Aprendizagem criativa é estimulada em universidades

Uma disciplina inspirada nos métodos ativos de ensino que prevê estimular a aprendizagem criativa dos alunos será implementada nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no Rio Grande do Sul. Em um formato interdisciplinar, a matéria ainda sem nome vai atender cerca de dois mil alunos de 42 cursos stricto sensu que vão das áreas de humanas às exatas.

Já no Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) capacitará docentes no laboratório de aprendizagem criativa para que utilizem a metodologia em suas disciplinas.

Como funciona essa aprendizagem criativa? Prevê que os alunos construam conhecimentos a partir da resolução de problemas, em trabalhos desenvolvidos de maneira interdisciplinar e em equipe, sob tutela de um professor que atua como um mentor e não o único detentor de conhecimento.

Chamado de 4 Ps: project (projeto), passion (paixão), peers (pares/parceria) e play (pensar brincando), essa metodologia é baseada em uma espiral de aprendizagem.As iniciativas apontadas são acompanhadas pelo Grupo de Trabalho Universidades Criativas, o fórum da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, que reúne pesquisadores interessados em tornar o ensino mais lúdico no Brasil.

Museu Nacional Vive

Segue até o dia 29 de abril a primeira exibição pública de uma centena de peças salvas do trágico incêndio que atingiu o Museu Nacional em setembro de 2018. A exposição “Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate” parte da tragédia para apresentar – por meio de um conjunto representativo de itens resgatados dos escombros e outros preservados – que o museu continua vivo e produzindo conhecimento.

A mostra que apresenta cerca de 180 itens, dos quais 103 foram resgatados após o incêndio ocupa duas salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Sob curadoria da Comissão de Resgate do Museu Nacional, as demais peças expostas estavam fora da área do incêndio ou emprestadas. O conjunto contempla todas as áreas de pesquisa da instituição: Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados.

Entre os itens em exibição estão o Meteorito Santa Luzia, animais taxidermizados, o crânio de um jacaré-açu, ânforas, lamparinas e vasos romanos e etruscos, pertencentes às coleções de Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina, e esculturas de Shabti de Haremakhbit de faiança, do Egito Antigo, entre outros.

Serviço:

Onde? Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Quando? Quarta a segunda

Horário? 9:00 às 21:00 horas

Quanto? Entrada Franca

A educação com um olhar para o futuro

Por Felipe Ribbe

Não é possível prever com certeza quantos e quais empregos serão criados ou eliminados nas próximas décadas. Porém, é certo que haverá mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente em função do avanço de novas tecnologias, como inteligência artificial e robótica. Por conta disso, é fundamental que os países adaptem seus modelos educacionais e currículos para conseguir preparar as novas gerações de forma adequada para o futuro.

O “The Economist” e a Yidan Prize Foundation criaram o Worldwide Educating for the Future Index (WEFFI), cuja missão é avaliar a efetividade de sistemas educacionais em deixar estudantes – de 15 a 24 anos – aptos a encarar as demandas pessoais e profissionais de um mundo em constante transformação. A segunda edição do relatório, referente a 2018, foi publicada no início deste mês. Nela, 50 países foram analisados, representando 89% e 93% da população e do PIB mundiais, respectivamente.

O índice é composto por 21 critérios, separados em três pilares principais, com pesos diferentes: ambiente político, ambiente de ensino e ambiente socioeconômico. O ambiente de ensino tem o maior peso (50%) e envolve não só pontos relacionados aos professores – qualidade da formação e média salarial, por exemplo -, como também gastos do governo em educação, atividades extracurriculares, colaboração entre universidades e indústria, e acesso à tecnologia em sala de aula. O ambiente político tem peso de 30% e engloba critérios como estratégia nacional para ensino de habilidades do futuro, existência de estrutura curricular que apoie o ensino dessas habilidades e até o índice de desemprego entre jovens. Por último, o ambiente socioeconômico (20% de peso) foca em critérios variados, que vão desde igualdade de gêneros, gestão ambiental, liberdade econômica e de imprensa, e índices de corrupção.

Finlândia, Suíça e Nova Zelândia ficaram nas três primeiras colocações, nesta ordem. O Brasil ficou na 31ª posição, atrás de outros países da América Latina, como Chile (13º), México (19º), Colômbia (20º) e Costa Rica (21º). Entre os pilares, o Brasil teve seu melhor desempenho no ambiente socioeconômico, ficando em 21º lugar. Porém, como o relatório não disponibiliza o ranking de cada critério, o que considero uma falha, não é possível analisar a colocação brasileira de forma mais profunda. Mesmo assim o WEFFI traz considerações interessantes.

A primeira é que riqueza ajuda, claro, mas não é fundamental. Provas disto são países como Gana, Cazaquistão e Filipinas, que superaram EUA e Japão no pilar de ambiente político, além do Chile, em 13º no ranking geral, a frente dos EUA e Coreia do Sul. Outro ponto é que estratégias nacionais em educação, estrutura curricular e métodos de avaliação de estudantes devem ser flexíveis e revisados periodicamente, para conseguir acompanhar as mudanças constantes no mercado de trabalho e na sociedade. A terceira consideração é a importância do aprendizado constante e durante toda a vida (em inglês conhecido como lifelong learning) não só para os alunos, como para os professores, uma vez que eles também precisam estar atualizados em relação aos métodos de ensino mais modernos e eficazes.

O WEFFI ressalta ainda que diversidade e tolerância deveriam ser valores universais, por promoverem uma visão de mundo mais liberal em relação a assuntos como imigração, religião, igualdade de gênero e direitos LGBT. Por último, o relatório afirma que o sistema educacional rígido, baseado em provas, não se encaixa com as demandas para o futuro e que os países deveriam buscar novas formas de avaliação e ensino mais modernos, inclusive melhorando o alinhamento entre escolas/universidades e empresas privadas, para aproximar o que é ensinado aos estudantes do que de fato é requerido no mercado de trabalho.

Como se pode ver, o Brasil ainda tem muito a melhorar, mas pode se mirar em exemplos próximos de sua realidade, de nações com até menor poder de investimento que conseguem bons resultados em educação. Só assim conseguiremos evoluir como país.

Felipe Ribbe é jornalista, pós-graduado em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral. Atualmente é colunista de inovação e novas tecnologias no Jornal do Brasil e autor do site Renova Inova e da newsletter Semana Renova Inova.

Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar é lançado

Foi lançado, no dia 22 de março, o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM) em Santos e Ilhabela, municípios do Estado de São Paulo. Composto de um diagnóstico do problema do lixo no mar no Brasil, o PNCLM contém ainda valores de referência, situação desejada, modelo de governança, eixos de implementação, diretrizes, indicadores, plano de ação e agenda de atividades.

O PNCLM apresenta seis eixos de implementação: resposta imediata, gestão de resíduos sólidos, pesquisa e inovação tecnológica, instrumentos de incentivo e pactos setoriais, normatização e diretrizes e educação e comunicação. Ele está dividido em 30 ações de curto, médio e longo prazo, com ênfase em soluções pragmáticas e concretas que contribuam para a melhoria da qualidade ambiental no curto prazo.Nessas ações está previsto um projeto piloto para instalação de dispositivos de retenção, como redes coletoras em galerias pluviais e barreiras flutuantes em rios e afluentes, mutirões para a limpeza de praias e mangues, estímulo à coleta seletiva e logística reversa nos municípios costeiros e fomento a projetos de inovação tecnológica para aproveitamento do plástico recolhido do ambiente marinho.

O plano é uma das metas nacionais prioritárias da Agenda de 100 dias do Governo Federal e representa a primeira fase de uma Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana.

Tabela periódica completa 150 anos com celebrações

A Assembleia Geral da ONU e a UNESCO instituíram 2019 como sendo o ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos. As Nações Unidas comemoram um século e meio da descoberta do Sistema Periódico, feita em 1869 pelo russo Dmitri Mendeleev.

E para celebrar, a Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto de Química da UFRJ prepararam uma programação especial com palestras, mesas-redondas e cine debate.

A tabela, pesadelo para muitos estudantes, é uma das mais significativas ferramentas da ciência moderna. Para conhecer mais, a série Elementar para Poetas vai mostrar sua importância na organização do conhecimento científico, os avanços e os desafios das pesquisas e a presença dos elementos químicos em nossas vidas.

Gostou? Então preste atenção!

As apresentações acontecem em três módulos, nos meses de abril, junho e outubro, sempre às terças-feiras, das 18h30 às 20h. A entrada é franca e as vagas são limitadas.

Confira a programação:

Módulo 1 – Abril

02/04
Os 150 anos da Tabela Periódica dos Elementos, a enciclopédia mais concisa que existe – Carlos Alberto Lombardi Filgueiras – UFMG

09/04
Nióbio em tecnologias avançadas e sustentáveis – Robson de Souza Monteiro – Catalysis Consultoria e IQ/UFRJ

16/04
Hidrogênio, o elemento químico onipresente e o combustível sustentável do século XXI – Paulo Emílio Miranda – Coppe/UFRJ

30/04
Elementos em extinção – Cláudio José de Araújo Mota – IQ/UFRJ

Módulo 2 – Junho

04/06
A dopagem nos esportes – como ficam os elementos químicos nessa corrida?
Henrique Marcelo Gualberto Pereira – IQ/UFRJ
Mônica Costa Padilha – IQ/UFRJ

11/06
Moléculas salva-vidas e a Tabela Periódica – Lídia Moreira Lima – ICB/UFRJ

18/06
Do vidro à célula solar – o silício e a evolução da humanidade – Valdir Florêncio da Veiga Jr. – IME

25/06
Cine Debate – Lithium Manhattan, Manic City – Maria Tavares – IPUB/UFRJ e
Waldmir Nascimento Araújo Neto – IQ/UFRJ

Módulo 3 – Outubro

01/10
O admirável mundo novo dos alótropos de carbono – Pierre Mothé Esteves – IQ/UFRJ

08/10
A arte na Tabela Periódica – Benvinda Ferreira de Jesus – EBA/UFRJ e Daniel Lima Marques de Aguiar – EBA/UFRJ

22/10
Energia nuclear e o envolvimento das partes interessadas – Anna Maria Campos de Araújo – INCA e Arnaldo Mezrahi – CNEN
Mediação: Claudia Moraes de Rezende – IQ/UFRJ

Serviço:
Horário: 18:30 às 20:00
Endereço: Rua Lauro Müller, 03, Botafogo, RJ
Informações: (21) 3938-5444 ou programacao@casadaciencia.ufrj.br

Belém recebe primeira feira literária Infantojuvenil

O Boto, a Iara e a Vitória Régia são algumas das fábulas de encantamento ouvidas em Belém. Essas histórias são sustentadas por gerações naquelas tradicionais rodas de conversas familiares, geralmente em torno de uma mesa de refeição ou na porta de casa. Há séculos alimentam um imaginário potente. É através desse universo que nasceu a primeira edição da Feira Literária Infantojuvenil do Belém (Flib).

Na tradicional Livraria da Fox, com o tema encantamentos, assombrações e visagens, a Flib levou ao centro da discussão a necessidade de retomar a tradicional contação de histórias como forma lúdica de aproximar o livro do futuro leitor. 

Nesta primeira edição os homenageados foram o jornalista e escritor Walcyr Monteiro (PA), autor do best-seller amazônico Visagens e Assombrações de Belém; o professor e escritor Daniel Munduruku (PA), que resgata lendas de sua etnia indígena; a contadora de histórias Lenice Gomes (PE), pesquisadora da cultura popular nordestina, e o quadrinista Gildati Júnior (PA), autor dos quadrinhos Castanha do Pará, produzidos e publicados de forma independente.

A feira, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de março, contou ainda com oficinas, bate-papos, rodas de contação, shows, sessão de autógrafos.

A Flib é uma das atividades literárias selecionadas por meio do Edital de Feiras do Livro 2018, que aportou quase R$ 3 milhões em 16 feiras, jornadas, bienais e outros eventos literários em 11 unidades da federação: Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e em Santa Catarina.

Ministério do Meio Ambiente oferece cursos a distância de educação ambiental e água

Terminam nesta segunda-feira, dia 1º de abril, as inscrições para dois cursos a distância que vão abordar Educação Ambiental e a gestão e o uso dos recursos hídricos oferecidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como parte da comemoração do Dia Internacional da Água, celebrado no último dia 22 de março.

Os cursos são abertos ao público geral, com duas mil vagas cada um. Quem tiver interesse deve acessar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), do MMA e se cadastrar. No local, o participante terá acesso aos conteúdos e às atividades interativas e avaliativas dos cursos a distância.

A carga horária do primeiro curso, “Juventudes, Participação e Cuidado com a Água”, é de 30 horas. Ele tem o objetivo de propiciar elementos para uma percepção sistêmica e integrada da água.

Entretanto, o segundo terá o dobro da carga horária: 60 horas ao todo. “Educação Ambiental e Água” visa ampliar a compreensão da problemática socioambiental das bacias hidrográficas e o papel da Educação Ambiental na gestão dos recursos hídricos.

Inscrições para o Enem já têm data marcada

Com o edital publicado, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já têm data marcada. Os interessados podem se inscrever dos dias 6 a 17 de maio. O valor da prova este ano é de R$85,00.

Para quem for fazer pedido de isenção da taxa de inscrição o período será entre os dias 1° e 10 de abril. Vale lembrar que nos dez primeiros dias de abril, os candidatos faltosos do ano passado terão que justificar a ausência. Já aqueles que tiveram a isenção, se ausentaram e a justificativa não foi dada ou nem aceita, terão que pagar a taxa de inscrição.

As provas acontecerão nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a Redação. No segundo domingo, serão as provas de Ciências da Natureza, de Matemática e suas Tecnologias. 

Mais informações através do site do Inep.