Um dia com Nicolau

Por Artur Melo, 10 anos
Aluno do 5º ano do Ensino Fundamental, da Escola Sá Pereira

Terça -feira, à noite, estava lendo um dos livros do Pequeno Nicolau, mas já com sono. Fui dormir. Às 7h 55m senti me cutucarem e acordei. Olhei para o relógio e ainda não eram 8h, pois ele ainda não tinha tocado. Olhei para trás e lá estava o Pequeno Nicolau, me olhando misteriosamente…

Esfreguei os olhos, pois não estava acreditando no que via, era ele mesmo, verdade, pisquei, pisquei e ele continuou lá. Então, é claro, não perdi nenhum minuto, pulei da cama e começamos a conversar.

– Inacreditável você aqui! Como você conseguiu sair de um livro?
– Artur, você não sabia que coisas impossíveis também podem acontecer?
– Como você sabe me nome? perguntei admirado
– Ué, eu também leio as suas histórias na revistapontocom, disse ele.
– Ah, entendi, respondi. Já ia me esquecendo de dizer: hoje é dia de futebol e se você quiser ficar por aqui terá que ir comigo.
– Eu adoro mesmo bater uma bolinha!

Saímos do quarto, passamos pela sala, meus pais se assustaram, lembraram do menino do filme. Logo gostaram de Nicolau também, mas desconfio que eles sempre ficam com aquela pulguinha atrás da orelha, pensando se eu não teria ainda mais motivo para fazer umas boas traquinagens.

Chegamos ao futebol. Fomos conversar com o técnico para pedir para que Nicolau pudesse jogar. Claro que ele deixou, não é sempre que temos uma visita ilustre e um futebol que pode virar história de livro… Por sorte, ficamos no mesmo time, jogamos muito, faltava apenas um minuto para o jogo acabar e o placar estava 2 a 2, então PRRIIIII!! Pênalti para nós! Era o último lance do jogo. O juiz apita. Nicolau vai bater… E aí, leitores, o que vocês acham? Ele marcou ou não esse gol? Ou será que isso tudo não passou de um sonho meu, naquela quarta, amanhecendo?