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A educação transformada

1 comentário
Publicado em Artigos, Destaques
07out

Artigo de Priscylla Spencêr. Revisão de Denis Zanini Lima.

“Somos incentivados ao pensamento livre.”

Gabriel, 15 anos, aluno da Escola Monteiro Lobato.

“Não somos preparados apenas para o ENEM, sabe? Somos preparados para o mundo lá fora”

Samara, 14 anos, aluna da Escola Monteiro Lobato.

Visitamos a EMOL – Escola Monteiro Lobato, situada em Diadema, em São Paulo. Eu, Priscylla Spencêr, representando o Pensar a 2, juntamente com minhas parceiras de projeto, Tânia Iorillo e Milene Lamarca, da ONG Espaço Ser – Casa Matheus Campos.

Primeiro impacto positivo: fomos recebidos por dois alunos, Gabriel e Samara. Eles não só nos apresentaram a escola, como nos falaram dos projetos desenvolvidos por eles. Era perceptível a felicidade de ambos ao nos contar sobre o funcionamento da EMOL.

Ao contrário das escolas tradicionais nas quais as turmas possuem salas de aula fixas e os professores vão até os alunos, na EMOL os professores é que têm salas fixas e os alunos vão até os professores.

As cadeiras não são enfileiradas, os alunos sentam-se em rodas ou em grupos para discutirem os projetos. Eles são incentivados ao poder da fala e da empatia, através de apresentações dos projetos que eles mesmo escolhem. “Não é a matéria que enriquece a gente, é o pensamento e a conscientização”, diz Gabriel.

Marcia Braghini, diretora da escola EMOL, conta que “no começo foi muito difícil, os alunos reclamavam e tinham dificuldades com os trabalhos em equipe, mas aos poucos foram se adaptando ao novo formato. Trabalhamos muito a empatia e o acolhimento entre eles”.

Marcia fez um trabalho de formação com os professores, da educação infantil até o oitavo ano, sobre a inteligência emocional para que eles possam trabalhar juntos aos alunos. Esse trabalho começou a ser desenvolvido também do nono ao ensino médio.

A EMOL não tem semanas de provas. As provas podem acontecer a qualquer momento. Não existe uma regra. O professor é livre para avaliar o aluno da forma quiser, com atividades individuais, em grupo, para casa. Mas tem que usar critérios muito claros e bem estabelecidos com os alunos.

“Os resultados são muito gratificantes. Os alunos do terceiro ano, que iniciaram o projeto quando estavam do oitavo para o nono ano, falam para os menores o quanto eles são melhores hoje, o quanto eles aprenderam a acolher os amigos”.

A EMOL é uma constatação de que sim, podemos transformar a educação deste País.

Transformem a escola em um ambiente onde os estudantes sintam-se em casa, confortáveis para falar, expor ideias, criar, compartilhar, trabalhar em conjunto. E, acima de tudo, permitam a liberdade do ser para esses seres em formação.

Um comentário sobre... “A educação transformada

  1. Sou estagiário do curso de pedagogia, este artigo me oientou ao desenvolver o enredo do meu relatório…
    Obrigado!

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