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O Big Brother Brasil na visão das crianças e dos jovens

2 comentários
26jan

Eles curtem a programação? Participariam das edições? Ficariam enclausurados durante meses para ganhar R$ 1 milhão?

Por Priscilla Leite

Na última edição da revistapontocom, publicamos uma matéria sobre o sucesso que ainda faz o programa Big Brother Brasil, depois de oito anos de sua primeira temporada. Por meio da fala de especialistas, trouxemos algumas reflexões que, talvez, explicam o que está por detrás da grande audiência.

Nesta semana, a revistapontocom resolveu entrevistar crianças e jovens sobre o tema. O que eles acham do programa? São telespectadores assíduos? Participariam dele?

Os oito entrevistados são alunos de escolas particulares do Rio de Janeiro. Todos têm acesso à internet, televisão por assinatura e às praticidades e funcionalidades da telefonia móvel.

O resultado é interessante, pois mostra o quanto esta faixa etária tem opiniões contundentes, seguras, mas nem um pouco homogêneas.

Acompanhe:

Os entrevistados

Beatriz Valente, 16 anos. Colégio Teresiano.
Igor Wickins, 15 anos. Colégio Padre Antonio Vieira.
Lilian Schneider, 16 anos. Escola Britânica.
Luiz Guilherme Cardoso, 11 anos. Escola Parque.
Arthur Safady, 11 anos. Escola Alemã Corcovado.
Pedro Caetano, 16 anos. Escola Britânica.
Vitor Silva, 11 anos. Escola Alemã Corcovado.
Vitória Alves, 7 anos. Escola Miraflores.

revistapontocom – Você gosta de assistir ao programa Big Brother Brasil?

Beatriz Valente – Não. Quando soube do que se tratava, decidi que não assistiria ao programa. Na verdade, nunca assisti. Sou bastante radical com relação a esses programas de televisão. Ou eu gosto ou não gosto. Nesse caso, não me agrada a disputa por dinheiro e a exploração da intimidade.

Igor Wickins – Assisto raramente. Apesar de achar o programa legal (pelas mulheres e as brigas) não tenho o hábito de acompanhá-lo. Cada participante tem a sua personalidade. Alguns se emocionam com facilidade. Outros se isolam. As mulheres são sempre belas e dançam bem.

Lilian Schneider – Não gosto. Tenho dúvidas quanto à veracidade do programa. Não será tudo induzido pelas armadilhas do jogo, tornando os participantes cobaias para entreter o povo? E o que é pior: fazendo o povo gastar dinheiro com as ligações? Mas, sim, é curioso assistir aos problemas e conflitos de pessoas que convivem 24 horas por dia.  

Luiz Guilherme Cardoso – Gosto, sim. Acho engraçado acompanhar a convivência dos participantes dentro da casa. Apesar de o programa mostrar a rotina, ela é diferente da que nós vivemos. Cada quarto é tematizado, cada jogo é decisivo e cada festa é uma bagunça. A vida no Big Brother é uma disputa mascarada de amizades, namoros, conversas e brigas.

Arthur Safady – Assisto sempre ao Big Brother. Acho o programa legal. Ele mostra como agimos em certas situações. Nas festas, todos se soltam e se unem. Nas brigas, todos tentam defender o seu ponto de vista e se juntam com os que pensam igual. Na hora da prova, é cada um por si. É engraçado. 

Pedro Caetano – Já gostei. Hoje em dia não gosto. Achava interessante ver o que rolava dentro da casa, o entrosamento de estranhos, as festas e, principalmente, as brigas. Gostava de ver como as pessoas agiam em uma situação limite, como elas reagiam às diferenças de opinião, aos desgastes do convívio e à saudade de casa. Hoje eu percebo que o programa não acrescenta nada a minha formação pessoal e acadêmica. Quando parei para pensar, percebi que a cada programa tudo se repetia, enquanto fora da televisão tudo mudava. 

Vitor Silva – Gosto, sim.  Acho o programa, as pessoas e o seu dia-a-dia engraçados.  É legal ver como cada participante reage ao jogo.

Vitória Alves – Não, hoje em dia eu não assisto mais ao Big Brother.  O programa está passando muito tarde. Antigamente, quando era mais cedo, eu assistia e gostava.  Gostava, pois haviam várias coisas legais na casa, piscina, muita gente.


revistapontocom – Você participaria do Big Brother?

Beatriz Valente – Não gostaria de viver com estranhos em uma casa que não há nada para fazer. É daí que surgem os desentendimentos. E são essas brigas que as câmeras querem captar. O programa é superficial. Além disso, não gostaria de me expor completamente. 

Igor Wickins – Sim, mas apenas pelo dinheiro. Um programa como esse muda a vida de uma pessoa. Tal é a exposição da privacidade que a população não só se sente no direito de eliminar um participante como também de julgá-lo. Como se poucos meses fossem suficiente para julgar o comportamento de uma pessoa. 

Lilian Schneider – Se eu me inscrevesse seria apenas por diversão. Mas não gosto da idéia de ficar enclausurada em uma casa com estranhos, mostrando para todos como ajo em momentos banais, assim como em momentos íntimos do dia-a-dia. Além disso, acho que prejudicaria o que quero exercer como profissão, que é a medicina. 

Luiz Guilherme Cardoso – Se o prêmio fosse mais alto, eu participaria. Quem realmente lucra não são os participantes, mas, sim, o programa. Cada um dentro da casa luta por um R$ 1 milhão, mas todos os envolvidos estão ali por dinheiro. O programa lucra com cada ligação, propaganda, convidado e muito mais do que imaginamos.

Arthur Safady – Sim, com certeza. Acho que seria interessante conviver com estranhos dentro de uma casa fechada e que teria grandes chances de ganhar. Eu seria do meu jeito e o Brasil iria gostar. Não tenho medo de me expor, pois meu destino é ser famoso. Quero me tornar um ator, um jogador de futebol ou um jogador de tênis. O programa me ajudaria. A Rede Globo me conheceria mais fácil. 

Pedro Caetano – Não. Não gostaria de me expor para milhares de pessoas, nem por R$ 1 milhão. Como todos, tenho fraquezas, manias, qualidades, mas não quero que vejam isso 24 horas por dia. 

Vitor Silva – Não.  Acho inclusive que não me aceitariam, sou novo. Mas se o programa fosse com pessoas da minha idade, participaria.  Apesar de ter medo de me expor e contar sobre a minha vida, poderia ser divertido.  

Vitória Alves – Não, não participaria. O programa é confusão. Tem o telefone que toca, o paredão, acaba que tudo termina em briga.


revistapontocom – A que programas você costuma assistir?

Beatriz Valente – Gosto muito da MTV, principalmente do Lavanderia, programa de debates.  Vejo também desenhos animados.

Igor Wickins – Gosto de assistir ao canal da Sony, pois há vários seriados americanos em sua programação. O meu favorito é Two and a half men.

Lilian Schneider – Me interesso por alguns seriados, mas não costumo ver televisão.

Luiz Guilherme Cardoso – Os canais que eu mais assisto são o Multishow, a MTV e a Nickelodeon.

Arthur Safady – Desenhos animados principalmente os da Nickelodeon. Mas curto também o Vídeo Show e o canal de esportes.  

Pedro Caetano – Eu seria hipócrita se dissesse que não vejo besteiras na televisão, mas acho importante ter um balanço.

Vitor Silva – Assisto à Nickelodeon e ao SporTv.

Vitória Alves – Eu gosto de ver as Meninas Super Poderosas, os Power Rangers e os Padrinhos Mágicos.

2 thoughts on “O Big Brother Brasil na visão das crianças e dos jovens

  1. eu gosto do big brother so que nunca fizeram um pra crianças eu gostaria de participar pq eu sou criança ñ posso pq ñ fazem um big bother pra crianças e uma injustiça

  2. eu amo de paixao o big brother eu queria tanto que estivesse o big brother dos adolecentes claro que iria me escrever eu axo que essas pessoas que fala que nao se escreveria no big brother duvido ainda mais pra ganhar 1 milhão eu iria adororar fica nas festas na piscina e é claro que tanbem tem a prova do anjo prova do lider paredão e tudo mais bom vou ficando por aki mais eu me escreveria concerteza para entrar no big brother qualquer coisa o meu celular é (018)96012419 bjaum ..

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