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Revisitando a Guerra de Tróia

7 comentários
05ago

 

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 6º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

 

Algumas perguntas sobre Tróia – para quem não conhece essa bela história ou já conhece e gosta dessa cultura.
Dedico para a minha professora de História, Joana.

Bem, vamos começar pelo Aquiles, o maior e melhor guerreiro desta história. Ele não gostava de seu rei Agamenon, porém lutava pela Grécia. (E você, leitor? Já pensou nisso? Lutaria pelo seu povo, mesmo não gostando de seu rei?). Agamenon era muito poderoso e ambicioso e queria conquistar tudo. Quando seu irmão, Menelau, lhe contou que Páris, filho do rei de Tróia, roubou a sua esposa, Helena, ele logo quis atacar Tróia.  O rei Agamenon carregou 1000 navios com guerreiros para o ataque e partiu.

Aquiles não queria ir. Mas sua mãe lhe contou que se ele não fosse, seria um homem desconhecido. Seu nome seria esquecido. Mas se ele decidisse ir, seu nome seria lembrado por muito, muito tempo. Só que ele não voltaria mais. Aquiles resolveu ir. (Será que ele entendeu o recado da sua mãe quando ela disse que ele não voltaria mais?).

Quando Aquiles e seus homens chegaram à praia, perto da cidade de Tróia, fizeram uma carnificina e a dominaram. O rei de Tróia soube do ataque e se preparou também. Sabia que Agamenon iria atacar em seguida. Seu filho, Páris, disse que lutaria com Menelau por Helena.

Quando o dia chegou, Menelau estava massacrando, vencendo, Páris. Ele logo então correu para o lado de seu irmão, Heitor, que conseguiu matar Menelau. Enfim: estava declarada a guerra de uma vez por todas entre os gregos e os troianos, que ainda conseguem fazer com que os gregos recuem para a praia.

Ah, eu não posso esquecer da praia. Com toda essa confusão, os gregos capturam a prima de Páris e Heitor: Briseida. Ela ficou na cabana de Aquiles e eles começaram a namorar. Por alguns motivos, Aquiles não estava mais querendo atacar os troianos. Ele e seus homens – os mirmidões, considerados melhores guerreiros que havia na Grécia – não foram guerrear na primeira batalha. Mas um dia, os troianos resolveram atacar a praia, onde os gregos estavam. Aquiles não quis se envolver. Porém, sem que ele soubesse, seu primo vestiu a armadura de Aquiles e chamou os mirmidões. Eles foram, acreditando que fosse Aquiles.

No meio da batalha, Heitor pensou que estivesse lutando com Aquiles e o matou. Quando tirou o capacete do morto e viu que não era Aquiles foi aquele silêncio total. Os troianos, então, decidiram voltar para seu território, mas Heitor sabia que o verdadeiro Aquiles iria atrás dele. E foi isso mesmo que aconteceu. Aquiles, sozinho, foi até Tróia duelar com Heitor e o matou.

Alguns dias de trégua se passaram, após o funeral de Heitor, tempo suficiente para os gregos arquitetarem um plano infalível para derrotar de vez os troianos. Os troianos foram à praia e não viram ninguém, apenas um cavalo de madeira que o rei resolveu levar para dentro de Tróia (vocês teriam outra ideia para ultrapassar as muralhas de Tróia?).

À noite, quando todos já tinham dormido, Aquiles e diversos homens saíram de dentro do cavalo e abriram a porta de Tróia para outros guerreiros entrarem. Os gregos fizeram uma carnificina. Aquiles foi atrás de sua dama, que conseguira escapar. Alguns outros troianos importantes também conseguiram fugir por uma passagem secreta, mas antes disso, Páris foi procurar a tal prima, Briseida. O problema é que antes de Aquiles ou Páris encontrá-la, Agamenon a encontrou. Sem pestanejar, ela pegou um punhal e enfiou na garganta do rei (Briseida foi certeira. O que teria acontecido se as mulheres também tivessem participado dessa guerra? Já pensou?).

Aquiles chegou, encontrou a dama. Enquanto se falavam, Páris viu a cena e fechou o calcanhar dele. Depois, com mais outras fechadas, Aquiles morreu. (Será que Aquiles morreu por amor? Será que se não tivesse se apaixonado teria se descuidado? Logo ele, o maior guerreiro dessa história?) Páris e Briseida fugiram. É por isso que uma parte do nosso corpo é apelidado de calcanhar de Aquiles, ou seja, representa uma parte frágil da nossa humanidade.

7 thoughts on “Revisitando a Guerra de Tróia

  1. Esse capítulo da história da humanidade sempre foi um dos meus preferidos. Adorei revisitá-lo! Só mesmo você, com sua maneira impar de recontar histórias, poderia me proporcionar momentos tão legais! Obrigada, bravo rei Artur! Beijos.

  2. Arthur, estava com saudades de suas histórias. Esse reconto foi sensacional! E emocionante!
    Beijos para você e sua professora Joana.

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