(21) 2220-3300
New here? Register. ×

Lápis e papel: coisa do passado?

5 comentários
27out

Na era do computador e da internet, escrever à mão é uma ação cada vez menos praticada. Diga-me, professor, qual é o aluno que não reclama de ter que escrever a prova com a mão? Qual é o aluno que não fica com a mão doendo de tanto escrever para responder à avaliação? E o que dizer da caligrafia da atual geração de meninos e meninas? Pois é, com o uso frequente do computador, lápis e papel são cada vez mais peças de museu.

Atitude nada saudável. Pelo menos, essa foi a conclusão que pesquisadores do departamento de psicologia e neurociência da Universidade de Indiana. Eles detectaram maior atividade neural no cérebro de crianças que haviam praticado a escrita à mão, em comparação com aquelas que apenas observavam letras numa tela. Para os pesquisadores, a escrita é de grande importância para o desenvolvimento do cérebro e da cognição, o que ajuda as crianças a aprimorar suas habilidades motoras finas e expressar e gerar ideias.

Leia o artigo de Umberto Eco
A arte perdida da escrita à mão

O que acontece com as crianças e os jovens também se observa com os adultos. Imagens de cérebros de adultos, analisadas pela Universidade de Washington, indicam que os movimentos sequenciais das mãos necessários para a escrita ativam as áreas cerebrais responsáveis pelo raciocínio, linguagem e processamento da memória.

A revistapontocom pergunta: escrever à mão é ou não é importante para a formação das crianças? Escreva para nós e avalie!

5 thoughts on “Lápis e papel: coisa do passado?

  1. Pessoalmente, eu não gosto de escrever à mão, cansa e dói meus dedos, é muito desconfortável. Concordo com o Prof. Anderson acima quando diz “não poderia afirmar se isso está ou não relacionado ao ato de escrever a mão”. Também como Arte-Educador sou da opinião de que a expressão plástica, no que se refere ao grafismo, considera não só a coordenação motora fina como também a psicomotricidade como um todo. Pontanto, abolir a escrita à mão pode acarretar males dentre outros inerentes às novas tecnologias, sendo assim, que prevaleça o equilíbrio nas ações pedagógicas.

  2. Escrever à mão é trabalhar artisticamente a caligrafia, deixando registrada a emoção de escrever cada pensamento e interpretação; favorecendo a aprendizagem, trabalhando o raciocínio e a memória.
    Escrever à mão pra mim traz sempre a primeira emoção de ter aprendido a escrever, de conhecer as letras e palavras…
    Eu particularmente adoro escrever à mão. Ultimamente com o corre-corre do dia a dia, estou escrevendo em folhas avulsas, com isso tenho uma coleção de papéis escritos por mim.
    Escrevam sim, à mão, mas em cadernos grandes, de muitas , várias e por que não infinitas páginas!!!

  3. Eu tenho dificuldades para escrever a mão. O uso frequente do computador e a facilidade de editar o que se escreve no computador transformou a atividade de escrever a mão em uma quase tortura. A velocidade com que escrevo digitando é muito maior do quando escrevo a mão, então começo a ficar ansioso quando tenho que escrever textos longos a mão.

    Também sou arte-educador e como a colega Ione (ver comentário acima) também noto que há grande dificuldades quando a expressão plástica por parte dos alunos, mas não poderia afirmar se isso está ou não relacionado ao ato de escrever a mão, até porque, nas escolas em que trabalho se escreve – e muito – a mão (copias do quadro, exercícios, trabalhos de pesquisa etc). A dificuldade de expressão plástica/gráfica talvez tenha origem no fato de haver pouco espaço na escola para esse tipo de atividade, principalmente nas séries iniciais. Outro problema é que quando o professor propõe atividade de desenho, pintura, colagem etc, muitas vezes dá um encaminhamento bastante equivocado para o trabalho, por não ter os conhecimentos necessários para conduzir tais atividades.

    Aproveito para convidar quem tiver um tempinho para visitar meu blog e conhecer o trabalho dos meus alunos: http://educacaoarteanderson.blogspot.com

    Abraços digitados!

  4. Sou arte educadora e hoje enfrento um novo desafio que é estimular os alunos a trabalhar com criatividade suas habilidades gráficas, acredito na pesquisa pois venho percebendo, como a representação gráfica está cada vez menos amadurecida em jovens que em tempos atrás já dominavam a técnica do desenho estrutural.
    A auto expressão está se perdendo em meio a tantos recursos midiáticos que estão próximos.
    Que nossas mãos sejam um meio de transformar o mundo para melhor!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.