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Criança e jovem sem tevê: postura radical ou sensata?

16 comentários
07out

“Deixem as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos e computadores com internet”, Valdemar Setzer

Professor Valdemar Setzer

Por Marcus Tavares

O que ele diz é polêmico, pois está na contramão de tudo o que muitas propostas pedagógicas defendem: o uso integrado da mídia à educação. Professor titular aposentado do Departamento de Ciência da Computação, do Instituto de Matemática e Estatística da USP, Valdemar Setzer é um crítico feroz da mídia, em especial da televisão. Desde 1995, ele mantém um site onde publica seus artigos e ensaios sobre os malefícios da mídia no dia a dia da audiência infanto-juvenil. “Deixem as crianças serem infantis: não lhes permita o acesso a TV, jogos eletrônicos e computadores com internet”, é a mensagem que abre o seu site.

A revistapontocom ouviu o professor que tem pontos de vista bastante radicais para os parâmetros do cotidiano familiar e escolar do início do século XXI. Ao publicar suas ideias, a revista cumpre o papel de provocar o debate sobre questões que dizem respeito à educação com ênfase na comunicação, questões que dizem respeito à interface midiaeducação.

Acompanhe:

revistapontocom – Em sua avaliação, as crianças não deveriam ter acesso aos meios de comunicação eletrônicos. Por quê?
Valdemar Setzer –
Uma das principais razões é que os meios eletrônicos produzem um desenvolvimento intelectual e emotivo indevido. Com isso, crianças e adolescentes perdem uma parte essencial da sua infância e juventude. Metade da humanidade é diariamente colocada em estado de sonolência e é bestificada pelo aparelho de tevê e pelos programas transmitidos. Assim, parece-me que a TV foi a maior tragédia que já ocorreu para a humanidade. Todas as pessoas podem ser contra armas e guerras, pois veem a destruição e sofrimentos que elas causam. No entanto, pouquíssima gente está vendo os problemas de saúde e sociais, bem como a destruição da vontade, dos sentimentos e do pensamento, que a TV provoca, pois os resultados não são imediatos, e muitos são psicológicos ou psíquicos, invisíveis fisicamente. Existe um verdadeiro ataque da TV no sentido de destruir a humanidade. Esse ataque vai ser cada vez pior. Veja a introdução recente de canais transmitindo conteúdo específico para bebês entre zero e dois anos, como é o caso do horroroso canal Baby TV. Assisti a um vídeo contendo programas desse canal. Fiquei chocadíssimo com o que vi. Como sempre, figuras grotescas, nada artísticas, balbuciando em lugar de falar, como eu tinha ouvido dizer do programa Teletubies. Bebês devem ouvir muito a fala correta, para a desenvolverem; pais jamais deveriam imitar a fala dos bebês com seus filhos bem pequenos – não é isso que eles devem imitar e aprender. Não bastava o ataque da TV às crianças, aos adolescentes e adultos, até os bebês estão agora sendo atacados. O que é preciso fazer para conscientizar os pais que eles estão cometendo um verdadeiro crime com seus bebês ao colocarem para assistir a tais programas?

revistapontocom – Em que o senhor se fundamenta para defender esta questão?
Valdemar Setzer
– Estudos e observações e, principalmente, na conceituação e na prática da Pedagogia Waldorf, existente com sucesso desde 1919. Uma das consequências dos meios eletrônicos, e em particular da TV, é uma aceleração do desenvolvimento, principalmente mental. Infelizmente, muitas pessoas acham que essa aceleração é desejável, quando ela é, na verdade, altamente prejudicial. O problema geral da aceleração precoce deve-se ao fato de que o ser humano é um todo, é um ser holístico. Qualquer desenvolvimento unilateral significa a produção de um desequilíbrio. Em educação, há idade para tudo. E é esse um dos princípios fundamentais da Pedagogia Waldorf, que é uma das principais fontes de seu sucesso. Nela há um cuidado extremo em não acelerar o desenvolvimento das crianças e jovens, com especial ênfase ao cuidado de não haver um desenvolvimento intelectual precoce. Por isso, nessa pedagogia, as crianças só aprendem a ler, e muito vagarosamente, a partir dos seis anos e meio ou sete anos de idade. Visite um jardim de infância Waldorf (prefiro essa linda e tradicional denominação em lugar de Educação Infantil) para entender o que quero dizer com a preservação da infantilidade. Estou para encontrar uma única pessoa que não se entusiasme com o que é feito nesses jardins e que não reconheça que, sob esta pedagogia, as crianças são muito mais felizes e infantis.

revistapontocom – O senhor não está sendo muito radical com relação à mídia?
Valdemar Setzer –
A educação sempre foi radical, evitando qualquer coisa que faça mal às crianças. Não existe meio termo: se algo é prejudicial ou perigoso às crianças ou adolescentes, deve ser evitado. A grande diferença entre mim e a quase totalidade de pais e educadores é que estou ciente dos males causados pelos meios de comunicação, em especial a TV, principalmente com crianças e adolescentes.  Não estou totalmente sozinho, se bem que muitas vezes me sinto clamando no deserto. Há outros autores e muitas pesquisas científicas que comprovam o que estou afirmando.

revistapontocom – Por exemplo, quais seriam os males da televisão?
Valdemar Setzer –
Há uma lista de questões: excesso de peso e obesidade; riscos de doenças; problemas de atenção e hiperatividade; agressividade e comportamento antissocial; medo e depressão; intimidação a colegas (bullying); indução de atitude machista; dessensibilização dos sentimentos; indução de mentalidade de que o mundo é violento e violência não gera castigo; prejuízo para a leitura; diminuição do rendimento escolar; prejuízo para a cognição; confusão de fantasia com realidade; isolamento social; problemas de relacionamento; aceleração do desenvolvimento; prejuízo para a criatividade; autismo; vício; indução ao consumismo; condicionamento e não informação; paralisia mental; indução de mentalidade de competição; destruição da vida familiar; falta de ritmo e sono saudável; massificação; indução de impulsividade e negatividade; indução de admiração pelas máquinas; e indução de mentalidade materialista. Todos esses pontos estão justificados, com citações de pesquisas científicas que os comprovam, em meus artigos A TV antieducativa e Efeitos negativos dos meios eletrônicos em crianças e adolescentes.

revistapontocom – No mundo tecnológico, como evitar que as crianças assistam à TV?
Valdemar Setzer –
O mais fácil é não ter o aparelho. Com isso, corta-se o mal pela raiz, evitando problemas de controle de uso e a luta interior para resistir à tentação de vê-la. Isso é especialmente benéfico para as crianças, pois elas não conseguem entender por que alguns programas fazem mal, ou mesmo que ver TV é um mal em si, como mostro em meus artigos. O problema com elas ainda se agrava quando os pais assistem à TV e dizem que elas não devem assisti-la. Em alguns casos, alguém da família acha absolutamente necessário ter um aparelho, para assistir a algo específico. Nesses casos, o aparelho de TV não deve estar disponível. Não instalar o aparelho de TV no espaço onde são feitas as refeições também é importante. As pessoas também não deveriam instalar, de modo algum, um aparelho de TV no quarto das crianças. Relatório da Associação Americana de Pediatria sobre crianças, adolescentes e televisão recomenda, explicitamente, a remoção das televisões dos dormitórios das crianças. Defendo também a não instalação de TV a cabo, pois as tentações serão ainda maiores. É comum o argumento de que restringir o uso da TV, entre crianças e adolescentes, é introduzir a censura dentro de casa. Acontece que não se deve confundir censura para adultos com censura para crianças e adolescentes. Esta sempre existiu e deverá existir.

revistapontocom – E o uso da TV na escola? Como o senhor analisa esta interface?
Valdemar Setzer –
Qualquer uso da TV na escola antes dos 13 ou 14 anos deve ser evitada. Em particular, fico extremamente chocado ver em várias creches mantendo tevês ligadas o tempo todo. Os responsáveis certamente não estão cientes do crime que estão cometendo com as crianças. A partir dos 13, 14 anos, se um professor achar importante mostrar ilustrações do que está sendo ensinando, por exemplo em Geografia, usando um DVD, o trabalho será muito mais rico do que simplesmente projetar dispositivos ou mostrar livros. Só que é necessário levar em conta as características do aparelho de TV e o estado normal de sonolência do telespectador. Assim, o vídeo deve ser mostrado em períodos de tempo muito curtos, de poucos minutos. Após esse período, deve ser desligado e o professor deve discutir com os alunos o que eles viram, em seguida repetir o trecho visto. Assim evita-se o pior efeito da TV: induzir um estado de sonolência, semi-hipnótico, no telespectador. Podemos ir além da questão da TV. Hoje muitas escolas disponibilizam, para seus alunos, computadores e internet. Professores estão pedindo para seus alunos fazerem trabalhos usando a internet. Eles estão cometendo um crime educacional. Em particular, a internet é extremamente perigosa para crianças e adolescentes, pois eles são todos ingênuos, como bem salientou Gregory Smith em seu livro Como proteger seus filhos na internet, cuja edição brasileira está para ser lançada pela editora Novo Conceito, baseada em parecer meu muito favorável. Crianças e adolescentes só querem brincar com os meios eletrônicos, não os usam para coisas sérias. Numa pesquisa do Datafolha, constatou-se que, de três mil usuários, apenas 1% usava a internet para estudo. Se forem contabilizados somente crianças e adolescentes, essa porcentagem seria muitíssimo menor. Pesquisas já mostraram que quanto mais o computador é usado, pior é o rendimento escolar dos alunos.

revistapontocom – Então as experiências entre mídia e escola não podem ser benéficas para a constituição dos alunos?
Valdemar Setzer
– Os prejuízos são infinitamente maiores do que os benefícios.

revistapontocom – Qual é o papel da escola neste mundo midiático?
Valdemar Setzer
– Alertar os pais e alunos para que não usem os meios eletrônicos. O problema é que os professores ignoram os males que eles produzem, e embarcam na onda de alta tecnologia, como se ela fosse educacionalmente benéfica, quando a realidade é a contrária.

revistapontocom – Qual é o papel dos pais (na educação de seus filhos) neste mundo midiático, neste mundo de nativos digitais?
Valdemar Setzer
– Estudar e observar os males que os meios eletrônicos fazem e, chegando às mesmas conclusões que eu, evitar que seus filhos crianças e adolescentes os usem, como eu fiz com meus filhos e minhas três filhas estão fazendo com meus seis netos.

16 thoughts on “Criança e jovem sem tevê: postura radical ou sensata?

  1. Olá Prof. Valdemar,
    Concordo plenamente com todas as suas sugestões, todas tem grande fundamento pedagógico, mas eu sou adulta, porém, quando uma criança de 10 anos liga para a casa de sua ex-professora e concluí o mesmo que o senhor, e por algum motivo não tem mais aquela escola, nem aquela professora e está sendo “obrigada” a não ter arte, não ter um brincar sadio, não poder fazer um teatro em devoção ao nascimento de Jesus no final do ano, e muitos “nãos” contratiando a própria natureza infantil….percebo mais ainda que sua dedicação é extremamente necessária. Obrigada!

  2. Parabéns! Aplausos em pé para tudo o que o senhor disse!
    Curso o 2º ano do Magistério/Formação de Docentes e achei muito importante o que foi dito aqui.
    Sucesso, amigo! =D

  3. Ola professor Valdemar.
    Adorei a sua matéria e concordo plenamente com o Senhor em todo os sentidos. Tenho 24 anos e na minha casa nunca teve televisão, tenho 4 irmãs e nós bricnavamos muito na rua, conheci computador e internet aos 19 anos e hoje agradeço a Deus por ter dado esse entendimento aos meus pais, pois hoje sei o mal que pode causar.
    Tenho um sobrinho que mora comigo de quase 4 anos e ele não tinha TV em casa tambem porem ganhou uma ontem do meu ex-cunhado e apenas de ontem para hoje notei o comportamento dele totalmente diferente nem briga mais para eu troca-lo de roupa fica totalmente robotico em frente a TV sendo programado e não assistindo ao programa, é uma pena que ele não é meu filho.
    Tentei até evitar mas, infelizmente meus argumentos não tiveram sucesso.

  4. Amei, estava a procura de uma solução para ajudar meus três filhos, pois eles são de idade de diferença de 4 anos um do outro , 2,7 e 12. O mais novo está ligadíssimo no pica-pau e percebi uma forte tendência a uma malandragem querendo sempre dar o (golpe) vou tirá-lo dos desenhos urgente.

  5. Tive uma infância sem TV pois nasci na década de 50 e brinquei muito na rua. Meus filhos não assistiram TV até cerca de 6 anos de idade e eles nasceram na década de 70 e já não tiveram a rua como palco de brincadeiras foram para a “escolinha”. O meu neto, nascido em 2007 também não assiste TV porém já tem contato com alguns DVDs de histórias contadas e de filmes selecionados pelos pais.
    Mesmo desconhecendo as estatísticas e análises sobre a influência das programações para o público infantil e juvenil podemos perceber ou identificar o efeito hipnótico e alienante dessa mídia “videota”.
    Como professora ciências naturais e de biologia, há 22 anos, utilizo documentários relacionados com biologia marinha, corpo humano, microbiologia e biomas diversos entre outras imagens que contribuem para complementar os estudos. Acho importante como recurso didático quando ao ser assistido possa ser comentado e analisado.
    Acho que o problema se torna grave quando se assiste passivamente para passar o tempo. O tempo passa e a criança ou adolescente prejudicou parte do seu desenvolvimento biopsicosocial .
    O cinema é considerado a 7ª arte, há muitas produções em animação e histórias em quadrinhos que utilizam recursos audio visuais cuja qualidade e efeitos especiais são cativantes principalmente para os jovens. O assédio para o consumo de equipamentos transmissores de imagens e sons tentará invadir e dominar os jovens telespectadores. Precisaremos de boas doses de discussões e argumentos para contrapor àqueles que permitem que as crianças sejam hipnotizadas pela máquina.
    É isso, criança tem que viver como criança. Babá eletrônica é uma gaiola dos tempos modernos.

  6. Admiro sua coragem e convicção, são poucos que se dispõe a fazer uma declaração, denunciando à falta de respeito com futuro de nossa nação e que não sejam uma geração alienada…bato palmas para sua consciência e dispertamento daqueles que são responsáveis pela educação. Gostei, vaca sagrada da humanidade…apoio e bato palmas.

  7. Professor Valdemar W. Setzer, em alguns aspectos, concordo com o senhor, quando diz sobre os programas da TV. Este veículo de comunicação, presente em quase 98% dos lares brasileiros, é um forte apelo à desinformação, desestrutura, alienação, formatação…de nossas crianças e adolescentes. Até mesmo os programas voltadados para idades específicas, não possuem qualidade educativa, que venha contribuir com a formação de um indivíduo. Porém, no referente ao computador, tenho pontos em discordância. Este veículo, quando utilizado com apoio e definidas sua objetividade, vem e muito a contribuir com o desenvolvimento do educando. São raras as oportunidades de podermos estar trabalhando, em tempo real, determinados assuntos, por vezes tão necessários, quer no campo afetivo, moral, intelectual. Óbvio está, que deve existir um porquê do uso deste recurso de multimídia. Asim como, DVDs e CDs que são utilizados. Estas mídias, podem e devem previamente, serem inseridas no contexto educativo, com objetivos pré definidos; o que não se pode fazer com quase nenhum programa oriundo da TV. No mundo moderno, se faz necessário o uso e a informação de todo material disponível para a evolução do indivíduo. Mais especificamente, em se tratando de uma educação formal – escolar, concordo que este tipo de recurso, deve servir, como um acréscimo ilustrativo, daquilo que está sendo trabalhado pelo professor. O recurso das atuais mídias disponíveis nas escolas brasileiras, devem ter um caráter enriquecedor, daquilo que o professor pretende instigar a curiosideade do aluno, para que este, aprenda a usar estes recursos de modo à favorecer sua aprendizagem. Não se deve é alienar as crianças e os adolescentes, apresentando-lhes apenas um tipo de mídia e/ou um único parecer sobre o que é tema de pesquisa. Este ponto e contra ponto, é que fazem com que nossos alunos, além de desenvolver seu lado reflexivo, venha a ter autonomia em contribuir com seu parecer; respeitando, óbviamente o de outros, mas tendo a capacidade de discernir o que gera a um e a outro, divergirem em suas opiniões.

  8. Olá, Professor Valdemar.
    A minha mãe passou a ter esta consciência sobre a tv e educou a minha irmã mais nova dentro desta perspectiva. Hj, minha irmã está com 10 anos e comparando-a com as meninas da mesma idade q a dela observo o quanto ela está aproveitando a sua infância. Vejo como a mídia tem roubado a infância de nossas crianças que estão se “adultizando” tão rápido ( e os adultos que são frutos desta educação, acabam sendo infantis, pois não viveram a infância quando deveriam). Portanto, concordo com esta atitude radical do uso da tv, pois cada vez vemos o descontrole em relação ao acesso das crianças aos meios eletrônicos. Se não existe o bom senso, é melhor cortar o mal pela raiz!

  9. Professor Valdemar , concordo e concordo muito com isso , ainda não sou mãe ,mas tenho verificado tudo isso , existem formas muito saudáveis para manter e desenvolver a infantilidade como : livros de estórias e histórias , os carroceis , os circulos ,os teatros , os dramas , canções infantis , programas infantis, etc, hoje em dia vivemos num mundo de consumo obrigatório os produtores de bens e serviços não respeitam os consumidores não procuram saber as necessidades do consumidor para produzir , mais produzem coisas e colocam no mercado para serem consumidas , no entanto nessa ordem de idéia no que toca essa panorâmica de aparelhos electronicos , internet etc , os pais devem ser cuidadosos em ajudar os filhos a manterem-se longe dessas coisas e saberem transmitir correctamente aos seus filhos os pontos bons e negativos da midía , igualmente os governos porque todas as consequências negativas no comportamento das crianças por exemplo agressividades , violências , implica termos sociedades com cidadãos agressivos , violentos etc , o que pode contribuir negativamente na ordem social , o que será mais um trabalho para os governos , então melhor prevenir do que remediar.

  10. Olá, Marcelo,
    Ótimo saber que você concorda comigo. Isso é algo muito raro…
    Não me surpreende nenhum pouco que você tenha perdido seu cargo por ter se colocado contra a TV. Ela tornou-se a maior e mais difundida vaca sagrada da humanidade. Mas, quem sabe, você nâo tinha argumentos suficientes. Estude meus artigos e você os terá. Em particular, na entrevista eu não falei sobre os jogos eletrônicos, que são muito piores, em efeitos negativos, do que a TV.
    aaaaaaaaaaaaaa, VWS.

  11. Prof não existiria meio termo nesta questão ??? as tecnologias da comunicação e informação não podem de forma alguma serem adotadas para trasmissão de conhecimento ou ainda , de alguma maneira educativa , que favoreça a análise crítica e não a anestesia coletiva ? não existe um caminho entre os apocalípticos e os integrados ?

  12. Professor Valdemar, venho apregoando isso há quase uma década, e, quando fui editor do suplemento de TV de um grande jornal paulista, imprimi uma linha crítica. Fui chamado de moralista e defenestrado do cargo.

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