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Cinema infantil nacional

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13jan

“Não é admissível (,,,) que o cinema infantil brasileiro, por ausência de políticas criativas que busquem equanimidade nos investimentos e nos patrocínios, continue na situação de abandono em que está”. Pedro Rovai.

“Várias soluções pensadas nos diversos debates realizados sobre o assunto recaem no mesmo chavão: faltam leis de incentivo. Quando isto irá acontecer? Qual o ministro da Cultura que realmente se interessará pelo assunto? Será que a criança brasileira não merece ver a cara do seu próprio país e conhecer a qualidade e importância do nosso cinema e dos nossos cineastas?” Marialva Monteiro.

“O cinema infantil continua inexpressivo no Brasil. E ainda não merece destaque tanto no Ministério da Cultura (MinC) quanto nas produtoras, nasTVs, na mídia e mesmo na classe cinematográfica, que vê o cinema voltado para crianças como algo menor e sem importância para o mercado”. Luiza Lins

Por Marcus Tavares

Em plenas férias escolares, nem os tradicionais filmes da Xuxa e dos Trapalhões apareceram nas telas brasileiras para contar história. Hoje, não há um filme sequer nacional infantil em cartaz. E de acordo com o calendário de estreias nacionais do site Filme B, especializado na sétima arte, o cenário não muda durante este ano,embora haja algumas promessas. Quais são as explicações? As de sempre: falta de investimento, interesse e, sim, de uma política pública que também defenda, facilite e promova o setor.

No ano passado, durante a 10ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, a secretária nacional do audiovisual do Ministério da Cultura (MinC), Ana Paula Dourado, instituiu um grupo de assessoramento de elaboração da política pública de cinema para a infância. No primeiro encontro, em agosto, que aconteceu durante o Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), o grupo elaborou, a pedido da secretária, propostas para o cinema infantil nacional. Até hoje, não houve retorno. Nem os editais do curta criança, que incentivam a produção de curtas com temática infantil, foram divulgados pelo MinC. O último edital foi lançado em 2009, ainda no governo Lula.

Confira a matéria da criação do grupo
Confira as propostas do grupo para o cinema infantil

A revistapontocom entrou em contato com três personalidades que têm um histórico ligado ao cinema infantil: Luiza Lins, cineasta que há 11 anos promove a Mostra de Cinema Infantil de Florianópois; Marialva Monteiro, educadora e fundadora do Cinedu – Cinema e Educação; e Pedro Rovai, produtor, cineasta e criador da série cinematográfica Tainá. Por e-mail, eles enviaram um pequeno texto sobre o que pensam sobre o atual cenário do cinema infantil. Confira os textos na íntegra e opine também.

– Leia aqui o texto de Luiza Lins
– Leia aqui o texto de Marialva Monteiro
– Leia aqui o texto de Pedro Rovai

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