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“Ser diferente é normal” faz todo sentido

1 comentário
19mar

Por Leandro Barbosa
Estudante – ex-aluno do Colégio Estadual José Leite Lopes – NAVE 

Três amigos saem para se divertir e realizar seus sonhos em uma aventura cheia de emoções. Clichê? Talvez. A história é batida, mas os personagens fazem a diferença. Essa é a aventura de Stallone (Ariel Goldenberg), Márcio (Breno Viola) e Aninha (Rita Pook) que, juntos, fogem da instituição em que vivem, voltada para portadores de síndrome de down, e vão atrás de seus desejos.

Stallone quer ver o mar, Marcio quer voar e Aninha busca um marido pra se casar. Como os três trabalham na videolocadora da instituição, são amantes incondicionais de filmes. Inspirados pelo filme “Thelma e Louise”, eles fogem com o carro do dono do instituto (Lima Duarte).

Stallone é o líder do trio, pois é o único que sabe dirigir. Durante a aventura, os três passam por diversas situações, desde furtar um posto de gasolina com armas de brinquedos, a participar de um casamento em que eles não fazem a mínima ideia de quem está se casando.

O filme é o primeiro a ter protagonistas com síndrome de down. E deu muito certo. A espontaneidade dos atores contribui para a maravilhosa experiência do telespectador, que garante risadas com as tiradas de Márcio e Stallone. A campanha #VEMSEANPENN na internet também ajudou bastante na divulgação do filme. No vídeo, que tem quase um milhão e 500 views no youtube, é contada a história de Ariel Goldenberg (Stallone), que sonha conhecer e assistir ao filme ao lado do ator Sean Penn. Diversos artistas se solidarizam e divulgaram a campanha. No fim, Ariel conheceu seu ídolo.

Como ex-aluno do ensino médio técnico na área de roteiro (estudei no Colégio José Leite Lopes – NAVE), tento sempre observar todos os detalhes de um filme. Aprendi, com um antigo professor, a assistir aos vídeos sempre com “olhos de produtor”.

Com isso, nunca mais olhei um filme da mesma maneira, pois sempre me atento aos mínimos detalhes e imagino como tudo aquilo foi gravado.

Assistindo aos “Colegas”, não foi diferente. Apesar de o final não ter me agradado tanto, o roteiro do diretor e roteirista Marcelo Galvão foi muito bem escrito. Não é à toa, ganhou o prêmio de melhor roteiro do Festival de Paulinia 2008. A qualidade técnica do filme é inquestionável, com uma fotografia “vintage” e boas locações, combinando bem com o estilo do filme. O ponto alto sem dúvida foi a atuação dos atores, que deram um show de interpretação, arrancando boas gargalhadas minhas e do público presente. A trilha sonora é emocionante, ao som de Raul Seixas, que, como cover, até fez uma participação especial no filme.

“Colegas” é sem dúvidas tocante, levando o público a crer que as diferenças são apenas barreiras criadas pela própria mente do ser humano. O público do Brasil aplaude de pé. Mais do que nunca a frase “ser diferente é normal” faz todo sentido.

Um comentário sobre... ““Ser diferente é normal” faz todo sentido

  1. Interessante a diferente forma de olhar e principalmente assistir o filme.
    Comentou muito bem, linguagem simples e convicente. Com certeza assistirei o filme. Valeu!

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