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Em defesa do Rio

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22fev

Por Roan Saraiva

Preocupado, decidido e empenhado na missão de melhoria do Rio Capibaribe, um grupo de estudantes da Escola Técnica Estadual Cícero Dias, no Recife, está participando da análise da qualidade da água. Mensalmente, no Marco Zero, no Recife Antigo, os jovens fazem o monitoramento por meio da utilização do Kit Educativo criado pelo projeto Rede das Águas – Observando os Rios. Os dados coletados são disponibilizados na rede do SOS Mata Atlântica e trabalhados dentro da sala de aulas, criando ações mobilizadoras e conscientizadoras. A iniciativa é uma parceria da escola com a Fundação SOS Mata Atlântica, uma organização não governamental que tem como missão promover e estimular ações para o desenvolvimento sustentável, bem como promover a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobilizando, capacitando e estimulando o exercício da cidadania socioambiental.

Além da imponência do Rio Capibaribe, os estudantes percebem que em alguns trechos o rio se assemelha a um grande depósito de lixo, somado aos esgotos domésticos e resíduos industriais que para ele afluem sem o tratamento devido. Um dos fatores é o elevado índice de crescimento populacional sem a correspondente ampliação dos serviços e da infraestrutura urbana gerando como consequência a perda gradativa da qualidade de vida de seus habitantes, onde os aspectos de saúde pública e da salubridade ambiental apresentam sinais de degradação.

Segundo o professor Ângelo Filho, a ação de monitoramento do Rio Capibaribe é de extrema relevância para o processo de ensino aprendizagem, pois possibilita ao educando associar na prática os assuntos vistos em sala de aula. Além disso, estimula o desenvolvimento da sensibilização ambiental e de ações de desenvolvimento sustentável, melhorando assim a consciência educativa no ambiente escolar e a preocupação com os recursos hídricos.

O estudante Luiz Primo é prova disso. “Sabia que a qualidade da água era ruim, mas não tanto quanto eu descobri após coletas no Rio Capibaribe. Além dos níveis de coliformes fecais, turbidez e nitrato, vi também altos níveis de desrespeito com nossa cidade e história. Lembro-me também dos intensos debates dentro de sala sobre a água, desmatamento dos biomas e saneamento básico, sobretudo tratamento de esgotos”.

O trabalho conta ainda com o apoio de outras instituições que, hoje, estão unidas na revitalização do rio, como o Espaço Ciência, Universidade de Pernambuco, Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e as ONGs Evoluir e Ecoar.

Clique aqui e acompanhe o projeto

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