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Falando pra caramba … na sala de aula

12 comentários
23jan

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Projeto –  Falando pra caramba
Instituição – Escola Municipal Estados Unidos
Localização – Rio de Janeiro

Maria do Carmo Rezende Procaci Santiago é professora da rede municipal de ensino da Prefeitura do Rio de Janeiro. Leciona na Escola Municipal Estados Unidos, localizada no Catumbi, Zona Norte do Rio de Janeiro. No final do ano passado, ao participar do curso de capacitação Por dentro dos Meios, oferecido pelo Planetapontocom, por meio da MultiRio, Maria do Carmo ganhou o livro infanto-juvenil  Falando pra Caramba (e ouvindo também), de autoria de Silvana Gontijo.

A professora não pensou duas vezes: levou o livro para a sala de aula, para trabalhar com os alunos do 6º ano da Escola Municipal Estados Unidos. O resultado? Maria do Carmo fez questão de nos escrever contando como a atividade inspirou os estudantes e promoveu uma série de desdobramentos. A revistapontocom sugeriu a professora relatar todo o processo para dividir com outros professores. Ela aceitou a proposta e aqui está o seu relato da experiência.

Confira:

– O livro

O livro Falando pra Caramba (e ouvindo também) trabalha bem a oralidade, fazendo com que o aluno exercite bem a fala, entenda e pratique mais o saber ouvir, respeitando, por outro lado, a fala de seu colega. O livro articula conhecimentos de Ciências, Meio Ambiente e diferentes formas de se comunicar. Trabalha a construção da identidade e da pluralidade étnica e cultural e desenvolve novas formas de adquirir competências comunicativas por meio da criação de códigos e linguagens.

Outro ponto também muito significativo é que o livro leva o leitor para o meio digital, para o site da Turma do Planeta (www.turmadoplaneta.org.br), contribuindo assim para que os alunos possam ampliar seus conhecimentos em outros espaços. O livro é um passaporte para se discutir não só os meios de comunicação, mas também valores que devem ser trabalhados sempre e, inclusive, pela escola. A escola não tem somente a função de ensinar a ler e escrever. Codificar e decodificar os códigos linguísticos são imprescindíveis. Atribuir sentido aos textos que lê é muito significativo, pois contextualizar todas as informações possíveis é importante para a construção do conhecimento.

– O processo

Assim que recebi e li o livro pensei logo em desenvolver com ele um trabalho em sala de aula. E não deu outra. Coloquei minha ideia no ar e o resultado foi muito bom. Turma 1603: participativa, alegre, curiosa. Os alunos gostam de contar e criar histórias, falam bastante e animam muito o ambiente.  E, assim, fiquei mais animada e motivada…

Para dar início às atividades, fizemos uma roda e perguntei aos alunos como seria aquela aula, o que eles imaginavam que iria acontecer? Dei um tempinho para eles trocarem ideias e depois cada um foi se colocando. “Hoje vamos ensaiar uma peça, vamos ouvir uma história, apresentar uma notícia, vamos contar sobre o dia de ontem” e muitos outros falaram. Aproveitei o “vamos ouvir uma história” e sugeri primeiramente que eles contassem uma pequena história. E as histórias foram contadas. Após esta etapa, apresentei-lhes o livro começando a leitura do mesmo.

Cada aluno leu um pouco. Terminada a leitura, dividi os alunos em grupos e pedi que falassem sobre como eles eram, o que gostavam de fazer, o lugar onde moravam, suas famílias… da mesma forma com que os personagens do livro se apresentam.

Terminada esta etapa dei início às discussões propostas perguntando: “Gostaram do livro? A história fala sobre o quê? Qual a parte que chamou mais sua atenção?” Cada grupo apresentou seu trabalho oralmente. Quem quisesse acrescentar algo à fala de outro grupo podia.

Feito isso entreguei a cada grupo uma cópia de parte do livro e pedi que eles refletissem e discutissem sobre o que receberam. Falaram sobre amizade, sobre as palavras, as gírias, os símbolos representando as palavras, sobre o cuidado com o Meio Ambiente, sobre a situação do Rio Carioca, sobre a internet e outras coisas. As histórias foram escritas depois e representadas por meio de símbolos criados por eles. A fala e a escrita foram muito trabalhadas nas atividades. Os alunos criaram histórias, legendas de códigos a partir do teclado do computador e um pequeno livro.

A produção do livro serviu para mostrar que eles são capazes de criar e muito. Pode ser um poema, uma história, uma imagem, uma frase, um livro…  O importante é começar. Não desanimar nunca e acreditar no potencial de cada um. Está provado aí, por meio de todas as atividades que realizaram a partir do livro Falando pra caramba (e ouvindo também), que todos têm talentos e criam lindos trabalhos.

12 thoughts on “Falando pra caramba … na sala de aula

  1. Excelente trabalho Maria do Carmo!
    A educação se faz com educadores de verdade,assim como você… Parabéns!

  2. Obrigada, colegas, pelo carinho e pela presença de vocês que muito me incentivam. É gratificante ler cada linha que vocês deixaram para mim.
    Bjs,
    Maria do Carmo

  3. Este é um exemplo de como uma professora comprometida com a educação consegue fazer com que sua aula se transforme em um momento prazeroso, através de um livro que abre múltiplas possibilidades de trabalho. Eu fui da turma da Maria do Carmo neste curso e até hoje recebo dela sugestões para o trabalho que desenvolvo com meus alunos. Parabéns Maria do Carmo, você merece essa matéria!!!!

  4. Parabéns minha amiga! !!!!
    Achei seu trabalho super interessante e aprecio sua criatividade. Precisamos de professores com essa capacidade de criar e inovar. Parabéns pelo seu trabalhO!!!!!!

  5. Parabéns minha amiga!!!!
    Vejo que, depois de tantos anos, você ainda continua na luta e sem medo de inovar e criar…….. recriar……. experimentar……. inovar.
    Parabéns!!!!

  6. Olá, Maria do Carmo!

    Como é importante criarmos práticas leitoras nas escolas! Parabéns por sua iniciativa. Hoje assisti um vídeo do Ziraldo que ele destaca a importância do aluno leitor, onde afirma categoricamente que 80% da população brasileira não sabe ler.
    Sua iniciativa é um incentivo para que o aluno goste de ler. Parabéns!

  7. Olá, Maria do Carmo!
    Que interessante seu trabalho a partir da leitura de um livro em sala de aula! Naturalmente que precisamos, cada vez mais, de professores interessados e criativos como você! Fiquei bastante curiosa e quero lê-lo e trocar ideias, pois você menciona o trabalho com a oralidade e pretendo caminhar nessa direção em um novo projeto na EJA.
    Meu carinhoso abraço,
    Cecília

  8. Maria do Carmo,
    Prossiga nos seus objetivos, eles tem validade indeterminada. Educação é o caminho para a humanidade encontrar valores e acreditar no poder que cada ser carrega para sentir a felicidade e transmiti-la.
    Beijos,
    Madalena

  9. Olá, Maria!
    Sua prática pedagógica torna-se visível ao relatar tal experiência. Precisamos de profissionais empenhados como você para que a educação integral possa tornar-se realidade como era desejo de Freinet e de outros tantos pedagogos que você bem os conhece. Orgulho-me de tê-la como amiga de trabalho com quem troco ideias e me enriqueço. Continue assim, Maria do Carmo, sendo luz para muitos que a rodeiam. Um grande abraço.
    Laura

  10. Uma prática que inspira! Fiquei muito feliz ao ler a matéria e ver que há educadores que usam e abusam da criatividade ao elaborar as suas aulas, com um olhar diferenciado, acreditando no potencial dos seus alunos. O incentivo a leitura é imprescindível em qualquer fase do desenvolvimento humando, e quando há busca pelo que melhor pode se fazer pela classe, o resultado também pode ser melhor que o esperado.

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