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Geração Y e Z: conflitos

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17nov

A Geração Y, que compreende jovens nascidos entre 1980 e 1990, deu origem a um novo perfil de consumidor. É o que revela o resultado da pesquisa Tru Study, realizada com 1.500 pessoas. No Brasil, esse grupo representa 14% da população, nada menos do que 32 milhões de indivíduos. São jovens aficionados por TV e internet, que gastam anualmente R$ 32 bilhões.

Em média, os consumidores brasileiros desta Geração Y desembolsam até R$ 49,00 por semana. No sudeste, a taxa sobe para $ 54,00. No nordeste, cai para R$ 31,00. Em 76% dos casos, o dinheiro provém dos pais. Somente 16% trabalham. De acordo com a pesquisa, os gastos são com roupas e acessórios, em seguida com higiene e beleza, e, só depois, com diversão.

“É muito difícil definir exatamente o consumidor Y. Eles são um alvo móvel”, explica Jorge Kodja, diretor da TNS Research International, responsável pelo estudo. Kodja diz que as variações podem ocorrer a qualquer momento, com apenas um clique no mouse. Para atingi-los, é preciso jogo de cintura e habilidade para saber onde e como encontrá-los.

O levantamento também analisou a Geração Z, os filhos dos consumidores Y, que preferem sair com seus pais ou fazer atividades em família do que estar entre amigos. Essa geração nasceu entre os anos 1990 e 2000 e o Z é principalmente por conta do “zapear”. Ou seja, varia de perfil de consumo com facilidade.

Uma das grandes características da Geração Z é o fenômeno das redes sociais. Se por um lado é preciso que os pais se preocupem com os crimes na web, por outro, o alívio é grande ao saber que a pesquisa aponta que os jovens de hoje são menos transgressores.

Além disso, eles também estão mais tolerantes e menos preconceituosos. Prova disso é que para 95% dos que responderam ao estudo, os idosos merecem respeito. Do total, 80% têm amigos de outras raças e 40% mantém amizade com pessoas com outra orientação sexual. Por outro lado, não há novidades sobre o canal que eles preferem usar para obter informações.  A TV ainda é o principal já que 84% deles citaram o aparelho, contra 43%que preferem a internet.

De acordo com o Diretor da TNS, é possível que estejamos vivendo um conflito de gerações, já que os mais velhos invejam as facilidades e a liberdade dada aos mais novos. A quantidade de informações que a Geração Z recebe diariamente é muito grande, porém, com pouco conteúdo, o que pode ser a vantagem dos Y. “Eles obtém informações em cápsulas. Cada vez mais informação com cada vez menos análise”, completa Kodja.

Fonte: Consumidor RS

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