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Kit anti-homofobia: censurado

16 comentários
28maio

Você já ouviu falar sobre a campanha Escola sem Homofobia? Trata-se de um projeto que, no âmbito do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNPCDH-LGBT), reúne um conjunto de diretrizes elaboradas pela Secretaria de Direitos Humanos. O objetivo é promover a cidadania e os direitos humanos da comunidade LGBT. No entanto, a proposta, que conta com o apoio do Ministério da Educação, vem causando polêmica desde o ano passado e, nesta semana, ganhou as manchetes da mídia ao ser vetada pela presidente Dilma Roussef.

Dilma afirma ter assistido a trechos de um dos vídeos que integra o chamado kit anti-homofobia, que estava aguardando a aprovação final do MEC para ser enviado para seis mil escolas públicas de Ensino Médio do país no segundo semestre deste ano.  “O Governo defende a educação e também a luta contra as práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”.

Produzido pela ONG ECOS – Comunicação em Sexualidade, o kit é composto por um caderno, uma série de seis boletins, cartaz e três audiovisuais e dois DVDs com seus respectivos guias.  Em seu site, a instituição afirma que o kit é formado pelas seguintes obras: DVDs – Medo de quê? e Boneca na Mochilha; e os audiovisuais – Torpedo, Encontrando Bianca e Probabilidade.

Assista aos vídeos e dê a sua opinião:

De acordo com o MEC, os professores é que decidiriam se os vídeos seriam mostrados aos alunos do Ensino Médio – com idades entre 15 e 17 anos. Ao tomar conhecimento da decisão da presidente, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que os vídeos poderão ser refeitos. A campanha do MEC contra a homofobia já custou aos cofres públicos R$ 1,8 milhão.

16 thoughts on “Kit anti-homofobia: censurado

  1. O tema precisa ser debatido mas não é preciso fazer vídeos educativos para isso. Videos produzidos pelos próprios jovens seriam muito mais significativos do que vídeos produzidos com o intuito educativo. O debate do tema também pode ser trazido com o assistir e debater filmes de qualidade que tratam do tema para pensar sobre ele na escola.

  2. A Turma de licenciatura em Pedagogia da Faculdade Parque- FAP, Salvador/ Bahia, assistiu o video no dia 31 de maio, em um dia de aula sugerido pela Profa, Mestra em Educação, Ilma S. Cabral e foi amplamente debatido pelo grupo. Aqui, emitimos nossa opinião:
    O material didático é relevante e deve ser utilizado como suporte para orientação aos docentes e demais profissionais de educação das escolas, visando ampliar os conhecimentos sobre a temática e como meio de propiciar o respeito à diversidade no ambiente escolar. Reiteramos que, por ainda termos uma sociedade retrógrada, que envolve questões de valores tradicionais, costumes, crenças, religião, ainda é um pouco cedo para trabalhar com os discentes, afinal, nós, professores, somos muito cobrados pelas famílias. Assim, temos um desafio para quebrarmos essa nuvem de ignorância e de preconceitos com o outro, mas temos que começar, gradativamente, a introduzir esses temas ditos “polêmicos”, em relação a etinia, sexo, gênero etc. O curriculo precisa ser revisto, para que possamos atender, de fato, as questões que emergem na sociedade.
    Turma de 7o período- Licenciatura em Pedgogia/FAP

  3. O Kit é pertinente, porém, faço ressalvas ao vídeo número 2, “Encontrando Bianca”, pois esse, na minha opinião, desconsidera a questão biológica. Bianca é uma personagem. Ele atua como artista, ele nasceu macho, sua orientação sexual é outra.

    Unaldo- aluno de Pedagogia 7o período FAP

  4. A Turma de licenciatura em Pedagogia da Faculdade Parque- FAP, Salvador/ Bahia, assistiu o video no dia 31 de maio, em um dia de aula sugerido pela Profa, Mestra em Educação, Ilma S. Cabral e foi amplamente debatido pelo grupo. Aqui, emitimos nossa opinião:
    O material didático é relevante e deve ser utilizado como suporte para orientação aos docentes e demais profissionais de educação das escolas, visando ampliar os conhecimentos sobre a temática e como meio de propiciar o respeito à diversidade no ambiente escolar. Reiteramos que, por ainda termos uma sociedade retrógrada, que envolve questões de valores tradicionais, costumes, crenças, religião, ainda é um pouco cedo para trabalhar com os discentes, afinal, nós, professores, somos muito cobrados pelas famílias. Assim, temos um desafio para quebrarmos essa nuvem de ignorância e de preconceitos com o outro, mas temos que começar, gradativamente, a introduzir esses temas ditos “polêmicos”, em relação a etnia, sexo, gênero etc. O curriculo precisa ser revisto, para que possamos atender, de fato, as questões que emergem na sociedade.
    Turma de 7o período- Licenciatura em Pedgogia/FAP

  5. Estes vídeos trazem o que a TV e as ruas nos mostram todos os dias; porém com uma diferença: nestes vídeos tem uma voz que vem do lugar daquele que sofre o preconceito. O preconceito ainda é tão forte a ponto de fazer com que , por conveniência política, os “nossos representantes” cedam à pressão de bancadas conservadoras, barganhas e interesses escusos. (só não entendeu isto,quem não quis!) Aos que aprovam este comportamento, lembrem da fogueira da inquisição!

    As novelas divulgam a violência, a desonestidade e a barbarie, e a banalização do sexo dioturnamente e ninguém proíbe por que está dentro de um suposto padrão de normalidade! Alguém ainda tem a conta de quantos assassinatos acontecerem na novela “insensato coração” da Rede Globo? E olha que ainda falta muito para concluir a trama! Os comentários postados nesta página, mostram bem o que é ser diferente neste país de gente hipócrita.

    Parabéns ao MEC! Valeu Claúdia! Valeu Penildo, pelas falas centradas! Este retrocesso e escarcéu todo com estes vídeos é retaliação pela conquista da legalização das uniões estáveis no supremo! Eu vivo a Vida e aprovo o que disse Caetano Veloso: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”

  6. Assistindo aos vídeos, eu não achei que fossem ofensivos, são vídeos que tratam de pessoas que descobrem que são diferentes e tem personalidade para assumir isso… Mas com certeza essa certeza é pouco comum na adolescência… Assim, a grande questao eh como abordar um assunto desses com adolescentes, que já possuem tantas dúvidas nesta fase (que carreira seguir, que estilo de moda adotar, quem são seus amigos, como resistir às drogas, como superar os dilemas familiares (hoje a maioria com pais separados ou ausentes, ou ainda casados mas que brigam sempre, ou briga com irmãos)), que irao compor sua personalidade ainda em formação, a busca da sua autoestima… A sexualidade não pode ser banalizada, precisa ser respeitada mas é preciso cuidado para que isso nao seja apenas mais uma incerteza típica da fase, mas de fato uma característica que nasceu com o indivíduo. Creio que a escola deve abordar o tema sim com os alunos, ja que ele vem sendo tratado amplamente pela midia, mas eh preciso cuidado para nao impactar os alunos, mas sim tratar o assunto com bastante cautela e carinho.

  7. Sou professora e não concordo com esta campanha. Percebi, em conversa com alunos, que este material em lugar de cumprir o seu papel educativo (como dizem os doutores em educação), pode causar o efeito inverso.
    Com disseram os próprios alunos que já tiveram acesso ao material via internet, o mesmo causou em boa parte deles um olhar mais “julgador” em relação aos chamados ,por eles próprios, “diferentes”. Vamos deixar que eles mesmos se aceitem e se respeitem, porque sabemos que , normalmente, sem que precisem de “outros” , eles se aceitam e se amam como são. Estes “julgamentos” fazem parte do comportamento social de nós “adultos”.
    As reações dos alunos que tenho em relação a este material, não foram boas. Acredito que causaram o efeito contrário ao do que se pretendia. Vamos aplicar tanto dinheiro em coisas mais urgentes.
    Infelizmente, a educação de nosso país e planejada e opinada por uma grande parte de pessoas que nunca viveram a realidade de uma sala de aula, ou então que estão afastadas desta realidade há muito tempo, “sonhando” uma juventude muito diferente da que temos hoje em dia.

    Helena de Luna

  8. Graças a Deus estes videos foram vetados. Eles não tem nada de educativos muito pelo contrario, são nojentos, causam perturbação e dúvidas nos adolescentes. Não consigo entender como o MEC investiu tanto dinheiro nisso com tanta coisa boa pra se fazer pela educação. Que absurdo!!!

  9. É um absurdo! O governo tinha que oferecer tratamento para as bichas e sapatões. Os homosexuais devem ser respeitados – tiveram uma opção -, mas aquela pessoa que fala e se veste como mulher achando que é, sendo homem, possui problema mental.

  10. Nossa!!
    É absurda a idéia de se criar e de enviar estes vídeos para as escolas. Vejo os vídeos como um total estímulo e incentivo à homossexualidade, uma indução a opção sexual e não como uma educação não homofóbica. Respeito a diversidade, mas concordo com a nossa Presidente Dilma, “…não se pode interferir na vida pessoal das pessoas, o vídeo não ensina a combater atitudes de preconceito, mas o estímulo, uma indução a opção sexual”. Portanto, os vídeos fogem do foco que é ensinar às pessoas respeitar ao próximo.

    E ainda esta vergonha de gastar R$ 1,8 milhão dos cofres públicos com um tipo de campanha como esta. Como disse a Marcia, no comentário dela, se o governo investisse mais em profissionais que pudessem ouvir e aconselhar estes jovens teríamos uma sociedade com menos traumas. Entretanto, é a família a base da sociedade saudável, uma família que se respeita, na família se deveria ter um ambiente saudável para ver seus filhos crescerem e gerarem frutos. Governo, família e escola este é o tripé da sociedade!!

    Com toda sinceridade… respeito os homossexuais, mas acredito que a sociedade feita de homem e mulher, gerando e educando seus filhos é muito mais saudável.

  11. Bom dia, assim como a presidenta, eu não assisti aos vídeos. Mas acredito que tenham sido produzidos depois de longas pesquisas, discussões, e por pessoas capacitadas. Mas lamento muito que eles não sejam exibidos nas escolas, ainda mais quando se desconfia que o motivo nada teve a ver com Educação, mas com questões políticas escusas. A homofobia é lamentável, causa mortes e muito sofrimento às vítimas. Nas escolas ela vem sendo apontada como causa do abandono escolar, o que no futuro vai maximizar o sofrimento e a discriminação contra os/as homossexuais, devido à baixa escolaridade. Nossos/as estudantes homossexuais têm o mesmo direito de estar na escola, serem respeitados/as e sonharem com um futuro que a educação possa propiciar. E lamento também que o termo “opção” ainda seja usado por educadores e educadoras. Este termo está carregado da ideia de que esses/as estudantes poderiam ter optado por serem heterossexuais, mas “preferiram” ser homossexuais, maximizando a discriminação. Desejo não se escolhe, são produzidos na cultura e os sentimos. Eu sou heterossexual, mas não me lembro de ter optado por isso, apenas senti e sinto. E ter um corpo de mulher não foi o que garantiu essa minha orientação. Em 2009 fiz parte da equipe de um curso sobre Gênero, sexualidade e diversidade destinado a educadores/as da rede pública de todo o estado. Visitei escolas e ouvi professores e professoras de norte a sul do RJ, e muito me preocupou os relatos sobre a inserção evangélica nas escolas, ditando normas essencialistas e retrógradas sobre sexualidade e gênero. A escola pública é laica e assim deve ser, mas acho que ela está correndo risco!
    Um texto esclarecedor sobre a questão dos vídeos foi escrito pela Débora Diniz, professora da UNB que faz pesquisa sobre Bioética. O seu artigo foi publicado semana passada no jornal Estadão, se não me engano, e pode ser acessado na internet.

  12. Na verdade o vídeo que está disponível não mostra nenhuma atitude para combater o preconceito, nem nenhuma atitude próativa por parte de educadores ou dos jovens além das jovens diretamente envolvidas na situação. Ou seja, há um estímulo a se assumir uma orientação sexual. Nessa fase da vida, a adolescência, nem sempre as experiências são definitivas. Por que orientar os jovens a assumi-las? Concordo que esse vídeo precisa ser modificado, se pretende ser educativo e não apenas incitador.

  13. Entendo que esses vídeos retratam mais uma vez o que vemos a toda hora nas TVs ou em qualquer lugar que estamos. Que os nossos jovens alunos não estão precisando de assisti-los para saberem o que é homofobia, mas precisam urgentemente é de serem assistidos por profissionais que possam ajuda-los, como psicólogos ou assistentes sociais nas suas escolas, pois esses sim, fariam grande diferença em ajuda-los em suas dúvidas, fracassos, medos, revoltas e falta de incentivo aos estudos. Esses profissionais sim, ajudariam a conhecerem a ética e os bons costumes, pois não é a Escola que deve favorecer a escolha sexual dos alunos, mas sim despertá-los para serem cidadãos plenos e dignos do respeito de todos.

  14. A verdade: o gênero a que pertencemos é o gênero HUMANO, criados e determinados a sermos homens ou mulheres, por consequencia e respectivamente com o sexo Masculino ou Feminino. Então como a escola deve ser o lugar de transmissão e troca de conhecimentos científicos, tecnológicos, biológicos em se tratando de natureza, ou seja do que é comprovado e atestado, até mesmo para que nós professores, tenhamos a fundamentação de ensinar o correto, eu como professora não vejo outro objetivo que não seja, o de através dessa farsa, de se levantar a própria bandeira, quando pessoas que fazem parte desses grupos em questão, estejam legislando em causa própria e em favor de uma minoria. O fato é que a educação deve concorrer para o bem comum, para formação de um cidadão, um ser humano de forma integral, a ser íntegro, respeitando a TODOS.
    E as crianças precisam ser protegidas na sua integridade, e instruídas de acordo com a verdade, se há possibilidade de se perderem nesse caminho não é a escola que irá instucionalizar esses desvios. Sim devemos assumir que o que não está dentro do que enxergamos e entedemos como verdade é um desvio, não é o correto. O Estado e a Família precisa exercer a função de defender com clareza o que é bom, é correto e difere do errado, e não ter medo nem duvidar da verdade, é a vida que está em questão em todas as suas dimensões!
    Vamos parar com essa balela: essa é uma luta de interesse de determinado grupo, e está havendo um desgaste de energia em detrimento de tantas coisas importantes que precisam ser decididas e resolvidas em favor de muitos, pessoas realmente necessitadas de respeito nos mais básicos de seus direitos como ser humano!
    E sexo, nós humanos só podemos ter um dos dois: Masculino ou Feminino, está comprovado concretamente pelo o que constitui o corpo humano: a vagina ou o pênis, e tudo o que envolve e constitui o sistema sexual e reprodutor de um ser humano e a que se destina sua função, inclusive a do prazer que mesmo para as pessoas que se dizem interessadas pelo mesmo sexo, acabam que só o alcançam quando usam de artifícios que compoem o sexo oposto, para tal realização. A certeza que toda pessoa deve ser amada e não usada!
    Com uma reflexão profunda do que essas pessoas que se interessam pelo mesmo sexo, são e o que viveram muitas vezes na sua infancia, e com a ajuda de profissionais das áreas que cuidam da pessoa como um todo, haveria uma grande possibilidade de um resgate da sua verdadeira realidade e condição de pessoa humana do sexo feminino ou do sexo masculino, que se realiza desenvolvendo-se como e porque foi criado!

  15. Assim como afirma nossa presidente Dilma, não se pode interferir na vida pessoal das pessoas, o vídeo não ensina a combater atitudes de preconceito, mas o estímulo, uma indução a opção sexual. Portanto, os vídeos fogem do foco que é ensinar às pessoas respeitar ao próximo.

  16. A campanha é muito boa e cumpre o seu papel educativo de forma adequada. É uma lástima que pressões obscurantistas e retrógradas que se aproveitam de trocas de favores no parlamento tentem impedir o avanço da Educação. Felizmente há a Internet para democratizar os vídeos e o debate. Agora, com a proibição, os três vídeos serão mais assitidos e debatidos do que se pretendia.

    Penildon Silva Filho
    Doutor em educação

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