a explicação nunca vinha. Isso também acontecia com outros colegas surdos. Quando se encontravam, conversavam sobre os programas de televisão para ver o que cada um tinha entendido.

As reportagens do programa abordam temas ligados a pessoas com deficiências, mas também o noticiário em geral, principalmente saúde e esporte. Nos bastidores, a realidade da produção é em si um exemplo de jornalismo de superação. Além da produção de reportagens, a TV Surdo também realiza palestras de saúde. Um dos assuntos é o HIV, a principal causa de morte de adultos em Moçambique.

Mundo Geek

O mundo “Geek” está em alta entre a garotada. A novidade é que elas poderão mergulhar no “Almanaque Histórias em Quadrinhos de A a Z”. A obra é um manual para as crianças que se interessam por esse universo, onde reúne informações sobre os personagens mais importantes dos quadrinhos. Com o objetivo de estimular a leitura e a criatividade, o livro também é voltado para os pais que compartilham interesses em comum com seus filhos.

“O principal critério de escolha foi representatividade e escolhemos um personagem para cada letra do alfabeto. O livro mostra também como é produzida uma HQ, quais são os profissionais envolvidos na criação, desfaz alguns mitos como, por exemplo, o de que histórias em quadrinhos são apenas para meninos, dá muitas dicas de leitura e termina ensinando o leitor a criar a sua própria HQ”, disse Juliana Kaiser, uma das autoras do livro.

A publicação,  indicada para todo tipo de público, da editora Ciranda Cultural, leva o pequeno leitor ao mundo das histórias com direito a linha do tempo de grandes personagens, como a criação do Gato Felix, Mickey Mouse, Recruta Zero, Mônica, Mafalda, Garfield, entre outros, onde é pontuada com algum fato científico, como o Nobel de Física de Albert Einstein, a chegada do homem à Lua, o nascimento da ovelha Dolly etc.

Segundo Juliana, outros volumes da coleção virão com novidades. “Esse é o primeiro livro da coleção, em outros volumes pretendemos abordar os outros aspectos da cultura pop e nerd como, por exemplo, desenhos animados, vídeo games, mangás, cinema, entre outras possibilidades”.

Para quem não sabe, o Mundinho Geek nasceu no formato de evento em fevereiro de 2016, no Rio de Janeiro, com uma série de atividades para crianças até 12 anos. Com uma programação que contou com oficinas de culinária, astronomia, robótica, desfile de cosplay e uma festa baby boom, o sucesso do evento inspirou a criação da coleção.

Dia do cérebro

Em média, cinco escolas são selecionadas por ano para participar do Dia do Cérebro. A iniciativa, voltada para turmas do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, é um conjunto de ações focadas na promoção da alfabetização e difusão científica. Entre as atividades estão o Laboratório Aberto de Práticas, exposições de peças anatômicas e palestras ligadas ao tema central do Museu Itinerante de Neurociências (MIN) de 2018: envelhecimento.

Para participar a escola interessada deverá realizar a inscrição até o dia 30 de novembro, através do site do projeto. É importante lembrar que a unidade escolar precisa ter disponibilidade de espaço, incluindo área coberta, e de realizar cópias dos textos de divulgação científica a serem distribuídos durante as visitações. Será necessário o preenchimento do Formulário de Solicitação de Visitação às Escolas, assinado pelo diretor da unidade, e enviá-lo junto de três fotos da escola (incluindo a fachada da unidade e o local proposto para a realização do evento).

A Direção deve indicar, ainda, alunos e professores para participarem do evento como monitores voluntários, os quais serão capacitados pela equipe do MIN e receberão certificados. Essa é a primeira etapa do processo de seleção. Os documentos solicitados serão analisados e as escolas vão ser classificadas conforme localização, público atendido e área disponível para a realização das atividades. O resultado será divulgado no site a partir do dia 9 de dezembro.

O projeto MIN tem parceria com a ONG Organização Ciências e Cognição e o Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CeC-NuDCEN/UFRJ), além disso a equipe do Museu Itinerante de Neurociências também é responsável pela Semana do Cérebro, realizada anualmente no mês de março, no Espaço Ciência Viva (Tijuca) e nos campi da UFRJ e da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Saiba mais no site do projeto

Circuito Tela Verde

As inscrições para a 9ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente do Circuito Tela Verde (CTV) foram prorrogadas. O Ministério do Meio Ambiente vai receber os materiais, pelos Correios ou via internet, até o dia 30 de novembro. Os interessados devem acessar a página do programa para conhecer as regras (http://www.mma.gov.br/educacao-ambiental/educomunicacao/circuito-tela-verde#como-participar).

Voltada para a produção audiovisual independente, o objetivo da mostra é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, participação e mobilização social. Além disso, o material também é destinado a atender a demanda de espaços educadores por materiais pedagógicos multimídias.

Como participar? Os candidatos devem preencher um formulário de cadastramento para cada vídeo inscrito e encaminhar os trabalhos para o e-mail circuitotelaverde@mma.gov.br ou se preferirem pode encaminhar pelos Correios. Nesta opção, a pessoa deve fazer a postagem de cópia em mídia DVD em formato MPEG-4/, MP4, MOV ou AVI, identificadas com o nome do responsável e o nome do vídeo. O endereço para envio é: Departamento de Educação Ambiental – 9° Circuito Tela Verde, Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 9°Andar, salas 926/936, Ministério do Meio Ambiente – MMA CEP 70.068-901.

Os trabalhos vão ser selecionados por uma equipe técnica multidisciplinar, onde os critérios de seleção incluem abordagem critica sintonia com a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA, além de requisitos de qualidade de som e imagem. Os vídeos farão parte do acervo das Salas Verdes, espaços multimídias espalhados por 26 estados brasileiros.

Natal: consumo ou celebração?

Por Lais Fontenelle

Todo final de novembro, quando as luzes e os enfeites nos anunciam que o Natal se aproxima, fico pensando no significado dessa data – a segunda que mais gera lucro aos lojistas, perdendo em vendas somente para o Dia das Mães. Será que estamos comemorando o Natal com nossas famílias de forma sustentável? Será que temos passado valores humanos para nossas crianças ao comemorar um Natal onde os presentes são o mais importante da festa? Gostaria de compartilhar essa reflexão para que nós, adultos, possamos repensar o sentido que temos dado ao Natal.

Na minha família, sempre que um neto vinha ao mundo, minha avó – de quem herdei os olhos e o nome! – bordava um saco de Papai Noel com o nome do bebê que havia nascido. Era como um ritual de boas vindas da família, do qual guardo belas recordações. Nossa reunião no dia 24 de dezembro não era somente para trocar presentes, que preenchiam os sacos bordados pela vovó, mas para celebrar conquistas e afetos compartilhados ao longo daquele último ano. É verdade que a troca de presentes sempre fez parte da festa, mas a magia envolvida na celebração era, sem dúvida, muito mais importante e interessante, para nós crianças, do que os presentes em si.

Esperávamos na janela do quarto pelo trenó do bom velhinho enquanto os adultos arrumavam os sacos embaixo da árvore. E, mesmo aquelas netas mais velhas ou mais céticas como eu, que não acreditavam no Papai Noel, entravam na brincadeira e, quando aparecia algo mais brilhante no céu, diziam: “lá vem ele!”. Era uma verdadeira farra. Hoje, me parece que os presentes são o que mais importam nessa data.

Atualmente, as famosas cartinhas de Natal entre as crianças trazem listas sem fim dos últimos lançamentos de brinquedos anunciados incessantemente pela publicidade na TV – que convida nossos filhos a um consumo exagerado.

Acredito que há uma luz no fim do túnel quando vejo a poesia das crianças que conseguem, se bem conduzidas por um adulto, endereçar como pedido de Natal nas suas cartinhas coisas como paz, borboletas, alegria – e isso vi em murais de escolas. Chegar nesse ponto, no entanto, requer diálogo entre adultos e crianças já que, sem dúvida, o mais fácil é mesmo listar os últimos lançamentos de brinquedos…

Na semana passada, li um texto de uma organização inglesa que discutia o significado das cartinhas endereçadas ao Papai Noel, além de trazer dicas aos pais de como fazer um Natal mais humano e menos materialista. Essa é uma tarefa difícil nos dias de hoje, onde o consumismo impera entre adultos e crianças e os bens materiais nos servem não somente como ingressos sociais, mas como uma forma de demonstração de afeto.

Na minha cartinha de Natal, se eu pudesse, pediria ao Papai Noel que plantasse a sementinha dessa discussão na cabeça de todos os cuidadores de crianças – sejam eles pais, avós ou educadores. Será que não conseguimos conjuntamente lutar contra esse convite exagerado à compra de presentes e realizar uma festa natalina que envolva também outros tipos de troca? Deixo aqui algumas dicas… Uma ideia bacana é pensarmos em presentes feitos em casa e junto com as crianças. Receitas, recortes, desenhos e colagens são bem-vindos. Podemos também doar brinquedos e roupas usados para que os novos cheguem. Desejo que, nesse Natal, as famílias consigam repensar a forma como lidamos com o consumo, para que nossas crianças possam listar desejos mais significativos ao querido Papai Noel.

Boas festas!

Afrodescendente

O programa IberCultura Viva e a Representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil) lançam, no Dia Nacional da Consciência Negra (20/11/2017), o concurso de curtas-metragens “Comunidades Afrodescendentes: Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”. As inscrições estão abertas de 20/11/2017 a 15/02/2018.
O concurso tem como objetivo selecionar vídeos que promovam uma reflexão sobre as comunidades afrodescendentes e a busca do pleno exercício de seus direitos culturais e/ou valorizem sua contribuição para a constituição, a promoção e o desenvolvimento da cultura ibero-americana. O valor total destinado ao edital é de 5 mil dólares. Dez vídeos receberão prêmios de 500 dólares.

O edital está destinado a pessoas maiores de 18 anos dos países membros do programa IberCultura Viva: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, El Salvador, Espanha, México, Peru e U¬¬¬ruguai.

Os vídeos podem pertencer a qualquer gênero audiovisual (documentário, ficção, animação, jornalístico etc) e devem ter duração de um a três minutos. Eles precisam ter classificação indicativa livre e ser voltados ao público em geral. Vídeos realizados por afrodescendentes e/ou por mulheres receberão maior pontuação.

Este é o segundo concurso de vídeos realizado pelo IberCultura Viva e, nesta edição, conta com a colaboração da UNESCO no Brasil, que no mês de novembro reforça as ações promovidas pela Década Internacional dos Afrodescendentes, declarada na ONU em 2015, sob o lema “Povos afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

Em 2016, o Programa lançou o seu primeiro concurso de vídeos, o Concurso de Videominuto “Mulheres: culturas e comunidades”, que premiou 10 vídeos de realizadores de quatro países (Brasil, Argentina, Peru e México). Este edital teve como objetivo dar visibilidade ao papel fundamental das mulheres na cultura e na organização comunitárias, enfrentando atitudes e estereótipos que contribuem para a desigualdade de gênero e a violência. !

Vidas negras: campanha

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou, no dia 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros. A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida. Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência.

O lançamento, com divulgação de vídeos e materiais de campanha, aconteceu na Casa da ONU, em Brasília (DF), e contou com a presença do coordenador residente das Nações Unidas, Niky Fabiancic; de representantes do governo e da sociedade civil que atuam no tema; e do ator Érico Brás — apoiador da campanha “Vidas Negras” e participante dos vídeos e peças.

No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% entre os não negros, para os negros houve aumento de 18%.

“O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável, incluindo jovens negros. Com a campanha Vidas Negras, a ONU convida brasileiras e brasileiros a se engajarem e promoverem ações que garantam o futuro de jovens negros”, comenta o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. O dado revela o grau de indiferença com que os brasileiros têm encarado um problema que deveria ser de todos.

A campanha quer chamar atenção para o fato de que cada perda é um prejuízo para o conjunto da sociedade. Além disso, deseja alertar sobre como o racismo tem restringido a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.a e o Dream Team do Passinho.

A campanha, principal ação do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, não para por aí. Ela seguirá estimulando o debate sobre a necessidade urgente de medidas voltadas para superação do racismo nos diferentes segmentos da sociedade.

Fogos digitais

Por Thales Vilela Lelo
Repórter do Jornal da Unicamp
Foto de Antoninho Perri

Tese de doutorado desenvolvida na Unicamp explorou o modo como moradores de favela no Rio de Janeiro utilizam o Facebook como ferramenta de mobilização social e de combate à violência, sobretudo aquela praticada pelos órgãos de segurança estatais. A pesquisa, realizada por Junot de Oliveira Maia no Departamento de Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, foi orientada pelos professores Denise Bértoli Braga e Daniel do Nascimento e Silva. No trabalho, Junot analisou, principalmente, as postagens de Mariluce Mariá e Cléber Santos, moradores do Complexo de favelas do Alemão, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o pesquisador, as duas páginas gerenciadas pelo casal no Facebook, “Complexo Alemão” e o perfil nominal de Mariluce Mariá, possuem juntas mais de 100 mil seguidores e exercem influência social na região por informarem sobre acontecimentos de relevância para os moradores, divulgarem projetos artísticos e culturais e denunciarem abusos de autoridade de membros da corporação policial contra habitantes do Complexo.

Ao longo da pesquisa, Junot também esteve no conjunto de favelas a fim de manter contato com Cléber e Mariluce, além de conhecer outras atividades do casal na região. Em sua tese, o pesquisador metaforiza as ações dos moradores nas redes sociais como “fogos digitais”, em referência aos fogos de artifício que antigamente eram utilizados pelos varejistas de drogas para anunciarem o início de conflitos com policiais. Junot complementa que, com o início do projeto de instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas cariocas, conduzido pela Secretaria Estadual de Segurança do Rio de Janeiro a partir de 2008, a prática de soltar fogos para informar os moradores dos conflitos foi abandonada, uma vez que os policiais se encontravam na mesma região que os varejistas de drogas. Em entrevista com o pesquisador, ele afirma que “com a presença da polícia de proximidade, os varejistas não tinham como soltar os fogos, e aí essa prática migra para o Facebook por meio das postagens de Mariluce e Cléber”.

Junot também destaca que, aos poucos, os moradores do Complexo do Alemão passaram a utilizar as redes digitais, chamando a atenção do poder público para suas demandas sociais. Como exemplo, o pesquisador destaca que o perfil de Mariluce e a página de Cléber, em determinado momento, foram usadas para expor a decepção dos moradores das favelas com a experiência das UPPs e denunciar o abuso de autoridade dos policiais contra a população local. Para Junot, as postagens do casal repercutiam na região do Complexo e propiciavam o estabelecimento de relações entre os moradores. Devido ao fato de a escrita ter sido utilizada para gerar reações dos cidadãos, o autor da pesquisa nomeia as atividades de Cléber e Mariluce no Facebook como práticas de letramentos. Como propõe Junot, “letramento é escrita, ou seja, relações sociais estabelecidas em função e por meio da escrita”.

Para o  Junot, as ações de Mariluce e Cléber nas redes sociais compõem também uma memória da favela em ambiente online, uma história construída pelo ponto de vista dos moradores. Segundo Junot, seu trabalho permitiu constatar que as ferramentas digitais são criativamente utilizadas pelos habitantes das periferias urbanas, possibilitando que suas opiniões sejam lidas por uma diversidade de usuários que diariamente acessam o Facebook.

A convite dos orientadores da pesquisa, na defesa da tese, ocorrida em 25 de agosto, Mariluce e Cléber participaram da banca julgadora como debatedores e contribuíram diretamente para a avaliação do trabalho, numa ação inédita no Instituto de Estudos da Linguagem. Na entrevista realizada com Junot após a sessão de defesa, o autor reforçou que é importante que a universidade pública seja ocupada pelas vozes de minorias, como é o caso dos moradores de favelas, para que seu espaço se torne cada vez mais democrático. O pesquisador acrescenta que a produção científica pode ser uma aliada poderosa dos habitantes de periferia, já que os moradores podem fazer usos estratégicos das pesquisas no sentido de argumentarem em favor de suas reivindicações e fortalecerem suas cobranças junto ao poder público em audiências com autoridades institucionais do Rio de Janeiro.

Quem controla a mídia?

Foi lançado no dia  31/10, em São Paulo, levantamento que revela quem são os proprietários de mídia no Brasil. A pesquisa, produzida pelo Intervozes em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras, investigou os 50 maiores veículos de mídia impressa, rádio, televisão e internet. O lançamento foi marcado por coletiva de imprensa e debate com pesquisadores envolvidos no projeto e outros especialistas convidados. O mapeamento está disponível em português e inglês no endereço: quemcontrolaamidia.org.br

Segundo André Pasti, integrante do Intervozes e coordenador da iniciativa, “o objetivo é tornar acessível à população brasileira dados que apontem o perfil desses grupos levando em conta características econômicas, políticas e regionais. É fundamental para a democracia que a gente saiba quem produz os conteúdos que chegam até a gente”, defende. A pesquisa selecionou 50 veículos ou redes baseados em critérios de audiência, alcance e relevância para a formação de opinião. Dessa maneira, foram analisadas as redes de televisão aberta Globo, SBT, Record, Band, RedeTV!, RecordNews, TV Brasil, Rede Vida e Gospel, assim como os veículos de televisão paga Globo News e Band News; as redes de rádio Jovem Pan, Gaúcha Sat, Band FM, Globo AM/FM, Transamérica, Mix FM, CBN, Rede Católica de Rádio, Rede Aleluia, Bandeirantes, BandNews e Novo Tempo; os portais Globo.com, UOL, Abril, IG, ClicRBS, Estadão, R7, Revista Fórum, O Antagonista e BBC; as revistas Veja, Época e IstoÉ e os jornais Folha de S. Paulo, O Globo, Super Notícia, O Estado de S. Paulo, Zero Hora, Extra, Diário Gaúcho, Agora São Paulo, O Estado de Minas, Valor Econômico, Correio Braziliense, O Tempo, Correio do Povo e Daqui.

O Brasil é o 11º país a receber o Monitoramento da Propriedade da Mídia (Media Ownership Monitor – MOM), que já ocorreu em lugares como Colômbia, Tunísia e Hungria.vive, preside desde 2007 o movimento Rio Como Vamos de promoção da participação e responsabilidade cidadã.

A crise e a educação

A Universidade de Brasília recebeu, nesta segunda-feira, dia 6, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e a ex-ministra da igualdade racial Nilma Lino Gomes, para a conferência Crise Global e consequências para Educação e Universidades Públicas: a defesa da Universidade e da Educação como justiça social. O encontro foi aberto ao público. Em entrevista à Secretaria de Comunicação da UNB, Boaventura de Sousa Santos disse ser “um dever contribuir para a defesa da universidade pública”. “Em especial a UnB, de que sou doutor honoris causa”, destacou.

Confira abaixo a entrevista que o professor concedeu.

Secom – O título do encontro pressupõe que atravessamos uma crise global. Como você enxerga este momento?
Boaventura de Sousa Santos – As crises são endêmicas ao capitalismo. O importante é caracterizar a crise atual. Ela assume diferentes manifestações nas diversas regiões do mundo. De maneira geral, podemos dizer que ela se assenta no domínio sem precedentes do capital financeiro, a cujos interesses o Estado vem sendo reconfigurado para servir mais fielmente. Para isso, é necessário esvaziar o potencial de inclusão social contido na democracia. Observamos que a violência deste movimento é tanto maior quanto mais desarmados estiverem os partidos e os movimentos sociais que têm potencial para organizar uma resistência eficaz. Este desarme tende a ser temporário, mas, enquanto durar, causará muito sofrimento humano e uma crise ecológica sem precedentes.

Secom – Como a América Latina, e o Brasil, em específico, se inserem neste contexto?
Boaventura de Sousa Santos – Os diferentes países latino-americanos têm histórias distintas, com o fundo comum do colonialismo europeu. As democracias no continente têm sido, em geral, pouco estáveis, com períodos frequentes de ditadura ou de estado de emergência mais ou menos prolongados. São sociedades com profundas desigualdades sociais, com um grande domínio das oligarquias e, mais recentemente, de burguesias totalmente dependentes dos centros capitalistas do norte global, sobretudo dos Estados Unidos.

Secom – Que ações ou omissões ao longo da história recente resultaram neste caminho?
Boaventura de Sousa Santos – Na primeira década do milênio, um conjunto de circunstâncias permitiu a emergência de governos populares em alguns países, como por exemplo no Brasil. Em geral, esses governos resultaram de graves crises nacionais, combinadas com fortes mobilizações populares. Isso permitiu que a democracia representativa liberal se legitimasse junto das classes populares, mediante a pressão que sobre ela foi exercida – quer por mecanismos de participação popular (democracia participativa), quer por via de alguma redistribuição social. Mas as forças progressistas apenas conquistaram o controle do governo, não do poder social excludente e antidemocrático, que continuou a pressionar o governo como sempre fizera. Assim, não mudaram o modelo de desenvolvimento econômico, extrativista. Pelo contrário, aprofundaram os seus efeitos sociais negativos para a natureza, os camponeses, os povos indígenas e quilombolas. Também não levaram a cabo uma reforma política nem uma reforma tributária, tampouco uma reforma da mídia.

Secom – Que sinais decretaram o comprometimento deste modelo de governo?
Boaventura de Sousa Santos – Esse modelo revelou-se insustentável não só porque a procura internacional das commodities não se manteve ao mesmo ritmo, mas também porque o imperialismo americano, alarmado com a autonomia relativa destes governos (nacionalistas, pró-BRICS ou pró-ALBA), voltou a olhar com mais atenção para o continente depois dos desastres sofridos no Oriente Médio. Foi assim que começou uma nova época e um novo estilo de interferência imperial, centrada no aproveitamento das debilidades destas democracias, desfigurando-as por dentro, a ponto de não serem necessárias as ditaduras militares, que agora estão fora de moda.

Secom – E qual seria este novo estilo de interferência em curso?
Boaventura de Sousa Santos – Ele possui dois pilares. O primeiro diz respeito a golpes institucionais, que se concretizam em uma zona cinzenta entre legalidade e ilegalidade, levando as instituições a agirem à beira do caos, sejam elas o poder judicial ou o parlamento – isso provoca um estresse institucional com poucos precedentes. Em segundo lugar está a promoção de frentes de extrema-direita e pró-fascistas, mas de fachada democrática. Esses grupos usam a rua e as redes sociais para liquidar líderes políticos progressistas e as causas sociais, sejam elas sindicais, feministas, antirracistas, ou outras causas e lutas que, até há pouco, pareciam conquistas irreversíveis porque eram tidas como civilizacionais.

Secom – E quais são os principais obstáculos postos à resistência popular a essa situação?
Boaventura de Sousa Santos – Tudo isso ocorre sem que seja visível a resistência organizada. Os golpes institucionais começaram em Honduras (2009), a que se seguiram os golpes do Paraguai (2012) e do Brasil (2016). Estes golpes, de forte intervenção externa, aproveitaram bem todas as debilidades dos governos, tais como: corrupção, lideranças personalistas, ilusão de poder enriquecer tanto pobres como ricos no mesmo processo de dependência internacional – baseado numa exploração de recursos naturais com gravíssimas consequências sociais e ecológicas –, integração social pelo consumo e não pela cidadania, entre outros. Por sua vez, a virulência ideológica das forças de extrema-direita tem um respaldo interno e internacional que utiliza todos os meios, sobretudo a grande mídia e as religiões orientadas para a teologia da prosperidade.

Pelo Pantanal

No próximo dia 12 é comemorado o Dia do Pantanal, uma das maiores belezas naturais do país e do mundo. Ele desempenha um papel fundamental na conservação da biodiversidade, além de ser importante para o suprimento hídrico, a estabilização do clima e a conservação do solo. E pensando nisso, pelo terceiro ano consecutivo, o Chico Bento, personagem da Turma da Mônica, ajuda o WWF-Brasil na conservação da maior área úmida continental do planeta. A parceria criou o gibi: “Chico Bento vai ao Pantanal”. Nele, o personagem e um biólogo do WWF dialogam sobre a importância dos rios nascentes das cabeceiras para preservação do Pantanal e para a melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas.

No dia 8, Mauricio de Sousa Produções e o WWF-Brasil farão um encontro para discutir o tema. O evento vai acontecer no Teatro do Centro Cultural Unibes, em São Paulo, e contará com palestras de especialistas. Haverá também música típica da região, com a cantora cuiabana Ana Rafael e um brunch pantaneiro elaborado pela chef Ariani Malouf, do premiado restaurante cuiabano Mahalo.

Além das ações, a estátua do Chico Bento estará exposta no Parque da Mônica de 9 a 12 de novembro e a edição temática do gibi será distribuída ao público nos dias 11 e 12 de novembro. A animação do personagem abordando o Pantanal, criada exclusivamente para veiculação nos anos anteriores, será exibida na TV Cultura, de 8 a 12 de novembro, e no Cartoon Network, de 8 a 11 de novembro.

Noruega no Rio

Quinze títulos que retratam a diversidade temática da produção audiovisual da Noruega, entre dramas, comédias, documentários, filmes de aventura e de animação, podem ser vistos na Mostra de Cinema Norueguês que fica em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro até o dia 19 de novembro. O evento, que foi organizado pela Embaixada da Noruega em Brasília, em conjunto com o Consulado Geral da Noruega no Rio de Janeiro e o Centro Cultural Banco do Brasil, traz ao povo brasileiro a oportunidade de conhecer mais a respeito da cultura e da sociedade norueguesa. Um país pequeno e de clima frio, popularmente conhecido no Brasil pelo bacalhau que exporta para cá, a Noruega ganha destaque com suas películas destinadas aos públicos adulto e infantil, lançadas entre 2008 e 2015.

“A gente espera que os brasileiros gostem da Mostra. Esperamos também que ela possa aumentar o interesse dos brasileiros pelo cinema moderno norueguês e que, quem sabe, mais filmes noruegueses passem a ser exibidos no Brasil”, disse a cônsul geral da Noruega no Rio de Janeiro, Sissel Hodne Steen, ao site do Jornal do Brasil.

É importante destacar que a indústria norueguesa de filmes vem crescendo e os filmes noruegueses têm sido apresentados para uma platéia cada vez mais internacional. Atualmente, a Noruega não produz menos que 35 filmes ao ano e é com essa variedades que a Mostra chega ao Brasil.

Confira a relação dos filmes que serão exibidos:

9/11 QUINTA
17h A garota das laranjas
19h Parentes São Eternos

10/11 SEXTA
17h Eternamente Irmãos: A grande jornada
19h Irmãos

11/11 SÁBADO
15h Kurt fica Perverso
17h Operação Ártico
19h Irmãos

12/11 DOMINGO
14h Chute!
16h Staying Alive
18h A Onda

16/11 QUINTA
17h Beija-me, caramba!
19h A garota das laranjas

17/11 SEXTA
17h Staying Alive
19h O homem que amava Yngve

18/11 SÁBADO
15h Amor de Verdade
17h Operação Ártico
19h Kon-Tiki

19/11 DOMINGO
14h Amor de Verdade
16h 1001 gramas
18h Victória

À procura de boas séries

O Instituto Net Claro Embratel prorrogou até o dia 13 de novembro as inscrições para a 3ª edição do Concurso NetLabTV de novas ideias de séries brasileiras. Criadores de todo o país podem participar da categoria Não Ficção (variedades, documental, reality show e doc-reality). Jovens talentos de universidades, cursos livres, técnicos e ensino médio também têm a oportunidade de se inscrever na nova categoria Social Video, com roteiros de séries de curta duração (episódios de 2 a 5 minutos) voltadas para redes sociais.
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo site www.netlabtv.com.br/inscricao. Para a categoria Ficção, já estão encerradas.

Criado em 2013 com o objetivo de identificar e premiar novas ideias e formatos de séries brasileiras, a iniciativa patrocinada pelo Instituto Net Claro Embratel e realizada pela Casa Redonda, gera oportunidades de negócios e fomenta o surgimento de ideias e formatos inovadores de séries brasileiras, fortalecendo a cadeia de valor do audiovisual no Brasil.

Dentre os 24 projetos de séries finalistas, serão escolhidos 12 vencedores no total: quatro projetos de ficção, quatro de não ficção e quatro de Social Video, sendo que o público elegerá um vencedor em cada categoria, votando por meio do site.

Os vencedores recebem a consultoria de especialistas para o aprimoramento dos roteiros e verba de apoio para o desenvolvimento dos projetos. O NetLabTV realiza ainda seminários, oficinas, encontros e oferece, via Blog e redes sociais do projeto, conhecimentos úteis à criação de séries brasileiras de sucesso com a publicação de entrevistas, vídeos tutoriais, estudos de casos, dicas e links de interesse.

Nas duas edições anteriores, realizadas em 2013 e 2014, recebeu inscrições de 3 mil novas ideias de séries de criadores de 26 estados brasileiros. Dos 16 projetos vencedores, dois já foram produzidos e 12 firmaram contratos com produtoras independentes brasileiras.

Fórum da internet no Brasil

O Fórum da Internet no Brasil, evento promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) desde 2011, apresenta este ano uma programação construída de forma colaborativa. Workshops propostos pela comunidade brasileira sobre inclusão digital, criptografia, privacidade e proteção de dados pessoais, direito ao esquecimento, blockchain, entre outros tópicos, integram a programação do evento, que será realizado entre os dias 14 e 17 de novembro na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Os interessados em participar já podem inscrever-se gratuitamente em http://forumdainternet.cgi.br/.

Sob o tema “Moldando seu futuro digital”, a 7ª edição do Fórum da Internet no Brasil adotou novo formato inspirado no Fórum de Governança da Internet (IGF) e terá na programação, além de um “dia zero” com atividades auto organizadas pelos diferentes setores, uma sessão plenária, 21 workshops e uma audiência pública que discutirá a estrutura de governança da Internet no Brasil. “O Fórum consagrou-se como um espaço de diálogo multissetorial, que reúne representantes dos setores governamental, empresarial, acadêmico, da sociedade civil, técnicos, estudantes e usuários da Internet. Por meio dele, o CGI.br incentiva que todos opinem sobre as questões mais relevantes para a consolidação e expansão de uma Internet cada vez mais diversa, universal e inovadora no Brasil”, declara Hartmut Glaser, secretário executivo do CGI.br.

Seleção de workshops

A programação de workshops do 7o Fórum da Internet no Brasil foi definida a partir de uma chamada pública promovida pelo CGI.br que recebeu, entre 24 de julho e 3 de setembro, um total de 78 propostas da comunidade científica e tecnológica (40%), terceiro setor (38%), setor empresarial (12%) e governamental (10%) e das cinco regiões do País (veja mais estatísticas sobre as propostas recebidas em http://forumdainternet.cgi.br/propostas-workshop/).

As propostas foram analisadas por uma comissão externa de 24 especialistas a partir de critérios de seleção previamente definidos na chamada. Cada uma delas foi avaliada por quatro avaliadores, representando os quatro diferentes setores que compõem o CGI. As notas atribuídas a cada proposta procuraram capturar a diversidade das percepções dos diferentes setores sobre o seu mérito. Os workshops selecionados podem ser acessados em http://forumdainternet.cgi.br/workshop-aprovados/.

“Com este novo formato, pretendemos manter e aprofundar o modelo multissetorial e pluriparticipativo de governança da Internet no Brasil, além de aproximar ainda mais o evento do modelo do IGF global, promovendo maior participação da comunidade brasileira na identificação dos temas relevantes ao debate”, esclarece Flávio Wagner, coordenador do programa do Fórum.

O VII Fórum é uma atividade preparatória para a participação brasileira no IGF, que acontece de 18 a 21 de dezembro em Genebra, na Suíça.

 

Reconstruir o Brasil

Como reconstruir o Brasil? Esta é a pergunta que a Academia Brasileira de Letras se faz no ciclo de debates que promove neste mês de novembro. O nome do evento é intitulado de Ideias para reconstruir o Brasil. Começou nesta terça, dia 7, com a palestra da acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira. De acordo com a  Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, primeira-Secretária da ABL, Ideias para reconstruir o Brasil terá mais três palestras, às terças-feiras, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 14, Flávia Oliveira, Raça e gênero: a construção da igualdade no Brasil?; 21, Maria Silvia Bastos Marques, Condições macro e microeconômicas para o desenvolvimento sustentável; e 28, Izabella Teixeira, No novo Brasil, a menor distância entre dois pontos é uma curva? Serão fornecidos certificados de presença. Participe.