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Troca de saberes

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04nov

Da redação da revistapontocom, com colaboração de Roan Saraiva

Nas últimas semanas, as duas escolas do projeto Nave (Núcleo Avançado em Educação), uma localizada em Recife (Escola Técnica Estadual Cícero Dias) e outra no Rio (Colégio Estadual José Leite Lopes), abriram as portas para compartilhar suas práticas com educadores, pais, responsáveis e estudantes de outras escolas da rede pública e privada. Intitulado de Nave de Portas Abertas, o evento contou com a presença dos gestores do projeto: o Instituo Oi Futuro e as respectivas secretarias estaduais de Educação. Em ambas as escolas, foi lançada a primeira edição da Revista Nave – inspirações para novas práticas. A publicação reúne artigos produzidos pelos professores das duas unidades que, divididos em times de pesquisa, desenvolvem durante o ano uma reflexão de suas práticas pedagógicas com o objetivo de socializa-las com outros educadores.

“Acreditamos que a pesquisa pode trazer contribuições importantes para as demandas educacionais do século XXI, pois, a atividade de investigação tem o poder de formar melhores educadores, mudar práticas e gerar novas metodologias. O espaço aberto para experimentar e ousar promove reflexão pedagógica e renovação, estimulando novas formas de ver, entender e fazer educação”, destaca o Instituto Oi Futuro, em trecho da publicação.

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Em Recife, a abertura do evento contou com a participação do Secretário de Educação de Pernambuco, Fred Amancio, do gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos e da gestora da unidade de ensino, Aldineide Queiroz. Já no Rio, o diretor pedagógico da Regional Metropolitana VI, Leonardo Trotta, e o vice-presidente do Oi Futuro, Roberto Terziani, deram boas-vindas ao público, abrindo a programação.

“O Oi Futuro foi criado em 2001 e desenvolve três programas importantes, no âmbito cultural, de sustentabilidade e de educação. O Nave deu início ao programa dupla escola do Rio de Janeiro e é desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Estado, com o apoio da PUC, do C.E.S.A.R e do planetapontocom. O projeto foi pensado para a formação do jovem no mundo contemporâneo. Por aqui já passaram mais de 1000 jovens que são encaminhados para o mercado profissional”, destacou Terziani.

Nas duas unidades, os estudantes e professores mostraram suas atividades, metodologias de ensino e trabalhos produzidos. Uma série de oficinas, como de games, roteiro e produção multimídia, também foi ministrada com o objetivo de socializar conhecimentos e métodos.

Segundo a estudante Larissa Moreira, do NAVE/Recife, a troca com os visitantes é a parte mais bacana do Nave de Portas Abertas. “O melhor momento é quando você explica como a escola funciona e as coisas que fazemos ao longo do ano para os jovens que desejam entrar na escola. Eles ficam encantados e saem comentando que querem muito estudar aqui. A gente fica contente, né”.  Sentimento compartilhado pela colega carioca, Letícia Coelho, aluna do primeiro ano do Ensino Médio: “Está sendo muito legal apresentar para outros alunos o que temos aqui dentro. Passamos a valorizar mais nossa escola e as muitas horas diárias de estudos”.

Fernanda Sarmento, coordenadora do programa Nave, faz coro às afirmações das estudantes: “É gratificante ver educadores, educandos e familiares dialogando sobre diversos aspectos, como a educação integral, a escola como espaço de criatividade e os desafios de mulheres que estudam e atuam na área Tecnológica”.

No Rio, foram realizadas três mesas-redondas. A primeira teve como título Como inovar dentro de um modelo tradicional de ensino. Participaram da discussão a secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro, Helena Bomeny; o professor de Filosofia do Nave/Rio, Daniel Gaivota; e o aluno da 2ª série da unidade, Tobias Marconde. A mediação da mesa coube ao gestor de Educação do Oi Futuro, Fábio Campos.

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