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Movimento criado por Sebastião Salgado recebe apoio da Unesco

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Publicado em Destaques, Matérias, Saúde
14maio

Estado de Minas – Luiz Henrique Campos* – 12/05

O movimento em apoio à população indígena que vive na Amazônia, liderado pelo fotógrafo mineiro Sebastião Salgado, ganhou o suporte da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nessa segunda-feira (11), o titular da cátedra da Unesco de Filosofia da Cultura e das Instituições, Jaques Poulain, assinou a carta endereçada aos cidadãos da sociedade civil mundial, que convoca à população a se mobilizar para que não ocorra o que chamou de “genocídio anunciado”, devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) nas aldeias indígenas.

A ação organizada por Salgado teve início na semana passada e diversas celebridades aderiram ao manifesto lançado por ele e sua esposa, Lélia Wanick Salgado, sobre a situação de risco de contaminação pela COVID-19 a que os povos indígenas estão expostos. Luciano Huck, Gisele Bündchen, Paul McCartney, Madona, Brad Pitt, Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso foram alguns dos artistas que compartilharam mensagens sobre o assunto em suas redes sociais.

O fotógrafo lançou uma petição no portal Avaaz.com com o objetivo de reunir 300 mil assinaturas para pressionar o poder público para que, assim, haja à proteção das comunidades indígenas contra o vírus. A ação já tinha mais de 230 mil assinaturas recolhidas na tarde desta terça-feira (para assinar, acesse aqui).

“Diante da urgência e da seriedade dessa crise, com amigos do Brasil e admiradores de seu espírito, cultura, beleza, democracia e biodiversidade, apelamos ao presidente da República, Sua Excelência Sr. Jair Bolsonaro, e aos líderes do Congresso e do Judiciário a adotarem medidas imediatas para proteger as populações indígenas do país contra esse vírus devastador”, destacou a carta.

Tanto na carta quanto em um vídeo divulgado no Instagram, o fotógrafo relaciona os riscos à saúde dos indígenas com a atuação ilegal de desmatamento e queimadas na Amazônia.

“Os indígenas brasileiros têm sido vítimas de epidemias há mais de 500 anos, mas agora se junta a essa ameaça o relaxamento da vigilância no estado. A invasão de garimpeiros, madeireiros e fazendeiros ilegais e os incêndios criminosos que aumentaram nas últimas semanas”, afirmou.

De acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a pandemia do coronavírus avança sobre os povos indígenas e causa muitos óbitos devido à falta de assistência e atendimento do governo. Segundo os dados levantados pela instituição, até esta terça-feira (12), foram 127 casos de infecção pela doença e 62 mortes na região amazônica, 46 óbitos a mais do que contabiliza a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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