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Oficinas de mídias acessíveis

8 comentários
25out

Uma boa notícia para os jovens cariocas: a OSCIP Escola de Gente vai oferecer 75 vagas em três comunidades do Rio para as Oficinas de Mídias Acessíveis. Voltado para jovens, com ou sem deficiência, na faixa dos 15 aos 29 anos, o curso tem o objetivo de disseminar diversas formas de comunicação inclusiva. O lançamento do projeto está marcado para o dia 26 deste mês, no Centro Integrado de Atenção à Pessoa Portadora de Deficiência, localizado no Centro do Rio.

“Queremos que os jovens, a partir das oficinas, possam disseminar esses conteúdos em todas as suas ações da vida cotidiana. Que possam produzir com acessibilidade produtos como livros, vídeos, espetáculos teatrais e até mesmo programas de rádio, descobrindo como não discriminar determinadas condições humanas, o  que naturalmente fortalece as redes de juventude das comunidades e fomenta uma mentalidade inclusiva e cidadã”, avisa Claudia Werneck, jornalista, empreendedora social e fundadora da Escola de Gente.

As inscrições podem ser feitas  no local do lançamento do projeto ou através do  e-mail da Escola de Gente (escoladegente@escoladegente.org.br)

Acompanhe a entrevista que Claudia Werneck concedeu à revistapontocom:

revistapontocom – O que os participantes aprenderão neste curso?
Claudia Werneck – Através dessa iniciativa, 75 jovens com e sem deficiência terão acesso a conteúdos e práticas que os colocarão em contato com as diversas formas de comunicação acessível.  As oficinas serão lideradas por especialistas em acessibilidade no Brasil, incluindo integrantes da equipe técnica da Escola de Gente. As aulas apresentarão conteúdos inéditos para a maioria destes jovens, como audiodescrição, língua de sinais brasileira, braile, legendas eletrônicas, entre outros. Nosso objetivo é que eles possam disseminar esses conteúdos em todas as suas ações da vida cotidiana. Que possam produzir com acessibilidade produtos como livros, vídeos, espetáculos teatrais e até mesmo programas de rádio, descobrindo como não discriminar determinadas condições humanas, o  que naturalmente fortalece as redes de juventude das comunidades e fomenta uma mentalidade inclusiva e cidadã.

revistapontocom – Durante o próprio curso, os alunos colocarão em prática os ensinamentos?
Claudia Werneck – Sim. Durante o curso, os participantes viverão a prática porque a formação será finalizada com a produção de uma cartilha acessível, elaborada pelos próprios jovens e pela equipe técnica da Escola de Gente. Tudo será documentado de formar a garantir que jovens com deficiência participem de todo o processo e tenham seus direitos à comunicação garantidos.

revistapontocom – Qual é a duração do curso?
Claudia Werneck – Cada módulo tem 60 horas. Um módulo é de sensibilização em Libras (4 horas por semana) e o outro oferece conteúdos de audiodescrição e livro falado (3 horas por semana). Além disso, a Escola de Gente realizará oficinas inclusivas, que trabalharão conceitos como diversidade, inclusão, não-discriminação, oficinas de teatro e inclusão, entre outras metodologias participativas durante as aulas.

revistapontocom – É a primeira vez que a Oscip oferecerá este curso?
Claudia Werneck – Esse projeto é um sonho antigo da Escola de Gente: reunir formação de juventude, disseminação de conteúdos acessíveis e trabalho em comunidade. Com apoio do programa Oi Novos Brasis – o projeto foi um dos selecionados na 7º edição do programa -, vamos conseguir oferecer essas oficinas pela primeira vez.

revistapontocom – Por que criar e oferecer este tipo de oficina?
Claudia Werneck – Segundo dados do Censo Demográfico/2000 do IBGE, o Brasil tem a maior geração de jovens de todos os tempos. São 48 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, sendo mais de seis milhões com pelo menos uma deficiência – 14,7% do total de jovens. De acordo com a Organização das Nações Unidas, 82% das pessoas com deficiência no mundo vivem abaixo da linha da pobreza, sendo grande parte na faixa da infância e juventude. Com o cruzamento, raça/etnia e pobreza e deficiência, percebemos que esta população é ainda mais discriminada porque é a soma de vários estereótipos. Para reverter este quadro é preciso investimento em formação em acessibilidade na comunicação, pois é onde ocorre a maioria dos processos de discriminação.

revistapontocom – E totalmente diferente das oficinas de mídias que já são oferecidas aos jovens?
Claudia Werneck – A Escola de Gente quer trabalhar o direito à comunicação e à participação de jovens com e sem deficiência por meio de metodologias participativas criadas pela organização. São mídias ainda desconhecidas da maioria da população, incluindo os jovens, que desconhece direitos garantidos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, da qual o Brasil é signatário, e tem valor de norma constitucional em nosso país. A ideia é que elas aprendam esses conteúdos antes de chegarem ao mercado de trabalho, tornando-se profissionais mais aptos para lidar com a diversidade humana.

8 thoughts on “Oficinas de mídias acessíveis

  1. A iniciativa é ótima gostaria muito que este tipo de curso foram extendidos aos professores como um meio de aperfeiçoamento, capacitádo-nos para acolher alunos com deficiências. Carinhosamente Lidia María

  2. A iniciativa é ótima gostaria muito que este tipo de curso foram extendidos aos professores como um meio de aperfeiçoamento, capacitádo-nos para acolher alunos com deficiências. Carinhosamente Lidia María

  3. Excelente capacitação oferecida, principalmente envolvendo esta parcela da população tão significante no tocante as mídias e tão carente de formação sóciocultural. Espero que este tipo de iniciativa possa chegar aos municípios do interior, ou quem sabe numa parceria com a SEEDUC? Vamos nos unir para isso.
    Grata,

  4. Ótima e grandiosa iniciativa! Gostaria que meus alunos da região de nova Iguaçu-RJ participassem, mas o acesso é muito complicado. Precisamos deste tipo de oficinas, a fim de que possamos colaborar com jovens que necessitam urgentemente de investimento cultural, tecnológico, entre outros. Pense na baixada !!!

  5. Ótima e grandiosa iniciativa! Gostaria que meus alunos da região de nova Iguaçu-RJ participassem, mas o acesso é muito complicado. Precisamos deste tipo de oficinas, a fim de que possamos colaborar com jovens que necessitam urgentemente de investimento cultural, tecnológico, entre outros.

  6. A iniciativa é ótima gostaria muito que meu filho participasse e alguns alunos na região de Santa Cruz,porém o grande problema e a acessibilidade. Alguns atendimento, cursos e oficinas localizam se no Centro da Cidade ou em algumas comunidades que mesmo estando pacificadas dificulda a entraga de pessoas que não são do local. Épreciso pensar na descentralização das ações e buscar politicas públicas eficientes para atender esse público.

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