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12jun

Da socialização online aos deveres de casa e à diversão, a internet tornou-se, nos dias de hoje, uma parte essencial na vida dos jovens e abre um vasto campo de novas possibilidades de conexão e aprendizagem. Ao mesmo tempo, proporciona a extremistas violentos ferramentas poderosas para propagar o ódio e a violência ou, ainda, para identificar os recrutas em potencial ao criar comunidades globais online para promover a radicalização.

Nos dias 16 e 17 de junho, a Unesco organiza, em sua sede em Paris, uma conferência de dois dias (two-day conference) para estudar meios para combater a radicalização de jovens e o extremismo no ciberespaço. “Assistimos hoje ao surgimento de uma nova geração digital”, declarou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. “Nosso papel é formar uma nova geração de cidadãos digitais em âmbito mundial – começando com educação, novas competências interculturais e uma alfabetização midiática e informacional mais aprofundada”.

O objetivo da conferência é apoiar ações dos Estados e da comunidade internacional e também prover, por meio de exploração de ferramentas eficazes em resposta, uma melhor compreensão do papel que a internet desempenha em alimentar o extremismo violento.

A conferência, organizada no âmbito do Programa Intergovernamental de Informação para Todos (PIPT), visa também a criar uma rede mundial de parceiros para apoiar a defesa de interesses e compartilhar conhecimentos. A Unesco apresentará uma proposição de projeto piloto, fundamentado em todos os trabalhos já existentes, a fim de oferecer aos jovens formas de combater a radicalização e o extremismo online e também a possibilidade de realizar suas aspirações de um mundo mais pacífico e sustentável.

Nesse contexto, a conferência debaterá ideias e experiências de governos, organizações internacionais, pesquisadores e acadêmicos, bem como de empresas online, e apresentará estudos de caso de várias partes do mundo. Além disso, se concentrará nas diversas formas de participação online de jovens e, mais particularmente, nas iniciativas criadas por jovens que se posicionam como modelos a serem seguidos.

“O futuro de muitos países depende da juventude – especialmente aqueles países que passam por tensões ou que estão em situação de pós-conflito. Atualmente, em todo o mundo, quase 1,2 milhões de jovens – com idades entre 15 e 24 anos – vivem em sociedades nas quais a juventude é duramente atingida pelo desemprego, assim como pela falta de educação, de qualificações ou de perspectivas, tudo isso em um contexto de mudança das estruturas familiares, de rápida urbanização e de percepção crescente de marginalização”, explicou Irina Bokova.

O extremismo violento é uma ameaça aos princípios das Nações Unidas, representados pelo respeito aos direitos universais e às liberdades fundamentais de uma pessoa. Ele constitui também uma ameaça crescente às sociedades que passam atualmente por profundas transformações. A luta contra o extremismo violento exige que sejam tomadas medidas em todos os níveis para fortalecer os alicerces da solidariedade.

“A posição da Unesco é clara: a internet e as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) devem ser plataformas de engajamento positivo, de paz, de promoção do respeito aos direitos do homem e de dignidade, permitindo, assim, o diálogo e a compreensão mútua”, declarou a diretora-geral.

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