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Mestres bonequeiros

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30jun

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acabou de lançar um livreto em homenagem aos mestres bonequeiros vencedores do Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro. Publicado em 2015, o edital contemplou 37 bonequeiros, sendo oito prêmios in memoriam, totalizando 45 premiados de 10 estados brasileiros. Além de imagens, apresentação e breve relato dos mestres bonequeiros, o livreto traz mapa e lista dos premiados por estado. A pedido dos próprios bonequeiros, o edital priorizou a premiação de mestres idosos. Assim, dentre os critérios de participação, os candidatos deveriam ter acima de 55 anos de idade e no mínimo 20 anos de brincadeira. Como resultado, 78% dos premiados têm 60 anos ou mais.

Faça aqui o download do livreto

O Prêmio Teatro de Bonecos Popular do Nordeste – Mamulengo, Babau, João Redondo e Cassimiro Coco foi uma ação de salvaguarda oriunda de deliberações realizadas entre o Iphan e os próprios bonequeiros no contexto da formulação de um plano de salvaguarda para o Bem Registrado. Além dessa premiação outras ações de salvaguarda têm sido elaboradas e desenvolvidas em cada um dos quatro estados onde foi identificada a ocorrência da expressão cultural (Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco). Para realização dessas atividades as superintendências estaduais do instituto têm articulado o diálogo direto com os bonequeiros e apoiado a conformação de parcerias locais com órgãos governamentais e instituições privadas, muitas das quais já desenvolviam ações de valorização ao Teatro de Bonecos Popular do Nordeste, e, sobretudo, apoiado associações dos próprios bonequeiros, resultando na configuração de uma ampla rede de cooperação atuante na promoção do bem cultural registrado.

O maior desafio nesse processo de salvaguarda tem sido o de manter uma gestão participativa e inclusiva assegurando aos mestres bonequeiros o direito de participar ativamente nos processos estatais de tomada de decisão. Assim o Iphan, em articulação com os parceiros locais, tem buscado atuar em consonância os objetivos da Convenção da Salvaguarda de 2003 da UNESCO e do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), promovendo uma gestão patrimonial que prima pela ampliação permanente do grau de participação dos detentores dos bens culturais na condução da política pública.

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