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Formação para professor

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08maio

 

No final do mês de abril, a Unesco lançou, em seu site, a versão em português da publicação Alfabetização midiática e informacional – currículo para a formação de professores. 
A obra conta com a contribuição de diversos especialistas internacionais que sugerem tópicos imprescindíveis para um currículo de alfabetização midiática. A ideia é ajudar os professores a explorar e compreender o tema a partir de alguns pontos. Entre eles: as funções das mídias e de outros provedores de informação; como eles operam e quais são as condições necessárias para o cumprimento das funções; como a informação apresentada deve ser criticamente avaliada dentro do contexto específico e amplo de produção; o conceito de independência editorial e jornalismo como uma disciplina de verificação; como as mídias e outros provedores de informação poderiam contribuir racionalmente para promover as liberdades fundamentais e a aprendizagem continuada.

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O trabalho de produção da publicação iniciou em 2008 e envolveu a reunião de um grupo internacional de especialistas que assessorou na estratégia de preparação do currículo; o mapeamento dos recursos globais de formação; o pedido da primeira versão do currículo a quatro grupos de especialistas; a realização de uma segunda reunião internacional do grupo de especialistas, para revisar a primeira versão e uma  série de testes de campo por meio de seminários de formação e consultas no Sul da África, na América Latina e no Caribe, e no Sul da Ásia; e a preparação de uma segunda versão do  documento, com uma rodada final de edição de linguagem e conteúdo.

A publicação está dividida em duas partes: a primeira traz a matriz curricular e de competências em alfabetização midiática e informacional, com uma visão geral do raciocínio que orienta o currículo, seu desenho e seus temas principais; e a segunda inclui os módulos centrais e os módulos complementares do currículo, que envolve questões de cidadania, ética, liberdade de expressão e aprendizagem continuada.

“Vivemos em um mundo no qual a qualidade da informação que recebemos tem um papel decisivo na determinação de nossas escolhas e ações, incluindo nossa capacidade de usufruir das liberdades fundamentais e da capacidade de autodeterminação e desenvolvimento. Movida pelos avanços tecnológicos nas telecomunicações, manifesta-se também a proliferação das mídias e de outros provedores de informação, por meio de grandes quantidades de informação e conhecimento que são acessadas e compartilhadas pelos cidadãos. Com esse fenômeno, e partindo dele, existe o desafio de avaliarmos a relevância e a confiabilidade da informação sem quaisquer obstáculos ao pleno usufruto dos cidadãos em relação aos seus direitos à liberdade de expressão e ao direito à informação. É nesse contexto que a necessidade da alfabetização midiática e informacional (AMI) deve ser vista: ela expande o movimento pela educação cívica que incorpora os professores como os principais agentes de mudança”, destaca o prefácio do documento.

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