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Uma aventura e tanto

8 comentários
19set

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Uma vez, andando de lancha com os meus pais, já estávamos em alto mar, quando, de repente, as nuvens ficaram escuras, raios e trovões cobriram o céu e um furacão tomou conta do mar. O que será de nós? Pensei. Meu pai tentou voltar, mas não dava porque um dos raios tinha acertado a pontinha da lancha e o furacão a puxava. Horrível sensação de “estamos fritos!”.

Acordei! Estava deitado na areia de uma praia, mas nem sinal dos meus pais. Pensei, então, que eles estivessem do outro lado da Ilha e fui procurá-los. O lugar era todo cheio de pedras. Avistei uma caverna lá longe. Fui me aproximando e consegui chegar, por sorte ou azar, não sei.

Entrei, dei de cara com um esqueleto e, em cima dele, uma mochila. Dentro dela tinha corda, canivete, lanterna etc. Fiquei com a lanterna e continuei andando até que reencontrei a saída, mas nada adiantou. Pânico!!! No exato momento, um raio caiu em cima da tal saída. Todas as pedras desabaram, fechando a passagem. Mas havia esperança: a caverna era grande, poderia ter uma outra saída, se eu tivesse sorte.

Saída não, mas quatro buracos na parede. Precisava chegar a um algum lugar. Então entrei pelo último buraco da direita. Acendi a lanterna do Sr. Esqueleto. Comecei a andar pelo buraco. De repente, uma placa velha avisava: “cuidado”. Na hora não entendi, mas bastou um olhar para baixo, vi um enorme penhasco, me assustei e, desajeitado, acabei caindo.

Submergi com a queda. Fui ao mais fundo dos fundos, nadava, nadava, não aguentava mais prender a respiração. Quase morto, meio tonto, talvez desmaiado, fui parar em terra firme, não sei como. O lugar era escuro, fechado. Escutava um bater de asas forte se aproximando, não sabia se estava ouvindo coisas demais. Não tive muito tempo para pensar em nada, algo me pegou, e já não sentia mais os meus pés no chão. Não conseguia enxergar nada, até que me soltaram. Fechei os olhos rapidamente. Quando abri já estava em uma floresta majestosa, com vulcões e muita natureza.

Fantástico! Os animais pequenos ficavam grandes e os grandes ficavam pequenos. Aquilo me distraiu até que vi uma serpente gigante e me dei conta que estava pisando em seus ovos. Imaginei a sua fúria, saí correndo sem parar, me escondendo entre cogumelos gigantes e outras plantas. Agora, sim, por sorte, certamente, vi uma abelha e pulei em cima dela. Saí voando!

Sobrevoando! Que alegria avistar os meus pais lá embaixo, desci com abelha até eles, desta vez, nada de ser jogado. A abelha era gigante, mas delicada e bondosa. Quando pousei, eles ficaram falando todas aquelas coisas de pais preocupados. Depois, subimos os três na abelha, já amiga a essa altura, que nos levava delicadamente por entre as maravilhas daquela floresta encantadora. Passávamos perto de um vulcão, quando ele entrou em erupção. Gotas de lava bateram na asa da minha amiga. Ela caiu, mas delicadamente, um buraco roxo, meio azulado piscando foi se aproximando. Caímos, adormecemos.

Acordamos. E, voltamos ao começo, estávamos na praia, de onde saímos com a lancha, onde tudo começou.

8 thoughts on “Uma aventura e tanto

  1. Arthur, parabéns!
    Confesso que iria só dar uma passadinha pela página, quando fiquei presa e curiosa para saber o final da história. Maravilhoso, cada dia os textos ficam mais elaborados. Beijos

  2. Ah… que delícia ler uma história bem elaborada, rica em imagens que nos transportam às mais incríveis paisagens e aventuras! Você está cada vez mais afiado na escrita! Fico felicíssima cada vez que chega um novo texto. Parabéns meu pequeno mago das palavras! Um beijo enorme!
    Angela

  3. Nossa, Artur, fiquei até com falta de ar, de tanta emoção.
    Arrasou. Está cada vez melhor. Parabéns, Suzana ( mãe do José e do Davi )

  4. Artur, que maravilha! Fiquei ansiosa curtindo o desenrolar da sua história! E que bom ver textos cada vez mais elaborados, tão criativos!
    Parabéns – como sempre! – e um beijo carinhoso.
    Tania

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