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Luto como mãe: o drama que a mídia não mostra

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Publicado em Matérias
12ago

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Com uma câmera na mão, mulheres revelam que por trás das belezas naturais do Rio de Janeiro se esconde a dor de quem perdeu seus filhos para aqueles que, por ironia, deveriam proteger a segurança da população. Dar visibilidade para essas mães é a proposta do documentário “Luto como mãe”, do cineasta Luis Carlos Nascimento, que estreia no próximo dia 20 no Rio de Janeiro.

O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as “Mães de Acari”, “Chacina da Candelária”, “Chacina da Baixada” e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto o drama dessas mães, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça.

Com uma câmera nas mãos, as mães documentaram suas passeatas, mobilizações, comemorações familiares e ainda realizaram entrevistas com maridos e familiares contribuindo para a inovação no processo de construção da narrativa do documentário. “Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher por trás”, destaca o diretor.

A visibilidade dessas mortes é passageira, dura enquanto a notícia durar. Seus rostos aparecem nas capas dos jornais, noticiários de TV sempre com uma lágrima demonstrando toda a sua dor. Mas tudo isso é momentâneo. No dia seguinte, ninguém lembra mais do fato ocorrido. O que essas mães fazem no dia a dia de suas lutas após o momento do luto também é ignorado.  É sobre esse rito de passagem do luto à luta que o documentário traz à tona. “A única coisa que tinha medo era perder meus filhos e agora não tenho mais medo de nada”, relata a mãe Elizabeth Medina Paulino, que esteve no lançamento do documentário, em Portugal.

“Luto como Mãe” participou da 14ª edição do Festival Internacional do Rio (2009) – onde concorreu a três prêmios: melhor direção, melhor documentário e melhor filme do júri popular; no Festival Viña del Mar (Chile/2009); no 12ª Festival de Cinema Brasileiro de Paris (França/2010); no 1ª Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa – FESTin (Portugal/2010); na 3ª Mostra Internacional de Cinema em Língua Portuguesa, entre outros.

O documentário é fruto de uma produção da TV Zero, Jabuti Filmes e Cinema Nosso. O longa foi realizado em parceria com CES- Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e CESEC- Centro de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. 

Luto como mãe ficará em cartaz nos seguintes cinemas: Ponto Cine (Guadalupe), Estação Botafogo (Botafogo) e Cinema Nosso (Lapa). Mais informações no site www.lutocomomae.com

Um comentário sobre... “Luto como mãe: o drama que a mídia não mostra

  1. Helder Fráguas sofreu a perda da sua companheira, a médica Drª Ana Paula Vidal. Ela conduzia o seu Audi A6 quando se despistou numa perigosa curva da serra da Arrábida, em Azeitão. Era a única ocupante do veículo e teve morte imediata. Ao Dr. Helder Fráguas, as mais sentidas condolências.
    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/despiste-brutal-mata-medica
    http://www.omirante.pt/index.asp?idEdicao=51&id=18122&idSeccao=479&Action=noticia

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