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02jul

Dicas de livros – por Leo Cunha

Ler é um hábito fundamental que, quando incorporado, passa a fazer parte da rotina e torna-se realidade em nosso cotidiano. Por isso, neste período em que as aulas presenciais estão suspensas devido às medidas de isolamento social causadas pela pandemia do novo coronavírus, pais e familiares podem incentivar crianças e jovens a lerem, buscando livros em casa ou sugerindo títulos, propiciando assim a introdução da leitura no dia a dia.

Entre as sugestões, Leila, de Tino Freitas e Thais Beltrame, publicado pela Editora Abacatte, 2019 (http://www.abacatteeditorial.com.br/leitor-em-processo/leila) , é indicado para crianças com faixa etária a partir de 8 anos. Ambientado no fundo do mar, o livro conta a história da jovem baleia Leila, que é assediada pelo Barão, um polvo sedutor e inconveniente. Na obra, é possível entender como é preciso que cada um encontre a sua voz e se posicione.

Na sequência, Um caramelo amarelo camarada, de Dilan Camargo e Miguel Tanco, lançado pela Ed. Edelbra, em 2013 (https://loja.edelbra.com.br/um-caramelo-amarelo-camarada), é mais uma sugestão de leitura para crianças a partir dos 7 anos. Um dos grandes poetas para a infância, o gaúcho Dilan traz versos divertidos, cheios de surpresas e jogos de palavra, sobre bichos e temas do cotidiano infantil.

Para sabermos mais sobre literatura livro infantojuvenil, a revistapontocom entrevistou o escritor Leo Cunha. Leia, a seguir:


Leo Cunha fala sobre o mercado literário e próximas publicações. Foto: Fernando Rabelo

O que motivou você a se tornar um escritor no Brasil?
Minha mãe era professora universitária, na área de literatura, na UFMG. No final dos anos 70, ela abriu uma livraria, que, em seguida, tornou-se também uma editora de livros infantis. Ali, convivi com muitos escritores, ilustradores, editores e, claro, leitores. Continuei fascinado pela literatura para crianças e jovens, que é um universo riquíssimo, repleto de boas narrativas, grandes personagens, e muita poesia.

Seus livros são voltados para qual faixa etária?
Eu já publiquei mais de 60 livros, para todas as faixas etárias. Desde os pequeninos, com pouco texto e muita ilustração, até obras voltadas para adolescentes e alguma coisa para adultos. Parto do princípio, porém, de que a boa literatura para jovens também pode encantar os adultos.

No contexto do mercado literário nacional, quais os principais desafios de um escritor, atualmente, para publicar suas obras no país?
A situação para autores iniciantes é mais difícil, atualmente, pois o mercado está passando por um momento complicado e as editoras se arriscam menos com autores estreantes e desconhecidos. Claro que, se surge um grande talento e um texto bastante original, ele encontra seu espaço. É o que ocorreu, recentemente, com a Júlia Medeiros, e seu livro “A avó amarela”, que recebeu todos os prêmios possíveis na literatura infantil brasileira.

Sugiro que os estreantes pesquisem bastante, conheçam as editoras e seus catálogos, e veja quais delas publicam livros com estilo ou proposta semelhante ao que ele deseja publicar.

Na sua opinião, o que pais e familiares podem fazer para incentivar o interesse de crianças e jovens pela leitura?
Há muito o que fazer. Ter livros em casa, se for possível. Se não for possível, frequentar bibliotecas, livrarias, feiras literárias. Dar o exemplo da leitura, para os filhos (ou as crianças próximas). Ler para a criança e/ou com a criança. Conversar sobre histórias, personagens, poemas etc.

Em 2013, você e o ilustrador Salmo Dansa receberam o Prêmio Literário Biblioteca Nacional com o livro “Haicais para filhos e pais”. Como foi para você escrever esse livro e obter esse reconhecimento?
Eu já tive a felicidade de receber os principais prêmios da literatura Infantil e juvenil, e cada um deles foi uma grande satisfação e um estímulo. No caso do livro “Haicais para filhos e pais”, a alegria foi especial por se tratar de um livro bem distante dos padrões da Literatura Infantil, tanto em termos do texto quanto do projeto gráfico. Tenho muito orgulho deste livro e torço para que ele se torne mais conhecido pelos leitores.

Sei, porém, que receber um prêmio literário depende de muitos fatores, inclusive a sorte e a oportunidade. Já fui jurado de diversos concursos e sei muito bem que, na reta final, existem sempre 4, 5, ou até mais obras merecedoras do prêmio, e a decisão vai passar por detalhes e por uma tentativa de consenso entre os membros do júri.

Quais os próximos projetos?
Tenho alguns livros no prelo, para serem lançados este ano ou em 2021. Entre eles: Infinitos (infantil, com o ilustrador Alexandre Rampazo); Virando a página (infanto-juvenil, escrito em dupla com Tino Freitas, e ilustrado pelo Caco Galhardo e Leonardo Yorka); O corte e a chama (com imagens do artista Paulo Rea); Tromba D’água (infantil, com o ilustrador Flavio Fargas); A grande convenção dos sapos (infantil, com o ilustrador Ivan Zigg); O Rei Sadim (em parceria com João Bosco Bonfim e o ilustrador Laerte Silvino); O tamanho da encrenca (juvenil, em parceria com Luiz Antonio Aguiar); O jogo do Como Pode? (livro de poesia, escrito em trio, com Luiz Raul Machado e Marta Lagarta). E estou trabalhando em novos textos, enquanto isso, para publicar, quem sabe, nos próximos anos.

Leo Cunha é escritor, tradutor e professor universitário. Tem vários prêmios em mais de 60 obras publicadas, como “Um dia, um rio” (Ed. Pulo do Gato), “O sabiá e a girafa” (Ed. FTD) e “Piolho na Rapunzel” (Ed. Projeto).

Serviço:

Editora FTD: ftd.com.br

Editora Positivo: loja.editorapositivo.com.br

Editora Pulo do Gato: editorapulodogato.lojaintegrada.com.br

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