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Livro descreve sucesso das mídias interativas na escola

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14nov

Projeto: Tecnologias e Mídias Interativas na Escola
Ins
tiuição: Unicamp e escolas do município de Hortolândia, Unicamp
Localização: São Paulo

Há três anos, pesquisadores da Unicamp e professores e alunos de duas escolas municipais de Campinas desenvolvem o Projeto Tecnologias e Mídias Interativas na Escola (Time). Fazendo uso de vídeos, rádio web, histórias em quadrinhos e blogs, a proposta tem o objetivo de promover a reflexão sobre os impactos da tecnologia da informação e da comunicação no dia a dia da sociedade, especialmente na prática pedagógica. Para socializar o conhecimento acumulado, a história do projeto vai virar livro. A publicação, que sai ainda este ano, reúne 18 artigos e é dividida em duas partes: a vivência dos pesquisadores e o cotidiano das professoras.

O Time foi desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) em parceria com o Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). “Depois de entendimentos com a Secretaria da Educação de Hortolândia [município da região de Campinas], conseguimos recursos da Fapesp dentro da linha de fomento ao ensino público, ou seja: os professores das escolas se tornaram bolsistas e idealizaram subprojetos para utilização de mídias junto às crianças”, explica João Vilhete Viegas d’Abreu, pesquisador do Nied que coordenou o projeto. 

saiba mais visitando o blog do projeto

Ao longo dos três anos, o Time atendeu a 15 professoras e 1.300 alunos na faixa de 6 a 10 anos. Em cada uma das duas escolas foi montada uma sala multimídia com 18 computadores, monitores LCD, webcam, TV de 32 polegadas e máquinas fotográficas. Indiretamente, as salas multimídia atenderam à quase totalidade dos professores de ambas as unidades, os pais de alunos e a comunidade no entorno, propiciando, ainda que de forma restrita, a inclusão digital e social.

Segundo João Vilhete, pesquisadores do Nied e do Nudecri iam às escolas em duas tardes por semana para interagir diretamente com as professoras, colaborando na proposição de atividades e orientando-as na utilização dos recursos de mídia. “Nosso trabalho foi de cunho técnico-pedagógico, com uma série de atividades teóricas envolvendo conteúdos educacionais que poderiam ser trabalhados, e também atividades práticas com o uso das ferramentas digitais. Ensinamos as professoras a produzirem blogs, onde elas inseriam conteúdos que vinham trabalhando com seus alunos. Há professoras que levaram a ideia para outras escolas e outras que recebem pedidos de informações de colegas do país e também do exterior”, informa Vilhete. 

Algumas iniciativas

O Free Haquê, um editor de histórias em quadrinhos, foi utilizado pelas crianças na confecção de suas próprias histórias. “O processo de elaboração e produção era o momento de trabalhar conteúdos curriculares como a língua portuguesa. O software permite criar os quadros de HQ e importar figuras, mas entra também a questão da escrita, o letramento, como na história sobre a gripe suína que os alunos criaram”, explica Vilhete.

A Rádio Recreio foi o nome escolhido democraticamente para o subprojeto da rádio web nas duas escolas. Se a produção de um roteiro propiciava a introdução de conteúdos relativos à linguagem e fala, como acentuação e dicção, o aluno também aprendeu técnicas de edição usando a ferramenta Audacity, além de se munir de celulares e MP4 para gravar som e imagem. O aluno da periferia pôde perceber que rádio não é magia, apenas uma questão de aprender as técnicas e de ter os recursos à mão.

Os mesmos celulares, câmeras digitais e MP4 serviram para a produção de vídeos, depois de uma oficina sobre elaboração de roteiros, definição de tempo de gravação, enquadramento e seleção de imagem, entre outras técnicas. As professoras formaram grupos de trabalho – com repórter, cinegrafista, produtor e editor – que produziram sequências de imagens e narrativas sobre energia limpa, combustível verde, energia eólica, fotossíntese e energia nos trilhos.

Fonte – Jornal da Unicamp

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