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A geração alpha

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10dez

Com informações da Tela Viva

Você já ouviu falar na Geração Alpha? É aquela que nasceu a partir de 2010 e que vem chamando a atenção do mercado. Não é à-toa que acaba de sair uma pesquisa sobre o público-alvo. O Canal Gloob, em parceria com a empresa de pesquisa Play Conteúdo Inteligente, desenvolveu uma pesquisa junto aos pequenos. O estudo nomeado “Geração Alpha – Um mindset em construção” traz as percepções destas crianças sobre o brincar, além das referências, dos contextos e das mudanças para a vida em sociedade.

O estudo contou com três fases – Desk research (com o levantamento de dados secundários), Quantitativa e Home invasion, com entrevistas de campo individuais. Ao todo, participaram dessa amostragem cerca de 510 pais e crianças entre 6 a 9 anos, de classes A, B e C com acesso à TV paga.

Tendo a geração Z como espelho, a pesquisa mostra que muitas das características da Alpha potencializam aquelas já encontradas na geração passada. O comportamento Geek é uma delas. As crianças da geração Z, e mais fortemente da Alpha, focam, cada vez mais cedo, em games, histórias em quadrinhos e youtubers/influenciadores e se afeiçoam a um personagem, que não precisa ser necessariamente de um produto de entretenimento. Outras características apontadas pelo Dossiê Gloob que definem a geração Alpha são:

– A maioria destas crianças são filhos únicos;
– Terão acesso a novos modelos de educação. Mais personalizado e direcionado ao perfil de cada um;
– Privacidade é algo que estas crianças não conhecem. Tudo é exposto no mundo virtual;
– São exibicionistas. Na ausência de privacidade, o exibicionismo é um fato;
– Criadores de conteúdo. Criarão cada vez mais conteúdos, a partir de suas próprias experiências;
– Buscam experiências imersivas e interativas. O mundo virtual traz, cada vez mais, estas duas possibilidades.
– Com estas novas características e com o contexto social e familiar que esta geração encontra, o estudo ainda aponta sete mudanças comportamentais presentes nestas crianças:
– O empoderamento das meninas;
– A versatilidade dos meninos;
– A flexibilidade de gênero;
– O reconhecimento dos pais e das mães como os ídolos das crianças e não mais os famosos;
– A maior conexão da figura paterna com os filhos;
– A mudança na forma de identificação com o personagem (com a atitude do mesmo prevalecendo sobre a beleza estética);
– A necessidade de integração dos meios (as crianças acessam, cada vez mais cedo, cerca de 14 meios para conhecerem um produto).

Segundo o Dossiê Gloob, são estas sete principais mudanças que podem guiar o futuro nas relações interpessoais e familiares, nas brincadeiras e na forma como o mercado se relaciona com esta nova geração.

Na visão de mercado, por exemplo, estas mudanças possibilitam a oferta de produtos com aventura e ação para as meninas e, para as crianças no geral, brinquedos e brincadeiras sem distinção de gênero, e sim com foco na ação e no storytelling. O foco dos brinquedos, aponta a pesquisa, agora precisa ser na experiência, no conteúdo e não mais na estética. E para falar com o público infantil desta geração, uma marca precisa se fazer presente em diversos meios.

Um comentário sobre... “A geração alpha

  1. Pelo visto a Geração Alpha também lerá textos com palavras de diferentes línguas misturadas a sua.

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