Escolas municipais recebem musical em homenagem ao palhaço Carequinha

A trajetória do famoso palhaço Carequinha está sendo contada no musical infantil “Tá certo ou não tá!” para alunos da rede municipal de ensino. O espetáculo iniciou uma temporada que percorrerá 23 escolas levando, gratuitamente, arte e cultura para sete mil estudantes.

A peça mistura arte circense, música e teatro, constituindo uma bela homenagem a George Savalla Gomes, popularmente conhecido como Carequinha, um dos maiores artistas brasileiros no gênero. Ele foi o palhaço pioneiro da TV, o primeiro a ter um programa só seu, além de ter recebido na Itália, em 1964, o prêmio de Melhor Palhaço Moderno do Mundo.

Números musicais de sucessos da época e personagens de circo, como a Mulher Barbada, O Homem mais Forte do Mundo, e muitas brincadeiras são apresentados durante o musical.
Com supervisão da atriz Elizabeth Savalla, o espetáculo é estrelado por Diogo Picchi e tem texto e direção de Thiago Picchi, ambos filhos da atriz. Em cena, Picchi é acompanhado por Luciana Palhares e Gustavo Magalhães.

Carequinha é um dos poucos artistas circenses ainda presentes na memória afetiva popular perpassando várias gerações. Gravou 26 discos e participou de 10 filmes. O artista faleceu em 5 de abril de 2006, aos 90 anos.

Agenda:
30/abr Ter  EDI ANA DE BARROS CÂMARA
02/mai Qui  CIEP AGOSTINHO NETO
03/mai Sex  E M EDNA PONCIONI
06/mai Seg  EDI ABRAHAM LINCOLN
09/mai Qui E.M. João Kopke
10/maiSex CIEP Patrice Lumumba
13/maiSeg  E.M. PROFESSOR DARCY DE ARAUJO DE MIRANDA

Termina prazo para recursos de taxa e justificativa de ausência no Enem

O período de recursos relacionados à solicitação de isenção para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 e à justificativa de ausência na edição anterior terminou na última sexta-feira. Vale lembrar que desde o dia 17 de abril o resultado das solicitações e justificativas estão na página do participante.

Quem teve o pedido reprovado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) oferece uma segunda chance, prevista no Edital do Enem.Os recursos devem ser formalizados pelo Sistema Enem. É necessário incluir os documentos listados no edital. A documentação exigida é diferente para cada caso.

Os resultados dos recursos serão divulgados na próxima quinta-feira, dia 2 de maio. O Inep alerta que todos os interessados em fazer o Enem 2019, isentos ou não, devem voltar ao Sistema Enem para fazer inscrição, entre 6 e 17 de maio.

As provas acontecerão nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a Redação. No segundo domingo, serão as provas de Ciências da Natureza, de Matemática e suas Tecnologias. 

Mais informações através do site do Inep.

Abertas as inscrições para o 12º Prêmio Professores do Brasil

Os professores da educação básica da rede pública de todo o país já podem se inscrever na 12ª edição do Prêmio Professores do Brasil 2019. As inscrições devem ser feitas até o dia 31 de maio, exclusivamente pela página do prêmio.

O prêmio, que é realizado desde 2005, é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com instituições que buscam reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas 

Dividido em três etapas: estadual, regional e nacional, o participante deverá escolher entre seis categorias:

I – Educação Infantil: Creche

II – Educação Infantil: Pré-escola

III – Ensino Fundamental – anos iniciais (ciclo de alfabetização): 1º, 2º e 3º anos

IV – Ensino Fundamental – anos iniciais: 4º e 5º anos

V – Ensino Fundamental – anos finais: 6º a 9º anos

VI – Ensino Médio

Na etapa estadual os três primeiros colocados em cada categoria recebem certificado e medalha. Na fase regional, são R$ 5 mil e medalha. Já os seis vencedores de cada categoria na etapa nacional recebem mais R$ 8 mil, um troféu e viagem em missão de estudo oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), juntamente com os coordenadores pedagógicos das escolas nas quais as práticas vencedoras foram realizadas.

Em 2018, se inscreveram para o prêmio 4.040 professores em todo o Brasil.

Exposição traz à tona relação com mais de 200 rios da cidade

Fica em cartaz até o dia 16 de junho, no Museu Histórico Nacional, a exposição que traz à tona a relação dos cariocas com os 267 rios que cortam a cidade do Rio de Janeiro por meio da arte contemporânea e de obras históricas em um diálogo inédito.

A mostra “Rios do Rio – as águas doces cariocas, ontem e hoje” conta com obras de  artistas do século XIX, como Jean Babtiste Debret e Johan Rugendas, e contemporâneos, como Waltércio Caldas e Mariana Maia.

Uma das inspirações da exposição foi o samba “Eu e o Rio”, do compositor carioca Luís Antônio, que já alertava nos versos a necessidade de preservação dos rios para a sobrevivência humana (“Rio, caminho que anda e vai resmungando quem sabe, uma dor!”).

Para compor o núcleo histórico da exposição, instituições como Arquivo Geral da Cidade, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya, Museu Histórico da Cidade do RJ, Museu da Marinha e Museu Histórico Nacional emprestaram obras que têm o tema das águas doces e dos rios como destaque – como as bicas d’água dos antigos chafarizes da Carioca e das Marrecas e a; pintura do Largo do Depósito, realizada por Almiro Reis em 1901.

‘Rios do Rio’ é fruto de mais de um ano de trabalho de Flavia Portela – coordenadora do projeto – e Luciana Frazão, pesquisadora. A curadoria é de Fernanda Pequeno.

Serviço:
Rios do Rio – as águas doces cariocas, ontem e hoje
Local: Museu Histórico Nacional
Endereço: Praça Mal. Âncora S/N – Centro
Temporada: Até 16 de junho
Horário: De terça a sexta, das 10h às 17h30; finais de semana e feriados, das 13h às 17h.
Ingressos: R$ 10 reais (inteira). Aos domingos a entrada é gratuita

Guia ilustrado facilita identificação de mamíferos aquáticos

Um guia ilustrado de identificação de Cetáceos e Sirênios do Brasil foi lançado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A obra mostra as principais diferenças físicas entre baleias, golfinhos e peixe-boi. Acesse o guia.

O objetivo é facilitar a identificação por leigos amantes da natureza (turistas, pescadores, mergulhadores, salva-vidas e outros). A publicação é uma mistura de arte e saber científico sintetizado em ilustrações acompanhadas de uma linguagem simples, técnica e direta. O guia também é destinado a Unidades de Conservação Costeiras, Marinhas e de Águas Interiores ou instituições que lidam com mamíferos aquáticos, em diversas situações.

O leitor poderá encontrar os tipos de nadadeiras (dorsal, caudal, peitoral), as características da cabeça, o peso, as medidas, além de hábitos alimentares de cada espécie. A publicação traz ainda as principais ameaças e o mapa de distribuição dos mamíferos aquáticos no Brasil.

Confira abaixo algumas curiosidades contidas no guia:

* Baleias são enormes, mas se alimentam de pequenos peixes ou krill (pequenos crustáceos). Algumas pessoas têm medo de baleias, pois pensam que elas podem atacar para se alimentar. Na verdade, a entrada do esôfago (garganta) não é larga o suficiente para engolir um humano.

* Peixe-boi não é peixe. É mamífero aquático (mamam quando filhotes). Possuem pulmões e por isso precisam ir a superfície para respirar. O nome peixe-boi vem da associação com dois outros animais: peixe, por viveram na água, e boi, por serem gordinhos e comerem apenas capim e plantas aquáticas.

*Ajudar uma baleia pode ser perigoso. Elas são inofensivas, mas podem machucar as pessoas sem intenção já que qualquer movimento pode ser fatal pelo seu tamanho e peso.

A Educação mudou sua vida?

O dia da Educação é comemorado em 28 de abril. A data surgiu durante o Fórum Mundial de Educação em Dakar, quando vários países, inclusive o Brasil, se comprometeram a garantir educação básica para crianças, adolescentes e jovens.

Todo dia é dia de educação. Quer contar como ela mudou sua vida? Mande um vídeo via whatsapp para (21) 99416-6489. Sua história poderá ser compartilhada no site e nas redes sociais da campanha, promovida pela Fundação Roberto Marinho e 60 instituições que defendem a causa com a hashtag #Nem1PraTras.

Durante todo mês a mobilização social se deu em diversas plataformas de mídia (incluindo os canais próprios e de todos os parceiros da iniciativa).

No dia 28, o Futura teve 24 horas de programação exclusiva sobre Educação, com apresentação da jornalista Luciana Barreto. Esta programação especial incluiu o lançamento da série “Entrevista”, com Priscila Cruz, presidente do movimento Todos pela Educação, dentre outros.

Todo dia é dia de educação e educar é uma responsabilidade de toda a sociedade. Precisamos falar mais de educação.

Você está fazendo a sua parte? Fale conosco.

Comida para 10 bilhões de seres humanos

Nova mostra do Museu do Amanhã propõe reflexão sobre futuro da humanidade

“Pratodomundo – Comida para 10 bilhões” é a nova exposição temporária do Museu do Amanhã. Até o dia 15 de outubro, o público pode conferir o desafio de alimentar, na década de 2050, uma população de 10 bilhões de pessoas com qualidade nutricional, diversidade de produção e sustentabilidade.

No entanto, enquanto grande parte da população mundial passa fome, outra parte enfrenta problemas decorrentes da obesidade.

A mostra, dividida em cinco partes, é composta por painéis, videomappings, telas de LED, backlight e cenografia.

Dentre as atrações alguns dos destaques são a “Geladeira Sincerona” que analisa o valor nutricional dos alimentos e o jogo “CSI: Comida Sob Investigação” que consegue verificar se foram usados agrotóxicos ou outras substâncias nocivas à saúde no produto.

Pratodomundo é para todo mundo mesmo! A exposição é apresentada em português, inglês e espanhol, além de tradução para Libras. Tem piso tátil, placas em braile e iluminação com alto contraste para auxiliar o público com baixa visão.

O Museu do Amanhã é um museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. Além disso, o Museu realiza inúmeras atuações educativas. Pensando nisso, a resvistapontocom conversou com Laura Taves, Gerente de Desenvolvimento de Público e Educação do Museu do Amanhã, para entender melhor a participação do museu na vida de tantos jovens e adolescentes.

Confira!

revistapontocom: Como funciona a atuação educativa do Museu do Amanhã?

Laura Taves: A área de Educação do Museu do Amanhã desenvolve suas programações a partir do público, seja ele o público da vizinhança, o público que já frequenta o museu, como grupos escolares, e ainda quem não visitou o museu.
Dessa forma, a partir da experiência desses 3 anos, da coleta de dados, pesquisas e vivência com a vizinhança, traçamos os nossos programas.
Nosso formato base do programa de Educação, em linhas gerais é:

– Programa de Visitação, que engloba visitas pré-agendadas, visitas espontâneas, visitas sensoriais – voltadas para o público com deficiência; e visitas temáticas, que associam a exposição principal do museu focando em algum tema específico.

– Programa de Formação para a equipe de Educação, e também para os colaboradores do museu, de todas as áreas.

– Programas de Conexão, alguns exemplos são: Entre Museus – um programa em parceria com todas as escolas locais da região portuária, levando os estudantes para conhecerem o Museu do Amanhã e outros 21 museus da cidade, conhecendo a cidade que há entre os museus; Geografias do Acesso – um programa que visa abrir espaços de conversa sobre o modelo social da deficiência e a ocupação da pessoa com deficiência na cidade. Trata-se de elaborar outras possíveis geografias do acesso e formas de experienciar arte e ciência; Tecendo Amanhã – um programa que convida o visitante a conhecer outras narrativas da cidade conectadas aos eixos norteadores do Museu; Inspira Ciência – um projeto de formação e desenvolvimento de novas metodologias de ensino para professores de ciência.

revistapontocom: Qual é a importância dessa atuação na vida de jovens e adolescentes?

Laura Taves: Alguns depoimentos a partir do projeto Entre Museus:

Érick da Costa Rodrigues, 17 anos, 8º Ano.
Ana Júlia Radael Tavares Dantas, 14 anos.
Anna Júlia da Silva Tamandaré, 15 anos.
Miguel Akiles Cândido, 13 anos, 8º ano.
William Rocha, 15 anos, Jovem Aprendiz do Museu do Amanhã.

revistapontocom: Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o Museu convidou 20 jovens para conhecer a nascente do rio Carioca. Como que foi a experiência? 

Laura Taves: O intuito era mesmo mostrar o rio responsável pelo nosso gentílico e engajar pequenos cidadãos a fim de que a experiência, ou a percepção sobre ela, se multiplicasse. Apesar de ser um dos lugares mais famosos do mundo, é muito difícil que um carioca tenha acesso àquele ponto da cidade. Ir até as paineiras, por si só, já seria uma experiência enriquecedora, do ponto de vista de ter a cidade como repertório.

A recepção no centro de atendimento aos visitantes por parte de seus guias e a conversa com Silvana Gontijo foi muito relevante, principalmente no que diz respeito à visão do rio correndo limpo tão próximo de seu nascedouro.

Moramos numa região metropolitana atravessada por dezenas de rios, canais, córregos, superficiais e submersos. Porém, desconhecemos a natureza desses rios exatamente por não reconhecê-los como tal.

O primeiro passo para o cuidado com o meio ambiente natural é apresentá-los e cremos que alguns passos foram dados nessa direção na manhã do dia Mundial da Água.

Serviço
“Pra todo mundo – Comida para 10 bilhões”
Dia e Hora: Terça a Domingo, das 10h às 18h *com a última entrada às 17h
Local: Praça Mauá, 1 – Centro – Rio de Janeiro

Aprendizagem criativa é estimulada em universidades

Uma disciplina inspirada nos métodos ativos de ensino que prevê estimular a aprendizagem criativa dos alunos será implementada nos cursos de pós-graduação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no Rio Grande do Sul. Em um formato interdisciplinar, a matéria ainda sem nome vai atender cerca de dois mil alunos de 42 cursos stricto sensu que vão das áreas de humanas às exatas.

Já no Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) capacitará docentes no laboratório de aprendizagem criativa para que utilizem a metodologia em suas disciplinas.

Como funciona essa aprendizagem criativa? Prevê que os alunos construam conhecimentos a partir da resolução de problemas, em trabalhos desenvolvidos de maneira interdisciplinar e em equipe, sob tutela de um professor que atua como um mentor e não o único detentor de conhecimento.

Chamado de 4 Ps: project (projeto), passion (paixão), peers (pares/parceria) e play (pensar brincando), essa metodologia é baseada em uma espiral de aprendizagem.As iniciativas apontadas são acompanhadas pelo Grupo de Trabalho Universidades Criativas, o fórum da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa, que reúne pesquisadores interessados em tornar o ensino mais lúdico no Brasil.

Museu Nacional Vive

Segue até o dia 29 de abril a primeira exibição pública de uma centena de peças salvas do trágico incêndio que atingiu o Museu Nacional em setembro de 2018. A exposição “Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate” parte da tragédia para apresentar – por meio de um conjunto representativo de itens resgatados dos escombros e outros preservados – que o museu continua vivo e produzindo conhecimento.

A mostra que apresenta cerca de 180 itens, dos quais 103 foram resgatados após o incêndio ocupa duas salas do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Sob curadoria da Comissão de Resgate do Museu Nacional, as demais peças expostas estavam fora da área do incêndio ou emprestadas. O conjunto contempla todas as áreas de pesquisa da instituição: Antropologia, Botânica, Entomologia, Geologia e Paleontologia, Invertebrados e Vertebrados.

Entre os itens em exibição estão o Meteorito Santa Luzia, animais taxidermizados, o crânio de um jacaré-açu, ânforas, lamparinas e vasos romanos e etruscos, pertencentes às coleções de Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina, e esculturas de Shabti de Haremakhbit de faiança, do Egito Antigo, entre outros.

Serviço:

Onde? Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Quando? Quarta a segunda

Horário? 9:00 às 21:00 horas

Quanto? Entrada Franca

A educação com um olhar para o futuro

Por Felipe Ribbe

Não é possível prever com certeza quantos e quais empregos serão criados ou eliminados nas próximas décadas. Porém, é certo que haverá mudanças significativas no mercado de trabalho, especialmente em função do avanço de novas tecnologias, como inteligência artificial e robótica. Por conta disso, é fundamental que os países adaptem seus modelos educacionais e currículos para conseguir preparar as novas gerações de forma adequada para o futuro.

O “The Economist” e a Yidan Prize Foundation criaram o Worldwide Educating for the Future Index (WEFFI), cuja missão é avaliar a efetividade de sistemas educacionais em deixar estudantes – de 15 a 24 anos – aptos a encarar as demandas pessoais e profissionais de um mundo em constante transformação. A segunda edição do relatório, referente a 2018, foi publicada no início deste mês. Nela, 50 países foram analisados, representando 89% e 93% da população e do PIB mundiais, respectivamente.

O índice é composto por 21 critérios, separados em três pilares principais, com pesos diferentes: ambiente político, ambiente de ensino e ambiente socioeconômico. O ambiente de ensino tem o maior peso (50%) e envolve não só pontos relacionados aos professores – qualidade da formação e média salarial, por exemplo -, como também gastos do governo em educação, atividades extracurriculares, colaboração entre universidades e indústria, e acesso à tecnologia em sala de aula. O ambiente político tem peso de 30% e engloba critérios como estratégia nacional para ensino de habilidades do futuro, existência de estrutura curricular que apoie o ensino dessas habilidades e até o índice de desemprego entre jovens. Por último, o ambiente socioeconômico (20% de peso) foca em critérios variados, que vão desde igualdade de gêneros, gestão ambiental, liberdade econômica e de imprensa, e índices de corrupção.

Finlândia, Suíça e Nova Zelândia ficaram nas três primeiras colocações, nesta ordem. O Brasil ficou na 31ª posição, atrás de outros países da América Latina, como Chile (13º), México (19º), Colômbia (20º) e Costa Rica (21º). Entre os pilares, o Brasil teve seu melhor desempenho no ambiente socioeconômico, ficando em 21º lugar. Porém, como o relatório não disponibiliza o ranking de cada critério, o que considero uma falha, não é possível analisar a colocação brasileira de forma mais profunda. Mesmo assim o WEFFI traz considerações interessantes.

A primeira é que riqueza ajuda, claro, mas não é fundamental. Provas disto são países como Gana, Cazaquistão e Filipinas, que superaram EUA e Japão no pilar de ambiente político, além do Chile, em 13º no ranking geral, a frente dos EUA e Coreia do Sul. Outro ponto é que estratégias nacionais em educação, estrutura curricular e métodos de avaliação de estudantes devem ser flexíveis e revisados periodicamente, para conseguir acompanhar as mudanças constantes no mercado de trabalho e na sociedade. A terceira consideração é a importância do aprendizado constante e durante toda a vida (em inglês conhecido como lifelong learning) não só para os alunos, como para os professores, uma vez que eles também precisam estar atualizados em relação aos métodos de ensino mais modernos e eficazes.

O WEFFI ressalta ainda que diversidade e tolerância deveriam ser valores universais, por promoverem uma visão de mundo mais liberal em relação a assuntos como imigração, religião, igualdade de gênero e direitos LGBT. Por último, o relatório afirma que o sistema educacional rígido, baseado em provas, não se encaixa com as demandas para o futuro e que os países deveriam buscar novas formas de avaliação e ensino mais modernos, inclusive melhorando o alinhamento entre escolas/universidades e empresas privadas, para aproximar o que é ensinado aos estudantes do que de fato é requerido no mercado de trabalho.

Como se pode ver, o Brasil ainda tem muito a melhorar, mas pode se mirar em exemplos próximos de sua realidade, de nações com até menor poder de investimento que conseguem bons resultados em educação. Só assim conseguiremos evoluir como país.

Felipe Ribbe é jornalista, pós-graduado em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral. Atualmente é colunista de inovação e novas tecnologias no Jornal do Brasil e autor do site Renova Inova e da newsletter Semana Renova Inova.

Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar é lançado

Foi lançado, no dia 22 de março, o Plano Nacional de Combate ao Lixo no Mar (PNCLM) em Santos e Ilhabela, municípios do Estado de São Paulo. Composto de um diagnóstico do problema do lixo no mar no Brasil, o PNCLM contém ainda valores de referência, situação desejada, modelo de governança, eixos de implementação, diretrizes, indicadores, plano de ação e agenda de atividades.

O PNCLM apresenta seis eixos de implementação: resposta imediata, gestão de resíduos sólidos, pesquisa e inovação tecnológica, instrumentos de incentivo e pactos setoriais, normatização e diretrizes e educação e comunicação. Ele está dividido em 30 ações de curto, médio e longo prazo, com ênfase em soluções pragmáticas e concretas que contribuam para a melhoria da qualidade ambiental no curto prazo.Nessas ações está previsto um projeto piloto para instalação de dispositivos de retenção, como redes coletoras em galerias pluviais e barreiras flutuantes em rios e afluentes, mutirões para a limpeza de praias e mangues, estímulo à coleta seletiva e logística reversa nos municípios costeiros e fomento a projetos de inovação tecnológica para aproveitamento do plástico recolhido do ambiente marinho.

O plano é uma das metas nacionais prioritárias da Agenda de 100 dias do Governo Federal e representa a primeira fase de uma Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana.

Tabela periódica completa 150 anos com celebrações

A Assembleia Geral da ONU e a UNESCO instituíram 2019 como sendo o ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos. As Nações Unidas comemoram um século e meio da descoberta do Sistema Periódico, feita em 1869 pelo russo Dmitri Mendeleev.

E para celebrar, a Casa da Ciência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto de Química da UFRJ prepararam uma programação especial com palestras, mesas-redondas e cine debate.

A tabela, pesadelo para muitos estudantes, é uma das mais significativas ferramentas da ciência moderna. Para conhecer mais, a série Elementar para Poetas vai mostrar sua importância na organização do conhecimento científico, os avanços e os desafios das pesquisas e a presença dos elementos químicos em nossas vidas.

Gostou? Então preste atenção!

As apresentações acontecem em três módulos, nos meses de abril, junho e outubro, sempre às terças-feiras, das 18h30 às 20h. A entrada é franca e as vagas são limitadas.

Confira a programação:

Módulo 1 – Abril

02/04
Os 150 anos da Tabela Periódica dos Elementos, a enciclopédia mais concisa que existe – Carlos Alberto Lombardi Filgueiras – UFMG

09/04
Nióbio em tecnologias avançadas e sustentáveis – Robson de Souza Monteiro – Catalysis Consultoria e IQ/UFRJ

16/04
Hidrogênio, o elemento químico onipresente e o combustível sustentável do século XXI – Paulo Emílio Miranda – Coppe/UFRJ

30/04
Elementos em extinção – Cláudio José de Araújo Mota – IQ/UFRJ

Módulo 2 – Junho

04/06
A dopagem nos esportes – como ficam os elementos químicos nessa corrida?
Henrique Marcelo Gualberto Pereira – IQ/UFRJ
Mônica Costa Padilha – IQ/UFRJ

11/06
Moléculas salva-vidas e a Tabela Periódica – Lídia Moreira Lima – ICB/UFRJ

18/06
Do vidro à célula solar – o silício e a evolução da humanidade – Valdir Florêncio da Veiga Jr. – IME

25/06
Cine Debate – Lithium Manhattan, Manic City – Maria Tavares – IPUB/UFRJ e
Waldmir Nascimento Araújo Neto – IQ/UFRJ

Módulo 3 – Outubro

01/10
O admirável mundo novo dos alótropos de carbono – Pierre Mothé Esteves – IQ/UFRJ

08/10
A arte na Tabela Periódica – Benvinda Ferreira de Jesus – EBA/UFRJ e Daniel Lima Marques de Aguiar – EBA/UFRJ

22/10
Energia nuclear e o envolvimento das partes interessadas – Anna Maria Campos de Araújo – INCA e Arnaldo Mezrahi – CNEN
Mediação: Claudia Moraes de Rezende – IQ/UFRJ

Serviço:
Horário: 18:30 às 20:00
Endereço: Rua Lauro Müller, 03, Botafogo, RJ
Informações: (21) 3938-5444 ou programacao@casadaciencia.ufrj.br

Belém recebe primeira feira literária Infantojuvenil

O Boto, a Iara e a Vitória Régia são algumas das fábulas de encantamento ouvidas em Belém. Essas histórias são sustentadas por gerações naquelas tradicionais rodas de conversas familiares, geralmente em torno de uma mesa de refeição ou na porta de casa. Há séculos alimentam um imaginário potente. É através desse universo que nasceu a primeira edição da Feira Literária Infantojuvenil do Belém (Flib).

Na tradicional Livraria da Fox, com o tema encantamentos, assombrações e visagens, a Flib levou ao centro da discussão a necessidade de retomar a tradicional contação de histórias como forma lúdica de aproximar o livro do futuro leitor. 

Nesta primeira edição os homenageados foram o jornalista e escritor Walcyr Monteiro (PA), autor do best-seller amazônico Visagens e Assombrações de Belém; o professor e escritor Daniel Munduruku (PA), que resgata lendas de sua etnia indígena; a contadora de histórias Lenice Gomes (PE), pesquisadora da cultura popular nordestina, e o quadrinista Gildati Júnior (PA), autor dos quadrinhos Castanha do Pará, produzidos e publicados de forma independente.

A feira, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de março, contou ainda com oficinas, bate-papos, rodas de contação, shows, sessão de autógrafos.

A Flib é uma das atividades literárias selecionadas por meio do Edital de Feiras do Livro 2018, que aportou quase R$ 3 milhões em 16 feiras, jornadas, bienais e outros eventos literários em 11 unidades da federação: Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e em Santa Catarina.

Ministério do Meio Ambiente oferece cursos a distância de educação ambiental e água

Terminam nesta segunda-feira, dia 1º de abril, as inscrições para dois cursos a distância que vão abordar Educação Ambiental e a gestão e o uso dos recursos hídricos oferecidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como parte da comemoração do Dia Internacional da Água, celebrado no último dia 22 de março.

Os cursos são abertos ao público geral, com duas mil vagas cada um. Quem tiver interesse deve acessar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), do MMA e se cadastrar. No local, o participante terá acesso aos conteúdos e às atividades interativas e avaliativas dos cursos a distância.

A carga horária do primeiro curso, “Juventudes, Participação e Cuidado com a Água”, é de 30 horas. Ele tem o objetivo de propiciar elementos para uma percepção sistêmica e integrada da água.

Entretanto, o segundo terá o dobro da carga horária: 60 horas ao todo. “Educação Ambiental e Água” visa ampliar a compreensão da problemática socioambiental das bacias hidrográficas e o papel da Educação Ambiental na gestão dos recursos hídricos.

Inscrições para o Enem já têm data marcada

Com o edital publicado, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já têm data marcada. Os interessados podem se inscrever dos dias 6 a 17 de maio. O valor da prova este ano é de R$85,00.

Para quem for fazer pedido de isenção da taxa de inscrição o período será entre os dias 1° e 10 de abril. Vale lembrar que nos dez primeiros dias de abril, os candidatos faltosos do ano passado terão que justificar a ausência. Já aqueles que tiveram a isenção, se ausentaram e a justificativa não foi dada ou nem aceita, terão que pagar a taxa de inscrição.

As provas acontecerão nos dias 3 e 10 de novembro. No primeiro dia, serão aplicadas as de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e a Redação. No segundo domingo, serão as provas de Ciências da Natureza, de Matemática e suas Tecnologias. 

Mais informações através do site do Inep.