Festival #Nem1praTrás reúne artistas da MPB em homenagem ao Dia da Educação

Futura/Angélica Bastos – 27/04

Mobilização para auxiliar alunos, professores e instituições no contexto da pandemia conta com programação especial nas redes e nas telas do Futura. Além de música, estão previstas atividades de contação de histórias e lives de debates sobre temas quentes da Educação

A segunda edição da mobilização #Nem1PraTrás, em homenagem ao Dia da Educação (28 de abril), já começou. A iniciativa da Fundação Roberto Marinho, que ano passado alcançou mais de 120 milhões de pessoas nas redes e recebe o apoio de mais de 100 instituições, foi reformulada em virtude da pandemia e agora é totalmente digital. No dia 28, uma programação especial vai gerar conversa nas redes e nas telas do Futura e, por meio de um festival com artistas da MPB, pretende aumentar a visibilidade das soluções que estão sendo criadas para auxiliar na aprendizagem e capacitação de estudantes, professores e instituições de todo o País.

Diversos músicos já aderiram ao movimento e se apresentarão ao vivo pelo Instagram. Os shows, que durarão cerca de 20 minutos, começam às 17h (programação completa em www.diadaeducacao.org.br). O multi-instrumentista Milton Guedes (@miltonguedes), o cantor, compositor e ator Renato Luciano (@renatoluciano_real), e o professor de musicalização infantil Marcelo Serralva (@marceloserralva) são alguns dos que soltarão a voz pela Educação.

Os ex-participantes do The Voice, Ananda Torres (@anandatorresmusica) e Gustavo Fagundes (@gustav0fagundes), também participam da ação. O cantor João Suplicy (@joaosuplicy), que recentemente lançou o trabalho solo “João”, já confirmou presença, assim como os artistas Gabriel Lunelli (@gabriellunellimusic) de Salvador e Amaro Lima (@realamarolima) de Vitória, que completam a programação do dia 28.

Haverá também contação de histórias, às 11h, com Fátima Verônica (@fatimaveronicasantos), do Coletivo Vento Sutil, com narrativas que demonstram uma profunda relação do ser humano com a natureza. Serão seis histórias que prometem agradar aos espectadores de diferentes idades, incentivando a reflexão de forma leve e divertida. E, pouco depois, às 14h, professores participarão de “lives” para debater assuntos alinhados aos desafios do momento para a Educação.

Na TV, às 21h, no Futura, o programa semanal Debate ganha edição especial que aborda o futuro do Fundeb e formas de financiar a educação pública. Já a nova temporada do programa Entrevista trará, às 20h45, o tema Governança na Educação, com apresentação da especialista em políticas públicas Teca Pontual e convidados como a deputada Tábata Amaral e o ex-ministro Henrique Paim.

Todas as soluções da mobilização #Nem1praTrás são fruto da articulação entre educadores e organizações, como CONSED, SEBRAE Nacional, Instituto Ayrton Senna, Fundação Itaú Social, Fundação Bradesco, Instituto Natura e diversas outras, que são parceiras do projeto.

Mais informações:?diadaeducacao.org.br?e?futura.org.br.

Confira a programação completa:

11h: Contação de estórias infantis

Fátima Verônica, do Coletivo Vento Sutil

13h – 13h30: Marcelo Serralva

14h – Escrevinhamentos: exercitando a escrita em tempos de Covid-19

com Ana Paula Lisboa

16h – O Educador no contexto da pandemia

com Miguel Thompson e Pilar Lacerda

17h – Arte, Grafite e Educação

Acompanhe ao vivo o trabalho dos artistas Rafael Geraldo, Dolores Esos e Daniel Nadi

Sobre #Nem1praTrás

Mais sobre #Nem1praTrás

Inspirada no lema “No one left behind”, dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS (ONU) em prol da adoção de políticas nacionais integradas, sendo uma delas a Educação de Qualidade, a Fundação Roberto Marinho criou em 2019 a mobilização #Nem1praTrás, como forma de também homenagear o Dia da Educação, em 28 de abril. A iniciativa, totalmente gratuita, é multiplataforma e conta com programação especial, atividades e informação nas telas e nas redes.

Este ano, uma nova hashtag se soma à mobilização, a #EstudeEmCasa, e com ela uma série de ferramentas pensadas para que estudantes, famílias, professores e instituições lidem com os desafios da nova rotina em virtude do combate ao coronavírus. Entre as soluções educacionais disponibilizadas estão aulas online temáticas com reforço escolar; faixa especial do Canal Futura com conteúdos educativos customizados; tutores online para auxiliar professores no uso dos conteúdos que serão disponibilizados em 600 videoaulas inéditas no YouTube e Canal Futura; jogos educativos do Clube Desafio Futura (CDF); série de vídeos com dicas para organizar rotina de estudos; e muito mais.

Assista o Canal Futura na TV!

Não perca a programação do Futura na sua TV. Você pode assistir nas principais operadoras do país pelos canais:

Sky – 434 HD e 34

Net e Claro TV – 534 HD e 34

Vivo – 68HD e 24 fibra ótica

Oi TV – 35

PainelMar abre inscrições para II Seminário Inter-Redes Costeiras e Marinhas

ABPEducom/Marcelo Marcelino – 24/04/2020

O Painel Brasileiro para o Futuro do Oceano (PainelMar), plataforma colaborativa multissetorial que trabalha em prol do desenvolvimento de políticas públicas ligadas à vida e saúde dos oceanos, abre inscrições para o II Seminário Inter-Redes Costeiras e Marinhas. O evento começa nesta terça-feira, 28 de abril, e vai até 22 de maio de 2020. A ação faz parte do Programa Horizonte Oceânico Brasileiro (HOB). Para o primeiro debate, o conselheiro da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom) e consultor em Educomunicação do PainelMar, Rafael Gué Martini, e a associada Patrícia Zimmerman, estão entre os convidados.

O evento será realizado pela internet em formato de webinares, como forma de evitar a aglomeração e trânsito de pessoas durante a pandemia de covid-19. A proposta dos encontros é discutir ideias apresentadas pelos times de pesquisa-ação formados na primeira edição do evento, que ocorreu em 2019 e envolveu a visita a órgãos públicos e autarquias, debates e uma audiência pública no Congresso Nacional que contou com a apresentação dos temas discutidos no seminário. Para a nova edição, o objetivo é acolher perspectivas dos times para a produção do II Plano de Ação Inter-Redes, que orienta o conjunto de atividades futuras das equipes envolvidas no projeto.

O seminário reúne em sua programação profissionais, educadores, acadêmicos e representantes governamentais para o levantamento de propostas efetivas para o cuidado e proteção dos oceanos. O compartilhamento de experiências e informações e a organização colaborativa dos materiais e documentos orientam os times a elaborar um plano estratégico na esfera pública, como a proposta de criação de leis, regulamentações e resoluções. Além disso, o encontro tem o objetivo de mobilizar atores individuais, coletivos e institucionais em torno das diversas questões ligadas à vida marinha brasileira.

Os temas definidos para os próximos webinares envolvem a sustentabilidade nos oceanos, educomunicação socioambiental, governança e relações internacionais, justiça no meio ambiente, planejamento espacial marinho, formações colaborativas em redes e o estudo de propostas ambientais no campo legislativo.

Origem e perspectivas futuras

Fundado em 2015, após os preparativos para a conferência Rio+20 de 2012, e com a missão comum de organizar e mobilizar entidades e indivíduos da sociedade e ligados à grupos de pesquisa, estudo ou povos tradicionais diretamente conectados à vida marinha, o PainelMar é uma entidade de articulação de diversas áreas do conhecimento (científico, tecnológico e popular) para a comunicação, capacitação educacional e influência na tomada de decisões no âmbito público. Dentre as ações concretas consolidadas estão o lançamento de relatórios e a criação de atividades e projetos de capacitação educomunicativos, especialmente aqueles que envolvem Alfabetização Midiática e Informacional (AMI).

O Horizonte Oceânico Brasileiro (HOB), por sua vez, é um programa ligado ao PainelMar com a proposta de formar uma comunidade de especialistas de diversos campos para articular 40 redes de conhecimento costeiras e marinhas brasileiras existentes e, deste modo, consolidar a agenda de debates, estratégias e ações do PainelMar. O HOB tem como finalidade o fomento do protagonismo de profissionais e estudantes em início de carreira interessados no desenvolvimento de saberes e políticas públicas alinhadas ao 14º Objetivo da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável: Vida na Água.

Tendo a Educomunicação e o mandato coletivo como princípios norteadores dos times de pesquisa-ação, o HOB organiza suas atividades em três eixos de atuação que agregam as equipes temáticas do programa, de acordo com a especificidade do campo: ecológico, político e social. As interações e conversações entre os grupos são fundamentais para o fortalecimento de uma grande rede de cooperação.

Serviço

II Seminário Inter-Redes Costeiras e Marinhas
Inscrições: site oficial do PainelMar
Período: 28 de abril a 22 de maio de 2020
Realização: Painel Brasileiro para o Futuro do Oceano – PainelMar
Investimento: gratuito
Leia também: PainelMar mapeia educomunicadores das zonas costeira e marinha

Três livros infantis para estimular o hábito da leitura em casa

Flavia Perez.

Crianças e jovens de todo o mundo estão sem ir à escola atualmente por causa da pandemia do novo coronavírus e das medidas de isolamento social aplicadas em diversos países para conter o avanço da Covid 19. Este período, apesar de trazer tantos desafios, é também uma oportunidade de reforçar o interesse pelos livros e o hábito da leitura no ambiente familiar. Por isso, no mês que marca o Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, listamos três títulos infantis que vão levar crianças e adultos a mergulharem juntos no universo literário.

O livro A Maior Flor do Mundo (Ed. Cia das Letrinhas), obra do escritor português José Saramago, com ilustrações de João Caetano, remonta traços das histórias de contos de fadas. Transformando-se em personagem, o autor nos conta que teve uma ideia para um livro infantil e inventou uma história sobre um menino que faz nascer a maior flor do mundo. Não se julgava capaz de escrever para crianças, mas chegou a imaginar que, se tivesse as qualidades necessárias para colocar a ideia no papel, ela resultaria verdadeiramente extraordinária: “seria a mais linda de todas as que se escreveram desde o tempo dos contos de fadas e princesas encantadas…”. É dessa fantasia de grandiosidade que nasce o livro.

Já no título Onde a Palavra Abre os Olhos (Editora Abacatte), lançado neste ano, o autor Leo Cunha e a ilustradora Thais Linhares contam, poeticamente, o caminho de construção dos livros, desde o momento em que a ideia surge na cabeça do escritor, até quando chega às mãos do leitor. A “Palavra” é representada, no livro, por uma menina de grandes olhos curiosos.

Outro livro infantil que pode despertar o prazer pela leitura em família é Foi Ele que Escreveu a Ventania (Editora Pulo do Gato), de Rosana Rios e Maurício Negro. A narrativa é uma homenagem ao poeta Manoel de Barros. Tanto o texto quanto as ilustrações proporcionam sensações sinestésicas. O calor inexplicável é representado pelas cores quentes; o frescor e as descobertas, pelas cores frias. Uma obra que evoca o amor às palavras, ao fazer poético dos livros e à simplicidade do cotidiano.

Boa leitura!

Cientistas brasileiros promovem marcha virtual pela valorização do conhecimento científico no Brasil

SBPC – 23/04/2020

A manifestação será realizada ao longo do dia 7 de maio e terá divulgação nos canais da SBPC no Facebook e no YouTube

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto a suas Secretarias Regionais e Sociedades Científicas Afiliadas, somam forças a entidades de todo o País ligadas à CT&I para a realização da Marcha Virtual pela Ciência no Brasil no dia 07 de maio. Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia de covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Moreira, “o objetivo da marcha é debater com cientistas, médicos e especialistas e apresentar à população a situação da pandemia do coronavírus no país. Vamos discutir também a ciência e a tecnologia no Brasil e como ela elas podem ajudar na superação da grave crise sanitária e econômica que vivenciamos”, explica.

Os cortes paulatinos e cada vez mais agudos no orçamento da área da ciência e tecnologia, assim como na educação e na saúde, impõem um desafio ainda maior nessa corrida por respostas aos impactos devastadores da disseminação do coronavírus. Laboratórios sucateados, bolsas cortadas, redução de insumos, agravados pela campanha de desvalorização do conhecimento científico, tornam o trabalho de pesquisadores no País uma tarefa hercúlea.

Ainda assim, cientistas brasileiros se destacam pela qualidade dos estudos desenvolvidos no País e pela intensa campanha de conscientização social sobre cuidados e proteção contra o novo vírus, além de debater medidas econômicas para o enfrentamento da crise. Os profissionais de saúde, na linha de frente do enfrentamento da pandemia, padecem de muitas dificuldades, inclusive de segurança pessoal, e se defrontam com a falta de recursos materiais e humanos.

A Marcha Virtual pela Ciência visa reforçar essa luta que já dura anos por recursos adequados para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, e para a saúde e educação no País, e reiterar os termos do PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL, publicado em 7 de abril. O documento, elaborado pela CNBB, OAB, Comissão Arns, ABC, ABI e SBPC e que ganhou apoio de mais de uma centena de instituições e associações, pede união de toda a sociedade, solidariedade e conduta ética e transparente do governo, tomando por base as orientações da ciência e dos organismos nacionais e internacionais de saúde pública no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Entre as atividades da manifestação, a SBPC e as entidades que organizam a Marcha realizarão dois painéis de debates no dia 7 de maio – um dedicado à pandemia da covid-19 e o outro abordando o financiamento da ciência brasileira. As Secretarias Regionais da SBPC, juntamente a entidades e instituições científicas locais, também promoverão atividades direcionadas às suas regiões de abrangência.

Além dos seminários online, as entidades promoverão duas ondas de tuitaços no dia, um às 12h e outro às 18h, com as hashtags #paCTopelavida e #FiqueEmCasacomaCiência.

A Marcha Virtual pela Ciência terá como destaques os seguintes tópicos:

– a importância do isolamento social, recomendado pela OMS, sociedades científicas e da área da saúde, cientistas, médicos e especialistas;

– a crise da ciência no Brasil e a redução drástica dos recursos para CT&I, em particular recursos que ajudem no enfrentamento da grave crise sanitária e econômica;

– o desmonte dos sistemas públicos de educação e saúde, em particular pela ação da Emenda Constitucional 95, e as ameaças antidemocráticas à liberdade de ensino e pesquisa;

– e a necessidade de enfrentar a crise econômica com medidas emergenciais e de longo prazo, que apoiem, em particular, as camadas mais pobres e vulneráveis da população e reduzam a desigualdade social e econômica do País.

Todos são convidados a participar dessa grande manifestação em defesa da vida, da ciência e do desenvolvimento sustentável do País.

Ao longo da semana que antecede a manifestação, a SBPC divulgará vídeos e depoimentos escritos de representantes das entidades científicas e acadêmicas, pesquisadores, estudantes, professores e amigos da ciência sobre temas de ciência, educação e saúde e convocando para a Marcha.

Todos podem participar desta etapa da campanha de produção de depoimentos curtos. Abaixo algumas sugestões de perguntas que os participantes podem responder:

  • Por que a ciência é importante para o enfrentamento da pandemia?
  • Por que o isolamento social é uma ação fundamental neste momento?
  • Que outras medidas devem ser adotadas?
  • Se a ciência brasileira tivesse um orçamento mais adequado, poderíamos estar melhor preparados para o enfrentamento da pandemia?
  • Como a sua pesquisa contribui para o conhecimento e enfrentamento do coronavírus?

O vídeo deve ter duração de 30 segundos a um minuto. O participante deve se apresentar brevemente no início – nome, atividade que desenvolve e que instituição representa. O depoimento pode ser gravado em celular mesmo, em alta definição, com o aparelho na horizontal. Todos os vídeos da campanha serão disponibilizados em uma playlist na TV SBPC, no YouTube, e nas redes sociais da SBPC (Facebook, Twitter e Instagram: @SBPCnet).

Alternativamente, é possível também enviar uma declaração por escrito, em uma frase com até 120 caracteres. Neste caso também solicitamos que a pessoa envie uma breve apresentação – nome, atividade que desenvolve e que instituição representa – junto ao seu depoimento. E se desejar, seu endereço nas redes sociais, para linkarmos.

Para ver a programação completa, acesse o link http://portal.sbpcnet.org.br/marcha-virtual-pela-ciencia/ . Todos os depoimentos podem ser enviados para o e-mail oficial da Marcha Virtual pela ciência: marchavirtual@sbpcnet.org.br.

Participe da Marcha Virtual pela Ciência! Vamos nos unir neste #paCTopelavida!

Indígena Ailton Krenak reflete sobre o coronavírus em ebook gratuito

‘O amanhã não está à venda’ é um compilado de recentes entrevistas da liderança indígena e aborda como a sociedade se divorciou da natureza e não a reconhece como um organismo vivo

Revista Educação/Laura Rachid – 18/04/2020

Ailton Krenak é uma das principais lideranças indígenas e acaba de lançar, junto à editora Companhia das Letras, o ebook gratuito O amanhã não está à venda, em que reflete sobre o novo coronavírus no Brasil e mundo. O destaque está para a forma de vida à qual a sociedade capitalista valoriza e que Ailton alerta ser insustentável, uma vez que não se respeita o organismo vivo que é a Terra, seus recursos naturais e o próprio ser humano, com ênfase para os povos tradicionais.

“Nós, a humanidade, vamos viver em ambientes artificiais produzidos pelas grandes corporações, que são os donos da grana. Agora esse organismo, o vírus, parece ter se cansado da gente, parece querer se divorciar da gente como a humanidade quis se divorciar da natureza”, afirma o indígena em um trecho do ebook.

Contudo, ele espera que a sociedade pós-coronavírus entenda que não é possível voltar à “normalidade” de devastar o planeta e priorizar o dinheiro. A obra é fruto do compilado de entrevistas recentes de Ailton para três veículos, uma para o Estado de Minas, sob o título O modo de funcionamento da humanidade entrou em crise, outra para O Globo em Voltar ao normal seria como se converter ao negacionismo e aceitar que a Terra é plana e também ao jornal português Expresso, que tem como título Não sou um pregador do apocalipse. Contra essa pandemia é preciso ter cuidado e depois coragem.

No site da Amazon é possível baixar o ebook gratuito O amanhã não está à venda (clique aqui)

Quebrador de paradigmas

Krenak nasceu na região mineira do Vale do Rio Doce, a mesma que, em 2015, foi atingida pelo rompimento da Barragem do Fundão, da mineradora Samarco/Vale/BHPBilliton. Sem dúvida, Ailton ganhou destaque ao exigir, em setembro de 1987, na Assembleia Nacional Constituinte, dignidade aos povos indígenas e um basta à violência contra aqueles que são os primeiros brasileiros.

A saber, o seu recente livro, Ideias para adiar o fim do mundo (ed. Companhia das Letras) já é best-seller e ficou em terceiro lugar entre os mais vendidos na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em 2019.

Para celebrar o Dia Mundial do Livro, Unesco compartilha citações, poemas e mensagens em suas redes sociais

Conexão Escolas/Marcus Tavares – 09/04/2020

Mais do que nunca, em um momento em que a maioria das escolas ao redor do mundo está fechada e as pessoas precisam limitar, ao máximo, seu tempo fora de casa, o poder dos livros deve ser alavancado para combater o isolamento, reforçar os laços entre as pessoas e expandir os horizontes, estimulando as nossas mentes e criatividade. As palavras são da Unesco.

Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, cuja celebração ocorre no dia 23 de abril, a Unesco, durante todo este mês, vem compartilhando em suas redes sociais citações, poemas e mensagens para simbolizar e lembrar o poder dos livros. A iniciativa também quer promover a leitura como forma de reduzir a solidão e o isolamento. “É um momento de celebrar a importância da leitura, promover o crescimento das crianças como leitores e promover um laço, ao longo da vida, com a literatura”, destaca trecho da campanha.

Acesse a página da Unesco!

#WorldBookDay

A Covid-19 nos força a ficar em casa, mas a leitura pode nos levar para aonde quisermos!

Aonde queres ir hoje?

Escolha um livro e comece a sua viagem!

Secretaria de Educação do Recife cria campanha de prevenção sobre o novo coronavírus

Com o objetivo de transmitir a crianças e jovens orientações para a prevenção do novo coronavírus, a Secretaria de Educação do Recife produziu um vídeo informativo e lúdico embalado pela música “Lavar as Mãos”, composição do cantor Arnaldo Antunes, gravada também pelo Palavra Cantada.

Na cena, uma atriz interpreta a escritora Clarice Lispector, que ao lado de outros personagens explica o que fazer para se proteger do vírus e cuidar da saúde.

Notícias falsas? Saiba como checar antes de repassar

Você já recebeu texto, áudio ou vídeo pelas redes sociais? Basta um celular na mão. A quantidade de notícias circulando em redes sociais é enorme e, ao receber uma notícia de um grupo de família ou amigos, o impulso de querer repassar pode surgir, mas pare e pense: é preciso criar o hábito de checar a fonte da informação antes de compartilhar uma notícia! Pode ser fake news.

A Revistapontocom publica aqui texto enviado por uma leitora que preferiu não ser identificada, na matéria.

1) É muito comum notícias falsas anunciarem revelar “aquilo que a mídia esconde”. Pois bem, abandone o pensamento conspiracionista e se apoie em fontes. Não existe a “Grande Mídia”, monopolizadora das informações. A imprensa profissional é composta por diversas empresas concorrentes que vivem de notícias. Elas podem distorcer, manipular e reinterpretar informações segundo seus múltiplos interesses políticos e econômicos, mas não escondem os fatos de interesse público, nem inventam coisas inexistentes.

2) WhatsApp é um aplicativo de mensagens entre pessoas e grupos, não um portal de notícias. Logo, toda e qualquer informação recebida pelo aplicativo deve ser vista com suspeita e, por isso, pesquisada, antes de repassada.

3) Como pesquisar: jogue as palavras-chave, ou título da notícia, ou frases que a resumem no Google. Utilize também a ferramenta de “Notícias” do Google. Veja se a matéria reverbera em fontes confiáveis, antes de repassar por aí.

4) No Brasil, os principais sites de notícias são: G1, R7, UOL, IG, O Globo, Veja, Folha, Exame, Época, BAND., Estadão, Terra, BOL, Metrópoles etc. Se  uma notícia não está reverberando em nenhum destes portais, não compartilhe.

5) Entender uma fonte como confiável não é o mesmo que concordar com a opinião, a análise e o enfoque dado pelo grupo jornalístico. Trata-se de reconhecer que ele reúne um grupo de profissionais com credibilidade, que não divulgam notícias falsas.

6) Blogs e sites de notícias pouco conhecidos não são fontes seguras de notícias. Não se deixe levar pelo layout bonito da página, pela linguagem atraente ou posicionamentos com os quais você se identique; confirme sempre a matéria nas fontes mais conhecidas, antes de repassar. As fake news mais influentes sempre são repostadas simultaneamente por várias páginas desconhecidas, mas o texto base muda muito pouco de uma página para outra. Fica a dica!

7) Existem diversos sites especializados em desmentir fake news: E-Farsas, Boatos, Agência Lupa, Aos Fatos, Fato ou Fake, Truco – Agência Pública, Projeto Comprova, Fake Check – Detector de Fake News etc. Vale muito a pena conhecer e frequentar cada uma dessas páginas!

8) Textos contendo notícias, ou informações, sem as fontes linkadas, não tem valor algum. Não compartilhe.

Outras dicas:

– Textos com notícias verdadeiras, raramente começam com chamadas sensacionalistas em caixa alta: “ATENÇÃO, ACABA DE VAZAR!!!”, “ALERTA GERAL!!!”, “BOMBA!!!”, “A CASA CAIU!!!”, “ACORDA BRASIL!!!”.

– Se tiver bandeirinhas do Brasil no título (??????), é quase 100% seguro que é uma fake news.

– Outra coisa, notícia verdadeira não pede para ser repassada, se o texto termina com: “Repasse para todos os seus contatos” ou “Vamos compartilhar essa informação sem dó”, é muito provável que a notícia seja falsa.

9) Possuir um link de fonte confiável, em anexo, por si só, não atesta a veracidade da notícia. Você deve clicar para assegurar que o link é verdadeiro e te conduzirá à página anunciada. Ou ainda, que o texto linkado está realmente contido na página indicada.

10) Cuidado com a manchete, todo texto deve ser lido na íntegra. Os veículos de comunicação precisam atrair você, por isso é muito comum títulos sensacionalistas destoarem do conteúdo da matéria. Leia tudo antes de repassar.

11) Observe a data da notícia. Às vezes, a notícia é verdadeira, mas é antiga. Tragédias, declarações de políticos, projetos de lei etc., antigos, costumam ser relançados no contexto atual, causando alarmismos desnecessários.

12) Prints do Twitter também devem ser tratados com muito cuidado. É muito fácil produzir falas polêmicas e chocantes com perfis falsos, criados com o nome e foto de gente famosa, mas que, logo depois, são apagados. Não repasse, pesquise!

13) Via de regra, notícias verdadeiras não circulam por áudios de WhatsApp: políticos, artistas, especialistas, médicos, enfermeiros, policiais, bombeiros etc. não passam notícias ou informações inéditas por áudios. Mesmo aquelas histórias emocionantes contadas por pessoas anônimas; parta sempre do princípio que são mentiras e pesquise. Não repasse notícias que só existem por áudio.

14) Vídeos, por mostrarem o rosto de quem fala, tendem a passar mais credibilidade. Mas a lente da câmera não tem filtro de mentiras e o fato de alguém se apresentar como especialista em algo (ainda que pareça) não prova nada. O YouTube, no geral, é uma péssima fonte de informações. Pesquise o conteúdo antes de passar adiante.

15) Vídeos de gente famosa, sobretudo políticos, dizendo algo polêmico, podem conter edições maldosas. Busquem vídeos completos, ou, no mínimo, o contexto completo de uma determinada fala antes de compartilhar. Jogue a frase polêmica no Google com o nome do autor – utilize a sessão de vídeos da ferramenta para localizar o vídeo original.

16) Não compartilhe nada por impulso. Uma notícia não se torna verdadeira por que confirma seu ponto de vista ou atende às suas expectativas, nem se torna falsa por que lhe desagrada. Você não é responsável pelo que recebe, mas é responsável pelo que repassa. Pesquise sempre!

Compartilhe do prazer que é desmascarar uma notícia falsa!

Coronavírus: qual a relação entre a água e a pandemia?

Uma das medidas mais importantes para a prevenção do novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, é a lavagem das mãos. Por isso, é fundamental oferecer à população, sobretudo em meio à pandemia, o abastecimento contínuo e adequado desse recurso, que falta em muitas regiões do Brasil paralelamente à carência de saneamento básico em todo o país.

Para explicar a relação entre o novo coronavírus e a carência de abastecimento de água e saneamento básico, o engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa, da Fundação Oswaldo Cruz, destaca a importância da água e do esgotamento sanitário para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde.  

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Covid-19 já registra 15.927 pessoas infectadas e 800 mortes no Brasil. O Sudeste é a região mais afetada, com 59% dos casos confirmados. No mundo, são mais de um milhão e meio de pessoas com a doença, enquanto o número de óbitos chega a 87.984 óbitos, de acordo com um levantamento da Universidade Johns Hopkins.

Vamos conversar?

Segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), cerca de 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, o que representa 47,6% da população. Uma das metas do governo federal é promover a universalização do acesso ao saneamento básico em todo o Brasil, até 2033, um desafio necessário para o país, uma vez que gera impactos diretos para a preservação do meio ambiente, bem como para a saúde da população. Em junho, o Senado aprovou o Projeto de Lei 3.261/2019, que atualiza o marco regulatório do saneamento básico no Brasil permitindo que empresas privadas prestem serviços por meio de contratos de concessão. O próximo passo é a aprovação na Câmara dos Deputados.

Neste cenário, o Programa Esse Rio é Meu, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, irá trabalhar a recuperação e preservação dos rios cariocas através de suas escolas. Em um primeiro levantamento para o diagnóstico do contexto de cada rio, o principal problema identificado foi a poluição por esgoto in natura e o despejo de resíduos sólidos, resultado da falta de saneamento básico.

Para entender melhor essa questão, a revistapontocom ouviu o engenheiro Sinval Andrade, presidente da concessionária Zona Oeste Mais Saneamento, concessionária responsável pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto da AP5 (Área de Planejamento 5) em 22 bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Gravação Revistapontocom. Edição: Gabriela Serrano

Qual o alcance das ações da concessionária Zona Oeste Mais Saneamento?

Quando iniciamos a implantação do planejamento em 2013, somente cerca de 5% dos moradores da região tinha o esgoto tratado. Hoje, 36% da população já têm coleta e tratamento de esgoto disponível. Houve um crescimento de sete vezes, em sete anos. A área em que atuamos corresponde a 48% da área do Rio de Janeiro, abrangendo 27% da população da cidade, ou seja, aproximadamente 1.850.000 pessoas. O principal desafio é ter funcionalidade para usar os investimentos recebidos.

Programas anteriores de saneamento não incluíram planejamento de esgoto. Alguns lugares foram urbanizados, mas sem conexão com a rede. Quando se fala de esgoto sanitário você tem que falar de sistema e essa é a grande dificuldade enfrentada. Não é possível fazer um plano de esgotamento sanitário que seja implantado simultaneamente em toda a área.

Na região contemplada pelo planejamento, onde a densidade demográfica é menor do que a média em outras áreas da cidade, uma grande área verde ainda está preservada.  

A nova lei do saneamento básico traz impactos para a saúde pública?

A nova lei permite que as prefeituras licitem o saneamento para empresas privadas. O ganho de saúde e qualidade de vida é imenso para a população, mesmo que seja preciso pagar uma pequena taxa. Saneamento é saúde. A cada dólar investido em água e saneamento há uma economia de U$ 4 em custos de saúde no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para avançar em saúde, é preciso fiscalização e corresponsabilidade. O ideal seria demonstrar o avanço da despoluição do rio, relacionando esses indicadores com a redução de doenças causadas por recursos hídricos na região, mas ainda não há estudos que demonstrem esse impacto.

A crise da água causada pela geosmina, neste ano, elucidou para a população a conexão existente entre água e esgoto, uma vez que ambos estão sob a responsabilidade da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

Em quais bairros as ações estão sendo implementadas?

Nosso planejamento começou pelos bairros de Deodoro, Bangu e Realengo. O próximo passo é chegar a Campo Grande. As obras são paulatinas, gradativas, pois para que o sistema seja funcional, é preciso haver estação de tratamento e subestações.

Temos um cronograma de investimentos, mas um dos problemas enfrentados é a taxa de inadimplência, que gira entre 24% a 54%. É preciso que o usuário entenda a importância de pagar a conta.

O que o planejamento Zona Oeste Mais contempla?

A concessão abrange a responsabilidade pelos serviços de coleta e tratamento de esgoto da AP5 (Área de Planejamento 5) da cidade do Rio de Janeiro, que abrange 22 bairros da Zona Oeste, e a responsabilidade pela gestão comercial referente ao abastecimento de água e esgotamento sanitário em toda a extensão contemplada.

Primeiramente, cadastramos os usuários, instalamos hidrômetros, efetuamos manutenção e fazemos a medição do consumo e o faturamento de acordo com as regras da Cedae. Também arrecadamos tarifas e temos ações para recuperação de crédito e redução de inadimplência.

A estrutura de atendimento ao público envolve mensalmente, em média, 14.000 atendimentos por mês nas lojas e postos de atendimento, além de quase 16.000 chamadas atendidas através de outros canais.

De que forma os usuários se conectam à rede de esgoto?

Pela legislação, a administração pública tem que disponibilizar o tratamento do esgoto e a responsabilidade de se conectar é do usuário, mas desde 2018 a ligação é realizada por nós quando há necessidade. É preciso garantir que o usuário se conecte à rede de tratamento.

Desde o início de nossa atuação, as ações promoveram um salto de 25%, em 2012, para 60% da população com coleta, em 2019. E no que tange à população com coleta e tratamento, houve um salto de 5%, em 2012, para 36% em 2019. 

O esgoto é tratado na estação e depois a água, já tratada, volta ao rio. A grande questão é que o saneamento envolve várias vertentes: esgoto sanitário, água, drenagem de águas pluviais e resíduos sólidos. Nem todas estão contempladas pela concessão.

Quais os próximos desafios?

É preciso uma mudança cultural e a integração de todas as áreas que constituem o saneamento, pois não se pode falar em sanear sem falar de uso e ocupação de solo. Ainda há 64% da população sem acesso ao esgoto tratado. Portanto, é preciso também haver planejamento com a contribuição de todas instituições envolvidas, incluindo a cobertura momento a momento para evitar o crescimento desordenado e o alargamento desse panorama.

Uma nova estação de tratamento será implantada em Bangu e há obras em andamento no rio Marangá, próximo a Deodoro, de cuja estação de tratamento a água que volta para o rio já está 100% limpa. Está previsto também um projeto para implantação de uma nova estação de tratamento no Rio Sarapuí, naBaía de Guanabara. A expectativa é inaugurar o marco desta obra até 2022.

Já é possível perceber uma conscientização maior da população em relação ao trabalho que está sendo executado. O prazo deste contrato de concessão tem duração de 30 anos; entre os anos de 2012 e 2042.

Saiba quais bairros são contemplados pelo Zona Oeste Mais Saneamento:

O planejamento contempla ao todo 22 bairros: Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó, Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar.

Mídia e fake news: é preciso conscientizar e educar

Por Flavia Perez.

Com o compromisso de transmitir para a população informações e orientações durante a pandemia do novo coronavírus, mídia e autoridades de saúde vêm encontrando no processo de comunicação um poderoso rival: a disseminação de fake news. Difundidas amplamente no Brasil e no mundo nos últimos anos, as notícias falsas potencializam dia a dia o pânico e a desinformação em meio a uma crise mundial de saúde que tem como principal diferencial, em relação às anteriores, o uso massivo dos meios digitais de comunicação.

A quantidade de conteúdos falsos e enganosos circulando na internet é alarmante. Segundo dados da Lupa, agência de fact-checking brasileira que integra uma rede mundial de checadores, o Ministério da Saúde recebeu entre 21 de janeiro e 12 de março deste ano 9.900 mensagens para checar informações sobre o coronavírus. Dessas, apenas 495 eram verdadeiras, e 8.910 tratavam-se de fake news. Associada ao Código de Ética da International Fact-Checking Network (IFCN), a agência Lupa integra uma coalizão mundial contra a desinformação sobre o coronavírus e a Covid-19 (doença que ele causa), reunindo mais de 100 plataformas de checagem em cerca de 50 países. Desde janeiro, o grupo já desmentiu cerca de mil boatos a respeito da pandemia.

Neste cenário, no qual as redes sociais ocupam o protagonismo na veiculação de notícias falsas, gigantes da web como Facebook, WhatsApp, Instagram, Twitter e YouTube anunciaram a criação de estratégias para remover conteúdos falsos sinalizados por internautas ou autoridades. O objetivo é direcionar usuários que buscam conteúdos sobre a pandemia para acesso a informações divulgadas por fontes confiáveis e ainda oferecer orientações visando evitar a disseminação das fake news.

Segundo o Massachussetts Institute of Technology (MIT), informações falsas tendem a se espalhar 70% mais rápido do que as verdadeiras, percentual que está relacionado ao caráter emocional que os conteúdos enganosos costumam explorar e ao impulso de repassar informações dotadas de ineditismo. Outra questão inerente ao debate sobre o avanço da propagação das fake news é sua relação intrínseca com as ferramentas de SEO (Search Engine Optimization), técnicas usadas para otimizar páginas na web que buscam entender os algoritmos, a fim de mapear padrões de comportamento a partir das interações dos internautas, favorecendo com isso a disseminação de notícias falsas.

Diante desse panorama, que comporta a enxurrada de notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus e a criação de cenários irreais que prejudicam o recebimento das orientações fornecidas através da mídia, podemos concluir que nunca a compreensão do Jornalismo e do processo de apuração e produção de notícias em seus diferentes canais — mídia impressa, eletrônica e digital — foi tão importante para a sociedade e para o processo educacional como nos dias atuais.  

É preciso oferecer a crianças e jovens conhecimento sobre o funcionamento da mídia para que eles possam desenvolver suas competências para analisar e criticar as informações que recebem. É importante e imprescindível, principalmente nesses tempos, que eles criem o hábito de checar dados antes de repassá-los a outras pessoas. Portanto, é necessário que educadores e professores, conscientes da responsabilidade de formar jovens com autonomia e senso crítico, reflitam sobre o processo de aprendizagem contemporâneo. Desenvolver e ampliar a visão cultural de seus estudantes, considerando aspectos como diversidade e o papel da mídia para a sociedade, deve ser um exercício incorporado ao ensino das disciplinas curriculares.

Usar a mídia como ferramenta de educação é uma forma de despertar o interesse de estudantes, professores, educadores e de toda a comunidade escolar para a história do Jornalismo, de suas bases de atuação e do impacto das notícias em nossas vidas. Só assim estaremos formando cidadãos preparados para a leitura crítica dos conteúdos que recebem e repassam, evitando a propagação nociva de fake news.

Contudo, a situação atual de pandemia causada pelo novo coronavírus exige a criação de ações de curto, médio e longo prazo que possam conscientizar e educar as pessoas tanto para suspeitar de conteúdos enganosos, quanto para checar as informações antes de repassá-las a outras pessoas. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), escolas foram fechadas em 165 países deixando 87% de todos os alunos do mundo sem aulas, o que representa mais de um bilhão e meio de estudantes fora da escola. Por essa razão, neste momento, orientar nossas crianças e jovens para o consumo e a divulgação adequada de informação é dizer que, na dúvida, a recomendação precisa ser clara: não compartilhem.

Flavia Perez é jornalista, pós-graduada em Língua Portuguesa, desenvolve pesquisa na área de Midiaeducação e trabalha há mais de dez anos criando conteúdos sobre Educação, Cultura, Saúde e Meio Ambiente.