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Natal do lixo eletrônico

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21dez

Por Marcus Tavares
Editor da revistapontocom

A poucos dias do Natal, o comércio está em festa. Afinal, todas as pesquisas afirmam que a venda deste ano vai superar a de 2009. A compra de eletroeletrônicos deverá crescer 15%, o dobro do PIB estimado para 2010. Com preços entre 25% e 70% menores do que os do Natal do ano passado, a lista do Papai Noel da classe média inclui notebooks, celulares de dois chips e televisores LCD com mais de 40 polegadas. Os consumidores da classe alta vão levar para casa produtos 3D, videogames, celulares mais sofisticados, tipo o iPhone, e os chamados tablets, como o iPad. Comércio feliz e consumidor satisfeito.

Mas, caro leitor, você já parou para pensar qual será o destino dos antigos eletroeletrônicos? Provavelmente serão doados, vendidos e ou encostados no armário. Nesta cadeia, com certeza, algum produto, em um determinado momento, acabará indo para o lixo. Somando-se a incrível cifra de lixo eletrônico que cresce em todo o mundo num ritmo como nunca se viu.

Os EUA, por exemplo, anualmente, jogam no lixo cerca de 25 milhões de televisores, 47,5 milhões de computadores e, acreditem, 100 milhões de celulares. Infelizmente, não temos números brasileiros, mas dá para imaginar o caminho que estamos trilhando com o consumo desenfreado.

Vivemos na sociedade do consumo, não há dúvidas. Queremos conforto, segurança e benesses. Mas há consequências. Países em desenvolvimento, como o Brasil, e outros que ainda se encontram em pior situação estão servindo como depósito do lixo eletrônico dos países desenvolvidos, sem qualquer controle ambiental.

Talvez, a minha e a sua geração não sofrerão grandes problemas. Mas com certeza a dos nossos filhos e netos. Ainda mais se continuarmos a estimular e incentivar o consumo pelo consumo, como forma de bem viver e a chave da felicidade.

Reprodução Jornal O DIA

Um comentário sobre... “Natal do lixo eletrônico

  1. A maior necessidade é ressignificar o olhar sobre aquilo que se diz “lixo”, ensinar principalmente para as crianças que tudo pode ser reutilizado e não descartado. As consequências do consumo estão nos oprimindo visivelmente. Para uma grande maioria é mais fácil ignorar e continuar nos prazeres momentâneos, benesses insignificantes. Assim eu lhe pergunto: o que foi que você reaproveitou de material neste ano que finda abarrotado de “coisas”?

    Sou contadora de historias na educação infantil e fiz com elas o reaproveitamento do lixo durante o ano todo.E você?

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