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Pais, crianças e internet: uma relação delicada

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Publicado em Matérias
20jul

 

Você acha que seus filhos passam tempo demais online? Você sabia, por exemplo, que as crianças brasileiras são as que mais ficam online, passando em média 18,3 horas online por semana? Você se preocupa com o fato de eles verem imagens violentas ou indecentes e bater-papo com estranhos? Você teme que eles se encontrem com alguém que conheceram online? Em caso afirmativo, você não está sozinho. Bem, pelo menos, é o que revela pesquisa realizada pela empresa Norton Online.

Mais de 7.000 adultos e 2.800 crianças e adolescentes, com idades entre 8 e 17 anos, em 14 países, participaram do estudo. O objetivo era examinar o comportamento e a experiência online das crianças e adolescentes em comparação com o conhecimento e entendimento dos mesmos pelos pais. O relatório destaca os principais contrastes e desconexões entre os pais e seus filhos e oferece conselhos e orientação para os pais sobre como preencher as lacunas.

Clique aqui e confira a pesquisa na íntegra

O levantamento constata que as crianças estão passando cada vez mais tempo online, e de maneira geral, os pais estão cientes disso e têm uma boa ideia das principais atividades que seus filhos realizam online. Os pais estão preocupados se seus filhos estão acessando material impróprio ou distribuindo informações pessoais on-line, mas ainda subestimam o quanto seus filhos baixam jogos, músicas e vídeos pela internet. Essas são atividades-chave que podem expor as crianças a conteúdo inadequado e incentivá-las a divulgar seus detalhes pessoais.

A boa notícia é que as crianças querem, de fato, um envolvimento maior de seus pais em suas vidas on-line. A maioria afirma que gostariam de conversar com seus pais, pedindo ajuda e conselhos quando as coisas dão errado.

”Como uma consultora profissional em segurança na internet, até mesmo eu me surpreendi com algumas das constatações nesse novo relatório. Os pais realmente se preocupam com predadores, mas parecem negligenciar ameaças mais comuns, como o cyberbullying. E mais da metade de todas as famílias está se colocando em situação de risco uma vez que os filhos estão realizando download sem qualquer controle. A tecnologia é parte da solução, mas grande parte dela envolve um bom controle dos pais.A maneira singular mais eficaz de ajudar a manter seus filhos seguros online é manter um diálogo constante com eles. Há muitas coisas que podemos fazer para assegurar que nossos filhos tenham uma experiência positiva online. Esse relatório nos mostra onde devemos focar os nossos esforços imediatamente”, afirma Marian Merritt, conselheira de segurança na internet.

O que as crianças fazem online
83% – jogam
73% – navegam pela internet
71% – fazem tarefas escolares
67% – conversam com os amigos

Dicas para os pais
Os pais podem melhorar as experiências online dos filhos por meio da tecnologia, conversando abertamente sobre os problemas e preparando as crianças para aquilo que podem encontrar online.

– Tecnologia
Os pais devem se certificar de que o software de segurança de internet esteja instalado e que seus filhos saibam verificar o software de segurança de internet e dizer se não está funcionando ou expirou.

Os pais podem verificar que sites seus filhos visitam utilizando o botão de Histórico no seu navegador web e o guia de Busca.

– Conversando
Os pais precisam envolver os filhos na definição das regras familiares. Explicar por que você não quer que seus filhos acessem determinados materiais é mais positivo que simplesmente bloquear sites. Da mesma forma, diga que você se sentiria melhor em monitorar sua atividade do que se intrometer sem discussão. Conversar sobre suas experiências online ajudará as crianças a enxergar o panorama global e como seu comportamento afeta toda a família.

– Dicas de segurança em redes sociais
• Peça às crianças para adicionar apenas os amigos que elas conhecem e para não adicionar ‘amigos de amigos’.
• Faça com que seus filhos o adicionem como um amigo, para que você possa ver quem são os amigos.
• Certifique-se de que seu filho lhe diga se alguém online deseja conhecê-lo pessoalmente.
• Se você concordar que ele se encontre com um colega na vida real, sempre o acompanhe.

– Ouvindo
As crianças precisam saber que podem contar com os pais, que sempre estarão ao seu lado. Portanto, esteja pronto para ouvir, ajudar e dar apoio. Preste atenção nas mudanças de comportamento e incentive seus filhos a conversar.

– Telefones
Os pais também precisam estar cientes dos riscos online apresentados para as crianças, pelo telefone celular. Eles deverão verificar regularmente as faturas telefônicas e atividade da conta e certificar-se de que os telefones sejam deixados e carregados em um recinto familiar, e não levado para os quartos à noite.

Não proibir o acesso
Certifique-se de que as crianças conheçam as consequências de não cumprir as regras familiares, mas
não proíba o acesso a suas tecnologias favoritas. Ao apenas proibir, as crianças tendem a buscar acesso em outro local e ficarem “bravas”.

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