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Música, mulheres e apelo sexual

2 comentários
Publicado em Matérias
07nov

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Christina Aguilera – 
 Foto 1 – Álbum Christina Aguilera (1999)
 Foto 2 – Álbum Back to Basics (2006)

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Jessica Simpson
 Foto 1 – Álbum Sweet Kisses (1999)
 Foto 2 – Álbum Public Affair (2006)

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Janet Jackson
 Foto 1 – Álbum Dream Street (1984)
 Foto 2 – Álbum All for you (2001)

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Britney Spears
 Foto 1 – Álbum Baby one more time (1999)
 Foto 2 – Álbum Blackout (2007)

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Shakira
 Foto 1 – Álbum Magia (1991)
 Foto 2 – Álbum Oral Fixation (2005)

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Beyoncé
 Foto 1 – Álbum Dangerously in love (2003)
 Foto 2 – Álbum B’day (2007)

Por Marcus Tavares

O surgimento da MTV americana, em agosto de 1981, popularizou, por meio da televisão, o videoclipe musical, trazendo uma nova tendência de moda que repercutiu por todo o mundo. Nascia então o que se convencionou a chamar de ‘Estética Videoclipe’, caracterizada por uma montagem fragmentada e acelerada, com narrativa não linear, imagens curtas, justapostas e misturadas, variedade visual, riqueza de referências culturais e forte carga emocional. Estética que ditou normas para o cotidiano dos jovens de várias gerações.

“Esse mecanismo audiovisual influencia e direciona pessoas no modo de consumir, de se vestir, agir e de ter seu próprio estilo. É um meio pelo qual pessoas, principalmente os jovens, se identificam e buscam uma forma de se padronizar conforme o grupo que convivem”, ressalta o estudo Videoclipe, estética e linguagem: sua influência na sociedade contemporânea, apresentado no 30º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado em 2007.

Segundo o pesquisador Guilherme Bryan, os videoclipes e a própria MTV Brasil, inaugurada em outubro de 1990, são peças fundamentais para se compreender a geração de jovens da década de 90 e do início do século XXI. “O videoclipe também popularizou formas de comportamento, desde o modo de se vestir até a maneira de se gesticular e de dançar. Imagine o que seria de Madonna e Michael Jackson sem seus respectivos videoclipes?”, questiona Bryan. 

Se as reflexões de Bryan e de outros estudiosos da área estiverem corretas, talvez realmente possamos vincular alguns videoclipes à representação do que é ser menina, jovem e mulher nos dias de hoje. Basta conferir os videoclipes das cantoras pops americanas que, volta e meia, estão nas paradas de sucesso. Além de apresentarem um formato muito semelhante, os vídeos contêm um forte apelo sexual.

A observação vai ao encontro de um relatório divulgado pela Associação Americana de Psicologia (APA). O documento afirma que as mulheres são retratadas – pela mídia de uma forma geral – como objetos sexuais.

O relatório de 72 páginas afirma que a mídia parece ensinar às jovens meninas que tudo o que elas têm a oferecer é o corpo e que, portanto, devem gastar todos os seus esforços na busca de uma aparência física idealizada. Ainda segundo o estudo, a mídia estereotipa a figura feminina e contribui desta forma para o machismo: “As meninas podem estar aprendendo a priorizar certas recompensas, como a atenção masculina, em vez de priorizar seus estudos e carreira profissional”.

As próprias capas dos álbuns das cantoras já mostram o quanto elas apostam no corpo como moeda de troca e de vendas. Acima, o leitor pode conferir as capas de DVDs de algumas cantoras que, ao longo de suas respectivas carreiras, foram imprimindo um forte apelo sexual.

O tema é polêmico e já foi inclusive abordado em um dos antigos programas da MTV Brasil. O Tribunal de Pequenas Causas Musicais debateu o forte apelo sexual presente nos clipes das principais cantoras americanas, como Britney Spears e Christina Aguilera. O programa fazia a seguinte pergunta aos telespectadores e internautas: quando o sexo está por cima, a música fica por baixo? O resultado foi o seguinte: sim (75%) não (25%).

Confira a entrevista com Guilherme Bryan: a linguagem do videoclipe

2 thoughts on “Música, mulheres e apelo sexual

  1. Valores X o poder da mídia: Combate injusto! Estamos apenas apresentando nos veículos de comunicação aquilo que permitimos. Ao aceitarmos e CONSUMIRMOS o é apresentado, reiteramos a sua produção.

  2. Nossos jovens estão num caminho sem volta. Os valores do casamento, do amor verdadeiro, companherismo, honestidade, sinceridade e fidelidade, não fazem mais parte? da vida destes jovens que estão sendo bombardeados diariamente por pornografia e liberdade sexual. Basta assistir aquele lixo do Pânico na TV e ver as mulherers expostas como carne nos açougues. Eu assisto a tudo isto e fico triste em pensar como será daqui 10 anos. Deus tenha misericórdia.

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