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Pesquisa do IBGE traça a saúde escolar do estudante brasileiro

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Publicado em Matérias
03mar

O estudante brasileiro possui uma alimentação saudável? Faz atividade física? Fuma? Quando começou a fumar? Já se envolveu em episódio de violência? Qual é a estrutura familiar destes jovens? Estas e outras perguntas foram respondidas pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2009), aplicada no ano passado pelo IBGE. O levantamento envolveu cerca de 620 mil alunos, matriculados no 9º ano, de 1.507 escolas públicas e privadas de todo o país.

Os resultados  mostram que mais da metade dos estudantes de escolas particulares e públicas, a maioria na faixa de 13 a 15 anos, são inativos ou insuficientemente ativos em relação à prática da atividade física. Considerando somente as alunas, o percentual chega a quase 70%. Aproximadamente 80% deles assistem à TV por duas horas ou mais por dia, quando duas horas é o limite recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Já o consumo de guloseimas e de refrigerantes superou o de frutas frescas. O consumo de frutas frescas foi de 31,5%, enquanto a proporção de alunos que consumiram guloseimas, em cinco dias ou mais na semana anterior à coleta da pesquisa, foi de 50,9%, e o percentual de estudantes que consumiram refrigerantes foi de 37,2%.

Dos estudantes pesquisados, 24,2% já experimentaram o cigarro alguma vez na vida e 6,3% o consumiram alguma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. O consumo de bebida alcoólica era mais disseminado do que o fumo: 71,4% já haviam experimentado álcool alguma vez, sendo que 27,3% disseram ter consumido no mês anterior à pesquisa. Quase 20% declararam ter obtido a bebida em supermercados ou bares e 12,6 % deles na própria casa. Já haviam se embriagado 22,1% dos escolares.

A Pense 2009 verificou, ainda, que 8,7% dos estudantes já usaram alguma droga ilícita. A pesquisa mostra, também, que já tiveram relação sexual 30,5% dos estudantes, sendo 43,7% adolescentes do sexo masculino e 18,7% do sexo feminino. Embora a maioria (87,5% dos alunos da rede pública e 89,4% da rede privada) tivesse informações sobre AIDS ou outras doenças sexualmente transmissíveis, 24,1% dos estudantes não haviam usado preservativo na última relação sexual.

Para orientação dos professores e demais interessados, a revistapontocom publica, abaixo, um resumo dos principais temas abordados.
Confira:

Atividade Física
Os resultados revelaram que, para o conjunto das capitais e do Distrito Federal, 43,1% dos escolares eram ativos em termos de prática de atividade física. Mais da metade dos escolares do sexo masculino foram incluídos na categoria ativos (56,2%), enquanto entre os escolares do sexo feminino a frequência foi de 31,3%. As percentagens observadas entre escolares das redes privada e pública foram, respectivamente, 45,1% e 42,6%. Em Florianópolis, 51,5% dos escolares foram classificados como ativos e, em Curitiba, o percentual foi de 51,0%. As capitais com as menores proporções de escolares ativos foram São Luís, com 34,2% e Maceió, 35,5%.

Cigarro
Os resultados da Pense 2009 mostraram que 24,2% dos escolares experimentaram o cigarro alguma vez. A capital Curitiba obteve a maior frequência (35,0%) de escolares que já fizeram uso do cigarro, seguida de Campo Grande (32,7%) e Porto Alegre (29,6%). Não houve diferença significativa quando os resultados foram desagregados por sexo, visto que 24,4% foi a proporção dos escolares do sexo masculino que experimentaram cigarro alguma vez e, 24,0%, foi o percentual observado para os escolares do sexo feminino para o conjunto das capitais. Os escolares das escolas públicas estiveram mais expostos a este fator de risco (25,7%) do que os escolares das escolas privadas (18,3%).

Álcool
Os dados da Pense 2009 mostraram que 71,4% dos escolares já experimentaram bebida alcoólica alguma vez. Esse percentual variou de 55,1%, em Macapá, a 80,7%, em Curitiba. A maior frequência de experimentação de bebida alcoólica ocorreu com escolares do sexo feminino (73,1%), sendo a proporção de experimentação entre os do sexo masculino também elevada (69,5%). A experimentação de bebida alcoólica foi de 75,7% entre os escolares das escolas privadas e de 70,3%, entre os escolares das escolas públicas.

Uso de drogas ilícitas uma vez
Os dados levantados na Pense 2009 sobre o uso de algum tipo de droga, tais como: maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume, ecstasy alguma vez evidenciam que 8,7% dos escolares já usaram alguma dessas drogas ilícitas, sendo o maior percentual encontrado na capital Curitiba (13,2%) e o menor em Macapá (5,3%). Os escolares do sexo masculino foram mais frequentes no uso de drogas ilícitas (10,6%) no total das capitais e no Distrito Federal. Entre os escolares do sexo feminino, o percentual foi de 6,9%.

Iniciação sexual
30,5% dos escolares já tiveram relação sexual alguma vez. A frequência de escolares adolescentes do sexo masculino que tiveram relação sexual foi de 43,7%. Entre os escolares do sexo feminino a proporção foi de 18,7%, para o conjunto das capitais e o Distrito Federal. Salvador e Boa Vista foram as capitais com as maiores proporções de escolares do sexo feminino que declararam ter tido relações sexuais, enquanto Boa Vista foi onde se observou maiores percentuais para os escolares do sexo masculino. A variação observada entre as capitais no total dos escolares foi de 40,4%, em Boa Vista, a 25,3%, em Vitória. Nas escolas públicas, foram constatados mais escolares que já iniciaram a sua vida sexual (33,1%) quando comparados aos escolares das escolas privadas (20,8%).

– Uso de preservativos
Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, dentre os 30,5% que tiveram relação sexual, 75,9% dos escolares disseram ter usado preservativo na última relação sexual. A menor frequência de uso de preservativos entre os escolares foi observada em São Luís – 68,3% e a maior, em Rio Branco – 82,1%. Não há diferença significativa entre as respostas obtidas por sexo. Também não foi relevante a diferença quando se analisou a frequência deste uso entre escolares de escolas privadas (76,1%) e públicas (75,8%), para o total das capitais e Distrito Federal.

– Acesso na escola à informações sobre sexualidade e DST
Os dados da Pense 2009 mostraram que 87,5% dos escolares da rede pública e 89,4% dos escolares da rede privada haviam recebido informações sobre AIDS ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Quanto à orientação sobre prevenção de gravidez, 82,1% dos escolares das escolas privadas e 81,1% dos escolares das escolas públicas, no total das capitais brasileiras e Distrito Federal, receberam informações sobre o tema na escola. A pesquisa revela, ainda, que 71,4% dos escolares da rede pública e 65,4% dos escolares da rede privada, receberam informações sobre a aquisição gratuita de preservativos.

– Bullying
A Pense 2009 investigou esse tema através da seguinte pergunta: “Nos últimos 30 dias, com que frequência algum dos seus colegas de escola te esculacharam, zoaram, mangaram, intimidaram ou caçoaram tanto que você ficou magoado/incomodado/aborrecido?” Os resultados da Pense mostraram que 69,2% não sofreram bullying. O percentual dos que foram vítimas deste tipo de violência, raramente ou às vezes, foi de 25,4% e a proporção dos que disseram ter sofrido bullying na maior parte das vezes ou sempre foi de 5,4%. O Distrito Federal com (35,6%) seguido por Belo Horizonte com (35,3%) e Curitiba com (35,2 %) foram as capitais com maiores frequências de escolares que declararam ter sofrido esse tipo de violência alguma vez nos últimos 30 dias. Foram observadas diferenças por sexo, sendo mais frequente entre os escolares do sexo masculino (32,6%) do que entre os escolares do sexo feminino (28,3%). Quando comparada a dependência administrativa das escolas, a ocorrência de bullying foi verificada em maior proporção entre os escolares de escolas privadas (35,9%) do que entre os de escolas públicas (29,5%).

– Violência Física
Os dados da Pense 2009 sobre o uso da violência revelaram que 12,9% dos escolares informaram ter tido envolvimento em alguma briga, nos últimos 30 dias, na qual alguém foi agredido fisicamente. Esta informação quando desagregada por sexo mostra que este tipo de violência foi de 17,5% para os escolares do sexo masculino, quase o dobro do percentual observado para os escolares do sexo feminino que foi de 8,9%. A capital com maior proporção de escolares que estiveram envolvidos em briga, onde houve agressão física foi Curitiba (18,1%), e a com a menor, Teresina (8,4%). As mesmas cidades apresentaram as seguintes frequências por sexo para este indicador: Teresina 12,1%, para escolares do sexo masculino e 5,2%, para escolares do feminino; e Curitiba 24,3%, para escolares do sexo masculino e 12,7%, para escolares do sexo feminino. A diferença mais significativa entre escolares de escolas públicas e privadas foi observada em Curitiba.

– Envolvimento em briga com arma branca ou de fogo
No que se refere às brigas com arma branca, 6,1% dos escolares declararam envolvimento, nos últimos 30 dias, sendo mais frequente em escolares do sexo masculino (9,0%), do que nos escolares do sexo feminino (3,4%). Essa distribuição foi variada entre as capitais e o Distrito Federal. As maiores proporções de envolvimento em brigas com uso de arma branca ocorreram em Boa Vista (9,5%) e a menor proporção em Porto Velho (4,1%). O envolvimento em brigas com arma de fogo foi declarado por 4,0% dos escolares, sendo mais frequente em escolares do sexo masculino (6,0%) do que escolares do sexo feminino (2,3%). Boa Vista (9,4%) e Curitiba (9,2%) apresentaram as maiores frequências de escolares do sexo masculino envolvidos em brigas com arma de fogo. A menor frequência foi observada em Teresina (4,0%).

– Agressão física por adulto da família
Os resultados da Pense 2009 revelaram que 9,5% dos escolares sofreram agressão por algum adulto da família. Os percentuais variaram de 6,6%, em Florianópolis,11,7%, em Recife. Não foram observadas diferenças signifi cativas por sexo ou entre escolares de escolas públicas (9,6%) ou privadas (9,3%) .

– Sobre a percepção corporal
22,1% dos escolares se achavam magros ou muito magros. A proporção de escolares do sexo masculino que se perceberam magros ou muito magros foi de 23,0%, enquanto no sexo feminino foi de 21,4%, para o total das capitais e do Distrito Federal. Quanto à percepção de estarem normais em relação à imagem corporal, 60,1% dos escolares consideraram esta alternativa, sendo a maior frequência para o sexo masculino (63,3%) e para os escolares das escolas públicas (61,6%). Já 17,7% disseram estar gordos ou muito gordos. Os escolares do sexo feminino observaram-se desta forma em 21,3% dos casos.
 
Para mais informações acesse o documento oficial

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