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Igualdade de gênero na escola

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20mar

Do site Rebrinq

Enquanto a mídia teima em reforçar os estereótipos de gênero e uma cultura machista, mostrando comerciais com mulheres que cuidam da casa, dentre outros exemplos, professores buscam formas de levar o debate para dentro da sala de aula. O educador pode usar notícias e reportagens, recortes de anúncios publicitários e trechos de comerciais, filmes e programas de TV para debater a igualdade de gênero e a violência contra a mulher na sala de aula, adaptando o conteúdo para a faixa etária dos alunos. O relato a seguir vem de uma experiência vivida por uma professora de História de uma escola na Bahia que fez uso de uma história em quadrinhos.

“Aula proveitosa e participativa. Sensação de dever cumprido”, resumiu a educadora Valdiceia Ribeiro ao falar da atividade sobre igualdade de gênero realizada na Escola Municipal Maurina de Oliveira, escola rural situada numa área remanescente de quilombo, em Vila Juazeiro, município de Ibirapuã, no sul da Bahia. Professora de História, ela trabalha com crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos.

Para discutir o assunto, Valdiceia pediu a seus alunos para fazerem um registro de suas atividades cotidianas e numa roda de conversa cada um falaria sobre essas ações. “Durante a socialização minhas suspeitas se confirmaram: as meninas faziam serviços domésticos depois da aula e os meninos reservavam seu tempo ao lazer”, conta Valdiceia.

“Questionei aos garotos o porquê disso e eles responderam que serviços domésticos são coisas de mulher. Passei então a discutir com eles essa questão de gênero, desconstruindo esse pensamento machista. Eles foram muito participativos, foi uma aula bastante proveitosa”, avalia.

Para falar sobre as várias formas de violência contra a mulher e a cultura do estupro que impera na sociedade, a educadora também usou uma história em quadrinhos do livro “A História e a Formação para a Cidadania no Anos Iniciais do Ensino Fundamental”. As imagens mostram uma situação onde um menino fotografa uma colega de escola e publica nas redes sociais. “Após a análise dos quadrinhos iniciei alguns questionamentos. E finalizei com um debate sobre o tema.”

A divulgação de imagens íntimas é uma realidade entre adolescentes e com frequência é uma forma de violência contra a mulher. Para ajudar outros educadores a debater o tema do machismo, da cultura do estupro, da violência e da igualdade de gênero, Valdiceia fez um plano de aula com sequência didática para ser compartilhado.

Quer saber mais, veja o plano de aula da professora, clique aqui

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