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Marcelo Freixo e seu projeto para Educação

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24set

Educação: o que eu quero para minha cidade? Este é o slogan da campanha da revistapontocom.Conheça a proposta e participe. Abaixo, você confere a entrevista concedida pelo candidato à Prefeitura do Rio, Marcelo Freixo.

As entrevistas aqui publicadas não traduzem a opinião da revistapontocom. Sua publicação obedece ao propósito de promover o debate da política pública municipal de educação, no Brasil, com ênfase no Rio de Janeiro, e de refletir as diversas tendências de pensamento. O espaço está aberto a todos os interessados em se manifestar.

Por Marcus Tavares

revistapontocom – Como o senhor avalia a qualidade da educação pública no município do Rio?
Marcelo Freixo A Educação é uma das principais responsabilidades do município, tem papel preponderante na construção de uma cidade mais justa e, por isso, deve ser prioridade. O atual governo optou por privatizar o ensino público e transferiu milhões de reais para o controle de organizações privadas. O professor perdeu a autonomia em sala de aula e está engessado em programas e projetos distantes da realidade dos estudantes. Quem faz a escola são os professores, funcionários, alunos e seus responsáveis. Nossa política de Educação será elaborada e implementada coletivamente, respeitando a contribuição de toda a comunidade escolar.

revistapontocom – Quais são os dez desafios da educação pública municipal do Rio?
Marcelo Freixo – 1º) Preparar a rede de escolas e os profissionais de Educação para a implementação do horário integral, progressivamente, em toda a rede de ensino básico; 2º) Elaborar Plano de Carreira unificado para professores e funcionários, com progressão por tempo de serviço, valorização por formação e extensivo a aposentados; 3º) Ampliar os investimentos em Educação e aplicação do mínimo constitucional de 25% de verbas municipais em Educação, aumentando os investimentos progressivamente; 4º) Auditar todos os contratos com empresas privadas que apresentarem suspeitas de malversação; 5º) Instituir eleições diretas para a direção de creches e escolas; 6º) Trabalhar para a promoção de aumentos reais e progressivos de salário para todos os servidores municipais; 7º) Convocar concurso público para profissionais de Educação para escolas e creches; 8º) Incentivar a qualificação do profissional de Educação com oferta de formação continuada e em serviço; 9º) Ofertar Educação Especial na perspectiva inclusiva, qualificando professores e funcionários das escolas e creches, mantendo classes especiais para os que não apresentem condições de serem incluídos em turmas regulares e oferecendo Educação escolar e preparação para o trabalho para os maiores de 17 anos, através de ações interdisciplinares entre as várias secretarias: Educação, Trabalho, Assistência Social, Saúde e Transporte; 10º) Resgatar o sentimento de pertencimento à escola. Isso só acontecerá quando toda a comunidade escolar se sentir incluída na formulação da política pública.

revistapontocom – Se eleito, o que é possível ser feito em curto prazo? Há alguma prioridade?
Marcelo Freixo – As duas primeiras medidas seriam a mobilização da comunidade escolar para uma grande avaliação do projeto político-pedagógico do Município e elaboração de um Plano de Carreira para todos os profissionais de Educação (professores, administrativos, merendeiras etc.).

revistapontocom – O senhor conhece o dia a dia das escolas municipais e de seus professores?
Marcelo Freixo – Sou professor de História e, antes de ser eleito deputado estadual, ministrei, por muitos anos, aulas em escolas convencionais e presídios. Continuei dando aula mesmo depois de eleito. Sou filho de pai inspetor de colégio público e mãe secretária de escola pública. Desde o início do meu primeiro mandato, sou membro efetivo da Comissão de Educação da Alerj. Já fui diretor do sindicato dos professores. A luta em defesa da Educação pública faz parte da minha história.

revistapontocom – Qual é a proposta de sua campanha para a área da Educação? Existe algum documento? Podemos ter acesso?
Marcelo Freixo – Na área de Educação, temos dialogado com diversos profissionais da rede pública e muitos pais de alunos que nos colocam suas impressões, a partir do dia-a-dia das escolas. Temos muitas propostas. O nosso programa de governo está amplamente disponível no nosso site www.marcelofreixo50.com.br e também no Facebook. Qualquer um pode baixar ou ler direto na internet e interagir conosco enviando sugestões e críticas através de e-mail, facebook ou twitter. A ideia do programa-movimento é que os documentos sejam sempre abertos e sujeitos a aperfeiçoamentos, assim como pretendemos que seja o nosso governo.

revistapontocom – O que está sendo realizado pela atual gestão da secretaria municipal de educação que merece ter continuidade? O que é preciso mudar de imediato?
Marcelo Freixo – Alguns projetos específicos, como os Espaços de Desenvolvimento Infantil e as Escolas do Amanhã são ideias interessantes. Mas quando se pensa em gestão, dotações orçamentárias, projeto político-pedagógico, relação com os profissionais, enfim, o sistema educacional como um todo, é preciso mudar quase tudo.

revistapontocom – Pode-se dizer que a Educação será prioridade em seu governo? Como um prefeito pode, de fato, torná-la prioritária entre tantas demandas?
Marcelo Freixo – Ninguém é aquilo que diz que vai ser, somos o que já fizemos. Nosso compromisso com a escola está na nossa história. Um bom sistema de Educação é a base para uma sociedade saudável e segura. A escola, muitas vezes, é a única referência de presença do Estado, além da Polícia, nas comunidades mais pobres. A escola precisa ser vista como algo muito maior que um lugar para as crianças estudarem. A escola tem que ser uma referência no território, tem que ser o pólo central das mudanças locais. Defendemos a parceria com a Secretaria de Cultura para que projetos culturais ocorram tendo a escola como referência. No nosso governo, nossa Primavera Carioca, as crianças vão ter acesso ao conhecimento, à cultura, à alimentação de qualidade e à perspectiva de uma vida melhor.

revistapontocom – Por que professores, funcionários, estudantes e suas famílias deveriam votar no senhor para prefeito?
Marcelo Freixo – Tudo o que o prefeito tem feito, nós podemos fazer melhor, mais barato e com mais efetividade para a população do Rio, pois seremos muito mais transparentes e usaremos instrumentos concretos de participação pública. O Rio de Janeiro merece um segundo turno. Muitos dos desafios colocados para a Educação pública na cidade só poderão ser melhor esclarecidos e aprofundados se chegarmos ao segundo turno e podermos confrontar de igual para igual as nossas propostas e ideias com a política executada atualmente pela Prefeitura.

revistapontocom – Se eleito, que perfil de secretário de educação o senhor buscaria?
Marcelo Freixo – Nesse momento da campanha, não faz sentido pensar em nomes. O debate ainda é mais conceitual e propositivo. Mas certamente a escolha do secretariado vai seguir a mesma linha do que tem sido a nossa campanha: muito diálogo e muito respeito com os servidores públicos e com a população da cidade. Como não fizemos alianças espúrias, teremos liberdade para escolher o melhor nome para a pasta, aliando conhecimento técnico com confiança política.

3 thoughts on “Marcelo Freixo e seu projeto para Educação

  1. Sou professora aposentada da Prefeitura do Rio de Janeiro e muito me assusta o rumo que a esquerda tem tomado.
    Mais gostaria imensamente de lhe perguntar se é do seu conhecimento a “imensa ” dívida que a Prefeitura possui com seu aposentados.
    Essa dívida se refere a diferença por exemplo: enquadramento, contribuição ao Previ Rio indevida, abono permanência e etc…
    O atual prefeito reconhece a dívida e ao entrarmos em contato por telefone para sabermos sobre a devolução a que temos direito, somos informados que o pagamento será efetuado porém sem data prevista, vale lembrar que esse contato vem ocorrendo desde 2010.
    Qual a sua posição em relação ao nosso atendimento?

  2. Sou professor. Voto em Freixo.
    Acho interessante ter atencao à areas publicas que estao sendo usadas como privadas. Exemplo: Patque dos atletas, chamado por alguns de Rock in Rio.
    Nao por acaso, pois em funcao do mesmo. Nao ha plantio de arvores e constantemente é fechado para o cidadao.
    Trata-se de area gigantesca que poderia abarcar um centro cultural, ou teatro ou uma lona cultural.

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