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O cinema e a comercialização na web

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02fev

Por Patrícia Aguiar Branco de Araujo
Publicitária,  jornalista, roteirista, produtora, diretora multimídia e professora na graduação e pós-graduação de audiovisual na Universidade Estácio de Sá.

Com o surgimento do vídeo, do DVD e o download pela internet, os filmes passam a serem  vistos de diversas maneiras, ampliando as possibilidades.– “Hoje mais filmes vão às pessoas do que as pessoas vão aos filmes, disse o diretor britânico  Peter Greenaway. Apesar do avanço técnico, não importa onde e quando assistamos aos filmes seja num celular ou numa tela gigante é a qualidade intrínseca que define a satisfação do público.

Estamos vivendo um momento de transição, onde a audiência do cinema diminui com as facilidades tecnológicas disponíveis a baixo custo para o consumo doméstico de filmes. Porém, uso da internet para downloads de filmes ainda é pequeno, se comparado  ao mercado de DVDs, que atualmente é a maior fonte de renda para  a indústria cinematográficas, superando as salas de cinemas.

A internet é um importante e promissor ambiente para exibições de filmes. Pelo menos no que diz respeito a quantidade de exibições. Esse é o grande desafio para a indústria. A web 2.0 está centrada nos mecanismos de busca como Google e nos sites de colaboração do internauta, como Wikipedia, YouTube e em sites de relacionamento social, como o Orkut. Na web 2.0 os vídeos domésticos estão cada vez mais presentes, principalmente através do YouTube. Cada vez mais surgem estes e outros sites, além de ferramentas que facilitam e favorecem o crescimento da internet como um ambiente favorito do público para visualizar filmes.

O site www.youtube.com, disponibiliza atualmente milhões de obras audiovisuais. Embora o foco deste site não seja os filmes de longa metragem e documentários, as visualizações neste segmento têm crescido muito. No YouTube a qualidade da imagem não é fator essencial, com vídeos que normalmente não ultrapassam 10 minutos. Porém a possibilidade de acessos é significativa  e compensa com possibilidade de disseminação de conteúdos variados. Quanto aos outros sites de downloads gratuitos, além dos riscos com questões legais inerentes ao processo, também a tecnologia ainda carece de softwares e ferramentas para agilizar a disponibilização do conteúdo integral.

Uma empresa americana foi pioneira, em larga escala, com relação a venda de filmes cinematográficos por assinatura e entrega de filmes pelo correio desde 1997, através de pedidos feitos pela internet. Há dois anos essa empresa passou também a oferecer o serviço Watch Instantly, que permite que o assinante assista instantaneamente aos conteúdos deste site em seus televisores. Desde que pague a quantia de cinquenta dólares, anuais, à Microsoft por acesso a diferentes aplicativos, e, nove dólares mensais a essa locadora. A empresa  com o nome de Netflix é ainda mais conhecida por serviços de locação de DVDs entregues pelo correio, mas é a única a oferecer um serviço de stream de vídeo por assinatura, enquanto rivais como a Amazon, a Apple e a Blockbuster competem com serviços de locação online “a la carte”, com pagamento por filme assistido.

Os prognósticos indicam de cinco anos a dez anos para a  Web 3.0 se consolidar como a terceira geração da Internet. A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet. O cinema não ficará de fora, principalmente levando-se em consideração o potencial da publicidade no cinema.

A comercialização das produções audiovisuais na internet aliada à publicidade em novas mídias abre um campo ainda muito pouco explorado pelas agências de publicidade. Os clientes ainda utilizam pouco o potencial dos audiovisuais na rede, seja em anúncios, promoções ou merchandising.

A favor da crescente audiência do cinema através da web, estão os preços altos praticados para o público ir ao cinema, desde o custo do ingresso até o preço da pipoca. Principalmente levando-se em conta a recessão mundial e as muitas salas ainda em condições precárias instaladas no interior e nos bairros afastados dos centros. O deslocamento para a internet será apenas consequência do aumento de oferta de filmes na rede e sua facilidade de acesso.

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